segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

4 - A ECONOMIA DO HOMEM CAPITALISTA. Ou: Você considera que o progresso do homem vem da mão invisível do mercado ou vem da própria cultura cristã embutida no capitalismo?

Resultado de imagem para imagens de comércioAdam Smith é o pai da Economia por ser o mais importante teórico da economia capitalista. Ele publicou, em 1776, o livro “Uma investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações”, no qual procurou demonstrar que a “riqueza das nações” resultava da atuação de indivíduos movidos pelo próprio interesse.

Ele afirmava: não é da benevolência do padeiro, do açougueiro ou do cervejeiro que eu espero que saia o meu jantar, mas sim do empenho deles em promover seu autointeresse.

Defendia que o homem capitalista devia ser completamente livre para comprar e vender e que o estado não deveria intervir. A competição livre entre os diversos fornecedores levaria não só à queda do preço das mercadorias, mas também às constantes inovações tecnológicas por conta da ânsia de se baratear o custo de produção para vencer os competidores.

Outra frase de Adam Smith tornou-se famosa: Assim, o mercador ou comerciante, movido apenas pelo seu próprio interesse egoísta, é levado por uma mão invisível a promover algo que nunca fez parte do interesse dele: o bem-estar da sociedade. Como resultado da atuação da mão invisível, o preço das mercadorias deveria descer e os salários deveriam subir.

Mas antes de publicar seu livro mais importante, Smith publicou, em 1759, a “Teoria dos Sentimentos Morais” em que avaliava a economia com mais ênfase na harmonia geral dos motivos e atividades humanas, enquanto que na teoria da mão invisível, Smith apontava causas de conflitos e de egoísmo estreito na motivação humana.

Adam Smith estabeleceu importantes conceitos regedores das sociedades capitalistas. Descreveu uma sociedade que não precisava do estado para produzir e para permanecer em equilíbrio. Segundo Smith, o preço da mercadoria seria determinado pelo mercado e todos trocariam seus produtos individualmente e segundo seus próprios interesses. 

Adam Smith não inventou um sistema e não lhe deu a alcunha de capitalista. Apenas descreveu o que era o homem que sempre buscava lucro e sempre defendia seus próprios interesses. Quem alcunhou de capitalista o modo de vida descrito por Smith foi Marx que inventou um sistema socialista oposto àquele descrito por Adam Smith. 

Enquanto Smith descreveu um homem capitalista cheio de defeitos, mas que a ganância provocava o progresso material (sempre capitalista), Marx inventou um sistema socialista que exige um ser humano perfeito que tende a eliminar o ser capitalista criado por Deus e, por isso mesmo, também tende a eliminar o progresso material naturalmente existente na criação divina.

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