segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

PT é o favorito para as eleições de 2018 porque tem mídia comprada, dinheiro público para financiar campanha, Lei Rouanet e, mais que tudo isso, é a única Organização partidária a jogar o jogo político

O PT é favorito para as eleições de 2018. E o que fazer quanto a isso?
O Antagonista lembra duas previsões de Fernando Limongi, professor da USP, entrevistado pelo Estadão: “Para 2018, a chance de o PT ganhar a Presidência é zero. Na eleição de 2016, para prefeito, o PT não vai eleger nem síndico no prédio do Lula”.

O Antagonista concorda com Limongi. Eu discordo.

O PT é o favorito para as eleições de 2018, mas não para as de 2016 – o impacto agora é muito grande e neste ano eles estarão mais preocupados em se safar do impeachment. Isso não significa que eles vão ganhar, mas que são os favoritos, exatamente por isso teremos que nos preparar e aumentar a pressão.

O PT tem o controle bolivariano de campanhas, a BLOSTA, a mídia comprada, a Lei Rouanet e, mais do que tudo, é o único partido a jogar o jogo político. Se no fim das contas as coisas complicarem tanto que nem a conjunção de ditadura sutil e jogo político servirem, eles vão investir em linhas auxiliares, como Raiz, Rede, PSOL e PSB, transferindo para estas linhas seus arquitetos políticos, os únicos com agilidade mental para a guerra política no momento.

Ainda alguns podem dizer que “o PT está em baixa nas pesquisas”. Mas na hora do combate no primeiro e no segundo turno eles vão começar a a atacar o adversário, desconstruindo-o, aumentando a cada semana cerca de quatro percentuais o nível de rejeição do oponente enquanto este nem conseguirá perceber a chuva de rotulagens lançada sobre sua cabeça, talvez até acreditando no mito de que “na política, quem ataca se dá mal”. Foi assim com Marina, com Aécio e agora com Cunha, assim como será com Temer. No jogo político, só um lado joga neste momento: o da extrema-esquerda.

Se nós tomarmos a decisão de criarmos uma linha de frente de formadores de opinião que exijam de outros formadores de opinião e políticos a aplicação de técnicas do jogo político, do uso de desconstruções, de uma metodologia de pressão política, do aumento de tom, da rotulagem incessante, do apelo ao coração, da polarização e daí por diante, aí sim podemos tirar o favoritismo do PT.

Portanto, há muito trabalho pela frente.

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