quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Exclusivo! Já está disponível na internet o "Museu Vítima dos Comunistas". Ou: Veja vídeo informando que José Genoíno delatou seus companheiros de guerrilha

Republico aqui neste blog o trabalho do Aluízio Amorim divulgando o Museu "Vítimas dos Comunistas". 
Assista ao vídeo relatando a maneira que o José Genoíno foi capturado e como delatou seus companheiros de luta armada na Guerrilha do Araguaia. AQUI
Acaba de aparecer na internet um site denominado Museu Vítimas dos Comunistas. É claro que iniciativas como esta serão simplesmente ignoradas pela grande mídia, toda ela - as exceções são raras - controlada pela patrulha ideológica que atua nas redações dos veículos de comunicação.
Depois que os jornalistas começaram a ser formados pelos cursos de jornalismo esse controle aumentou, já que boa parte da nova safra de jornalistas, todas sob severo controle de uma malta de idiotas, já sai dessas faculdades de cabeça feita já que ao longo do curso são submetidos a uma lavagem cerebral criminosa.
Estabelece-se, desta forma espécie de um “círculo de ferro" comunista que garroteia as redações de forma a elidir os fatos para apresentar aos leitores e telespectadores as versões desses fatos. E essas versões correspondem aos interesses do movimento comunista internacional sendo as engrenagens que movimentam a diabólica máquina do denominado “marxismo cultural”, promovendo a lavagem cerebral em massa e transformando cada cidadão num robô que repete ad nauseam que “Lula é um grande líder”, que comunismo acabou e que o Foro de São Paulo é teoria conspiratória.
Transcrevo após este vídeo o texto de apresentação do Museu das Vítimas dos Comunistas. Leiam e compartilhem nas redes sociais. As pessoas precisam saber a verdade dos fatos. E não deixe de ver este vídeo com o depoimento do Tenente Coronel Lício Augusto Maciel, que capturou José Genoino então guerrilheiro. O grupo a que pertenceu Genoíno esquartejou um jovem por se opor ao comunismo e colaborar com as autoridades militares, conforme revela com detalhes o Tenente Coronel Lício. Este vídeo faz parte do acervo do site Museu das Vítimas dos Comunistas reportando parte da Sessão Solene em homenagem aos militares que morreram na guerrilha do Araguaia. O ato teve lugar na Câmara dos Deputados em 26 de junho de 2005.
Vídeo AQUI
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“O comunismo não é a fraternidade; é a invasão do ódio entre as classes. Não é a reconciliação dos homens; é a sua exterminação mútua. Não arvora a bandeira do evangelho, bane Deus das almas e das reivindicações populares. Não dá trégua à ordem. Não conhece a liberdade cristã. Dissolveria a sociedade. Extinguiria a religião. Desumanaria a humanidade. Everteria, subverteria, inverteria a obra do Criador” (Rui Barbosa)

“O comunismo é um dogmatismo sem sistema. Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o é tudo o que dorme nos baixos instintos que se escondem em cada um deles.” (Fernando Pessoa)

“A religião é o ópio do povo.” (Karl Marx)


Aqui o visitante se defronta com fatos e fotos registrados na História como atrocidades perpetradas pelas tentativas e êxitos na implantação da doutrina marxista-leninista no mundo a partir da União Soviética desde a Revolução de 1917.
Revolução que teve início com a tomada do poder pela força, efetivada por operários e camponeses que derrubaram a autocracia russa, o governo provisório e expropriaram campos, fábricas e demais locais de trabalho. Luta armada que durou de 1918 a 1921. O Partido Bolchevique, liderado por Vladimir Lenin e Leon Trotski, se transformou na única força política dominadora. Formado um poderoso exército que subjugou a classe operária e os demais partidos, ao mesmo tempo que adotou o comunismo e daí lançada a semente do ódio.
Ao longo da História, milhões de pessoas foram vítimas de sucessivos governos russos totalitários ao se impor ao cidadão um novo modo vida pela força, pela coação, pelo terrorismo. A era stalinista foi das mais cruéis na esteira da repressão. 
Ditadura do proletariado. Simples rótulo, ilusão de que o trabalhador está no topo da administração e os ditadores, chefetes e pelegos e se locupletam.
A expansão sanguinária percorreu países dos vários continentes semeando a morte, a usurpação da liberdade de pensamento, da organização social e política, do direito à propriedade, à educação, de ir e vir, e de professar a religião de acordo com a vontade do cidadão. A perseguição aos religiosos e a derrubada das igrejas era a “glória” comunista. 
Venha conferir e contribuir de forma voluntária com depoimentos de quem foi vítima dos comunistas, teve algum parente mutilado, assassinado por esses terroristas. Cadastre-se e envie fotos, comentários e vídeos.
O Museu Vítimas dos Comunistas tem caráter cultural e é mantido por um grupo de brasileiros fiéis à democracia, à liberdade, à família e à Pátria.Do site Museu Vítimas dos Comunistas - clique no link para visitar o museu.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

O cristianismo não é uma religião de foro íntimo. Ou: Não há outra maneira de celebrar o nascimento de Jesus Cristo

Não há outra maneira de o celebrar!


Há toda aquela tendência moderna a que a religião seja considerada como uma questão de foro íntimo, subjetiva e que diga respeito somente às crenças internas de cada fiel, sem nenhum reflexo no mundo objetivo dos fatos empiricamente verificáveis. Sustentá-lo é um lugar-comum entre os que se consideram intelectuais e livre-pensadores, mas existe apenas um pequeno problema: o Cristianismo não se amolda a esta concepção religiosa de nenhuma maneira.

A Igreja é uma instituição histórica que nasce de fatos históricos: a Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, Deus e Homem Verdadeiro. No início do Cristianismo – a construção é de Bento XVI – não está uma grande idéia, nem uma grande descoberta, nem uma inspiração subjetiva profunda nem nada do tipo: está uma pessoa, a de Nosso Senhor – e, em particular, está o Seu Nascimento hoje celebrado em todo o mundo. O Cristianismo não é uma disposição de alma nem uma maneira abstrata de ver o mundo: o Cristianismo é uma realidade histórica, no sentido mais próprio que esta expressão é capaz de assumir.
Tudo na Igreja Católica tem esta orientação voltada para o sensível, para o empírico: aquilo que os primeiros Apóstolos anunciavam – é São João quem o diz (cf. 1Jo 1, 1-3) – é o que eles viram e ouviram e tocaram com as suas mãos. Não se trata de uma idéia: a Fé “que recebemos dos Apóstolos” simplesmente não comporta ser reduzida a uma questão de foro interno, a uma decisão meramente subjetiva e individual. Fazê-lo é destruir a própria Fé.

