terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Quem tem medo do Sr. Mercado? Sr. Mercado? Sr. Mercado?

OS 3 TIPOS DE INVESTIDORES NO MERCADO DE AÇÕES

Descobri este vídeo no blog Sir Income que se dedica a acompanhar a trajetória do mercado e suas oscilações. Vale a pena ver a adaptação para esse vídeo de Walt Disney com o Lobo Mau e os Três Porquinhos.

Economia numa única lição - Leia o livro de Henry Hazlitt em PDF


Postado em 27 de Dezembro de 2013 no site Ordem Livre
Tradução: Roberto Fendt

Este livro analisa as falácias econômicas que, de tão prevalecentes, se tornaram uma nova ortodoxia. Não há um único governo em qualquer dos principais países do mundo que não seja influenciado por algumas dessas falácias.

Talvez a forma mais curta e certa de entender economia seja a dissecação desses erros, em particular do erro central do qual decorrem todos os demais. Essa é a hipótese deste livro e de seu título ambicioso e beligerante, cujo objetivo não é expor os erros de algum autor em particular, mas os erros econômicos que ocorrem em sua forma mais freqüente, mais difundida ou mais influente.


Itens do livro: Economia numa única lição

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Como anjos caídos, os senhores deste mundo têm aplicado métodos sutis de transformação do imaginário coletivo. Recado aos cristãos: A luta contra esse estado totalitário e anticristão é persistir na fé até que o demônio desista

Escrito por Fabio Blanco* e publicado no site Mídia Sem Máscara
Minha percepção é que os cristãos adentrarão em um período difícil de sua história. Um tempo de oposições ferrenhas se apresenta.
As sementes plantadas há mais de 100 anos começam a dar seus frutos. O projeto de superação do cristianismo e da cultura promovida e sustentada por ele, após décadas de paciente labor para modificar o senso comum da sociedade, vai colhendo seus resultados, e cada vez mais abundantes.

A mudança na sociedade é sensível. Temas que sequer eram abordados estão na pauta diária da mídia, princípios inegociáveis estão sendo abandonados rapidamente, o que era certo, agora é duvidoso e o respeitável está se tornando, para a mente coletiva, maléfico.

Minha percepção é que os cristãos adentrarão um período difícil de sua história. Um tempo de oposições ferrenhas se apresenta. Nele, os fracos sucumbirão e, se não abandonarem a fé, como forma de acomodarem-se diante das exigências dessa nova sociedade, transformarão a religião em mera atividade exterior, sem princípios imutáveis, nem certezas definitivas. Mas, pelo menos aqui no Ocidente, essa oposição ainda não se dará por meio da coação física. Quando esta ocorre, pelo menos as intenções ficam claras e os posicionamentos também. O que já está acontecendo por aqui é, na verdade, uma perseguição sutil, quase velada, às bases que sustentaram a fé cristã até os dias de hoje. Para isso, há muito tempo o imaginário das pessoas vem sendo modificado, a fim de que elas enxerguem as manifestações cristãs como símbolo de algo prejudicial à evolução da sociedade. Dessa maneira, o cristão que defende valores imutáveis, que não negocia seus princípios, que crê em uma verdade absoluta e não aceita imposições que sabe imorais, está, cada vez mais, sendo visto como um radical, uma figura retrógrada e inconveniente. A mente das pessoas está sendo reprogramada para esquecer os ensinamentos religiosos que fundamentaram a civilização por dois mil anos e não apenas aceitar, mas desejar as libertinagens e dubiedades deste novo mundo que se impõe.

Para chegar a isso, foram necessárias décadas de implantação de técnicas de manipulação coletiva, que vêm sendo colocadas em prática por meio da mídia, das artes e dos governos. São técnicas desenvolvidas em laboratórios, aprimoradas insistentemente, que permitem que massas de indivíduos sejam conduzidas a fazer e pensar exatamente como os manipuladores desejam. E apesar de boa parte das pessoas não acreditar nisso (o que faz parte da manipulação praticada), quem estuda um pouco sobre o assunto sabe que as técnicas estão avançadíssimas e os instrumentos disponíveis. E elas vêm sendo aplicadas em larga escala, lançando mão dos instrumentos modernos que permitem que uma multidão seja atingida quase ininterruptamente.

E nem mesmo os cristãos estão livres da influência oculta desses manipuladores. Pelo contrário, inseridos que estão na sociedade, vivendo e compartilhando seus bens, estão cotidianamente expostos às ideias e os pensamentos que são lançados e que visam tornar o cristianismo superado. Assim, acabam, ainda que sem perceber, absorvendo muito da visão moderna da vida, repetindo, além do palavreado, as formas de pensar dessa sociedade metodicamente transformada. De fato, não é difícil encontrar pessoas que, ainda que aparentemente religiosas, defendam e até propaguem bandeiras anticristãs como se estas fossem modelos maiores de piedade. Por sofrerem, direta ou indiretamente, influência dessa manipulação coletiva que vem sendo aplicada há anos, sem perceber agem e pensam, muitas vezes, contrariamente aos princípios cristãos que sustentaram a sociedade até aqui. Assim, se deparar com padres comunistas, pastores gays e religiosos abortistas, por exemplo, se torna algo cada vez mais comum. E, na maior parte, estas aberrações se apresentam como se representassem atitudes cristianíssimas. O que é isso senão uma alteração extrema da forma de pensar possivelmente alcançada apenas por meio de um processo artificial?

Diante disso, aos cristãos que pretendem manter-se fiéis aos fundamentos de sua fé não basta lutar contra toda a parafernália ideológica existente. Pelo contrário, travar uma luta frontal contra um ataque invisível não me parece uma estratégia inteligente. Se fizer isso, apenas exporá suas fraquezas, que serão mais ainda exploradas até que sucumba definitivamente. É como querer lutar com demônios. E, neste caso, as Escrituras aconselham a resistir, até que eles desistam. Como anjos caídos, os senhores deste mundo têm aplicado métodos sutis de transformação do imaginário coletivo. As técnicas são tão imperceptíveis, que mesmo um conhecedor das verdades fundamentais, quando exposto a elas, talvez não perceba que estão sendo aplicadas. As manipulações são feitas, muitas vezes, por meios subliminares, outras provocando dissonâncias, outras estimulando contraditoriamente e, por vezes, até por hipnoses através de transes leves. Tudo imperceptível para o observador não treinado.

Portanto, para quem tem a firme decisão de ser o minimamente possível influenciado pelos manipuladores modernos, há apenas duas atitudes complementares: a primeira é o aprofundamento no conhecimento e compreensão da própria fé e dos princípios que a fundamentam, acompanhado de uma intensificação das atividades espirituais próprias dela. Por incrível que pareça, o que demonstra que o que está por aí é realmente obra demoníaca, as técnicas de manipulação não são eficazes até o ponto de fazer a pessoa negar a própria fé ou tirar a própria vida (o que me faz lembrar da permissão que Deus deu ao diabo para tentar Jó, porém sem poder levá-lo à morte). A segunda atitude é negar o máximo possível as manifestações culturais e midiáticas oferecidas. Se não é aconselhável simplesmente fugir, desligando-se do mundo, o cristão pode substituir o que é apresentado pelas agências de informações por notícias e matérias colhidas por jornalistas independentes de verdade. Quanto ao show business, o melhor é absorver alta cultura, boa música, literatura de bom nível e livros de pensadores realmente superiores. Tudo isso para que, de alguma maneira, pelo menos na vida daqueles que praticarem isso, os efeitos da manipulação sejam minimizados.

*Fabio Blanco é advogado e teólogo.

Biografia de Friedrich August von HAYEK (1899-1992), economista austríaco contra a intervenção do estado na economia contrariando Keynes

Postado em 23 de Dezembro de 2013 no site Ordem Livre

Autor Jim Powell
Se algum economista do século XX foi um homem da Renascença, esse economista foi Friedrich August von Hayek (1899-1992). Ele deu grandes contribuições à teoria política, à psicologia e às ciências econômicas. Em um campo onde a relevância das idéias é quase sempre eclipsada pelo desenvolvimento de uma teoria primária, muitas de suas contribuições são tão incríveis que as pessoas ainda as leem, mais de quarenta anos após serem escritas. Muitos estudantes de economia de hoje, por exemplo, estudam seus artigos dos anos 1930 e 1940, sobre economia e conhecimento, de onde extraem idéias que alguns economistas mais experientes ainda não compreendem totalmente. Não surpreenderia se uma importante minoria dos economistas em 2050 ainda ler e aprender a partir de seus artigos.

