sábado, 29 de novembro de 2014

A criança tem de ser instruída para se defender do mal, personificado em quem é mau

O DEIXA DISSO ATRAI GUERRA
Escrito por Jacinto Flecha* e publicado no Agudas e Crônicas
Chamou várias vezes a minha atenção, em filmes americanos ou ingleses, a cena em que se reúnem muitas pessoas em torno de dois que começam a brigar. Logo se dividem as manifestações de apoio a cada contendor. Frequentemente se fazem apostas, e em alguns casos o conflito se generaliza, com os espectadores participando numa luta de todos contra todos.

No Brasil, terra das revoluções pacíficas, a evolução de uma briga sempre foi diferente, qualquer que seja a idade dos contendores. Logo aos primeiros gritos, desaforos e sopapos, junta-se a turma do deixa disso. Geralmente a turma consegue apartar os dois, e assim se extingue um espetáculo cujo prosseguimento agradaria aos anglo-saxões. Patenteiam-se nisso duas mentalidades, dois modos de resolver conflitos, duas condutas de países ao longo da História. Qual das duas é melhor, mais sensata, mais útil? Não tenho a menor dúvida de que a resposta desafiadora contra uma agressão injusta é a melhor, a única aceitável e realmente eficiente.

Considero extremamente prejudicial uma campanha mundial da mídia para abolir o bullying (ameaça, intimidação) nas escolas. Antigamente o modo prático e eficiente de resolver o assunto era: Eu te espero lá fora. O desafiante poderia levar uns tabefes, mas o valentão não sairia inteiro. Será que o pacifismo choramingante das escolas de hoje é capaz de formar corajosos, empreendedores, vencedores? Duvido muito. Ou será isso mesmo o que desejam certos educadores e sociólogos pacifistas do mundo ocidental, sempre prontos a ceder tudo aos valentões do pedaço?

Lembro-me de um filme (não do seu título) em que um garoto irlandês bem franzino foi provocado, desafiado e até agredido na escola por um valentão. Chegou em casa chorando, decidido a não voltar à escola. Ao invés de o consolar, passar a mão na cabeça, transferi-lo para outra escola, envolver o diretor em alguma lei anti-bullying, o pai levou-o naquele mesmo dia a um experiente professor de artes marciais. Quando o garoto voltou à escola, encerrou o bullying de uma vez por todas. Seria ele mais bem servido, se recebesse do pai um apoio pacifista? Não tenho dúvida de que o melhor foi resolver o problema pelo modo anglo-saxão.

Campanhas mundiais pacifistas – como essa contra o bullying nas escolas – geralmente são promovidas por quem adotou uma visão unilateral do assunto. Se “o outro lado” fosse consultado e ouvido com atenção, possivelmente as conclusões lhe seriam favoráveis ou menos contrárias. Tente imaginar, por exemplo, o que pensa um desses meninos agressivos que se dedica a molestar um colega molenga, fraco, feio. Ele pode estar querendo ajudar esse colega a vencer sua moleza, timidez ou feiura. Na cabeça dele talvez esteja a ideia de uma pressãozinha para fazer o outro reagir e melhorar, como quem dissesse: Toma jeito, rapaz, ou então vai se dar mal!

Se a criança não é estimulada a reagir aos próprios defeitos – entre os quais a moleza e a timidez que o menino agressivo notou e hostiliza – não saberá lidar futuramente com as dificuldades que a vida sempre traz. Essa conduta leniente, permissivista, vai gerar proprietários que não reagem ao invasor, professores que não combatem a indisciplina, pastores que não defendem o rebanho, sacerdotes que não combatem o mal e o pecado.

Quando conceitos negativistas como esses ganham terreno na sociedade, prosperam polícias que não combatem o crime, oposições políticas que não combatem os erros dos governantes, judiciário que não pune os culpados, exército que não defende o país. É isso o que queremos?

Tenho visto na internet outro tipo de propaganda pacifista, onde dois animais de espécies diferentes, que sempre procederam como inimigos, aparecem aos abraços e lambidas mútuas. Antigamente se aplicava a expressão como cão e gato, para censurar duas pessoas briguentas. A expressão está desatualizada, cães e gatos como esses não brigam mais. Até a pancadaria do Tom&Jerry tem virado confraternização.

A criança tem de ser instruída para se defender do mal, personificado em quem é mau. Começa nas relações pessoais, depois toma corpo dentro da sociedade. Você acha eficiente uma educação que não leva isso em conta? Talvez valesse alguma coisa num mundo hipotético onde ladrões fossem honestos, incompetência não gerasse desastres, preguiça resultasse em progresso, e até bactérias não provocassem doenças.

Minhas considerações podem levá-lo a pensar que sou belicista, mas seria esta uma impressão bem distante da realidade. Sou apenas favorável a se obter a paz de acordo com o provérbio romano si vis pacem para bellum. Para obter a paz, temos de nos preparar para a guerra. E enfrentar o inimigo pra valer, se necessário, inclusive entrando em guerra contra ele. Você acha que gente como Al-Qaeda, Estado Islâmico e Putin entendem linguagem diferente desta?

*(Para receber novas crônicas, inscreva-se no blog: www.jacintoflecha.blog.br)

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O COMUNISMO REAL E OS IDIOTAS

Por Aluízio Amorim no Blog do Aluízio Amorim
Dia desses o PT realizou uma daquelas suas assembléia gerais e dali extraiu um documento anunciando as suas pretensões políticas. Dentre elas, a mais importante, a conquista da "hegemonia". 
Pois bem, um artigo de Olavo de Carvalho que está em seu site, explica bem qual o sentido de "hegemonia" para os comunistas. Ou alguém é capaz de acreditar que o PT é um partido democrático e que o comunismo acabou com o fim da URSS e a queda do Muro de Berlim.
Leiam que vale a pena para entender qual é a jogada dos comunistas do PT. Artigos desta natureza jamais serão publicados pela grande mídia brasileira justamente pela sua consistência e veracidade. Aliás, o debate político verdadeiro há um bom tempo foi banido dos jornalões e das redes de televisão no Brasil, cujas redações estão hoje dominadas pelos esbirros do Foro de São Paulo. O título original é "O comunismo real". Portanto, volto a reafirmar: não leia a Folha de S. Paulo, Estadão, O Globo e desligue sua televisão. A menos que você deseje se tornar um idiota. Leiam: 
Nos dicionários e na cabeça do povinho semi-analfabeto das universidades, a diferença entre capitalismo e comunismo é a de um “modo de produção”, ou, mais especificamente, a da “propriedade dos meios de produção”, privada num caso, pública no outro. Mas isso é a autodefinição que o comunismo dá a si mesmo: é um slogan ideológico, um símbolo aglutinador da militância, não uma definição objetiva. Se até os adversários do comunismo a aceitam, isto só prova que se deixaram dominar mentalmente por aqueles que os odeiam – e esse domínio é precisamente aquilo que, no vocabulário da estratégia comunista, se chama “hegemonia”.
Objetivamente, a estatização completa dos meios de produção nunca existiu nem nunca existirá: ela é uma impossibilidade econômica pura e simples. Ludwig von Mises já demonstrou isso em 1921 e, após umas débeis esperneadas, os comunistas desistiram de tentar contestá-lo: sabiam e sabem que ele tinha razão.
Em todos os regimes comunistas do mundo, uma parcela considerável da economia sempre se conservou nas mãos de investidores privados. De início, clandestinamente, sob as vistas grossas de um governo consciente de que a economia não sobreviveria sem isso. Mais tarde, declarada e oficialmente, sob o nome de “perestroika” ou qualquer outro. Tudo indica que a participação do capital privado na economia chegou mesmo a ser maior em alguns regimes comunistas do que em várias nações tidas como “capitalistas”.
Isso mostra, com a maior clareza possível, que o comunismo não é um modo de produção, não é um sistema de propriedade dos meios de produção. É um movimento político que tem um objetivo totalmente diferente e ao qual o símbolo “propriedade pública dos meios de produção” serve apenas de pretexto hipnótico para controle das massas: é a cenoura que atrai o burro para cá e para lá, sem que ele jamais chegue ou possa chegar ao prometidíssimo e inviabilíssimo “modo de produção comunista”.
No entanto, se deixaram a iniciativa privada à solta, por saber que a economia é por natureza a parte mais incontrolável da vida social, todos os governos comunistas de todos os continentes fizeram o possível e o impossível para controlar o que fosse controlável, o que não dependesse de casualidades imprevisíveis mas do funcionamento de uns poucos canais de ação diretamente acessíveis à intervenção governamental.
Esses canais eram: os partidos e movimentos políticos, a mídia, a educação popular, a religião e as instituições de cultura. Dominando um número limitado de organizações e grupos, o governo comunista podia assim controlar diretamente a política e o comportamento de toda a sociedade civil, sem a menor necessidade de exercer um impossível controle igualmente draconiano sobre a produção, a distribuição e o comércio de bens e serviços.
Essa é a definição real do comunismo: controle efetivo e total da sociedade civil e política, sob o pretexto de um “modo de produção” cujo advento continuará e terá de continuar sendo adiado pelos séculos dos séculos.
Aprática real do comunismo traz consigo o total desmentido do princípio básico que lhe dá fundamento teórico: o princípio de que a política, a cultura e a vida social em geral dependem do “modo de produção”. Se dependessem, um governo comunista não poderia sobreviver por muito tempo sem estatizar por completo a propriedade dos meios de produção. Bem ao contrário, o comunismo só tem sobrevivido, e sobrevive ainda, da sua capacidade de adiar indefinidamente o cumprimento dessa promessa absurda. Esta, portanto, não é a sua essência nem a sua definição: é o falso pretexto de que ele se utiliza para controlar ditatorialmente a sociedade.
Trair suas promessas não é, portanto, um “desvio” do programa comunista: é a sua essência, a sua natureza permanente, a condição mesma da sua subsistência.
Compreensivelmente, é esse mesmo caráter dúplice e escorregadio que lhe permite ludibriar não somente a massa de seus adeptos e militantes, mas até seus inimigos declarados: os empresários capitalistas. Tão logo estes se deixam persuadir do preceito marxista de que o modo de produção determina o curso da vida social e política (e é quase impossível que não acabem se convencendo disso, dado que a economia é a sua esfera de ação própria e o foco maior dos seus interesses), a conclusão que tiram daí é que, enquanto estiver garantida uma certa margem de ação para a iniciativa privada, o comunismo continuará sendo uma ameaça vaga, distante e até puramente imaginária. Enquanto isso, vão deixando o governo comunista ir invadindo e dominando áreas cada vez mais amplas da sociedade civil e da política, até chegar-se ao ponto em que a única liberdade que resta – para uns poucos, decerto – é a de ganhar dinheiro. Com a condição de que sejam bons meninos e não usem o dinheiro como meio para conquistar outras liberdades.
Ao primeiro sinal de que um empresário, confiado no dinheiro, se atreve a ter suas próprias opiniões, ou a deixar que seus empregados as tenham, o governo trata de fazê-lo lembrar que não passa do beneficiário provisório de uma concessão estatal que pode ser revogada a qualquer momento. O sr. Silvio Santos é o enésimo a receber esse recado.
É assim que um governo comunista vai dominando tudo em torno, sem que ninguém deseje admitir que já está vivendo sob uma ditadura comunista. Por trás, os comunistas mais experientes riem: “Ha! Ha! Esses idiotas pensam que o que queremos é controlar a economia! O que queremos é controlar seus cérebros, seus corações, suas vidas.”
E já controlam.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O Bebê Capeta de Frei Betto. Ou: Dilma se encontra com Boff e Betto, os autores que criaram a obra que rivaliza com a Galinha Pintadinha

Escrito por Reinaldo Azevedo no Blog do Reinaldo na Veja

Ai, ai… Lá vamos nós. A presidente Dilma Rousseff decidiu receber nesta quarta dois representantes do próprio hospício mental para tratar, segundo entendi, de tema nenhum, numa evidência de que a suprema mandatária pode andar meio desocupada. Leonardo Boff, suspeito de ser teólogo, e Betto, suspeito de ser frei, estiveram com a governanta. O encontro acontece um dia depois de a dupla ter assinado um dito “manifesto de intelectuais petistas” contra a indicação de Joaquim Levy e Kátia Abreu para, respectivamente, os ministérios da Fazenda e da Agricultura. Hein? Intelectuais petistas? Isso é como cabeça de bacalhau e enterro de anão. Alguém já viu? Se intelectuais, como petistas? Se petistas, como intelectuais? A obra de maior peso escrita pela dupla se chama “A Galinha e a Águia”, que costuma aparecer, nas livrarias, ao lado de “A Galinha Pintadinha”.

Betto e Boff são expoentes de certa teologia que costumo chamar de “Escatologia da Libertação”. Por alguma estranha razão, a dupla acredita que Deus discrimina os viventes segundo a conta bancária e a filiação partidária. Acham que o Altíssimo é compatível, por exemplo, com Fidel Castro. Já chego lá. Disse o Boff ao jornal O Globo: “Ela [Dilma] mesma não promoveu muito contato com as bases, porque se ocupava muito com a administração dos grandes projetos. E ela disse que, a partir de agora, será um ponto alto do seu governo, um diálogo permanente, contínuo, orgânico com os movimentos sociais e com a sociedade em geral”.

Audácia do Boff! É o mesmo chororô de Gilberto Carvalho, segundo o qual os “movimentos sociais”, que mobilizam não mais do que alguns poucos milhares de pessoas, devem tomar, na cabeça e na agenda do governante, o lugar de milhões de pessoas. Mas Dilma os recebeu, não é? E eles representam quem, além da própria loucura? Loucura?

Sim. O dito Frei Betto criou o seu próprio “Pai Nosso”. É verdade! Começa assim:
“Pai nosso que estais no céu, e sois nossa Mãe na Terra, amorosa orgia trinitária, criador da aurora boreal e dos olhos enamorados que enternecem o coração, Senhor avesso ao moralismo desvirtuado e guia da trilha peregrina das formigas do meu jardim (…)”. Para ler a íntegra, clique aqui. Não ficou nisso. Ele também criou a “Ave Maria” latino-americana. Assim (íntegra):
Ave Maria,

grávida das aspirações de nossos pobres,
o Senhor é convosco,
bendita sois vós entre os oprimidos,
benditos os frutos de libertação
do vosso ventre.

Ele é autor de uma outra peça imaginosa, em que Santa Teresa d’Ávila transa — sim, leitor, faz sexo, faz aquilo naquilo — com Che Guevara e… engravida. Teria nascido o Bebê de Rosemary?

Dilma decidiu dar trela a essa gente. É bem provável que não tenha se aproximado da janela em nenhum momento, né? Não custa ser precavido. Ah, sim: Boff, o audacioso, disse não ter debatido nomes de ministros com a presidente. Que bom, né? Afinal, ninguém o elegeu para isso. Ainda que essas duas personagens tenham um apelo, digamos, momesco, ao recebê-las com certa solenidade, Dilma exibe sinais preocupantes, como se estivesse a purgar os pecados do realismo, ajoelhando-se no altar de heresias delirantes. 

Vade retro!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Rede Globo - A Fantástico Fábrica de Notícias para desviar o foco da corrupção do Petrolão da organização PT

Escrito por Alexandre Borges* e publicado no site Reaçonaria
O Fantástico, pela segunda semana seguida, faz um carnaval sobre um “escândalo” de corrupção numa cidade de 11 mil habitantes no interior do Paraná. Onze mil habitantes! Ou seja, a cidade inteira não encheria metade do Pacaembú. As Organizações Globo, por exemplo, têm 25 mil funcionários, ou mais do que o dobro da população de São Jerônimo da Serra.

Depois de dar ares de escândalo nacional para corrupção numa cidade com menos moradores que um condomínio de cidade grande, o Fantástico conseguiu o afastamento do prefeito Adir Leite. Ganha uma coxinha opressora quem adivinhar qual é o partido dele.

Como não poderia deixar de ser, a produção descobriu que Adir Leite (PSDB) comprava o apoio dos vereadores da cidade com combustível para os carros deles. O que é o Mensalão e o Petrolão perto de um prefeito do interior que enche o tanque do fusca de um vereador em troca de voto? Vinte mil pessoas na Avenida Paulista protestando contra Dilma? Deixa pra lá. Corrupção de um prefeito tucano numa cidade com 11 mil habitantes? Escândalo!

É óbvio que todo corrupto deve ser processado e pagar por seus crimes, ninguém está acima da lei e é claro que a população de São Jerônimo da Serra merece ter seu dinheiro de volta. Para quem é jeronimense não há nada mais importante do que isso, mas e para quem não é? O Brasil tem 5.570 municípios, o Fantástico vai investigar todos e descobrir todo vereador que teve o tanque do carro completado pelo prefeito? Ou quem ganhou um saco de bala Juquinha?

Um dos trabalhos mais sérios já feitos sobre o viés ideológico na imprensa foi feito pelo professor da UCLA e PhD Tim Groseclose, que também lecionou em Harvard e Stanford, mas não espere que qualquer professor de jornalismo do Bananão indique a leitura. Seu livro “Left Turn: How Liberal Media Bias Distorts the American Mind” mostra, a partir de uma metodologia científica de análise dos principais veículos americanos, como o noticiário pode ser manipulado para doutrinar politicamente os leitores, com consequências diretas nas eleições.

Segundo o autor, a maneira mais comum que os jornalistas encontram para fabricar notícias é selecionar, na edição, o que é notícia e o que não é. Depois, é só escolher como fonte das matérias especialistas e organizações alinhadas ideologicamente com os jornalistas para que dêem o foco que pretendem dar para a matéria. Tenho certeza de que qualquer um de vocês vê isso acontecer todos os dias, como nessa matéria do Fantástico, não é preciso ser um expert. E é por isso que a pluralidade de fontes de informação é tão importante.

O Brasil precisa desesperadamente de alternativas para se informar. Se só a VEJA, uma única revista, já é suficiente para fazer um terremoto por semana, imagine um único canal de TV não alinhado com o governo. Até lá, esqueça o Petrolão e vamos falar de São Jerônimo da Serra.

“Prefeito é afastado por desvio de dinheiro após matéria do Fantástico” http://glo.bo/1yLevHF

“Left Turn: How Liberal Media Bias Distorts the American Mind” http://amzn.to/1pevp1m

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Veja como a sociedade democrática vai sendo gradativamente subvertida em direção a uma ditadura. O Brasil é uma ditadura ou está muito perto dela

Recomendo aos observadores ou aos estudantes de política que assistam atentamente às aulas sobre como ocorre a subversão dos valores de uma nação.
Os links dos vídeos a seguir são do Blog do Aluízio Amorim. Os textos que vêm depois dos links são de Graça Salgueiro que comentou o conteúdo do vídeo 1 e de Aluízio Amorim que comentou o vídeo 2.


Texto de Graça Salgueiro Vídeo 1
Uma palestra oferecida na Summit University de Los Angeles pelo ex-agente da KGB Yuri Bezmenov, ou Tomas Schuman (nome adotado depois da Deserção), para uma platéia bastante numerosa como se pode ver nos vídeos. 
Bezmenov já é conhecido de muitos de nós, por causa da entrevista que concedeu em 1983 e que pode ser revista (ou vista) no site do Farol da Democracia Representativa (parece que este blog não está mais disponível).
Nesta palestra, bastante didática e coroada pelo seu bom humor, também oferecida em 1983, ele explica uma das principais funções do KGB que, longe de centrar-se no campo da espionagem -- que abrangia apenas 15% de suas funções -- ocupava-se do esquema da subversão nos países-alvo da extinta URSS. Esse processo, que foi idealizado para dar seus frutos após 20 anos, obedecia a etapas rigorosas e consistia em desmoralizar, dominar e destruir esses países através de seu sistema religioso, político, econômico, da ordem e da lei, da cultura, de suas tradições. Os subversores eram na maioria das vezes pessoas que vinham para intercâmbio como estudantes, atores, diplomatas, jornalistas que levavam anos estudando na Universidade Patrice Lumumba - como muitos brasileiros que hoje ocupam cargos no governo brasileiro, e nós sabemos quem são - e depois retornavam a seus países para cumprir a missão.
O processo se dava de forma lenta e gradual, de modo a que os novos conceitos fossem sendo introduzidos de modo imperceptível e só aconteciam se o país a ser subvertido aceitasse esta condição. (Leiam este artigo e compreendam como a coisa funciona criminosamente). É fácil ver como aqui na América Latina este processo "prosperou" como em nenhum outro, pois nunca tivemos um país com governantes suficientemente fortes para dizer "não, muito obrigado; sua oferta não me interessa", e lutassem para que seus valores, religião, leis permanecessem intactos. Observem, por exemplo, que os países de ditadura totalitária não permitem que seus cidadãos tenham acesso a informações vindas de fora, porque isto iria subverter a ordem interna de seu regime, como ocorre ainda hoje em Cuba, Coréia do Norte, China comunista, etc.
Esta palestra é na verdade uma aula magna de valor inestimável, embora nos chegue um tanto tardia pois já concluímos todas estas etapas, mas não só vale a pena ouvi-la com muita atenção como deve ser divulgada amplamente. Na audição desta segunda-feira do "True Outspeake", Olavo faz uma análise muito boa sobre estes vídeos e pode ser ouvida clicando no banner ao lado. A palestra é toda em inglês mas também há legendas em português, um trabalho primoroso de David Balparda Carvalho, que pode-se obter clicando num triângulo na barra inferior direita e em seguida num retângulo acima deste.
Não vou me alongar mais porque a palestra dispensa comentários. Peço apenas que façam um paralelo com o que este homem diz -- e ele foi um agente desta transformação, enquanto jornalista do Novostia Press -- e o que vivenciamos hoje no Brasil e em todo o continente latino-americano, sobretudo com a ditadura da mídia, toda ela prestimosa subversora. Ouçam e meditem sobre cada palavra dita porque, talvez, ainda tenhamos alguma chance de sobrevivência se levarmos isto a sério. E, notem, este homem fez estas denúncias há 26 anos e hoje os subversores colhem seus frutos abundantes, conforme ele mesmo afirmou ser o tempo aproximado para a consecução plena da estratégia.

Texto de Aluízio Amorim Vídeo 2
ESQUERDISTAS E ASSEMELHADOS, OS IDIOTAS ÚTEIS QUE SERÃO SIMPLESMENTE ELIMINADOS PELOS PRÓPRIOS 'COMPANHEIROS'
Para complementar este post, faço a postagem de outro vídeo onde Yuri Besmenov explica como esses bobalhões, incluindo a maioria dos jornalistas brasileiros e professores universitários que promovem a lavagem cerebral marxista do povo e, sobretudo, dos estudantes, serão os primeiros a serem eliminados numa eventual vitória dos comunistas.
Não tem preço, neste caso, eventualmente, ver todos esses idiotas sendo executados a queima roupa pelos próprios 'companheiros', depois que a 'revolução comunista' for vitoriosa. Yuri dá o exemplo, inclusive, de Cuba, onde centenas de idiotas úteis foram assassinados pela turma do Fidel Castro, enquanto e outras centenas apodrecem nos calabouços do regime.
Não deixem de ver o vídeo 2.

domingo, 23 de novembro de 2014

As quatro principais mentiras espalhadas pelos corruptos e empresas do clube da organização PT: (1) Dilma diz que o Brasil pára se empresas forem punidas. (2) A corrupção é cultura do brasileiro. (3) 250 parlamentares do Congresso fazem parte do clube. (4) Empresas do clube eram obrigadas a pagar propina

As quatro grandes mentiras espalhadas pelos corruptos pegos na Lava Jato.
Escrito por Coronel do Blog do Coronel
Observem que são quatro as mentiras que estão sendo espalhadas pelos corruptos do PT e da sua base aliada sobre os efeitos tenebrosos da Operação Lava Jato. O objetivo, é óbvio, é tangenciar as investigações, impedindo que a Justiça determine punições exemplares contra os envolvidos.

A mentira número 1 tem como porta-voz a própria Presidente da República, Dilma Rousseff: o Brasil vai parar se as empreiteiras forem declaradas inidôneas, o que pode significar mais prejuízos do que os causados pela corrupção. É um raciocínio imoral! O mesmo argumento safado foi usado por Lula em 2009, quando ficou sabendo oficialmente da corrupção nas obras da Petrobras. Dilma tenta impor a tese de que dos males o menor, quando deveria festejar a condenação dos culpados. De um lado, diz que não atrapalha as investigações, como se pudesse! De outro, pinta um quadro horroroso que sugere desemprego e recessão. Ora, o afastamento das empreiteiras do Clube da Corrupção abrirá espaço de mercado para outras empresas, brasileiras ou multinacionais, hoje alijadas das obras por esta verdadeira máfia. O que Dilma parece querer com este argumento mentiroso é a continuidade do esquema corrupto que financia a sua base aliada.

