sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

DITADURA SINDICAL NO BRASIL

O Brasil é, sem dúvida, uma ditadura sindical. Pode-se dizer isso por que, em janeiro de 2017, segundo o Ministério do Trabalho, havia 17.289 sindicatos regularmente instalados, sendo 11.867 de empregados e 5.408 de patrões. 

Acrescente-se a esse número as confederações, federações e centrais sindicais. Compare esses números com os Estados Unidos, onde há 130, Dinamarca 164, Argentina 91 e Alemanha 16 sindicatos. 

Esse excessivo volume de sindicatos foi sustentado até a mais recente reforma trabalhista pelo imposto sindical e pelas taxas cobradas pelos sindicatos por ocasião da homologação das demissões. Somente em 2016, os sindicatos receberam R$ 3,5 bilhões retirados de trabalhadores e de empregadores¹.

Na verdade, no Brasil, os sindicatos são braços governamentais entre o patrão e o empregado. É mais um empecilho ao emprego do trabalhador. A relação entre sindicatos, empresas e empregados deixa o trabalhador como último beneficiado. 

Essa ditadura sindical torna mais importante o emprego do sindicalista que o emprego do trabalhador, bem como garante a participação do governo no salário do trabalhador. O trabalhador é só usado como aquele que receberia o benefício do sindicato, mas, evidentemente, não é beneficiado.

Segundo a lei atual, são prerrogativas dos sindicatos:

a) representar os empregados;

b) celebrar contratos coletivos de trabalho;

c) eleger os representantes da categoria ou profissão liberal;

d) colaborar com o Estado no estudo e solução de problemas; 

e) impor contribuições aos associados representados; 

f) fundar e manter agências de colocação.

Essas prerrogativas dadas aos sindicatos deixam os trabalhadores como força de trabalho do sindicato e anulam a liberdade de o empregado trabalhar onde quiser e em condições e horários diferentes para cada um. 

Isto é, o trabalhador deixa de ser dono do seu corpo de trabalho que é negociado pelo sindicato contra o patrão e contra o trabalhador que poderia fazer acordos muito melhores entre si se não existisse o intermediário sindicato. 

Com o fim do imposto sindical, que era cobrado no valor de um dia de salário de cada trabalhador, mais de três mil sindicatos deverão desaparecer, bem como cairá o número de ações na Justiça do Trabalho, que acumulou mais de três milhões em 2016 (98% das ações trabalhistas do mundo). 

Mesmo sendo uma reforma muito tímida, pode-se dizer que recente reforma trabalhista foi uma grande contribuição ao Brasil proporcionada pela Administração Temer. 

1-Fonte: http://www.ilisp.org/ 23/01/17.

Nenhum comentário: