terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Se o "blocão" voltar atrás na CPI da Petrobras é porque o Mensalão voltou

Por Coronel do Blog CoroneLeaks (Coturno Noturno)

Em reunião na residência do líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), líderes de sete partidos da base aliada, mais o oposicionista Solidariedade, formalizaram nesta terça-feira (25) a criação de um bloco "informal" que terá o objetivo de aumentar o poder de negociação com o governo federal.

Segundo lideranças que participaram da criação do "blocão", a primeira medida do grupo será apoiar um requerimento apresentado por líderes da oposição que propõe que o Legislativo investigue suspeitas de pagamento de propina a funcionários da Petrobras. Além do PMDB, segunda maior bancada da Câmara, aderiram ao "superbloco" PSC, PP, PROS, PDT, PTB, PR e Solidariedade – siglas que juntas somam 240 deputados federais.

A decisão de criar um bloco para pressionar o governo da presidente Dilma Rousseff surgiu das insatisfação dos deputados com as supostas quebras de acordo na liberação de emendas parlamentares de 2013 e com o fato de o Planalto ter trancado a pauta da Câmara ao carimbar projetos de seu interesse com o regime de urgência constitucional.

De acordo com o líder do PROS, Givaldo Carimbão (AL), o novo bloco quer aprovar, ainda nesta semana, requerimento do DEM e do PSDB que propõe a criação de uma comissão externa de deputados para investigar denúncias de que funcionários da Petrobras teriam recebido propina da empresa holandesa SBM Offshore, que aluga plataformas flutuantes a companhias petrolíferas.

Na semana passada, reportagem do jornal “Valor Econômico” revelou um suposto esquema de pagamento de suborno a autoridades de governo e de estatais de diversos países, entre os quais o Brasil. A denúncia foi publicada na página em inglês da SBM na Wikipedia, em outubro de 2013, mas só veio à tona na última semana.

No texto, uma pessoa que se identifica como ex-diretor da SBM afirma que a companhia teria pago mais de US$ 250 milhões em propinas entre 2005 e 2011 a empresas e autoridades em diversos países – entre eles, o Brasil. “A oposição apresentou requerimento para apurar essa questão envolvendo propina na estatal e vamos todos apoiar a aprovação desse texto essa semana”, disse Carimbão, designado pelos demais líderes da base para ser o "porta-voz" da reunião desta terça. (G1)

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