quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Não chores por mim, Marininha - Música de Lula para Marina, com muito amor e carinho...

Não chores por mim, Marininha.
Por Coronel do Blog do Coronel:


Veja o trabalho do Coronel no vídeo AQUI.

Leia a letra da música em seguida:
É tão fácil de compreender...
Que apesar de estar hoje aí...
Estamos juntos
E jamais vou esquecer
Que sua alma é vermelha
E a nova política
Apenas disfarça
Nada mais que o jogo ... de interesses
São regras do cerimonial...
Eu tive que aceitar
Você quis mudar
Mas no fundo é tudo ... enganação
Você fechou os olhos ... 
Diante do mensalão
Não se aflija
pois juntos iremos
Nós governar
Todo o povo
Vai Saber
Que eu continuo a mandar...
Não chores por mim Marininha
Tuas lágrimas são de crocodilo
A vida inteira fostes PeTê
A mim não me enganas... Tu vais perder
Não chores por mim Marininha
Tuas lágrimas são de crocodilo
A vida inteira fostes PeTê
A mim não me enganas ... Tu vais perder
CHORA MAIS ALTO 
QUE DAQUI EU NÃO TE ESCUTO

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Do ateísmo à coprofagia

Por Frei Clemente Rojão OAAO, no Blog do Frei Rojão

Ah, Marquês de Sade, o homem que foi preso não por causa de suas idéias avançadérrimas, mas por pegar empregadas, empregados e menores de idade


Era um homem do seu tempo. Não recomendo sua obra, a despeito da elegância e da inteligência de quem escreve, não deixa de ser sujeira. Como seu contemporâneo Bocage, uma sujeira dotada de um mérito estilístico inigualável, mas ainda assim sujeira. Uma hipotética Pietá feita de merda ainda é merda.

Mas há que se ver um mérito nele que faz nossos pornógrafos parecerem criancinhas pequenas, foi quem percebeu a ligação dos vícios, como a luxúria levava à crueldade e ao homicídio posterior. Se Sade vivesse daria um esporro hoje em dia até mesmo na nossa burocrática - mas riquíssima - Indústria Pornô pela burocratização. E seria preso novamente por falar algumas verdades. Afinal, vivemos numa época mil vezes mais tola que o absolutismo francês. Esta é uma época infantilizada onde o governo distribui camisinhas no carnaval e o governo americano passa leis obrigando a se usar camisinha em filmes pornográficos. Ahaha, pergunte ao velho Marquês se ele deixava que Luis XV desse ordens nas suas aventuras?! O Estado se meter até no pecado individual é o sinal de que não ficamos mais liberais nos costumes, mas que ficamos mais tolos até mesmo ao pecar, a orgia estatizada é própria do Inferno mesmo, até os demônios vivem debaixo da bota pesada da tirania de Satanás.

Mas voltando ao Marquês depravado, é impressionante sua apologia iluminista ao ateísmo em suas obras, e este ranço até hoje vemos nos grupos repaginados de Neo-ateus. Gosto dos homens coerentes, e Sade é coerentíssimo: Em sua obra, junto à apologia ao ateísmo vemos coprofagia e sodomia. Pouco o leitor de descrever estas práticas, até porque a maioria sabe.

É isso ai: Grite, homem, contra a Existência de Deus e das leis morais! Você terminará muito elevado dando o rabo e comendo merda achando bom! Quando não estão se matando. E no final é uma consequência natural. Como disse o célebre romancista russo "Se Deus não existe tudo é permitido". Qualquer um sabe como nas "zonas" e "bocas" são onde os piores homicídios são cometidos, rivalizados apenas com a crueldade do tráfivo de drogas. E os michês, travestis, cafetões e prostitutas assassinados ora por seus clientes ora por seus empregadores? O Marquês de Sade explica. Ai me vem deputadinho federal querendo estatizar mais ainda até mesmo o homossexualismo, ignorando que a maioria das mortes nesse ramo é feita entre eles mesmo. E se não quiserem ir a tão baixo autor, a História Sagrada tem o mesmo ensinamento, a luxúria leva ao homicídio: Davi mandou que matassem, Urias para esconder o adultério com sua esposa. 

Ah, libertinagem, que bela roupagem para idéias ruins! Foi para isso que Adão e Eva comeram a maçã??? Eca! Mal negócio fez a humanidade, quisemos ser como deuses e terminamos comendo nosso próprio cocô! Do ateísmo à coprofagia. Muita e grande libertação! A libertação dada pelo pecado é falsa, é chafurdar no esterco. 

Feliz é o homem que não dá ouvidos a estes papos tolos da serpente!!!

domingo, 21 de setembro de 2014

Pessimildo x Otimildo: por que há boas razões para temer o pior

Postado no Blog do Reinaldo Azevedo na Veja, 21/09/2014 às 8:31.
Pessimildo x Otimildo: por que há boas razões para temer o pior
Pessimildo, a caricatura boçal que a campanha do PT faz dos críticos do governo
Por Daniel Jelin, na VEJA.com:
Um ranheta contumaz que torce para que o Brasil dê errado. É essa a imagem que a candidata Dilma Rousseff tem de seus críticos, a julgar pela cruzada contra o pensamento negativo que o PT levou ao horário eleitoral essa semana. A campanha é estrelada por um boneco batizado Pessimildo, de sobrancelhas grossas, olhos cansados e queixo protuberante — parece uma mistura do Seu Saraiva, o personagem de Francisco Milani no Zorra Total; com Statler, o crítico rabugento dos Muppets; Carl, o viúvo solitário de Up – Altas Aventuras; e Gru, o vilão de Meu Malvado Favorito. No vídeo levado ao ar, Pessimildo passa a noite em claro “para ver o pior acontecer” e se diverte com a perspectiva de que o desemprego cresça no Brasil — o que, hoje, é bem mais do que uma perspectiva. Um narrador de tom jovial faz pouco caso do fantoche: “Vai dormir, vai”.

Pessimildo é uma caricatura, mas bastante reveladora das obsessões da campanha petista. Desde o início da corrida eleitoral, a presidente Dilma Rousseff tem atacado os “nossos pessimistas”, que “desistem antes de começar”. Para ela, como para seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, “pessimismo” se opõe a valores como “verdade”, “vitória” e “progresso”. “Pense positivo, pense Dilma (sic)”, recomenda a campanha petista, à maneira dos manuais de autoajuda.

As armadilhas deste otimismo desmedido são analisadas em The Uses of Pessimism (“As Vantagens do Pessimismo”, em edição publicada em Portugal), que o filósofo inglês Roger Scruton lançou em 2010.

Não se trata de defender a melancolia, a desesperança, a indiferença ou o ressentimento — o livro não tem nada de sombrio. Seu alvo é o “otimismo inescrupuloso”. E, com frequência, o Otimildo da campanha petista é aquele que constrói sua mensagem com base em falácias, exageros, ilusões — ou na pura e simples manipulação da verdade e dos números.

“Pessoas verdadeiramente alegres, que amam a vida e são gratas por esta dádiva, têm grande necessidade do pessimismo — em doses pequenas o bastante para que sejam digeríveis”, escreve Scruton.

Vai dar tudo certo
A primeira armadilha apontada pelo britânico é a “falácia da melhor das hipóteses”. É o engano típico dos apostadores, que “entram no jogo com a plena expectativa de ganhar, levados por suas ilusões a uma situação irreal de segurança” – uma descrição aproximada do transe em que vive a área econômica do governo petista. O apostador só aparentemente assume riscos, escreve Scruton. No fundo, o que ele faz é bem o contrário: julgando-se predestinado, dobra a aposta convicto da vitória que acredita “merecer”. Em 2011, logo após assumir, Dilma contava com que o país crescesse 5,9% ao ano – em média! – em seu governo. A poucos meses de concluir seu mandato, Dilma amarga resultados tão ruins que só podem ser comparados aos anos Collor e ao governo de Floriano Peixoto, nos primórdios da República. O país está em recessão técnica, mas nem isso abala o otimismo palaciano. Como o jogo, o irrealismo é em si uma espécie de vício, analisa o filósofo.