De fato, como sustentar que um nascimento verdadeiro – hoje comemorado no mundo inteiro – possa ser uma questão de foro íntimo? As idéias até podem nascer no universo privado de cada mente individual: os homens, no entanto, nascem no mundo exterior que é comum a todos os homens. Se um Menino verdadeiramente nos nasceu, se Ele veio ao mundo em Belém da Judéia, se isso se passou “na época da centésima nonagésima quarta Olimpíada de Atenas; no ano setecentos e cinquenta e dois da fundação de Roma; no ano quinhentos e trinta e oito do edito de Ciro, autorizando a volta do exílio e a reconstrução de Jerusalém; no quadragésimo segundo ano do império de César Otaviano Augusto, enquanto reinava a paz sobre a terra” – como cantam as Kalendas de Natal -, se tudo é assim, como é possível, então, que o Cristianismo seja uma questão subjetiva que só diga respeito às disposições interiores dos que têm Fé? O caráter histórico da Encarnação é parte constituinte da Fé Cristã!

E, por mais que as pessoas teimem em “não acreditar”, o Deus-Menino continua nascido em uma estrebaria. Por mais que os homens duvidem, os anjos continuam a cantar o Gloria a uma turba de assustados pastores. Por mais que os cegos insistam em fechar os olhos, a Luz continua a refulgir nas Trevas, em uma noite fria de dezembro – e de lá a iluminar toda a História. Porque, independente daquilo em que creiam os homens, a realidade se lhes impõe inexorável – e a realidade é que o Verbo Divino se fez Carne, e é esse o prodígio que nós celebramos ainda hoje.

Celebramos ad extra, no mundo – exterior a nós mesmos -, porque foi ao mundo que Ele veio. Celebramos de modo visível e perceptível, porque o dia de hoje é justamente Aquele Dia em que o Deus Invisível Se fez visível e Se colocou ao nosso alcance. Celebramos abertamente, diante de todos, porque a Boa Nova hoje anunciada é causa de “alegria para todo o povo” (cf. Lc II, 10). Celebramos, enfim, o Natal em público – porque não há outra maneira de o celebrar.

Um santo e feliz Natal a todos! Aos que já crêem, a fim de que o Deus hoje humilhado no presépio possa vencer a dureza de nosso coração e nos tornar menos indignos d’Ele. Aos que não creem, para que, olhando para o Verbo Eterno feito Menino recém-nascido, possam ser tocados pela graça de Deus e, voltando-se para a Luz, abandonem as trevas em que vivem. E a todos, a fim de que o Seu Nascimento aproveite a nós: a fim de que nos conduza, um dia, à Glória definitiva pela qual Ele nos veio.

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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Por que Barack Obama devolveu o busto de Churchill da Casa Branca à Inglaterra? Ou: O psicopata (que não está mais) embaixo da cama

Escrito por Jeffrey Nyquist* e publicado no Mídia Sem Máscara
Ela não entende que a totalidade do seu ser foi raptada pelos inimigos do seu país.
"Se um núcleo desse fenômeno patológico macrossocial já existe no mundo, sempre encobrindo sua característica verdadeira por detrás da máscara ideológica de algum sistema político, ele é radiado para outras nações através de notícias codificadas, que são difíceis para as pessoas normais entenderem, mas de fácil leitura para os indivíduos psicopatas. “Esse é o lugar para nós, nós agora temos uma pátria onde nossos sonhos sobre como governar aqueles ‘outros’ podem se tornar realidade. Nós podemos finalmente viver em segurança e prosperidade”. Quanto mais poderosos forem o núcleo e a nação patocrática, mais amplo será o escopo deste chamado indutivo, ouvido pelos indivíduos cuja natureza é correspondentemente anômala, como se fossem receptores super-heteródinos, naturalmente sintonizados na mesma faixa de onda. Infelizmente, o que é utilizado hoje são transmissores de rádio reais de centenas de quilowatts, além de agentes secretos da patocracia interligando nosso planeta."
Andrew M. Lobaczewski, em Ponerologia: Psicopatas no Poder

"Quão terríveis são as maldições que os maometanos lançam sobre seus servos! Além do frenesi fanático, que é tão perigoso ao homem quanto a hidrofobia é ao cachorro, há essa temível apatia fatalista. Os efeitos são aparentes em vários países. Hábitos improvidentes, sistemas de agricultura desmazelados, sistema de comércio moroso e insegurança com a propriedade é o que acontece onde quer que os seguidores do Profeta governem ou vivam. O sensualismo degradado priva esta vida de graça e refinamento; o próximo a ser degradado é a sua dignidade e a sua santidade. O fato de a lei maometana obrigar toda mulher a pertencer a algum homem como sua propriedade absoluta, seja como criança, esposa ou concubina, adiará a extinção da escravidão para o dia em que a fé islâmica deixar de exercer poder sobre os homens. Indivíduos muçulmanos podem mostrar qualidades esplêndidas... Mas a influência da religião paralisa o desenvolvimento social daqueles que a seguem."
Winston Churchill, em The River War, Vol. II, p. 248-50

"Em um curto e notável período, a filosofia de Karl Marx mudou profundamente o curso da civilização humana. Com efeito, nenhum sistema de ideias transformou o mundo de maneira tão rápida e tão vasta como a filosofia de Marx — nem mesmo os ensinamentos de Jesus ou Maomé. No auge da influência e do poder político marxista, metade do mundo esteve sob seu domínio e a outra metade temeu que sucumbiria também ao imperialismo comunista."
C. Bradley Thompson, em The Objective Standard, Vol. 7, No. 2


No sábado tive um encontro com uma pessoa que pode ser caracterizada como alguém que nutre ferrenho ódio pela América e por Israel. Ela evidentemente protestaria e diria que não tem esse ódio, pois ela não odeia o judeu ou o americano médio. Ela é apenas contra o governo israelense (que é sustentado pelos contribuintes americanos) matar crianças e mulheres muçulmanas inocentes. No seu modo apaixonado de falar ela deixou subentendido que as mãos do governo israelense e do contribuinte americano estão sujas de sangue. Então a veemência deu voz à um emotivo impropério que poderia facilmente desmontar a compostura do mais bravo dos homens. As referências frequentes a Noam Chomsky, o anarco-sindicalista, deixou uma pista sobre quem ela estava lendo. Sim, pensei no costumeiro discurso antiamericano, pois fazia todo sentido. Uma pessoa normal não fala assim sem ter lido Chomsky.

Havia algo de inapropriado na intensidade do ódio daquela mulher. Ela não estava irada com americanos sendo mortos ou preocupada com a situação difícil do seu próprio povo. Seu desprezo só se dirigia à América e aos americanos. Estava evidente, em tudo que ela disse, que ela rejeitou tudo que estivesse ligado a sua herança e adotou como se fosse por instinto a herança e a linguagem do “outro”. Se o Islã for oposto à América, ela está a favor do primeiro. Se Putin estiver tendo problemas com a América na questão ucraniana, então ela tomaria o lado russo. Se os líderes da União Européia (UE) estão se preparando para um longo confronto com a Rússia, então os líderes europeus são lacaios dos americanos. Era tudo muito óbvio.

