sexta-feira, 31 de março de 2017

A diferença básica entre globalismo e globalização econômica: um é o oposto do outro

A diferença básica entre globalismo e globalização econômica: um é o oposto do outro
Defender o segundo não implica defender o primeiro
Publicado no site MISES BRASIL

Com a ascensão do populismo nos países desenvolvidos, a globalização econômica caiu em descrédito. Cada vez mais pessoas estão rejeitando a globalização com o argumento de que ela não apenas é injusta como também representa a fonte de todos os males — sendo inclusive a fonte de crises econômicas e imigrações em massa.

Esse tipo de condenação generalizada e abrangente da globalização, porém, apresenta dois erros graves: ela não só é factualmente errada — a globalização econômica comprovadamente aumentou o padrão de vida da população mundial — como também é conceitualmente errada.

Existe o globalismo e existe a globalização. O globalismo é um conceito político. Já a globalização é um conceito econômico.

Globalização econômica

A globalização econômica significa "divisão do trabalho em nível mundial".

A população de cada país se especializa naquilo em que é boa, adquirindo assim uma vantagem comparativa em relação às outras: faço aquilo em que sou melhor que os outros e vendo para eles; e compro dos outros aquilo que eles fazem melhor do que eu. Todas essas transações econômicas devem ser feitas o mais livremente possível, sem a intervenção de governos na forma de tarifas protecionistas e de outras barreiras alfandegárias. (Veja aqui um exemplo prático).

A consequência deste arranjo foi, é e sempre será um aumento no padrão de vida de todos os envolvidos.

Hoje, nenhum país é capaz de viver em autarquia, produzindo absolutamente tudo de que sua população necessita para viver decentemente. Caso um país realmente tentasse produzir tudo o que consome, isso não apenas seria um monumental desperdício de recursos escassos, como também levaria a custos de produção e, consequentemente, preços exorbitantes, afetando drasticamente o padrão de vida da população.

Pense em uma simples camisa. Fabricada na Malásia utilizando máquinas feitas na Alemanha, algodão proveniente da Índia, forros de colarinho do Brasil, e tecido de Portugal, em seguida sendo vendida no varejo em Sidney, em Montreal e em várias cidades dos países em desenvolvimento (ao menos naqueles que são mais abertos ao comércio exterior), a camisa típica da atualidade é o produto dos esforços de diversas pessoas ao redor do mundo. E, notavelmente, o custo de uma camisa típica é equivalente aos rendimentos de apenas umas poucas horas de trabalho de um cidadão comum do mundo industrializado.

Obviamente, o que é verdadeiro para uma camisa vale também para incontáveis produtos disponíveis à venda nos países capitalistas modernos.

Como é possível que, atualmente, um trabalhador comum seja capaz de adquirir facilmente uma ampla variedade de bens e serviços, cuja produção requer os esforços coordenados de milhões de trabalhadores? A resposta é que cada um desses trabalhadores faz parte de um mercado tão vasto e abrangente, que faz com que seja vantajoso para muitos empreendedores e investidores ao redor do mundo organizarem operações de produção altamente especializadas, as quais são lucrativas somente porque o mercado para seus produtos é de escala global.

Esta especialização tanto do trabalho quanto da produção, ao longo de diferentes setores industriais ao redor do mundo, é exatamente o fenômeno da globalização econômica.

(Recentemente, um homem resolveu fabricar, do zero, um simples sanduíche. Ele plantou o trigo para fazer o pão, retirou o sal da água do mar, ordenhou uma vaca para fazer o queijo e a manteiga, matou uma galinha para retirar o filé de frango, fez o próprio picles e teve até de extrair o mel do favo. Seis meses e US$ 1.500 depois, o sanduíche ficou pronto. E, a julgar pela reação dele próprio, a qualidade do produto final foi medíocre).

O fato é que, hoje, nenhum país produz apenas para satisfazer suas próprias necessidades, mas também para atender a produtores e consumidores de outros países. E cada país se especializa naquilo que sabe fazer melhor.

A globalização econômica, com o livre comércio sendo seu componente natural, aumenta a produtividade de todos os envolvidos. E, consequentemente, aumenta também o padrão de vida de todos. Sem a globalização econômica, a pobreza neste planeta não teria sido reduzida com a intensidade em que foi nas últimas décadas.

Por fim, vale ressaltar que todo e qualquer indivíduo é, em si mesmo, um defensor árduo da globalização econômica, mesmo que ele não saiba disso. As pessoas acordam cedo e vão trabalhar exatamente para ganhar dinheiro e, com isso, poderem consumir o que quiserem. As pessoas trabalham e produzem para poder consumir produtos bons e baratos, independentemente de sua procedência. Eles podem ser oriundos de qualquer parte do mundo; o que interessa é que sejam bons e baratos. Isso é globalização econômica.

Impor obstáculos a esse consumo — isto é, restringir a globalização econômica — significa restringir a maneira como as pessoas trabalhadoras podem usufruir os frutos do seu trabalho. No mínimo, isso é imoral e anti-humano.

Globalismo

Logo de início, é fácil ver que o globalismo — que também pode ser chamado de globalização política — não tem absolutamente nada a ver com a globalização econômica.

Globalização econômica significa livre comércio e livre mercado. Trata-se de um arranjo que não apenas não necessita da intervenção de governos e burocratas, como funciona muito melhor sem eles. Indo mais além, trata-se de um arranjo que surge naturalmente quando não há políticos e burocratas impondo obstáculos às transações humanas.

Já o globalismo é o exato oposto: trata-se de um arranjo que só existe por causa de políticos e burocratas. Seria impossível haver globalismo se não houvesse políticos e burocratas.

O globalismo é uma política internacionalista, implantada por burocratas, que vê o mundo inteiro como uma esfera propícia para sua influência política. O objetivo do globalismo é determinar, dirigir e controlar todas as relações entre os cidadãos de vários continentes por meio de intervenções e decretos autoritários.

Eis o argumento central do globalismo: lidar com os problemas cada vez mais complexos deste mundo — que vão desde crises econômicas até a proteção do ambiente — requer um processo centralizado de tomada de decisões, em nível mundial. Consequentemente, leis sociais e regulamentações econômicas devem ser "harmonizadas" ao redor do mundo por um corpo burocrático supranacional, com a imposição de legislações sociais uniformes e políticas específicas para cada setor da economia de cada país.

O estado-nação — na condição de representante soberano do povo — se tornou obsoleto e deve ser substituído por um poder político transnacional, globalmente ativo e imune aos desejos do povo.

Obviamente, a filosofia por trás dessa mentalidade é puramente socialista-coletivista.

Representa também o pilar da União Europeia (UE). Em última instância, o objetivo da UE é criar um super-estado europeu, no qual as nações-estado da Europa irão se dissolver como cubos de açúcar em uma xícara quente de chá. Foi majoritariamente disso que os britânicos quiseram fugir.

Ao menos para o futuro próximo, este sonho burocrático chegou ao fim. O desejo de impor uma uniformidade afundou em meio a uma dura e difícil realidade política e econômica. A UE está passando por mudanças radicais — culminando com a decisão dos britânicos de sair dela — e pode até mesmo entrar em colapso dependendo dos resultados eleitorais em alguns importantes países europeus (França, Holanda, Alemanha e possivelmente Itália) neste ano de 2017.

Com Donald Trump na presidência americana não há mais qualquer apoio intelectual dos EUA ao projeto de unificação européia. A mudança de poder e de direção em Washington diminuiu o poder de influência dos globalistas — o que permite alguma esperança de que a futura política externa americana seja menos agressiva em termos militares. Trump — ao contrário de seus antecessores — ao menos não parece querer impingir uma nova ordem mundial.

Por outro lado, os defensores da globalização econômica têm motivos para estar preocupados. O governo Trump vem ameaçando utilizar medidas protecionistas — majoritariamente na forma de tarifas de importação — para supostamente estimular o emprego e a produção nos EUA, mesmo com toda a teoria e realidade econômicas demonstrando que o efeito será o oposto.

Tamanha interferência na globalização econômica, o que representaria um retrocesso no tempo, não apenas seria um ataque à prosperidade, como também pode se degenerar em conflitos políticos, reacendendo antigas rixas e contendas. Não precisaria ser assim.

Para atacar e até mesmo aniquilar o globalismo não é necessário atacar e fazer retroceder a globalização econômica.

A globalização é Steve Jobs, Jeff Bezos e Michael Dell; o globalismo é George Soros, o CFR, a Comissão Trilateral, os Rockefeller, os Rothschilds e a ONU.

Conclusão

Ao passo que o globalismo representa o autoritarismo e a centralização do poder político em escala mundial, a globalização econômica — que nada mais é do que a divisão do trabalho e o livre comércio — representa a descentralização e a liberdade, promovendo uma produtiva e, ainda mais importante, pacífica cooperação além fronteiras.

A restrição à globalização econômica — ou seja, o protecionismo — nada mais é do que o medo dos incapazes perante a inteligência e as habilidades alheias. Tal postura, além de moralmente condenável, por ser covarde, é também extremamente perigosa. Como já alertava Bastiat, se, em vez de nos permitirmos os benefícios da livre concorrência e do livre comércio, começarmos a atuar incisivamente para impedir o progresso de outras nações, não deveríamos nos surpreender caso boa parte daquela inteligência e habilidade que combatemos por meio de tarifas e restrições de importações acabe se voltando contra nós no futuro, produzindo armas para guerras em vez de mais e melhores bens de consumo que eles querem e podem produzir, e os quais nós queremos voluntariamente consumir.

Como também disse Bastiat, quando bens param de cruzar fronteiras, os exércitos o fazem. 

Por isso é de extrema importância preservarmos a globalização econômica.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Mandato de Temer já terá valido a pena se ele realmente derrubar imposto sindical

Mandato de Temer já terá valido a pena se ele realmente derrubar imposto sindical
Escrito por Luciano Ayan no Ceticismo Político em 29 de março de 2017
De acordo com informações do Estadão, o governo Temer anunciou que irá apoiar o fim do imposto sindical. A medida dá toda a pinta de que vai ser incluída no texto da Reforma Trabalhista que está em discussão na Câmara e conta com apoio de boa parte da bacada governista.

Se isso se confirmar, podemos estar diante do melhor momento de todo o mandato de Michel Temer, que desde que substituiu a tirana Dilma vem governando em ritmo de “vai não vai”.

Claro que Temer merece aplausos pela aprovação da PEC do Teto e de diversas outras medidas para sanear as contas públicas, mas também merece puxões de orelha por alguns recuos inaceitáveis, como no caso da recriação do MinC, bem como a manutenção de muita gente investigada no governo.

Entretanto, se ele de fato levar a frente a liberdade de contribuição sindical – ou seja, fim do imposto sindical obrigatório – ele realmente fará algo de valor inestimável para a classe trabalhadora brasileira, dando liberdade para alguém escolher se quer ou não contribuir com algum sindicato.

Será também um impacto fortíssimo para uma elite de vampiros sindicalistas que durante o mandato de Dilma deram suporte a um projeto que exterminou intencionalmente os empregos dos brasileiros. Ser forçado a dar dinheiro para esse tipo de organização sempre foi um crime contra a humanidade.

Se Temer acabar com essa barbárie, merecerá vibrantes aplausos por isso.

Uma imagem mentirosa e canalha propagada por novos ateus e companhia

Escrito por Carlos Moschen* no Blog do Frei Rojão
Um amigo meu postou essa imagem idiota logo acima. Vamos desmascarar essa mentira.

Em primeiro lugar, a ciência moderna é produto da teologia católica.

Em segundo lugar, esses idiotas acham mesmo que em dois mil anos de Igreja nenhum dos grandes teólogos como São Tomás de Aquino, Santo Agostinho, Duns Scott, São Boaventura, Pedro Abelardo, Santo Alberto Magno, etc., nunca duvidaram, nunca questionaram nada?! Isso só mostra que nunca leram nada sobre história da ciência, filosofia, etc. São papagaios de literatura neo ateísta.

Em terceiro lugar, a Universidade foi criação da Igreja Católica! Nunca existiu universidade no mundo greco-romano. O que existia eram escolas públicas, mas todas isoladas. Historiadores como Edward Grant, Daniel-rops, provam isso em suas bibliografias.

Em quarto lugar, os monges, na Idade Média, eram os maiores cientistas da época.

Em quinto lugar, na época das invasões bárbaras, os monges foram os únicos que copiaram pacientemente os manuscritos do mundo greco-romano, ou seja, você tem Boécio, Santo Agostinho, São Jerônimo, Virgílio, Terêncio, Ovídio, Horácio, etc., graças a Igreja Católica.

Em sexto lugar, o historiador John L. Heilbron, Ph.D de Berkley, historiador da ciência, disse no seu livro The Sun in the Church essas seguintes palavras:

A Igreja Católica Romana concedeu mais apoio financeiro social ao estudo da astronomia ao longo de seis séculos, desde a recuperação de conhecimentos antigos ao longo de finais da Idade Média até ao Iluminismo do que qualquer outra, e provavelmente todas as outras instituições. Pág 3.

Ou seja, a Igreja Católica foi a maior financiadora da ciência durante séculos. Não existe antagonismo entre ciência e religião. Essas mentiras contra a religião nasceram com os iluministas (XVIII) e foram aperfeiçoadas com os historiadores liberais do século XIX. Pretendo escrever um artigo sobre isso mais tarde. Irei citar fontes fidedignas. Meus caros, parem de acreditar em baboseiras postadas por neo ateus e companhia. Esses mitos já foram refutados há muito tempo por historiadores sérios. Procurem ler bibliografias sérias. Abraços!


Ortodoxia católica sem frescura. A misericórdia é grande mas a penitência é braba. Estamos em comunhão com o papa Francisco e os bispos, com a sucessão apostólica, a tradição e a escritura. Naturalmente o autor procura ser catequético naquilo que é doutrina católica e adere firmemente a ela. No mais, naquilo que é assunto livre, segue e expressa sua opinião com franqueza.

Aviso: este blog está amparado no artigo 212 do Código de Direito Canônico corrente, inclusive às eventuais críticas públicas e abertas à hierarquia eclesiástica.

Aos comentaristas: Este é um blog católico... e dos bons. Aqui o ombro é amigo, mas o coice é certeiro. O autor fez voto de boçalidade: Comentários cretinos serão respondidos setenta vezes sete mais cretinamente ainda. Fale o que quiser e espere ouvir o que não quiser.

(Por FMB) "Três coisas sobre cada ponto de discussão que eu gostaria que todo ativista respondesse separadamente, ao cacarejar, quer dizer, deixar um comentário no meu blog ou no meu facebook:
1) O que você entendeu do que eu disse?
2) O que significa o que você está dizendo?
3) Por que o que você está dizendo refuta o que eu disse?"

quinta-feira, 23 de março de 2017

Atentado terrorista ocorrido ontem em Londres é edulcorado pelo jornalismo de notícias falsas da grande mídia.

ATENTADO TERRORISTA EM LONDRES É EDULCORADO PELO JORNALISMO 'FAKE NEWS' DA GRANDE MÍDIA
Escrito por Aluizio Amorim no Blog do Aluizio Amorim
A esta hora da madrugada em que escrevo esta postagem não há ninguém na face da Terra que não saiba do atentado terrorista ocorrido nesta quarta-feira em Londres, a capital da Inglaterra, justamente nas redondezas do Parlamento. 
Mas a grande mídia e o jornalismo esquerdista e histérico que domina as redações continua tergiversando, embora até os cachorros das ruas saibam que se tratou de mais um atentado terrorista perpetrado por um dos milhares de muçulmanos que habitam a capital britânica e infestam toda Europa, tendo sido importados pela deletéria União Europeia, ONU com apoio de todos os partidos esquerdistas a começar pelo deletério Partido Trabalhista, a versão britânica do PT de Lula.
Mas não só os partidos esquerdistas apoiam esses assassinos. Esse ataque contra a Civilização Ocidental tem o beneplácito da grande mídia, não apenas do proprietários de jornalões e redes de TV, mas também dos seus empregados, os jornalistas, essa corja de vagabundos mentirosos que infesta dos os meios de comunicação. A eles cabe a tarefa de produzir “fake news”, coisa que fazem com desvelo, haja vista que são todos esquerdistas de carteirinha.
Tanto é que até agora, fora os sites conservadores americanos, não há um veículo da grande mídia que relate com exatidão o que ocorreu em Londres nesta quarta-feira. E pior do que isso, nem um texto, um artigo ou editorial em defesa da Civilização Ocidental chamando pelo nome exato os responsáveis por essa carnificina absurda, essa escalada de assassinatos à luz do dia de pessoas indefesas como ocorreu nesta quarta-feira em Londres.
Ilustram esta postagem dois vídeos para que os estimados leitores do blog saibam o que realmente aconteceu na capital britânica, quem são os responsáveis e quem os apóia.
Um é do canal Rebel Media nas imediações onde ocorreu o atentado. A reportagem desse canal independente é de Tommy Robison.
O outro vídeo é apresentado pelo Paul Joseph Watson que também atua no site norte-americano InfoWars. Prestem a atenção neste vídeo. Watson mostra como os islâmicos e esquerdistas ocidentais curtem o atentado enviando 'emotions', carinhas e corações de felicidade pela morte de pessoas inocentes.
Ambos são por demais conhecidos por todos aqueles que há muito tempo dispensaram a grande mídia e obtêm informações nos sites, blogs e plataformas independentes do Youtube. Mas vale o crédito para a excelente Embaixada da Resistência em sua página do Facebook que fez as postagens dos vídeos com legendas em português.
Aproveitem a oportunidade para compartilhar intensamente esta postagem pelas redes sociais, para que todas as pessoas se conscientizem sobre o que está acontecendo e possam então reagir em sua defesa pessoal e na defesa da nossa Civilização Ocidental.

quarta-feira, 22 de março de 2017

NORILSK: O inferno soviético na Terra mantido pela “nova Rússia”

Escrito por Luis Dufaur* no Blog Flagelo Russo em 19/3/2017.
Restos da prisão de Norilsk 

A cidade mais populosa do Ártico russo, com 46 graus abaixo de zero às 8 horas da manhã, está sumida na noite polar, mas as crianças vão para a escola como em qualquer dia normal de inverno.

Ela está fechada para os estrangeiros. O secretismo que envolve a cidade restringe até as poucas licenças concedidas à imprensa do exterior. 

É “a pior cidade do mundo para viver”. Mas um jornalista de La Vanguardia de Barcelona acabou conseguindo a licença e contou o que viu. 

A razão do mistério está encharcada de sangue, repressão e ditadura. Norilsk nasceu nos anos trinta do século XX e as galerias de suas minas foram escavadas por prisioneiros do gulag, vítimas dos expurgos stalinistas do Grande Terror. 

Na península de Taimir há enormes reservas de níquel, cobre e platino, e ainda hoje a cidade de 170.000 habitantes é regida pela estatal Norilsk Nikel, da qual depende até o último detalhe da vida.

Norilsk não tem estrada, nem trem. Só se pode chegar de avião ou de rompe-gelo. 

A cidade é uma das mais contaminadas do mundo. A neve cai preta, os rios são vermelhos, a chuva é ácida e quase todas as árvores morreram. A expectativa de vida é de 46 anos. A mineração e a indústria local jogam anualmente no ar 4.000 toneladas de dióxido de sulfuro.
Norilsk foi construída por prisioneiros políticos e étnicos do comunismo.
Na foto, prisioneiros ucranianos. 

É, no resumo de La Vanguardia, “o inferno na Terra”.

O passado de mão de obra escrava é um tema proibido. No museu poucas fotos relembram o terror soviético. 

Elizaveta Obst, diretora da Sociedade de Defesa das Vítimas da Repressão Política, é filha de prisioneiros do gulag. 

Ela ainda lembra nitidamente “as fileiras de prisioneiros rumando ao trabalho, rodeados por soldados e vigiados a todo o momento pelos cachorros”. 

Elizaveta organiza palestras sobre o gulag de Norilsk e do Grande Norte russo a troco de uns escassos rublos que lhe permitem manter sua pequena sala presidida pelo retrato de Vladimir Putin e suas mínimas atividades.

A poucos metros fica o Teatro Dramático Polar, onde em dezembro foi estreada a obra “Aguarda-me… Regressarei”, que narra o infinito sofrimento de Vladimir Zuev, condenado no gulag de Norilsk.
Norilsk e suas 'chaminés do inferno' testemunhas do passado soviético.
Um passado resguardado pela 'nova URSS' de Putin. 

Após intérminas horas de trabalhos forçados, Zuev era obrigado a dirigir um grupinho de atores, prisioneiros como ele, para divertir os chefes do sinistro campo de concentração.

Por que hoje não se pode visitar livremente Norilsk? 

A “nova Rússia” de Vladimir Putin está empenhada em silenciar a lembrança dos milhões de cidadãos russos que padeceram e sucumbiram nos campos da morte comunistas. 

Putin virtualmente fechou os memoriais abertos após a queda da URSS, que recuperavam a memória de incontável número de pessoas exterminadas e exibiam em todo o seu horror os campos de concentração, não inferiores aos nazistas.

O autoproclamado paladino do cristianismo, empenhado em restaurar a URSS visceralmente anticristã, abafa a lembrança de suas vítimas.

E faz tudo para manter quantidades imensas de sofridos cidadãos russos em esquemas como o de Norilsk, que muito se assemelham aos de Stalin, mas no III milênio!

*Luis Dufaur 
Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs

sexta-feira, 17 de março de 2017

COMO A REVOLTA DOS CONSERVADORES PODE SALVAR O MUNDO DO TOTALITARISMO

Como a revolta dos conservadores pode salvar o mundo do totalitarismo
Compulsive reader and amateur writer. Financial markets, politics, philosophy and business are my subjects. Mar 12

Exatamente há um século, os marxistas chegavam ao poder na Rússia, levando a criação da União Soviética após sangrenta guerra civil. O mundo nunca mais seria o mesmo.

O objetivo manifesto da revolta era a destruição de uma sociedade injusta e desigual, para a criação de uma nova sociedade, baseada no “Novo Homem”, expressão repetida a exaustão nos textos socialistas.
Poster de propagando política soviética de 1936, onde aparecem Marx, Engels, Lênin e Stálin.Dois alvos principais foram eleitos: a burguesia, que estaria enriquecendo pela exploração dos trabalhadores, e a Igreja, principal legitimadora de um sistema de poder opressivo, além de ser o “ópio do povo”, segundo Marx.
Comunistas espanhóis atiram numa estátua de Jesus Cristo. Centenas de padres e freiras foram violentados. Muitas igrejas foram destruídas.

Na verdade, toda a estrutura social deveria ser colocada abaixo, pois seria organizada em benefício da burguesia. Ou seja, todo o sistema político existente, a Justiça, as forças policias e militares, a imprensa, as escolas e faculdades, a Igreja, entre outras instituições, seriam organizadas para explorar a classe trabalhadora em benefício da burguesia.

Seria necessária a revolução para destruir tal estrutura. Ela seria conduzida por “vanguarda revolucionária”, com o apoio dos trabalhadores, criando a “ditadura do proletariado”, um governo socialista e ditatorial de transição, conduzindo a sociedade para um regime comunista, com a abolição de qualquer governo e de liberdade absoluta.

Segundo Marx, a história humana seguiria um rumo pré-definido em direção ao comunismo, passando pelo socialismo científico, onde o estudo das relações de trabalho do homem ao longo da história geraria a consciência das classes oprimidas para a revolução, com a criação da nova sociedade baseada na razão, no sentido materialista do termo.

Não é de estranhar os resultados práticos de tal filosofia, pois não haveria nenhum impedimento moral para a vanguarda revolucionária cometer as maiores atrocidades, pois esse seria o caminho inescapável da evolução humana rumo a sociedade comunista.
“Holodomor pelos olhos de uma criança”Foram milhões de mortos, primeiro na própria Guerra Civil Russa, depois nos expurgos de Lênin e de Stálin, passando pelo Holodomor (holocausto ucraniano) entre 1932–1933, quando Stálin matou 6 milhões de pessoas de fome. Depois disso, tivemos a URSS ajudando o regime nacional-socialista alemão a criar a sua máquina de matar, fato pouco lembrado. Após a Segunda Guerra, a URSS se estabeleceu como potência militar, apoiando regimes opressores na China, onde mais de 70 milhões de pessoas morreram nas mãos de Mao, na África e na América Latina, sem contar o desastre vietnamita, cambojano e norte-coreano. No Camboja, quase 50% da população foi dizimada pelo Khmer Vermelho depois que a esquerda americana, sob influência soviética, conseguiu forçar a retirada das tropas americanas da região.

Um belo documentário sobre a carnificina soviética e a contribuição com o regime nazista.Até hoje os cubanos e norte-coreanos sofrem um regime opressor, e apesar da China não manter mais campos de concentração, não podemos usar o país como exemplo de liberdades individuais, pois ainda é uma ditadura de partido único.

Enfim, foram mais de 100 milhões de mortos diretos por regimes marxistas, e um número absurdamente maior de pessoas que sofreram agruras como a fome, a tortura e a absoluta opressão política, sem acesso aos direitos humanos mais básicos.

A revolução que “libertaria o mundo” foi um completo fracasso. Se a tese era científica, fica provada de forma inquestionável a sua refutação. Por outro lado, cientificamente podemos provar como os países que desenvolveram os valores combatidos pelo marxismo alcançaram o maior grau de desenvolvimento humano. Ou seja, onde temos instituições baseadas na tradição judaico-cristã ou similares, livre mercado e Estado de Direito, veremos inclusão social e geração de riqueza.
“O poder corrompe. O poder absoluto corrompe absolutamente.” Lord Acton

O país que é apresentado até hoje pela esquerda como o grande inimigo a ser combatido, os EUA, apresentaram ao longo da sua existência o maior crescimento de renda e qualidade de vida para um país dessas dimensões. Não é um caso isolado. Após a Segunda Guerra, os países que permaneceram sob a influência americana, como Japão e Alemanha Ocidental, por exemplo, apresentaram um nível de evolução parecido. Já na Alemanha Oriental e nos países do bloco soviético, observamos o mesmo nível de pobreza e opressão que existia na URSS.
Guardas soviéticos retiram sujeito morto durante tentativa de fuga do paraíso comunista na Alemanha Oriental.

Se as evidências são esmagadores, por que o marxismo não apenas persistiu, mas cresceu exponencialmente desde a queda do Muro?

Simples, porque ele é um instrumento poderosíssimo de concentração de poder. Não deixa de ser irônico, senão trágico, observar que os maiores defensores do marxismo hoje em dia são exatamente as pessoas que utilizaram as oportunidades que o Capitalismo Ocidental gerou para atingir um nível de prosperidade inimaginável.

O marxismo, ou qualquer outra filosofia que justifica a concentração de poder é a ante-sala do totalitarismo. A história já provou tal fato inúmeras vezes, comprovando também que a desconcentração de poder é um dos pressupostos para a liberdade em todas as suas formas.
A nova cara do Marxismo

Ainda durante a Guerra Fria, a URSS utilizou gigantescos recursos para um outro tipo de conflito: a Guerra Cultural. Abordamos em outro artigo tal estratégia.

O fato é que depois de décadas de domínio cultural esquerdista, as bases morais da sociedade ocidental estão seriamente ameaçadas. Há um falso consenso no meio acadêmico e jornalístico sobre a importância de um governo que seja o grande promotor da “justiça social” e regulador de todas as relações humanas.

A criação desse consenso era exatamente o objetivo da Guerra Cultural.

Mas desde o ano passado, observamos o crescimento da resistência conservadora, com resultados práticos impressionantes. Parece que a “maioria silenciosa” acordou.

Shelby Steele resumiu o espírito do tempo num artigo para o Wall Street Journal, sobre a exaustão do movimento esquerdista americano, chamando a atenção para a perda da ineficiência da camisa de força mental que a esquerda utiliza especialmente nos EUA, através da exploração de uma suposta “culpa branca”, gerada pela responsabilidade por tudo de ruim que há no mundo.

Essa auto-atribuída superioridade moral da esquerda foi sempre utilizada com sucesso para hostilizar os seus opositores conservadores, que seriam racistas, egoístas e exploradores.

Steele sugere que podemos estar presenciando uma mudança nessa dinâmica, onde os conservadores não estão mais aceitando esse jogo baixo, até porque ele é baseado em mentiras.

A eleição de Donald Trump é o grande divisor de águas nesse sentido. Trump recebeu apoio significativo dos conservadores americanos porque não apresentou vergonha na defesa das suas bandeiras, entre elas o nacionalismo, o federalismo, o respeito à Lei e a Ordem, a diminuição dos impostos e do estado provedor, o incentivo a livre iniciativo e o orgulho de ser rico.

Também foi o primeiro candidato em muito tempo a adotar um discurso politicamente incorreto e a apontar de maneira agressiva a corrupção no establishment político e midiático.

Donald Trump representa o grito entalado há muito tempo na garganta dos conservadores.

Nós não queremos um governo grande, ineficiente e gastador que nos escraviza com impostos cada vez maiores e com regulações cada vez mais restritivas.

Queremos ter a liberdade de trabalhar honestamente e enriquecer pelos nossos esforços.

Queremos a liberdade de ensinar os nossos valores aos nossos filhos, sem que eles sejam expostos a lavagem cerebral esquerdistas nas escolas.

Seguimos as leis e exigimos que todos os membros da sociedade sigam, sem espaço para transformar bandidos em “vítimas da sociedade”. Exigimos o direito a legítima defesa através do porte de armas.

Defendemos a família e a vida, contra a libertinagem sexual e o assassinato de bebês indefesos nas barrigas das suas mães.

Não aceitamos mais o discurso desagregador da esquerda, querendo jogar brancos contra negros, mulheres contra homens, homossexuais contra heterossexuais, ricos contra pobres e assim por diante.

Não é por acaso que Trump está sofrendo um ataque midiático e sabotagem interna jamais vistos na história americana. Ele representa a grande ameaça ao sonho dos socialistas globalistas, a criação de um governo mundial, pautado pela cobrança de impostos cada vez mais altos e regulamentação absoluta das relações humanas, tudo em nome da suposta justiça social.

Na prática isso representa o fim das liberdades individuais e de mercado. O seu filho seria obrigado a se vestir como menina na escola para “descobrir” se quer ser homem ou mulher, os católicos e judeus seriam ainda mais perseguidos, as fronteiras nacionais seriam desfeitas e invadidas por hordas de povos com culturas totalmente diferentes, os negócios e serviços num ambiente altamente regulado seriam dominados completamente por grandes corporações que teriam condições de cumprir as milhares de exigências governamentais, e todos seriam direta ou indiretamente dependentes desse mega estado. O combate ao crime seria relaxado em nome da inclusão social, gerando níveis absurdos de violência, sem que as pessoas tivessem o direito de portar armas para se defender. A vanguarda revolucionária moderna e os seus partidários da esquerda teriam todo o poder na mão. É o sonho dourado de tipos como o George Soros.
De uma certa forma, o Brasil é um ótimo exemplo desse processo. A Constituição de 88 marca a virada para um país completamente dominado pela mentalidade socialista. Em três décadas, observamos o país em falência moral, escravizado pelos iluminados no poder e com um dos maiores níveis de violência do mundo.

Pegando outro exemplo, observamos a Europa em processo avançado de deterioração, com um nível de competitividade cada vez menor, decorrência natural do estado de bem-estar social que premia os vagabundos e pune os empreendedores, além de um nível avassalador de regulamentações e impostos que praticamente impede a criação e sobrevivência de pequenos negócios. Um quarto dos jovens europeus não tem emprego e o nível de violência cresce exponencialmente após a decisão de aceitar a entrada de milhões de muçulmanos no Continente.
Dezenas de pessoas são esmagadas num ataque terrorista islâmico. A nova realidade europeia.

Quando foi a última vez que uma empresa europeia lançou um serviço ou produto inovador? Não consigo pensar num único exemplo…

E contra esse futuro horrível que os conservadores do mundo se levantam. A eleição de Trump não é o único exemplo do processo. A Brexit é outro, além das derrotas da esquerda na América Latina e o crescimento dos partidos de direita na Europa.

Ainda é muito cedo para cantar vitória. O poder da esquerda é gigantesco e está sendo utilizado. Eles estão incrustados nas máquinas governamentais, na imprensa, nas escolas e faculdades, no meio artístico, nas ONG’s e associações profissionais, nos sindicatos, nas próprias igrejas, em órgãos internacionais como a ONU. Eles são financiados pelos próprios governos ou por fundações multi-bilionárias.

Há um número gigantesco de pessoas que fazem do seu esquerdismo um meio de vida. São pagos direta ou indiretamente por verbas oficiais ou por doações dessas grandes fundações internacionais.

Também há o mar de idiotas úteis, aqueles que sofreram a lavagem cerebral esquerdista das últimas décadas e nem percebem o quanto foram escravizados por ela.

A Guerra em curso definirá o futuro da humanidade. De que lado você está?

Socialism, 2016 Election, Progressive, BlackLivesMatter, Feminism

segunda-feira, 13 de março de 2017

Duas concepções de riqueza. Ou: Como trocar uma fortuna material por um tesouro espiritual

Duas concepções de riqueza
Escrito por Plinio Maria Solimeo na ABIM em13 de março de 2017.
Hoje as preocupações religiosas praticamente desapareceram. E foram substituídas pelo afã cada vez mais desregrado do desejo dos bens materiais. Fazer fortuna é o sonho de quase todo mundo.

Mas, afinal, para que serve uma grande fortuna? Para satisfazer a todos os gostos e caprichos? Para não se ter mais preocupação com o “pão nosso de cada dia”? Ou haverá uma finalidade mais alta para ela?

Na atual conjuntura brasileira os escândalos de corrupção estão na ordem do dia. Fala-se de milhões e milhões entregues a governantes e políticos para a obtenção de algum favor. As quantias reveladas assustam pelo seu montante. O que leva a perguntar o que os beneficiados fazem com tanto dinheiro. Ajudam instituições de caridade? Dão esmolas? Preocupam-se em ajudar os mais pobres? Empregam-no em desenvolver a cultura ou aprimorar a civilização? Nesses grandes escândalos que entenebrecem o País praticamente não se ouve falar disso.

Essas reflexões me vieram à mente ao ler a vida de uma grande santa da sociedade romana de meados do século IV, detentora de uma fortuna tão grande em terras, palácios, propriedades, escravos, que pasmam os pobres mortais do nosso triste século XXI.

O que fazia ela com tantos bens? É o que veremos.
Melânia Valéria [pintura ao lado], filha do senador Publicola e de Altina, pertencentes a ilustres famílias patrícias, nasceu em Roma no ano de 383. Sua avó materna, também chamada Melânia e igualmente santa, pertencia à importante gens Antonia.

Aos 14 anos, Melânia, a Jovem — como ficou conhecida para diferenciá-la de sua ilustre avó — casou-se com seu primo Valério Piniano, filho do prefeito de Roma e também detentor de grande fortuna.

O casal tornou-se assim extremamente rico: “Um dado verdadeiramente indicativo da fabulosa riqueza do casal, é que seu palácio em Roma era tão valioso, que nenhum senado tinha dinheiro suficiente para comprá-lo, nem sequer a própria imperatriz, Serena”[i].

Depois da morte de uma filha de um ano e de um filho logo após o nascimento, os esposos passaram de comum acordo a viver “como irmãos”, isto é, em castidade perfeita, dedicando-se às obras de misericórdia e ao apostolado.

Quando Alarico tomou Roma, Melânia refugiou-se na Sicília com seu esposo e sua mãe. Lá ela concedeu liberdade a oito mil escravos, dentre os que quiseram ser libertos. Outros preferiram continuar a servir a família. Ao mesmo tempo, vendeu suas possessões na Espanha, Aquitânia, Tarragona e Gália, para socorrer os pobres. Reteve apenas aquelas da Sicília, Campânia e África, cujos rendimentos ela destinou à manutenção de conventos.

Foi depois para o norte da África, então de maioria romana, onde brilhava “Agostinho, o maior homem de toda a África; não só, mas o maior homem de sua época”, um homem ao qual “quase nenhum, ou certamente pouquíssimos se podem comparar, de quantos floresceram desde o início do gênero humano”[ii].

Melânia e os seus se radicaram em Tagaste, cidade natal de Santo Agostinho. Além da tranqüilidade do lugar, podiam gozar da amizade do bispo local, Santo Alípio, íntimo e fiel amigo do autor da Cidade de Deus.

Ali continuaram suas obras de beneficência, fundando um mosteiro para 80 monges, no qual o marido ingressou, e um convento para 130 monjas, para onde ela se retirou.

Ao chegar à África, Melânia e Piniano venderam suas possessões da Numídia, Mauritânia e África Proconsular. Eles estavam dispostos a vender todas as suas propriedades, destinando o dinheiro arrecadado ao socorro dos pobres, ao resgate dos prisioneiros e aos mosteiros pobres. Entretanto, Santo Agostinho e dois outros bispos aconselharam-nos a dar a cada mosteiro um local e uma renda, em vez de entregar dinheiro, que logo seria gasto.

“As medidas tomadas por Melânia e seu esposo Piniano liquidaram uma das maiores fortunas de seu tempo, e com o produto das vendas socorreram os pobres e a Igreja”[iii].

“O caso de Melânia e Piniano serve para ilustrar o quanto o Cristianismo havia conquistado a alta sociedade do Baixo Império, revelando ‘o desprendimento que muitas famílias aristocráticas fazem de suas riquezas em razão de um valor cristão em ascensão: a prática da caridade através da esmola”[iv].

Em 417, Melânia, Albina, sua mãe, e Piniano empreenderam uma peregrinação à Terra Santa, onde conheceram São Jerônimo e suas discípulas, Santa Paula e Santa Eudóxia. A família decidiu ficar então na Palestina. Melânia viveu doze anos em uma ermida próxima ao Monte das Oliveiras, depois em um mosteiro que ali ergueu. Também fez generosas doações ao receber o dinheiro da venda de outras propriedades na Espanha, fundando vários mosteiros, tanto para homens quanto para mulheres.

Sua mãe faleceu em 431, seu marido em 432, e ela entregou sua alma a Deus em Jerusalém, no dia 31 de dezembro de 439, quando se celebra sua festa.

Quando Deus nos permite possuir bens materiais — evidentemente sempre de modo lícito —, quer que os empreguemos ao serviço d’Ele e da Cristandade. Esse é o grande exemplo que Santa Melânia nos dá e que deve causar espanto aos protagonistas da corrupção que assola atualmente o Brasil.
____________

[i] Blázquez Martinez, Aspectos del ascetismo de Melânia a Jovem, Disponível em http://descargas.cervantesvirtual.com/servlet/SirveObras/09259517522450484410046/028099.pdf?incr=1
[ii]Rampolla, Cardinal Mariano,The Life of St. Melania, Translated by E. Leahy, and Edited by Herbert Thurston, SJ. Burns & Gates, 28 Orchard Street London, W. Benziger Bros. New York, Cincinnati, Chicago. 1906 (Italian original: Card. Rampolla, “Santa Melania giuniore”, Roma, 1905). Disponível em http://www.archive.org/stream/MN5140ucmf_10/MN5140ucmf_10_djvu.txt
[iii] Blázquez, op. cit. p. 14.
[iv] Id.Ib., p. 15, in Gustavo Antônio Solimeo – Plinio Maria Solimeo, Santo Agostinho – Sua época, sua vida, sua obra, Petrus, São Paulo, 2009, p. 154.

domingo, 12 de março de 2017

As mídias atuais não vivem no mundo real porque imaginam que o povo gosta do socialismo, essa falsa ilusão que na realidade é injusta, empobrecedora e sanguinária, como se prova pelos casos da Venezuela, Cuba, Coréia do Norte e outras ditaduras existentes ou transformadas (Alemanha nazista e União Soviética).

O cego que guia outro cego
Escrito por Plinio Corrêa de Oliveira na Agência Boa Imprensa, 12 de março de 2017.
“O cego que guia outros”, obra de Sebastian Vrancx (1573-1647), coleção privada, Johnny Van Haeften Ltd., Londres.

Como explicar os enganos da mídia em relação ao Brasil? Por exemplo, a respeito de avaliações prévias a recentes eleições. Em análise antiga, mas muito atual, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira mostra que o engano da mídia consiste em ter os olhos voltados para um Brasil fictício, inautêntico e esquerdista, quando a opinião pública brasileira é conservadora. Eis alguns trechos do artigo no qual ele faz essa análise, publicado na “Folha de S. Paulo” em 6-1-1986.

“As grandes multidões estão exaustas de trabalhar, de penar, de ser constantemente excitadas pelas mídias para emoções paroxísticas que lotem suas horas de lazer. Elas estão exaustas de perambular com espanto no caos dos acontecimentos sem nexo do dia-a-dia religioso, cultural, político, social e econômico de nossa existência moderna. Elas querem fugir de tudo isto que as mídias lhes entrouxam continuamente no espírito, através dos olhos como dos ouvidos. Elas querem sossego, normalidade, despreocupação. E isto as mídias lhes recusam a todo instante. Daí, pelo menos em boa parte, o insucesso.

As mídias, pelo menos no Brasil, não parecem ter aprendido a lição. Elas procedem como se vivessem num grande mito hoje em dia inteiramente vazio de conteúdo real. [...] Imaginando como inteiramente real o mito marxista, mais do que secular, da luta de classes [...].

Na realidade, nossas massas são tranquilas, ordeiras e de boa paz. Elas não têm ojeriza aos ricos nem à polícia. E a indignação que lhes vai na alma contra o Poder público, não é porque este mantém os direitos da grande e média propriedade, mas, pelo contrário, porque não protege a pequena propriedade e a segurança pessoal do homem comum, porque deixa as ruas entregues ao roubo impune, como aliás também à sanha sexual. [...]

O comunismo não desperta nelas [nas massas] a apetência agitada e sôfrega que as mídias imaginam. Mas também, em larga medida, porque o povo — o “povão”, como em certa gíria se diz — deseja que as coisas continuem em sossego, e não que se abrasem num incêndio trágico.

Como se explica que assim se enganaram as mídias?

A meu ver, porque elas têm os olhares postos provalentemente num Brasil fictício. Isto é, o Brasil formado por uma imensa panelinha (perdoe o leitor a contradição dos termos, mas a coisa é assim: uma grande quantidade de pessoas que constitui no Brasil uma minoria proporcionadamente pequena): 1) clérigos e católicos progressistas ou
“bofistas”; 2) uns tantos miliardários comunistas; 3) certos grã-finos idólatras da extravagância, da pornografia sofisticada e dos imprevistos escandalosos; 4) intelectuais que imaginam soprar sempre para a esquerda a última moda; e 5) publicistas de esquerda ou em vias de se tornarem tais.

Em suma, um Brasil inautêntico, pois o Brasil nem é uma panela nem é esquerdista. Mas o Brasil tanto e tanto é descrito como sendo assim, que acabam acreditando na descrição até mesmo os que, por arroubos ideológicos, acabaram fabricando o mito. [...]

E assim são incontáveis os que vão consentindo mais ou menos resignadamente que o Brasil vá resvalando para a esquerda porque, iludidos pelo mito, imaginam que nosso País tem na alma uma preponderância esquerdista… que não existe!

Um povo que se deixa guiar por um mito, máxime tão falso, corre o risco de ter o destino do cego guiado por outro cego, contra o qual advertiu o Divino Salvador (Mt. 15,14)”.

sexta-feira, 10 de março de 2017

TSE estuda implementar medida totalitária e bloquear “influência de igrejas nas eleições"

TSE estuda implementar medida totalitária e bloquear “influência de igrejas nas eleições” , 10 de março de 2017
Escrito por Luciano Ayan no Ceticismo Político

Lemos o seguinte, no Congresso em Foco:

O uso do poder econômico e a influência que as igrejas exercem em grande parte da sociedade brasileira está na mira do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A corte eleitoral estuda uma cláusula para bloquear esta relação entre religião e cargos eleitorais, principalmente quando envolve dinheiro.

À agência Reuters, o ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE, afirmou que há um uso da religião para influenciar as eleições. Neste caso, não se trata apenas de uso dos recursos financeiros das igrejas, mas da própria estrutura física dos templos.

“Depois da proibição das doações empresariais pelo Supremo Tribunal Federal (STF), hoje quem tem dinheiro? As igrejas. Além do poder de persuasão. O cidadão reúne 100 mil pessoas num lugar e diz ‘meu candidato é esse’. Estamos discutindo para caçar isso”, disse o ministro à agência.

Está na mira do TSE ainda as doações das igrejas para financiamento de campanhas, ou até mesmo a influência dos líderes religiosos para que os próprios fieis doem para os candidatos. Segundo Gilmar Mendes, há nas igrejas um potencial para abuso de poder econômico de “difícil verificação”, e existe a necessidade do TSE agir.Atualmente, a Frente Parlamentar Evangélica do Congresso tem 181 deputados e quatro senadores participantes. Na Câmara dos Deputados, a bancada evangélica em 1998 era composta por 47 deputados. Em 2014, foram eleitos 80. Segundo o IBGE, os evangélicos representam 22% dos brasileiros.

A medida acima é totalitária e ditatorial em todos os sentidos, principalmente por ser uma medida seletiva.

Cientes de que a direita tem boa preferência dos evangélicos, buscam censurar a participação política destes últimos.

Se a ideia realmente fosse “limitar o poder econômico”, seria preciso limitar todo uso do poder econômico em eleições. Mas quando a proibição é seletiva, imediatamente surge o cheiro de treta.

Por exemplo, por que não falam do fim da doutrinação escolar? Ora, a doutrinação escolar é uma forma de uso de verba estatal (no uso de “tempo de aula”) para propaganda. Por que mexer com as igrejas mas não com a doutrinação? E a Lei Rouanet? É evidentemente uma forma de adquirir apoio político para a extrema-esquerda. E a proibição de doações de pessoas envolvidas com sindicatos? Os sindicatos também utilizam seu poder econômico em eleições.

Ao falar de proibição de “uso do poder econômico” de apenas um dos lados da guerra política, o TSE se desmoraliza de novo.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Monsenhor Carlo Liberati: O Islã é violento porque o Corão é violento; acabemos com a crença de que existe um Islã moderado

Arcebispo italiano: “Em mais dez anos ficaremos muçulmanos por culpa da nossa estultice”
Escrito por Luis Dufaur (*) no Blog da ABIM  

Mons. Carlo Liberati, arcebispo emérito de Pompeia (Itália), condenou incisivamente durante uma palestra a chegada massiva de imigrantes islâmicos à Europa.

O arguto prelado identificou a maior culpa pelo drama não nos invasores, mas nos europeus cristãos que lhes abrem não somente os portos e postos de fronteira, mas também as portas da sociedade, produzindo vazios populacionais e de Fé que os seguidores do Corão preenchem com o auxílio de líderes religiosos e civis.

“Em mais dez anos vamos ficar todos muçulmanos por culpa da nossa estultice. A Itália e a Europa vivem no ateísmo, fazem leis contra Deus e promovem tradições próprias do paganismo”, disse.

“Toda essa decadência moral e religiosa favorece o Islã”, acrescentou o bispo emérito de Pompeia.

“Temos uma fé cristã débil. A Igreja não age bem e os seminários estão vazios. Tudo isso pavimenta a estrada para o Islã. Eles têm filhos e nós não. Estamos numa decadência total”, prosseguiu.

Segundo as estatísticas oficiais, em 1970 só havia dois mil muçulmanos na Itália. Hoje eles são mais de dois milhões.

O bispo questionou as ajudas econômicas que organizações eclesiásticas, estatais, europeias e ONGs estão fornecendo aos invasores, enquanto os italianos pobres católicos não são auxiliados.

“Ajudamos logo os que vêm de fora e esquecemo-nos de muitos anciãos italianos que catam alimento nas lixeiras. Eu, se não fosse sacerdote, estaria protestando nas praças”.

“Como pode ser que tantos imigrantes, em vez de agradecer pela comida que lhes damos, jogam-na na rua e passam horas mexendo em seus celulares e até organizam distúrbios?” – perguntou.
O Papa São Pio V segura o terço enquanto o príncipe Don João de Áustria 
comanda a batalha de Lepanto.

Mosaico na Basílica.de.Notre-Dame.de.Fourvière, Lyon, França

Em entrevista ao jornal católico online La Fede Quotidiana, Dom Liberati lembrou que o bispo polonês Pieronek também afirma que a “'Europa corre o risco de ser islamizada”.

Qual é então a solução?

É uma, aliás, a única. Ela encoleriza os falsos cristãos, mas o arcebispo emérito de Pompeia defendeu-a corajosamente:

“Para deter o Islã, que é uma ameaça, devemos todos lembrar aquele glorioso espirito de Lepanto e de Viena que nos permitiu salvar o Ocidente pela mediação de Maria e recitação do Rosário.

“Nós estamos aqui tentando fazer um diálogo impossível e fantasioso com aqueles que querem nos submeter porque nos tratam de infiéis.

“O Islã se baseia no Corão, que prega a submissão dos infiéis. Eu não quero morrer islâmico e sustento que todos nós deveremos empunhar a espada da fé e da verdade.

“O Islã é violento porque o Corão é violento; acabemos com a crença de que existe um Islã moderado”, concluiu.

( * ) Luis Dufaur é escritor, jornalista, conferencista de política internacional e colaborador da ABIM

Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)

segunda-feira, 6 de março de 2017

Os ambientalistas querem que você coma barata no pão ou na farinha em nome da proteção ao meio ambiente. Está faltando cérebro para essa gente

Escrito por Luis Dufaur*

Comer barata está no cardápio do nojo do mundo "verde".

Pesquisadoras estudantes da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) acertaram o passo com o bafo das centrais ambientalistas mais radicais favorecidas pela ONU e ONGs.

As alunas de Engenharia Química de Alimentos, desenvolveram uma farinha feita de baratas ! (sic!), noticiou a revista Galileu da Editora Globo.

O pretexto é que essa farinha possui 40% mais proteínas do que a farinha de trigo. 

O sofisma é reforçado com o espantalho bem do gosto do extremismo ambientalista de que a Terra ou diminui drasticamente a população ou a humanidade passará fome.

A Organização das Nações Unidas (ONU) anuncia que se a humanidade segue crescendo por volta de 2050, a população mundial sofrerá escassez alimentar.

O blefe é continuamente desmentido pelos fatos, mas o ecologismo radical não entrega os pontos diante da linguagem da evidência. 

Hoje o Brasil sozinho produz alimentos para por volta de um bilhão e meio de pessoas. E vai para muito mais.

Baratas secas usadas na produção de farinha são criadas em Betim.
A “solução” das pesquisadoras para o “bicho papão” da Terra incapaz de alimentar os humanos, foi a velha ideia dos grupos ambientalistas mais radicais para rebaixar o homem: comer insetos como os índios mais degradados.

“Insetos são muito mais disponíveis. A quantidade de alimento que precisam é menor, assim como o tempo que demoram pra crescer” explicou à Galileu a orientadora da pesquisa, Myrian Salas Mellado.
As baratas usadas não são as que aparecem pelos ralos e esgotos, mas de uma variedade diferente não menos repugnante. 

As baratas chegam desidratadas e são trituradas. O resultante é peneirado e misturado à farinha de trigo para fazer pães.

O produto ainda não tem a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária [ANVISA] para o consumo humano, mas o processo de aprovação está em andamento, disse a pesquisadora Andressa Lucas à Galileu .

As duas alunas planejam introduzir insetos como o grilo e o besouro tenébrio, na alimentação humana.

Veja o cardápio que o ecologismo lhe está preparando:


José Graziano da Silva, diretor da FAO, elogiou proposta
De fato, a organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) vem propondo reformar a gastronomia mundial para reduzir a poluição, já há vários anos. 

O objetivo seria acostumar os homens comer insetos como besouros. gafanhotos e formigas em vez de carne bovina e suína, porque o gado é tido arbitrariamente em conta de “aquecedor do planeta”. 

Num relatório de 200 páginas divulgado em Roma, a FAO defendeu que comer insetos beneficia o meio ambiente enquanto o gado consome vegetais e ração demais. 

O então diretor do organismo, o brasileiro José Graziano da Silva, ex-ministro extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome no gabinete do presidente Lula e ex-responsável do Programa Fome Zero, disse que para combater a fome no mundo grilos e formigas são “essenciais”.

Mais sobre o tema em:


Prato de insetos em Laos
Mas, acrescentou, deveriam ser “mais integrados com as políticas de segurança alimentar e com o uso da terra”, obviamente com reforma agrária e ambientalismo. 

O trabalho foi realizado com a colaboração da Universidade de Wageningen, na Holanda.

Ele foi apresentado em Roma durante a Conferência Internacional sobre as florestas para a segurança alimentar e nutrição, segundo informou na época a Folha de S.Paulo.

Escorpião e gusanos de seda para consumo humano em Kunming, China
O documento elogia os insetos por se alimentarem de “resíduos, lixo humano, compostagem e chorume animal”. 

“Os insetos estão em todo lugar e se reproduzem rapidamente”, elogia a FAO, acrescentando que eles deixam “pequena pegada ambiental”. 

O Programa de Insetos Comestíveis agora lançado também examina o potencial alimentar de aranhas e escorpiões, embora não sejam considerados insetos.

Ministro do Gabão Gabriel Tchango apresentado o relatório da FAO.
Projeto parece horrorizar até os promotores
A FAO reconhece que muitas pessoas que “podem não gostar da ideia de consumir insetos podem já tê-los ingerido em algum momento na vida, já que muitos são engolidos inadvertidamente”.

Mas isso é um acidente repugnante.

Entretanto, para os militantes do ambientalismo radical propostas como esta preanunciam o futuro. 

* Luis Dufaur: Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs

Tags: alimentos alternativos, ambientalismo, FAO, José Graziano, ONU, reforma agrária, tribalismo

quinta-feira, 2 de março de 2017

Assista ao vídeo do discurso do Presidente Donald Trump. Uma hora de discurso, legendado, emocionante para todos os americanos. Ele foi cuidadoso nas propostas de governo. Disse que vai melhorar o Obamacare. Foi aplaudido de pé por todos. Como foi que ele se tornou Presidente sem nunca ter sido candidato anteriormente?

quinta-feira, março 02, 2017
A LUTA DE DONALD TRUMP CONTRA O "O ESTADO PROFUNDO", A SOLERTE ARTICULAÇÃO DA CANALHA ESQUERDISTA-GLOBALISTA DENTRO DOS EUA.
Escrito por Aluízio Amorim no Blog do Aluízio Amorim
Os vídeos do evento no Congresso. Acima o momento da entrada do Presidente Donald Trump, os longos aplausos e os momentos mais emocionantes. Abaixo do vídeo do discurso completo com legendas em português.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como todos sabem discursou na noite da última terça-feira para o Congresso. Creio que a maioria dos estimados leitores viu e ouviu o discurso pela terlevisão. A Fake News transmitiu ao vivo. Todavia decidi postar aqui no blog o discurso completo de Trump com legendas em português e, claro, sem aqueles comentários idiotas dos jornalistas da Fake News, sempre preocupados em encontrar chifres em cabeça de jumento. Quem viu a transmissão pela televisão constatou que os ditos cujos tiveram que se contentar e proferir abobrinhas. Afinal, Trump foi demolidor, incisivo, porém calmo e educado.

Mas foi Dow Jones, como noticiei aqui no blog, que se encarregou de atirar no lixo as análises que estão nos sites da grande imprensa nacional e internacional. A bolsa bombou bafejada pelo discurso do Presidente Donald Trump, enquanto pesquisa publicada pela CNN realizada logo após a fala de Trump reflete a verdade dos fatos. Donald Trump está dando um banho, como se diz na gíria. E olhem que é a CNN, também denominada Clinton News Network, face seu escandaloso contubérnio com o Partido Democrata e seus bate-paus esquerdistas. Vejam os números desta pesquisa:

Clique sobre a imagem para vê-la ampliada
A alocução de Donald Trump ao Congresso é um evento histórico. Trump não é apenas mais um Presidente dos Estados Unidos, mas uma dádiva que se derrama sobre todo o mundo ocidental. É uma espécie de anjo da guarda que de repente apareceu para evitar que a nossa civilização ocidental seja transformada num circo de horrores. A Europa sob o comando de União Europeia chefiada pela comuno-globalista Angela Merkel e seus sequazes, dentre eles os títeres do Partido Democrata de Obama, Clinton e companhia, já se transformou num inferno sob o domínio do terror islâmico.

O mesmo esquema já estava pronto para explodir os Estados Unidos. Faltava muito pouco. Eis que surge Donald Trump e o panorama mudou de repente com reflexos na Europa onde os partidos conservadores começam a liderar todas as pesquisas.

O 'ESTADO PROFUNDO'É o efeito Trump. Daí a mobilização da grande mídia internacional para tentar desqualificá-lo. E o esquema é grande e violento. Tanto é que já se fala cada vez mais nos Estados Unidos sobre a existência de um "Deep State", ou seja, um "Estado Profundo", manipulado pelos quadros de carreira, os funcionários, diretores e assessores dos diversos organismos públicos e agências de inteligência americanos que agem nos porões articulados com os grandes veículos de mídia. Do "Deep State" são vazadas "informações" diretamente para jornalistas dos grandes veículos. Eles publicam. Posteriormente enviam seus repórteres para ouvir determinados funcionários sobre o teor do vazamento. Esse funcionário, normalmente um diretor e quiçá quem vazou, diz apenas que o que foi vazado não é tudo e que estaria pela metade. Com isso, está confirmando, conferindo veracidade a uma "fake news", notícia falsa destinada a desgastar o governo Trump. 

Estas informações que estou postando aqui podem ser conferidas num extenso artigo publicado no site Breitbart. Para se medir o alcance desse site basta verificar que há postagens que possuem 2, 3, 4 mil ou mais comentários de leitores. Algo surpreendente e que bota no bolso todos os maiores sites noticiosos aqui do Brasil e de boa parte deles no resto do mundo.

Enfim. É isto que está acontecendo nos Estados Unidos. E tudo isso dá uma ideia do tamanho do esquema globalista que vem sendo impulsionado pela União Europeia e a ONU em conluio com os veículos de mídia e seus jornalistas e mega corporações transnacionais. 

O que acabo de discorrer nesta postagem é o que no jargão jornalístico se qualifica como uma "pauta" de excelência. Mas os leitores me perguntariam: mas por que não a executam? Ora, porque é exatamente contrária aos interesses do esquema globalista que, nestas alturas, é quem sustenta os grandes veículos de mídia detonados pela corrosiva ação da internet, sobretudo dos blogs e sites independentes e as redes sociais. Por enquanto provavelmente a dita mainstream media tem a sua sobrevida com base na veiculação de anúncios de mega corporações comparsas do esquema globalista já que vislumbra um mundo 'sem fronteiras' com as pessoas fugindo da própria sombra, trancafiadas em suas casas e sob os ditames da sharia. Nem Orwell sonhou com um troço desses.

Nos meus mais de 45 anos de jornalismo é a primeira vez que vejo ao vivo e em cores eventos desta natureza. Na verdade já se vive uma guerra mundial, porém sem bombas e fuzis. Por enquanto...

O futuro da Civilização Ocidental está nas mãos de apenas um homem: Donald Trump.