segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Portugal taxa até os elementos para achatar igualitária e ecologicamente os “ricos”

Escrito por Luis Dufaur* no Blog Verde: a cor nova do comunismo, 9 de outubro de 2016

Tem um belo panorama em Lisboa? 
Pague mais seu capitalista explorador do meio ambiente!!!!


Em nome da “justiça social”, prefeituras portuguesas conceberam um imposto genuinamente “verde” e draconianamente contrário à propriedade privada.

Trata-se de penalizar os “odiosos ricos” – segundo a expressão de Reinformation.tv que informou o fato. 

O “crime” é que algumas casas tenham maior exposição ao sol ou uma visão panorâmica melhor. A punição está contida no decreto-lei 41 de 2016 e poderá aumentar as taxas municipais cerca de 20 %. 

Proprietários e locatários que vivem em casas ou apartamentos voltados para um cemitério ou pouco iluminados terão um desconto de 10 %.

Os portugueses estão furiosos com essa “taxa da luz”. O Estado não diz que está precisando de dinheiro ou de estar sendo constrangido pela União Europeia, mas reconhece que a finalidade é filosófica “igualitária”.

Segundo o secretário de Estado das Finanças, Fernando Rocha Andrade, trata-se de taxar em função do luxo de ter luz solar e panorama, benefícios de tipo ambiental.

Não levará em conta o número dos membros da família nem a qualidade dos serviços públicos. A propriedade será taxada pelo fato de ser ambientalmente agradável ou confortável.

Uma boa parte da população acusa o governo socialista de estrangular a classe média com onerações cada vez mais altas, especialmente em Lisboa.

A Associação dos Proprietários de Lisboa foi tomada de surpresa por esta carga tributária inspirada numa ideologia que não imaginavam: o ambientalismo!

“Essa lei não tem senso algum. As pessoas vão pagar impostos sobre os elementos”, declarou seu presidente.

Recebe mais sol em Lisboa? 
Pague mais seu 'rico' desigual consumidor das energias planetárias!!!

Para maior escárnio, nas últimas décadas os prédios foram feitos de modo a aproveitar ao máximo a exposição à luz solar e reduzir o consumo de energia. E agora o Alcorão verde que seduziu os cidadãos comprometidos com o meio ambiente castiga-os sem clemência!

Absurdos ainda maiores advirão da definição dos prédios taxáveis. Como definir o montante a ser cobrado em virtude da visão panorâmica?

Como se medirá a quantidade de luz solar que recebe a casa: por dia, semana, ano? E se for um ano com muita chuva, nuvens, ou pouco sol?

Os proprietários já foram advertidos: não batizem suas casas ou prédios de apartamentos com nomes como “Bela vista”!

Ironicamente, diz-se que será melhor chamar a própria casa ou prédio de “Buraco dos ratos”, ou “Porão escuro”.

É o miserabilismo verde, que ataca o estilo de vida “consumista” e “hedonista”, condenado como “explorador”, "rico" anti-igualitário que “esgota” os recursos do planeta! 

Como Marx e seu “O Capital” ficaram longe na história! Estamos na era do aquecimento global e da “Laudato Si’”!

Postado por Luis Dufaur às 05:30
*Luis Dufaur - Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs

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