segunda-feira, 23 de junho de 2014

Observem Marina Silva, a Copa do Lula, a agitação revolucionária e se preparem para o pior


Escrito por Francis Lauer* e publicado no site Mídia Sem Máscara

psbmarina

Marina Silva tem um mérito, ainda que seja um mérito desmeritoso: está sabotando e inviabilizando a candidatura do Eduardo Campos no PSB nacional. É um mérito, pois o PSB é um partido programaticamente MAIS radical que o PT e, pior do que isso, é sócio-fundador do Foro de São Paulo, sendo assim o eventual substituto do projeto forista no Brasil (ganhando o PT ou o PSB, o projeto segue nos trilhos). Porém, é um demérito, pois favorece o PT e acirra a falsa polarização PSDB-PT.

Quem observar atentamente verá que o discurso adotado pelo PSB, devido a presença da Marina, acabou assumindo um tom agri-doce, no qual elogios são feitos ao Lula-Dilma com a promessa fraca de "vamos fazer melhor". Fazer isso é dar ao PT uma dupla vantagem: tanto pela oportunidade de haurir para si a parte elogiosa quanto a possibilidade de confrontar a promessa de "vamos fazer melhor" prometendo ele mesmo (o PT), também, corrigir os erros e deficiências do lulismo. Na política, empenhar a promessa que fará melhor do que o seu adversário é uma promessa neutra e óbvia, fraca. Em sendo assim percebe-se que a própria candidatura do PSB, no seu âmago, é um elogio ao PT e ao lulismo.

A dona Marina Silva nunca saiu do PT, nem o PT saiu dela. (1) Até mesmo as pedras que ladeiam o monumento aos bandeirantes sabem que é IMPERATIVO para o projeto do Foro de São Paulo conquistar o governo do maior estado e maior PIB do Brasil.

Dizia Ceausescu, o ditador romeno, que construir uma república comunista é caro, muito caro. De fato é. Sabedor disso, o projeto forista TEM de trazer para si a gestão dessa economia que num único ano orça o equivalente a 100 ou 200 Copas do Lula (#CopadoLula). Há muito em jogo: o esforço de vida de centenas de comunistas empenhados em construir a União Soviética das Américas. O bom sucesso da tomada e manutenção da nomenklatura no poder em Cuba, Venezuela, Argentina e Bolívia (entre outros) dependem do sucesso do projeto bolivariano no Brasil, e este depende de apear o PSDB da administração de um PIB de R$ 1.3 trilhões e colocá-lo sob a honestíssima e diletíssima administração do Partido dos Trabalhadores.

Com tanto em jogo, tantas vidas empenhadas desde a juventude na consecução desse ideal, o bem estar e a conveniência dos paulistas não tem importância nenhuma. Sabedora disso, a dona Marina Silva chegou ao ponto de criar um racha interno no PSB, com os olhos postos na derrota do PSDB nesse estado nevrálgico. Disse ela:

"(...) Juntamente com todos os integrantes da Rede Sustentabilidade, discordo da indicação aprovada ontem na reunião do diretório estadual do PSB de São Paulo de apoiar o projeto político do PSDB. (...) A nova força política que emerge no Brasil, interpretando o desejo de mudança tantas vezes manifestado por milhões de pessoas, encontrará também em São Paulo sua legítima expressão. (…)"

Há – visivelmente – um certo desespero (real ou fingido, não há como saber) do Foro de São Paulo em cumprir essa etapa AGORA. Em toda a América Latina e no Brasil a locomotiva vermelha sovietizante dá sinais nítidos de estresse e fadiga, seja no aspecto econômico, seja na tessitura social, seja no aspecto político e eleitoral. No Brasil não é diferente e existe, ainda que seja uma possibilidade remotíssima, o risco de perder temporariamente o governo federal. Aquinhoar São Paulo é garantir mais de um terço do PIB brasileiro. Por defeitos que tenha, o socialismo burguês do PSDB tem o mérito de impedir a rapinagem dos cofres de São Paulo tal como foi feito no Rio Grande do Sul.

Isso explica atitudes despudoradas como a da Maria Silva e seus tentáculos.

Isso explica a total falta de vergonha do jornalista José Luiz Datena no Brasil Urgente fazendo críticas abertas (e injustas) ao Geraldo Alckmin e elogios rasgados ao Haddad-PT, durante a semana passada.

Isso explica a súbita proximidade do Programa Pânico (também na Band) com o Haddad-PT, formatando uma imagem simpática dele (e do comunismo) junto aos jovens.

Isso explica os badernaços de junho-julho de 2013, alinhados desde o início contra o Palácio dos Bandeirantes.

Isso explica a comemoração de um ano dos badernaços com a greve selvagem dos sindicalistas metroviários discípulos da antiga "ala xiita" do PT, o atual PsoL entre outros.

E isso explicará uma possível rebelião em massa nos presídios ou atentados pelos comandos do crime organizado para vender a idéia que São Paulo, a capital e o estado, são lugares inseguros (ainda que até 2013 a grande São Paulo ainda sustentasse índices similares ao de uma cidade no interior do Rio Grande do Sul).
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Charge publicada pelo Sindicato de Metroviários de São Paulo. 

O chargista Latuff é um notório anti-semita.


Charge publicada pelo Sindicato de Metroviários de São Paulo. 
O chargista Latuff é um notório anti-semita.


Para o PT, Marina e asseclas, São Paulo TEM de cair, por bem ou por mal. Há muito em jogo e nesse jogo não há espaços para escrúpulos pessoais, dramas de consciência ou preocupações com cosmética individual. Ou cada um dos agentes do movimento revolucionário se submete ao "bem maior" ou serão esmagados no caos revolucionário. É tudo ou tudo.

Um alerta e um ato de prudência necessário
Uma eliminação inesperada da seleção brasileira na Copa poderá servir de estopim para uma onda de fúria popular por todo o país como resultado do acúmulo de tensões, expectativas e desconfortos. Sobretudo num momento em que diferentes facções do movimento revolucionário que detém o poder estão acirrando ao máximo as contradições existentes. Ao mesmo tempo em que essas pessoas/movimentos insuflam agitações contra o povo (por exemplo, paralisando o principal meio de transporte da principal cidade do país criando imensos transtornos e prejuízos) ou contra o governo, ocorreram também preparativos para sufocar essas revoltas com o uso das Forças Armadas. A violência de parte a parte e o empilhamento de cadáveres leva às condições de protestos e agitações generalizadas e a uma espécie de “caos revolucionário” que poderá vir justificar a ruptura da ordem constituída por parte da nomenklatura forista no poder (é a “normalização” mencionada por Yuri Bezmenov).

Isso significa o seguinte: estoque alimentos, água, prepare uma mochila de emergência, e fique longe de agitações na rua.

Não há como prever quando algo assim irá acontecer: pode ser numa eliminação prematura da seleção, num escândalo eleitoral, numa grande crise econômica (que inevitavelmetne VAI acontecer) ou num atentado.

Basta uma rajada de metralhadora oriunda sabe-se lá de onde e o Estado Democrático de Direito tal como o conhecemos poderá ser imediatamente suspenso.

Notas:
(1) Heitor de Paola na página 76 do livro “O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial” ao elencar normas de alto valor para entender o funcionamento de partidos comunistas orienta: “(...) 1. Não acreditar que polêmicas entre comunistas ou entre eles e partidos afins impliquem em divisão real. Avaliar se há de fato razão suficiente para as propaladas disputas (…) 2. Procurar, por detrás da aparência de desunião, sinais de unidade de ação (...)” (grifos meus) No total são 14 pontos muito valiosos e fundamentais para fazer a análise política que seja coerente com o verdadeiro contexto atual de subversão marxista.

*Francis Lauer é tradutor.

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