sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

5-A guerra revolucionária permanece não convencional até a vitória ou derrota

Escrito por Carlos Azambuja* e publicado no site Mídia Sem Máscara
Com o rebelde, no decorrer das hostilidades, ganhando força e passando a possuir forças regulares significativas, seria de supor que a guerra passasse a ser convencional. Ou seja, uma guerra em que cada um dos contendores detém uma parte do território nacional. Mas, se o rebelde bem compreende seus problemas estratégicos, não deixará jamais que a Guerra Revolucionária assuma uma forma convencional.

Uma das razões é que desde o início da Guerra Revolucionária, obrigatoriamente o rebelde terá envolvido a população no conflito, pois a ativa participação da população é, como já vimos, uma condição sine-qua-non para o êxito da guerrilha. Uma vez tendo obtido a vantagem decisiva de ter a população a seu lado, por que haveria o rebelde de abandonar esse fator, que lhe conferiu a fluidez e a liberdade de ação que as forças legais não podem alcançar?

A doutrina de fronteira
Todos os países são divididos, para fins administrativos, em Estados, Municípios, Distritos, Zonas, etc. As áreas fronteiriças são um constante fator de fraqueza para as forças legais, quaisquer que sejam as estruturas administrativas. Essa vantagem é, quase sempre, explorada pelos rebeldes, principalmente nos estágios iniciais da rebelião. Passando de um para o outro lado das fronteiras, o rebelde pode, com freqüência, escapar à pressão e, pelo menos, complicar as operações para o seu adversário. Operar nos limites das fronteiras seja entre países ou Estados, é, para o rebelde, uma questão de doutrina.

As condições geográficas
O papel da geografia, importante numa guerra convencional, pode tornar-se decisivo numa Guerra Revolucionária. Se o rebelde, com sua debilidade inicial, não conseguir tirar partido da geografia, é bem possível que seja logo eliminado.

Alguns efeitos de fatores geográficos são fatores decisivos, como a localização do país, sua extensão e configuração, as fronteiras internacionais, o terreno, o clima, o tamanho da população e o grau de desenvolvimento e sofisticação da economia.

*Carlos Ilich Santos Azambuja é historiador.

Veja os outros itens do artigo "Como é a guerra revolucionária" de Carlos Azambuja

Tags: movimento revolucionário | comunismo | terrorismo | direito | cultura | socialismo | história | ciência | totalitarismo | esquerdismo, a guerra é um instrumento de política, condições geográficas da guerra revolucionária, doutrina de fronteira, guerra revolucionária é não convencionalCarlos Ilich Santos Azambuja

Nenhum comentário: