sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

8 - A ESSÊNCIA DO PROGRESSO DO CAPITALISMO ESTÁ NA BUSCA DO LUCRO E NA MANUTENÇÃO DOS VALORES CRISTÃOS

Resultado de imagem para imagens de lucro e de sentimentos cristãosA essência do progresso do capitalismo está em dois aspectos: a busca desenfreada do lucro e a preservação dos valores cristãos. 

A metáfora da carroça da produção serve para descrever a busca desenfreada do lucro: Assim como um animal puxa a carroça correndo atrás de um prêmio amarrado na sua cabeça, o empreendedor capitalista corre atrás do lucro como se fosse um prêmio. Porém, ao fazer isso, ele funciona como o cavalo que puxa a carroça de produção, mas nunca alcança o prêmio à sua frente, deixando toda a produção e o lucro para a sociedade. 

O empresário inovador serve para descrever a preservação dos valores cristãos. O mercado tem dois tipos de empresários: o inovador e o especulador. O inovador inventa um produto ou produz um mesmo produto com uma nova tecnologia. O especulador só pensa na melhor taxa de juros, taxa de poupança ou de câmbio. A surpresa é que o especulador vai à falência, mas o inovador permanece no mercado. Isso ocorre por que este sempre mantém seus valores cristãos.

O estudo da história prova que a inovação, a eficiência e a confiança nos valores cristãos do empresário inovador foram responsáveis pelo desenvolvimento da economia mundial e que os especuladores apenas fazem parte desse universo imperfeito que é a alma humana. 

A história prova também que, apesar de todos quererem ganhar em benefício próprio, a criatividade, as inovações e a soma do trabalho de todos foram integralmente apropriads pela sociedade. 

O empresário inovador, ao correr atrás do lucro, funciona como o motor da sociedade capitalista. Mesmo nessa posição de puxador e não de condutor da produção social, ele é apenas remunerado pelo trabalho desenvolvido ou honrado pelo seu gênio. 

A liberdade de produzir o que quiser, de aplicar capital no negócio que dá maiores taxas de retorno, de trabalhar menos, de ser servidor público, de correr ou não correr riscos, tudo isso é condição de existência da sociedade capitalista, a qual, diferente do socialismo, valoriza as iniciativas de produção privada. 

A teoria desenvolvida para descrever a essência do capitalismo é a da concorrência e a da competição. Portanto não se fala em cooperação ou ajuda ao próximo. Fala-se em ganhar, levar vantagem e vencer sempre. O dono do capital sempre busca ganhar. Essa é a luta do homem capitalista, seja ele empresário ou trabalhador.

A essência do capitalismo é a busca do lucro, mas não é só o dono do capital que busca lucrar. O trabalhador também quer ganhar cada vez mais. Aproveitando-se disso, o dono do capital faz o trabalhador aumentar a produtividade com incentivos que o fazem trabalhar ao máximo de sua capacidade.

Analisando-se, um pouco mais sobre a influência cristã no capitalismo, verifica-se que o empresário inovador trabalha sempre pensando em manter sua honra e seus valores cristãos, ao contrário do especulador que pensa nos seus valores, mas opta por cometer alguns pecados.

No entanto, deve-se enfatizar que ambos têm sua função na sociedade capitalista e devem ser livres para escolher a inovação ou a especulação. A surpresa é que o inovador é o que vence no curto e no longo prazo.

Isso porque o empresário inovador é o verdadeiro empresário eficiente. Age com ética e não precisa das benesses do estado para sobreviver e viver bem. Ele só tem lucro no curto prazo e nunca tem a garantia do lucro, o qual só parece ser garantido pelos monopolistas ou por aqueles que fazem contrato com a Administração Pública. Parece garantido porque o estado intervindo na economia é o mal de todos e, de repente, ocorre uma operação lava jato para cobrar o preço de toda a sociedade. O estudo da história prova que a inovação e a eficiência desse livre empresário inovador foram responsáveis pelo desenvolvimento da economia mundial e que os especuladores apenas fazem parte desse universo imperfeito que é a alma humana. 

Continuando na investigação da essência do capitalismo, verifica-se que o arcabouço teórico da sociedade capitalista considera que todo ser humano tem algum atributo de ser trabalhador, de ser engenhoso ou de ser inovador e que todos deveriam pensar no melhor para si e para a sociedade. 

No entanto, foi buscando o próprio interesse que muito trabalho, engenho, tentativos, erros e perdas existiram em nome da solução para grandes ou velhos problemas. Apesar de todos quererem ganhar em benefício próprio, a criatividade, as inovações e a soma do trabalho de todos foram integralmente apropriadas pela sociedade.

O empresário inovador, ao correr atrás do lucro, funciona como o motor da sociedade capitalista. Mesmo nessa posição de puxador e não de condutor da produção social, ele é apenas remunerado pelo trabalho desenvolvido ou honrado pelo seu gênio. Ele também almeja ser grande monopolista, porém isso é só uma esperança que o faz correr atrás do lucro. Procura lucro em licitações por conta da eficiência em produzir com menores custos, mas não pelo lucro garantido.

O empresário engenhoso, trabalhador e ético, além de existir no cotidiano, é um ideal para o qual as leis estão voltadas. A Lei de Licitações, por exemplo, supõe que participantes de licitações sejam dignos e honestos. Por isso, é um equívoco exigir que o empresário mostre custos e despesas indiretos embutidos no preço. 

Essa exigência, além de exigir que ele mostre qual o segredo de se produzir com menores custos, é um suposto de que o empresário sempre faz conluios contra a licitação. 

Isso não é verdade porque se o empresário fosse desonesto não adiantaria obrigá-lo a mostrar seus verdadeiros custos, pois seria característica dele omitir a verdade. Por outro lado, se o empresário fosse inovador e tivesse que mostrar o segredo do lucro momentâneo preferiria não participar da licitação porque a mesma estaria negando a essência da concorrência ou do capitalismo.

Portanto, a essência do progresso das sociedades capitalistas é a liberdade do ser humano trabalhar por si mesmo, buscar freneticamente o lucro e, por um desígnio divino, nunca o alcançar, deixando todo o fruto do seu imenso trabalho para a sociedade ou para seus herdeiros que, se quiserem manter a riqueza, deverão continuar trabalhando muito.

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