quinta-feira, 29 de março de 2018

OS SIGNIFICADOS DA PÁSCOA (JUDAICO E CRISTÃO)

Perguntei para meu filho de seis anos: O que é a páscoa? A páscoa é vida porque Jesus ressuscitou, ele disse. De fato, Páscoa é o florescimento da vida, mas representa coisas diferentes para judeus e cristãos:

a) Para cristãos, a Páscoa representa a ressurreição de Cristo. Ou seja, um rito de passagem para o cristão que adquire uma nova vida em Cristo-Deus;

b) Para judeus, a Páscoa representa a passagem do anjo da morte matando os primogênitos do povo egípcio e a libertação do povo hebreu. Ou seja, um rito de passagem do povo judeu que passou da escravidão no Egito para a liberdade nas mãos de Deus.

Mas não é possível falar mais sobre o significado da Páscoa sem falar da história que Deus produziu junto ao povo judeu por intermédio de seu filho Jesus Cristo.

Deus marcou nossas vidas com muita força. Em nossa civilização ocidental, o primeiro sinal da força de Deus ocorreu como contado na história da Arca de Noé que sofreu o dilúvio. 

O segundo sinal ocorreu mais ou menos oitocentos anos depois do dilúvio quando Abraão conheceu pessoalmente a força de Deus. Abraão não tinha filhos e sua mulher Sara tinha setenta anos, mas Deus lhe disse que ela engravidaria. 

Assim ocorreu e nasceu Isaac. Mas Deus novamente testou a fé de Abraão e mandou que seu filho único fosse sacrificado. Nos segundos finais, antes de Abraão cumprir a exigência, Deus interveio e salvou Isaac da morte.

Os filhos de Isaac foram Esaú e Jacó. Eles nasceram gêmeos, mas disputaram a primogenitura. Jacó,  vitorioso na disputa pela primogenitura, teve doze filhos e os criou na região do atual Estado de Israel.

Um deles, José, era o escolhido por Deus. Por isso mesmo foi invejado pelos irmãos que o venderam como escravo a um rico mercador egípcio.

Vivendo como escravo no Egito, mas tendo a proteção de Deus, José decifrou os sonhos do Faraó Ramsés que queria saber o que representavam as sete vacas gordas e as sete vacas magras que povoavam os sonhos dele. José disse-lhe que ocorreriam sete anos de grandes safras agrícolas e, em seguida, sete anos de secas no Rio Nilo que reduziria, em muito, as safras. 

Além de decifrar o sonho, José propôs uma solução administrativa para as desgraças que viriam. O Faraó deveria guardar o excesso dos sete anos de fartura para consumir nos anos de miséria. Essa sabedoria divina o tornou superintendente geral do império egípcio.

Vieram os sete anos de seca e miséria. Tanta miséria ocorreu nas regiões do Egito e de Israel que os doze filhos de Jacó vieram pedir comida ao Superintendente Egípcio. Foram perdoados e atendidos por José. Gostaram e ficaram morando no Egito. Mas os anos se passaram, José morreu, e o povo hebreu tornou-se escravo dos egípcios. Foram quatrocentos anos de escravidão.

Depois de quatrocentos anos da ocorrência da história de José, o crescimento populacional maior dos escravos hebreus ameaçava o domínio egípcio. Por isso, o Faraó mandou assassinar os filhos homens do povo escravo. 

Mas um deles, Moisés, foi salvo por Deus e colocado aos cuidados de uma irmã do Faraó que cuidou de Moisés como se fosse seu filho. A história de Moisés ocorreu aproximadamente mil e duzentos anos antes de Cristo.

Moisés, depois de adulto rebelou-se contra o Faraó e foi viver na região da atual Península do Sinai, que era um deserto. Passados mais de quarenta anos, Deus veio e falou pessoalmente a Moisés que deveria ir ao Faraó pedir a libertação do povo hebreu. 

Deus prometeu usar a força divina contra o povo egípcio em caso de negativa. A cada negativa ocorreria uma grande desgraça ao povo egípcio. E assim ocorreu.

Depois da décima negativa, veio a maior das desgraças: Todos os filhos primogênitos do povo egípcio morreram à meia noite de um dia fixado por Deus. Até o filho do Faraó morreu. Aquele dia, ou melhor, aquela noite ficou marcada para sempre como a passagem do anjo da morte. 

A Páscoa Judaica é comemorada todo ano no mesmo dia da passagem do anjo da morte. O anjo da morte matou somente primogênitos egípcios. Nenhum filho dos judeus morreu naquela passagem. O Faraó percebeu a força de Deus e aceitou libertar aquele povo. Que eles voltassem à terra prometida (Israel) da qual tinham vindo.

Mas o Faraó arrependeu-se de libertar os judeus e mandou soldados trazê-los de volta. Mas Deus estava com Moisés e abriu o Mar Vermelho para que os judeus passassem e fechou a passagem submergindo os soldados egípcios que os perseguiam.

Percebam que a força de Deus já existia muito antes de Cristo que é o próprio Deus que veio de novo trazer a mensagem de salvação. 

Dessa vez, a salvação veio não só para o povo judeu, mas para todos os habitantes do planeta terra. Foi na Páscoa Judaica que ocorreu a ressurreição de Jesus Cristo que é a mesma data da Páscoa Cristã.

quarta-feira, 28 de março de 2018

LIBERALISMO - O conservador preza a vida e a verdadeira liberdade. O liberal, ao contrário, não valoriza a vida e minimiza o valor da liberdade.

Antes de conceituar liberalismo é necessário explicar alguns princípios do conservadorismo: 

Em primeiro lugar, o conservador conserva a vida, a liberdade individual e os dez mandamentos de Deus. 

Em segundo lugar, o conservador conserva tudo aquilo que deu certo ou que é reconhecido como um direito natural.

Em terceiro lugar, o conservador põe limites à liberdade relativamente à vida e às coisas do outro. Isto é, você tem liberdade total, a menos de tirar a vida ou as propriedades de outrem.

Por que se deve colocar a realidade conservadora antes de conceituar o liberalismo? Por que o liberalismo nasceu em oposição ao conservadorismo.

Consultem os dicionários e verifiquem que os conceitos de liberalismo jamais dizem que um dos seus princípios é a preservação da vida ou dos mandamentos de Deus.

É assim por que o liberalismo é uma filosofia política ou ideologia que defende:

1)Liberdade individual total - Até mesmo de matar.

2)Igualitarismo econômico - Rendas iguais para méritos diferentes.

3)Igualdade de gênero - Homem e mulher ocorrem depois do nascimento;

4)Liberdade religiosa e estado laico - Significa perseguir o cristianismo;

5)Propriedade privada – Desde que atendido seus fins coletivos;

6)Aborto – A vida não tem valor superior à liberdade de matar.

Inicialmente, o liberalismo rejeitou as normas sociais e políticas prevalecentes de privilégio hereditário, religião estatal, monarquia e direito divino dos reis. 

Atacava os defeitos do governo existente, mas não para melhorá-lo. Ao contrário, queriam implantar as ditaduras republicanas ou socialistas no lugar das tradições monarquistas.

Pode-se dizer que foram estabelecidos estados liberais em nações da Europa e América do Sul no século XIX, mas não se pode dizer isso em relação aos Estados Unidos por que aquele não é um estado liberal, mas sim que é um estado conservador.

Observem o seguinte: O conservador respeita a liberdade e é democrático a ponto de aceitar que, em determinados períodos, um liberal governe o país. No entanto, o liberal não tem essa percepção da liberdade. 

Vejam o caso recente do liberal (comunista) Obama. Ele usou todo o poder e os recursos do estado para comprar a imprensa ou votos para não permitir a vitória do conservador (capitalista) Donald Trump. 

Isto é, os liberais não respeitam a liberdade do próximo tanto quanto os conservadores a respeitam.

Outro exemplo de que o liberal não é democrático foi o caso do Presidente Americano Franklin Delano Roosevelt que não queria largar o poder nos Estados Unidos. 

Ele foi eleito e reeleito por quatro vezes ficando no poder até morrer. Reelegeu-se sucessivamente usando o aparelho estatal. Ele aumentou demais a intervenção estatal na economia americana por meio do New Deal, que era um programa de intervenção estatal que atrasou a recuperação da economia americana depois da crise de 1930. Era o tal do estado do bem-estar social. Uma falácia socialista.

Nos Estados Unidos, a palavra liberal designa, de forma geral, um proponente da esquerda política ou defensor da liberdade de comportamento. Isto é, o liberal americano gosta da intervenção estatal na economia e do estado ditando regras esquisitas para os normais.

