quinta-feira, 30 de abril de 2015

OS PROFESSORES E O ESTADO CAFETÃO

Os professores e o Estado cafetão
Escrito por Luiz Fernando Vaz no Blog O Anticamarada
A pena que tenho do professor (ou do supostamente professor que vai de capuz, pau e pedras para provocar policiais que cumprem a sua função) é a mesma pena que tenho que ter da humanidade. É a mesma pena que tenho da tragédia da estupidez orgulhosa da paixão juvenil. A mesmíssima pena que tenho pela ingenuidade dos sentimentos classistas de uma profissão acostumada a ser lisonjeada como 'aqueles que vão salvar o país', de ser os 'portadores do conhecimento', e blablablas. A mesma que tenho dos artistas - outra classe lisonjeada até a imbecilidade completa e alucinação, da qual me incluo - que agora são tratados pelo Estado com a esperança de que se comportem exatamente da maneira como se comportaram há décadas: como PROSTITUTAS.
Mesmo espancados, jogados de um lado para o outro por partidos e sindicatos, eles voltam para a mão pesada do cafetão Estado, com a gratidão daquelas diante dos que elogiaram seus dotes desde sempre, que as cobriram de jóias e de mimos na medida do possível, e que saem - no final das contas - sempre em defesa da mão que os alimenta e daqueles que "as fazem se sentir mulher".
Ora, me desculpem amigos professores, vocês não merecem, mas certamente irão apanhar mais do seu cafetão chamado ESTADO. O seu cafetão não está nem aí para vocês e suas cenas de vestes ensanguentadas 'em plena avenida São João'. Ora, vocês não tem pra onde ir mesmo! Voltem a fazer o que vocês sabem fazer melhor, calados, sem dar um pio sequer, e de cabeça baixa, como sempre fizeram diante de esquerdistas, vermelhos ou amarelos: se prestar a DOUTRINAR crianças e adolescentes para a Revolução Socialista, para o desprezo às tradições e ao conhecimento, para a relativização completa do valor da Língua e de nossa Civilização, para o despertar dos tais "direitos" nas cabecinhas revoltadas e ansiosas por 'mudar o sistema'.
Ah, o cafetão só quer mais do mesmo, mocinhas. E acha que tá pagando muito caro pra quem acha Shakespeare burguês, para quem não se esforça em entender método pedagógico algum que não seja o freiriano de criação de militantes, para quem não sabe ensinar um adolescente a escrever um projeto ou empreender um negócio, para quem acha que 'nós pega o peixe' está incluindo o jovem na sociedade e no mercado de trabalho. Caro demais!
Estarei sendo injusto com muitos professores? CLARO QUE ESTOU. Tem muito professor aí fazendo o IMPOSSÍVEL para salvar seus alunos da mediocridade reinante. São uma minoria ínfima e desprezada pela maioria, sempre chamada de 'metida' e de 'coxinha' pelos seus pares.
Mas não pouparei aqui nem os bons professores. Sabe quem é o 'bom professor' nessa tragédia algo nelson-rodrigueana? É aquela prima que espera a prima prostituta na porta do motel no qual oferece os préstimos do corpo e da alma alegremente, mas que JAMAIS tem a honradez de dizer a sua mui amada amiga e confidente:
_ "Por favor, meu amor, saia dessa vida antes que seja tarde..."

Postado por Luiz Fernando Vaz às 09:24

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