terça-feira, 26 de março de 2019

PEQUENA HISTÓRIA DO PADRE PIO DE PIETRELCINA, UM GRANDE SANTO DO SÉCULO XX.

     Padre Pio nasceu em 25/5/1887 na cidade de Pietrelcina e morreu em 23/9/1968 em San Giovanni Rotondo, Itália. Seu nome era Francesco Fortione, em homenagem a São Francisco de Assis. Porém, com quinze anos de idade entrou no noviciado em Morcone adotando o nome de Frei Pio de Pietrelcina em honra de São Pio V e de sua cidade natal. 
Vista panorâmica do Santuário do Padre Pio de Pietrelcina (San Giovanni Rotondo). 

O corpo do Padre Pio de Pietrelcina exposto para veneração pública (desde 2008) no Santuário em San Giovanni Rotondo

     Desde cedo, Padre Pio via Jesus, Maria e o Anjo da Guarda. Contou isso a seus pais aos cinco anos de idade. Tinha um ardente desejo de ser sacerdote. Foi consagrado em 10/8/1910 na catedral de Benevento/Itália, tornando-se membro da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. 

     O pai de Padre Pio não estava na cerimônia de consagração por que tinha ido para a América ganhar algum dinheiro para os estudos do filho. Em 1910, alguns meses depois da ordenação, Padre Pio recebeu os estigmas visíveis na mão. Ele pediu ao Senhor Jesus para tirá-los. Foi atendido quanto às marcas externas, mas as dores ficaram. Era o período de estigmas invisíveis. 

     Em 1911, ficou novamente doente por quarenta dias. Tinha febres altíssimas. Cinquenta graus. É febre que ninguém tem, mas ele teve. Nesse período de febres além do normal recebeu visões celestes, bem como tentações diabólicas. De novo, ele via Jesus com chagas, Maria e o anjo da guarda. Maria que, segundo ele, era bela e seus olhos resplandeciam mais que o Sol. Retornou a Pietrelcina para se tratar e lá ficou até setembro de 1916. 

     Mas queria prestar serviços a Jesus e, assim, mesmo com péssima saúde, foi mandado a San Giovanni Rotondo. Passou a se dedicar à oração, à penitência e aos deveres de um padre como ouvir confissões e rezar missas. Nunca mais saiu de San Giovanni onde fez cinquenta anos de sua história. 

     Nos dias 5/6 e 7 de agosto de 1918, Padre Pio recebeu de Jesus Cristo, novamente e visivelmente, dois dons maravilhosos: O primeiro foi a transverberação que era uma lança espiritual entrando no lado esquerdo do coração e o segundo foram os cinco estigmas. A chaga do lado esquerdo era em forma de cruz e foi dada nos dias 5/6 e 7 de agosto de 1918 e os outros estigmas foram dados quarenta dias depois da transverberação. 

     Os estigmas eram espécies de sangramentos permanentes nos dois pés, nas duas mãos e mais um no peito. Essas chagas ficaram com ele até a morte do seu corpo em 23 de setembro de 1968, mas desapareceram sem deixar cicatrizes no dia da morte. Elas foram examinadas pelos médicos durante a vida dele, bem como depois da morte, mas não sabiam o que estava ocorrendo no corpo do Santo. Viveu 50 anos no convento de San Giovanni. Construiu um hospital que chamou Casa Alívio do Sofrimento, inaugurada em 5 de maio de 1956. 

     As pessoas começaram a perceber que ele era um grande santo. Nas confissões que recebia ele se irritava com os mentirosos. Alguns não alcançavam o perdão dele na primeira vez, mas voltavam arrependidos de verdade e eram perdoados. Mesmo sabendo disso, alguns esperavam até duas semanas para fazer a confissão. 

     Padre Pio fazia predições. Disse que Karol Wojtyla (João Paulo II) iria ser papa. Disse que a Alemanha perderia a guerra, mesmo quando parecia que aquela ditadura esquerdista venceria. Fez muitas outras predições pessoais e coletivas. 

     Os estigmas desapareceram quando morreu. Ninguém leva nada daqui deste mundo, mas Padre Pio levou os estigmas consigo. O corpo de Padre Pio permanece incorrupto na Catedral de Benevento/Itália. 

     O procedimento que levou à sua canonização teve início com o nihil obstat de 29 de novembro de 1982. Em 20 de março de 1993 foi começado o processo diocesano para sua canonização. Em 21 de janeiro de 1990 Padre Pio foi proclamado "venerável", beatificado em 2 de maio de 1999 e foi canonizado em 16 de junho de 2002, proclamado na Praça de São Pedro pelo pontífice Papa João Paulo II como São Pio de Pietrelcina. A sua festa litúrgica é celebrada dia 23 de setembro.

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