terça-feira, 26 de setembro de 2017

Hotel maldito, em construção há 30 anos, na Coreia do Norte serve como símbolo do socialismo universal

O “hotel maldito” de Pyongyang, símbolo do socialismo universal. Escrito por Luis Dufaur no blog Pesadelo Chinês

Business Insider: o hotel Ryugyong é o maior prédio abandonado do mundo

O Hotel Ryugyong domina o horizonte de Pyongyang, apesar de os apartamentos de seus 105 andares nunca terem recebido cliente algum, narrou o jornal de Buenos Aires “La Nación”.

Sua forma esotérica de pirâmide de 330 metros de altura tem o recorde de prédio abandonado mais alto do mundo e assusta a capital da Coreia do Norte.

Em 1987, o Hotel Ryugyong prometia ser o sétimo arranha-céu mais alto do mundo e o primeiro hotel de grande altura.

Ele devia atrair investidores ocidentais e oferecer cassinos, clubes noturnos e salões japoneses para festas.

Devia ter sido levantado em dois anos, mas problemas na construção e nos materiais paralisaram totalmente a obra em 1992, em meio à pior fome provocada pelo socialismo no país.

Segundo a imprensa japonesa, o ditador megalomaníaco Kim Il-sung, pai do atual Kim Jong-un, consumiu na obra inconclusa US$ 750 milhões, o equivalente a 2% do PIB do país.

O esqueleto vazio passou mais dez anos com o guindaste desativado enferrujando ostensivamente.

Enquanto milhões morriam de fome, o prédio abandonado comunicava à cidade um ar de conjunto mal-assombrado, vergonha para os ditadores.

A má qualidade dos materiais e a ausência de segurança básica levou a Câmara de Comércio da União Europeia a qualificá-lo de “pior edifício do mundo” e concluir que sua estrutura é irreparável.

Foi apelidado de “Hotel Maldito” ou “Hotel Fantasma”, e a revista americana “Esquire” o definiu de o “pior prédio na história da humanidade”.

Em 2008, uma empresa egípcia fez a parte superior destinada a restaurante giratório
Em 2008, Orascom Telecom, um grupo egípcio de telecomunicações, prometeu restaurá-lo “em associação com uma empresa local”, que só podia ser estatal.

A recuperação fazia parte de um plano para “embelezar a cidade”, incluindo bondes, teatros e reforma das fachadas dos prédios.

A empresa investiu mais de US$ 180 milhões, dispôs de 2.000 operários, e cobriu com painéis de vidro o cimento cinza.

Também coroou o mostrengo com uns anéis que receberiam um restaurante giratório a partir do qual os comensais poderiam contemplar o imenso campo de concentração em que se transformou a capital norte-coreana.

Em 2009, Simon Cockerell, da Koryo Tours, empresa japonesa baseada em Pequim e que planeja viagens à Coreia do Norte, elogiou o empreendimento como “fonte de fascínio para todos”.

Em 2012, essa empresa exibiu fotos interiores do prédio com ambientes sem cabos nem tubulações, com um vasto lobby de cimento desértico e estranhas barras metálicas em volta de cada andar que faziam supor o pior.

A firma turística prometeu sua abertura “em dois o três anos”, obedecendo à vontade expressa dos ditadores de concluí-lo para comemorar o nascimento do “presidente eterno”, Kim Il-sung.

Ouviram-se novas promessas em 2013 e 2016, quando algumas luzes foram acesas na cúpula.

Anúncios e promessas, mas o "Hotel Maldito" continua lacrado
Hoje, 30 anos depois, o “Hotel Maldito” continua com suas portas permanentemente fechadas.

Mas entre mísseis e ameaças aos EUA, o comandante supremo do socialismo norte coreano Kim Jong-un anuncia sua próxima conclusão.

Os muros de isolamento que rodeavam o prédio foram substituídos por cartazes propagandísticos onde se lê: “A poderosa nação do foguete”.

