quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Quem quiser acreditar que acredite, mas Ministro da Organização PT negou que a Polícia Federal tenha monitorado a médica cubana (escrava?) que desertou do Programa Mais Médicos. Ou:

Por Reinaldo Azevedo no Blog do Reinaldo na Veja:

José Eduardo Cardozo nega que a Polícia Federal esteja monitorando a médica cubana que desertou do programa “Mais Médicos”. Tomara que seja verdade. Os petistas certamente acham que tenho muitos defeitos — numa coisa ou outra, talvez tenham razão. Quem sou eu para negar? Mas aquilo de que menos gostam em mim é a memória — que, sei lá, acho uma qualidade. E, agora, eu tenho de voltar ao dia 26 de agosto do ano passado.

Luís Inácio Adams, advogado-geral da União, numa curta entrevista, protagonizou uma das cenas mais infames dos quase 12 anos de governo petista. Eu mal podia acreditar no que via e ouvia. Com os meridianos da hombridade ajustados, ele não teria falado o que falou. Depois de tê-lo feito, ainda que combalida, a hombridade remanescente deveria tê-lo levado a se demitir. Por quê?

Por ocasião da chega dos médicos cubanos, os jornalistas dirigiram a Adams uma questão absolutamente pertinente: qual será a reação do governo brasileiro caso médicos cubanos peçam asilo ao governo brasileiro? Respondeu a excelência: “Nesse caso me parece que não teriam direito a essa pretensão. Provavelmente seriam devolvidos.” E ele foi adiante, tentando explicar:“Todos os tratados, quando se trata de asilo, [consideram] situações que configurem ameaça por razões de ordem políticas, de crença religiosa ou outra razão. É nesses condições que você analisa as situações de refúgio. E, nesse caso, não me parece que configuraria essa situação”.

Entenderam por que a médica cubana Ramona Matos Rodríguez está com medo? Sim, meus caros, é preciso considerar as condições em que estes pobres-coitados vêm trabalhar no Brasil, inclusive com agressão explícita à nossa soberania.

Eles estão impedidos de construir uma carreira no Brasil porque suas famílias ficaram em Cuba, e o visto provisório não lhes dá o direito de exercer outra atividade que não aquela do “contrato”. A informação que lhes foi passada é que era inútil tentar desertar ou seriam “devolvidos”, como ameaçou Adams.

Atenção! Mesmo no Brasil, os médicos cubanos estão submetidos ao regime de obediência cega ao regime comunista, uma vez que, mesmo em nosso território, estão sob a tutela de agentes cubanos, que são seus verdadeiros chefes. Melhor ainda: obrigados a ser comunistas, eles não reivindicarão nada. Ficarão longe de qualquer associação ou órgão de classe.

É importante lembrar: quem decide quando é chegada a hora de substituir um médico não são as autoridades brasileiras da saúde, mas os cubanos que chefiam a equipe. Se, por qualquer razão, decidirem “devolver” um médico e importar outro, isso é lá com eles. O Brasil não interfere. E vocês já sabem como funciona o esquema de remuneração. No governo, fala-se em chegar a até 10 mil cubanos, o que poderia render à ilha comunista, nos valores de hoje, líquidos, depois do pagamento miserável feito aos médicos, R$ 75,8 milhões por mês — R$ 909,6 milhões num ano. No comunismo, a carne humana sempre foi muito valorizada.

Esforço-me para acreditar em José Eduardo Cardozo, embora tenha de ser honesto e confessar que tenho alguma dificuldade. Até porque não custa lembrar que raramente o governo mentiu tanto sobre um programa como nesse caso. O Planalto chegou praticamente a descartar a vinda dos cubanos no começo de julho. Pouco mais de um mês depois, anunciou-se a vinda dos cubanos e se descobriu que as negociações estavam em curso havia um ano e meio.

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