sexta-feira, 17 de março de 2017

COMO A REVOLTA DOS CONSERVADORES PODE SALVAR O MUNDO DO TOTALITARISMO

Como a revolta dos conservadores pode salvar o mundo do totalitarismo
Compulsive reader and amateur writer. Financial markets, politics, philosophy and business are my subjects. Mar 12

Exatamente há um século, os marxistas chegavam ao poder na Rússia, levando a criação da União Soviética após sangrenta guerra civil. O mundo nunca mais seria o mesmo.

O objetivo manifesto da revolta era a destruição de uma sociedade injusta e desigual, para a criação de uma nova sociedade, baseada no “Novo Homem”, expressão repetida a exaustão nos textos socialistas.
Poster de propagando política soviética de 1936, onde aparecem Marx, Engels, Lênin e Stálin.Dois alvos principais foram eleitos: a burguesia, que estaria enriquecendo pela exploração dos trabalhadores, e a Igreja, principal legitimadora de um sistema de poder opressivo, além de ser o “ópio do povo”, segundo Marx.
Comunistas espanhóis atiram numa estátua de Jesus Cristo. Centenas de padres e freiras foram violentados. Muitas igrejas foram destruídas.

Na verdade, toda a estrutura social deveria ser colocada abaixo, pois seria organizada em benefício da burguesia. Ou seja, todo o sistema político existente, a Justiça, as forças policias e militares, a imprensa, as escolas e faculdades, a Igreja, entre outras instituições, seriam organizadas para explorar a classe trabalhadora em benefício da burguesia.

Seria necessária a revolução para destruir tal estrutura. Ela seria conduzida por “vanguarda revolucionária”, com o apoio dos trabalhadores, criando a “ditadura do proletariado”, um governo socialista e ditatorial de transição, conduzindo a sociedade para um regime comunista, com a abolição de qualquer governo e de liberdade absoluta.

Segundo Marx, a história humana seguiria um rumo pré-definido em direção ao comunismo, passando pelo socialismo científico, onde o estudo das relações de trabalho do homem ao longo da história geraria a consciência das classes oprimidas para a revolução, com a criação da nova sociedade baseada na razão, no sentido materialista do termo.

Não é de estranhar os resultados práticos de tal filosofia, pois não haveria nenhum impedimento moral para a vanguarda revolucionária cometer as maiores atrocidades, pois esse seria o caminho inescapável da evolução humana rumo a sociedade comunista.
“Holodomor pelos olhos de uma criança”Foram milhões de mortos, primeiro na própria Guerra Civil Russa, depois nos expurgos de Lênin e de Stálin, passando pelo Holodomor (holocausto ucraniano) entre 1932–1933, quando Stálin matou 6 milhões de pessoas de fome. Depois disso, tivemos a URSS ajudando o regime nacional-socialista alemão a criar a sua máquina de matar, fato pouco lembrado. Após a Segunda Guerra, a URSS se estabeleceu como potência militar, apoiando regimes opressores na China, onde mais de 70 milhões de pessoas morreram nas mãos de Mao, na África e na América Latina, sem contar o desastre vietnamita, cambojano e norte-coreano. No Camboja, quase 50% da população foi dizimada pelo Khmer Vermelho depois que a esquerda americana, sob influência soviética, conseguiu forçar a retirada das tropas americanas da região.

Um belo documentário sobre a carnificina soviética e a contribuição com o regime nazista.Até hoje os cubanos e norte-coreanos sofrem um regime opressor, e apesar da China não manter mais campos de concentração, não podemos usar o país como exemplo de liberdades individuais, pois ainda é uma ditadura de partido único.

Enfim, foram mais de 100 milhões de mortos diretos por regimes marxistas, e um número absurdamente maior de pessoas que sofreram agruras como a fome, a tortura e a absoluta opressão política, sem acesso aos direitos humanos mais básicos.