Eu tenho um plano
Uma das falácias centrais analisadas por Scruton é a do planejamento, que consiste na crença de que sociedades podem ser organizadas como exércitos em torno de um plano desenhado por um poder central. Dessa armadilha deriva o furor regulatório dos burocratas e idealistas instalados na máquina pública. É a marca de regimes autoritários, claro, mas também envenena sólidas democracias. Para Scruton, o maior exemplo dessa falácia é incansável disposição dos arquitetos da União Europeia para editar marcos regulatórios cada vez mais detalhados e intrusivos, ignorando o “o modo como, pela lei das consequências não planejadas, a solução de um problema pode ser o início de outro”. Scruton dá como exemplo a determinação de que o abate de animais na UE se faça na presença de um veterinário. O objetivo: remover da cadeia produtiva os animais doentes, possivelmente impróprios para o consumo. O resultado: onde o diploma de veterinário é difícil de obter, e o profissional, portanto, é muito bem remunerado, pequenos abatedouros se viram obrigados a fechar, pondo em dificuldades também os pequenos criadores.

Um corolário da falácia do planejamento é o inchaço da máquina pública. É sintomático que Dilma, uma notória “planejadora”, tenha levado o primeiro escalão a abrigar 39 ministros, incluindo o da Pesca, para, segundo informou recentemente a presidente, não descuidar da tilápia. A falácia reside na crença de que um exército de iluminados tenha soluções, de canetada em canetada, para todos os problemas do país. E é grande o apelo desse falácia. “Todo mundo quer empurrar seus problemas para o estado, com a certeza de que há um plano para sua sobrevivência que não exija esforços de sua parte”, afirma Scruton a VEJA. “Como digo em meu livro, não há como convencer as pessoas a abrir mão dessas falácias, e só um desastre pode momentaneamente incutir a verdade em suas mentes.”

Eu tenho um sonho
A campanha eleitoral brasileira parece uma coleção das falácias analisadas por Scruton. Uma delas é particularmente recorrente: a utopia, uma visão de futuro em que os homens terão superado suas diferenças e resolvido todos os problemas. Marina Silva, a presidenciável do PSB, tem o discurso mais utópico da corrida presidencial – já se definiu como ‘sonhática’, por oposição aos políticos ‘pragmáticos’, e acredita que seu eventual governo poderia atrair os melhores quadros dos partidos brasileiro, incluindo os arquirrivais PT e PSDB.

Claro, a mobilização política terá sempre um forte acento otimista — Martin Luther King não teria feito história se, em vez de um sonho, tivesse apenas uma sugestão a dar… A falácia da utopia, contudo, vai bem além disso: acena, não com dias melhores, mas com o fim de todos os males. É uma promessa, por definição, irrealizável. Como o eleitor pode se precaver contra esse tipo de ilusão? “Não é fácil. Ninguém vota em pessimistas. Ainda assim é possível distinguir os políticos realistas – aqueles que reconhecem os problemas e estão preparados para encará-los, como Margaret Thatcher e Winston Churchill. Mas, claro, dependemos de uma cultura de seriedade e responsabilidade”, diz Scruton. “Isso existe no Brasil?”

Pior não fica
A reportagem informa Scruton da existência do palhaço Tiririca, o deputado mais votado em 2010, candidato à reeleição em 2014, cujo slogan é “pior do que está não fica”. É possível cultivar um pessimismo “esclarecido”, sem sarcasmo, sem desistir da política? “Sim, é possível”, responde Scruton. “Mas é mais provável que isso ocorra durante uma crise nacional, quando as pessoas precisam de liderança e por isso irão procurar qualidades morais, realismo e coragem nos políticos. O sarcasmo pode ser bem-sucedido em tempos de paz e riqueza, mas não em tempos de conflito e privação. O fato de que políticos no Brasil sejam vistos como piada sugere que as coisas no Brasil não estão tão mal.”

As armadilhas do progressismo
Expoente do pensamento conservador, Scruton dá especial atenção às armadilhas do “progressismo”. O filósofo considera enganoso estender o entendimento que se tem do progresso na ciência a outras áreas. Que a ciência avance, por acumulação de conhecimento, é inegável. Mas é “questionável acreditar, por exemplo, que haja progresso moral contínuo, que avance à velocidade da ciência”, escreve. Em um país na 79ª posição no ranking do Desenvolvimento Humano das Nações Unidas, contudo, “progresso” é palavra de ordem no debate político. Como países emergentes devem lidar com a necessidade de se desenvolver, sem ceder às falsas esperanças? Scruton não é contra o progresso, é claro, mas lembra que algumas mudanças acontecem para pior. “Acho que é sempre necessário considerar o que as pessoas têm e aprender a dar valor a isso. Não virar as costas ao passado, aos costumes e às instituições que são a medida da felicidade das pessoas”, diz. “É também necessário reconhecer o custo do progresso, em termos de prejuízos ambientais, migrações e desagregação das famílias. É necessário enfatizar esses aspectos para lembrar as pessoas das boas coisas que elas podem perder.”

As armadilhas da igualdade
Uma das ciladas do otimismo inescrupuloso é o que Scruton chama de “falácia da agregação”, que o filósofo ilustra com o seguinte exemplo: uma pessoa pode gostar de lagosta, chocolate e ketchup, mas isso não significa que deva combinar os ingredientes no mesmo prato. Para o filósofo, o lema da Revolução Francesa incorre na mesma falácia: só se promove a igualdade às custas da liberdade. Como países ainda tão desiguais como o Brasil devem enfrentar a questão? “É justo lutar pela igualdade quando as desigualdades, de modo manifesto, dividem e ameaçam a ordem social”, responde Scruton. “Mas é errado acreditar que se pode perseguir a igualdade e a liberdade ao mesmo tempo. Para que haja uma sociedade mais igualitária, é preciso conter ambições e garantir que a renda seja distribuída, mesmo contra a vontade dos contribuintes.”

Fantasias convenientes
Embora disseque todas as falácias do otimismo desmedido, Scruton não tem esperança de que “otimildos” recuem de suas ilusões. Ao contrário, eles se voltarão contra seus críticos e seguirão com suas fantasias convenientes, e com energia renovada, bradando por mais progresso, novos planos, mais belas utopias. Para tanto, recorrerão a diversos “mecanismos de defesa contra a verdade”, afirma Scruton, como a inversão do ônus da prova e a transferência de responsabilidades. Como esses truques podem ser tão eficientes? “Nós todos evitamos a realidade quando ela é inconveniente. A verdade é uma disciplina difícil. É importante que cada sociedade acomode instituições – locais de debate, think tanks, universidades – onde a liberdade possa ser buscada a todo custo”, diz. “Enquanto houver liberdade de expressão e de opinião, a verdade pode ser dita e, gradualmente, infiltrar-se na opinião pública. Mas isso leva tempo e é necessário que as pessoas aprendam a respeitar os que dizem a verdade.”

UMA "NAÇÃO CHINESA" NA AMAZÔNIA

Escrito por Luis Dufaur*, 21 de setembro de 2014, às 05:30, e publicado no Blog Verde: a cor nova do comunismo
As incomensuráveis riquezas contidas na região amazônica causam inveja em todo o mundo.