Então, o que estou perdendo? Por que os argumentos dela me deixaram num estado de ceticismo? Bem, a extrema-esquerda concorda com ela e eu nunca achei esse pessoal honesto em seus argumentos, sólidos em seus juízos ou saudáveis em suas motivações. Ter apoiado ditaduras totalitárias no passado enquanto condenam os Estados Unidos não evidencia uma preocupação genuína com os direitos humanos. Seja qual for a malfeitoria que se possa atribuir à América, os regimes apoiados pela extrema-esquerda foram dirigidos pelos mais brutos psicopatas da história. O regime de Saddam Hussein torturava crianças até a morte. Os comunistas russos e chineses assassinaram dezenas de milhões de pessoas inocentes. Os crimes da “religião da paz” são demasiadamente brutais para recontarmos numa época próxima ao Natal. Por que uma branca americana (ex-cristã) tornou-se uma apaixonada partidária do Islã? Por que ela se converteu à “religião da paz”? A essa questão ela não pôde dar uma resposta clara exceto pelo fato de que ela obviamente rejeitou a denominação cristã a qual ela previamente pertencia.

A discussão não é possível com uma pessoa assim. As melhores e mais afiadas questões foram ignoradas por ela. Ela sempre volta aos costumeiros tópicos americanos. Pareceu até que ela foi treinada para isso, pois ela evitou o diálogo ao escolher o monólogo. E, novamente, seu monólogo não foi nada além dos tópicos de propaganda muçulmano-esquerdistas. Ela não poderia sair dessa sem parecer ininteligente. Ela também demonstrou uma excitada indignação moral que não permitia espaço para opiniões contrárias. A única paz justa, ela parecia dizer, envolveria a destruição de Israel. E quanto à América, ela merece destino similar.

Embora eu não tenha perguntado sua opinião sobre os ataques cibernéticos perpetrados pela Coreia do Norte à Sony, ou sobre a afirmação de Raul Castro de que os comunistas “venceram a guerra” contra a América e permanecerão um país comunista, eu posso imaginar quais seriam as respostas. Fica aparente que ela tomaria o lado dos Castro contra a América e aprovaria o constrangimento que a Sony passou. Afinal de contas, Cuba é vítima do imperialismo americano e a Sony é uma gigantesca corporação que é parte do maldoso complexo militar-industrial americano, ou seja, o principal inimigo da humanidade. Como vim a aprender com meus colegas antiamericanos de faculdade, podemos esperar apenas coisas boas da derrota da América e da vitória dos seus inimigos. Esse é o tema central que subjaz em todo discurso esquerdista e que entrega o jogo. Ela não entende que a totalidade do seu ser foi raptada pelos inimigos do seu país. Pode-se dizer que ela é uma pessoa intrinsecamente irascível e que o inimigo proveu astutamente uma maneira especial de expressar isso na forma de ódio por si mesma. Nisso ela foi alvo fácil. 

Certamente os americanos que se convertem ao Islã têm motivos especiais para tal. Mas estes têm menos a ver com o Islã e América do que com o perfil psicológico do indivíduo. Não é através de um brilho intelectual que alguém “descobre” a verdade e se torna um seguidor do Profeta. Se isso fosse verdade, então todas as pessoas inteligentes teriam se convertido muito tempo atrás e a religião de Alá estaria reinando suprema no mundo. Não, não, o fator de qualificação não é a inteligência. O fator de qualificação envolve predisposição psicológica. Rejeitar a si mesmo e odiar a si mesmo é sempre um caso especial.

Seres humanos podem ser quebrados fisicamente e psicologicamente. Normalmente é uma coisa aparentemente pequena que nos quebra: uma educação ruim, uma má alimentação, uma má companhia, uma atitude ruim ou má sorte. Não precisa de muito para quebrar um ser humano, dado que somos frágeis tanto quanto nossa sociedade. O acúmulo de pequenos erros, mesmo aqueles cometidos por pessoas bem intencionadas, pode destruir uma civilização. Disso não devemos ter dúvidas. O acúmulo de pequenos erros pode também destruir um indivíduo.

A citação de abertura do Dr. Lobaczewski merece ser lida e relida quando estamos analisando o papel do americano que se odeia. Essas pessoas que odeiam com toda paixão podem listar corretamente males da ordem existente, mas elas não fazem essa lista com um fim construtivo. Repletos de fúria, eles listam o que está errado em seu país porque — como explicou o Dr. Lobaczewski — a natureza deles é “correspondentemente anômala”. Repletos de ódio, seus propósitos são destrutivos e pedem que tenhamos cautela. Talvez essas pessoas tenham sido abusadas quando crianças. Talvez elas se sintam rejeitadas pela sociedade, seja porque elas são anormais ou porque elas possuem um espírito tirânico que espera que as outras pessoas se curvem a elas. Contudo isso nada tem a ver com política; é algo pessoal que tem a ver com a inabilidade do indivíduo de se ajustar à sociedade. É bem claro que tais pessoas adotam o credo inimigo motivados pela própria decepção. A fúria dessas pessoas é reflexo do desajustamento. Elas se colocam ao lado do “outro” porque o “outro” não tem vínculo paternal, amistoso ou tribal. Esses círculos se recusaram a aceitar ou se curvar a essas pessoas, portanto é melhor ser qualquer coisa que não seja cristão ou americano. É melhor ser alienígena e hostil como alguns podem ser, e é aí que essas pessoas anômalas encontram o poder da atração inconsciente que que simplesmente não pode ser resistido. 

Aqueles que odeiam a América pertencem a uma categoria psicológica. A questão que deve nos preocupar é se nosso presidente Barack Hussein Obama pertence a essa categoria e se ele sofre dessa mesma “atração inconsciente” para com o “outro”. O desgosto que Obama demonstra por um artefato histórico — um busto de Churchill que foi um presente da Inglaterra para a Casa Branca — é um caso a se considerar. Assim como um defensor do Islã se ofenderia com a descrição que Churchill fez do Islã, o presidente afro-americano ficou ofendido com o retrato de Churchill e mandou-o de volta para os britânicos. Olhando adiante para o ano de 2015 e vendo como a crise com a Rússia se desenvolve, estou preocupado com a possibilidade de termos um opositor secreto na Casa Branca que não esteja interessado em defender a América, pois a América representa algo que ele detesta — algo parecido com o busto de Churchill. Será que somos atualmente governados por um indivíduo desajustado que trouxe consigo uma legião de pessoas que pensam da mesma maneira? Ele possui sentimentos normais pelo país ou ele está repleto de um ódio oculto que o leva a propositalmente dar passos em falso?

Os anômalos podem acreditar sinceramente que seu ódio pela América é justificado. Indubitavelmente os anômalos são habilidosos para culpar os outros e costumeiramente não conseguem enxergar as próprias faltas. Talvez tais pessoas, no fundo de seus corações, querem assassinar seus pais, mas como seus pais estão mortos há muito tempo, o país passa a servir como dublê — um substituto que ainda está ao alcance do ódio infantil. Qual desenrolar político pode advir em se tratando de alguém que no fundo do coração é um parricida inconsciente? Traição é um dos nomes; revolução é outro. Deus nos ajude se a economia colapsar ou se começar outra guerra mundial.

No livro Operation Trojan Horse de John A. Keel podemos constatar o seguinte somatório paranóico de forças psicológicas que subjazem no oculto: “Suponha que o plano seja preparar milhões de pessoas e em uma data futura engatilhar essas mentes todas de uma vez. Teríamos subitamente um mundo de santos ou um mundo de maníacos armados atirando uns nos outros do alto de suas torres sineiras?” A origem do mal sempre foi algo difícil de se explicar. “A demonologia não é apenas mais uma bobeirologia. É uma ciência antiga e séria que estuda os monstros e demônios que aparentemente coexistiram com o homem por toda a história”, diz Keel. O cientista Lobaczewski descreveria esses monstros em termos de anormalidades tanto psicológicas quanto de funcionamento cerebral. Ambos os autores compartilham de um sentimento de mau presságio. Do meu próprio estudo do fenômeno do fanatismo político, acredito que seja verdade que há milhões de mentes esperando para serem engatilhadas todas de uma vez. Vimos o que essas mentes fizeram durante o Terror da Revolução Francesa e durante as revoluções comunistas do último século. Neste momento da história não acabamos com os “monstros e demônios”, pois eles sempre coexistiram conosco. Com efeito, eles estão todos a nossa volta, talvez até mesmo dentro de nós.


Tradução: Leonildo Trombela Junior

5-Para sempre a eternidade no inferno, onde você poderá encontrar Sisifo empurrando, montanha acima, uma imensa bola de pedra há 2500 anos

A novela Dom Tomás Balduíno no Inferno, uma novela piedosa escrita por Frei Clemente Rojão OAAO é digna de constar entre as mais belas literaturas da língua portuguesa. Digo isso não só pelo excelente domínio da língua, mas pelo texto interessante a religiosos e políticos, desinformados ou não.
A novela foi dividida em cinco capítulos que publico neste blog nos dias 25/26/27/28 e 29/12/2014. A licença está escrita no texto original.

CAPÍTULO V
E para sempre, a eternidade

Dois mil e quinhentos anos se passaram quando Dom Tomás finalmente chegou na última caçamba.
  
- Não acredito! Estou chegando no final! Quem sabe não seja o fim? Deus não haveria de me punir por toda a eternidade, eu que sou um famoso bispo do Brasil...

Foi quando Dom Tomás ouviu um barulho a distância e uma gigantesca bola de pedra rolando pela planície em sua direção. Ele se esquivou mas a pedra certou em cheio uma das caçambas derramando terra por um milhão de hectares.

- Ah, merda! Que Inferno! Eu sabia que havia alguma gracinha.

Um homem de túnica rasgada muito barbudo vinha correndo a distância atrás da pedra:

- Perdão, perdão, meu pai! A pedra acertou no senhor?

- Que acertasse! Eu não posso morrer mesmo! Ninguém pode aqui neste Inferno! Como se não bastasse este fogo frio que queima cada pedaço de mim!!!

- Ah, esta pedra horrível sempre rola para baixo lá do alto da montanha. Dessa vez rolou para seu lado! Perdoe-me, meu bom senhor! 

- Quem é você, afinal? Eu sou Dom Tomás Balduíno, bispo emérito de Goiás, flor do clero brasileiro.

- Sou Sísifo, rei de Corinto.

- Ah, Corinto, eu conheço! Perto de Curvelo em Minas Gerais! Já fizemos reuniões da Pastoral da Terra lá.

- Na verdade é perto de Mégara no Peloponeso, Reverendíssima.

- Você é de Minas? Eu sou de Goiás. 

- Eu sou da Grécia, meu senhor. Sou veterano aqui, fui condenado a rolar esta pedra morro acima, mas ela sempre me escapa.

- Pois é, eu fui condenado a fazer reforma agrária com esta terra infeccionada aqui que o Diabo pisou. Mas estou no fim. Deve ser porque eu sou bispo. Faltava terminar uma caçamba, mas sua pedra a derramou.

- Excelência, peço encarecidamente que me perdoe. 

- Não perdoo não. Estou no Inferno, sem perdão. 

- Então vou deixar Vossa Excelência que preciso levar a pedra de volta.

- Por que você não pára com esta pedra estúpida que não tem fim, afinal?

- Ah não - Sísifo treme - é terrível se parar! 

- Vocês de Corinto e toda Minas Gerais deveriam fazer um movimento e se organizarem exigindo melhores condições de castigo. Vocês nunca prestaram atenção na Campanha da Fraternidade? A de 2014 falava justamente sobre este tema! Pena que estava no hospital...

- Excelência, devo ir, preciso rolar minha pedra, não entendo o que o senhor fala, o senhor veio de muitos séculos após minha época. E de novo, eu sou do Peloponeso, não dessa tal de "Mynasgeraaaiz".

- Vá, vá. Estes mineiros são uns alienados de justiça social. E ainda é analfabeto, o tadinho. Bem que o grande Paulo Freire tinha razão!!! Deve ser culpa do Aécio Neves. É por isso que eu sou Dilma até no mais fundo do Inferno!
E Dom Tomás pôs-se a recolher a última caçamba. Finalmente terminou.

- Oh, meu Deus! Terminei! Meu Deus! Aleluia! Será que serei salvo finalmente? Eu mereço um alívio destas brasas horríveis, destes horrores sem trégua! É insuportável ficar aqui!!!

Um vento violento soprou do leste. Violentíssimo, ao ponto de arrastar o velho bispo. E todas aquelas incontáveis caçambas cheias de terra foram viradas, e a poeira se espalhou pela mesma superfície ocupada pela Grande Nuvem de Magalhães. Uma voz cavernosa ressoou por todo o Inferno:

- Dom Tomás Balduíno, bispo emérito de Goiás, divida a terra!

- Ah, com mil demônios, vão para o Inferno! Não sou idiota! 

- Dom Tomás Balduíno, bispo emérito de Goiás, divida a terra!

- Eu não vou mais! - e atira a pá longe

- Dom Tomás Balduíno, bispo emérito de Goiás, divida a terra!

- E você vai fazer o quê? Já estou no Inferno e condenado, pior que isto não fica...

A terra começou a tremer violentamente. E a distância, Dom Tomás ouviu gritos que se aproximavam
"Latifundiário!"
"Arauto do capitalismo e do agronegócio!"
"Toda terra é roubada!" 
"Reforma agrária já!"
"Pelo fim das grandes corporações!"
"Contra a exploração do capital no agro!"

Era o MST infernal

- Não! Não! Nããããããããããããããão!!!!

E Dom Tomás Balduíno, bispo emérito de Goiás, no Inferno levou outra surra até decidir voltar a dar suas pazadas e recolher toda a terra... e de novo, e de novo, e de novo, e de novo por toda eternidade, até a Ressurreição, o Final dos Tempos e além...
***
O autor pede gentilmente que o leitor recolha-se em silêncio num exame de consciência de suas obras.

domingo, 28 de dezembro de 2014

4-No inferno, o castigo é o resultado do pecado que mais se cometeu na vida terrena. Rios de sangue causados pelo MST. Ou: Crime e Castigo

A novela Dom Tomás Balduíno no Inferno, uma novela piedosa escrita por Frei Clemente Rojão OAAO é digna de constar entre as mais belas literaturas da língua portuguesa. Digo isso não só pelo excelente domínio da língua, mas pelo texto interessante a religiosos e políticos, desinformados ou não.
A novela foi dividida em cinco capítulos que publico neste blog nos dias 25/26/27/28 e 29/12/2014. A licença está escrita no texto original.