A revolução que “libertaria o mundo” foi um completo fracasso. Se a tese era científica, fica provada de forma inquestionável a sua refutação. Por outro lado, cientificamente podemos provar como os países que desenvolveram os valores combatidos pelo marxismo alcançaram o maior grau de desenvolvimento humano. Ou seja, onde temos instituições baseadas na tradição judaico-cristã ou similares, livre mercado e Estado de Direito, veremos inclusão social e geração de riqueza.
“O poder corrompe. O poder absoluto corrompe absolutamente.” Lord Acton

O país que é apresentado até hoje pela esquerda como o grande inimigo a ser combatido, os EUA, apresentaram ao longo da sua existência o maior crescimento de renda e qualidade de vida para um país dessas dimensões. Não é um caso isolado. Após a Segunda Guerra, os países que permaneceram sob a influência americana, como Japão e Alemanha Ocidental, por exemplo, apresentaram um nível de evolução parecido. Já na Alemanha Oriental e nos países do bloco soviético, observamos o mesmo nível de pobreza e opressão que existia na URSS.
Guardas soviéticos retiram sujeito morto durante tentativa de fuga do paraíso comunista na Alemanha Oriental.

Se as evidências são esmagadores, por que o marxismo não apenas persistiu, mas cresceu exponencialmente desde a queda do Muro?

Simples, porque ele é um instrumento poderosíssimo de concentração de poder. Não deixa de ser irônico, senão trágico, observar que os maiores defensores do marxismo hoje em dia são exatamente as pessoas que utilizaram as oportunidades que o Capitalismo Ocidental gerou para atingir um nível de prosperidade inimaginável.

O marxismo, ou qualquer outra filosofia que justifica a concentração de poder é a ante-sala do totalitarismo. A história já provou tal fato inúmeras vezes, comprovando também que a desconcentração de poder é um dos pressupostos para a liberdade em todas as suas formas.
A nova cara do Marxismo

Ainda durante a Guerra Fria, a URSS utilizou gigantescos recursos para um outro tipo de conflito: a Guerra Cultural. Abordamos em outro artigo tal estratégia.

O fato é que depois de décadas de domínio cultural esquerdista, as bases morais da sociedade ocidental estão seriamente ameaçadas. Há um falso consenso no meio acadêmico e jornalístico sobre a importância de um governo que seja o grande promotor da “justiça social” e regulador de todas as relações humanas.

A criação desse consenso era exatamente o objetivo da Guerra Cultural.

Mas desde o ano passado, observamos o crescimento da resistência conservadora, com resultados práticos impressionantes. Parece que a “maioria silenciosa” acordou.

Shelby Steele resumiu o espírito do tempo num artigo para o Wall Street Journal, sobre a exaustão do movimento esquerdista americano, chamando a atenção para a perda da ineficiência da camisa de força mental que a esquerda utiliza especialmente nos EUA, através da exploração de uma suposta “culpa branca”, gerada pela responsabilidade por tudo de ruim que há no mundo.

Essa auto-atribuída superioridade moral da esquerda foi sempre utilizada com sucesso para hostilizar os seus opositores conservadores, que seriam racistas, egoístas e exploradores.

Steele sugere que podemos estar presenciando uma mudança nessa dinâmica, onde os conservadores não estão mais aceitando esse jogo baixo, até porque ele é baseado em mentiras.

A eleição de Donald Trump é o grande divisor de águas nesse sentido. Trump recebeu apoio significativo dos conservadores americanos porque não apresentou vergonha na defesa das suas bandeiras, entre elas o nacionalismo, o federalismo, o respeito à Lei e a Ordem, a diminuição dos impostos e do estado provedor, o incentivo a livre iniciativo e o orgulho de ser rico.

Também foi o primeiro candidato em muito tempo a adotar um discurso politicamente incorreto e a apontar de maneira agressiva a corrupção no establishment político e midiático.

Donald Trump representa o grito entalado há muito tempo na garganta dos conservadores.

Nós não queremos um governo grande, ineficiente e gastador que nos escraviza com impostos cada vez maiores e com regulações cada vez mais restritivas.

Queremos ter a liberdade de trabalhar honestamente e enriquecer pelos nossos esforços.

Queremos a liberdade de ensinar os nossos valores aos nossos filhos, sem que eles sejam expostos a lavagem cerebral esquerdistas nas escolas.

Seguimos as leis e exigimos que todos os membros da sociedade sigam, sem espaço para transformar bandidos em “vítimas da sociedade”. Exigimos o direito a legítima defesa através do porte de armas.

Defendemos a família e a vida, contra a libertinagem sexual e o assassinato de bebês indefesos nas barrigas das suas mães.

Não aceitamos mais o discurso desagregador da esquerda, querendo jogar brancos contra negros, mulheres contra homens, homossexuais contra heterossexuais, ricos contra pobres e assim por diante.

Não é por acaso que Trump está sofrendo um ataque midiático e sabotagem interna jamais vistos na história americana. Ele representa a grande ameaça ao sonho dos socialistas globalistas, a criação de um governo mundial, pautado pela cobrança de impostos cada vez mais altos e regulamentação absoluta das relações humanas, tudo em nome da suposta justiça social.

Na prática isso representa o fim das liberdades individuais e de mercado. O seu filho seria obrigado a se vestir como menina na escola para “descobrir” se quer ser homem ou mulher, os católicos e judeus seriam ainda mais perseguidos, as fronteiras nacionais seriam desfeitas e invadidas por hordas de povos com culturas totalmente diferentes, os negócios e serviços num ambiente altamente regulado seriam dominados completamente por grandes corporações que teriam condições de cumprir as milhares de exigências governamentais, e todos seriam direta ou indiretamente dependentes desse mega estado. O combate ao crime seria relaxado em nome da inclusão social, gerando níveis absurdos de violência, sem que as pessoas tivessem o direito de portar armas para se defender. A vanguarda revolucionária moderna e os seus partidários da esquerda teriam todo o poder na mão. É o sonho dourado de tipos como o George Soros.
De uma certa forma, o Brasil é um ótimo exemplo desse processo. A Constituição de 88 marca a virada para um país completamente dominado pela mentalidade socialista. Em três décadas, observamos o país em falência moral, escravizado pelos iluminados no poder e com um dos maiores níveis de violência do mundo.

Pegando outro exemplo, observamos a Europa em processo avançado de deterioração, com um nível de competitividade cada vez menor, decorrência natural do estado de bem-estar social que premia os vagabundos e pune os empreendedores, além de um nível avassalador de regulamentações e impostos que praticamente impede a criação e sobrevivência de pequenos negócios. Um quarto dos jovens europeus não tem emprego e o nível de violência cresce exponencialmente após a decisão de aceitar a entrada de milhões de muçulmanos no Continente.
Dezenas de pessoas são esmagadas num ataque terrorista islâmico. A nova realidade europeia.

Quando foi a última vez que uma empresa europeia lançou um serviço ou produto inovador? Não consigo pensar num único exemplo…

E contra esse futuro horrível que os conservadores do mundo se levantam. A eleição de Trump não é o único exemplo do processo. A Brexit é outro, além das derrotas da esquerda na América Latina e o crescimento dos partidos de direita na Europa.

Ainda é muito cedo para cantar vitória. O poder da esquerda é gigantesco e está sendo utilizado. Eles estão incrustados nas máquinas governamentais, na imprensa, nas escolas e faculdades, no meio artístico, nas ONG’s e associações profissionais, nos sindicatos, nas próprias igrejas, em órgãos internacionais como a ONU. Eles são financiados pelos próprios governos ou por fundações multi-bilionárias.

Há um número gigantesco de pessoas que fazem do seu esquerdismo um meio de vida. São pagos direta ou indiretamente por verbas oficiais ou por doações dessas grandes fundações internacionais.

Também há o mar de idiotas úteis, aqueles que sofreram a lavagem cerebral esquerdista das últimas décadas e nem percebem o quanto foram escravizados por ela.

A Guerra em curso definirá o futuro da humanidade. De que lado você está?

Socialism, 2016 Election, Progressive, BlackLivesMatter, Feminism

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