quinta-feira, 8 de março de 2018

A RESPEITO DO MERCOSUL

O assunto sobre o Mercado Comum do Sul – Mercosul – só pode ser entendido com as definições prévias do que sejam área de livre comércio – ALC -, união aduaneira – UA -, mercado comum – MC e união econômica total. 

Segundo a Wikipédia, 
  1. Dá-se o nome de área de livre comércio ou zona de livre comércio a um grupo de países que concordaram em eliminar as tarifas, quotas e preferências que recaem sobre a maior parte dos (ou todos os) bens importados e exportados entre aqueles países. Um bom exemplo é o NAFTA (North American Free Trade Agreement, ou Acordo norte-americano de livre comércio), que reúne Canadá, Estados Unidos e México. A Zona Franca de Manaus também é uma ALC. 
  2. União aduaneira é uma área de livre-comércio com uma tarifa externa comum (TEC), ademais de outras medidas que conformem uma política comercial externa comum. Entre um grupo de países ou territórios que instituem uma união aduaneira, há a livre circulação de bens (área de livre comércio) e uma tarifa aduaneira comum a todos os membros, válida para importações provenientes de fora da área. O Mercosul é uma união aduaneira. 
  3. Um mercado comum é a união aduaneira com políticas comuns de regulamentação de produtos e com liberdade de circulação de todos os três fatores de produção (pessoas, serviços e capitais). Em tese, a circulação de capital, trabalho, bens e serviços entre os membros deve ser tão livre como dentro do território de cada participante. Um bom exemplo de mercado comum é a União Europeia
  4. União Econômica total é quando desaparecem completamente as fronteiras entre os estados. É o desejo dos dirigentes (ditadores) da União Europeia. Uma ditadura socialista. Seria um dos primeiros blocos do futuro Governo Mundial. 
Ser um mercado comum era o objetivo principal dos países signatários do acordo assinado pelo Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina na capital do Paraguai em 1991. No entanto, as definições anteriores deixam claro que nenhuma das condições de formação dos blocos comerciais existe. Na verdade, hoje, o Mercosul é mais um bloco ideológico que bloco comercial. 

A crise por que passa a Argentina desde 2001, quando houve a implosão do câmbio fixo, foi um obstáculo nunca transposto para consolidar o bloco econômico seria um obstáculo muito difícil de transpor pelo mercado comum. O acordo do Mercosul só não desapareceu por razões político-ideológicas. 

A ALC não há mais porque para que assim seja é necessário que nenhum país do bloco admita a entrada de mercadorias de outro país fora das regras do acordo comercial, mas a Argentina quebra as regras desde antes da crise de 2001. Se as regras da ALC não são obedecidas então dos demais acordos comerciais também não. 

Isso quer dizer que o Mercosul como acordo comercial não existe mais. O acordo, hoje, é mantido formalmente como está apenas por interesses político-ideológicos comuns aos governos do PT no Brasil, ao kirchnerismo na Argentina, bolivarianos e chavistas em Venezuela, Equador e Bolívia. 

Para a conversão do Mercosul de bloco econômico e comercial em plataforma política foi essencial a coincidência de Lula e Néstor Kirchner chegarem ao poder em Brasília e em Buenos Aires juntos, em 2003. 

Ambos se uniram para soterrar de vez as negociações em torno da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), vista pelo Planalto e Casa Rosada como instrumento do “Império”. A partir da aliança entre Lula/PT/Dilma e Kirchner (Argentina), o resto veio pela força da gravidade. 

Um dos piores momentos do período em curso foi a inclusão da Venezuela no bloco, por meio de vergonhosa manobra de expulsão temporária do Paraguai, para que a não aprovação da entrada do novo sócio pelo Congresso paraguaio não impedisse a unção dos chavistas. 

Para fortalecer o projeto de um Mercosul como trincheira política terceiro-mundista, tratou-se de incorporar também a Bolívia de Evo Morales, outro produto do chavismo. Esses fatos já permitem considerar que o projeto original do Mercosul, de integração de economias pelo comércio, foi adiado de uma vez por todas. 

Sob o ponto de vista estrito do comércio, os dados apontam que de 2000 a 2013, as exportações mundiais passaram de 6 trilhões de dólares para 20 trilhões de dólares. O Brasil passou de 55 bilhões para 200 bilhões de dólares. No entanto, o Mercosul não acompanhou esse crescimento, tendo diminuído a troca entre os países componentes do bloco de 17% das exportações totais para 12%. 

Na verdade, o que está ocorrendo no Mercosul é que os dirigentes do Foro de São Paulo querem transformar a América Latina na pátria grande socialista indo direto para a união econômica e política sem passar pelas fases anteriores. Queriam algo pior que a União Europeia que está eliminando fronteiras rumo à formação do primeiro bloco da ditadura socialista do Governo Mundial almejado pelos globalistas. 

O principal benefício do Mercosul, talvez o único, é o fato de que o brasileiro precisava de passaporte para se deslocar pela América do Sul até 1991. Hoje, basta a carteira de identidade.

Nenhum comentário: