sábado, 5 de dezembro de 2015

Defender o aborto é ter ódio à vida e à lógica


Escrito por Gabriel de Arruda Castro* e publicado no Mídia Sem Máscara
Toda filosofia que atribui a um ser humano o direito de decidir sobre a humanidade do outro traz em si a raiz do genocídio e da autodestruição.

Por trás da nuvem de fumaça criada por grupos favoráveis ao aborto com chavões como “o direito da mulher sobre o próprio corpo”, resta uma questão primordial e que gira em torno do seguinte corolário:

Toda vida humana inocente deve ser protegida
O bebê em gestação é humano, vivo e inocente
Todo bebê em gestação deve ser protegido

Quem pretende debater o tema com rigor e seriedade precisa apreciar essa questão antes de qualquer outra.

Se o bebê em gestação não é vivo nem humano, desnecessário discutir exceções: o aborto deve ser completamente legalizado, da mesma forma que a extração de dente e a cirurgia de apendicite.

Acontece que, graças ao mapeamento do DNA, aos novos métodos de ultrassom e às pesquisas comprovando que os bebês em gestação sentem dor e reagem à voz da mãe, não há espaço para manobras argumentativas. Hoje sabemos com clareza aquilo que, na Antiguidade ou na Idade Média, podia-se apenas especular: o único marco lógico para o início da vida é a concepção. Já na concepção há vida e autonomia. Há individualidade e, portanto, inviolabilidade.

É por isso que muitos apóstolos do aborto preferem centrar seus ataques na premissa maior do corolário acima. A premissa de que toda vida humana inocente é inviolável.

Mas esse ataque tem consequências tenebrosas. Sabendo que o bebê em gestação é uma vida humana, não podemos tolerar que eles sejam esquartejados sem abrir mão da própria inviolabilidade da vida. Como consequência, se aceitamos que nem toda vida humana inocente deve ser protegida, é ilógico defender apenas a legalização do aborto. Tão válido quanto isso será o extermínio de recém-nascidos, idosos e deficientes por motivos pueris como a vontade da família ou um potencial sofrimento.

É nesse ponto que o problema central surge com clareza: estamos diante de uma escolha civilizacional. Seremos o tipo de sociedade que protege ou o que sacrifica seus mais fracos? 

Não é uma pergunta retórica. Richard Dawkins e Peter Singer, por exemplo, na condição de ícones do materialismo contemporâneo, apoiam a aceitação do infanticídio como consequência lógica da legalização do aborto.

A verdade, entretanto, não pode ser ocultada. Toda filosofia que atribui a um ser humano o direito de decidir sobre a humanidade do outro traz em si a raiz do genocídio e da autodestruição.

A eliminação dos mais fracos é um sintoma de anomalia em uma sociedade tanto quanto a automutilação é um sintoma de distúrbios mentais em um indivíduo.

As justificativas apresentadas pelos defensores do aborto não são mais do que diferentes disfarces para a loucura e o ódio à vida. Aos que conhecem essa verdade, é dever moral proclamá-la de forma persistente e incansável. Sem condescender e sem capitular.

*Gabriel de Arruda Castro é jornalista.

Tags: aborto | esquerdismo | ideologia | movimento revolucionário | totalitarismo

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