CAPÍTULO IV
Crime e Castigo

Finalmente chegaram a um caudaloso rio de sangue, que corria entre as pedras com ruídos de choro, de mulheres, crianças, idosos e homens feitos. Asmodeu pediu que Dom Tomás o atravessasse:

- Atravesse. Além deste rio fica o seu lugar, Dom Tomás.

O bispo entrou no rio de sangue, cada vez mais fundo, até ficar só sua cabeça para fora. O ruído de choro ficou audível até ouvir as vozes claramente

"Por favor, eu não tenho nada a ver com o fazendeiro, eu só trabalho aqui!"

"Meu marido! Não! Não! Não!"

"Meu único trator! Não façam isso! Eu dou qualquer coisa para vocês!"

Asmodeu gritou da margem:
- Este, Dom Tomás, é o rio de sangue que correu no Brasil por causa de suas atividades junto ao MST e aos invasores de terra, eis a obra da sua Pastoral da Terra. O senhor está mergulhado no fruto de suas obras. Estes lamentos são os lamentos de vossas vítimas, Dom Tomás Balduíno. São pobres agricultores que perderam tudo, ora seduzidos para serem sem-terra profissionais, ora tendo sua terra atacada e espoliada por estes piratas do campo. Muitos morreram nas invasões, outros picados de bala de jagunço. Aqui no Inferno o senhor ficará sujo com o sangue deles, como a marca de Caim. Teus discursos o fizeram responsável por isto! Como se não bastasse a violência nas cidades, o senhor incitava no campo!

- Mas eu nunca preguei a morte de ninguém!

- Não diretamente! Mas as palavras tem conseqüências! Não se faz uma Revolução sem quebrar os ovos. O senhor está no meio dos ovos! Eis as vítimas das convulsões rurais! Você acha que este sangue não clamou ao Deus Altíssimo como o de Abel? 

Dom Tomás começou a chorar, mas as vozes ficaram cada vez mais altas, e o sangue queimava feito fogo e lava. 

- Atravesse! Seu tormento está do outro lado! 

Meio nadando, tropeçando, engolindo sangue e se engasgando, o velho bispo insensato se arrastou até a outra margem. Asmodeu o estava esperando segurando uma pá.

- Chegamos, Dom Tomás Balduíno, chegamos! Bem vindo ao seu lugar de tormento!

De quatro, coberto de sangue, o velho bispo arfava.

- Chega! Chega! Matem-me, por favor! Eu não suporto tanto tormento! Ai de mim porque pequei! 

- Ah, é o que todos pedem, mas aqui ninguém morre, meu caro! Levante-se! O melhor está por vir. 

O Demônio ergueu Dom Tomás pelo dedo mindinho e lhe mostrou uma imensidão de terra, como um aterro gigantesco. Era uma terra preta, mas cheirava a fezes, podridão, enxofre, sangue coagulado, pus e queimava como ácido. Ao lado havia várias caçambas, cujo número se multiplicava até o infinito.

- Eis, Dom Tomás! Nós somos punidos com aquilo ao qual pecamos, é o que disse a Escritura! Eis! O senhor passou sua vida fazendo pastoral da terra, não dos evangelhos! Eis aqui sua terra! Vossa Reverendíssima vai passar a eternidade dividindo a terra aqui nestas caçambas! Será sua reforma agrária! Ahahahaahahaha...

- Não me parece um grande castigo...

- Quem nunca pegou numa enxada debaixo do Sol sempre acha isto mesmo...

- Já sei, para me atormentar as caçambas não tem fundo...

- Não, todas elas têm fundo.

- Ou a terra não se acaba...

- A terra se acaba.

- Então a terra foge da minha mão?
- Não, Dom Tomás, a terra para sua Reforma Agrária ficará ai quietinha esperando suas pazadas.

- E seu eu me negar a dividir a terra???

- Ai eu chamo nosso MST infernal para te dar uma surra pior que a morte, ahahaahah! Está vendo como somos punidos com aquilo ao qual pecamos? Tome! Segure vossa pá. Pode começar! Já!

E Dom Tomás enfiou a primeira pá no monte de terra nauseabundo que o fez vomitar de mau cheiro. Recuperando-se, conseguiu enfiar uma pazada na caçamba.

- Ora, ora, até que isto aqui não tão ruim assim. Talvez Deus não estivesse tão bravo comigo. 

- Meu caro bispo, preciso ir. Tendo te trazido aqui, tenho assuntos urgentes a tratar. Há uma importante votação no STF do Brasil sobre a legalidade do aborto e preciso ir repassar alguns argumentos com uns juízes sobre a relativização do feto como pessoa. Mas até que este trabalho é agradável, eu aprendo bastante apesar de ser um demônio! Há juízes no Brasil que verdadeiramente mentem mais que demônios! São estes homens que fazem nosso trabalho valer a pena! Que boa geração vocês do clero fizeram no Brasil! Você deveria estar orgulhoso do seu trabalho!
- Que trabalho! Não consegui fazer a reforma agrária que pretendia!

Asmodeu se curvou num rapapé fora de moda:

- O senhor está fazendo a reforma agrária no Inferno, Dom Tomás Balduíno! Mas em nome de Satanás mais uma vez eu quero te agradecer por toda sua vida dedicada a nossa causa. Do fundo do meu coração de pedra, pela almas dos sete maridos de Sara que matei, pelo sangue dos inocentes mortos por Herodes Magno, muito obrigado! Muito, muito, muito obrigado!

E Asmodeu sumiu numa nuvem vermelha cheirando a flato e contaminada com germes de tuberculose.

- O que fazer? Agora não adiante chorar pelo leite derramado. É pazar e pazar! - disse o bispo.

sábado, 27 de dezembro de 2014

3-Inferno: Há lugar reservado para muitos da CNBB. Ou: Aqueles que hão de vir

A novela Dom Tomás Balduíno no Inferno, uma novela piedosa escrita por Frei Clemente Rojão OAAO é digna de constar entre as mais belas literaturas da língua portuguesa. Digo isso não só pelo excelente domínio da língua, mas pelo texto interessante a religiosos e políticos, desinformados ou não.
A novela foi dividida em cinco capítulos que publico neste blog nos dias 25/26/27/28 e 29/12/2014. A licença está escrita no texto original.

CAPÍTULO III
Aqueles que hão de vir

Continuando seu caminho nas planícies infernais, Dom Tomás Balduíno viu uma casa sendo construída por alguns demônios no meio do nada. Como o caminho passava por ela, viu uma placa escrita a sangue: "Aqui fica P. Casaldáliga" 
- Caro Asmodeu...

- Diga, Reverendíssima - o Demônio havia recuperado o bom humor

- Quanto tempo nós estamos andando? Para mim pareceu uma eternidade

- Nós andamos oitenta e sete anos, cinco meses, quatro dias e dezesseis horas. Quer os minutos?

- Opa, então aqui vou achar mais um colega! Aqui vocês puseram Dom Pedro Casaldáliga, meu glorioso colega do episcopado! Quero falar com ele!

- Não, Dom Pedro Casaldáliga não morreu ainda.

- Como não morreu? Se já se passaram oitenta e sete anos!

- Ai, pelo escarro sombrio de Lilith! Como posso ter de ensinar teologia a um bispo dominicano! Lá em cima, na terra, só se passaram cinco horas após sua morte. O Inferno não é atemporal? O tempo aqui não corre, ora voa ou se arrasta. O relógio aqui é relativo, tudo depende do tormento. 

- Então estão me fazendo andar assim só para me fazer sofrer?

- Bem, o senhor está no Inferno pelas suas opções, portanto em vida Vossa Reverendíssima já deveria ter cogitado que suas opções o levariam a isto! Não adianta reclamar se está caminhando muito tempo pelas rochas ardentes... Era para o senhor estar na glória, se não tivesse trocado seu carisma de bispo santo pelo carisma de insuflador da revolta fundiária. 

- Então só se passaram cinco horas desde minha morte?
- Sim, Dom Tomás Balduíno, e seu cadáver mal esfriou. Daqui eu vejo (porque tanto estou aqui como na Terra promovendo a ideologia de gênero, já que sou o demônio da destruição das famílias, como o Santo Tobias bem provou!) que estão tecendo elegias e louvores ao senhor, Dom Tomás Balduíno. Estão dizendo que o senhor era mais santo que Santo Antônio, mais bispo que São Borromeu, mais apóstolo que São Paulo, mais coluna que São Pedro, mais doutor que o Santo Aquinate, mais ortodoxo que Santo Atanásio, mais lutador que São Tiago! Só não te chamaram de conservador porque ai já seria ofensa! Ah, eu vejo um belo artigo na Folha Infernal, digo, Folha de "São" Paulo sendo escrito sobre o senhor neste exato instante. Que belas palavras! Vossa Reverendíssima verdadeiramente sentir-se-á tocada ao ler. 

- Sim, eu fui um homem muito bom! Um santo vivo! Penso que se Deus me condenou, ele só pode estar a favor dos poderosos e opressores!

Mas Asmodeu prosseguiu olhando para o alto, descrevendo a cena:

- Vejo muitos choros e lágrimas por Vossa Reverendíssima. A maioria apenas ouviu falar bem do senhor pelos poderosos do mundo e os donos dos microfones. Poucos realmente conheciam suas obras, ou ligavam os pontos para entender todo o mal que o senhor fez, Dom Tomás Balduíno, e como fostes um fariseu tremendo, ou sequer conheciam bem a fé católica para entenderem o quanto te desviastes. É como Jerusalém chorando o ímpio rei Joaquim... Também Herodes Antipas, morto roído por vermes, teve muito choro e lamento.

- Ah, eu sei que fiz um ótimo trabalho!

- Se eu não fosse um demônio, eu ficaria com pena dos índios. Eles passaram a história sendo enganados por vendedores de espelhinhos e miçangas, e são enganados de novo. Ó povo triste que chora achando que perdeu um amigo! Ah, mas teu Conselho Indigenista Missionário foi o maior dos opressores, este grande sindicato de lobby indígena para a Fundação Ford e outros tantos senhores internacionais! Quantos índios batizaram? Quase nenhum! Muito pelo contrário, clama aos céus o sangue dos pobres curumins enterrados vivos em cerimônias pagãs bárbaras, dignas da ira do Deus Altíssimo, dignas dos velhos adoradores do Moloc cananeu, que vossos missionários nunca impediram! Ah, os índios de antigamente eram felizes porque tinham os jesuítas, aqueles dos bons! Hoje em dia tem o senhor, dominicano! Que coisa! Mas os jesuítas dos bons tempos batizavam e fundavam colégios de missionários. Já este dominicano aqui não evangeliza, e faz os índios duplamente merecedores do Inferno. José de Anchieta fundou um Colégio missionário e está na glória. Dom Tomás Balduíno fundou um Conselho Missionário e está no Inferno. Justo. Muito justo.
- É... eu sempre protegi os pobres e os oprimidos dos poderosos. - replicou Dom Tomás com seu orgulho asinino, mas Asmodeu ficou furioso:

- Quando afinal o senhor bispo vai parar com este auto-engano??? Já não basta o fogo infernal corroendo suas entranhas? Que oprimidos? O senhor é mais amigo dos poderosos que Herodes! Nem Herodes era tão amigo de Sejano e Tibério César quanto o senhor bispo de Dilma Rousseff e Lula!!! Nem o ímpio Caifás era tão chegado aos levitas quanto o senhor era benquisto na CNBB!!! Que oprimidos? O senhor era um velho sibarita leviano e heterodoxo, amigo dos donos do poder! Um velho lambe-saco de políticos e cardeais empedernidos, este foi Dom Tomás Balduíno! E hipócrita, porque estes donos do poder lá estão há mais de uma década e os verdadeiros pobres da terra apenas conseguiram migalhas!!! Os ricos epulões dos Ministérios de Brasília, do Conselho Indigenista Missionário, do MST financiado com dinheiro público estão cada vez mais gordos e ricos. E os pobres Lázaros, não bastavam morrerem pobres, ainda foram ensinados a beijar as mãos que não os ajudavam! 
- Veja bem...

- "Veja bem" é bunda do bode de ouro da maçonaria!!! Sem contar que o senhor pediu votos para Dilma, ela que é defensora entusiástica do aborto e em todo seu governo só fez promover o assassinato de crianças no ventre da mãe. Só isto já seria suficiente para te trazer para cá não só uma vez, mas sete vezes!!! Estes poderosos, na terra, estão tecendo seus elogios agora, o senhor que tanto contribuiu à causa deles! Agora me vem posar de defensor dos pobres??? 

Mas Dom Tomás, impermeável à lógica, ficou calado pensativo ai deu um pulo:

- Peraí! Um pouco da doutrina católica eu sabia! Esta construção feita para receber Dom Pedro Casaldáliga está irregular! Você só pode afirmar que alguém está condenado depois da morte! Sendo assim, tudo isto aqui não é real, tudo é um sonho!

- Ok, Dom Tomás, você me pegou. Eu não sou Asmodeu. Eu sou São Gabriel e de fato tudo isto é um sonho mandado pelo Deus Altíssimo para sua conversão. O senhor vai acordar na UTI nesse exato instante, completamente lúcido, ainda que gravemente doente. Deus em sua misericórdia vai lhe dar exatas oito horas mais vida para que o senhor se arrependa de seus pecados, chame um sacerdote santo e se confesse completamente. Ai, quando o senhor se for, um pouquinho de Purgatório e estará na glória, junto da Rainha do Rosário e São Domingos!

- Ó, louvado seja Deus! Obrigado Senhor, obrigado, Senhor! Sim, eu vou me emendar! - mas acrescentou a parte - Ainda que particularmente não tenha visto nada de errado com minha vida...

- Te Deum laudamus, hein?

- Graças a Deus! Graças a Deus!

- Eu vou te dar um tapinha no rosto e o senhor vai acordar. Lembre-se: Pentiti cangia vita, è l´ultimo momento! 