O conservador, ao contrário, defende a verdadeira liberdade comportamental, haja vista que não impõe nenhuma regra comportamental usando a força do estado. Quem quiser comportar-se como homossexual é livre para isso, mas sem uso do estado para impor o comportamento gay aos outros. 

Isto é, o liberal impõe certas regras de comportamento em nome de se estimular o comportamento agressivo à família ou aos valores conservadores ou cristãos, mas o conservador simplesmente defende a liberdade de comportamento sem usar o estado para estimular as agressões ao comportamento normal do ser humano.

O liberal é um estatista. Ele considera que a liberdade existe por uma criação estatal. Isto é, considera que o ser humano agiu no sentido de criar o estado para garantir sua liberdade, mas o conservador já considera que você é livre desde que foi criado por Deus que é quem lhe garante a liberdade.

O liberalismo considera que o mercado ou o capitalismo é uma criação humana. Com essa bandeira querem dizer que não são os conservadores os responsáveis pela existência das regras do mercado. 

No entanto, é o conservador quem primeiro conservou a liberdade dos seres humanos realizarem trocas entre si e, adicionalmente, conservou os valores morais cristãos que criam confiança, que estimulam e que garantem a existência das trocas de mercadorias entre pessoas e países. 

Portanto, quem defende a sua liberdade antes até do advento do estado é o conservadorismo e quem usa o estado para lhe retirar algumas liberdades ou para praticar o aborto é o liberalismo.

terça-feira, 27 de março de 2018

POSIÇÃO DO PACO A RESPEITO DO REGIME MILITAR E UMA POSSÍVEL INTERVENÇÃO HOJE.

João Goulart sucedeu ao Presidente Jânio Quadros em 1961 por que este renunciou. De 1961 até março de 1964, João Goulart tentou instalar a sanguinolenta ditadura comunista no Brasil. Foram justamente os indícios de que ele queria instalá-la que a população clamou pela intervenção dos militares.

Castelo Branco foi eleito indiretamente pelo Congresso Nacional em 10 de abril de 1964, tomou posse em 11 de abril e governou até 15 de março de 1967 quando foi sucedido por Costa e Silva que também havia sido eleito pelo Congresso Nacional em 3 de outubro de 1966.

Castelo Branco não foi ditador. Não prendeu ninguém. Não perseguiu ninguém e permitiu a sua sucessão por eleição do Congresso Nacional. Ele apenas fez a intervenção clamada pela população brasileira que nunca quis a ditadura comunista.

Mas os terroristas daquela época, que eram os mesmos que queriam a ditadura sanguinolenta desejada por João Goulart, praticaram diversos ataques terroristas a partir de 1966. O atentado do Aeroporto de Guararapes em Recife é um exemplo.

Com isso, os sucessores de Castelo Branco (General Costa e Silva e General Médici) foram obrigados a tomar medidas de exceção visando a prender terroristas. 

Por conseqüência desses atos repressivos, a esquerda terrorista, que domina as universidades e as mídias escrita e falada desde aquela época, classificou todo o período que o Brasil foi governado por militares como uma ditadura.

Marco Antonio Villa, um bom historiador do Brasil, no seu livro “Ditadura à Brasileira”, publicado pela Editora Leya, disse que de 2 de abril de 1964 até dezembro de 1968, quando foi imposto o Ato Institucional número 5 (AI-5), bem com de 1979 a 1985, não houve ditadura no Brasil.

Esse historiador disse também que de dezembro de 1968 até 1979 houve ditadura, mas minimizada por eleições em 1974 que elegeu e deu posse a 16 senadores da oposição dentre vinte e dois eleitos.

No entanto, os militares que atuaram no sistema político do Brasil, para evitar a sanguinolenta ditadura socialista, intervieram na economia criando quase uma centena de empresas estatais que acabaram por tornar estado brasileiro mais próximo do estado totalitário socialista.

Além disso, não souberam lutar contra o inimigo do ser humano que trabalha sorrateiramente subvertendo mentes pela guerra cultural financiada pelos globalistas que só lutam pela implantação de ditaduras socialistas. 

Isto é, houve uma intervenção militar em 1964 que afastou temporariamente o perigo, mas que permitiu o inimigo socialista tomando conta das universidades, das redações de jornais, do aparelho estatal de servidores e de empregados públicos de uma maneira tal que, hoje, é praticamente impossível reduzir o tamanho do estado e democratizar o aparelho estatal sem que haja outra intervenção.