Não faltam e cada vez menos faltará países, multinacionais ou grupos ideológicos querendo fincar pé nas regiões menos povoadas da Amazônia brasileira.

É questão de soberania nacional que o País ocupe efetivamente esse território.

E quem melhor do que os próprios cidadãos brasileiros para se instalarem lá para produzir, povoar e garantir o controle nacional?

Porém, o ativismo ambientalista, de mãos dadas com o indigenismo e outros pretextos de fundo ideológico, vêm bloqueando a larga ocupação dessa imensa parcela estratégica do país. 

Restrições legais de toda espécie, como demonstrou o Dr. Evaristo de Miranda no post O BRASIL ACABOU?, tornam extremamente árdua senão impossível a expansão natural da atividade produtiva e da população brasileira nessa prometedora região.

E até vem expulsando-os da região como aconteceu na reserva Raposa/Serra do Sol.
Índio macuxi Adalto da Silva num lixão sem emprego,
teve que deixar Raposa/Serra do Sol
Também países que outrora foram e em alguma medida ainda são aliados do Brasil não podem promover a instalação de empresas, como dos EUA e da Europa, sob vigilante controle nacional é claro.

Porém amigos ideológicos das esquerdas populistas representadas em partidos de governo – e não faltam na oposição – vêm assinando dezenas de acordos com países como a Rússia e a China para a exploração das riquezas da região amazônica.

Desses contratos e acordos bilaterais, o brasileiro sabe muito pouco. Só se sabe que a presidente Dilma Rousseff é amiga de Vladimir Putin e de Xi Jiaoping, que as afinidades ideológicas pró-comunistas deles são numerosas e que se encontram em reuniões como a dos BRICS.

Na África, o desembarco de empresas, engenheiros e mão de obra chinesa é um fato em continuada expansão. O que viriam fazer a Rússia e a China na Amazônia, seus governos, suas empresas ou suas ONGs? Nesse sentido causa preocupação noticias como a que comentamos a seguir. 

Enquanto o cientista político James To comenta em livro que 64% dos chineses que conseguiram reunir algum pecúlio desejam ou já planejam abandonar seu país, o “The Wall Street Journal” informa que o governo chinês iniciou campanhas de propaganda para garantir a “lealdade” desses chineses no exterior. 

Os principais líderes da revolução comunista chinesa foram intelectuais formados na Europa. Mas hoje os estudantes mais dotados, que estudam no Ocidente, não querem ficar integrados ao superpoder tirânico e procuram se instalar longe dele.
Atuais rotas de emigração chinesa no suleste asiático. E se amanhã vierem para a Amazônia para onde os brasilerios não podem ir?
Atuais rotas de emigração chinesa no sudeste asiático.
E se amanhã vierem para a Amazônia
para onde os brasileiros não podem ir?
Os imensos problemas que afligem o sistema socialista em matéria de insegurança política, social e delitiva, a poluição que bate os recordes planetários, a intoxicação alimentar, o desastroso e ideologizado sistema escolar são alguns dos argumentos que impulsionam esta espécie de fuga.

Porém, o sistema maoísta pretende tirar proveito dessa migração. Para isso montou um monstro burocrático — a Agência dos Assuntos Chineses no Além-mar do Conselho do Estado — para garantir o “controle remoto” sobre esses autoexilados. A finalidade máxima, diz o jornal americano, é garantir que fiquem fiéis ao Partido Comunista.

O povo chinês é laborioso e hábil no comércio. Na Indonésia, país muçulmano, os imigrantes chineses conquistaram uma posição hegemônica nas pequenas lojas. 

A instalação de grandes colônias de cidadãos chineses em outros países pode facilitar a entrada de agentes treinados pelo governo de Pequim, que obedecerão às instruções do regime.

Zbigniew Brzezinski, ex-conselheiro de segurança nacional do presidente do americano Jimmy Carter, lembrou que numa reunião entre esse presidente e o chefe da China, Deng Xiaoping, Carter começou a falar de Direitos Humanos. Deng saiu-se então com uma inesperada:
“Bem, nós os deixaremos partir. Você está preparado para aceitar 10 milhões?" (A China possui imensa população que poderia ser encaminhada para qualquer canto do planeta).
O problema, conclui “The Wall Street Journal”, é que a torrente humana que hoje poderia vir para o Ocidente seria de 100 milhões ou mais. Suficiente para criar países dentro de países.

O leitor já pensou o que seria a entrada de uma massa dessas em algum estado despovoado do Brasil?

Nessa hora, os amigos ideológicos da China – ambientalistas, ONGs, tentáculos da CNBB e esquerdistas – que opõem obstáculos à instalação dos brasileiros no território nacional, provavelmente não irão protestar, mas com certeza comemorar.

Livro: Psicose Ambientalista

sábado, 20 de setembro de 2014

A incoerência dos novos eleitores de Marina

Escrito por Fabio Blanco* e publicado no site Mídia Sem Máscara 19/09/2014
Quando ficar claro que Marina não é uma alternativa, mas um aprofundamento das políticas que vêm sendo implementadas há anos no país, será tarde demais.
Minhas críticas aqueles que têm declarado seu voto à Marina Silva não é por sua escolha eleitoral, especificamente. O que mais me incomoda é que essa escolha tem se mostrado absolutamente irracional, unicamente baseada nas impressões que a figura de Marina transmite.

Sem nenhum problema, eu poderia respeitar o voto baseado na ideologia da candidata do PSB. Consideraria absolutamente normal, mesmo não concordando, que alguém votasse nela, por causa de seu ódio ao agronegócio, sua visão socialista radical e até por sua ideia de democracia participativa.

Mas o que está ocorrendo é que as pessoas estão pretendendo votar nela por razões exatamente contrárias à própria ideologia e histórico político da candidata. Estão confiando em uma imagem de conciliadora que ela pretende transmitir; acreditando que Marina Silva é uma opção menos radical do que os caminhos traçados pelo PT até agora; crendo que ela representa uma forma alternativa de fazer política.

No entanto, nada disso se encaixa no perfil da política acreana. Marina Silva sempre foi radical, transitando nas alas mais extremas da esquerda brasileira. Nunca foi uma conciliadora, pelo contrário, demonstrou uma dificuldade terrível de se compor mesmo com seus aliados. E ela não representa, de maneira alguma, uma política alternativa, ou será que alguém acredita que uma pessoa que galgou os maiores postos dentro da velha política brasileira fez isso estando do lado de fora dessa mesma política?

O pior é ver pessoas que vinham criticando o PT de maneira ferrenha, simplesmente caírem no canto da sereia marinista, aceitando a ideia que ela é uma alternativa viável para estar à frente da direção do país.

Eu até posso aceitar que alguém vote em Marina Silva por razões ideológicas. Isso seria bem mais coerente. O que não dá é ter que ouvir de pretensos anti-petistas o discurso de que é preciso, de qualquer maneira, quebrar a hegemonia do atual governo, colocando alguém que, de maneira alguma, é diferente do que está aí.

Quando a candidata verde apresentar sua verdadeira face para o grande público, quando de sua rede brotarem os radicais ambientalistas e ongueiros, prontos para dominar a nação, quando ficar claro que Marina não é uma alternativa, mas um aprofundamento das políticas que vêm sendo implementadas há anos no país, será tarde demais e restará para aqueles que confiaram seus votos nela o arrependimento por tamanha estupidez.

*Fabio Blanco, advogado e teólogo, apresenta o programa 'A Hora Final', na Rádio Vox.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Quarenta razões para não votar em Marina Silva

1-É e sempre foi socialista
2-Foi criada no PT
3-Antes de se filiar ao PT Marina era integrante do PRC (Partido Revolucionário Comunista), uma organização política clandestina, de orientação marxista, mais extremista do que o PT
4-Foi fundadora da CUT no Acre
5-Foi ministra de Lula e conivente com diversos desmandos do PT
6-Marina fala muito sobre ética, mas estava no PT durante o Mensalão (2005 e 2006) e permaneceu no PT mesmo após o estouro do escândalo na mídia.
7-Só saiu do PT em 2009, por interesses próprios, i.e., para concorrer à presidência pelo PV em 2010
8-Seu partido, o PSB, cuja sigla significa Partido Socialista Brasileiro, é de extrema esquerda
9-O PSB é membro ativo do FORO DE SÃO PAULO, a maior desgraça presente na América Latina, depois do regime cubano, e que deseja transformar essa América num “paraíso” socialista.
10-O PSB historicamente foi aliado do PT, desde a década de 1980 e só “deixou” a base aliada do governo Dilma em setembro de 2013. Dando indícios de “estratégia das tesouras” com o PT para tentar diminuir os votos do PSDB
11-O PSB também tem condenados no Mensalão. O Deputado Romeu Queiroz (PSB – MG) é um exemplo disso.
12-Se diz cristã, mas quer convocar um plebiscito para discutir o ABORTO
13-Se diz cristã, mas quer convocar um plebiscito para discutir a legalização da maconha
14-Marina posa de ecologista, mas não passa de uma ECOTERRORISTA, um dos habitats naturais das viúvas do Comunismo Clássico falido, que não passa de ideologia marxista travestida de “Defesa do Meio Ambiente”
15-Marina apoia ONGs ecoterroristas como o Greenpeace que incute pânico nos leigos, com profecias catastróficas, apenas para forçar mais concentração de poder e recursos nas mãos do Estado e destruir o estilo de vida vigente, ou seja, o sistema capitalista
16-Seu marido, Fábio Vaz de Lima, continuou como secretário da SEDENS do Acre (Estado há 16 anos nas mãos do PT) mesmo após o início da campanha eleitoral e ele só pediu exoneração do cargo em 19/08/2014
17-Não conseguiu gente suficiente para criar o “seu” partido e agora quer administrar o Brasil?
18-Se diz defensora dos mais pobres, mas sua campanha é coordenada por uma das herdeiras do Banco Itaú, maior banco privado do país, e com uma dívida em impostos federais da ordem de 18 BILHÕES DE REAIS
19-O eleitores típicos de Marina Silva são, em sua maioria, o jovens idealistas ou o membros da elite que flerta com a esquerda “festiva” também conhecida como esquerda “caviar
20-Marina Silva é a personificação da esquerda “caviar”. Prega vida simples e sustentável aos outros, mas costuma voar em luxuosos (e poluentes) jatinhos de milhões de dólares.
21-Enquanto ministra de Lula atravancou o desenvolvimento do agronegócio
22-Seu marido está envolvido no caso Usimar, que envolve 40 pessoas em suposto desvio de R$ 44,2 milhões da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia para a construção, em São Luís, no Maranhão, de uma fábrica de autopeças que nunca saiu do papel.
23-Marina posa de super ambientalista, mas seu marido (de novo!) está sendo investigado sobre envolvimento em um desvio milionário de madeira clandestina
24-Se diz cristã evangélica, mas é adepta da Teologia da Libertação, que de Evangelho não tem nada. Não passa de um sincretismo tosco entre bíblia e marxismo
25-É pupila de Leonardo Boff, um dos expoentes da Teologia da Libertação, que dentre tantos disparates (além de tentar conciliar Cristianismo e Marxismo, acusa Israel de usar “métodosnazistas contra os palestinos”)
26-O vice de Marina, Beto Albuquerque (PSB), que também se diz cristão é a favor do casamento gay.
27-Marina se diz ambientalista, mas seu vice, Beto Albuquerque, teve as duas últimas campanhas financiada por dois gigantes do agronegócio (Celulose Rio-grandense e a Klabin). No Congresso, ele defendeu leis que atendiam a interesses do segmento, a que Marina e outros ambientalistas tanto criticam
28-Marina se diz a favor do desarmamento, mas seu vice, Beto Albuquerque, teve campanha financiada pela Taurus (uma das maiores fabricantes de armas do Brasil)
29-Marina Silva defendeu o MARCO CIVIL DA INTERNET, que trouxe a censura à rede
30-Marina Silva é a favor do Decreto 8.243, o decreto bolivariano que Dilma e o PT querem fazer vigorar a todo custo e aparelhar ainda mais o Estado com pelegos do MST, MTST, CUT, Movimento Passe Livre e afins
31-Marina Silva apoia os bandidos do MST, que na base da violência tem como único objetivo abolir a propriedade privada rural, chamando isso de “reforma agrária”
32-O MST apoia a campanha de Marina Silva
33-Marina Silva é amada pelos ecobobos globalistas, que pregam que a “Velha Ordem Mundial” de soberania das nações é um modelo ultrapassado que deve ser substituído por um governo global, acima das nações
34-O “desenvolvimento sustentável” que Marina defende se trata, grosso modo, de aplicar leis supranacionais cujo conteúdo é ditado por aquilo que a ONU pensa ser melhor para o mundo. O que não passa na realidade de afrontas à soberania nacional
35-Marina Silva, sempre apoiou o governo de Tião Viana (PT – Acre), o mesmo envolvido em inúmeros escândalos e, mais recentemente, na “desova” em São Paulo dos refugiados haitianos que estavam no Acre
36-Coordenador do programa de governo de Marina e do PSB, Mauricio Rands, era parte da base aliada durante o escândalo do Mensalão. Aliás, ele foi testemunha de José Dirceu no processo do Mensalão
37-Marina Silva vende uma imagem de “novidade”, de “uma novo forma de fazer política” mas seu histórico mostra o oposto. Diante de todos os escândalos do PT, com os quais ela foi no mínimo conivente, Marina representa a mais lastimável e velha política brasileira
38-Marina Silva defende o PT contra toda e qualquer acusação de ligação com as FARC, mesmo diante da confirmação de Raúl Reyes (um dos líderes das Farc) que tinha ligações com Lula
39-O avião que transportava Eduardo Campos no fatídico acidente, no qual Marina viajou diversas vezes em campanha, até agora “não tem dono”
40-Na criação de seu partido REDE SUSTENTABILIDADE, Marina falou muito sobre ética e combate à corrupção, como o PT de antigamente, mas tem entre seus membros políticos envolvidos no escândalo do bicheiro Carlos Cachoeira. Dois exemplos disso são Elias Vaz de Andrade e Martiniano Pereira Gonçalves Neto, ambos de Goiás.

Tags: Marina Silva, plebiscito pelo aborto40 razões para não votar na Marina, Foro de São Paulo, aborto, casamento gay, marido de Marina, organização PT, Teologia da Libertação, Usimar, ecobobos

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Jornalistas desinformados ou: Quando o matrimônio é a solução para o concubinato

Quando o Matrimônio é a solução para o concubinato
Escrito por Jorge Ferraz* 18/09/2014 e publicado no site Deus lo Vult! 
Não me lembro agora quem foi aquele sábio contemporâneo que disse, certa vez, que os jornalistas eram as pessoas mais desinformadas que ele conhecia. A veracidade da sentença é passível de ser confirmada à mais banal e corriqueira observação da realidade; é incrível como este ramo de atividade humana – responsável justamente pela propagação da informação – pode contar com tantas e tantas pessoas absolutamente ineptas em suas fileiras.

Uma matéria recente do Estadão fala que o “Papa realiza casamento de casais que já moram juntos e têm filhos”. O primeiro parágrafo, dando o tom de toda a matéria, dispara que o Papa Francisco «celebrou o casamento de 20 casais neste domingo [14/set], alguns dos quais já vivem juntos e tem filhos, no mais recente sinal de que o pontífice argentino quer que a Igreja Católica seja mais aberta e inclusiva».

Custa crer que exista alguma pessoa na face da terra que ignore que a Igreja, desde que é Igreja, casa casais. [Na verdade, quem celebra o Matrimônio são os nubentes e não o sacerdote que o assiste, como o sabe qualquer catequizando adolescente; mas seria demais exigir esse nível de refinamento de quem se espanta com o fato de casais que «já vivem juntos e tem (sic) filhos» casarem...] Custa crer que alguém enxergue nessa coisa banal e prosaica um sinal de que a Igreja deseje ser «mais aberta e inclusiva».

Ora, desde que o mundo é mundo, a Igreja regulariza as situações de fato que encontra.As pessoas que podem se casar são, apenas e justamente, os casais que ainda não estão casados! Um absurdo inaudito, digno de manchetes, seria se fosse diferente. Se um homem e uma mulher vivem juntos maritalmente e não estão ainda casados – nem, óbvio, estão impedidos de casar por algum matrimônio prévio, por votos religiosos ou por qualquer outra razão -, então é lógico que a situação deles regulariza-se, da maneira mais simples possível, com a celebração do seu casamento. Isso sempre foi assim e qualquer pessoa com um mínimo de vivência eclesial sabe disso. No fato da Igreja casar casais que ainda não estão casados não se encontra nenhum sinal de “inclusividade”, no péssimo sentido que esta palavra tem na novilíngua contemporânea, mas sim da catolicidade da Igreja que, sempre, convida a Si todos os homens e anseia por congregar a todos no Seu seio.

Aqui, nos sertões do nosso Nordeste, uma das coisas que frei Damião fazia com suas missões [cf. "Em defesa da Fé"] era, justamente, ajustar o casamento dos que viviam amancebados. Ou seja: trata-se de prática extremamente “reacionária”, no sentido de que se preocupa com as formas tradicionais [= o matrimônio religioso] em preferência às novas configurações de fato [= o amor livre]. Na verdade, casar pessoas que já vivem juntas e têm filhos não é “incluir” essa realidade marginal – o concubinato – na Igreja Católica, mas precisamente o contrário: é arrancar o homem à mancebia para reintroduzi-lo nas práticas santas da religião católica, é elevar a amásia e concubina a cônjuge e esposa legítima. É, em suma, dizer que não se aceita que os casais simplesmente “vivam juntos e tenham filhos”, mas que, além disso, é imperioso que eles contraiam matrimônio válido e lícito diante da autoridade religiosa competente. Trata-se, evidentemente, de [mais] uma condenação do concubinato, e não de uma sua “inclusão” na Igreja.

Uma Igreja “aberta e inclusiva”, na mentalidade moderna, seria uma Igreja que permitisse o sexo fora do casamento, que aceitasse o casamento gay ou permitisse que divorciados tornassem a casar. Ora, não consta que as pessoas que recentemente se casaram diante do Papa Francisco tivessem algum impedimento canônico; não eram gays mas, muito ao contrário, casais de verdade, com filhos próprios inclusive; e o fato mesmo do Papa exigir-lhes o casamento é, por si só, sinal evidente de que faltava algo à situação de «vive[re]m juntos» em que já se encontravam. Muito ao contrário, portanto, de ser um “sinal” dessa realidade apocalíptica pela qual anseiam em vão os bárbaros modernos, o recente gesto do Papa Francisco foi uma reafirmação da Doutrina Católica: longe de ser uma realidade social dotada de valor, o concubinato é um mal que deve ser sanado – se possível, com o Matrimônio. E o Papa quis passar clara e abertamente essa mensagem para o mundo. E esta verdade é suficientemente inclusiva para valer para todos os homens.

*Jorge Ferraz edita o site Deus lo Vult! CatequeseMuralhas Doutrinárias

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

O discurso eleitoral das eleições 2014 é o da mudança, mas é perigoso para a democracia

Escrito por Nivaldo Cordeiro* e publicado no site nivaldocordeiro.net em 22/08/2014
Todos os candidatos estão usando o mote da “mudança”, até mesmo quem é da situação, tentam seduzir o eleitorado para o engajamento revolucionário. Os marqueteiros admitem que sem o mudancismo não se ganha, ignorando solenemente que o povo brasileiro é majoritariamente conservador e não deseja mudança na ordem estabelecida. Dilma Rousseff não cansa de dizer que dará continuidade ás mudanças que o PT vem fazendo, desde que assumiu. Como pode alguém ser da situação e falar em mudança? Aqui é preciso uma exegese cuidadosa do discurso político em uso.

Há uma sutil confusão entre mudança de nomes (e de partidos) com a mudança da ordem vigente. Certo que todas as candidaturas são de esquerda e o esquerdismo consiste precisamente nisso, no discurso da mudança, até mesmo “contra tudo que está aí”. A esquerda quer modificar o status quo porque acha que tem as soluções para os problemas humanos, bastando, para isso, vontade política. Obviamente é delírio perigoso. Por detrás do argumento está o ímpeto perfectibilista de todos os revolucionários, que acham que podem aperfeiçoar a natureza, inclusive a natureza humana.

O PSDB emprega o termo no segundo sentido, porque aprendeu os limites do Estado e da vontade mudancista. Por isso pôde combater a inflação crônica e elevada e dar relativamente maior estabilidade à sociedade brasileira. Claro que, nos seus quadros, tem um grande número de mudancistas, mas o princípio de realidade prevalece. O PSDB quer mudar mais os marcos jurídicos dos costumes do que a estrutura econômica, como a questão do aborto, das uniões matrimoniais e o uso de estupefacientes. Descobriu finalmente que existe a lei da escassez e que o melhor é deixar as relações econômicas sob o império das forças de mercado, mas sem reduzir o Estado.

O PT, ao contrário, fala de mudança no primeiro sentido. Quer mudar a Constituição, quer mudar o Estado, quer revolucionar tudo. O recente decreto que tenta sovietizar o Estado Brasileiro, ainda em vigor, é bem o exemplo do que estou dizendo. Eu tenho comentado exaustivamente a desesperada tentativa de mudar a cara dos produtores de conteúdo dos meios de comunicação, a fim de controlar a opinião pública, como está sendo feito na Argentina e na Venezuela.

E Marina Silva? Ela se pretende a dupla mudança, de nome (e partido) e da ordem vigente. Ela quer governar com e para seu grupelho político, que é socialista e ambientalista, de costas para a realidade. É por isso que Marina Silva não consegue se apoiar nem mesmo nos quadros históricos do PSB, pois no seu centro de decisões só tem lugar para aqueles que ideologicamente comungam de suas crenças.

Se Marina Silva tem dificuldades para costurar apoios para se eleger, avalie-se o tamanho das dificuldades que terá para governar. Não se pode governar o Brasil de costa para as forças vivas da Nação, nessas compreendidas o Centrão do PMDB, o agronegócio e os partidos que dão sustentação à ordem. Mas é o que propõe a candidata acreana, no seu ímpeto mudancista. Nisso consiste o maior perigo de uma eventual vitória sua.

Quem viver verá!

*Nivaldo Cordeiro edita o site: Nivaldo Cordeiro - Um espectador engajado

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Campanha de Dilma imita peças das ditaduras militar e do Estado Novo e cria o “Pessimildo”

Escrito por Reinaldo Azevedo e publicado no Blog do Reinaldo na Veja:
O PT, para não variar, morre de inveja das duas ditaduras havidas no período republicano: a do Estado Novo getulista e a militar. Explico.

Os que já andam aí pelos 50 e poucos — 53, no meu caso — se lembram de uma dos lemas infames da ditadura militar: “Brasil: ame-o ou deixe-o”. Amar, estava claro, implicava concordar com as decisões oficiais e aderir ao clima de entusiasmo alimentado pela máquina publicitária — que era pinto, diga-se, perto do que faz o petismo. Os incomodados, então, que se mudassem. Considerando que, no período, muitos brasileiros estavam no exílio, não se tratava apenas de ufanismo burro; ele era também truculento.
Mas a ditadura militar, na violência ou na máquina de propaganda, ainda perdia para o Estado Novo, que vigorou no país entre 1937 e 1945 e que foi liderado por Getúlio Vargas, o ditador mais violento que o Brasil já teve. Governou como um autocrata a partir de 1930 e como um tirano a partir de 1935. Terminou seus dias como herói. Fazer o quê? Sigamos.

Getúlio chegou a criar uma cartilha, que foi enviada às escolas. Na capa, ele aparece abraçando criancinhas, uma imagem que mimetizava a peça de propaganda de Hitler— como esquecer a simpatia de Getúlio pela Itália fascista e pela Alemanha nazista? No livrinho, aparecia a mensagem do ditador aos infantes. Leiam:

“Crianças!
Aprendendo, no lar e nas escolas o culto da Pátria, trareis para a vida prática todas as possibilidades de êxito. Só o amor constrói e, amando o Brasil, forçosamente o conduzireis aos mais altos destinos entre as nações, realizando os desejos de engrandecimento aninhado em cada coração brasileiro.
Getúlio Vargas”
Por que, leitores, estou a lembrar essas coisas? João Santana, o marqueteiro de Dilma Rousseff, criou uma personagem que vai ser usada na campanha eleitoral: é o Pessimildo. A ideia é ridicularizar as pessoas que criticam o governo, transformando-as numa caricatura. Pode não parecer à primeira vista, mas se trata de um óbvio incentivo à intolerância.

O pessimista — ou Pessimildo — é, assim, um sujeito de maus bofes, que padece de algum desvio ou patologia. Não é que existam problemas no país! Claro que não! A exemplo do que ocorria nos Brasis da ditadura militar ou da ditadura getulista, o erro está em quem aponta o malfeito, está nos inconformados. Eles é que precisam de conserto e de reparos.

Durante a ditadura militar, a esquerda ironizava a pregação oficial, a exemplo do que se vê nessa tirinha do cartunista Ziraldo. Hoje em dia, a “companheirada” aderiu ao ufanismo truculento do lulo-petismo.
Não tardará, e os petistas ainda acabarão propondo que os críticos do seu modelo sejam mandados para o hospício. Afinal, como sabemos, é preciso estar louco para considerar ruim um governo que produz um crescimento inferior a 0,5%, uma inflação de 6,5% com juros de 11%. Só mesmo um Pessimildo para não reconhecer a grandeza de tal obra.

No fundo do poço da vergonha que o PT não sente, ainda existe um alçapão.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Dilma pede licença para matar. Ou: Petista promete mais quatro anos iguais aos últimos quatro se reeleita! Ou: Destruir para conquistar; conquistar para destruir

Escrito por Reinaldo Azevedo e publicado no Blog do Reinaldo na Veja:
A presidente-candidata Dilma Rousseff não quer saber de “coitadinhos” disputando a Presidência da República. Deixou isso muito claro numa entrevista coletiva concedida ontem, no Palácio da Alvorada, enquanto mordomos invisíveis, pagos por nós, administravam-lhe a casa. A rigor, vamos ser claros, a presidente nunca acreditou nem em “coitados” nem na inocência. Ou não teria pertencido a três organizações terroristas que mataram… inocentes! A propósito, antes que chiem os idiotas: isso que escrevo é
a: ( ) verdade;
b: ( ) mentira.

Quem decidir marcar a alternativa “b” já pode se despedir do texto porque não é só um desinformado; é também um idiota — e não há razão para perder o seu tempo com este blog. Para registro: ela cerrou fileiras com o Polop, Colina e VAR-Palmares. Sigamos.

Na quinta-feira passada, informou a Folha, ao se referir aos ataques que vem recebendo do PT, Marina Silva, candidata do PSB à Presidência, chorou. Os petistas não abrem mão de desconstruir a imagem da ex-senadora e de triturar a adversária, mas temem que ela se transforme numa vítima e acabe granjeando simpatias. Na entrevista deste domingo, Dilma tratou, ainda que de modo oblíquo, tanto da campanha negativa que o PT vem promovendo contra a peessebista como das lágrimas da adversária. Afirmou:

“A vida como presidente da República é aguentar crítica sistematicamente e aguentar pressão. Duas coisas que acontecem com quem é presidente da República: pressão e crítica. Quem levar para campo pessoal não vai ser uma boa presidente porque não segura uma crítica. Tem de segurar a crítica, sim. O twitter é o de menos. O problema são pressões de outra envergadura que aparecem e que, se você não tem coluna vertebral, você não segura. Não tem coitadinho na Presidência. Quem vai para a Presidência não é coitadinho porque, se se sente coitadinho, não pode chegar lá”.

Entenderam? Dilma está dizendo que a brutalidade é mesmo da natureza do jogo, avaliação que, em larga medida, remete a personagem de agora àquela militante do passado, quando grupos terroristas se organizaram contra a ditadura militar. Ou por outra: não havia, de fato, “coitadinhos” naquele embate. Eu sempre soube disso — e já o afirmava mesmo quando na esquerda. É por isso que a indústria de reparações — exceção feita aos casos em que pessoas já rendidas foram torturadas ou mortas pelo Estado — é uma vigarice intelectual, política e moral.

Dilma, obviamente, sabe que o PT faz campanha suja ao associar a independência do Banco Central à falta de comida na mesa dos brasileiros. Dilma sabe que se trata de uma mentira escandalosa a afirmação de que o programa de Marina tiraria R$ 1,3 trilhão da educação. Em primeiro lugar, porque não se pode tirar o que não existe; em segundo, porque Marina, se eleita, não conseguiria pôr fim à exploração do pré-sal ainda que quisesse.

E que se note: a presidente-candidata, que não apresentou ainda um programa final, deixou claro que considera desnecessário fazê-lo e, a levar a sério o que disse, aguardem mais quatro anos do mesmo caso ela vença a disputa. Leiam o que disse:
“O meu programa tem quatro anos que está nas ruas. Mais do que nas ruas, está sendo feito. Hoje estou aqui prestando contas de uma parte do meu programa. Eu não preciso dizer que vou fazer o Ciência sem Fronteiras 2.0, a segunda versão. Eu não preciso assumir a promessa, porque fiz o primeiro. A mim tem todo um vasto território para me criticar. Tudo o que eu fiz no governo está aí para ser criticado todo o santo dia, como, aliás, é. Todas as minhas propostas estão muito claras e muito manifestas”.

A presidente, sem dúvida, pôs os pingos nos is. Se ela ganhar mais quatro anos, teremos um futuro governo igualzinho a esse que aí está. Afinal, segundo diz, o seu programa já está nas ruas, já está sendo feito. O recado parece claro: nada vai mudar.

Dilma voltou a falar sobre a independência do Banco Central, fazendo a distinção entre “autonomia” — que haveria hoje (na verdade, não há) e “independência”, conforme defende Marina. Segundo a petista, a proposta de Marina criaria um Poder acima dos demais.

Vamos lá: discordar sobre a natureza do Banco Central é, de fato, próprio da política. E seria muito bom que o país fizesse um debate maduro a respeito. Mas, obviamente, não é isso o que faz o PT. Ao contrário: o partido aposta no terror e no obscurantismo. Pretende mobilizar o voto do medo e da ignorância. Quanto ao pré-sal, destaque-se igualmente: seria positivo se candidatos à Presidência levassem adiante um confronto de ideias sobre matrizes energéticas. Mas quê… De novo, os petistas investem apenas no benefício que lhes pode render a ignorância.

Dilma segue sendo, essencialmente, a mesma, agora numa nova moldura: “o mundo não é para coitados, não é para os fracos”. E, para demonstrar força, se preciso, servem a mentira e o terror. Hoje como antes. O PT também segue sendo o mesmo: quando estava na oposição, transformava o governo de turno na sede de todos os males e de todos os equívocos. No poder há 12 anos, agora o mal verdadeiro está com a oposição. Seu lema poderia ser “Destruir para conquistar; conquistar para destruir”.

Dilma pede licença para matar. Nem que seja uma reputação.
Texto publicado originalmente às 2h45 de 15/09/2004.

domingo, 14 de setembro de 2014

Os ambientalistas comportam-se como seguidores de uma nova religião da demagogia anticapitalista e anticonsumista. Ou seja: são parecidos às melancias

Escrito por Luís Dufaur* e publicado no blog Verde: a cor nova do comunismo
Pânicos verdes servem para difundir ideologia neocomunista.

Caro leitor, amarre o cinto e segure-se na cadeira. Estamos, você e eu, prestes a decolar da realidade. Contra toda evidência, vamos afundar na galáxia da demagogia ambientalista.

Eu sei que toda semana venho lhe propondo viagens ao estranho mundo comuno-verde. Mas, desta vez, vamos ingressar num meio-ambiente deveras irreal.

A ONG Global Footprint Network – GFN anunciou que no dia 19 de agosto a humanidade acabou de consumir a totalidade dos recursos naturais que o planeta é capaz de produzir por ano. 

Mas não é apenas o consumo da produção agropecuária, é a água doce, o peixe, a capacidade de o ecossistema planetário absorver o lixo, as emissões de CO2...

Não é a novela de Kafka dos dois homens que numa terra tornada um imenso Saara aguardam que a última máquina recicle os últimos restos para produzir o último enlatado e devorar o último dos dois.

Não. Tampouco é um anjo do Apocalipse tocando a trompete. A Global Footprint Network é um tanque de pensamento com sede na América do Norte, Europa e Ásia.

A data fatídica tem um nome: “Global Overshoot Day”, ou o “Dia da ultrapassagem”.

Martin Halle, analista político dessa ONG, falou ao jornal de Paris “Le Figaro” sobre o método empregado para calcular essa data fatídica. 

É um método de virar a cabeça e tirar a sensatez de quem ainda a tem. Basta olhar para a realidade a fim de perceber que se trata do raciocínio de um hiper-técnico há muito tempo fechado dentro de um quarto.

Como é de praxe, o catastrofismo do GFN adiantou novamente o “dia da ultrapassagem” como se o mundo estivesse se devorando cada vez mais a si próprio antes do ano acabar. Em 2000, a famosa ultrapassagem aconteceu em outubro, e agora em 19 de agosto.

Como um homem que tivesse começado a se autodevorar a partir do pé, a humanidade hoje estaria canibalizando um derradeiro resto de suas pernas. 

O disparate é demais, mas tem suas arapucas para pôr no ridículo quem não está advertido sobre as artimanhas do ambientalismo.

O velado fundo de luta de classes planetária fornece um dos artifícios verbais: os ricos estão consumindo o que pertence aos despossuídos, às gerações futuras, à Mãe Terra. Por isso, nós, os culpados, não notamos o que aconteceu.

Nós, os incriminados, agindo assim, atacaríamos as reservas de recursos planetários. Seríamos os culpados, em última análise, pelo desmatamento, pelo definhamento dos cardumes do mar e pela superprodução do agronegócio na base de agroquímicos.

Também os responsáveis pela morte de fome dos pobres em locais sem recursos como Sahel. E o drama vai sempre para pior.

Segundo o analista político daquela ONG, o culpado já está escolhido, julgado e condenado: nosso modo de vida, nossos estilos de consumir. Por exemplo, comer feijoada às quartas-feiras com a família ou os amigos.

Trata-se, explica ele, de um regime alimentar que devora grande quantidade de carne – aqui eu me confesso digno da câmara de gás, devido à minha simpatia pelo churrasco –, cuja marca ecológica é pior que a culinária vegetariana. 

Na lógica desse argumento, reproduzido no nosso blog, várias apologias da alimentação com insetos repugnantes.

Mas há outros culpados por esse magnicídio contra o planeta. Em primeiro lugar, os transportes, porque produzem CO2. E não é só ojeriza da prefeitura petista de São Paulo contra os carros particulares.

É contra todos os transportes a motor. Caminha-se, assim, para passar a carregar tudo nas costas, como na China de Mão Tsé Tung ou em assentamentos de reforma agrária!

A inquisição verde não se detém aí. Também as moradias dos cidadãos são culpadas. Nossos sábios inquisidores acham que há excesso de metro quadrado per capita. A solução é apertar todo mundo em casinhas ou apartamentozinhos cada vez menores, como estimula o Plano Diretor!

Mas, nessa lógica increpatória, há pior: as infraestruturas das cidades construídas com liberdade pela iniciativa particular. Fim! 

Tudo deve ser rijamente planejado para restringir o consumo de energia e salvar o planeta. Mais uma vez, morar numa latinha de sardinha, como o Plano Diretor petista favorece.

Para a ONG, se não cairmos num comunismo utópico verde, a dívida contraída pelo sistema atual será impagável e, mais cedo ou mais tarde, o planeta entrará em agonia.

Interrogado por “Le Figaro” sobre a data do velório do planeta, Martin Halle reconheceu que não dá para predizer. Tudo dependerá do bicho-papão da “mudança climática”, no qual cada vez menos cientistas acreditam. 

Mas, para Halle, há razões para o otimismo: por exemplo, as leis alemãs em favor das energias renováveis. Pena que não tenham apresentado resultados dignos à altura das expectativas.

Fim da viagem à irrealidade: a ideologia ambientalista radical não para de elucubrar espantalhos com ares científicos que depois as esquerdas exploram para instalar um neocomunismo não menos radical.

Quero um tutu com feijão, um bobó de camarão, comida baiana, paulista, mineira, carioca, francesa e alemã, pelo menos enquanto não chega o caminhão da SS verde.

*Postado por Luis Dufaur às 05:30, 14/09/2014.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

MARINA OU DILMA: NEOCOMUNISMO COM PAI NOSSO OU SEM PAI NOSSO?

Escrito por Percival Puggina* e publicado em 12.09.2014 no site Puggina.org - Conservadores e Liberais
Atribui-se ao jornalista Cândido Norberto a frase segundo a qual, em política, pode acontecer tudo, inclusive nada. Por exemplo: pode explodir um avião sobre o cenário eleitoral; pode acontecer algo enigmático, tipo vir à superfície mais um escândalo e o governo melhorar sua posição. E também pode acontecer nada, pelo simples motivo de que parcela imensa da população, em flagrante desânimo, joga a toalha no ringue. As pesquisas desta semana indicam que nação está agendando um encontro de boi com matadouro. E vai abanando o rabo na direção de um entre dois neocomunismos: o sem Pai Nosso de Dilma ou o com Pai Nosso de Marina.

É possível que o leitor destas linhas pense que estou paranóico. Não, meu caro. Pergunto-lhe: você leu o documento final do 20º Encontro do Foro de São Paulo (aquela organização que a grande mídia nacional diz que, se existe, não fede nem cheira?). Quem lê o referido documento não só fica sabendo que o bicho existe, mas que é poderoso e bate no peito mostrando poder. O texto exalta o fato de que, em 1990, no grupo de partidos alinhados sob essa grife, apenas o PC Cubano governava um Estado nacional. Hoje, estão sob manto do FSP, entre outros, Brasil, Uruguai, Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Venezuela, El Salvador e Nicarágua. Se observar bem, verá que a lista contém a nata dos comunismos e socialismos bolivariano, cocaleiro, maconheiro, bananeiro e por aí vai. E se escrutinar caso a caso vai encontrar dirigindo esses países, em seus vários escalões, aos cachos, ex-guerrilheiros comunistas que, em momento algum, extravasaram arrependimento ou deserção das antigas fileiras. Uma parceria e tanto, essa que o Brasil integra na condição de grande benemérito e tendo o PT como sócio fundador.

O Foro de São Paulo, como bem mostra Olavo de Carvalho, é a chave de leitura para o que acontece, não apenas na política nacional, mas nas nossas universidades, na nossa economia, nos negócios externos e na tal geopolítica "multipolar" que nada mais é do que um passo adiantado na direção de um projeto de hegemonia e totalitarismo sobre a região. E é para lá que vamos se, confirmando-se o dito com que abri este texto, já aconteceu tudo e nada mais há para acontecer.

Se olharmos pela janela, veremos que a economia brasileira está parando. A cartola de sortilégios do ministro Mantega está tão vazia quanto os cérebros que nos governam. O que houve? Nada que não possa ser explicado pela sujeição nacional a um governo com estratégias erradas. A Venezuela já não está com polícia nos supermercados? Não se contam cinco décadas de escassez e filas em Cuba? A outrora próspera Argentina, não se encontra em plena decadência?

As parcerias do FSP adotam exitosas técnicas de sedução eleitoral. Mas exercem o poder de modo desastroso. E Marina vem na mesma toada. Ela nasceu para a política como líder comunista. Revoltada com a vida e com o mundo, como costumam ser os líderes comunistas. Marina não entendia o motivo pelo qual abrir trilha na floresta e riscar casca de seringueira não transformava o cidadão acreano num próspero suíço. Saiu da floresta, estudou, ganhou mundo, quer presidir o Brasil. Mas se não esconjurar as ideias que tinha quando ministra, ela é um apagão eminente.

_____________
* Percival Puggina (69), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A influência da Primeira Guerra Mundial na sociedade atual

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL 1914 – 2014
Escrito por Paulo Roberto Campos*
Neste ano, muito se tem falado a propósito dos 100 anos do início da Primeira Guerra Mundial, mas pouco de suas reais consequências. Iniciada em 28 de junho de 1914, com o assassinato do herdeiro do Império Áustro-Húngaro, o Arquiduque Francisco Ferdinando (Sarajevo), a hecatombe só encerrou-se em 1918, acarretando no mundo inteiro sérias consequências, profundo desmoronamento de valores morais, graves cicatrizes na civilização cristã.

Naqueles primórdios do século passado, num clima saturado de otimismo, nos faustosos salões, iluminados pelas recém-inventadas lâmpadas elétricas, dançavam-se as valsas vienenses e exalavam-se os melhores perfumes da Belle Époque. Século que assistiu as exposições universais, nas quais grandes invenções foram apresentadas, mas que também presenciou a duas Grandes Guerras Mundiais.

Na capital da “douceur de vivre” [doçura de viver], na Paris de 1900, teve lugar a primeira grande exposição universal. Visitantes de todas as origens, do Ocidente e do Oriente, admirados, lá estiveram prestando suas homenagens aos surpreendentes progressos que a técnica acabara de descobrir.

Nascia a era apoteótica da máquina. Despontava a civilização industrial e o mundo mecanizado, nos quais os homens esperavam poder viver plenamente felizes — a tecnologia resolveria todos as dificuldades, a ciência eliminaria as doenças e, quiçá, até a morte.

Essa concepção de vida é denunciada por Plinio Corrêa de Oliveira em sua magna obraRevolução e Contra-Revolução: “Auto-suficiente pela ciência e pela técnica, [o homem] pode ele resolver todos os seus problemas, eliminar a dor, a pobreza, a ignorância, a insegurança, enfim tudo aquilo a que chamamos efeito do pecado original ou atual. [...] Nesse mundo, a Redenção de Nosso Senhor Jesus Cristo nada tem a fazer. Pois o homem terá superado o mal pela ciência e terá transformado a Terra em um ‘céu’ tecnicamente delicioso. E pelo prolongamento indefinido da vida, esperará vencer um dia a morte” (Parte I, Cap. XI, 3).

Com tal mentalidade entrava a humanidade nessa nova era que prometia “um paraíso na Terra”.E entrava eufórica, como ingressara a tripulação noTitanic — o fabuloso e gigantesco palácio flutuante, o “insubmergível” transatlântico, um símbolo do século XX, que, como o Titanic, por assim dizer, adotara o lema: “Nem Deus me afunda”. O Criador aceitou o desafio, como consequência, o mítico vapor jaz no fundo do oceano...

Como um em raio céu sereno, o citado assassinato do herdeiro do Império Áustro-Húngaro, executado por um anarquista sérvio, foi a centelha da Primeira Guerra Mundial. Teria sido um castigo da Providência? Por quê? Não teria sido pelo fato de ter posto a humanidade mais fé na ciência e na tecnologia do que no Criador de todas as coisas?

Pior que a própria guerra foram suas consequências: o continente europeu foi profundamente abalado por um psy-terremoto que fez tremer o magnífico edifício da civilização cristã e revolucionou os costumes. Apesar do epicentrodesse psy-terremoto ter ocorrido no velho continente, seus efeitos fizeram-se sentir em todo o orbe. No Brasil, por exemplo — que tranquilo vivia até então, tendo como polo de atração a Europa e particularmente Paris —, uma profunda modificação transformou as mentalidades e os modos de ser. Novos “valores” emergiram, os costumes mais tradicionais foram abalados, tudo em nome damodernidade lançada pelos Estados Unidos — aAmerican way of life —, especialmente do cinema, a grande novidade da época. Hollywood passou a ser o novo polo de atração mundial.

O mundo saído das trincheiras da guerra de 1914-1918 era completamente outro. A Europa católica, a grande prejudicada — especialmente o glorioso Império Áustro-Húngaro. As suaves melodias das valsas vienenses foram abafadas pelos grunhidos do fox-trot e pelos ruídos da jazz band, oriundos da América do Norte. Usando linguagem metafórica, em artigo publicado em “O Legionário” (13-5-1945), Plinio Corrêa de Oliveira assim descreve os efeitos do pós-Guerra:“É preciso ter vivido em 1920, ou 1925, para compreender o tremendo caos ideológico em que se debatia a humanidade. A Cristandade parecia um imenso prédio em trabalhos finais de demolição. Não havia o que não se fizesse para a destruir. Aqui, especialistas silenciosos e metódicos arrancavam uma a uma as pedras, desconjuntavam as traves, tiravam as portas a seus batentes, e as janelas a suas esquadrias. Essa faina, que faziam com o mutismo, a solércia e a agilidade de conspiradores, progredia com frieza inexorável, sem perda de um instante, sem desperdício de um segundo. [...] Procuravam com o material roubado à Casa de Deus, construir em suas linhas extravagantes e sensuais, a orgulhosa Cidade do Demônio. Tudo isto não é senão alegoria. E não há alegoria, nem imagem, nem descrição que possa retratar a confusão daqueles dias de pós-Guerra”.

(*) Paulo Roberto Campos é jornalista e colaborador da ABIM.