terça-feira, 5 de janeiro de 2016

O juiz Moro ainda não teve coragem de prender Lula. Será que terá? ...

O site O Antagonista anota a seguinte informação: O juiz Sérgio Moro retorna do recesso judiciário para reassumir o comando da Lava Jato na quinta-feira 7, com toda a equipe da força-tarefa. O título da pequena nota não pode ser mais eloquente: "Lula, acerte do despertador". Faz sentido porque as operações da Lava Jato costumam ocorrer nas primeiras horas do amanhecer.

Por outro lado, o site do jornal O Estado de S. Paulo postou uma extensa reportagem exclusiva revelando diversos emails cujos conteúdos são trocas de mensagens entre o presidente afastado do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, que está na cadeia desde junto do ano passado e de executivos dessa empresa versando sobre o interesse de maior empreiteira do País que ex-presidente Lula ajudasse em negócios na Argentina, Bolívia e Peru.

Transcrevo parte da reportagem com link para leitura completa. Vale a pena dar uma olhada nesse material que é nitroglicerina pura. Afinal, Odebrecht e seus capatazes mencionam diretamente Lula. Leiam:

Fotomontagem que circula sem parar pelas redes sociais


Uma série de e-mails trocados entre Marcelo Bahia Odebrecht e executivos afastados do grupo mostra como a maior empreiteiro do País usava de sua proximidade com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ex-diretores da Petrobrás para tentar influenciar governos de outros países para obter contratos bilionários. Anexados aos autos da Operação Lava Jato em dezembro, as mensagens tratam de negócios da Odebrecht na Argentina, Bolívia e Peru.
Em uma das trocas de e-mails destacadas pela Polícia Federal, o dono da Odebrecht – afastado da presidência do grupo em novembro, após ser preso pela Lava Jato em 19 de junho – conversa com executivos do grupo. São eles, Carlos Brenner, Roberto Prisco Ramos, Márcio Faria e Rogério Araújo. O assunto tratado, negócios da Braskem – petroquímica da empresa em sociedade com a Petrobrás – no Peru e a visita do ex-presidente Lula.
Para a PF, o documento indica a tentativa de Odebrecht e executivos de uso da influência do ex-presidente para fechar o negócio. Quem também participa da troca de mensagens é o ex-diretor de Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró e o ex-gerente da estatal Luis Moreira.
No dia 25 de janeiro de 2008, Brenner escreve para Roberto Ramos. “Vi no jornal que o Lula estará e Lima (capital do Peru) em 05/03 para encontrar-se com Alain Garcia. O foco é a discussão de das relações bilaterais. Já pensou se conseguirmos incluir na agenda a assinatura do MoU???”, inicia a conversa.
O negócio buscado pelo grupo, “MoU”, era um acordo para a implantação de um polo petroquímico no Peru, que envolvia a parceria entre Petrobrás e Petroperu. O projeto, segundo a Braskem, previa a industrialização de etano, encontrado no gás natural local.
Cinco dias depois, em 30 de janeiro, Ramos envia a outro executivo, Rogério Araújo – preso na Lava Jato e suposto operador de propinas do grupo – mensagem sobre o tema. “Só para sua informação. O ideal era voltar ao assunto depois do carnaval e ver se conseguimos combinar com nosso amigo Nestor (Cerveró) estar em condições de assinar o protocolo durante a visita de Lula!.”
No mesmo dia, Araújo repassa o e-mail de Ramos intitulado “Lula no Peru” para Cerveró – ex-diretor de Internacional, preso pela Lava Jato e novo delator – com a seguinte mensagem: “O que você acha desta estratégia?”.
Um dia depois, dia 31, o ex-diretor de Internacional responde o executivo da Odebrecht e copia o ex-gerente da Petrobrás em seu e-mail funcional: “Este assunto já foi acertado com o Cesar Gutierrez (presidente da Petroperu) na minha reunião da ultima semana, quando estive em Lima. Acho boa ideia e vamos andar rápido com o assunto”. A troca de mensagens é copiada para Marcelo Odebrecht. “Apenas para inf. Assunto em evolução.”
No dia 7 de fevereiro, é o próprio dono da Odebrecht que responde aos executivos. “Ótimo. Estes eventos com Lula são bons pois criam um deadline.”
O acordo buscado pela Braskem foi assinado durante a visita do então presidente Lula.
Argentina. Os e-mails anexados há 15 dias em um dos inquéritos que executivos da Odebrecht são investigados pela Lava Jato, há também a atuação do presidente afastado do grupo em visita feita em fevereiro de 2008 por Lula à Argentina.
No relatório da PF, foi destacado trecho de mensagem enviada por Odebrecht para Henrique Valladares no dia 4 de fevereiro. “Preciso uma nota sobre Garabi para preparar a ajuda memoria final que quero enviar para Lula até amanhã, referente a visita a dele a Argentina.”
“Pela dimensão e importância dos projetos atualmente em execução e em estudo pela Odebrecht na Argentina, havendo oportunidade, seria importante que o presidente Lula pudesse reforçar, junto à presidente Cristina, a confiança que tem na Odebrecht”. Leia MAIS e veja documentos

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