Mas isso justifica uma nova intervenção militar? 

Os novos interventores saberão lutar contra os verdadeiros inimigos socialistas? 

Os novos interventores, a exemplo dos militares de 1964 que deveriam ficar por apenas dois anos, mas ficaram até 1985, não ultrapassarão dois anos? 

Por isso, o PACO não é a favor de nova intervenção militar. Acreditamos que é possível lutar pela redução do aparelho estatal até que a democracia volte.

segunda-feira, 26 de março de 2018

AUTONOMIA DE ESTADOS E MUNICÍPIOS E RESPECTIVOS IMPOSTOS

POR UM NOVO PACTO FEDERATIVO
O Brasil, já por tradição federalista, é dividido em três esferas administrativas, em tese, independentes ou autônomas: União, Estados e Municípios. 

Essa autonomia político-administrativa somente atinge sua eficácia quando os entes são também financeiramente independentes. 

Por isso, não há que se falar em autonomia política ou administrativa sem autonomia financeira. É por esse motivo que a nossa proposta de Constituição concede poderes à União, aos Estados e  aos Municípios de instituírem seus próprios impostos. 

Sendo assim, em nossa proposta de Constituição, o governo federal ficaria com o imposto único sobre movimentação financeira, mais os impostos de importação e de exportação que funcionam como protetores do mercado nacional. Nenhum outro imposto seria permitido ao governo federal. 

Os governos estaduais seriam sustentados pelos seguintes impostos: 

1-Transmissão de bens causa mortis e doação; 

2-Transmissão de bens intervivos; 

3-Propriedade de veículos automotores. 

4-Outros impostos, desde que não sejam incidentes sobre renda, circulação de mercadorias ou serviços ou de competência municipal ou federal. 

Os governos municipais seriam sustentados por impostos: 

1-Propriedade predial e territorial urbana; 

2-Propriedade territorial rural; 

3-Sobre exploração de recursos naturais 

4-Outros impostos, desde que não sejam incidentes sobre renda, circulação de mercadorias ou serviços ou de competência estadual ou federal. 

Proibição dos impostos declaratórios ou progressivos em quaisquer das esferas de poder.

Acesse o site www.paco.org.br e leia o livro "Proposta de Constituição de um novo país chamado Brasil".

sexta-feira, 23 de março de 2018

SOBRE INSTAURAÇÃO DO IMPOSTO ÚNICO OU IMPOSTO SOBRE MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA-IMF

Segundo o economista e tributarista Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque*, o imposto único traz inúmeras vantagens de ordem tributária: 

A fiscalização torna-se mais simples; os critérios de taxação ficam mais transparentes; os custos por parte do poder público, bem como os custos do setor privado vinculados às exigências tributárias, tornam-se menores. 

Segundo o diretor do grupo Studio Fiscal de Porto Alegre (RS), Marcelo Kaiber, que realizou um estudo aprofundado do imposto sobre a movimentação financeira, o imposto reduz sonegação, aumenta arrecadação e facilita tanto a fiscalização quanto a rotina do empresário. 

Já, os impostos declaratórios tipo imposto de renda são altamente sonegáveis, bem como desestimulam a produção de riquezas que beneficiam todo o povo brasileiro. 

Desde 2001 tramita no Congresso Nacional a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 474/01) visando a aprovar o imposto único no Brasil, mas os parlamentares não a votam porque ela contraria interesses de grupos poderosos que lucram com o caos tributário atual. 

O ISMF é um imposto que não tem custo de apuração, ninguém tem que gastar um segundo sequer para apurar e são os próprios bancos que calculam e transferem para o governo. Aqueles que argumentam que o ISMF alimenta o mercado informal não entendem de macroeconomia. 

Agora, o mais importante do ISMF é o aumento da riqueza da população. Imagine que você pode comprar pela metade do preço produtos que hoje são tributados a 40, 50%? 

Imagine poder comprar um carro pela metade do preço, remédio pela metade do preço, combustível pela metade do preço? Parece algo bem distante da realidade, não é mesmo? Mas é uma possibilidade bem real. 

Primeiramente cabe dizer que todo imposto causa distorção na atividade produtiva. Não há tributo neutro. A questão é apurar qual causa menor impacto. 