Hayek foi o defensor mais conhecido da corrente conhecida como Escola Austríaca. Ele foi, na verdade, o único grande membro recente da Escola Austríaca que realmente nasceu e cresceu na Áustria. Depois da Primeira Guerra Mundial, Hayek recebeu seu doutorado em direito e ciência política na Universidade de Viena. Logo em seguida, junto com outros jovens economistas como Gottfried Haberler, Fritz Machlup e Oskar Mogenstern, Hayek associou-se ao seminário particular de Ludwig Von Mises – o equivalente austríaco ao “Cambridge Circus” de Keynes. Em 1927, Hayek se tornou diretor do recém-fundado Instituto Austríaco de Pesquisas Econômicas. No início dos anos 1930, aceitando um convite de Lionel Robbins, passou a fazer parte do corpo docente da London School of Economics, onde permaneceu por dezoito anos. Hayek se tornou cidadão britânico em 1938.

A maior parte do trabalho de Hayek, a partir dos anos 1920 e seguindo pelos anos 1930, foi dedicado à teoria austríaca dos ciclos econômicos, teoria do capital e teoria monetária. Hayek via uma conexão entre as três. Argumentava que o grande problema para qualquer economia é como as ações das pessoas são coordenadas. Ele notou, da mesma forma que Adam Smith, que o sistema de preços e o mercados livre fazem o incrível trabalho de coordenar a ação das pessoas, mesmo que essa coordenação não seja a intenção de ninguém. O mercado, dizia Hayek, é uma ordem espontânea. E, quando se referia a uma ordem espontânea, Hayek queria dizer que não era planejada – o mercado não foi planejado por ninguém, mas evoluiu lentamente, como resultado das ações humanas. Entretanto, o mercado não funciona perfeitamente. “O que fazia com que o mercado não conseguisse coordenar os planos das pessoas, fazendo com que, às vezes, muitas pessoas ficassem desempregadas?”, perguntava Hayek.

Uma causa, dizia, era o aumento da disponibilidade de moeda, promovido pelos bancos centrais. EmPreços e Produção, Hayek argumentava que esses aumentos diminuiriam as taxas de juros, fazendo com que o crédito ficasse artificialmente mais barato. Dessa forma, empresários faziam investimentos que não teriam feito, caso entendessem que estavam recebendo um price signal distorcido do mercado de crédito. Porém, mostrava Hayek, os investimentos de capital não são homogêneos. Investimentos de longo prazo são mais sensíveis às taxas de juros do que os de curto prazo, da mesma forma que títulos de longo prazo são mais sensíveis aos juros do que títulos do tesouro. Concluiu, então, que taxas de juros artificialmente baixas não apenas causam um aumento artificial no investimento, como também causam um “mal investimento” – muitos investimentos em projetos de longo prazo relacionados aos de curto prazo. Ele argumentou que a bolha de investimentos inevitavelmente explodirá. Hayek via nessa explosão algo saudável, necessário para um reajuste. Segundo Hayek, a melhor maneira de evitar que as bolhas explodissem era evitar que crescessem.

Hayek e Keynes construíram seus modelos de mundo durante o mesmo período. Possuíam familiaridade com a visão do outro e discutiam suas diferenças. A maioria dos economistas acredita que a Teoria Geral de Keynes teria vencido a guerra. Hayek, até o dia de sua morte, nunca acreditou nisso. Nem ele, nem os outros membros da Escola Austríaca. Hayek acreditava que as políticas keynesianas para o combate do desemprego, inevitavelmente, causariam inflação e, para manter o desemprego baixo, o banco central teria que aumentar a disponibilidade de moeda de forma cada vez mais rápida, causando um crescimento cada vez maior da inflação. O pensamento de Hayek, expresso em 1958, é agora aceito pelos principais economistas do mundo.

No fim dos anos 1930 e no início dos anos 1940, Hayek se dedicou ao debate sobre a possibilidade de sucesso do planejamento socialista. Ele argumentava que o planejamento socialista não poderia funcionar. Dizia Hayek que os economistas socialistas acreditavam que um planejamento central poderia funcionar por pensarem que os planejadores poderiam utilizar as informações econômicas dadas e alocar os recursos de acordo com elas. Porém, Hayek apontou que essas informações não eram “dadas”. As informações não existem, e não podem existir, na cabeça de uma pessoa - nem na cabeça de um pequeno grupo de pessoas. Pelo contrário, cada indivíduo possui conhecimento a respeito de alguns recursos em particular e oportunidades em potencial de utilizar esses recursos que os planejadores centrais nunca terão. A virtude do livre mercado, segundo Hayek, é que ele garante máxima liberdade para que as pessoas utilizem informações que somente elas possuem. Em suma, o processo mercadológico gera as informações. Sem os mercados, elas não quase inexistentes.

Os principais economistas, mesmo alguns socialistas, aceitam agora o argumento de Hayek. O economista de Harvard, Jeffrey Sachs afirmou: “se você perguntar a um economista qual seria um bom lugar para se investir, quais indústrias crescerão e onde a especialização ocorrerá, o seu histórico de sucessos será bem pobre. Os economistas não coletam informações no dia-a-dia, como fazem os empresários. Toda vez que a Polônia pergunta: Bem... o que vamos ser capazes de produzir? Eu digo: eu não sei.”

Em 1944, Hayek também atacou o socialismo de um ângulo bem diferente. Ele tinha observado a Alemanha bem de perto, de seu ponto privilegiado, da Áustria, nos anos 1920 e no início dos anos 1930, quando então se mudou para a Grã-Bretanha. Ele percebeu que muitos socialistas britânicos defendiam algumas das políticas em favor do controle governamental sobre a vida das pessoas, o mesmo controle que ele assistira ser defendido na Alemanha dos anos 1920. Ele também percebera que os Nazistas eram, realmente, Nacional-Socialistas, ou seja, eram nacionalistas e socialistas. Assim, Hayek escreveu econlib.org.

F. A. HAYEK disse que homens inescrupulosos têm mais probabilidades de êxito em sociedade que tende ao totalitarismo. Contra o totalitarismo só a fé inabalável nas tradições de nações de homens livres, retos, tolerantes e independentes. Leia o livro: O Caminho da Servidão disponibilizado em PDF

Postado em 28 de Dezembro, 2013.
Autor OrdemLivre
A clareza do argumento garante a perenidade do sucesso deste livro: numa sociedade com planejamento central, é fatal que o pequeno grupo de planejadores não possua todas as informações necessárias, causando de um lado a impressão de que a força planejadora precisa aumentar, e de outro a necessidade de uso da força física para impor o planejamento imperfeito.

O Caminho da Servidão é um dos livros políticos mais importantes do século XX.
Faça o download de O Caminho da Servidão em PDF.
Faça o download de O Caminho da Servidão em MOBI.

Composição dos capítulos do livro:
INTRODUÇÃO - 27 (31) 
Capitulo 1 - O CAMINHO ABANDONADO – 36 (38) 
A vontade humana tornou o mundo o que ele é - A base individualista da civilização moderna - Liberalismo, uma doutrina não estacionária. Mas que não foi permitida de se desenvolver e foi abandonada - A Alemanha como país que liderou o novo ponto de partida. 
Capítulo 2 - A GRANDE UTOPIA - 48 (47) 
A promessa socialista de uma nova liberdade - Mudanças no significado da palavra liberdade - As apreensões renovadas - A utopia de um socialismo democrático. 
Capítulo 3 - INDIVIDUALISMO E COLETIVISMO - 56 (55) 
O significado do socialismo - O significado de "planejamento" - A alternativa para uma economia dirigida; não um laissez-faire, mas uma estrutura racional para competição - Sistemas mistos de dirigismo central e livre iniciativa são inferiores a cada um deles isoladamente. 
Capítulo 4 - A "INEVITABILIDADE" DA PLANIFICAÇÃO – 67 (64) 
Competição impossibilitada pelas mudanças tecnológicas - As causas para o crescimento dos monopólios - Novos problemas criados pelas mudanças tecnológicas - Possibilidades tecnológicas que não podem ser percebidas num sistema de competição - A demanda de uma planificação surge em grande parte devido à estreita visão do especialista. 
Capitulo 5 - PLANIFICAÇÃO E DEMOCRACIA – 79 (74) 
Uma direção centralizada das atividades econômicas pressupõe um amplo código comum de valores - Fins individuais e sociais ~ Concordância nos métodos e discordância nos fins - À medida que a esfera de ação do governo se expande, a possibilidade de acordo diminui - A ilusão de um "controle" democrático - A 
liberdade e não a democracia como valor máximo. 
Capitulo 6 - A PLANIFICAÇAO E O ESTADO DE DIREITO - 94 (86) 
O Estado de Direito - Normas formais e substantivas - O fundamento lógico do Estado de Direito - O conflito entre igualdade formal e substantiva - A nova ameaça ao Estado de Direito - O Estado de Direito e os Direitos do Homem. 
Capítulo 7 - CONTROLE ECONÔMICO E TOTALITARISMO - 109 (98) 
Liberdade política e econômica - o desprezo ao meramente econômico - O controle sobre a produção gera o controle sobre o consumo - Planejamento e a escolha de profissão - Ordens e proibições, a única alternativa para o sistema de preços - O mito da abundância – A expansão sem precedentes do controle totalitário. 
Capítulo 8 - QUEM, A QUEM? - 122 (109) 
Liberdade c propriedade - Planificação e a distribuição de renda - Justiça distributiva - "Igualdade" - Preços "justos" e salários "equitativos" - As idéias conflitantes sobre o status apropriado - O Socialismo preparou os instrumentos de um controle totalitário - Socialismo de "classe média" - O conflito entre socialismos. 
Capítulo 9 - SEGURANÇA E LIBERDADE - 140 (123) 
Os dois tipos de segurança - Numa sociedade livre flutuações de renda são inevitáveis - Segurança de um certo status econômico só é possível numa sociedade militarmente organizada - A segurança econômica garantida para alguns aumenta a insegurança dos restantes - O significado da crescente demanda por segurança. 
Capítulo 10 - POR QUE OS PIORES CHEGAM AO PODER - 154 (134) 
Os efeitos morais do coletivismo - O menor denominador comum produz o maior grupo homogêneo - As tendências particularistas inerentes ao socialismo - A adoração do poder - Os fins sociais justificam qualquer meio - Hábitos úteis encorajados no cidadão do estado totalitário - A seleção do líder. 
Capítulo 11 - O FIM DA VERDADE – 171 (148) 
O papel da propaganda - As pessoas devem ser condicionadas a aceitar não somente os valores mas também a visão dos fatos subjacentes ao plano - Novos valores se tornam aceitáveis sob a terminologia de antigos - Nenhum campo de conhecimento pode ser deixado sem controle - Verdade e liberdade de pensamento. 
Capítulo 12 - AS RAÍZES SOCIALISTAS DO NAZISMO - 183 (158) 
O apoio socialista completou a vitória das forças antiliberais na Alemanha - Sombart - Plenge - Lensch - Spengler e Moeller van den Bruck - O socialismo como arma contra o Ocidente liberal. 
Capítulo 13 - OS TOTALITÁRIOS EM NOSSO MEIO - 197 (169) 
O alastramento dos ideais alemães - O realismo histórico mais teutônico - O totalitarismo dos cientistas - As organizações monopolistas de capital - As organizações monopolistas de trabalho. 
Capítulo 14 - CONDIÇÕES MATERIAIS E OBJETIVOS IDEAIS - 217 (185) 
A economofobia de nossa geração - Numa sociedade livre nenhum propósito pode permanentemente dominar todos os outros; nem mesmo (28) a eliminação do desemprego - A realização da maior parte de nossas esperanças depende de um rápido progresso econômico - O declínio dos ideais políticos ingleses. 
Capitulo 15 - AS PERSPECTIVAS DA ORDEM INTERNACIONAL - 233 (198) 
O conflito entre planejamento nacional e ordem internacional - A direção das atividades econômicas em escala internacional cria dificuldades políticas ainda maiores do que em escala nacional - Criaria conflitos de ideais que só poderiam ser resolvidos pelo uso da força - A autoridade internacional não pode ser restrita a assuntos de ordem econômica - A necessidade de um poder político forte mas limitado estar acima das autoridades econômicas - Os méritos do principio federalista - O Estado de Direito na esfera internacional - O perigo de ser excessivamente ambicioso. 
CONCLUSÃO - 251 (213) 
NOTAS BIBLIOGRÁFICAS – 253 (215) 
(Os números entre parênteses correspondem à paginação original do livro) (31)

domingo, 29 de dezembro de 2013

Falsários e suas muitas falsificações

Escrito por Percival Puggina* e publicado no site Mídia Sem Máscara

Índios exibindo cocares zero quilômetro, com vistosas e irretocáveis penas de pobres aves, sem ninguém por elas?
Diziam que o PT não era como "os partidos tradicionais" e tinham razão - o PT é um partido que protege bandidos.

A mais grave dimensão da falsidade ocorre quando ela se torna estratégia de ação e estilo de vida. Quando isso acontece - e está acontecendo no Brasil - o caráter dos indivíduos é destruído e a credibilidade das instituições que por desventura eles comandem se converte em lama.

O artigo 1º da lei que criou a Comissão da Verdade (CV) atribui-lhe a tarefa de "efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional". Memória, verdade e reconciliação. Qual a verdade que a CV busca? Ela busca conhecer os autores de crimes e agressões a direitos humanos que vitimaram os guerrilheiros e terroristas camaradas de dona Dilma. Os muitos crimes e violações cometidos por essa mesma turma estariam inteiramente perdoados, esquecidos, cobertos por grossa camada de errorex, e rendem vultosas indenizações aos que os perpetraram. Para os comissários da CV, a anistia valeria para tais crimes, acima de qualquer dúvida. E a reconciliação? Ora, os proponentes e executantes dessa farsa, ungidos de falso espírito pacificador, assumiram uma tarefa em que não creem. E isso é farsa. Eles não acreditam em reconciliação (a menos que renda votos, como num abraço entre Lula e Maluf). Creem, nisto sim, em conflito, em revanche e em vingança. Tudo isso é ou não fraude ao Direito, à memória, à verdade e à História? Mas a falsificação, uma vez iniciada, não pára mais.

Querem outro exemplo? Quem pode considerar legítimos esses índios que vemos em Brasília, mobilizados pela governamental Funai, reivindicando demarcações de territórios para suas "nações"? Índios de caminhonete, calça jeans e que se abastecem em supermercados? Índios exibindo cocares zero quilômetro, com vistosas e irretocáveis penas de pobres aves, sem ninguém por elas? No entanto, os falsários, financiados por interesseiras ONGs internacionais, articulam para que obtenham cada vez maiores extensões de reservas, como se ainda vivessem, todos, da caça e da pesca. Pura manobra diversionista. O verdadeiro botim é a extraordinária biodiversidade e são as riquezas do subsolo.

Não são menos fraudulentos, por sua vez, muitos dos "quilombos" que pipocam em áreas nobres do território e do meio urbano nacional. Os falsários organizam esses grupos de interesse, insuflam ódio racial, excitam a cobiça, prometem vantagens patrimoniais, inventam fábulas sobre inexistentes quilombos e cuidam de ampliar o número de falsos quilombolas.

Uma vez assumida como estratégia de ação e estilo de vida, a falsidade se impõe em tudo. Por isso, os falsos dossiês, encomendado a falsários profissionais. Por isso se falsificam as informações sobre as contas públicas com a tal "contabilidade criativa". Por isso Dilma, ungida candidata à presidência, é apresentada à nação como grande gestora de um governo enrolado e enrolador. Por isso se apressam em fazer o que muito condenaram para não enfrentar o fracasso de soluções que nunca tiveram. Por isso diziam que o PT não era como "os partidos tradicionais" e tinham razão - o PT é um partido que protege bandidos. Por isso o falso apreço a direitos humanos, um apreço que tem cor partidária, que tem afeições e ódios ideológicos. Por isso as falsificações ditadas pelos mandamentos do "politicamente correto", que transformam reivindicações grupais e pautas políticas em pretensos direitos humanos.

