segunda-feira, 28 de março de 2016

Novo curso do Olavo de Carvalho: Globalismo, mentalidade revolucionária, Schelling e ...

Escrito por Olavo de Carvalho no Mídia Sem Máscara
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COMEÇOU!
Estão abertas as pré-inscrições para o meu curso "Política e Cultura no Brasil".

Fazendo sua pré-inscrição você recebe em seu e-mail o link para download do e-book: "Para compreender a política brasileira", que é material introdutório do novo curso.

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Como é possível que uma nação inteira em revolta se veja impotente para punir os criminosos mais notórios de todos os tempos? Como foi que um grupo pequeno e organizado conseguiu se apropriar de todos os meios de ação e não apenas sobreviver a toda sorte de denúncias e escândalos, mas ainda continuar exercendo o poder com notável arrogância e prepotência?

É óbvio que essa situação extravagante, sem paralelo na história do mundo, não foi criada da noite para o dia, sem longa preparação e manobras estratégicas de grande porte, que desarticularam antecipadamente toda possibilidade de oposição eficaz.

Como se fez isso e como ainda é possível desmantelar o esquema -- eis o que tentarei explicar no meu curso "Política e Cultura no Brasil", a partir de 12 de abril.
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Consulto a "Encyclopedia of the American Left" e lembro que até hoje não temos sequer um equivalente dela no Brasil. Não sabemos quem é o inimigo, onde está e o que vem tramando. "Política de direita", entre nós, quer dizer atirar para todo lado, às cegas, na esperança de que dê tudo certo no fim.
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Em seu livro de 1939, "The Revolution of Nihilism: Warning to the West", Hermann Rauschning explicou, com razão, que a complexidade e abrangência do Estado moderno tornavam inviáveis as revoluções populares; que dali por diante só haveria "revoluções desde cima". O diagnóstico era correto, mas não contava com os fenômenos da resistência pacífica e da desobediência civil organizada, que desde então comprovaram ser instrumentos eficazes, aptos a renovar e multiplicar as chances de uma revolução popular. Leiam Gene Sharp.
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Mobilizado pelas tropas de censores autonomeados, o Facebook já começou a marcação cerrada contra esta página, suprimindo posts e ameaçando bloqueio, no claro intuito de boicotar a divulgação do meu curso "Política e Cultura no Brasil". Para evitar o pior, reduzirei ao mínimo o número das minhas postagens nos próximos dias, e peço a todos os leitores e visitantes que compartilhem o anúncio do curso. Obrigado desde já.
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Globalismo
Ainda mais doentia e criminosa do que o comunismo é a idéia de que da destruição das soberanias nacionais possa nascer uma nova e mais eficiente ordenação mundial. Desde quando o colapso das partes beneficia o todo? Desde quando um acúmulo de desordens parciais gera outra coisa senão a desordem total? Todo globalista é um louco furioso que deveria ser metido numa camisa-de-força o quanto antes.
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Globalismo consiste em acreditar que a melhor maneira de encontrar uma solução é aumentar o tamanho do problema.
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Toda idéia de "interdependência universal" é uma fraude. Só se pode falar de interdependência na escala da totalidade absoluta, a qual NÃO EXISTE NEM PODE EXISTIR como tal em nenhum momento determinado do tempo, mas só na consumação dos tempos, na eternidade portanto. Quem quer que leve mais de três segundos para entender isso é uma besta quadrada irrecuperável. Isso inclui todos os luminares da ONU.
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Se o tempo ainda está correndo, o universo está incompleto, e se o universo está incompleto a interconexão plena das suas partes ainda é virtual, não atual.
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Muitos intelectuais judeus, acreditando que a causa do anti-semitismo residia nas paixões nacionalistas, aderiram ao multiculturalismo, que abriu as portas do Ocidente a multidões de ferozes anti-semitas. Burrice não tem pátria nem raça.
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O mundo entrou na era do caos sangrento a partir do instante em que os homens deixaram de ser julgados por seus atos e passaram a sê-lo pelos ideais que alegam. Impor esse novo critério a toda a sociedade foi a maior vitória do espírito revolucionário sobre a normalidade humana. Enquanto essa distorção monstruosa não for eliminada da atmosfera cultural, o mundo não terá um momento de paz.
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Comunismo, ideologia e mentalidade revolucionária

Comparem este meu artigo de 2003

com o depoimento recém-publicado de Michael Faraday:


"Para os milhões criados como esquerdistas, não é uma ideologia, é uma cultura. Desde a infância, eles têm vivido e respirado isso todos os dias em casa. Eles não conhecem outra coisa. Como qualquer cultura, é uma maneira de falar, pensar e agir, com suas próprias narrativas e rituais. As narrativas são tidas como sagradas, repetidas, reforçadas e, ao longo do tempo, adicionadas. Aquilo que desafia as narrativas sagradas, até mesmo a própria realidade, é recebida com confusão e hostilidade. Como acontece com qualquer cultura agressiva, intolerante, se você entrar nela, ele entra em você."

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Marx dizia que o advento do comunismo podia levar séculos. Lula diz que nem sabe que tipo de socialismo deseja. Acreditar em qualquer um dos dois é pedir para ser ludibriado.
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O futuro a Deus pertence. Ninguém o personifica no presente nem tem o direito de agir em nome dele. Toda promessa sem prazo de cumprimento é uma fraude.
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Todo homem que alega um ideal futuro para justificar um crime presente é duplamente criminoso.
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"Ah, les intentions, les intentions! Les idéaux, les idéaux!" (Sergiu Celibidache)
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Schelling
Estou tendo uma das maiores satisfações intelectuais da minha vida. Como não domino o idioma alemão o suficiente para ler com segurança os períodos quilométricos de F. W. Schelling, sempre li as obras dele em traduções, motivo pelo qual nunca me senti à vontade para escrever um livro sobre ele. Limitei-me a dar, em aulas e conferências, algumas conclusões que havia obtido dessa leitura. Uma delas era que Schelling estava mais próximo da metafísica cristã de Sto. Tomás que do idealismo de Fichte e Hegel. Pois agora estou lendo o livro "Schelling Versus Hegel", de John Laughland, um dos maiores conhecedores do assunto, e a tese dele é exatamente essa. O porra do Olavo tem razão.
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O que fodeu com a reputação de Schelling foram duas coisas: (1) ele casou com a mulher divorciada do seu amigo Schegel e isso deu tanto bafafá que ele teve de se afastar do ensino universitário por um bom tempo; (2) Ele mudou de idéia muitas vezes e só acertou a mão no seu curso final sobre Filosofia da Religião, que fez sucesso na estréia mas aos poucos foi abandonado pelos alunos que não estavam entendendo porra nenhuma. Acho que a doutrina aí exposta soava muito estranha a quem não conhecesse muito bem a filosofia escolástica e tivesse sua mente formada estritamente no idealismo de Kant, Fichte e Hegel.
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"Não desprezem o princípio de identidade, pois ele é Deus." ( F. W. Schelling )
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"Eu sou o 'Eu Sou'." 
(Deus)
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Jornalismo
Em meio século de profissão jornalística, nunca vi alguém perder o emprego por ser gay, negro, mulher ou índio. Nem, aliás, por ser comunista. Dizem que o Carpeaux e o Cony perderam os seus por essa razão. Conversa mole. Perderam porque o "Correio da Manhã" faliu. O primeiro logo conseguiu um emprego melhor na imperialista Encyclopedia Britannica, e o segundo na "Manchete", sob a proteção do reacionaríssimo Dr. Adolpho Bloch.
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No tempo da ditadura, todos os jornais em São Paulo eram dirigidos por esquerdistas. As únicas exceções eram o "Notícias Populares", jornalzinho de escândalo inventado e dirigido pelo mítico Jean Mellé, e a "Folha da Tarde" publicação sem leitores, falida desde o berço, onde, já no fim do período, os comunistas acabaram cedendo seus lugares a uma dupla reacionária, Sergio Paulo Freddy e Antonio Aggio Jr., que na época eu considerava meus inimigos de estimação.
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Brasil
O assalto ao bolso popular é a mais antiga, sólida e venerável das nossas instituições. Deveria ser logo consagrado como um dos direitos humanos fundamentais.
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"Nossas instituições são estáveis" significa "Desistam. A roubalheira é indestrutível."
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O Teoriza Vacas está para o Sérgio Moro como um mico-leão está para um leão.
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O povo deveria fazer vigília permanente em volta da casa e do local de trabalho do Sérgio Moro.
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Alguém já investigou o envolvimento da CNBB no Mensalão e Petrolão?

Renan Martins Dos Santos: Gabriel Chalita, amiguinho do Padre Favo de Mel e queridinho da Canção Nova, está na lista da Odebrecht.
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EUA
Quando o patriotismo desaparece, sobra no seu lugar a vaidade nacional, que torna um povo, como o corvo da fábula, cego para as artimanhas de seus inimigos. Os americanos jamais o admitirão, mas a verdade é que hoje não passam de bonecos de ventríloquo ecoando às tontas os mantras e cacoetes que lhes foram ditados pela Escola de Frankfurt. Não resta um só deles que não suporte mais resignadamente mil Onzes de Setembro do que uma só piadinha que soe vagamente machista ou racista.
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Notícia atrasada, mas importante:
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A hipersensibilidade verbal dos americanos contrasta dramaticamente com a sua insensibilidade anal. Você pode enrabá-los sem que eles reclamem, contanto que não diga nada que ofenda os seus ouvidos politicamente corretos.
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Hoje em dia, na América, só se comem coisas esvaziadas da sua substância: café descafeinado, uísque desuiscado, feijão desfeijãozado...
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"O diabo sempre envia os males a este mundo em pares -- pares de opostos." (C. S. Lewis)

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