No dia seguinte o ditador comunista aplaudiu o lançamento de mais um míssil balístico intercontinental, o qual chegou mais longe que os demais já disparados pelo regime.

Duas passarelas levam até a entrada do prédio, embora ainda seja um mistério saber quando algum hóspede nele ingressará pela primeira vez.

Histórias de loucos? Proezas do socialismo?

Alguém poderá até arguir que só no inferno se encontram contradições mais clamorosas.

Mas, observando outros empreendimentos iniciados, inconclusos ou mal realizados – no Brasil e alhures – pelos socialismos locais com similitude de imprevidência, corrupção e revolta contra a sabedoria, fica-se pensando que Kim Jong-il e Lúcifer não devem estar tão sozinhos...

Vídeo: Jornalista expulso fotografou a Coreia do Norte por dentro
Se seu email não visualiza corretamente o vídeo embaixo CLIQUE AQUI

A vida na Coreia do Norte vista por uma equipe da SBT


Postado por Luis Dufaur às 05:30

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Cléricos e acadêmicos católicos enviam documento ao Papa Francisco acusando-o de estimular que católicos aprovem sete heresias

Clérigos e acadêmicos enviam “correção filial” ao Papa

Para dispor de um quadro o mais amplo possível da situação na Igreja, o site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira deu a conhecer aos seus leitores uma notícia difundida no dia 24 de setembro último, pelos coordenadores de uma carta dirigida ao Papa Francisco por 62 eclesiásticos e acadêmicos católicos. Seguem-se as principais afirmações de ditos coordenadores:

“Uma carta de vinte e cinco páginas, assinada por 40 clérigos católicos e acadêmicos leigos, foi enviada ao Papa Francisco no dia 11 de agosto último. Como não se recebeu nenhuma resposta do Santo Padre, o documento é tornado público hoje, 24 de setembro de 2017, festa de Nossa Senhora das Mercês e da Virgem de Walsingham. A carta, que ainda está aberta a novos signatários, já foi subscrita por 62 clérigos e acadêmicos de 20 países — representando também outros que carecem da necessária liberdade de expressão —, e tem um título latino: ‘Correctio filialis de haeresibus propagatis’ (literalmente, ‘Uma correção filial concernente à propagação de heresias’)”.

De acordo com os divulgadores da notícia, a carta “afirma que o Papa, através de sua Exortação apostólica Amoris laetitia, bem como de outras palavras, atos e omissões a ela relacionados, sustentou sete posições heréticas referentes ao casamento, à vida moral e à recepção dos sacramentos, e fez com que essas opiniões heréticas se propagassem na Igreja Católica. Essas sete heresias são expressas pelos signatários em latim, a língua oficial da Igreja”.

“Esta carta de correção contém três partes principais. Na primeira parte, os signatários explicam por que, como crentes e praticantes católicos, eles têm o direito e o dever de emitir tal correção ao Sumo Pontífice. A lei da Igreja determina que as pessoas competentes quebrem o silêncio quando os pastores da Igreja estão desviando o rebanho. Isso não implica nenhum conflito com o dogma católico da infalibilidade papal, tendo em mente o ensinamento da Igreja segundo o qual para que as declarações do Papa possam ser consideradas infalíveis, ele deve antes cumprir critérios estritos. O Papa Francisco não cumpriu esses critérios. Ele não declarou que essas posições heréticas são ensinamentos definitivos da Igreja, nem afirmou que os católicos devem acreditar nelas com o consentimento próprio da fé. A Igreja ensina que nenhum Papa pode declarar que Deus lhe revelou alguma nova verdade para ser crida obrigatoriamente pelos católicos.”

Os coordenadores da referida iniciativa de 62 eclesiásticos e signatários também afirmam que “a segunda parte da carta é fundamental, uma vez que contém a ‘Correção’ propriamente dita. Enumera as passagens de Amoris laetitia nas quais se insinuam ou encorajam posições heréticas, e depois as palavras, atos e omissões do Papa Francisco que evidenciam, além de qualquer dúvida razoável, que ele deseja que os católicos interpretem essas passagens de uma maneira que é, de fato, herética. Em particular, o Papa, direta ou indiretamente, apoiou a crença de que a obediência à Lei de Deus pode ser impossível ou indesejável e que a Igreja deveria às vezes aceitar o adultério como um comportamento compatível com a vida de um católico praticante”.

“A última parte, chamada ‘Elucidação’, discute duas causas desta crise singular. Uma delas é o ‘Modernismo’. Teologicamente falando, o Modernismo é a crença de que Deus não entregou verdades definitivas à Igreja para que esta continue ensiná-las exatamente no mesmo sentido até o fim dos tempos. Os modernistas sustentam que Deus comunica à humanidade apenas experiências sobre as quais os seres humanos podem refletir, de tal modo que façam diferentes asserções sobre Deus, a vida e a religião; mas essas declarações são apenas provisórias, nunca dogmas inamovíveis. O Modernismo foi condenado pelo Papa São Pio X [foto] no início do século XX, mas renasceu em meados desse século. A grande e contínua confusão causada pelo Modernismo na Igreja Católica obriga os signatários a descrever o verdadeiro significado de ‘fé’, ‘heresia’, ‘revelação’ e ‘magistério’.

“Uma segunda causa da crise — sempre de acordo com os coordenadores da carta — é a aparente influência das ideias de Martinho Lutero sobre o Papa Francisco. A carta mostra como Lutero, fundador do protestantismo, tinha ideias sobre o casamento, o divórcio, o perdão e a lei divina que correspondem àquelas que o Papa promoveu mediante palavras, atos e omissões. Também destaca o elogio explícito e sem precedentes que o Papa Francisco dedicou ao heresiarca alemão”.

“Os signatários — afirmam os coordenadores da iniciativa — não ousam julgar o grau de consciência com que o Papa Francisco propagou as sete heresias que enumeram; mas insistem respeitosamente que condene essas heresias, as quais ele sustentou direta ou indiretamente”.

De acordo com o comunicado recebido pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, os signatários da carta “professam sua lealdade à Santa Igreja Católica, asseguram ao Papa suas orações e solicitam a sua bênção apostólica”.


[*] A íntegra do documento encontra-se disponível em português no link:

domingo, 24 de setembro de 2017

A coreia do Norte é um cárcere. Veja relatos de quem conseguiu fugir.

Vídeo: No cárcere de terror da Coreia do Norte. Escrito por Luis Dufaur

O visto de entrada à Coreia do Norte concedido a Suki Kim.

Suki Kim é uma jornalista nascida e crescida na Coreia do Sul, mas que também possui cidadania americana.

Em 2011 ela conseguiu um trabalho de professora de inglês em uma universidade de Pyongyang, destinada aos filhos homens da elite norte-coreana, “os futuros líderes do país”. 

Kim passou seis meses vivendo no campus da universidade e tomou notas para seu livro Without You, There Is No Us: My Time with the Sons of North Korea's Elite (Broadway Books, 320 pp., publicado em 2015, que em tradução livre seria: Sem você, não há nós: meu tempo com os filhos da elite norte-coreana.
O livro em que Susi Kim descreve sua odisseia no terror
Ela relatou à BBC Mundo sua estarrecedora experiência, algo que poucos estrangeiros puderam experimentar. 

Eis algumas circunstâncias pelas quais Susi teve que passar, de causar calafrios.

Ela explicou que duas eram as razões de seu interesse pela Coreia do Norte: como jornalista, queria primeiro saber sobre a enorme tragédia que ocorre nesse lugar; e, segundo, razão de ordem pessoal, sua família havia sido separada pela guerra das Coreias em 1950. 

De Pyongyang a Seul (capital de Coreia do Sul), são necessárias apenas duas horas de carro.

Mas quando a península foi dividida no Paralelo 38, em 1953, as pessoas do norte nunca voltaram a ver seus familiares. 

Suki Kim passou a lecionar na recém-inaugurada Universidade para a Ciência e Tecnologia de Pyongyang (PUST), destinada aos filhos dos dirigentes da Coreia do Norte. 

A PUST foi fundada por grupos evangélicos e seus funcionários são principalmente professores americanos voluntários, financiados por suas igrejas. 

A religião não é permitida e o proselitismo é um crime castigado com a morte. O único que se venera no país é o Grande Líder comunista. 
O controle começa no aeroporto, a guarda leva placa que diz
'O Sol do Século XXI', em homenagem a Kim Jong Il
A comunidade evangélica compactuou com a ditadura: ela bancaria a universidade e não faria apostolado.

Assim, no fundo, acabavam financiando a educação dos futuros líderes do país. 

O governo deve aprovar tudo o que ocorre na universidade.

Ele decide tudo sobre o indivíduo: seleciona os estudantes, escolhe a carreira a ser seguida por cada um, a escola onde estudar, as atividades que farão.

Havia 270 estudantes, todos eles homens, que viviam no campus. Susi ensinava inglês para duas classes, cada uma delas com cerca de 50 alunos de 19 e 20 anos. 

A universidade é vigiada por militares e ninguém tem permissão para sair. Tudo o que ela fazia e ensinava devia ser aprovado, monitorado e gravado. 

O governo define as escoltas que vivem com os professores no campus e seu trabalho é monitorá-los 24 horas por dia. 

Susi vivia o tempo todo aterrorizada, tomava notas em segredo em memórias de USB, que sempre levava consigo, e apagava tudo no computador, não deixando nenhum rastro de seu trabalho. 

No quarto dela havia microfones ocultos e todas as suas aulas eram gravadas. É um sistema de medo constante de vir a morrer ali. 

O que ela pensava dos alunos? Num sistema de constante controle e vigilância ninguém sabe realmente o que as pessoas pensam ou sentem. 

Na Faculdade todas as atividades são coletivas. Atos individuais são proibidos e suspeitos
Os estudantes nunca estavam sozinhos. Eles se vigiavam uns aos outros e também a vigiavam, dando informações sobre ela. Tinham uma reunião semanal na qual informavam sobre os outros estudantes e os professores. 

Eles são tratados como soldados: fazem exercícios, correm e saem para marchar em grupo, são constantemente doutrinados sobre a grandeza do Grande Líder e o ódio aos Estados Unidos. 

Esses jovens não têm permissão de expressar qualquer curiosidade sobre o mundo exterior. Em 2011 nunca tinham ouvido falar de internet, e Susi era proibida de falar sobre isso. 

Ela havia recebido ordens estritas de nada ensinar sobre o mundo exterior e os alunos não tinham nenhuma informação sobre o que ocorria fora de seu país. Por exemplo, não sabiam da existência do Taj Mahal nem da Torre Eiffel.

A televisão tem apenas um canal, com programas sobre o Grande Líder. Também são transmitidos programas da China ou da Rússia, todos baseados nos “ideais socialistas”. 

Há apenas um jornal, e tanto os artigos quanto os livros publicados estão vinculados ao Grande Líder. 

Passeios de fim de semana são controlados
e devem visitar locais montados para cultuar o 'líder supremo'.
Toda a rotina e os entretenimentos funcionam para honrar o regime e a filosofia igualitária do sistema.

Se esses são os jovens das elites mais bem tratados, o que deverá acontecer com o resto da população? Só se sabe que vive sob o mesmo controle. 

Aos domingos Susi tinha licença para sair com um grupo escoltado, para colocar flores em monumentos do Grande Líder.

Às vezes o grupo saía de Pyongyang para visitar as Grandes Montanhas ou alguma fazenda.

Não se veem muitas coisas. As estradas estão vazias, não há carros nas ruas. 

As pessoas fora da capital são marcadamente menores e parecem mal-nutridas. Susi nunca foi autorizada a falar com alguém nas ruas. 

Os lugares para onde foi levada pareciam cenários de filme e nunca havia pessoas. Só dava para ver os outros membros do grupo e, por toda parte, todos os lugares estavam cobertos com milhares de slogans do Grande Líder.

Nunca tinha imaginado um controle tão grande. A realidade é pior do que se pode imaginar, conclui Susi. 

Luis Dufaur: Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs

domingo, 17 de setembro de 2017

LIBERAIS, IDIOTAS ÚTEIS DA ESQUERDA


O verdadeiro liberal é feito de idiota útil e papado pela esquerda assim como a verdadeira mosca é enganada pela teia e é papada pela aranha.
Ai a esquerda diz aos liberais: "vejam, vejam, vejam, os conservadores e reacionários estão com uma onda de censura e trevas no Brasil! Você se mistura com eles???"
Ai o liberotário, que leu Mises com os olhos mas não entendeu no coração (se é que leu) diz "Magina, eu naum! Pode comer crianssas a vontade! Viva a liberdade! Tem de ser livre çim!" 
Anos depois, a esquerda está estuprando a filha do liberal e o fazendo confessar crimes ao pisar no seu saco com um coturno em preparação a um julgamento de Moscou da vida.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Os princípios da religião ambientalista são os seguintes: 1) suicídio; 2) aborto; 3) canibalismo e, por fim, 4) a sodomia, entendida como qualquer ato sexual não reprodutivo.

Escrito por Luis Dufaur, domingo, 27 de agosto de 2017, no Blog Verde: a cor nova do comunismo
Exibicionista, inumana, blasfema a 'Igreja da Eutanásia' não vai obter o que quer. Mas agita uma bandeira para a qual tendem os "moderados" do ambientalismo
Andando pelas ruas, é frequente bater os olhos em novas igrejas das mais inesperadas denominações, em sua maioria de inspiração evangélica ou de cultos e práticas orientais, 

Mas nos arraiais ambientalistas radicais surge de vez em quando alguma seita ainda mais inesperada. É o caso daIgreja da Eutanásia, fundada no ano de 1992 em Boston, EUA, por Chris Korda.

Antinatalista, transgênero e vegana, Chris, nascida em 1962, é sobrinha-neta do magnata húngaro Sir Alexander Korda, muito conhecido na indústria cinematográfica britânica, e filha única do renomado escritor e romancista Michael Korda, antigo editor-chefe da rede de livrarias Simon & Schuster.

O dogma fundamental de sua igreja é único, muito simples e de acordo com as crenças verdes radicais: “Salva o planeta, suicida-te”!

Essa igreja verde se autodefine como “associação sem fins lucrativos cujos esforços se encaminham para restabelecer o equilíbrio entre os seres humanos e as demais espécies da Terra”, noticiou o jornal “El Mundo”, de Madri. 

Dito equilíbrio planetário só seria possível com uma redução voluntária e massiva da população humana.

Parece uma singularidade de alguns exaltados, mas temos recolhido neste blog abundantes testemunhos de arautos do antinatalismo verde que ocupam altas posições no establishment político-midiático, possuem fortunas enormes e são recebidos com sorrisos nos ambientes vaticanos impregnados pela encíclica Laudato Si’. 

A nova religião – não é tão nova assim – tem quatro pilares. O Islã tem cinco, mas nenhum é tão extremista quanto os desta:

Ei-los: 1) suicídio; 2) aborto; 3) canibalismo e, por fim, 4) a sodomia, entendida como qualquer ato sexual não reprodutivo. 

Essas normas estão resumidas num só mandamento, exibido no alto de sua página web: “Não procriarás”. Não incluímos o link em virtude do conteúdo altamente pornográfico de algumas de suas páginas.

A homepage do site da “Church of Euthanasia” inclui um demagógico contador do crescimento da humanidade: seus dígitos progridem a quase quatro novas unidades por segundo. 
Adeptos fazem passeata. Nenhum deles quer se suicidar, mas se acham bem sucedidos convencendo que os homens estão 'matando o planeta'
A demagogia é fácil e, comenta “El Mundo”, poderiam ser acrescentados contadores das espécies que desaparecem, das árvores que caem, do desmatamento no Brasil, do aquecimento global, do aumento do nível dos mares, etc., etc.

O culpado por todos esses males apavorantes é um só: o ser humano e seu desejo de ter filhos!

“Estamos presenciando a extinção massiva das espécies. A cada hora desaparece uma. Se formos falar das florestas tropicais úmidas, o ritmo de desaparecimento se multiplica por quatro”, sentencia a “pastora verde” Korda.

Nessa base, a Igreja da Eutanásia prega uma cruzada de cruz invertida em nível global contra todas as formas de crescimento além do humano: o econômico e o tecnológico, por exemplo.

Não só os humanos precisam ser dizimados em proporções que nem Hitler, Stalin ou Mao sonharam, mas os que ficarem devem adotar um nível de vida análogo ao pré-histórico.

A verborragia anti-humana tem muito eco no jet-set planetário, especialmente quando se volta contra a fonte desses “males”: o Deus da Bíblia e os ensinamentos cristãos. 

Esses põem o homem no centro da Criação e o definem como feito à imagem e semelhança de Deus, medida, por isso mesmo, de todas as coisas e que governa todo o criado. 

A “pastora verde”, ou vermelha, pelo sangue derramado, reconhece que de imediato sua guerra está perdida. Com tais absurdos não poderia ser diferente.

Mas ela tem um segundo objetivo por baixo de suas espalhafatosas e inverossímeis pregações. Korda explica:

“Não podemos impedir que os humanos matem a Terra, mas podemos fazer que se sintam culpados por isso. E podemos convidá-los a se inculparem não tendo filhos, consumindo o mínimo possível e, finalmente, se suicidando”. 
Desanimar ter filhos é o objetivo imediato. Cientistas "verdes" e clérigos progressistas vêm atrás mas com ares moderados. 
A meta é idêntica, mas a Igreja da Eutanásia está mais na frente.
Leis que aprovam a eutanásia até quando solicitada por crianças já vigoram em países como a Holanda, onde é uma causa de morte em contínua ascensão.

Os membros dessa congregação se sentem bem interpretados quando são qualificados de a primeira religião “anti-humana”, como já o fizeram pertinentemente vários polemistas cristãos ou simplesmente humanistas.

A reverenda Korda esclarece que sua congregação não exige de seus membros o suicídio, mas sim que acalentem pensamentos suicidas. 

E se o membro vier a praticar esse crime e pecado “que brada ao Céu e clama a Deus por vingança”, converte-se automaticamente em santo.

Após os atentados de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gémeas, essa igreja espalhou um vídeo combinando imagens pornográficas com outras em que mostrava impactos assassinos de massa com fundo de música eletrônica composta pela pastora.

Até 2003, o site distribuía um manual de instruções especificando passo a passo como se suicidar asfixiando-se com o gás hélio. Ele foi tirado do ar após um homem de 52 anos fazer uso da fórmula e o grupo verde religioso sofrer uma tempestade legal.

A pergunta mais óbvia faz rir a reverenda: por que ela não se suicidou?

Ela acredita que tem uma missão evangelizadora que é mais importante: difundir a palavra de sua religião e conscientizar os homens.

Alguns os qualificam de seita suicida, outros de meros provocadores que querem chamar a atenção.

Mas, o certo, diz “El Mundo”, é que eles funcionam como um “ministério da propaganda” de um movimento que vai muito além de suas estreitas paredes e está bem instalado nas cúpulas da “cultura da morte”.

A “solução final” está passando gradual e dissimuladamente em leis nacionais, recomendações da ONU ou do Parlamento Europeu, bem como em declarações internacionais tipo Acordo de Paris sobre o clima.

A máxima autoridade da Igreja da Eutanásia resume sua tarefa: 

“Minha meta é passar ideias profundamente subversivas e antissociais. Isso só se faz usando os recursos da sociedade de massas. 

“Em certa maneira, minha tarefa é convencer-te de que a causa é boa. E convencer-te até o ponto de fazer meu jogo e passar estas ideias para uma porcentagem crescente de público. 

“Se eu conseguir te persuadir, terei êxito. Mas, pelo contrário, se achares que isto é uma charada ou uma brincadeira, eu terei fracassado na minha causa”.
Quantos que seguem as ideias da moda, com formulações vagas ou sentimentais, estão caindo no jogo, quiçá sem sabê-lo, dos apóstolos do suicídio de massa? 

Postado por Luis Dufaur às 05:30
Luis Dufaur: Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

O PT tem medo do Palocci, mas não tem medo do Janot

Acusações de Janot contra Lula e figuras do partido são puramente circenses. Já o ex-ministro pode implodir o partido de forma inapelável
Por: Reinaldo Azevedo no Blog do Reinaldo-Rede TV
Publicada: 07/09/2017 - 3:55
Passado: Lula faz carinho no rosto de Palocci. Agora o ex-ministro virou a bomba

No momento, o PT enfrenta dois adversários conjunturais: um se chama Rodrigo Janot. O outro, Antonio Palocci — em associação com a força tarefa de Curitiba e com Sérgio Moro. Janot é brincadeira de criança. De tal sorte sua atuação está se mostrando patética que não há muito a temer. Já a coisa com Antonio Palocci é complicada. Aí o bicho pode pegar. Ou por outra: as denúncias de Janot são pó de traque, biribinha, aquelas bolotas de areia e pólvora que a gente gosta de ver estalar no chão. Sempre penso no procurador-geral no papel de noivo da quadrilha. Mas Palocci, não! A República do Sotaque de Pato Branco lhe amarrou à cintura bananas de dinamite. Ele é agora o homem-bomba do ponto de vista político. A questão jurídica pode ir longe. Explico.

Vamos ao que é pura firula e ao que é politicamente muito grave para o PT. E, por óbvio, destaque-se que as ações estão articuladas, o que indica também a disposição da Lava Jato de sobreviver ao tsunami provocado pelas conversas entre Joesley Batista e Ricardo Saud.

O front de Brasília do Ministério Púbico Federal, aquele sob o comando de Rodrigo Janot, fez tanta bobagem que quase põe tudo a perder. A conversa entre Joesley e Saud indicam um ambiente de lassidão moral, de vale-tudo, de estímulo ao comportamento bucaneiro e abusado. Mais: visivelmente, as ações ligadas à investigação não se distinguem muito da pura e simples pistolagem — e a vantagem é sempre do pistoleiro. Algo precisava ser feito.

E Janot fez duas coisas que estavam a seu alcance para, ora vejam, devolver ao PT o papel de protagonista do petrolão. Isso é importante para não perder as ruas. O procurador-geral, então, resolveu denunciar Lula, Dilma e mais uma tropa de elite de integrar a grande organização criminosa. Para que a ação ficasse no Supremo, sob a égide da primeira instância do MPF, meteu uma petista com foro especial na turma: a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Não parou por aí. Janot também resolveu oferecer denúncia contra os ex-presidentes petistas por obstrução da investigação, naquele caso em que Dilma tentou fazer de Lula seu ministro da Casa Civil.

Essa segunda ação não vai dar em nada. É espuma rarefeita. A outra, a da organização criminosa, vai longe, leitores, muito longe. Por enquanto, Janot tem em mãos apenas alguns testemunhos. É óbvio que se trata de uma precipitação. Janot tenta se livrar da má fama. E uma boa maneira de fazê-lo, hoje em dia, é malhando petistas.

O PT não tem com o que se preocupar no curto prazo nem com uma coisa nem com outra.

O homem-bomba
Já Palocci é o homem-bomba. Este, sim, assombra o partido. A Turma do Sotaque de Pato Branco resolveu mostrar a Janot como se faz. O ex-ministro, sabidamente da confiança de Lula; que sempre cuidou da despensa do PT; que tinha os arcanos que conduziam aos cofres; que falava com o mundo empresarial e financeiro… Bem, este senhor decidiu, em tese ao menos, contar tudo.

Notem que há algo de incomum no comportamento de Palocci. Ele ainda não fez delação premiada, mas já confessou mais do que se esperava em processos dessa natureza. O que a turma do Sotaque de Pato Branco quer ouvir? Que a Odebrecht criou um fundo de R$ 300 milhões para o PT (e Lula)? Palocci conta. Que dinheiro de propina estava destinado a comprar o terreno do Instituto Lula? Ele conta. Que a reforma do sítio era parte do pacote de benefícios? Ele conta.

O que mais a turma de Curitiba quer que ele conte? Bem, ele conta.

Efeito político
É claro que o efeito político dessas confissões — QUE AINDA NÃO SÃO DELAÇÃO — tem ao menos um potencial devastador. Num primeiro momento, não se cuida aqui da questão penal. Isso ainda vai longe. Testemunhas serão ouvidas. O próprio Lula está para depor. Sim, Sérgio Moro, um dia, vai condenar todo mundo. Mas isso ainda leva tempo e não terá desfecho nenhum antes de ficar claro se Lula será ou não candidato. Essa decisão depende exclusivamente da decisão do TRF4 no caso do tal tríplex de Guarujá.

A questão é mesmo política. O PT nunca teve contra si um testemunho como o de Palocci. Nunca ninguém do seu tamanho se voltou contra o próprio partido. Nunca uma figura tão próxima do chefão resolveu “entregar” tudo, como ele fez. Está claro! Não é da têmpera de um Delúbio Soares. Não á da têmpera de um João Vaccari Neto. Não é da têmpera de um José Dirceu. Palocci é da têmpera de um Palocci. E o homem evidencia estar cansado da cadeia.

Reitero que há algo de inusitado — também a indicar uma mudança de método da facção paranaense da Lava-Jato: Palocci entregou certamente muito mais do que esperava que entregasse. E o fez fora, reitere-se, do ambiente de qualquer delação. Notem que nada do que disse precisa passar por processo de homologação. Observem que ele não está obrigado nem mesmo a fornecer provas ou indícios daquilo que disse. Estamos diante, em princípio, da famosa “confissão”, em sentido clássico.

É claro que a delação virá. É claro que ele obterá os benefícios dela decorrentes; é claro que isso tudo será convertido em “colaboração premiada” — e, pois, alívio da pena.

Acontece que era preciso criar, antes da questão jurídica, o fato político. E ele está criado. Como o PT vai lidar com a coisa? Vamos ver. A situação é inédita: pela primeira vez, alguém da cozinha de Lula, que privou de sua intimidade, que era de sua mais estrita e absoluta confiança, a quem o líder confidenciava segredos e operações de controle restrito… Pela primeira vez, em suma, alguém com esse perfil acusa o Demiurgo, na prática, de ser corrupto, de estimular a corrupção e de fazer dela um método político.

E, junto com o petista, está ninguém menos do que a outra presidente eleita pelo partido: Dilma Rousseff.

A República do Sotaque de Pato Branco impôs a Palocci aquele que é o mais alto preço definido até agora: destruir o PT. E Palocci aceitou detonar o cinto de explosivos. Sim, politicamente, ele já está morto. Passará os anos vindouros escondido em algum lugar, cuidando dos netinhos. Ele só não suportava mais a cadeia.

Em síntese: as ações circenses de Janot não têm importância no curto prazo. O PT não está nem aí para elas. As consequências penais do que disse Palocci também têm um horizonte relativamente longo à frente. A questão, agora, é como o petismo vai reagir à devastação imediata, que é a política.

Eis o pior momento da história do partido.