sexta-feira, 16 de março de 2018

37 - SOBRE A EXTINÇÃO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL


Ser previdente é uma escolha individual. Quem quiser pensar no dia de amanhã que se previna com seus próprios meios ou então que acredite no ensinamento de Cristo: 
  • Não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal. (Mt, 6, 34) 
No entanto, esquecendo o ensinamento cristão, quase todos pensam no dia de amanhã e procuram poupar, mas vendo que não conseguem muito entregam seu futuro nas mãos do governo ao invés de deixar nas mãos divinas. O resultado é um grande engano, pois a previdência governamental está falida. 

Você acredita que receberá seu salário atual como aposentadoria daqui a 10 anos? Daqui a 15? Daqui a 25? Daqui a 35? Aposto que não! 

Na verdade, ninguém acredita, pois os valores dos benefícios da Previdência do Brasil são muito superiores aos valores recolhidos por aqueles que pagam ao Governo pelos mesmos benefícios. 

O déficit da Previdência, que era de R$ 123,6 bilhões em 2014, passou para R$ 268,8 bilhões em 2017. Mais do que dobrou em três anos. 

ANO
Déficit R$ bilhões
Tot ImpUnião bilhões de R$
Percentual Déficit/ImpU
2014
123,6
1.188,00
10,40%
2015
158,3
1.221,00
12,96%
2016
232,3
1.290,00
18,01%
2017
268,8
1.342,00
20,03%
Fonte: Secretaria da Previdência MPAS
Os motivos desses déficits apontam para um sistema que está totalmente desequilibrado por inúmeras políticas assistencialistas demagógicas adotadas pelos governos mais recentes. 

Vejam os seguintes dados: Em 2017, os servidores ativos da União eram 1.220.000 e os inativos eram 980.000. Esses dados demonstram que a relação entre ativos e inativos da União fica em 1,25 (1,25 ativos para cada inativo). 

Essa relação é insustentável, haja vista que cálculos atuariais (compatibilidade em valor recolhido e valor a ser pago pela aposentadoria) indicam necessidade de cinco servidores ativos para cada inativo visando a manter o sistema equilibrado. Quer dizer, o nosso sistema de previdência não tem solução por que é impossível arranjar cinco contribuintes para um aposentado. 

Mas há uma solução que bons governos teriam coragem de adotar: acabar com a previdência governamental e devolver aos participantes do sistema os valores recolhidos a título de contribuição para a Previdência. 

Tanto aos aposentados quanto aos ainda contribuintes, a proposta de devolução seria a mesma: devolver os valores efetivamente recolhidos à previdência em parcelas mensais máximas de um teto que seria fixado aproximadamente no mesmo nível do atual teto da aposentadoria paga ao servidor privado. 

Os demais benefícios do sistema de previdência governamental também ficariam extintos. Quem quiser aposentar-se que faça o próprio plano junto aos seguradores privados ou que garantam a si próprios. 

O estado que aí está se mete na economia privada, define como cada um deve guardar seu próprio dinheiro e, ainda por cima, não garante, por impossibilidade do sistema, o dinheiro recolhido pelo contribuinte. 

Por isso, propomos a extinção da previdência e que o estado nunca mais seja administrador de nenhum tipo de aposentadoria e a fiscalização da previdência privada só seria feita por intermédio dos códigos penais e civis.

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