domingo, 1 de novembro de 2015

EUA: Candidatos conservadores se juntam contra os moderadores esquerdistas e tendenciosos do canal de TV CNBC

Escrito por Daniel Greenfield* e publicado no Mídia Sem Máscara
Candidatos republicanos se juntam contra os moderadores esquerdistas e tendenciosos da CNBC.
Eles ganharam o debate de uma forma real, não um contra o outro, mas contra a esquerda, sua operação de mídia e sua narrativa. Eles reagiram contra ela e ganharam.

Carl Quintanilla tentou um pouco de tudo, mas não se recuperou da surra de popularidade de Ted Cruz. John Harwood teve suas mentiras rigorosamente desmontadas pelos fatos apresentados por vários candidatos. As armadilhas complicadas de Becky Quick não pareciam sair do jeito que ela esperava, pois, os candidatos simplesmente as ignoravam.

Os moderadores perderam o controle do debate enquanto o público vigorosamente vaiava suas piores perguntas como a de Harwood sobre o desafio de Trump a Huckabee e a feia tentativa de Quintanilla de lançar uma acusação de mau julgamento em Ben Carson, mesmo após o intruso da CNBC ter claramente perdido na argumentação para o educado neurocirurgião.

O público queria uma legenda unida e, pela primeira vez, em face de um painel ridiculamente hostil de moderadores, conseguiu isso, pois, os candidatos apoiavam-se uns nos outros e torciam uns pelos outros.

Com a exceção de John Kasich, eles tinham finalmente encontrado um adversário esquerdista comum para lutar.

Com o público do seu lado, para não mencionar, aparentemente, a equipe, os candidatos republicanos informalmente falaram sobre os moderadores. A resposta reveladora de Becky Quick para Rand Paul sobre quais candidatos conseguiriam tempo, "foi a critério do moderador," destruiu os últimos resquícios de credibilidade dos moderadores CNBC.

E saindo das cinzas do debate, livres das questões principais restritivas dos moderadores, eles começaram a realmente falar sobre as questões econômicas que importavam. Apesar dos melhores esforços da CNBC, tornou-se um debate sobre a economia, sobre política fiscal, os gastos do governo e a seguridade social.

A maioria dos candidatos absteve-se de fazer ataques baratos uns aos outros. Em vez disso, respeitosamente diferiam e citavam números e falavam detalhes, pois, o debate se tornou o que era para ser.

Ted Cruz falou sobre o efeito de perder dinheiro no aumento de 40% nos preços do hambúrguer. Marco Rubio discutiu a repressão dos abusos de vistos H-1B. Christie chamou o departamento de justiça de “político" que não conseguia processar impropriedades em empresas ligadas a Obama.

Ben Carson disse à platéia que a luta de classes não iria funcionar. "Você pode tomar tudo das pessoas ricas e isso não iria mesmo fazer diferença."

Ted Cruz salientou que, sob Obama, "3,7 milhões de mulheres que trabalham passaram a viver na pobreza." Carly Fiorina lembrou-nos que 90% dos empregos perdidos no primeiro mandato de Obama pertenciam às mulheres.

Falando de gastos do governo, Mike Huckabee perguntou se você confiaria em um homem de 180 kg, que dissesse: "Vou fazer uma dieta, mas eu vou comer um saco de Krispy Kremes primeiro." Christie disse de Hillary "Caso uma pessoa já tivesse roubado de você, você confiaria a ela mais dinheiro?"

Ted Cruz criticou o acordo do orçamento como o exemplo perfeito de como Washington-DC está quebrada. "A liderança republicana juntou-se a todos os democratas para aumentar a nossa dívida."

Carly Fiorina explicou para o público que as empresas se consolidam para se tornarem grandes e poderosas visando usar um governo grande e poderoso a seu favor. Ela apontou que havia um punhado de grandes bancos e alguns bancos pequenos por causa do sistema de regulação financeira defendido pelos democratas.

E assim, entre as interrupções dos moderadores da CNBC para peguntar ao candidatos sobre controle de armas, aquecimento global, velhos ataques desacreditados sobre Trump e as finanças de Rubio, comerciais desesperadamente tentando fazer os gostos de Chuck Todd parecerem ótimos, e atualizações do tempo em Milão e Minsk, os candidatos foram capazes de apresentar seus argumentos à América.

Ted Cruz disse que o debate no Partido Democrata era entre "bolcheviques e mencheviques." Por outro lado, o debate republicano evoluiu para uma discussão real da economia e políticas concretas. Houve contratempos e gafes, e nem todos os candidatos foram de acordo com o programa, mas a maioria dos homens e mulheres naquele palco falou sobre as questões reais que os americanos que trabalham enfrentam.

Eles fizeram isso apesar do obstrucionismo da mídia. Eles ganharam o debate de uma forma real, não um contra o outro, mas contra a esquerda, sua operação de mídia e sua narrativa. Eles reagiram contra ela e ganharam. E, talvez, eles terão todos, aprendido uma lição valiosa sobre o tipo de vitórias que realmente vale a pena ganhar se eles quiserem mudar este país.

*Publicado no The FrontPage Magazine.

*Tradução: William Uchôa

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