- Pois não! Eu me arrependo! Eu me arrependo de tudo e mais um pouco!

E Asmodeu deu um violento murro em Dom Tomás com a potência de uma bomba de cem megatons que o fez rolar cinquenta mil quilômetros pelas pedras afiadas e cair em cima de um espinheiro. O bispo se levantou gritando ainda zonzo:

- ENFERMEIRA! ENFERMEIRA! Chamem um padre! Eu quero me confessar!

Asmodeu voou até lá e estendeu a mão.

- Levante-se, Dom Tomás Balduíno.

- PADRE? 
- Não sou padre não, o senhor está no Inferno e eu sei que o senhor bispo não estava com arrependimento perfeito, só estava dizendo que estava porque tinha medo deste fogo. Muito bem, a contrição imperfeita, a atrição, só serve para confissão sacramental em vida. Aqui o buraco é mais embaixo. Aliás, o senhor está nele! O senhor teve noventa e um anos de vida, era tempo suficiente para se santificar umas cem vezes, no mínimo, São Domingos Sávio e Santo Estanislau Kostka tiveram muito menos e foram grandes santos.

- Você me enganou????? Foi tudo uma brincadeira de demônios?

Asmodeu soltou uma gargalhada tão perversa que seu eco durou mil anos:

- O SENHOR ESTÁ NO INFERNO!!! ESTÁ RECLAMANDO DO QUÊ???

- Que crueldade!!! Que formidável e atroz crueldade demoníaca! Seu patife mentiroso!

- Obrigado pelo elogio.

- Deus não vê estas coisas?
- Dom Tomás, o senhor está no Inferno!!! Quer reclamar, vá chorar no colo do bispo! Há vários por aqui, especialmente da sua geração. Vai reclamar que está sendo atormentado no Inferno? Ora, mas a regra é clara! É logico que o Senhor no sermão da Montanha não poderia descrever as sutilezas dos tormentos e disse que tudo é "fogo e verme" genérico, mas eu te garanto que nós, anjos caídos, sabemos colocar um salzinho neste fogo! Acredite, Dom Tomás, ter de te aturar também faz parte do meu castigo de demônio. Nós demônios somos castigados também. Nós tentamos e depois castigamos, mas somos a todo momento castigados. Eu estou aqui e estou na terra, junto de Belial escrevendo cartilhas ensinando gayzismo para a juventude, fornecendo lubrificantes para sexo anal e camisinhas na porta de escolas, mas estou também sendo consumido pelo fogo que não se acaba. Tudo foi cuidadosamente explicado pelos Evangelhos e comentados pelos santos doutores. 

- Então me explique aquela construção reservada para Dom Pedro Casaldáliga???

- Simples. Ele tem mais um tempinho lá em cima. Se continuar com suas obras, vem para cá. Se mudar de vida e escapar de nós, ora, trocamos a tabuleta e colocamos outro lá. 
- Mas você, Asmodeu, sendo espírito atemporal já sabe se ele se condenou ou não.

- Sim, mas nem tudo me é dado te contar. Além do mais, sua condenação ou salvação não acrescentariam um grama de alívio ao teu castigo, Dom Tomás.

- Posso rezar por ele?

- Deus não ouve ninguém daqui. Se o senhor estivesse no Purgatório ou no Paraíso, sem dúvida. Mas aqui do Inferno não. Qual parte do "vocês quem entram percam toda a esperança" o ilustre bispo não entendeu?

- Deixe-me ir à terra um instante, para que eu os avise deste tormento então!

- Dom Tomás Balduíno, os bispos do Brasil tiveram João Paulo II e Bento XVI. Se eles não os ouviram, nem que um dos mortos ressuscite eles o ouviriam. Agora, andiamo via di qua!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

2-Reencontros de condenados no inferno onde o tempo não existe ou que aquela dor lancinante dura para sempre. Ou: Almas imortais para tormento imortal sem esperança

A novela Dom Tomás Balduíno no Inferno, uma novela piedosa escrita por Frei Clemente Rojão OAAO é digna de constar entre as mais belas literaturas da língua portuguesa. Digo isso não só pelo excelente domínio da língua, mas pelo texto interessante a religiosos e políticos, desinformados ou não.
A novela foi dividida em cinco capítulos que publico neste blog nos dias 25/26/27/28 e 29/12/2014. A licença está escrita no texto original.

CAPÍTULO II
Reencontros

O caminho era longo. Desceram meses, anos, décadas, pois sendo atemporal o Inferno, um segundo valia por mil anos, e mil anos valiam por um segundo. Muitas vezes Dom Tomás Balduíno fez menção de parar, reclamando do calor, de bolhas nos pés, das rochas incandescentes, dos gritos dos condenados, da escuridão fantasmagoricamente avermelhada, do enxofre, da lava, do sangue, mas Asmodeu ameaçava chamar novamente o MST e o velho bispo prosseguia sua descida lancinante para a Gehenna. No caminho, Dom Tomás viu algumas figuras conhecidas em seus tormentos, como o rico epulão, o mau-ladrão Gesmas, Pôncio Pilatos. Fazia menção de parar mas Asmodeu com vontade inflexível de um stalinista fazendo reforma agrária nas terras da Ucrânia o tocava adiante. 

Finalmente passaram por uma grande porteira de fazenda. Dom Tomás exclamou:

- Ah, agora sim, parece as fazendas em que meus pobres trabalhavam!
- Que fazenda, Dom Tomás? Que pobres? O senhor só sabia dos pobres de ouvir falar! O senhor teve um vida de conforto no bem-bom, indo para Roma e ganhando prêmios do governo, sendo amigo dos poderosos e dos senhores do mundo, que pobres? Onde está a sinceridade dos condenados? O senhor está no Inferno pelo conjunto de sua obra, Dom Tomás Balduíno, pela Igreja católica no Brasil em frangalhos, pela sua hipocrisia, pela sua untuosidade, pela sua arrogância! Vistes o rico epulão há alguns quilômetros atrás?? Tu és este homem! E pior, o rico epulão não fechou a porta do Céu ao pobre Lázaro, tu com teus discursos não só fechou como trancou! Quantos não foram carregados de inveja e raiva com sua arenga marxista incessante de Reforma Agrária! Santos homens de Deus que teriam seu quinhão de trabalho na terra aprenderam a olhar com inveja e ciúme aos outros fazendeiros e agricultores porque tinham algum rancho ou fazenda! Grande bosta ter mil fazendas! Olhe aqui embaixo, olhe a sua volta esta imensidão desolada do Tártaro!!! Que fazenda? Adianta ter fazenda? Adianta fazer reforma agrária? Aqui embaixo há latifundiários e sem terra, ricos e pobres aqui recebem a paga de se apegarem às coisas da terra! O rico por se apegar a ter muito, o pobre por ganância de querer! Está escrito "Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça"...

- A justiça é a reforma agrária! - interrompeu Dom Tomás

- Seu velho maldito e hipócrita, chega deste discurso para tolos!!! - e Asmodeu deu um tapa na face do bispo com a força do impacto de um Boeing 747 a plenos motores que o fez rolar oito quilômetros na lama de lava ardente. - Será que não caiu sua ficha que este tipo de discurso não é o de Jesus Cristo?!! 
- Está bem, está bem, Asmodeu, está bem! Eu me calo! Eu me calo! - disse Dom Tomás se levantando todo quebrado, mas vivo, dado a imortalidade da alma. 

- Venha! Vamos atravessar esta porteira deste rancho. Vamos parar aqui. Há um velho amigo que precisa te rever.

Uma estrada poeirenta de terra vermelha num grande cerrado, como o de Goiás, os esperava. Andaram alguns anos por ela quando viram uma cena insólita. Num campo aberto, um facho cegante de luz divina por maneira misteriosa furava o céu vermelho do Inferno e descia até o chão de terra batida desolado. "Improdutivo!" pensava Dom Tomás mas se calava com medo do Demônio. Debaixo deste facho, um gigantesco demônio segurava um velho careca de batina forçando ele a olhar a luz cegante, como que de um holofote potentíssimo. Pequenos demônios, montados nos ombros do velho, mantinham as pálpebras dele abertas para receberem a luz, que queimava seus olhos e o fazia gemer de maneira dolorosíssima. Foi possível ouvir a voz do grande demônio

- Olhe para o Céu! Agora você vai ter de olhar para o Céu! Não, não olhe para a terra, não! A sua missão era olhar para o Céu, não para a terra! Agora você vai olhar para o Céu!
Ao lado do velho havia um pequeno aparador com uma campainha. A campainha soou e o demônio deu uma formidável joelhada no traseiro do velho, suficiente para quebrar todos seus ossos.

- Deus quer que se ajudem os pobres, não que se fale dos pobres!!!

A campainha soou de novo. E o demônio deu novamente outra joelhada no cóccix inflamado do velho. Asmodeu virou-se e explicou:

- Dom Tomás Balduíno, este é um velho colega seu. Deixe-me explicar o seu tormento, ele está condenado a toda eternidade olhar a luz do Céu. Mas esta é uma luz que queima, não alivia. Este velho bispo ai tinha como missão e carisma falar da luz de Deus, mas a trocou pela "Justiça Social" e outras bobagens que vocês bispos brasileiros enganam os fiéis e ajudam o governo revolucionário esquerdista. A campainha é ligada à boca do clero do Brasil, cada vez que um padre ou bispo fala de pobres, a campainha soa e o velho leva um pontapé no traseiro, porque em vida este homem falou muito de pobres, mas ajudou muito pouco.

Asmodeu gritou para o demônio grande que torturava o velho bispo:

- Hei, Mamón, dê uma pausa ai. Trouxe visita!

Mamón soltou o velho que correu até Dom Tomás. Mamón também se aproximou, e ele e Asmodeu foram para o lado, discutindo a Nova Ordem Mundial e a estratégia dos socialistas fabianos para financiar a destruição da família e implantar o gayzismo na nova geração, enquanto davam um tempo para os dois condenados se reverem. 

- Ai, Tomás, me ajude! Também você aqui no Inferno! Isto aqui é um horror, é um horror!

- DOM HÉLDER CÂMARA??? MAS DOM HÉLDER CÂMARA O SENHOR É UM SANTO! - recuou Dom Tomás Balduíno horrorizado.

- Não só eu estou aqui, mas quase toda a CNBB! Muitos poucos escaparam, como Bergonzini, Sales e Oppermann, contam-se nos dedos! Do resto, a maioria da velha guarda da CNBB está aqui, espalhada pelo Hades sendo torturada.

- Eu nunca pensei de fato que o Inferno fosse de verdade, D. Hélder, mas aqui estamos todos!
- É um sonho doentio este, escrito por uma mente doentia, só pode ser - gemia Dom Hélder.

- Ou por uma mente irritada com o que nossa geração fez com a Igreja no Brasil, que confia na ira de Deus em seu julgamento. E eu há pouco lá em cima, até dizendo que o senhor deveria ser canonizado, Dom Hélder! Até o PT te ama!

- Ah, lamento não estar vivo para vê-los no poder! Mas a quantidade de brasileiros assassinados e condenados que chegam todo ano aqui no Inferno mostram mesmo que o PT está no poder, caro Dom Balduíno! Ah, mas se realmente tivéssemos acreditado que o Inferno existia, e que as excomunhões para quem professa do marxismo ainda estão válidas! Fui atirado aqui no lago de fogo com os pés amarrados, de cabeça para baixo! Eu que era venerado como um santo vivo! Enquanto isto eu olho para o céu condenado e vejo os conservadores que perseguíamos na glória no banquete de cordeiro, sim, eles, que tanto expulsamos dos seminários, dos conventos, das paróquias! Eles em vida só ganharam migalhas, e é por isto que estão na glória com o Senhor, e nós, medalhões da CNBB estamos aqui nas chamas, ardendo, madeira de santo, somos boa madeira para bom fogo!

- Não diga isto, Dóm Hélder, não diga isto que tínhamos razão, nós lutamos por Justiça Social! 
- Ah, que o arrependimento não chega às almas do Inferno, congeladas que estão em sua opção na hora da morte! Veja, Dom Balduíno, meu amigo, que mesmo gemendo nestas chamas da Gehenna ainda estamos com nossos pensamentos marxistas e materialistas, buscando justiça no mundo e esquecendo que o Reino de Deus não é matéria, e sim graça! Somos danados, somos condenados, e eu, Dom Hélder Câmara, fui o mais maldito entre os bispos do Brasil, o mais hipócrita, o mais condenado! É por isto que estas chamas me corróem por dentro, este calor me abrasa, este fogo que me conserva para ser condenado, ser pasto de demônios! Ah, se pudesse morrer e ficar livre deste tormento! Mas não, a morte foge de nós no Inferno, somos almas imortais para tormento imortal sem esperança. Ah, se tivesse um fragmento, uma grama de esperança estes suplícios seriam mitigados. Mas não, o Altíssimo deu sua palavra final, nós bispos da Teologia da Libertação somos seus inimigos, nós que deixamos as ovelhas se perderem para que revolucionários chegassem ao poder! Ai que desespero! Ai que angústia! Ai que dor! Mas falemos de outras coisas... como estão nossos amigos lá em cima, Dom Balduíno?

- Ah, todos eles estão em belos cargos públicos, ganhando milhões em negociatas, todos contentes e gordos! Certamente vejo agora que virão para cá sem dúvida! E nós que tantos votos puxamos para eles viemos mais cedo! 

- Isso que dá, Dom Tomás Balduíno, servir ao mundo e ter se esquecido de servir a Deus! Ah, o olhar de reprovação que Jesus me lançou, isto me dói mais que todos os tormentos que Satã pudesse criar! Ah, Senhor, não foi em teu nome que preguei? Não foi em teu nome que rezei? Não foi em teu nome que agi? E ele me mandou para cá, porque eu colaborei com a iniquidade, mesmo sabendo de todas as condenações da Igreja ao marxismo, comunismo e derivados! Eis-me aqui, sou louvado na terra enquanto os demônios me dilaceram no Inferno!

Asmodeu e Mamón, tendo já dado tempo suficiente, voltaram para os respectivos bispos: