domingo, 27 de abril de 2014

A esquerda toma a mentira como meio de chegar aos objetivos. A direita preza a honestidade, a sinceridade e a busca da verdade. Leia o livro de Quintela e aprenda a combater esquerdistas psicopatas

Resenha de livro: “Mentiram (e muito) para mim”, de Flávio Quintela
Sempre apontei um erro em muitos autores (e demais formadores de opiniões) da direita quando estes apontavam inconsistências no discurso da esquerda e reagiam com condescendência e as vezes até uma injustificada compaixão para com o oponente. Enquanto os esquerdistas ficavam criando mentiras para que seus líderes aumentassem ou mantivessem seu poder, a direita reagia dizendo coisas como “ah, eles não tem jeito” ou “mais uma vez eles se enganam”.

Não, não é assim que se reage a fraudadores contumazes. A assertividade deveria ser uma das principais característica de quem é de direita. No mundo corporativo, não se passa a mão na cabeça de fraudadores. Por que no mundo dialético a coisa deve ser diferente?

“Mentiram (e muito) para mim” é o primeiro livro de Flávio Quintela, do blog Maldade Destilada, E logo de cara o autor já mostra que é daqueles que há tempos superaram o comportamento conivente com a mais desonesta das doutrinas criadas pelo homem, o socialismo.

O livro traz 20 capítulos (em apenas 166 páginas, o que significa que tratamos de algo rápido e direto), dos quais 19 são focados no desmascaramento de mentiras que a esquerda tradicionalmente nos conta, ou mesmo na exposição de situações criadas para enganar não só os direitistas como também os neutros.

Por exemplo, a mentira dizendo que “não existe mais direita ou esquerda” é desmascarada no capítulo 5. Logo no seguinte, vemos o desmascaramento de outra mentira feita para confundir a audiência: “O PSDB é um partido de direita”. Em seguida, o próximo capítulo desmascara a mentira dizendo que a direita é inerentemente promotora das maiores maldades humanas. Mentira, aliás, muito propagada com base em outra mentira (“O nazismo é de direita”), demolida no capítulo 8.

Diz Quintela:
[...] para uma pessoa que não possua fatos e argumentos que possam, de forma lógica, justificar sua ideologia – caso de todos os esquerdistas – a ofensa injustificada é a única saída, e não há maior nível de ofensa injustificada do que atribuir a alguém inocente a cumplicidade na morte de mais de vinte milhões de pessoas e a associação ao regime mais repudiado da história do mundo. Isso é o que, na gíria, se chama de “apelar”.

Daí, com uma sóbria demonstração dos fatos, ele fornece argumentos para mostrar que todo aquele professorzinho esquerdista afirmando que Hitler “é de direita” não passa de um mentiroso que só merece um tipo de reação: a refutação assertiva. E com o dedo apontado na cara, de preferência.

A esquerda toma como um valor fundamental a mentira como um meio de chegar aos seus objetivos. A direita, por outro lado, preza a honestidade, a sinceridade e a busca pela verdade, como frisa Quintela logo no começo de sua obra.

Mas, politicamente, de nada adianta prezar pela verdade e a integridade moral se não tivermos a capacidade de exprimir nosso ponto de vista de maneira assertiva, assim como comunicarmos para nossos público a diferença entre quem entra em campo para dizer a verdade e quem toma a mentira como um método.

Sem essa dureza dialética, o que nos resta é assistir a contínuas vitórias esquerdistas, não por que eles possuem qualquer forma de conteúdo, mas por usarem uma quantidade tão grande de mentiras que nós desistiremos de contra-argumentar, pelo tanto de desmentidos que precisaremos fazer.

O único antídoto a isso é a refutação contínua das fraudes que eles divulgam. Mas essa refutação precisa ser feita nos termos mais fortes possíveis, pois também precisamos sub-comunicar para o público em geral que há um abismo ético entre a direita e esquerda, e que estes últimos possuem “argumentos” e comportamentos dignos de ânsia de vômito.

Por acertar tanto ao apresentar uma argumentação coesa e direta como ao usar a assertividade necessária para combater as fraudes intelectuais do oponente, o livro de Quintela é um dos mais recomendados no ano.

Em tempo: Para quem tem pressa, “Mentiram (e muito) para mim” pode ser adquirido também em formato Kindle, na Amazon. E também está disponível nas principais livrarias do Brasil no formato tradicional.

sábado, 26 de abril de 2014

Richard Gere é confundido com mendigo e ganha prato de comida - A caridade presente em cada ser humano funciona muito mais que qualquer programa governamental de assistência social

Richard Gere é confundido com mendigo e ganha prato de comida
Notícia sobre cinema - Fonte: Site da Veja
O ator de 64 anos interpretava um morador de rua para o filme 'Time Out of Mind', nas ruas de Nova York, quando recebeu a caridade de uma mulher
Richard Gere é confundido com morador de rua durante filmagem em Nova York (The Grosby Group)
O ator Richard Gere incorporou tão bem o papel de morador de rua para o seu próximo filme,Time Out of Mind - ainda sem título em português -, que foi confundido por uma mulher durante as filmagens na cidade de Nova York esta semana. Segundo o jornal The New York Post, ela teria ficado comovida ao ver o ator com aparência abatida e revirando uma lata de lixo e decidiu entregar a ele um prato de comida.

Com a barba por fazer e vestindo um gorro e um agasalho surrados, Gere encenava pela calçada enquanto a equipe de produção gravava do outro lado da rua. Foi nesse momento que a vendedora de jornal Mizan Rahman, de 44 anos, fez a caridade. Segundo a publicação, o ator, sem sair do papel, pegou a comida, sorriu e a agradeceu.

Leia também:

“Não parecia que estava atuando”, disse Mizan. “Ele realmente parecia um morador de rua, procurando alguma coisa (na lixeira) como outros que vejo em muitos lugares.”

Dirigido por Oren Moverman (O Mensageiro), Time Out of Mind conta a história de George (Richard Gere), um morador de rua que tenta se reaproximar de sua filha. O longa ainda não tem data de estreia prevista.

The Grosby Group
Richard Gere é confudido com morador de rua durante filmagem em Nova York

A maior vítima do mundo moderno – fruto das revoluções Industrial e Francesa – foi indubitavelmente a mulher

Escrito por Carlos Ramalhete* e publicado no site Mídia Sem Máscara
A maior vítima do mundo moderno – fruto das revoluções Industrial e Francesa – foi indubitavelmente a mulher. A nova sociedade burguesa, separando o local de trabalho do de moradia, não apenas forçou as mulheres a uma dupla jornada, como as tornou duplamente prisioneiras. A casa, não mais um local de produção como nas eras agrárias anteriores, tornou-se uma gaiola onde se condena as mulheres a passar a vida espanando, varrendo e cuidando de um espaço ínfimo e fechado. Ao mesmo tempo, as que foram forçadas ao trabalho externo – predominantemente nas classes baixas – passaram a ter de abandonar os filhos e o lar para ajudar o marido a levar pão para casa.

Esta situação insustentável durou da virada do século 19 a meados do século passado, gerando o feminismo, solução errada para um problema real. Mulheres de classe média, desinteressadas por homens ao ponto de adotar como lema “a mulher precisa de um homem tanto quanto um peixe de uma bicicleta”, as primeiras líderes feministas esforçaram-se não por reconstruir um espaço para o feminino no mundo, mas por masculinizar a mulher.

Sua tacanha visão burguesa, limitada ao exíguo lar de classe média, fê-las ver com inveja a dupla escravidão da mulher de classe baixa e instar suas seguidoras a lançar-se ao famigerado “mercado de trabalho”, adotando, elas também, a dupla jornada.

Conseguiram. Hoje não apenas se espera que a mulher pobre seja forçada a um emprego tão pouco recompensador quanto operar o caixa de um supermercado, como se faz o mesmo com a mulher de classe média. Desde cedo ela é incentivada a procurar uma profissão rentável, a tornar-se uma profissional independente.

Ora, é tão trágico que a mulher seja independente como que o homem o seja. Um depende do outro. A interdependência do matrimônio, já ferida pela sociedade burguesa ao arrancar o homem do lar para ir ganhar o seu pão longe dele, sofreu um golpe ainda mais feroz. E este golpe é ainda mais doloroso, por ir contra as lealdades naturais da mulher. Um homem suporta, a contragosto, separar-se da família por todo o dia. Para uma mulher, abandonar seus filhos é negar sua razão de ser.

Urge aproveitar as oportunidades geradas pela sociedade pós-industrial para recriar a forma natural de produção, em que cada lar é uma sociedade não apenas de vida, como de produção e comércio. Maridos e mulheres, trabalhando juntos e educando os filhos na sua profissão, formam uma microssociedade muito mais feliz e realmente independente que qualquer delírio feminista.

Publicado no jornal Gazeta do Povo.

*Carlos Ramalhete é professor.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

A ciência da Economia é uma descrição da natureza humana que não é regulável. Por isso, órgãos reguladores só servem como locais para empresários reunirem-se e tramarem contra o público com a ajuda do governo

Autor André Azevedo Alves** Publicado no site Ordem Livre

Um dos equívocos mais frequentemente repetidos nas discussões em torno da obra de Adam Smith e do seu legado é o de tentar estabelecer um contraste marcado entre A riqueza das nações e A teoria dos sentimentos morais. Esta é uma confusão que pode ser em parte compreensível pela peculiar interpretação contemporânea do título das duas obras. "A riqueza das nações" (título completo: Uma investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações) seria uma espécie de precursor dos guias contemporâneos para o enriquecimento individual, só que aplicado às nações. Já "A teoria dos sentimentos morais" estaria em forte contraste por mostrar um Adam Smith preocupado com a ética e a moralidade. Nesta lógica, "A riqueza das nações" seria uma obra essencialmente materialista, promovendo uma concepção mais ou menos desregulada (alguns críticos, menos sofisticados, acrescentariam mesmo “selvagem”) de capitalismo, enquanto "A teoria dos sentimentos morais" seria a expressão máxima das reflexões éticas de Adam Smith.

Por muito apelativa que esta leitura possa parecer à primeira vista, ela no entanto dificilmente podia estar mais longe da verdade. Smith foi sempre um Professor de Filosofia Moral e a sua análise econômica não pode sequer ser compreendida se for separada do enquadramento ético subjacente.[*]

A profunda interligação entre a concepção da natureza humana e da ordem natural explicitada em A teoria dos sentimentos morais e a análise econômica desenvolvida em A riqueza das nações está bem presente nas passagens desta última obra, que tratam da regulação dos processos de mercado. Note-se, por exemplo, a conhecida citação de Adam Smith sobre a inclinação dos agentes econômicos para, sempre que possível, conseguirem restrições à concorrência em benefício próprio:
As pessoas envolvidas na mesma atividade raramente se encontram entre si, mesmo para confraternização e diversão, mas [quando acontece] a conversa termina numa conspiração contra o público, ou em alguma manobra para fazer subir os preços.


Um alerta que o autor complementa com uma menos conhecida – mas igualmente lúcida – recomendação sobre a regulação desse tipo de situação:
É de fato impossível impedir preventivamente esses encontros através de qualquer lei que fosse executável ou consistente com a liberdade e a justiça. Mas embora a lei não possa impedir as pessoas envolvidas na mesma atividade de por vezes se reunirem, ela nada deveria fazer para facilitar essas assembleias; e muito menos torná-las necessárias.


Adam Smith estava também já plenamente consciente da instabilidade intrínseca da generalidade dos acordos colusivos, a menos que os mesmos fossem sustentados pelo enquadramento regulatório:
No comércio livre, uma combinação eficaz só pode ser estabelecida com o consentimento unânime de cada um dos comerciantes, e só subsiste enquanto todos eles continuarem com essa disposição.


Seria no entanto um erro concluir que Adam Smith não vislumbra na ação dos empresários e comerciantes nenhuma ameaça potencial significativa ao funcionamento eficiente do mercado e à promoção do bem-estar social. Só que a ameaça mais séria deriva precisamente da manipulação dos próprios poderes regulatórios. Smith é bem claro nos avisos que faz relativamente aos riscos para o mercado e para a sociedade de a regulação ser capturada pelos homens de negócios:
Alargar o mercado e reduzir a concorrência é sempre o interesse dos comerciantes. Alargar o mercado pode frequentemente servir o interesse do público; mas reduzir a concorrência está sempre contra esse interesse, e apenas pode servir para possibilitar aos comerciantes, ao elevarem os seus lucros acima do que eles naturalmente seriam, impor, para seu benefício próprio, um imposto absurdo sobre os restantes cidadãos. A proposta de qualquer nova lei ou regulação que provenha desta ordem deve sempre ser ouvida com grande precaução, e nunca deve ser adotada até ter sido longa e cuidadosamente examinada, não só com uma atenção escrupulosa, mas também com suspeita.


O tratamento dado por Adam Smith à regulação dos processos de mercado é uma boa ilustração (entre muitas outras que seria possível apresentar) de que a dimensão ética é inseparável da análise econômica realizada pelo autor de A riqueza das nações e A teoria dos sentimentos morais. Daí que a oposição forçada entre os dois livros revele mais sobre a falta de capacidade de integração entre análise ética, política e econômica de quem a estabelece do que sobre as virtudes e limitações do conjunto da obra de Adam Smith.

Nota
[*] Nesta linha, para uma síntese da perspectiva ética de Adam Smith, veja-se MOREIRA, José Manuel. A Contas com a Ética Empresarial. Cascais: Principia, 1999, 38-41.
* Publicado originalmente em 23/06/2010.
**André Azevedo Alves é Ph.D. em Ciência Política pela London School of Economics, autor e coautor de vários livros, entre os quais "Ordem, liberdade e Estado", "O que é a escolha pública?" e "The Salamanca School". É coautor do blog português O Insurgente.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Pais: Vigiem a educação de seus filhos nas escolas; Lutem contra a ideologia de gênero; Não deixem a qualidade de vida de seus filhos ser prejudicada

Ideologia de gênero deve ser combatida, pois visa destruir a família 
Escrito por Prof. Hermes Rodrigues Nery*

No campo político põe em movimento a apologia a tais transgressões, utilizando-se de eufemismos e sutilezas de linguagem, com o discurso emocionalista de não discriminação

Agência Zenit, 14-4-2014
A ideologia de gênero tornou-se uma ferramenta política e “um conceito-chave da reengenharia social anti-cristã para subverter o conceito de família”, como afirma o Monsenhor Juan Cláudio Sanahuja. E mais, ele explica que “a ONU adota a perspectiva de gênero no começo dos anos 90. Assim nos apresenta e quer impor-nos uma visão anti-natural de sexualidade autoconstruída a serviço do prazer”. E para isso surtir efeito, a médio prazo, faz-se necessário difundir nas escolas a ideologia de gênero, para quebrar as resistências contra a cultura que quer se impor. A educação sexual então está imbuída fortemente desta ideologia contrária à família, com uma visão reducionista da dimensão da pessoa humana. O fato é que existem somente duas identidades sexuais, daí a realidade humana na distinção “homem e mulher”. Institucionalizar uma outra situação fora desta realidade, verdadeiramente humana, é desconhecer com profundidade a essência e a natureza da pessoa humana, e mais ainda: agravar os fatores da violência contra o ser humano, em todos os aspectos. É despessoalizar o ser humano e torná-lo fragilizado e vulnerável a toda e qualquer violência.

A crise da identidade em nosso tempo se explica numa sociedade sempre mais pulverizada na atomização do indivíduo, que se vê perdido na volúpia de uma sociedade consumista, de falsas necessidades, que coloca o prazer como finalidade e aniquila o indivíduo desarraigado e desterritorializado, na lógica do descartável, sem ter ao que se ater, sem contar mais com a família como suporte, porque, com a ideologia de gênero, a família é descaracterizada e diluída, dissolvida enquanto instituição primeira e principal da sociedade. Daí o grande mal-estar de muitos diante dos apelos da anarquia sexual difundida pelos meios de comunicação, na promoção da homossexualidade e de outras perversões e transgressões, que medram mais facilmente na sociedade atomizada, de híperconsumismo. Daí ser necessário por um dique a tudo isso, para salvaguardar a instituição primeira e principal, sem a qual o ser humano não tem como subsistir e se realizar como pessoa.

Todas estas formas de agressão, se não forem contidas, se tornarão grilhões culturais a asfixiar a pessoalidade de cada ser humano. No campo político, a ideologia de gênero põe em movimento a apologia a tais transgressões, utilizando-se de eufemismos e sutilezas de linguagem, com o discurso emocionalista de não discriminação, para avançar ainda mais numa agenda que discrimina a família. E mais: visando destruí-la, com a corrosão dos princípios e valores cristãos, que a defendem, por inteiro.

O ideário de gênero (mais uma expressão de idealismo totalmente irreal) proposto então pelo PNDH3, e que se quer agora incluir no PNE, perverte a finalidade social das instituições nascidas para defender a pessoa daquilo que a despessoaliza. Com uma educação sexual assim, a escola se torna um lugar perigoso, um barril de pólvora que certamente irá explodir com danos sociais inimagináveis. Por isso, nos empenhamos no combate em favor da vida e da família, por uma escola que promova verdadeiramente a família como suporte da pessoa humana.

_______________
(*) Prof. Hermes Rodrigues Nery é especialista em Bioética (pela PUC-RJ) e membro da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB.

ADENDO ADHT: URGENTE: "Existe uma PETIÇÃO feita pelo IPCO - Instituto Plinio Correa de Oliveira solicitando aos Deputados Federais para não aprovarem este Plano Diabólico que vai desestruturar toda a família Brasileira. É tempo de guerrearmos amigos. Não podemos "engolir" esse lixo de Plano de Educação. Os Comunistas querem a todo custo destruir os princípios morais e espirituais dos brasileiros e implantar o comunismo no Brasil. VOTE CONTRA. Entre no link: http://www.defesahetero.org/2014/04/urgente-assine-peticao-contra-ideologia.html e VOTE AGORA, POR FAVOR.

Governo da Organização PT aprova projeto que permite livre trânsito de forças estrangeiras pelo território brasileiro, inclusive aquelas milícias cubanas que atuam na Venezuela assassinando opositores do ditador Maduro (um colombiano)

APROVADO NA CÂMARA PROJETO QUE AUTORIZA EXECUTIVO A DECIDIR SEM OUVIR O CONGRESSO SOBRE TRÂNSITO E PERMANÊNCIA DE FORÇAS ESTRANGEIRAS NO BRASIL
Por Aluízio Amorim no Blog do Aluízio Amorim
O misterioso projeto de lei segue agora para votação no Senado
Discretamente, já no crepúsculo desta quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei do Executivo que não deixa de ser muito estranho, principalmente pelo fato de que quem está no Governo é o PT que, por suas vez, é o dirigente do Foro de São Paulo, a organização que articula o movimento comunista na América Latina e que foi fundada por Lula e Fidel Castro em 1990.
Recentemente, o governo da Dilma repassou mais de R$ 1 bilhão de dólares para financiar o porto de Mariel, em Cuba, com o carimbo de secreto. Nem se sabe exatamente quanto de dinheiro do Brasil está sendo encaminhando para as ditaduras comunistas na América Latina e África. Essa gigantesca movimentação financeira que drena recursos do erário não passa pelo crivo do Congresso Nacional.
É por isso mesmo que uma pesquisa aberta aos internautas no próprio site da Câmara sobre o assunto mostra que mais de 80% dos que votaram são contra o projeto que dá poderes imperiais para o Executivo que poderá decidir, por exemplo, sobre o estacionamento de forças militares cubanas em território brasileiro, sem quem ninguém fique sabendo. Um avião cubano ou venezuelano pode pousar no Brasil e desovar as temíveis "Avispas Negras", corpo de combate especial cubano que atualmente age na Venezuela em apoio ao chavismo.
E o incrível é que o projeto foi aprovado por 270 votos a 1. Espera-se agora que a Oposição no Senado analise detidamente o projeto. Caso contrário, qualquer hora dessas a Dilma se transforme na versão brasileira de Fidel Castro, ou na melhor das hipóteses, num tiranete como Nicolás Maduro.
Vejam o que informa o site da Câmara dos Deputados:
O Plenário aprovou, por 270 votos a 1, o Projeto de Lei Complementar 276/02, do Executivo, que permite ao presidente da República delegar ao ministro da Defesa a concessão de permissão para o trânsito e a permanência temporária de forças estrangeiras no Brasil sem autorização do Congresso Nacional, nos casos previstos.
Aprovado na forma de uma emenda substitutiva apresentada pelo deputado Lincoln Portela (PR-MG), a matéria deverá ser votada ainda pelo Senado.
O QUE PREVÊ
O Projeto de Lei Complementar 276/02, do Executivo, autoriza o presidente da República a delegar ao ministro da Defesa e aos chefes das Forças Armadas a permissão para forças estrangeiras transitarem pelo território nacional ou permanecer temporariamente.
Essa permissão vale para os quatro casos em que o presidente da República tem competência privativa para permitir que forças estrangeiras transitem ou permaneçam no território nacional, independentemente de autorização do Congresso Nacional. Esses casos, previstos na Lei Complementar 90/97, são os seguintes:
- execução de programas de treinamento e missão de transporte de pessoal ou carga coordenada por instituição pública brasileira;
- visitas oficiais ou não, programadas por órgãos do governo;
- atendimento técnico, para abastecimento, reparo ou manutenção de navios ou aeronaves estrangeiras; e
- missão de busca e salvamento.
Fora desses casos, o Congresso Nacional deve sempre ser ouvido para a autorização.
Descentralização
O objetivo do projeto é desburocratizar o andamento dessas autorizações, ao delegar poder ao ministro da Defesa. Essa prática já ocorre em diversos países.
Segundo mensagem enviada pelo Executivo, é frequente a demanda de sobrevoo e pouso de aviões militares de países vizinhos. No início da década passada, época em que o projeto foi apresentado, a média era de 800 pedidos por ano de sobrevoo. Além disso, mais de 50 navios de forças armadas estrangeiras ingressavam anualmente em águas brasileiras.
Tramitação
A proposta foi aprovada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, em 2002; e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em 2003, na forma de substitutivo. Desde então, o texto aguardava votação em Plenário.
Íntegra da proposta: PLP-276/2002

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O ENFRAQUECIMENTO POLÍTICO DA ORGANIZAÇÃO PT

Escrito por Nivaldo Cordeiro* e publicado no site Mídia Sem Máscara
Não adianta anular voto e nem esbravejar contra a realidade nua e crua. Ela é o que é. A direita não tem nome algum. Nem o centro político.
A possibilidade de alternância do poder, tirando o PT e adiando qualquer tirania, é precisamente o racha no PMDB.

Observar a cena política brasileira nesse ano eleitoral tem sido surpreendente. Ninguém, ao virar do Ano Novo, poderia afirmar com alguma chance de sucesso que poderia haver alternância de poder. Certo: tirar socialistas radicais e pôr no lugar os socialistas fabianos não parece grande coisa à primeira vista. Resta a pergunta: qual a alternativa? A direita não tem candidato, nem mesmo o centro, representado pelo PMDB, tem candidato. Mais uma eleição de triunfo total da esquerda se desenha.

Não obstante, penso que a alternância será muito positiva. Primeiro, porque será a garantia de que o processo democrático vai continuar sem que a tentação golpista do PT possa se consumar. Eu sempre me lembro que Hitler, até 1933, era quase inofensivo. Depois que empolgou o poder terminou em genocídio. O mesmo aconteceu nas experiências socialistas em toda parte, a mesma que o PT quer fazer por aqui, ao abrigo e na liderança do Foro de São Paulo. Então não é possível descansar enquanto a opção do puro e simples continuísmo for a maior possibilidade. Nenhum brasileiro informado e responsável poderá querer tal coisa.

A alternativa viável é Aécio Neves, um legítimo representante das oligarquias regionais que, pragmaticamente, pratica discurso à esquerda. Mas bem vimos as suas últimas declarações, muito corajosas, falando que a realidade nacional poderá exigir medidas duras. Aécio, como membro da elite tradicional, não quer ver o circo pegar fogo. Provavelmente faria um governo a meio do caminho do que faria o seu avô e o que fez Fernando Henrique Cardoso.

A agenda contra-revolucionaria seria retardada um pouco se ele ganhasse. Acho que Aécio daria prosseguimento a ela, ainda que em ritmo mais lento. Mesmo que pessoalmente queira, não conseguiria segurar os socialistas do PSDB e seus aliados na marcha da revolução. E não tem como segurar o STF, que tomou o freio nos dentes e desandou a legislar. Viveremos mais dez anos, pelo menos, de revolução fabiana com Aécio. Rever o processo exige que o centro e a direita se unam para produzir um candidato viável diante dos socialistas. Essa realidade precisará ser construída.

Não penso que chorar o leite derramado resolva alguma coisa. Não adianta anular voto e nem esbravejar contra a realidade nua e crua. Ela é o que é. A direita não tem nome algum. Nem o centro político. Penso ser do interesse de todos os brasileiros a alternância agora, mesmo que entre pares socialistas. O totalitarismo ameaçará a nação se houver continuísmo.

A possibilidade de alternância do poder, tirando o PT e adiando qualquer tirania, é precisamente o racha no PMDB. No Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral, já foi consumado. Na Bahia, quarto maior colégio, também. Minas Gerais tem o candidato da terra, que naturalmente poderá ser o mais votado. Em Pernambuco igualmente, com Eduardo Campos tirando votos do campo petista. Esses movimentos enfraqueceram para valer a candidatura oficial. Nisso se funda o que estou aqui dizendo. O eleitorado paulista, o maior colégio eleitoral, sempre deu seu voto contra o PT, em maioria.

Pior do que a queda de popularidade de Dilma Rousseff em todos os institutos de pesquisa é o racha nas elites, para o PT. Vimos que o empresariado está quase na oposição, porque oposição não pode ser. Mas é evidente que rachou. O reflexo está nas decisões do PMDB, de não apoiar o PT em colégios importantes. Fica cada dia mais evidente a desintegração das instituições no Brasil. E também da economia, posto que os petistas, ao contrário da gente do PSDB, aposta no desenvolvimentismo, não dando bola para os perigos da inflação e lutando convictamente para engrandecer ainda mais o Estado todo-poderoso. A economia brasileira está ficando inviável e isso custará muito em termos de crescimento econômico e desordem na atividade produtiva. A situação já está de difícil correção e o empresariado acordou para o drama. O jeito é tirar o PT.

De qualquer modo, tudo indica enfraquecimento do PT diante do eleitorado. Essa é a maior notícia política dos últimos tempos.


terça-feira, 22 de abril de 2014

A organização PT, que age em função da ditadura socialista, propõe: 1)financiamento exclusivamente público de campanha; 2)assembleia constituinte para fazer a reforma política e 3)voto em lista fechada. Se você quer a liberdade, seja contra tais propostas

Por Reinaldo Azevedo no Blog do Reinaldo na Veja:
Roberto Barroso, o pai da proposta de se proibir doação de empresas a campanhas: PT e MST estão unidos a essa nobre causa…

O PT não privatizou apenas a Petrobras, as estatais de maneira geral, os Poderes da República e as instâncias do estado. Na sua vocação para substituir a sociedade, para tomar o seu lugar, privatizou também o povo. Nesta segunda, cerca de mil pessoas paralisaram por um tempo a Avenida Paulista, em São Paulo, defendendo que as empresas privadas sejam proibidas de doar dinheiro para campanhas eleitorais. O ato foi promovido pelo MST e por um dos seus braços, um tal “Levante Popular da Juventude”, que nada mais é do que o próprio movimento, mas com uma pauta mais ampla do que só a reforma agrária. A turma, por sua vez, é uma extensão do PT; é a sua face, digamos assim, de esquerda.

O MST e o tal “Levante” se apresentam como grupos organizados da sociedade civil, que seriam independentes de partidos. Falso como nota de R$ 3. Na verdade, a pauta que eles levaram para a rua nesta segunda é do comando do PT. E isso está documentado. Vamos ver.

No dia 10 deste mês, o Diretório Nacional do PT votou uma resolução contra a Emenda Constitucional 352 (íntegra aqui) — que propõe justamente uma reforma política. O mais curioso é que o coordenador do grupo que elaborou esse texto é o deputado Cândido Vaccarezza, do PT de São Paulo. Ocorre que a direção do partido não gostou. Por quê? A emenda 352 propõe, por exemplo, o financiamento misto de campanha — isto é: permite também as doações privadas. A PEC 352 prevê ainda:
- fim do voto obrigatório;
- coincidência entre eleições municipais e federais e estaduais;
- para tanto, os prefeitos eleitos em 2016 teriam mandato de dois anos, podendo se recandidatar em 2018. E aí nada mais de reeleição no país!

Vaccarezza foi o coordenador de um grupo suprapartidário. O PT o desautorizou publicamente, e há até facções que pedem a sua expulsão do partido, que quer outra coisa:
- financiamento exclusivamente público de campanha;
- assembleia constituinte para fazer a reforma;
- voto em lista fechada;

Eis a íntegra do documento enviado aos militantes.
Financiamento público, leitores, vocês sabem o que é: nós, os contribuintes, pagaríamos as campanhas eleitorais. O voto em lista consiste no seguinte: perderemos o direto de escolher o vereador e os deputados estaduais e federais. Votaremos apenas no partido. E esse partido manda para o Legislativo pessoas que compõem uma lista fechada.

A cara de pau é de tal sorte que, na mensagem enviada aos militantes (acima), a direção do PT escreve que “O Partido dos Trabalhadores elaborou um projeto de iniciativa popular”. Ora, das duas uma: ou o projeto é de iniciativa popular ou é do PT. E, no caso, é do PT.

Assim, meus caros, a manifestação desta segunda não teve nada de “popular”. Foi um ato do partido. Na quarta-feira, dia 16, a presidente Dilma voltou a pregar a reforma política e a falar num plebiscito. Provavelmente, o tema irá parar na sua campanha eleitoral. Se ela ganhar… Uma coisa precisa ficar clara: se o financiamento exclusivamente público de campanha e o voto em lista forem aprovados, esqueçam! O país ficará refém do PT por muitos anos. E aí nem é o caso de pedir que Deus nos acuda. Ele tem mais o que fazer. Será bem mais fácil o diabo se interessar por nós.

E não custa lembrar. Já demonstrei aqui que a tese da proibição da doação de empresas a campanhas eleitorais — esposada pela OAB — é, originalmente, uma tese Roberto Barroso, ministro do Supremo. Já há uma maioria formada de seis votos na tribunal em favor dessa excrescência, que nada tem de democrática. Afirmei, então, aqui que a OAB e o ministro atuavam, objetivamente — não entro nas intenções —, como braços do petismo. Eis aí a prova dos noves!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Veja 7 minutos de luta entre povo desarmado e soldados-paramilitares do ditador Maduro que massacra na Venezuela

VENEZUELA CONTINUA EM CLIMA DE PRÉ-GUERRA CIVIL COM ESCASSEZ E ANARQUIA. CIVIS LUTAM CONTRA POLICIAIS E PARAMILITARES DO TIRANETE NICOLÁS MADURO.
Escrito por Aluízio Amorim e publicado no Blog do Aluízio Amorim

Veja AQUI o vídeo da guerra civil na Venezuela

O vídeo acima reporta cenas ocorridas na noite deste domingo em Chacao, cidade da área metropolitana de Caracas, quando se vê manifestantes encurralando a polícia a paus, pedras e coquetéis molotov. São cenas que a grande mídia escamoteia dando uma idéia de que está tudo voltando ao normal na Venezuela, o que é uma deslavada mentira.

Quem acompanha o noticiário internacional apenas por meio de veículos da grande mídia tem a impressão que a crise na Venezuela arrefeceu e que o tiranete Nicolás Maduro conseguiu controlar tudo depois da malfadada reunião no Palácio Miraflores, destinada ao “diálogo”, que contou coma presença da Oposição.

Entretanto, a verdade é que nada mudou na Venezuela. Nem um milímetro. A população continua sob o assédio da polícia e dos ‘coletivos’, bandos armados paramilitares que foram instituídos já durante o reinado do defunto caudilho Hugo Chávez, com assessoria cubana.

Além do terrorismo de Estado os venezuelanos continuam enfrentando a escassez de alimentos, uma estratégia antiga dos comunistas para anular a participação política dos cidadãos que passam a viver o dia a dia correndo atrás dos alimentos. Isto acontecia na ex-URSS e na ex-Alemanha oriental, e ocorre há meio século em Cuba e também na Coréia do Norte.

De fato não existe diálogo de paz coisa nenhuma e ficou muito claro que a decisão do líder oposicionista Henrique Capriles, de participar daquela reunião no Palácio Miraflores, foi um desastre total, já que legitimou o mandato do tiranete Nicolás Maduro.

Capriles foi àquela reunião sem impor qualquer condição. Nem mesmo exigiu que Leopoldo López, considerado atualmente como o maior líder oposicionista venezuelano, fosse libertado. López continua preso há mais de dois meses sem julgamento. E ainda há mais três prefeitos oposicionistas também encarcerados nas masmorras da política política do regime. Estão presos justamente porque se negaram a ceder aos caprichos do psicopata Nicolás Maduro que não hesita em prender e assassinar. Maduro é um assassino sanguinário que foi treinado na juventude em Cuba. É homem de confiança de Fidel Castro e seu irmão Raúl.

As notícias procedentes da Venezuela atualmente circulam apenas pelas redes sociais, particularmente pelo Twitter, onde chovem dezenas de denúncias, fotos, vídeos e textos reportando o fato de que a situação no país continua a mesma, isto é, a violência impera. Inconformados com o terror, a fome, insegurança e a miséria impostos pelos psicopatas teleguiados de Havana os venezuelanos continuam nas ruas.

Anunciam também pelo twitter que durante esta semana deverão ocorrer protestos em todo o país contra lei editada pelo tiranete Nicolás Maduro, que determina a doutrinação comunista nas escolas, abrangendo desde o pré-escolar à universidade. Maduro transformou-se num ditador depois que a Assembléia Nacional lhe conferiu poderes para legislar por decreto. 

Apesar de tudo isso, a grande imprensa internacional continua tratando Nicolás Maduro como “presidente”, quando na verdade é um ditador comunista. A Venezuela já vive uma situação anárquica de pré-guerra civil.

Crítica aos estatistas: Governo não é amigo dos pobres

Autor: Site OrdemLivre, traduzido por Rita Teixeira-Diniz* do artigo escrito por Gary Chartier** na revista The Freeman

Tem-se ouvido, mais do que se pode contar, apologistas de governos grandes - Paul Krugman do New York Times e Eugene Robinson do Washington Post são bons exemplos - que estão convencidos de que simplesmente não há uma boa alternativa para os serviços sociais do governo. Sem o governo as pessoas irão passar fome, iram morrer nas ruas e iremos voltar a uma época de pobreza em massa. É por isto que se alguém põe em questão a necessidade dos esforços de anti-pobreza encetados pelo estado, é uma pessoa sem coração, sem noção, ou ambos.

Isto, a mim, não convence.

É fácil ver porque um observador não crítico poderá pensar que pessoas como Krugman e Robinson estão certas. Podemos olhar para séculos- até milênios- atrás, durante os quais os pobres têm ficado no fim da cadeia, onde a pobreza severa tem coexistido com grande riqueza. E, talvez, sejam essas memórias que tornam tentador, para algumas pessoas, aceitar as histórias apresentadas nas aulas de educação cívica, onde o governo ativista é a única coisa que nos separa de um mundo segundo o pesadelo descrito por Charles Dickens.

Mas isto seria um erro. Pois, a pobreza e a exclusão são evidentes ao longo da história, e ainda hoje em dia. Sendo que podem ser frequentemente rastreadas precisamente pelos atos injustos de funcionários do governo e dos seus comparsas. Quando é negada a apropriação da terra ao povo, este tem de conquistá-la com o seu trabalho, para que os senhores feudais possam torná-los seus servos, sendo que aqui o culpado não é a liberdade ou o mercado- é o apoio do governo aos ricos e àqueles com bons contatos. O mesmo acontece nos casos onde as leis negam à população o direito ao trabalho, como no “Settlement Act” em Inglaterra, que limitava a oportunidade de viajar em busca de novas oportunidades.

De maneira geral, não há nenhuma razão para confiar num governo ativista porque já se espera que as pessoas responsáveis por este apoiem aqueles que têm poder e influência nos restantes. Pois se sendo pobre, não se passa a ser objeto da atenção do governo- pelo contrário, quer dizer que é mais provável que se seja usado e abusado pelo mesmo. Os políticos irão dizer que estão a defender os interesses da população, quando na verdade só estão a defender os seus próprios interesses. Eles irão continuar a estabelecer regras que farão com que seja mais difícil aos indivíduos sustentarem-se a si mesmos e às suas famílias. E as agências que põem em vigência a lei vão sujeitar a população a violência- independentemente de estarem a pôr em prática as leis sobre drogas ou as leis de restrições de imigração, ou apenas assegurando que se está a agir em conformidade com as regulações das zonas e dos códigos locais, que são designados para ser mais fácil para a classe média os seguirem, enquanto fazem com que a vida seja mais cara e difícil à mesma.

A ação do governo na sociedade contemporânea faz com que as pessoas sejam pobres e assim se mantenham. As leis de licenciamento, regulações de zonas e restrições similares fazem com que seja difícil para os pobres entrarem no mercado de trabalho e operarem negócios fora de casa. Seria menos provável que as pessoas fossem pobres sem este tipos de regulações em ação.

A pobreza é um problema sistêmico. É um produto de vários fatores diferentes, que se sobrepõem e que se reforçam mutuamente. Ficarmos livres de apenas um só abuso ou iniquidade poderá deixar muitas pessoas pobres. Mas a mudança sistêmica, que aborda os vários fatores, que fazem da pobreza uma característica feia e persistente das nossas vidas, pode trazer uma diferença profunda. E o tipo de mudança sistêmica que precisamos é aquela que elimina os privilégios assegurados pelo estado e as imposições obrigatórias do estado, não de outra burocracia criada pelo estado designada para amenizar os problemas que o próprio estado criou.

Pobreza do estado
O papel do governo em fazer e manter as pessoas pobres é só um dos fatores que faz com que a pobreza seja endêmica, e com que seja difícil sobreviver enquanto se é pobre.

Por exemplo: os governos não tratam especialmente bem os beneficiários das ajudas antipobreza que distribuem. É importante evitar comparar as práticas idealizadas do estado com os piores casos imaginários encetados na ausência do governo. Se nos concentrarmos na prática atual do governo descobrimos que os pobres não são servidos particularmente bem pelo estado, que rotineiramente se intromete nas vidas dos beneficiários da ajuda, violando a sua privacidade e procurando regular o seu comportamento. A população paga um preço alto pela ajuda do estado. Os programas de ajuda do governo vêm com uma etiqueta do preço escondida.

Os governos aumentam o número de pessoas pobres, em parte precisamente pelos programas de antipobreza, pois estes podem criar incentivos perversos para a população se manter pobre o suficiente para se qualificar para os fundos governamentais, mas também para os burocratas manterem a população pobre para manter os seus empregos.

Os governos aumentam o custo de se ser pobre. Pois, os códigos de construção e as regulações de zonas aumentam o custo das casas, o que faz com que seja mais difícil para a população encontrar casas baratas. Algumas pessoas são forçadas a viver sem uma habitação permanente, enquanto outras encontram casas onde têm de gastar grande parte do seu ordenado no pagamento da casa, o que de outra maneira não teriam. Quanto à comida, também é mais cara devido às tarifas impostas na agricultura e nas quotas de importação. Na ausência das políticas governamentais, que fazem com que atingir as necessidades básicas sejam desnecessariamente caro, os pobres teriam mais do seu ordenado disponível e estariam mais seguros economicamente.

Para além disto, o governo tira ativamente dinheiro dos pobres. Muitos pobres pagam mais impostos do que recebem em serviços organizados pelo estado. Estas pessoas teriam mais recursos na rede na ausência da exigência, pelo estado, do dinheiro dos impostos. Além disso muitas pessoas são pobres, ou ainda mais pobres, porque o estado tem roubado terra e outros recursos, à população atual, ou aos seus antepassados, ou tem sancionado os roubos cometidos pelos ricos pelos com bons contatos. (Pense no domínio eminente entre os outros métodos). Historicamente, é inexplicável a existência da classe camponesa e da classe dos trabalhadores deslocados para os centros urbanos dispostos a aceitar o trabalho em termos sombrios, sem nos referirmos à violência estatal ou à tolerância do estado para a violência dos ricos e daqueles com bons contatos.

O governo também aumenta o custo da obtenção de bens e serviços essenciais. O estado faz uma série de coisas (nomeadamente exigir licenças profissionais, acreditação hospitalar, receitas e fazer cumprir as patentes de medicamentos e dispositivos médicos e restrições sobre o comércio) para fazer com que serviços particulares, como cuidados de saúde sejam especialmente caros.

Todos estes fatores se encaixam de modo a que as condições das pessoas sejam piores do que seriam de outra maneira, e com que os efeitos dos outros fatores sejam mais severos. As pessoas muitas vezes começam com menos dinheiro devido à escala das injustiças passadas. Agora têm menos dinheiro devido às limitações do governo sobre o tipo de trabalho que podem fazer e onde podem fazê-lo. A sua capacidade de proporcionar uma vida decente a si e à sua família torna-se ainda mais limitada porque o governo eleva o custo de vida, e a regulamentação da economia pelo governo impulsiona negativamente o nível de produção de uma forma que prejudica ainda mais os pobres.

Em suma: o governo desempenha um papel fundamental na criação e perpetuação da pobreza- o que é a coisa mais importante a reconhecer. Mas, claro que isto não quer dizer que se os abusos do governo não existissem que as pessoas não teriam acidentes, de se confrontar desastres e fazer escolhas imprudentes. Se o governo deixasse a economia totalmente por sua conta, o custo de vida seria reduzido mas as pessoas iriam encontrar mais facilmente maneiras de lidar com estes desafios. Claro que ainda precisariam da ajuda uns dos outros, mas aqueles que pensam que não há maneira de receber esta ajuda sem ser através de agência governamentais financiadas pelos impostos, estão muito enganados.

A existência de programas de combate à pobreza aumenta o número de alternativas e reduz o efeito das que permanecem. É fácil ver essas alternativas como essencialmente ineficazes e anêmicas. Mas a razão crucial pela qual não são mais vibrantes é porque o estado comanda o dinheiro e a atenção que de outra maneira poderiam ser direcionadas para essas alternativas, criando a ilusão que na ausência do governo elas não poderiam ser eficazes.

Agora, o apoio para o alívio da pobreza não vem apenas dos fundos dos impostos. As pessoas hoje dão dinheiro para causas de caridade acima do valor dos seus impostos, apesar do grande montante pedido pelo estado. Não há nenhuma razão para pensar que não o fariam se o governo estivesse fora da vida econômica. É ingênuo pensar que os ricos e poderosos se opõem ao financiamento de serviços para os pobres; os pobres tem menos influência que os ricos e poderosos, e ainda assim o estado oferece-lhes serviços mínimos. Por que supor que os ricos, com bons contatos, que estão dispostos a ver o estado gastar o seu dinheiro dos impostos para suportar os serviços para os pobres, iriam estar dramaticamente menos dispostos a contribuir para o apoio desses serviços se o governo não estiver envolvido? (Por que é que as pessoas dão dinheiro para causas, inclusive programas voluntários que ajudam os pobres? Por que é que os ricos e com bons contatos aprovam o gasto, pelo estado, em programas que fornecem serviços aos pobres? Presumivelmente por várias razões, incluindo, sem uma ordem particular, compaixão, normais sociais, o desejo por boa reputação, o desejo de evitar má reputação, e o desejo de evitar a desordem social. Todas estas razões seriam operativas numa sociedade livre.)

Ajuda Mútua
Além disso, as redes (network) de ajuda mútua podem fornecer muitos dos serviços que as estatísticas bem intencionadas querem que o governo ofereça. Nas sociedades onde as pessoas partilham o risco e são fornecidas reformas, cuidados de saúde e os outros serviços funcionam efetivamente antes do surgimento dos serviços sociais do estado. Não há então nenhuma razão para que não possam fazê-lo novamente na ausência do governo- e de facto, não funcionariam muito melhor, pois as pessoas não teriam acesso a mais recursos e o estado não iria regulá-los de modo a que deixassem de existir.

A caridade e a ajuda mútua são mais viáveis do que os programas governamentais de combate à pobreza, pois são mais capazes de ajudar as pessoas pobres, precisamente porque estes programas são de custo altamente administrativo (agradeço ao Tom Woods por este ponto.) Programas apoiados livremente pela população, na ausência do governo, não iriam ter custos tão altos, porque os doadores poderiam escolher entre os vários programas e assim haveria uma pressão persistente para os custos administrativos serem reduzidos.

Para além disso, as normas sociais podem garantir um apoio consistente e previsível aos programas de ajuda ao nível da comunidade sem impostos. A aceitação geral de uma norma social implica contribuições regulares a um fundo de suporte à comunidade, e ao deixar as bordas dos campos disponíveis (como em Levítico) para rabiscos, poderá assegurar que os pobres que precisarem poderão contar com a assistência da comunidade.

Programas de antipobreza geridos pelo estado recorrem aos impostos que são tirados contra a vontade da população. Assim as populações trabalham com menos energia e com menos entusiasmo quando sabem que um bocado do que produzem vai ser-lhes tirado quer queiram, quer não. Assim, tirar recursos às populações, através dos impostos, para financiar programas antipobreza pode funcionar como um entrave na economia. Por outro lado, quando as pessoas dão de boa vontade e apoiam os esforços de antipobreza, os seus objetivos não são ameaçados, pois se desejarem apoiar esses esforços, irão estar dispostos a trabalhar arduamente para o fazer. Com o governo fora da economia, as pessoas podem trabalhar entusiasticamente para enriquecerem e promoverem a produtividade ao mesmo tempo que apoiam significativos esforços de antipobreza.

Os defensores dos programas governamentais de antipobreza, por vezes temem que a ausência do Estado signifique um retorno à miséria e sordidez típica da vida de muitas pessoas nos séculos XVIII e XIX. A culpa destas condições era atribuída à ausência da regulação do estado e de programas de antipobreza. Mas é importante enfatizar que todas estas condições refletiam os níveis muito mais baixos da riqueza geral da sociedade. As pessoas não eram pobres porque não havia regulamentação do estado e programas de antipobreza, eram pobres porque havia muito pouca riqueza no global e, portanto, menos para aqueles que queriam ajudar os pobres. (Agradeço outra vez ao Tom Woods pelo seu ponto). E claro que a miséria e desgraça não eram inteiramente naturais e inevitáveis: alguma era resultado de persistente- e remediável- injustiça por parte das elites e dos seus amigos políticos.

* Rita Teixeira-Diniz é licenciada em Relações Internacionais pela Universidade Católica Portuguesa e atualmente participa do programa Capital Semester do TFAS, em Washington, D.C., onde é estagiária da Atlas Economic Research Foundation.

** Artigo publicado originalmente na revista The Freeman.

domingo, 20 de abril de 2014

PÁSCOA E ESPERANÇA

Escrito por Percival Puggina* e publicado no site Mídia Sem Máscara

Só pode dar sentido à vida terrena algo que se situe fora dela, que a ela preexista e que se projete para além dela.
A esperança do cristão lhe vem da Ressurreição. São Paulo diz que se Cristo não tivesse ressuscitado, “vã seria a nossa fé”.

Não consegui encontrar a obra, em meio ao indesculpável desarranjo da minha biblioteca. Mas li, faz bom tempo, texto muito interessante sobre certo anúncio feito publicar na imprensa por um personagem do escritor José-María Gironella. O anunciante era um cavalheiro que declarava haver perdido a mais preciosa de suas joias. Justamente aquela pela qual entregaria todos os seus outros bens. Estava consternado e conclamava quantos o lessem a um ato de solidariedade humana: que saíssem às calçadas, às ruas, às praças e procurassem por ela durante alguns minutos. Suplicava a quem a encontrasse que a restituísse ao legítimo dono, porque somente para ele, autor do anúncio, tal joia tinha valor precioso e utilidade infinita. O tão extraordinário bem, esclarecia ele por fim, era o tesouro imaterial da Esperança, sem a qual não estava conseguindo viver.

O trágico personagem reflete muito bem, com seu apelo, a terrível situação de quem se percebe vivendo no desespero, aquela triste forma de se deixar morrer, no dizer do dominicano Bernard Bro. Não sei se o mais triste é a sensação de perda de um bem assim ou a situação de quem vive e morre sem saber do que estou falando aqui. De fato, leitor amigo, a maior parte das pessoas não chega a compreender o fenômeno da esperança e da desesperança. Lida-se com ele mais ou menos como se a vida fosse uma roleta, dentro da qual rodopiam bolinhas da sorte ou do azar. E chama-se de "esperança" o conjunto de expectativas pessoais condicionadas a prováveis ou improváveis prêmios.

Não é essa, porém, a esperança que dá sentido à vida, nem é essa a esperança que se constitui em virtude cristã. Só pode dar sentido à vida terrena algo que se situe fora dela, que a ela preexista e que se projete para além dela. Nossa vida não pode ser um segmento de reta, com começo, meio e fim, atravessado na história. Nós não somos grãos de areia no deserto, despojados de qualquer significado pessoal. Se para o grão de areia tal situação não tem importância, para a vida humana, a ausência de finalidade gera angústia. Não são outras, in suma, as incertezas do existencialismo, as misérias do materialismo e as trágicas convicções do niilismo. E não era outra coisa que clamava o cavalheiro do anúncio mencionado acima.

A esperança do cristão lhe vem da Ressurreição. São Paulo diz que se Cristo não tivesse ressuscitado, “vã seria a nossa fé”. Ou seja, nossa fé estaria depositada em alguém vencido pela morte; ressurreto, Cristo é a esperança de nossa própria ressurreição - ainda com as palavras de São Paulo.

O Evangelho de Lucas relata o conhecido anúncio do anjo aos pastores: “Nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo Senhor”. Pois não seria descabido um anúncio semelhante na sexta-feira da Paixão: “Morreu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo Senhor”. No mistério da Redenção, que se completa na Páscoa da Ressurreição, cumpre-se o projeto de Deus para a nossa salvação. Seria uma insanidade trocarmos a Esperança que está envolvida nesse ambicioso projeto de Deus por algum projeto de nossa própria ambição, levado ao extremo de extraviar, nele, a única Esperança que efetivamente pode dar sentido à nossa vida. Feliz Páscoa!

Publicado no jornal Zero Hora.


sábado, 19 de abril de 2014

A doença que mais matou seres humanos no século passado foi uma doença mental, uma sociopatia denominada ...

Artigo escrito por Maynard Marques de Santa Rosa e recebido por e-mail do Francisco Vianna 
Vocês sabem?
Qual foi a doença que mais matou seres humanos até hoje?
Tuberculose?
Febre tifoide?
Tuberculose?
Febre amarela?
Difteria?
Câncer?
Dengue?
Peste negra?
Gripe espanhola?

Não!! A doença que mais matou seres humanos não foi uma doença somática, mas sim uma doença mental que gera graves alterações do comportamento social.

Essa sociopatia é conhecida pelo nome genérico de socialismo.
Socialismo – Uma armadilha perigosa
"Todos os filósofos apresentaram uma interpretação diferente do mundo. Agora, é preciso mudá-lo" (Karl Marx).

Mudar o mundo é um delírio do homem, uma pretensão da criatura que se crê acima do próprio criador.

Fruto de vaidade intelectual, certas quimeras levam tempo para serem exorcizadas. Francis Bacon acreditava que: "a ciência e a lógica podem resolver todos os problemas e ilustrar a infinita perfectibilidade do homem". Quatro séculos depois, Jung demonstrou que "a razão do homem, no fundo, nada mais é do que seus preconceitos e miopias", enquanto instintos e arquétipos do seu inconsciente são legados de origem divina. E arrematou: "O racionalismo não garante de forma alguma uma consciência superior, mas tão só unilateral".

No século XX, o ideal socialista tornou-se mítico, com força sugestiva e emocional que transcende a razão. O fervor religioso alimentou a militância de fé em um determinismo dogmático, que chega ao extremo do fanatismo. Religião materialista, em lugar do céu, busca o 'paraíso' na terra.

A fórmula socialista é artificial e autoritária, uma criação de intelectuais e que ignora a experiência milenar das relações humanas."Seus objetivos só podem ser alcançados pela derrubada violenta de toda a ordem social existente", é o que dizia, arrogantemente, o Manifesto Comunista de 1848.

Julga-se o socialista no direito de dispor dos bens alheios, amealhados honestamente, para distribuí-los a terceiros. Abomina a pluralidade natural e padroniza o comportamento das pessoas. Prega uma ordem compulsória, que elimina a consciência autônoma e transforma a sociedade em um grande rebanho a serviço do Estado, controlado por uma oligarquia de partido único. Usa como argumento a meia-verdade de que "o homem é produto do meio", para relegar o livre-arbítrio individual e o direito do mérito.

Mesmo a modalidade branda do "socialismo democrático" mantém a soberba de extinguir o direito de propriedade e expropriar o patrimônio privado – ainda que indiretamente, por meio de impostos.

O homem é um ser social e político, e a massa pensa coletivamente, de modo instintivo, como revelou a psicologia. Sendo lei natural, a evolução humana tende ao bem comum. O uso da razão na solução dos dissídios dispensa os traumas sociais gerados pelas revoluções artificiais, cujo clima abusivo só favorece os psicopatas, oportunistas e tiranos.

No Brasil, o poder sempre foi partilhado por interesses, não por ideias. O grupo socialista, organizado conforme as ordens religiosas e com apoio externo, tem a sua influência multiplicada desproporcionalmente. Isoladamente, não é capaz de exercer a hegemonia; mas, em composição com outros grupos partidários, chega ao ponto de impor à sociedade as aberrações de um PNDH-3.

Enquanto isso, imenso rol de problemas aguarda solução. A família, desamparada. A insegurança, alarmante. A corrupção, impune. O direito de propriedade, à míngua de garantia. A infraestrutura de transportes e, agora, a de energia, ineficientes. A gestão da saúde pública e da educação, notoriamente ineficaz. A economia, restrita por encargos tributários e outros entraves à circulação de bens e direitos. A Amazônia, subdesenvolvida e à mercê de nova cabanagem.

Na luta pelo poder, a propaganda tornou-se arma de guerra psicológica. Com a grande mídia silenciada pelos contratos públicos milionários, falta o contraponto da verdade. A motivação ideológica fomenta a divisão, postergando indefinidamente a esperança de um consenso de reconciliação nacional. Embora pouco provável um totalitarismo à brasileira, graças à autonomia dos interesses antagônicos, é inevitável a devastação e o atraso por ideias abstrusas.

Portanto, a ideologia socialista merece revisão. É um mal desnecessário, que deve ser extirpado, para o bem da justiça social e do progresso.

Petralhada reunida em "camping digital" para atacar quem tem valor moral. É uma horda de sujeitos animalescos querendo eliminar oposicionistas da Organização PT

Por Reinaldo Azevedo no Blog do Reinaldo na Veja: 
Vejam esta foto de Werther Santana, publicada no Estadão deste sábado.
Debaixo de cada uma dessas barracas, há um petista. Ave! Eles participam neste fim de semana de um “camping digital” para organizar a guerrilha virtual contra os reacionários, entendem? Estão lá para aprender a fazer blogs, perfis nas redes sociais, militância em suma. Podem se preparar: a partir de segunda ou terça-feira, certamente aumentará muito o teor de trolagem na rede. São especialistas nisso. É alguém expressar uma opinião com a qual não concordam, tem início o festival de agressões, de baixarias, de demonização. Também fazem patrulha organizada dos meios de comunicação.

Essa coisa de “exército” organizado para defender pontos de vista me remete sempre a coisas como estas:
Uma das imagens dispensa comentários elucidativos. A outra retrata meninos da Juventude Fascista fazendo exercícios.
Na reportagem do Estadão, um dos participantes explica: “Hoje, um idiota de direita com cinco milhões de seguidores faz um estrago que não conseguimos conter com nossos militantes”. Por isso o partido decidiu reunir a sua “juventude”. Ah, entendi. O exército virtual está sendo montado para enfrentar “os idiotas de direita”.

Leio na reportagem que este blog — ou, quem sabe, o blogueiro — preocupa alguns membros da Juventude Petista. Uma das militantes virtuais explicava por que Dilma usou uma expressão de Valeska Popozuda no Facebook nestes termos:
“A gente não quer atrair só o pessoal da esquerda; queremos atrair a direita. Queremos atrair a juventude. Quem atrai a juventude? A Valeska Popozuda! Mas sou contra o pancadão político, bater por bater. Bloqueie quem te agredir. É melhor você eliminar uma pessoa agressiva do que alimentar o ódio dela. Se chamar de petralha, nem precisa responder!”.
Pô, eu nem sabia que essa palavrinha doía tanto. E olhem que já expliquei mais de uma vez: nem todo petista é petralha, mas todo petralha é petista. Ou por outra: o petralha é um tipo de petista que justifica o assalto aos cofres públicos em nome da causa.

Evidentemente, a palavra teria caído no vazio se isso não acontecesse com escandalosa frequência no país, certo? Em vez de cair, foi parar no “Grande Dicionário Sacconi da Língua Portuguesa”.
Verbete “petralha” no Grande Dicionário Sacconi da Língua Portuguesa
Pronto! Hoje é dia de odiar mais um pouquinho Reinaldo Azevedo, debaixo daquelas barracas. Imagino como deve ser à noite, com todos aqueles petistas pensando e rimando ao mesmo tempo… Estou a muitos quilômetros de São Paulo, mas sinto daqui…