sábado, 13 de fevereiro de 2016

São Martiniano, o santo do dia 13 de fevereiro, optou por ser eremita para fugir do pecado sexual

Martiniano nasceu no século IV, tempo do Imperador Constantino, em Cesareia, cidade onde Pilatos, que era prefeito da Judeia (parte do atual país Israel), residiu de 26 d.C a 36 d.C, século I. Martiniano, ainda jovem, lutava contra as conseqüências do pecado original, aquele de Adão e Eva.

Para não cometer o tal pecado, ele se tornou um eremita. Durante vinte e cinco anos ele viveu em completa separação do mundo, ficando consagrado a uma vida religiosa e austera. Pela misericórdia, pela força do Espírito Santo ele se santificou. Operava milagres. Aconselhava. Clamava ao Senhor Jesus para que curasse os enfermos que lhe procuraram no seu retiro e os milagres aconteciam.

A fama do Santo eremita foi se espalhando até que Zoé, uma mulher muito rica, mas dada aos prazeres carnais, fez uma aposta com amigos de que levaria o Santo para o pecado. Vestiu-se com vestes pobres e pediu abrigo ao eremita. Inicialmente dormiram em lugares separados e distantes na gruta que ele vivia, até que em dia seguinte, a mulher bonita vestida com roupas sedutoras conseguiu quebrar a resistência do eremita. E lá se foi a fama de não pecador. Martiniano não resistiu e caiu na tentação do pecado sexual.

Martiniano, ao tomar consciência daquele pecado, prostrou-se, arrependeu-se, penitenciou-se, mergulhou o seu coração e a sua natureza na misericórdia de Deus. Claro que foi perdoado. Deus só não perdoa quem não se arrepende.

Mas São Martiniano retomou o seu propósito de ser eremita para fugir do pecado carnal. A atitude dele contribuiu para que a mulher que o seduziu acolhesse a graça do arrependimento e entrasse para a vida religiosa. Zoé consagrou-se e fez parte do mosteiro das religiosas de Santa Paula, em Belém da Judeia até se santificar e permanecer santa.

Depois desse infortúnio com Zoé, Martiniano julgou ser vontade de Deus abandonar o lugar de sua infelicidade e procurou uma ermida situada numa ilha. Lá ficou durante seis anos, constando-lhe a alimentação de pão, água e palmitos, que pescadores de vez em quando lhe traziam. Pelo fim do sexto ano de desterro, naufragou naquela ilha um navio. Dos náufragos sobreviveu uma jovem de vinte e cinco anos que pediu auxílio a Martiniano; este lhe fez a caridade, que as circunstâncias exigiam. Para não se expor novamente ao perigo, resolveu fugir. Confiado no auxílio divino atirou-se na água para, a nado, ganhar o continente. Deus o protegeu visivelmente, mandando dois delfins que o levaram à terra. A donzela ficou na ilha, levando vida santa. Martiniano, porém tomou a resolução de não mais ter domicílio fixo. Fiel a este propósito, andava de um lugar a outro, implorando a caridade dos cristãos. Nessas viagens chegou a Atenas, onde entrou numa Igreja, quando sentiu as forças o abandonarem. Com muita devoção recebeu os santos Sacramentos. Poucos dias depois entregou a alma ao Criador. As suas últimas palavras foram: “Senhor, em vossas mãos recomendo o meu espírito”. Martiniano morreu no ano de 400. A Igreja oriental presta-lhe grandes homenagens. Os restos mortais acham-se depositados numa Igreja de Constantinopla, situada perto da mesquita de Santa Sofia.

Fonte 1: São Martiniano - O jovem eremita (http://santo.cancaonova.com/santo/sao-martiniano-o-jovem-eremita/)

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