Estudos sérios, como o de Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque, provam que o efeito do ISMF sobre o preço das mercadorias é consideravelmente menor. 

Pense bem contribuinte ou empreendedor: Se fosse oferecida para você a possibilidade de não precisar mais declarar Imposto de Renda e de passar a receber o seu salário integral, sem nenhum desconto – como INSS, por exemplo – e se, em troca, você tivesse que pagar uma taxa de 4% sobre os créditos de todas as suas movimentações financeiras. Você aceitaria? 

E por que 4% (quatro por cento)? Porque fizemos um cálculo da necessidade financeira para sustentar o governo federal que apresentamos em nossa proposta e constatamos que o percentual de 4% sobre a movimentação financeira seria suficiente. 

E não haveria nenhum outro imposto sobre a renda ou circulação de mercadorias em nenhuma das esferas federal, estadual ou municipal. 

* Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque, economista e tributarista, escreveu o livro “A Verdade sobre o Imposto Único”, defendendo essa proposta tributária de imposto único desde 1990.

quarta-feira, 21 de março de 2018

SOBRE A MALDITA INTERVENÇÃO ESTATAL NA VIDA, NA ECONOMIA, NOS COSTUMES ETC.


O ser humano criado por Deus é ingrato. Está sempre querendo livrar-se do fardo leve que é o domínio do pai ou de Deus. Os judeus eram liderados pelo próprio Deus, mas pediram ao Deus-Pai o seguinte: Dá-nos um rei que nos lidere.(1 SM 8, 6). 

A resposta de Deus foi positiva, mas advertiu: 
  • O rei que reinará sobre vocês tomará os filhos de vocês para servi-lo em seus carros de guerra e em sua cavalaria (...) 
  • Tomará um décimo dos cereais e da colheita das uvas e o dará a seus oficiais e a seus criados(...)
  • E tomará de vocês um décimo dos rebanhos e vocês mesmos se tornarão escravos dele (1 SM, 8, 11-17) 
Isto é, o ser humano deixa de pedir a Deus que nunca lhe negaria nada, mas pede ao estado que não lhe dá nada e, ainda por cima, o escraviza. E assim nasce a intervenção estatal na economia, na família, na liberdade e nos costumes até virarmos escravos. 

O mercado ou o capitalismo é uma criação divina e boa por que sempre tem as melhores soluções para os problemas econômicos, mas o homem teima em pedir intervenções governamentais tornando a vida um inferno dirigido por ditadores. 

Até mesmo em sociedades conscientes da nocividade da intervenção estatal, de vez em quando há o pedido para o governo resolver determinado “problema”. É o caso ocorrido nos Estados Unidos em 2009 quando o governo Obama usou recursos públicos para impedir a falência da gigante General Motors. 

Ora, o mercado teria uma solução melhor que a imposta pelo socialista Obama. A partir da intervenção, a General Motors virou uma estatal que exigiria favores cada vez maiores do governo. 

O governo teria que subsidiar seus produtos mais caros em relação ao mercado. Consequentemente, o povo pagou o preço das mordomias dos dirigentes da empresa falida que deveriam ter os próprios bens distribuídos aos credores. 

Mas há também os casos dos governos que interferem na economia para destruir organizações privadas naturalmente criadas pelo mercado que se autoregula. É o caso dos bancos privados que podem criar um Banco Central independente do Governo, mas o governo quer impor seu domínio, como ocorreu na Argentina em 2010, sob a ditadura Kirchner, bem como ocorreu na ditadura socialista da União Europeia que interveio na indústria carbonífera em 1997 impondo metas de produção ou no caso recente da Venezuela, cujo governo fixou metas para a produção de papel higiênico e o mesmo desapareceu das prateleiras dos supermercados.

A intervenção estatal é um fenômeno muito ruim, mas, infelizmente, tem aumentado continuamente mundo afora. Ao final deste texto, há um quadro com o percentual dos gastos governamentais em relação ao PIB dos países democráticos mais desenvolvidos de 1870 até 2009. Observe-se, desde já, que o aumento da intervenção estatal praticamente acabou com a democracia naqueles países. 

Note-se que o aumento da intervenção estatal foi lento e pequeno até 1960, mas a partir daquele ano, os governos de todos os países intervieram com intensidade na economia. No Brasil, a intervenção aumentou a partir de 1985 e extrapolou a partir dos governos FHC e Lula. A intervenção que era de 21% em 1985 passou para 41% em 2009. 