A mentira número 2 tem como arauto o ministro da Justiça, aquele mesmo que afirma que este mar de lama é resultante da "cultura" do brasileiro, dando como exemplo um síndico do prédio que superfatura o capacho da recepção. É um argumento imoral, nojento, que ofende a grande maioria do povo brasileiro. Nivela os brasileiros pelos corruptos do partido a que ele pertence. José Eduardo Cardozo, partindo desta falsa premissa, ataca o financiamento privado de campanha, uma tese petista que consolidará esta quadrilha no poder. Para um governo sujo e corrupto, que usa a Petrobras, os Correios, o cadastro da Bolsa Família, os jatinhos da FAB e toda a máquina pública para eleger os seus candidatos, nada melhor do que defender o fim das doações privadas. Por que o PT não dá o exemplo e não muda o seu estatuto, determinando que não mais aceitará doações de empresas? Não precisa de lei! 

A mentira número 3, plantada ontem por um colunista que publica qualquer bobagem como se fosse verdade, atende a interesses difusos: segundo ele, há mais de 250 parlamentares citados na Operação Lava Jato. A esgotosfera petista, composta pelos blogs financiados por estatais, entre elas a própria Petrobras, agasalharam a tese. Imediatamente. É óbvio que este factóide é uma tentativa de constranger deputados e senadores, é uma informação falsa destinada a incentivar uma operação abafa nas investigações. O juiz Sérgio Moro tem impedido que nomes de políticos sejam citados nos depoimentos para que não haja mudança de foro da sua instância para o STF. Nem mesmo os presidentes da Câmara e do Senado seriam capazes de lembrar o nome de 250 congressistas, quanto mais estes operadores que só tratam com os cardeais dos partidos.

Por fim, a mentira número 4 é a preferida dos advogados: os empreiteiros eram obrigados a pagar propina ou teriam as obras paralisadas, as faturas não pagas e quebrariam. Oh, dó! Só mesmo sendo muito idiota para não perceber que os únicos perdedores com o propinoduto foram os brasileiros, pois os preços das obras foram superfaturados, com propinas e lucros escorchantes sendo colocados no orçamento. Todos os corruptos saíram ganhando, basta olhar os gordos e recheados balanços desta meia dúzia de construtoras que formavam o Clube da Corrupção. Com a Operação Lava Jato todos perdem, menos aquela meia dúzia de advogados que formam o Clube de Proteção ao Crime e que todos conhecemos da TV Justiça, nas inesquecíveis sessões do mensalão.
Tags: mentiras da organização PT, clube de empresas do PT, empresas corruptas, corruptos da organização PT, colunistas pagos pela organização PT, Sérgio Moro, Clube da Corrupção, organização PTBrasil, corrupção eleição 2014

sábado, 22 de novembro de 2014

Roubalheira na Petrobras começou em 2003, mas foi apontada primeiro pelo TCU em 2009 nos relatórios Fiscobras daquele ano. Paulo Costa, sentindo que o esquema estava ameaçado, mandou e-mail à Dilma e, como consequência, as decisões propostas pelo TCU foram vetadas pelo Lula

Escrito por Reinaldo Azevedo e publicado no Blog do Reinaldo na Veja.
É, meus caros… As coisas podem se complicar bastante. Reportagem de capa da VEJA, que começa a chegar às bancas, traz um fato intrigante, com potencial de uma bomba. Para chegar ao centro da questão, é preciso proceder a alguma memória.

As circunstâncias
Paulo Roberto Costa, como ele mesmo deixa claro em seus depoimentos, foi posto na direção de Abastecimento da Petrobras em 2003 para delinquir — ainda que lhe sobrasse um tempinho ou outro para funções regulares. Sua tarefa era mexer os pauzinhos para garantir sobrepreço em contratos, que depois seria convertido pelas empreiteiras em dinheiro e distribuído a uma quadrilha.

Costa, como também confessou, era o homem do PP no esquema — embora a maior parte da propina que passava por sua diretoria, assegurou, fosse mesmo enviada ao PT. Notem: ele nunca disse de si mesmo que era um só um sujeito honesto que foi corrompido pelo sistema. Ele confessou que tinha uma tarefa. Segundo seu depoimento e o do doleiro Alberto Youssef, o petista Renato Duque cumpria a mesma função na Diretoria de Serviços, operando para o PT, e Nestor Cerveró seria o homem no PMDB na diretoria da área Internacional.

O e-mail
Note-se: Costa começou a operar na Petrobras em 2003. E eis que chegamos, então, ao Ano da Graça de 2009. Não é que o diretor de Abastecimento da Petrobras resolve cometer uma ousadia? Atropelando a hierarquia da empresa, decidiu mandar um e-mail à então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, também presidente do Conselho da Petrobras. Transcrevo trecho de reportagem da VEJA. Prestem atenção!
“Paulo Roberto Costa tomou a liberdade de passar por cima de toda a hierarquia da Petrobras para alertar o Palácio do Planalto que, por ter encontrado irregularidades pelo terceiro ano consecutivo, o Tribunal de Contas da União (TCU) havia recomendado ao Congresso a imediata paralisação de três grandes obras da estatal — a construção das refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e Getúlio Vargas, no Paraná, e do terminal do porto de Barra do Riacho, no Espírito Santo. Assim como quem não quer nada, mas querendo, Paulo Roberto Costa, na mensagem à senhora ministra Dilma Vana Rousseff, lembra que nos anos de 2008 e 2007 houve ‘solução política’ para contornar as decisões do TCU e da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional.”
Por que diabos o diretor de Abastecimento da estatal enviaria uma mensagem à ministra sugerindo formas de ignorar as irregularidades nas obras apontadas pelo TCU? E, como fica claro, o tribunal já havia identificado problemas em 2007 e em 2008.

A síntese
Então façamos uma síntese deste notável momento em quatro passos, como está na reportagem:
1 - Um corrupto foi colocado na Petrobras para montar esquema de desvio de dinheiro para partidos aliados do governo Lula.

2 - Corrupto se mostra muito empenhado em seu ofício, o que lhe permite conseguir propinas para os políticos e, ao mesmo tempo, enriquecer.

3 - Corrupto se preocupa com a decisão do TCU e do Congresso de mandarem cortar os repasses de recursos para as obras das quais ele, o corrupto, tirava o dinheiro para manter de pé o esquema.

4 - Corrupto acha melhor alertar as altas autoridades do Palácio do Planalto sobre a iminência da interrupção do dinheiro público que alimentava o propinoduto sob sua responsabilidade direta na Petrobras.

VEJA encaminhou a questão ao Palácio do Planalto e, como resposta, recebeu a informação de que a Casa Civil, de que Dilma era titular, enviou à Corregedoria Geral da União todas as suspeitas de irregularidades. Certo! O Palácio, no entanto, preferiu não se manifestar sobre o e-mail enviado pelo agora delator premiado à então ministra.

Essa mensagem foi apreendida pela Polícia Federal nos computadores do Palácio do Planalto em operação de busca e apreensão relacionada à investigação sobre Erenice Guerra. Dilma não pode se calar sobre a mensagem em que um dos operadores do maior esquema de corrupção jamais descoberto no país sugere ao governo uma “solução política” que garantisse o funcionamento do propinoduto.

E o que aconteceu?
Eis o busílis. O então presidente Lula usou o seu poder de veto, passou por cima do TCU e do Congresso e mandou que o fluxo de dinheiro para as obras suspeitas fosse mantido. Era, como evidencia o e-mail de Paulo Roberto a Dilma, tudo o que queria o corrupto.

