domingo, 3 de julho de 2016

AMBIENTALISTAS E PUTIN ALIADOS CONTRA A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL

Escrito por Luis Dufaur* e publicado no blog Verde: a cor nova do comunismo em 3/7/2016.
Corbyn e Putin, o líder trabalhista, admirador de Marx aliado ao reciclado coronel da KGB.

Quando, em junho de 2014, o ex-secretário geral da NATO Anders Fogh Rassmussen denunciou que a Rússia estava financiando o movimento anti-fracking no Ocidente, a gritaria dos militantes ambientalistas foi geral.
Órgãos da mídia e políticos tidos como sisudos julgaram ser uma aliança contra natura. 

Porém, uma investigação levada adiante pela Washington Free Beacon and Environmental Policy Alliance revelou aquilo que o movimento verde não queria que fosse revelado. Steve Komarnyckyj fez um apanhado para a agência Euromaidan.

Uma fundação, a Sea Change, canalizava os financiamentos provenientes do círculo mais íntimo de Putin para três grandes grupos ambientalistas: o Sierra Club, o National Resources Defense Council e a League of Conservation Voters. 

Em troca, o movimento verde ecoava largamente a propaganda russa em favor da invasão armada da Ucrânia. O site ‘Resistência Popular’, dos ativistas verdes Margaret Flowers e Emanuel Sferios, foi característico. 

O próprio Partido Verde americano agia essencialmente como um lobby visando bloquear em Washington toda ajuda ao país invadido. 

Um exemplo na Inglaterra é Oliver Tickell, que trabalha para “The Ecologist”,uma das mais importantes publicações ambientalistas do país. 

Essa revista recebeu dinheiro de E.Lebedev, proprietário de vários jornais ingleses e filho de um dos “oligarcas russos” mais ricos do mundo sediado em Moscou. Tickell fez de The Ecologist um vaso comunicante que veicula a desinformação russa e inventou que a “nova Rússia” está sendo difamada.

Satish Kumar, ex-monge indiano e ex-militante pacifista, fundador do Resurgence Trust, é um dos ambientalistas midiaticamente mais promovidos no mundo e outro exemplo da aliança do radicalismo verde com o ditador russo, cita Komarnyckyj. 

O ativismo verde tem outra face: debilitar os países livres e favorecer a ascensão da nova-URSS.

Militantes ambientalistas não faltam na listagem dos esquerdistas companheiros de viagem de Moscou. Tampouco estão ausentes as relações institucionais entre os dois totalitarismos. 

Os principais fios de comunicação entre Moscou e Londres passam pelo líder do Partido Trabalhista britânico Jeremy Corbyn, admirador de Karl Marx, e organizações pacifistas como ‘Stop the War UK’ e ‘The People’s Assembly’ estão entre as beneficiadas. 

Amigos do poderoso líder trabalhista marxista ganharam nelas espaço, mas nem por isso deixam de falar no canal Russia Today, que finge ares direitistas para passar enganosamente as mensagens do Kremlin.

Em fevereiro de 2014, o Partido Verde britânico alinhou-se imediatamente contra o movimento Maidan pela liberdade da Ucrânia. A disputa não tinha muito a ver com a ecologia, mas era estratégica para o patrão da “Nova Rússia”; e os devaneios ambientalistas ficaram postos de lado. 

Os verdes ingleses somaram-se a seus congêneres norte-americanos contrários ao imperialismo capitalista anglo-saxão que estaria tentando tirar a Ucrânia das mãos da Rússia.

Oliver Tickell, jornalista da BBC, acima mencionado, aparece com frequência em programas que apoiam os interesses do gigante petrolífero russo Gazprom. 

Os interesses hegemônicos do Kremlin ficaram por cima do “aquecimento global” e de outras montagens nas quais nessa hora os radicais ambientalistas mostraram não acreditar. 

Tickell tampouco hesita em aparecer do lado dos “negacionistas” da mudança climática quando os benefícios de Putin estão em jogo.

O caso do fracking é típico. Com o gás e o petróleo de xisto, a Europa pode tornar-se energeticamente independente e até esquecer-se dos árabes, como estão fazendo os EUA. 

Mas se a Europa aplicar o fracking, sua dependência do gás russo acaba! 

E enquanto não acabar, o fracking e os combustíveis fósseis não convencionais estão derrubando os preços do único provento importante da “Nova Rússia”!


Um herdeiro de Marx do trabalhismo inglês, Jeremy Corbyn, é grande elo com o Kremlin.
Então, a sabotagem verde do fracking no Ocidente é necessária e premente para salvar Putin e a própria Gazprom. E o coro estridente dos verdes contra o frackingfunciona sob a batuta de Putin. 

No Russia Today, Tickell fez a apologia da anexação da Crimeia e deu apoio incondicional ao fraudulento referendo “popular” para ser engolida pela “nova URSS”.

Tickell não critica a extração de combustíveis fósseis na Sibéria, embora deblatere contra esses combustíveis no Ocidente. 

É assim que agentes de influência bem pagos nas esquerdas e no movimento ambientalista ecoam a propaganda do Kremlin. 

Eles são campeões em espalhar o pânico a respeito das armas nucleares, mas guardam um silêncio cúmplice quando Putin – e até a China e a Coreia do Norte – ameaçam jogá-las contra o Ocidente.

Agindo assim, conclui Komarnyckyj, um império invasor é posto por cima de sua vítima colonizada, e uma Nomenklatura de oligarcas e cleptocratas “ex-“agentes da KGB esmaga o povo russo. 

Corbyn, líder do Partido Trabalhista inglês, o Partido Verde britânico e as organizações pacifistas e ecologistas financiadas por Moscou agem contra aquilo que dizem proteger: o meio ambiente e a natureza.

Na verdade, o trabalho da Washington Free Beacon and Environmental Policy Alliance e o comentário de Steve Komarnyckyj não trazem muita novidade.

Mas fornecem dados concretos para aquilo que há anos nós estamos denunciando neste blog: o velho comunismo fracassado se metamorfoseou e adotou a cor verde para dissimular seu retorno.

*Luis Dufaur é escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de
diversos blogs

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