Note-se também alguns casos típicos. A Suécia tinha a menor intervenção na economia de todos os países pesquisados em 1870 (5,7%), mas passou para a maior em 1980 (60,1%). Observe-se também que a economia da Suécia cresceu quando o estado era pequeno (de 1870 a 1960) e estagnou a partir de 1980. 

A Inglaterra diminuiu a participação estatal de 1980 a 2005. O período coincide com o início do governo conservador de Margareth Thatcher, no qual houve forte progresso e crescimento do PIB inglês. A diminuição da intervenção estatal coincidiu com o início do governo conservador, mas a influência positiva prolongou-se até 2005. 

Mas a principal nota é a de que todas as economias democráticas, com exceção do Japão e da Suíça, passaram o percentual de 40% de intervenção na economia e, a partir desse percentual, ficou muito difícil o retorno ao crescimento econômico porque a participação estatal engessa a economia. 

Outro aspecto negativo do aumento da intervenção estatal é que os membros desses governos que se tornaram disfarçadamente totalitários são reeleitos com facilidade. Basta ver o caso de Ângela Merkel na Alemanha e de Obama nos EUA. Já, a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos foi um milagre, bem como a diminuição dos impostos de 35% para 21% foi outro milagre. 

Mas o pior da intervenção estatal ocorre quando começa a regular número de filhos, obrigar igrejas a celebrar casamento gay, impor comportamentos sociais etc. Seria muito mulher que o estado apenas prestasse o serviço jurisdicional quando provocado pelos indivíduos em conflito.

Visto que a intervenção estatal é maligna sob todos os aspectos, o Partido Conservador – PACO – propõe a diminuição da intervenção estatal de 41% em 2009 para 10% ou menos como era no primeiro quarto do século XX, bem como propõe que o governo não tenha poderes para resolver conflitos que interfiram na família ou no trabalho.

É difícil, mas é possível por meio de fechamento de ministérios, privatização de estatais, diminuição de impostos, eliminação do direito de família e do direito do trabalho, deixando que os conflitos sejam levados aos juízes apenas quando houver alguém que se considere prejudicado em seus direitos naturais positivados.

GASTOS GOVERNAMENTAIS EM PERCENTAGEM DO PIB
ANO
1870
1913
1920
1937
1960
1980
1990
2000
2005
2009
Áustria
10,5
17,0
14,7
20,6
35,7
48,1
38,6
52,1
50,2
52,3
Bélgica
8,0
13,8
22,1
21,8
30,3
58,6
54,8
49,1
52,0
54,0
Inglaterra
9,4
12,7
26,2
30,0
32,2
43,0
39,9
36,6
40,6
47,2
Canadá


16,7
25,0
28,6
38,8
46,0
40,6
39,2
43,8
França
12,6
17,0
27,6
29,0
34,6
46,1
49,8
51,6
53,4
56,0
Alemanha
10,0
14,8
25,0
34,1
32,4
47,9
45,1
45,1
46,8
47,6
Itália
13,7
17,1
30,1
31,1
30,1
42,1
53,4
46,2
48,2
51,9
Japão
8,8
8,3
14,8
25,4
17,5
32,0
31,3
37,3
34,2
39,7
Holanda
9,1
9,0
13,5
19,0
33,7
55,8
54,1
44,2
44,8
50,0
Espanha

11,0
8,3
13,2
18,8
32,2
42,0
39,1
38,4
45,8
Suécia
5,7
10,4
10,9
16,5
31,0
60,1
59,1
52,7
51,8
52,7
Suíça
16,5
14,0
17,0
24,1
17,2
32,8
33,5
33,7
37,3
36,7
EUA
7,3
7,5
12,1
19,7
27,0
31,4
33,3
32,8
36,1
42,2
MÉDIA
10,4
12,7
18,4
23,8
28,4
43,8
44,7
43,2
44,1
47,7
BRASIL
ANO
1900
1900
1913
1920
1925
1937
1960
1980
1985
2000
2005
2009
MÉDIA
12,6
12,6
21,0
11,0
10,0
16,0
19,0
22,0
21,0
33,0
36,0
41,0
Fontes:
a) The Economist
b)https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1287 (Fontes: IBGE e Heritage Foundation).
c) Peter Schrank, A intervenção estatal na economia é inevitável? (https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1786)