segunda-feira, 12 de maio de 2014

TRISTEZA NA VENEZUELA: Ditadura prende, tortura e mata estudantes que protestam. Todos têm algo a chorar. Liberdade não existe mais. Brasil está muito perto da mesma situação

Do Blog do Aluízio Amorim

VÍDEOS COM AGRESSÃO Á EQUIPE DE JORNALISTAS DO LA PATILLA

O texto que segue ficou meio longo, mas muito vale a pena ser lido! Principalmente pelos candidatos presidenciais da oposição no Brasil!

A Venezuela viveu nesta segunda-feira mais um dia de intensos protestos em todo o país debaixo de uma brutal repressão das forças policiais da ditadura de Nicolás Maduro. Esse movimento de alcance nacional foi convocado pelos estudantes venezuelanos neste 12 de maio, data que marca exatamente 3 meses desde que se iniciaram as manifestações de protesto contra a ditadura cubano-chavista.

Os canais de televisão e rádio são totalmente controlados pelo governo, restando apenas alguns jornais e sites noticiosos. Os grande jornais como El Universal, El Nacional dentre outros, enfrentam a escassez de divisas para importar papel jornal. Muitos desses veículos têm se mantido de pé graças às doações de papel por parte da Andiarios, a associação dos empresários de comunicação da Colômbia.

As reportagens em vídeo que ilustram este post são do site de notícias La Patilla, um dos mais importantes e influentes da Venezuela. Num deles, como se vê, a equipe de La Patilla é agredida violentamente pela Polícia Nacional Bolivariana (PNB), quando cobria uma marcha de estudantes sob cerrada repressão da polícia com o lançamento de bombas de gás lacrimogênio.

No outro vídeo, os policiais atacam uma manifestação estudantil no bairro Las Mercedes, nos arredores da capital Caracas, quando a equipe do site La Patilla conseguiu filmar o exato momento em que a polícia efetuava a prisão de diversos estudantes que promoviam uma manifestação. 

A polícia nestes casos age em motocicletas capturando os estudantes e os levando diretamente para as mãos dos torturadores do SEBIN, a polícia política da ditadura de Nicolás Maduro que conta com o apoio de experts cubanos na repressão às manifestações.

Há pelo menos até agora 42 mortos nesses três meses de protestos, sendo que a maioria foi assassinada pela polícia ou pelos bandos paramilitares conhecidos como "colectivos" que começaram a ser organizados ainda durante o governo do finado caudilho Hugo Chávez.

Há ainda centenas de feridos graves e vítimas de torturas nos calabouços da polícia política, fato que tem sido denunciado por diversas entidades internacionais de direitos humanos. 

Além disso, continuam presos o líder oposicionista Leopoldo López e mais três prefeitos oposicionistas que foram legitimamente eleitos e estavam em pleno mandato, o que comprova que o governo da Venezuela é pura e simplesmente uma ditadura comunista de viés cubano. 

Deve-se anotar também que os direitos civis já não existem mais sob a tirania de Nicolás Maduro. A Assembléia Nacional, que sucedeu a Câmara dos Deputados depois que o chavismo fechou o Senado e dissolveu a Câmara, por meio de uma assembléia nacional constituinte bolivariana. Tanto é que recentemente, Maduro, que governa por decreto com aprovação da Assembléia Nacional sob seu estrito controle, cassou o mandato da deputada Maria Corina Machado.

Mas em que pese toda essa violência contra o povo venezuelano, a ditadura de Maduro não consegue sufocar a verdadeira rebelião civil que há três meses, sem parar durante as 24 horas do dia, está nas ruas de todo o país.

A Venezuela amarga uma inflação que chega a 56%. O sistema de saúde é um caos total e a população está submetida, como em Cuba, a uma permanente escassez de alimentos que obriga as famílias a gastar até 3 horas ou mais em filas quilométricas para comprar um frango e um quilo de farinha de milho ou de trigo. Há também a falta de medicamentos e os venezuelanos se socorrem do Twitter para formar redes em busca de determinados medicamentos.

Além de tudo isso, a Venezuela sob o comunismo chavista, se transformou num caldeirão de violência sendo atualmente um dos países que contabiliza recordes sucessivos de assassinatos. A insegurança é tamanha que ninguém mais ousa colocar os pés nas ruas depois que anoitece. E mesmo assim, não estão mais segurança em suas residências, inclusive apartamentos, que são seguidamente alvo de arrastões de grupos de bandoleiros fortemente armados ou mesmo da polícia chavista em busca de supostos líderes dos protestos.

É esta situação de alta gravidade que fez explodir os protestos na Venezuela. É de se notar que essas manifestações surgiram por iniciativa dos estudantes e se espraiaram por todos os estratos sociais. Ao contrário do que o governo de Maduro tenta fazer crer, os protestos não foram desencadeados pela oposição e muito menos por organizações estrangeiras. Seguidamente Maduro e seus comparsas proferem o velho e surrado discurso esquerdista atribuindo ao "império", ou seja aos Estados Unidos, a onda de protestos que varre o país de ponta a ponta. Entretanto, a realidade é bem outra. A ditadura de Nicolás Maduro pratica o hediondo crime de genocídio contra um povo desarmado e também desamparado pela comunidade internacional.

O New York Times fazendo o jogo do comunismo do século XXI. Clique sobre a imagem para vê-la ampliada.

JORNALISTAS SÃO CÚMPLICES
Um dos maiores fatores que concorrem para que Maduro e seus asseclas com o apoio de Fidel Castro e seu irmão Raúl continuem prendendo, matando e torturando jovens, mulheres e pais de família é o silêncio obsequioso da grande imprensa internacional. É que a maioria da grande mídia em todos os países, bem como as agências internacionais de notícias, são controladas por comunistas. Cerca de 90% dos jornalistas são comunistas, inclusive dos grandes veículos de comunicação dos Estados Unidos e da Europa.

Assim, leitores e telespectadores podem notar, por exemplo, que o genocídio praticado na Venezuela torna-se material jornalístico secundário. Jamais teve a repercussão do que vem acontecendo, por exemplo, na Ucrânia. 

Recentemente, o jornal New York Times, publicou artigo assinado por Nicolás Maduro, em sua página de opinião, intitulado: 'Um chamado para a paz', que antecedeu àquela pantomima patrocinada por Maduro no sentido de articular um acordo de paz com os insurgentes. Enquanto Maduro descia o cacete contra o povo mantendo, como mantém até agora, o líder oposicionista Leopoldo López preso num calabouço militar, o New York Times acolhia e publicava um artigo mentiroso de um tiranete comunista mentiroso e assassino.

Este é apenas um exemplo de como a grande imprensa internacional é controlada pelo movimento comunista internacional, inclusive, sim, jornais como o New York Times, The Washington Post, o inglês The Guardian ou ainda o francês Le Monde, só para citar alguns exemplos.

É claro que esses jornais cobrem também as manifestações na Venezuela, mas uma análise acurada pode-se constatar que se sobrepõe a mensagem favorável a todos os regimes esquerdistas. E isto faz parte de uma estratégia de alcance global, tendente a destruir todos os valores da civilização ocidental de forma abrir o caminho para uma espécie de despotismo aceite pela maior parte da população. Em outras palavras, é uma sutil lavagem cerebral de domesticação das massas levada a efeito pela nova forma de ação do movimento comunista internacional deflagrada depois dos desmantelamento da ex-URSS. 

Esse despotismo consentido que pretende ser institucionalizado por meio das próprias instituições democráticas, como as eleições, interessa à denominada "elite globalista", representada por grandes corporações. É muito mais fácil estabelecer negociatas e lucros fabulosos com governos ditatoriais, onde a transparência é zero. Vide a China comunista, onde uma elite dominante tem o poder de vida ou morte sobre qualquer cidadão e pode fazer qualquer coisa, sobretudo roubar à vontade os recursos públicos e ter contas volumosas nos maiores bancos do mundo ocidental capitalista.

Isto explica, por exemplo, porque o grupo brasileiro Odebrechet é sócio da Petrobras e íntimo de Lula e seus sequazes e pouco está ligando em contratar serviços em Cuba ou na Venezuela, que mantém presos políticos e oprime o povo de forma violenta.

Este é apenas um exemplo de como a denominada "elite globalista", ou seja, que atua em nível global, é comparsa do denominado "socialismo do século XXI". Tanto é que ninguém ouvirá um pio de reclamação do Sr. Marcelo Odebrecht, pelo fato de que a sede de sua empresa recentemente inaugurada em São Paulo, foi alvo justamente dos bate-paus do PT. Igualmente, nenhum banqueiro reclama que tem a sede de seus bancos pichadas pela CUT/PT ou caixas eletrônicas detonadas pelos black blocs. Isso tudo faz parte do esquema, se é que me entendem.

O BRASIL ENVOLVIDO E A ELEIÇÃO PRESIDENCIAL
Concluindo este texto, como não poderia deixar de ser, deve-se assinalar que sob o domínio do governo do PT, o Brasil é uma Nação-irmã de Cuba e Venezuela. E nem é por tabela não. Essa condição é inequívoca e se expressa pelo Foro de São Paulo, a organização comunista transnacional fundada por Lula e Fidel Castro em 1990, voltada à transformação de todo o continente latino-americano numa extensão de Cuba. Uma espécie de cubanização continental, permitindo, pela primeira vez em mais de meio século do comunismo cubano, a exportação desse modelo de ditadura. Lembrem-se que em Cuba também existe eleição para a "Assembléia do Povo". 

E, no momento em que o Brasil se prepara para mais uma eleição presidencial, a crise da Venezuela não pode ser desligada da crise brasileira. Sim, o Brasil vive uma crise que se expressou, por enquanto, em números das várias pesquisas eleitorais realizadas até agora. Nelas está embutido o índice dos brasileiros descontentes com o regime petista. Digo regime, porque governo é outra coisa. Calcula-se em torno de 70% o descontentamento dos brasileiros em relação ao governo do PT que está há mais de uma década no poder. E o governo do PT tem esse funesto destaque: o PT é quem dirige o Foro de São Paulo!, leia: Lula!

Como se vê, a crise da Venezuela pode estar antecipando crise idêntica no Brasil. Esse detalhe obrigatoriamente tem de entrar na agenda de campanha da oposição. Leia-se: Aécio Neves. O nordestino socialista Eduardo Campos, por questões óbvias silenciará sobre isso, já que o seu partido, o PSB, faz parte do Foro de São Paulo e na chapa socialista está a Marina da Selva, cujo partido, Rede Sustentabilidade (que coisa mais estranha...) pretende ser mais comunista do que o próprio PT. Por osmose, Eduardo Campos já assimilou o discurso marinóide, que não é de oposição ao PT, mas de oposição a Aécio Neves!

Está a hora de Aécio Neves, ainda que se valendo-se do dialeto conhecido como 'mineirice', chame o Eduardo Campos para este debate, ou seja, como evitar de uma vez por todas, que o Brasil se torne um simulacro da Venezuela amanhã?

É por aí que se pode tecer com segurança o futuro do Brasil. O cavalo está passando encilhado. Basta montá-lo e sair pelo Brasil contando toda a verdade para os brasileiros que, infelizmente, continuam dormindo em berço esplêndido. Tem de forçar a grande mídia, sobretudo a televisão, a pautar este assunto!

Foi assim na Venezuela. Opsição dividida e o chavismo levando sempre larga vantagem. Deu no que deu: a economia destruída, a produtividade arrasada, a corrupção institucionalizada: resultado: fome, escassez, prisões, torturas, censura à imprensa e ausência total de segurança e liberdade!

E não precisa acrescentar mais nada.

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