sábado, 23 de agosto de 2014

A ABSURDIDADE do nosso tempo no Brasil é tentar corrigir os defeitos do homem de natureza imutável, igual e imperfeita, por meio de imposições do estado. É o estatismo acima da criação divina

INTERPRETANDO CAMUS, 23/08/2014, por Anatoli Oliynik no Blog do Anatolli
Hoje estou filosófico. Falarei sobre a “absurdidade”. Um assunto sério, preocupante, mas que poucos dão a atenção que merece. Trata-se de uma característica psicológica que está afetando a nação num grau muito elevado na qual as pessoas perdem o senso da realidade do mundo tensional e concreto para viver num mundo prevalentemente absurdo, irreal e utópico onde a realidade do mundo concreto não é aceita, causa repulsa e ojeriza nas pessoas.

A minha intenção é a de fazer você pensar sobre o assunto a partir das idéias expostas a seguir:

ABSURDIDADE

Segundo Albert Camus, [pronuncia-se Camí] há quatro comportamentos possíveis ou maneiras de agir diante da absurdidade:

1. Escolher ter uma vida tão absurda quanto o absurdo. (Exemplo: «Don Juan» de Molière. Leiam o livro ou assistam ao filme)


2. O suicídio [ver box abaixo]

3. Tentar produzir um «mundo novo» para colocar no lugar deste que está aqui.(Exemplo: Robespierre na Revolução Francesa; o comunismo decorrente da Revolução Bolchevique de 1917 que produziu o genocídio de 150 milhões de pessoas).


4. Conviver com a absurdidade da vida. (Exemplo: Mersault, personagem do livro “O Estrangeiro” do próprio Camus).


Qualquer uma dessas quatro fórmulas irá gerar uma monstruosidade decorrente.

Pelo menos três das quatro situações apresentadas, são praticadas no Brasil, pois assim como Camus, o brasileiro é um povo existencialista, rebelado contra a realidade do mundo e não vê sentido na vida a não ser a vida pelos sentidos. Em suma, somos uma sociedade corpórea, uma sociedade das sensações e prazeres.

Dentro dessa perspectiva o brasileiro é dado a encontrar saídas seguindo os três primeiros itens descritos por Camus.

a) Viver na loucura do absurdo;

b) Buscar a explicação ou viver em outra esfera (outro mundo, o mundo das idéias);

c) O suicídio por falta de sentido; [ler box]

Alguns poucos procuram lidar de frente com a absurdidade do problema que também não representa a melhor alternativa das possibilidades humanas.


  1. Box: Nada justifica o suicídio porque, por mais árduas que sejam as condições de existência de uma pessoa, o homem foi feito para enfrentar durante a vida situações adversas, às vezes duríssimas. E Deus nunca recusa ao homem os auxílios de que precisa para cumprir seus deveres familiares, profissionais e sociais e para superar todas as provações. Auxílios esses que alcançamos de Deus muito especialmente através da oração: “Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes alguma coisa a meu Pai em meu nome, Ele vo-la dará”, disse Nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 16, 23).“Tudo que pedirdes, com fé, na oração, o recebereis” (Mt 21, 22). O desespero do suicida é uma negação pecaminosa da misericordiosa paternidade de Deus e da promessa infalível de Jesus Cristo. – Cônego José Luiz Villac.

Assim, Albert Camus tenta transmitir a idéia da DESSACRALIZAÇÃO DA VIDA HUMANA.

Propositalmente ou não, Camus omite que dentre todos os isolamentos o maior deles é o ISOLAMENTO DE DEUS! Camus não considera isso. [Camus era ateu]

Na existência humana não se pode jamais abandonar a pergunta: QUAL O SENTIDO QUE A VIDA TEM? Tudo tem um sentido. É preciso perguntar-se constantemente: POR QUE ISSO ESTÁ ACONTECENDO? (Sugestão: assista ao filme “Pequeno Milagre” de Mark Steven Johnson. Pode ser encontrado neste link: http://anatoli-oliynik.blogspot.com.br/2009/04/pequeno-milagre.html )

Então,

QUAL A SAÍDA? DEUS ! Fora dessa possibilidade não há outras. Todas as outras são em si, becos sem saída.

O povo brasileiro se afasta cada vez mais dessa possibilidade optando pela construção social do homem que busca, a um só tempo, a perfeição em vida pelo uso da lei estatal e a afirmação do homem como ente descolado de qualquer elemento transcendente, dono de seu próprio destino, senhor do mundo. O Estado prometéico e protetor está aí, então, para que Deus?

Postado por O Duque às 11:28

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