terça-feira, 29 de agosto de 2017

SOBRE A CONCESSÃO DA REDE GLOBO. Veja a opinião de Marcio Labre



Nunca escondi de ninguém que sou um defensor aguerrido da REVOGAÇÃO da concessão do sinal da TV GLOBO e vou explicar os motivos:

Já adianto logo para os lacradores de plantão que estou a quilômetros de distância da posição de quem pretende detonar a sacra "liberdade de expressão". Para vocês a minha resposta é curta e direta: VÃO TOMAR NAQUELE LUGAR !!!

Dito isso, acompanhe o raciocínio: Esta emissora promove uma agenda cada vez mais escancarada de REVOLUÇÃO COMPORTAMENTAL emtoda a sua grade, dia e noite, atingindo todas as faixas etárias e classes sociais deste país.

Isso não teria o MENOR problema se a REDE GLOBO assumisse publicamente SEUS VALORES. Ao fazer isso, ela daria o direito legítimo ao seu público de fazer uma ESCOLHA CONSCIENTE pela permanência ou não no canal, bem como assumiria o ônus de uma eventual debandada de espectadores.

A coisa complica quando a emissora prevarica da sua prerrogativa (concedida pelo pagador de impostos) e promove quase que em forma de DECRETO SACRO SANTO teorias, teses, opiniões e ideologias, como VERDADES ABSOLUTAS, lastreando tais postulados no endosso de "especialistas" que na maioria dos casos NÃO REPRESENTAM um consenso científico a respeito do assunto.

A GLOBO simplesmente ignora esse cuidado ético elementar e atropela o bom senso com a sua narrativa vigarista de colocar estas pessoas no status de "autoridades" inquestionáveis.

Como prova disso, basta observarmos a TOTAL AUSÊNCIA de espaço para o CONTRADITÓRIO nas questões que envolvem sérias polêmicas no seio da sociedade, com opiniões, visões, crenças e convicções antagônicas. O mínimo que se espera de quem se apresenta para a opinião pública como um veículo IMPARCIAL é, pelo menos, dar voz a todas as correntes. ISSO NÃO ACONTECE.

Em alguns programas, percebe-se de forma clara a mesma linha editorial e opinativa SEM ESPAÇO PARA DEBATE.

ENCONTROS COM FÁTIMA BERNARDES
ESQUENTA
AMOR E SEXO
PEDRO BIAL NA MORAL
ALTAS HORAS
CALDEIRÃO DO HULCK

Isso para não citar as produções dramatúrgicas e de entretenimento, altamente tendenciosas, com um repertório ridiculamente distorcido, previsível e sempre apontando para uma atmosfera de opressores x oprimidos, como se o mundo pudesse ser explicado de forma tão rasteira e desconectada da realidade.

Como eu já disse em outros posts, só vejo duas possíveis soluções, ou cassa-se a concessão desta emissora, devido a sua PARCIALIDADE política e cultural, ou abrimos mais concessões para que novos veículos de comunicação possam entrar no mercado e se contrapor a essa narrativa engessada, unilateral e, para eu e muitos brasileiros, altamente destrutiva para o país.

Enquanto isso não acontece, o melhor que temos a fazer é boicotar a TV GLOBO e para quem tiver um pouco mais de ousadia, abandonar a tv aberta. Já faço isso a alguns anos e ao invés de emburrecer, fiquei mais inteligente.
Por Marcio Labre no Facebook
















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terça-feira, 15 de agosto de 2017

O celibato sacerdotal e o Padre Fábio de Melo

O padre Fábio de Melo, ao que parece, deu recentemente em certo programa de TV uma declaração favorável ao celibato clerical. Consta que o padre se disse confortável com a sua opção; parece que teria alegado que, se tivesse uma família, não seria capaz de levar a vida que leva.

É sem dúvidas uma defesa do celibato; mas não é a sua melhor defesa. Sim, é evidente que há questões de ordem prática que desincentivam aos sacerdotes a constituição de uma família; quem quer que pense no assunto por cinco minutos consegue perceber que há uma espécie de incompatibilidade radical entre o século e o altar. Sabe-se que um pai de família possui uma série de obrigações para com as quais não pode ser negligente: deve, para ficar apenas no exemplo talvez mais óbvio, largar o que quer que esteja fazendo para acompanhar, por exemplo, uma esposa subitamente doente ou um filho acidentado ao hospital.

Ora, um sacerdote cuida das coisas de Deus e da salvação das almas: e isso não são coisas que se possa largar de súbito, à primeira das exigências inesperadas que surja da vida conjugal. Um sacerdote deve dedicar todo o seu ser ao serviço das almas que a Divina Providência lhe confiou; um marido, como São Paulo ensina na Carta aos Efésios, deve sacrificar a própria vida em prol da sua esposa. É notório que um dever pode entrar em conflito com o outro em um sem-número de casos concretos. Percebe-se, assim, ser conveniente que um sacerdote não seja pai de família e que um pai de família não seja sacerdote.

Mas não é somente disso que se trata. Os deveres que decorrem do Sacramento do Matrimônio são de uma natureza diferente da dos que decorrem do Sacramento da Ordem, é lógico. E entre ambos os grupos de deveres pode haver uma como que incompatibilidade natural — isso é verdade, é facilmente perceptível e é possível a qualquer um pensar em mil e um exemplos que o demonstrem. Mas esse tipo de argumentação corre o risco de se tornar por demais materialista. No limite, ela pode se transformar somente em uma versão um pouco mais elaborada daquela história de que os padres não podiam se casar para que as viúvas e os órfãos não viessem a dilapidar o patrimônio da Igreja.

Porque ditas as coisas desse modo fica parecendo que o laço conjugal é um estorvo que impede o homem de desempenhar aquilo que ele, sozinho, é capaz de fazer muito bem. E isso, além de não ser a melhor defesa do celibato, é uma das piores formas de apresentar o Matrimônio cristão.

É preciso dizer diferente: é preciso defender que o amor conjugal é um dom precioso e, exatamente por ser um dom precioso, convém que seja sacrificado no altar do sacerdócio ministerial. Não é que ter uma família vá de algum modo atrapalhar o padre a desempenhar o seu múnus sacerdotal: poderia ser até mesmo que a mulher e os filhos o ajudassem, e ainda assim o celibato seria uma coisa valiosa e exigível. Porque um sacerdote é um sacrificador e portanto nada mais justo que ele inicie a sua jornada sagrada sacrificando precisamente aquilo que é o ápice da vida humana: o Sagrado Matrimônio. É deste sacrifício primevo e radical que nasce o sacerdote: é sendo ele próprio vítima desta sagrada oblação que ele se purifica e se torna perfeito para oferecer quotidianamente a Vítima Imaculada nos altares do Deus Três-Vezes Santo.

Não é, portanto, que constituir família vá se tornar um empecilho à atuação do sacerdote: isto pode até ser verdade em algum caso concreto, mas não é esse o ponto. O celibato existe porque o sacerdote existe em função do Sacrifício do Altar, da entrega ao qual nascem todos os outros sacrifícios — sendo o celibato o primeiro deles. O celibato é a expressão visível e externa do sacrifício em que consiste a vida consagrada. É o Isaac espiritual que o Senhor dos Exércitos exige para Si. Oferecendo-o generosa e virilmente em Moriá, o sacerdote se torna digno de subir o Calvário a cada Santa Missa. Sacrificando, ele se capacita para sacrificar.