Leiam mais um parágrafo da reportagem:
“Durante oito meses, a equipe do ministro Aroldo Cedraz, que assume a presidência da corte [TCU] em dezembro, se debruçou sobre os custos de Abreu e Lima. A construção da refinaria estava ainda na fase de terraplenagem, mas os indícios de superfaturamento já ultrapassavam os 100 milhões de reais. A Petrobras, porém, se recusava a esclarecer as dúvidas. O ministro chegou a convocar o então presidente da companhia, Sérgio Gabrielli, para explicar o motivo do boicote. Depois de lembrado que poderia sofrer sanções se continuasse a se recusar a prestar esclarecimentos, Gabrielli entregou 10.000 folhas de planilhas ao tribunal. Para a surpresa dos técnicos, as informações não passavam de dados sem qualquer relevância.”
Se Dilma e Lula não sabiam, como dizem, da quadrilha que operava na Petrobras, quem, então, sabia? Como é que um diretor de Obras de uma estatal ousa sugerir saídas “políticas” a uma ministra para tornar sem efeito as apurações de um órgão de Estado?

A mensagem de Paulo Roberto a Dilma deixa claro, quando menos, que ela e Lula ignoraram os sinais de que uma máquina corrupta operava na maior empresa do país — uma estatal. Máquina corrupta que servia a três partidos da base: PT, PMDB e PP.

Yousseff disse em seu depoimento que Lula e Dilma sabiam de tudo. Isso, claro!, requer provas. Se provado, a presidente cairá. O e-mail de Paulo Roberto demonstra que, quando menos, a então ministra foi enganada. Mas enganada por quem? Então um diretorzinho da Petrobras propõe que o governo adote uma “solução política” para tornar sem efeito uma decisão do TCU e do Congresso, e a ministra achou isso tudo normal?

Pior: a “solução política” foi adotada, e Lula vetou a suspensão de repasse às obras com evidências de corrupção — o que está agora comprovado. Era o que Paulo Roberto queria: o fluxo normal de dinheiro para o propinoduto. Afinal, ele foi feito diretor em 2003 para isso.

Aguarda-se que Dilma diga o que fez com o e-mail que lhe foi enviado pelo agora corrupto confesso. VEJA já está nas bancas de São Paulo e, em breve, nas de todo o Brasil. Leiam a reportagem completa.

O PASSADO É DE QUEM AMA

Escrito por Sidney Silveira* e publicado no Blog Contra Impugnantes  Adm. às 19:46
RECORDAR EXIGE CORAGEM. Coragem de ser, e coragem de haver sido. O covarde, o apático moral, o morno, quando a idade avança recorda-se mal porque viveu pela metade, entregou-se pela metade, sofreu pela metade.

Quem hesita entre o bem e o mal e imagina que a hesitação é prudência, quem é omisso, quem não se expõe quando é preciso fazê-lo, quem é incapaz de amizade genuína, de amor veraz, de compaixão, acaba cedo ou tarde sabotando a própria memória para não se enxergar no espelho da consciência.

Mentiu no passado, e mente ao revivê-lo. Ou melhor, revive-o mentindo.

Enfatizemos: lembra-se mal porque viveu mal. O seu presente é o pior tipo de auto-engano. Ora, o que espera um homem acometido desta indolência espiritual é uma velhice tão falsificada quanto a juventude o fora.

Os covardes são sabotadores profissionais. Mentem tanto para si que acabam neuróticos. E, vamos e venhamos, o neurótico é e sempre será alguém cego para a própria vida interior e também para as coisas exteriores naquilo que elas têm de excelente, de amável em si. Não lhe resta outra coisa senão recriar um mundo à imagem e semelhança da sua tibieza.

Triste naufrágio moral e psíquico, o de alguém assim.

Estou na meia idade, uma meia idade mais dificultosa financeiramente do que eu quisera, e com muros bastante altos diante de mim, fraquejando o corpo para saltá-los. Mas nesta quase penúria Deus me agracia com a companhia de homens que valem pelo que viveram, e vivem mostrando-nos o quanto a vida vale, apesar de tudo.

Um desses homens é o caríssimo Sergio Pachá, ao lado de quem me sinto honrado ao levar adiante projetos como este que agora caminha para o fim: o curso "A Língua Absolvida".

Nesta postagem trago para os amigos um trecho da 27ª aula do referido curso, a qual irá ao ar no site do Instituto Angelicum amanhã, para os nossos alunos. Aula que acabou com a bela recitação, feita pelo Prof. Sergio, de um poema de Manuel Bandeira.

Recitação que lhe trouxe lágrimas aos olhos fisicamente alquebrados, mas que não cansaram de amar. E não cansaram pelo simples fato de que o amor, o verdadeiro, é incansável.

Lágrimas de quem tem coragem de lembrar porque teve coragem de viver.

Obrigado, meu amigo.

*Sidney Silveira edita o blog Contra Impugnantes.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Alguém pode exagerar e cometer algum pecado perdoável dentro do regime liberalista, mas os regimes socialistas ou bolivarianos reservam ao indivíduo a morte por envenenamento espiritual e pelo fuzilamento sem tempo para pedir perdão

Escrito por Frei Clemente Rojão OAAO/ e publicado no Blog do Frei Rojão
Sim, os grandes papas do passado advertiram sobre os perigos do hipotético exagero do liberalismo econômico transbordando fora da economia nas relações humanas. Mas estas advertências não se comparam às CONDENAÇÕES e EXCOMUNHÕES gravíssimas com que combateram o veneno do marxismo e do comunismo, como doutrina ímpia e inimiga eterna da cruz. Uma coisa é saber que o remédio aspirina em excesso faz mal, outra coisa é o veneno que em pequenas doses já faz cadáveres. O marxismo é o veneno. 

Dizer que a Igreja condena igualmente ambos, liberalismo econômico e marxismo, é como dizer que uma multa por estacionamento proibido e 30 anos de cadeia por homicídio são penas iguais para atos igualmente criminosos. Est modus in rebus. As coisas tem modulação.

Toda matéria econômica é amoral. Sendo amoral, a moralidade depende das intenções particulares de seus agentes individuais. Por mais que se fale de "pecado social" no sentido do "problema do sistema", como disse o grande João Paulo II, o pecado é um ato individual. O "sistema" não é gente para pecar. 

A Igreja não condena o liberalismo econômico no sentido proibitivo do termo. Adverte quanto aos excessos mas dai afirmar que é "condenação" é como disse acima, igualar multas de transito com cadeia. Matéria econômica é matéria de liberdade individual. O que não podemos fazer é tomar as incompreensões dos fenômenos econômicos de certas épocas na Igreja e vaza-las como regras. Exemplo claro é a incompreensão medieval (e é desta época mesmo) do conceito do "valor do dinheiro no tempo", que é um dos conceitos mais básicos da matemática financeira. Um medieval de fato contestaria que 100 moedas de prata hoje valessem 101 moedas daqui a um mês. Mas certamente não entenderia se eu explicasse hoje em dia o que chamamos de "real", "dólar" ou "euro" são títulos de crédito sem lastro emitidos por um banco central de um governo e que são criados não pela máquina de imprimir papel-moeda, mas pelo fator multiplicador bancário que empresta para várias contas também de crédito o dinheiro que na realidade não existe nem em moeda, nem em papel, nem em ouro, nem em bens... Mas sim como valores de contas de partidas dobradas arquivadas eletronicamente... Que aliás foram inventadas por um monge...

Porém lembro que mesmo naquela época Santo Tomás disse ser justo que aquele que empresta receba uma contrapartida pelas importâncias postas a disposição. Portanto é de uma extrema imprudência bater o martelo e pontificar um "anathema sit" na correção monetária. Hillaire Belloc comenta mais a fundo estas questões, mas ainda assim na época de Hillaire (e Chesterton) a economia não estava tão bem fundamentada quanto hoje.

Lógico que os comunas e adeptos da teologia da libertação dizem que "condena o liberalismo" justamente porque as escolas liberais contestaram o marxismo na economia de maneira muito definitiva.

Penso que uma das razões pela qual muitos católicos torcem o nariz a estas escolas econômicas, além da difamação marxista, é que estas escolas também demonstraram a impraticabilidade do Distributivismo, querido a Leão XIII, Chesterton e Belloc. Muitos católicos tentam tomar os alicerces não-continuados do distributivismo e propô-lo como terceira via entre capitalismo e socialismo. A realidade econômica faz picadinho destas pretensões. 

Porém as incompreensões dos eclesiásticos em matéria econômica são amplas até o dia de hoje. Mesmo o papa Francisco, saindo das sandálias petrinas da infalibilidade em fé e moral, na Evangelium Gaudium pontificou comentários bem superficiais sobre economia. 

Como disse num artigo passado, antigamente o erro dos eclesiásticos foi quererem pontificar sobre astronomia como se fosse doutrina revelada. Esta tentação se dá na economia, onde infelizmente não existem telescópios para demonstrar erros patentes.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Morre Márcio Thomaz Bastos, o advogado do PT

Publicado no Blog do Reinaldo Azevedo na Veja.
Na VEJA.com:
Morreu na manhã desta quinta-feira o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, aos 79 anos. Um dos maiores criminalistas do Brasil, o advogado estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, há uma semana. O hospital não foi autorizado pela família a informar a causa da morte. Na terça-feira, a coluna Radar, de Lauro Jardim, informou que o ex-ministro havia sido diagnosticado com câncer pulmonar e fibrose nos pulmões.

Thomaz Bastos nasceu na cidade paulista de Cruzeiro, em 30 de julho de 1935. Formou-se em Direito pela Universidade de São Paulo em 1958. Ao longo de sua vida, participou de aproximadamente 700 julgamentos. Entre 1964 e 1969, foi vereador pelo Partido Social Progressista (PSP) em sua cidade natal. Abriu seu primeiro escritório de advocacia criminal na capital paulista em 1970. Foi presidente da Seccional de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entre os anos de 1983 e 1985. Em 1992, ao lado do jurista Evandro Lins e Silva, foi um dos redatores da petição que resultou no impeachment de Fernando Collor.

Entre as atuações de destaque de Bastos estão a acusação dos assassinos do ativista ambiental Chico Mendes, morto em 1988. Também teve atuação nos julgamentos do jornalista Pimenta Neves, assassino confesso da namorada, Sandra Gomide, em 2000, e na defesa do médico Roger Abdelmassih. Atualmente Bastos defendia a Camargo Corrêa e a Odebrecht no escândalo da Lava Jato. 

O criminalista assumiu o Ministério da Justiça em 2003, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Tornou-se o responsável direto pelo mais tradicional ministério da República e o encarregado da “defesa da ordem jurídica, dos direitos políticos e das garantias constitucionais”, como dispõe o decreto que regula as atribuições da pasta. A PF, sob seu comando, ganhou uma capa de VEJA, em outubro de 2004, que celebrava as megaoperações anticorrupção, como Anaconda, Farol da Colina e Vampiro, e também o processo de depuração por que passava a corporação. Deve-se ainda a Thomaz Bastos a modernização dos mecanismos de combate a crimes econômicos, entre eles o da formação de cartéis. Em março de 2007, ele deixou o cargo e retomou a carreira de advogado.

O ex-ministro foi o comandante dos advogados dos principais réus do escândalo do mensalão, em 2012. Designou ao menos dez advogados, todos seus discípulos, para trabalhar para os mensaleiros. Coube a ele a defesa do banqueiro José Roberto Salgado, que acabou condenado pelos crimes de evasão de divisas, formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. Salgado, contudo, foi um dos onze mensaleiros com direito a um novo julgamento pelos crimes em que tiveram ao menos quatro votos por sua absolvição. Absolvido do crime de formação de quadrilha, em fevereiro de 2014, teve a pena reduzida para 14 anos e 5 meses.

Quando ministro, Thomaz Bastos livrou o governo de várias crises. Em alguns casos, porém, acabou por confundir suas atribuições legais com a missão de advogados criminalistas: ao surgir um escândalo envolvendo membros do governo ou do PT, o então ministro informava o presidente Lula da gravidade da situação, montava uma tese de defesa para que os danos fossem os menores possíveis e, por fim, escalava advogados de sua confiança para acompanhar os envolvidos.

Foi no escândalo do mensalão que o ministro advogado começou a brilhar. O então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, assessorado pelo criminalista Arnaldo Malheiros (indicado por Thomaz Bastos), foi a público alegar que o dinheiro do valerioduto não saíra de cofres públicos, mas de empréstimos conseguidos por Marcos Valério junto aos bancos Rural e BMG. Nos dias seguintes, outros personagens da crise, também auxiliados por advogados ligados ao ministro, repetiram a falácia. Até o presidente Lula participou do teatro, ao dar uma entrevista em Paris, em que reduziu o esquema criminoso a um inocente caixa dois eleitoral.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

CPI quebra sigilo de Vaccari - Barusco tem muitos dólares na Europa e sabe muito sobre corrupção na Petrobras - Vamos ver qual a força da organização PT? Será que a oposição não a testará?

Escrito por Reinaldo Azevedo e publicado no Blog do Reinaldo na Veja.
Por 12 votos a 11, a CPI Mista da Petrobras aprovou a quebra dos sigilos bancário, telefônico e fiscal de João Vaccari Neto, tesoureiro do PT. Ele é acusado por Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef de ser o homem que coordenava o propinoduto para o partido, cujo representante na empresa seria Renato Duque. A comissão aprovou ainda as convocações do próprio Duque, de Sérgio Machado, presidente licenciado da Transpetro, e de outros dois ex-diretores da Petrobras: Ildo Sauer (Gás e Energia) e Nestor Cerveró (Internacional), que terá de fazer uma acareação com Costa. Pode ser um momento bem interessante.

O PT fez de tudo para evitar a quebra dos sigilos de Vaccari, mas acabou derrotado. Parlamentares da base, como os deputados Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) e Enio Bacci (PDT-RS), não foram sensíveis aos apelos dos companheiros. Os depoimentos e a acareação podem até render alguma emoção, a menos que a gente tenha de ouvir o famoso “Eu me reservo o direito de ficar calado…”, mas duvido que algo de muito interessante saia das quebras de sigilo de Vaccari ou de outros. E por várias razões.

Em primeiro lugar, essa gente já está escolada, não é?, e não costuma cometer certos erros primários. Em segundo lugar porque, é bom não esquecer, há um doleiro no meio dessa lambança toda. E doleiros só participam de falcatruas para esconder recursos fora do país, em contas secretas. Basta olhar para o festival delas que está por aí.

Acho pouco provável que Vaccari seja do tipo que opera para enriquecimento pessoal. Ele está mais para Delúbio Soares, de quem é sucessor, do que para Paulo Roberto Costa. Se é quem Youssef e Costa dizem ser nesse esquema, não trabalhou para si mesmo, mas para a máquina partidária. Como a gente se lembra, Delúbio não fraquejou um só instante, nem quando foi posto para fora do partido — formalmente ao menos. Quando voltou, mereceu tapete vermelho, com direito a festança e tudo. Vaccari é um burocrata da máquina cinzenta. É homem da natureza de um Gilberto Carvalho. É núcleo duro. A essa gente, garantida a boa vida necessária, interessa mais o projeto de poder do que o enriquecimento pessoal. Há quem ache isso nobre. Eu, obviamente, não acho.

Coisas estranhas
De resto, há coisas estranhíssimas nessa história toda. E, para mim, o tal Pedro Barusco é a chave de um segredo de Polichinelo. Vamos ver. Esse sujeito era mero estafeta de Renato Duque, o petista graúdo que estava na diretoria de Serviços da Petrobras, homem de Dirceu e do partido. Pois esse Barusco admitiu, sem muita pressão, ter US$ 97 milhões em contas do exterior — o correspondente a R$ 252 milhões.

Custo a acreditar que um sujeito na sua posição, subalterna, tivesse autonomia para roubar tanto em seu próprio benefício. Nem se ocupou em pulverizar as contas em nome de terceiros, de familiares, de amigos ou conhecidos, sei lá. Também não converteu parte dessa fantástica dinheirama em patrimônio. Por que alguém mantém em moeda sonante, em contas secretas, tal volume de recursos? Será que Barusco operava para si mesmo ou para uma estrutura muito maior do que ele?

Volto a Vaccari
Tendo a achar que, se alguém aposta no enriquecimento pessoal de Vaccari, vai se frustrar. Ele não pertence a si mesmo. Ele pertence a uma máquina. Encerro com uma lembrança: no depoimento dado no âmbito da delação premiada, Youssef disse que poderia ajudar a PF a chegar a contas que o PT manteria no exterior, o que é ilegal e rende cassação do partido.

sábado, 15 de novembro de 2014

Operação LAVA JATO - O "Dia do Juízo Final" e o Apocalipse do petismo. Será que é o apocalipse? Será que a organização PT sai do poder sem derramamento de sangue?

Escrito por Reinaldo Azevedo e publicado no Blog do Reinaldo na Veja:
Diga-se pela enésima vez: o PT não inventou a corrupção. É claro que não! O que o partido fez foi transformá-la num sistema e alçá-la à categoria de uma ética de resistência. Nesse particular, sem dúvida, inovou. Se, antes, a roubalheira generalizada era atributo de larápios, de ladrões, de safados propriamente, ela se tornou, com a chegada dos companheiros ao poder, uma espécie de imperativo do “sistema”. Recorrer às práticas mais asquerosas, contra as quais o partido definiu o seu emblema na década de 80 — “Ética na política” —, passou a ser chamado de “pragmatismo”.

Observem que o partido não se tornou “pragmático” apenas nessas zonas em que a ação púbica se transforma em questão de polícia. Também a sua política de alianças passou a ter um único critério de exclusão: “Está do nosso lado ou não?” Se estiver, pouco importa a qualidade do aliado. Inimigos juramentados de antes passaram à condição de fieis aliados. O símbolo dessa postura, por óbvio, é José Sarney. No ano 2000, Lula demonizava Roseana nos palanques; em 2003, os petistas celebraram com a família uma aliança de ferro.

Os demônios que vão saindo das profundezas da Petrobras são estarrecedores. Não se trata, como todos podemos perceber, de desvios aqui e ali, como se fossem exceções a regras ancoradas no rigor técnico. Não! A corrupção era, tudo indica, sistêmica; não se tratava de um corpo estranho; era ela o organismo. E, convenham, parece que não havia valhacouto mais acolhedor e seguro do que a estatal. A Petrobras, com a devida vênia, nunca foi exatamente um exemplo de transparência, já antes de Roberto Campos ter-lhe pespegado a pecha de “Petrossauro”.

Em nome do nacionalismo mais tosco — antes, meio direitoso, com cheiro de complexo burocrático-militar; depois, com o viés esquerdoso, tão bocó como o outro, só que ainda mais falsificado —, há muitos anos a empresa se impõe ao país, não o contrário. Não foram poucas as vezes em que mais a Petrobras governou o Brasil do que o Brasil, a Petrobras. Com a chegada do PT ao poder, o que já era nefasto ganhou ares de desastre.

A empresa passou a ser o “bode exultório” — que é o oposto do “bode expiatório” — da esquerdofrenia petista. E porque o partido é esquerdofrênico? Porque o estatismo advogado pelos “companheiros” só pode ser exercido, como é óbvio, com o concurso do capital privado, com o auxílio de alguns potentados da economia, com o amparo de quem reúne a expertise para tocar a infraestrutura. E o resultado é o que se tem aí.

Não vou livrar a cara das empreiteiras, não. Quem não quer não corrompe nem se corrompe. Mas não dá para esquecer o depoimento de Alberto Youssef ao juiz Sérgio Moro, em que se sobressaem duas informações importantes:
1) o doleiro afirmou que era pegar ou largar; ou as empreiteiras aceitavam pagar o preço — ou melhor, incluir a propina no preço —, ou estavam fora do jogo; e boa parte preferiu jogar;
2) indagado por Moro se as empreiteiras costumavam cumprir a sua parte no acordo, Youssef disse que sim. E explicou os motivos: ela tinham muitos interesses em outras áreas do governo, não apenas na Petrobras. Afinal, também constroem hidrelétricas, estradas, infraestrutura de telecomunicações etc.

Assim, duas conclusões se fazem inevitáveis:
1) as empreiteiras, tudo indica, atuaram como corruptoras, sim, mas é razoável supor que falavam a linguagem que o outro lado queria ouvir;
2) não há por que o padrão de governança das demais estatais e órgãos públicos federais ser diferente. Como já afirmei neste blog muitas vezes, estamos diante de um método, não de um surto ou de um lapso da razão.

Governo em parafuso
Já está mais do que evidente, a esta altura, que Lula e Dilma foram suficientemente advertidos para parte ao menos dos descalabros. Os que se lançaram a tal empreitada, talvez ingenuamente, imaginavam que a dupla não sabia de nada. A questão, meus caros, desde sempre, é outra: havia como não saber? Tendo a achar que não. O TCU alerta, por exemplo, para os desvios da refinaria de Abreu e Lima desde 2008.

Recorram aos arquivos. A partir de 2010, o então presidente Lula começou a atacar os órgãos de fiscalização e controle, muito especialmente o TCU. No dia 12 de março daquele ano, foi ao Paraná inaugurar a primeira etapa das obras de modernização e ampliação Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. O Tribunal de Contas havia recomendado a suspensão de verbas para a Repar justamente por suspeita de fraude e superfaturamento. Lula mão deu pelota e ainda atacou o TCU. Leiam:
“Sou favorável a toda e qualquer fiscalização que façam, até 24 horas, via satélite. Acontece que as coisas são complicadas. Muitas vezes, as pessoas levantam suspeitas de uma obra, paralisam a obra e, só depois da obra paralisada, chegam à conclusão de que está correta. Quem paga o prejuízo da obra paralisada? Não aparece. O povo brasileiro paga porque não tem obra”.

Pois é… Vejam quanto “o povo brasileiro” está pagando pelo método Lula de fazer política.

O terremoto que está em curso abalou as empreiteiras, aquelas que ou pagavam a propina ou ficavam fora do negócio.. Pesos pesados do setor estão na cadeia, alguns em prisão preventiva, e outros, em prisão provisória. Mas estamos bem longe do topo na escala. Estima-se que o esquema possa enredar nada menos de 70 políticos, muitos deles com mandato. A delação premiada pode devastar parte considerável da classe política brasileira. E, aí sim, talvez saibamos o que é a terra a tremer.

E a gente se espanta ao constatar que o segundo mandato de Dilma ainda não começou. Talvez só em janeiro muita gente se dê conta de que pode haver mais quatro anos de mais do mesmo, só que num cenário à beira do abismo.

Policiais Federais chamaram esta sexta de “Dia do Juízo Final”, que é apenas uma passagem do !Apocalipse!.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Manifesto pela DEMOCRACIA - Manifestação Sábado dia 15/11/2014 às 14h

Escrito por vários autores* e publicado no site Mídia Sem Máscara
Queremos aqui reafirmar neste manifesto que rechaçamos toda e qualquer proposta de separatismo e de golpe militar, pois queremos o Brasil unido e fortalecido democraticamente.
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Assista ao hangout: AQUI
Saímos às ruas para defender a democracia brasileira, seriamente ameaçada pelo projeto de poder totalitário do PT, instrumentalizado pelo Foro de São Paulo (organização terrorista que reúne partidos de esquerda e grupos criminosos do continente latino-americano) para implantar o bolivarianismo no Brasil e demais países da América Latina, sob o comando dos irmãos Castro.

Nosso movimento é pela democracia, pela soberania nacional, pela verdade, pela dignidade e pela liberdade. Sabemos que o PT está empenhado em extinguir as liberdades individuais, amparado no pior populismo e clientelismo, com as já evidentes consequências econômicas desastrosas, a generalizada degradação moral e a insegurança institucional, com o Estado e a sociedade civil aparelhados para uma hegemonia ideológica que coloca em risco as liberdades individuais.

O pleito de 26 de outubro, do segundo turno das eleições presidenciais, fez escancarar inúmeros casos de fraudes das urnas eletrônicas, em todas as partes do País. A própria “apuração secreta” no STF, por si só, já é fraude, invalidando a lisura e a transparência das eleições, independentemente de fraudes pontuais que a tenham acompanhado. Principalmente porque uma nação não pode abdicar do direito à transparência eleitoral e ser obrigada, em vez disso, a aceitar calada e subserviente a palavra de um funcionário altamente suspeito, elevado pelo governo à condição de oráculo infalível, e o parecer técnico de uma empresa já acusada de fraude em outros países.

O Foro de São Paulo (fundado em 1990 por Fidel Castro e Lula) decide, de fora do País, iniciativas do Executivo brasileiro que extirpam os poderes do Congresso Nacional, caracterizando improbidade administrativa, crime eleitoral e violação ostensiva da Constituição, como, por exemplo, os empréstimos ilegais a Cuba, Angola e outras ditaduras comunistas e sanguinárias. Com isso, consagra-se a ditadura petista em nosso País, travestida de democracia. É o que declararam os próprios golpistas do Foro de São Paulo, que o confessaram em assembléia deste ano, dizendo que é estratégia da esquerda latino-americana utilizar a democracia como “método revolucionário”, solapando ardilosamente, de modo sofisticado, as bases da própria democracia brasileira.

O impacto da fraude eleitoral foi o ápice da insatisfação geral, agravado pelo escândalo dos desvios de recursos da Petrobrás e da confirmação dos propósitos bolivarianos do PT (expostos, por exemplo, no decreto 8243, felizmente derrubado pela Câmara dos Deputados logo após a eleição). O sentimento geral do povo brasileiro é de indignação.

A imprensa fugiu da sua responsabilidade consagrada de informar, preferindo esconder-se na mais criminosa cumplicidade com os que ora se empenham na destruição da soberania nacional, esmerando-se em ocultar a primeira manifestação pró-impeachment, realizada em 1o. de novembro, distorcendo os fatos, desqualificando, ridicularizando e hostilizando os cidadãos brasileiros, todos, de cara limpa, que se manifestaram nas ruas, de modo pacífico e ordeiro. 

Queremos aqui reafirmar neste manifesto que rechaçamos toda e qualquer proposta de separatismo e de golpe militar, pois queremos o Brasil unido e fortalecido democraticamente.

Queremos investigações cabais e a punição dos envolvidos nos casos de corrupção na Petrobrás; auditoria das urnas eletrônicas, especialmente do envolvimento da empresa Smartmatic com o TSE; rechaçamos a interferência do Estado para censurar a mídia, em especial a internet; queremos o fim da propaganda ideológica marxista nas escolas; e exigimos, ainda, que o Congresso Nacional investigue a atuação do Foro de São Paulo no Brasil e a participação criminosa da grande mídia no acobertamento dessa megaconjuração continental que tem o claro objetivo de espalhar por toda parte ditaduras nos moldes de Cuba. Escândalo dos escândalos, nesse quadro, é a grande força de cooperação militar do Conselho de Defesa Sul-Americano — as Forças Armadas da UNASUL —, para a qual os países membros contribuem com milhares de homens de suas Forças Armadas nacionais. Um imenso poderio militar sulamericano fiel ao comunobolivarianismo, que pode comprometer a paz do nosso continente e do mundo inteiro.

Todo o estado de coisas contra o qual nos voltamos atenta contra a legalidade e a soberania nacional. Queremos, com as nossas manifestações, salvaguardar a democracia e a soberania nacional, por um País livre e justo, com primazia da dignidade da pessoa humana e da irrenunciabilidade às liberdades civis, individuais e políticas.

Subscreve este MANIFESTO, conforme as diretrizes acordadas no hangout de Lobão, Prof. Olavo de Carvalho e demais lideranças dos seguintes Movimentos:

*Vários autores: Movimento Viva Brasil (Bene Barbosa), Movimento Brasil Livre (Paulo Batista), Revoltados on Line (Marcello Reis), Caras Pintadas (Fábio Borisati), Movimento Legislação e Vida (Prof. Hermes Nery)

Tags: Brasil | governo do PT | Foro de São Paulo, organização PT | direito | América Latina | comunismo| conservadorismo | liberalismo, Movimento Viva Brasil (Bene Barbosa), Movimento Brasil Livre (Paulo Batista), Revoltados on Line (Marcello Reis), Caras Pintadas (Fábio Borisati), Movimento Legislação e Vida (Prof. Hermes Nery)

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Petrolão – Dez pessoas, que eram apenas subordinadas, podem devolver até R$ 500 milhões aos cofres públicos. Imaginem quanto dinheiro não foi parar nos cofres do PT, do PMDB e do PP, partidos para os quais trabalhavam

Escrito por Reinaldo Azevedo e publicado no Blog do Reinaldo na Veja.
Quinhentos milhões de reais! Sim, R$ 500 milhões. Esse é o montante que dez pessoas que negociam acordos de delação premiada, no curso da investigação do petrolão, podem devolver aos cofres públicos. Três pessoas respondem por R$ 165 milhões desse montante. O engenheiro Paulo Roberto Costa se comprometeu a devolver R$ 70 milhões, que correspondem aos US$ 25,8 milhões que ele tem depositados no exterior. O doleiro Alberto Youssef aceita ressarcir os cofres públicos em R$ 55 milhões. Outros R$ 40 milhões virão das contas de Júlio Camargo, executivo da Toyo Setal. Sete outras pessoas que estão colaborando com a investigação responderiam pelo resto.

É assombroso! Atenção, meus caros! Nenhuma dessas dez pessoas era chefe do esquema. Até agora, não se sabe quem estava na ponta do petrolão. Eram todos operadores que trabalhavam para partidos políticos. Três dessas legendas monopolizavam o dinheiro da propina: PT, PMDB e PP. Segundo Paulo Roberto, a maior parte da grana era enviada mesmo ao Partidos dos Trabalhadores.

Esses prováveis R$ 500 milhões nada têm a ver com o dinheiro dos políticos. Essa grana toda foi desviada, reitere-se, por simples operadores, por peixes de tamanho médio. Se esses dez, que trabalhavam para outros e eram apenas subordinados, conseguiram amealhar R$ 500 milhões, imaginem quanto não foi roubado pelos chefes. Ou melhor: não dá nem para imaginar.

Mas a gente tem algumas pistas. Tudo indica que a obra que mais serviu à roubalheira foi a refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. Só para lembrar: ela estava orçada em US$ 2,5 bilhões e já custou mais de US$ 20 bilhões. Chega a ser um milagre que o Brasil ainda não tenha sucumbido.

Não! Essa dinheirama toda não inclui os políticos envolvidos no esquema. Como eles têm direito a foro especial por prerrogativa de função, seus respectivos nomes foram enviados ao Supremo Tribunal Federal. O relator do caso é o ministro Teori Zavascki. Consta que o papelório chegou a seu gabinete e por lá foi ficando, sem consequências até agora. Vamos ver.

Vai ser difícil tentar assar alguma pizza no Supremo — embora, a depender das personagens por ali, a gente possa esperar sempre o pior. Será difícil porque os dez que ou já fizeram acordo de delação ou estão em vias de fazê-lo trabalhavam para alguém: no caso, trabalhavam para políticos e para partidos. Não roubaram apenas para si mesmos. Ao contrário: roubavam para o esquema criminoso e pegavam uma parcela a título, digamos, de corretagem.

Nunca houve nada parecido no país, seja em organização, seja em volume de roubalheira. Em entrevista recente, o ainda ministro Gilberto Carvalho saiu a choramingar, afirmando que há uma campanha de ódio contra o seu partido, que, segundo ele, é tratado por setores da imprensa como se tivesse inventado a corrupção. É claro que não! O PT não seria tão criativo. Não inventou, não! Mas, sob os seus auspícios, a roubalheira se profissionalizou. Virou método. Virou sistema. Virou até coisa de, como é mesmo?, “heróis do povo brasileiro”.

Cumpre lembrar uma vez mais: enquanto se desenvolvia a investigação do mensalão, enquanto corria o julgamento e eram declaradas as condenações, o petrolão funcionava a todo vapor. Impressionante, não é mesmo?

Acabou, sim, havendo punições no mensalão petista, mas não deixa de ser uma piada que todos os políticos envolvidos na sujeira já estejam em prisão domiciliar ou perto de consegui-la, e os não políticos do chamado núcleo financeiro estejam na cadeia. Será que a banqueira Kátia Rabelo e o publicitário Marcos Valério teriam conseguido operar o mensalão sozinhos? Afinal, não eram os políticos que trabalhavam para eles, mas eles é que trabalhavam para os políticos. No meu conjunto de valores, os homens públicos deveriam ser punidos como mais rigor porque fraudaram, além de tudo, a boa-fé de quem depositou neles a sua confiança. Vamos ver o que vai acontecer desta vez.

A propósito: e aí, ministro Zavascki? Esse negócio anda, ou vai ficar criando bolor aí no seu gabinete? Celeridade, homem! Ou os EUA, que também investigam a Petrobras, acabam concluindo o seu trabalho primeiro. Por lá se tem respeito com o dinheiro do contribuinte. E isso vai ser um vexame adicional.