segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

6 milhões de jovens desempregados entre 18 e 24 anos no Brasil de 200 milhões de habitantes representa uma taxa duas vezes maior que a da União Europeia de 450 milhões

Por Coronel do Blog CoroneLeaks (Coturno Noturno)
A tabela acima é muito singela. Cruza os dados do Cadastro Geral de Empregos, o CAGED, com a população brasileira recenseada pelo IBGE. São dois dados oficiais e incontestáveis, sobre os quais é feito todo o planejamento do governo federal.

Pela tabela, quem está com carteira assinada está no CAGED. A diferença entre os registrados e a população total forma um contingente que identificamos como desempregados e/ou informais, já que não podemos afirmar que todos estejam sem emprego. 

A metodologia para medir índice de desemprego no Brasil é cheio de falhas, mas este não é o objetivo do post. O que queremos mostrar é que praticamente a metade da população jovem do Brasil não está trabalhando ou, se está, o faz na informalidade. São mais de 6 milhões de jovens, praticamente todos os universitários do país. 

Recentemente, a chanceler alemã Angela Merkel declarou que o desemprego entre os jovens "talvez seja o maior problema que a Europa enfrenta" e alertou sobre a ameaça de uma "geração perdida". Com mais da metade das pessoas com menos de 25 anos desempregadas na Grécia, Espanha e outros países, Merkel tem liderado discussões com chefes de Estado e governo europeus para combater este desemprego em massa.

No entanto, é bom lembrar que Alemanha tem apenas 7,8% dos jovens desempregados, a Áustria tem 9,4% e a Holanda 11,6%. Somando todos os desempregados dos 28 países da União Européia, segundo dados de outubro de 2013, havia 5.657.000 jovens desempregados, abaixo dos 25 anos. Menos do que o contingente brasileiro nesta faixa etária, que não está integrado formalmente ao mercado de trabalho. Veja aqui.

No Brasil, a "venda" dos baixos índices de desemprego por parte do governo do PT mascara a dura realidade: 43,68% dos jovens entre 18 e 24 anos não está no mercado formal. Nossa crise é tão grave quanto a da Europa nesta faixa etária. Estão aí os "rolezinhos" para comprovar.

Nenhum comentário: