sábado, 27 de fevereiro de 2016

Santo Alexandre do Egito derrotou duas heresias: o arianismo (Cristo não é Deus) e a cismática (discorda sobre a data da Páscoa)

A história não registra o local de nascimento do Santo Alexandre do Egito, conhecido como Alexandre de Alexandria, que foi o décimo nono patriarca de Alexandria (313 a 326 DC), cidade localizada ao norte do Egito, na foz do rio Nilo no Mar Mediterrâneo. Mas se sabe que foi nessa famosa cidade egípcia que ele morreu em 17 de abril de 326 DC. A Igreja Católica fixou o dia 26 de fevereiro como o dia de Santo Alexandre do Egito que nasceu por volta de 250 DC.

No quarto século (301-400 DC) da era cristã, a Igreja Católica ainda não era oficial do Império Romano, mas era forte em todo o Oriente Médio e no Egito. Aliás, o Norte da África, o Oriente Médio e toda a Europa já eram de maioria católica quando Maomé surgiu por volta do ano 622 DC. 

Esse contexto histórico e o local dos eventos da vida de Santo Alexandre foram aqui colocados só para situar a luta ideológica (sem armas) que o cristianismo enfrentou em seus séculos iniciais. É de se destacar que a violência das armas e dos exércitos estatais exterminou a maioria cristã que existia no Norte da África e no Oriente Médio. Maomé firmou o islamismo naquela região usando o mesmo método do Estado Islâmico atual.

Santo Alexandre do Egito lutou contra duas heresias da Igreja Católica: A cismática, liderada por Erescêncio, que criticava a data da Páscoa e a do arianismo que não considerava Cristo como sendo o próprio Deus Pai. A luta contra o arianismo foi considerada a principal contribuição de Santo Alexandre do Egito. 

O líder do arianismo era Ário, um bispo católico da região de Alexandria, que considerava apenas o Pai como Deus, enquanto que Cristo não era divino, mas apenas um ser humano, superior aos demais. Mesma coisa é dita pelos islâmicos atuais, pelos espíritas e por outras heresias que ainda existem neste terceiro milênio depois do nascimento de Cristo.

Santo Alexandre lutou contra o crescimento da doutrina de Ário em Alexandria convocando sínodos locais e o Concílio de Alexandria em 321 d.C., que acabou por expulsá-lo da região. Ário então fugiu para a Palestina.

Os seguidores de Ário em Alexandria passaram então a se dedicar à violência em defesa de suas crenças, o que estimulou Alexandre a escrever uma encíclica a todos os bispos do cristianismo, na qual ele relatou a história do arianismo e sua opinião sobre as falhas no sistema ariano. 

Mas a luta contra os hereges era árdua e continuou até o Concílio de Niceia, cidade localizada na Turquia, na margem Leste do Mar de Mármara que é o mar da cidade de Istambul. O Concílio foi realizado no ano 325 dC e o seu resultado foi a derrota completa da ideologia do arianismo e a da questão da data da Páscoa. Ário foi expulso da Igreja e o representante da heresia cismática arrependeu-se de seu erro. 

Cinco meses depois de sua volta de Niceia para Alexandria, Santo Alexandre do Egito morreu. Uma fonte lista sua morte como sendo no 22º de Baramudah (17 de abril). Alguns alegam que em seu leito de morte ele teria designado Atanásio, seu diácono, como seu sucessor.

Muitas das obras cujo autor foi muitas vezes reputado como sendo Alexandre não sobreviveram. Das diversas cartas sobre o arianismo já mencionadas, apenas duas sobreviveram. Sobreviveu também uma homilia, De anima et corpore ("Sobre a alma e o corpo"), atribuída a Alexandre na versão siríaca, a mesma que na versão copta é atribuída a Atanásio.

Outra obra, o Enconium of Peter the Alexandrian é atribuído a Alexandre. Este livro sobreviveu em cinco códices. A obra pode ser reconstruída baseada nos fragmentos que sobreviveram e numa tradução na "História dos Patriarcas". Ela contém as alusões bíblicas básicas, as tradições e o retrato do martírio de Pedro.


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