A lista seria inesgotável. Os falsários compreendem suas estratégias e métodos como elementos da disputa e da preservação do poder e os aplicam em tudo. O certo, a verdade e o bem integram uma esfera de temas que sequer conhecem, onde não vão e onde não operam. Nos espaços em que atuam habitualmente não incidem exigências de ordem moral que não estejam referidas à manutenção do poder. Para quem ainda não percebeu, é a mesma ética assumida pelos falsos mártires do Mensalão.


Veja vídeo entrevista Lobão com Marco Antonio Villa e Luana Ruiz Silva: Década perdida e guerrilha indígena

AQUI O VÍDEO DO HANGOUT-BOMBA DE LOBÃO COM MARCO ANTONIO VILLA E LUANA SILVA: A DÉCADA PERDIDA E A GUERRILHA INDÍGENA-QUILOMBOLA NO CAMPO
Publicado no blog do Aluízio Amorim
Está aí mais um hangout (programa em vídeo pelo Youtube) que foi levado ao ar esta noite pelo Lobão (João Luiz Woerdenbag Filho), sim o nosso grande Lobão, músico, compositor, escritor e que agora se tem notabilizado pelas espetaculares entrevistas que tem feito nos seus já famosos hangout.
Desta feita aí está a gravação completa do bate-papo que foi ao ar às 21 horas desta quinta-feira (26 de sembro), quando Lobão entrevista o historiador e escritor Marco Antonio Villa e a advogada e produtora rural Luana Ruiz Silva.
Marco Antonio Villa está estourando nas livrarias com o seu último livro: “A década Perdida - 10 Anos de PT no Poder”, enquanto a advogada Luana Ruiz Silva, procede de tradicional família produtora rural no Mato Grosso. Luana, além de estar envolvida no agro-negócio dedicou-se também ao estudo do Direito e faz a ponte entre a realidade do campo no Brasil e o conjunto de leis editadas sob a égide do pensamento politicamente correto por meio da quais os tarados ideológicos do PT desejam transformar este país numa coisa que denominam “quilombola” e também “reserva indígena”.
Por sua vez o historiador Marco Antonio Villa, escritor prolífico e analista político atilado mostr com a evidência dos fatos e não meros discursos ideológicos o lastimável atraso em todas as áreas que castiga a Nação brasileira sob o governo do PT e seus sequazes.
Como podem constatar, a iniciativa de Lobão subsidia os cidadãos brasileiros com informações preciosas que os grandes jornais e as redes de televisão escamoteiam de forma criminosa a ponto de já podermos afirmar que a grande mídia vive sob a censura, ou melhor, uma bizarra “auto-censura”. Tanto é que programas como estes que Lobão leva ao ar pelo Youtube, na forma de hangouts, são a prova inequívoca que a grande mídia em vez de informar, “desinforma”. Está em curso no Brasil uma campanha de “desinformação” que começa a ser quebrada por esse grande brasileiro que é o Lobão usando de forma inteligente os recursos da internet.
Recomendo que todos vejam este vídeo e compartilhem amplamente pelas redes sociais!

sábado, 28 de dezembro de 2013

Os cristãos desatentos aos planos globalistas

Escrito por Elis Bobato* e publicado no blog da Elis Bobato
Percebo pelo noticiário o esforço, em vários países do mundo, e de vários setores, para que ganhe força no âmbito político e jurídico os tais “Objetivos de Desenvolvimento do Milênio” (ODM), propostos pela ONU no ano 2000 e adotado por 191 nações. O objetivo é implantar a agenda do globalismo ocidental e a conseqüência mais nefasta está ficando cada vez mais óbvia: no fim das contas, o que se quer é destruir o cristianismo e seus valores, bem como desintegrar a família e relativizar o valor da vida. Dos oito “objetivos do milênio” o que me chama mais a atenção é o terceiro: a igualdade entre sexos. 

A campanha para a igualdade é apresentada de modo que a sociedade receba como algo bom, moderno e até divino. Assim, pouca gente questiona, pois a coisas acontece com o aval de entidades consideradas sérias, como é caso da Primeira Igreja Batista de Curitiba (PIB), que em parceria com a prefeitura da cidade e por meio de seu “ministério de mulheres”, apoiou os “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher”, realizado neste mês de novembro. O evento correu o Brasil inteiro, conforme a agenda da ONU prescrevia. Feministas (sim, as “vadias”) e os afronazis do movimento negro participaram. O cristão alienado aos fatos que ocorrem fora da igreja em que congrega (algo muito comum) vê o nome da PIB atrelado a um evento esquerdista/globalista e não atenta para o fato de que é da ONU que vem todas as diretrizes políticas, culturais e jurídicas anticristãs contra as quais muitos cristãos esclarecidos têm lutado bravamente. Muitas vezes, se o membro da igreja não percebe é porque seus pastores também fazem vistas grossas a estes fatos, e acabam por se alinhar com os fomentadores da agenda anticristã do globalismo ocidental. Infelizmente, pouca informação neste sentido transita nas igrejas.

Outra situação bem conhecida é o trabalho perigoso que vem sendo desenvolvido nas escolas. A briga para impedir a cartilha gay de ser distribuída na rede pública não pode parar. Para a sorte das nossas crianças o Brasil é um país “atrasado” onde as coisas demoram mais para acontecer, diferente da Alemanha, um país “desenvolvido” que já tem a cartilha gay em sala de aula conforme foi orgulhosamente noticiado no site Pragmatismo Político.

Agora, lindo mesmo é ler matérias sobre design e descobrir que as universidades estão trabalhando fielmente a serviço da ONU, para educar a população de modo que parem de pensar como homem e mulher. “Somos todos iguais”. Na UTF-PR, a professora do curso de design gráfico, Marinês Ribeiro, desenvolve pesquisas nas relações entre cultura, material e “gênero”, termo do jargão revolucionário usado para dizer que sexo é coisa “culturalmente condicionada”. Marinês afirma que feminilidade ou masculinidade não nascem conosco, mas são desenvolvidas no dia a dia. Então os homens podem escolher se serão masculinos ou femininos, e as mulheres se serão femininas ou masculinas. É claro que a palhaçada toda só acontece para feminilizar os homens e masculinizar as mulheres. A ideia é desenvolver produtos que descaracterizem o feminino e o masculino, que sirvam para ambos. Mas o que vemos são campanhas de brinquedos nas quais meninas aparecem brincando com armas e meninos de bonecas. Isso nos países “desenvolvidos” é claro! No Brasil, que graças ao Bom Deus é um país “atrasado”, a população ainda prefere a campanha do Kinder Ovo, com embalagem azul para os meninos e a embalagem rosa para as meninas.

Enfim, o que temos hoje nesse país são um bando de professores, pastores, padres, artistas, políticos, sindicalistas, escritores, jornalistas seguindo a maré das modas midiáticas, e assim, trabalhando a serviço da ONU. Todos se achando muito "conscientes" e "críticos".

Quanto aos cristãos que já estão atentos, resta-nos espalhar a Boa Nova do Evangelho neste tempo de Natal, a celebração da encarnação do nosso Rei, Jesus, e também divulgar estas más novas acerca do globalismo ocidental. E para as mulheres cristãs, sugiro que façam o que faço: caprichar nos vestidos, no rosa e nos laços de cabelo, por mais antiquados que pareçam no meio dessa toda essa modernidade farsesca. E assim deixar bem claro que pretendemos continuar sendo bem femininas, ainda que um dia haja leis que tentem nos impedir de ser tudo aquilo para o qual Deus nos criou.

*Elis Bobato edita o blog ELIS BOBATO: "Enganosa é a graça e passageira a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada." Pv. 31:30

Só venceremos a guerra cultural (multiculturalismo) promovida pelos socialistas com muita coragem de dizer a verdade expondo a mentira socialista travestida de progressismo

Escrito por Linda Kimball* e publicado no site Mídia Sem Máscara
A verdade vos libertará.
João 8:32

Os americanos subscrevem atualmente a duas más-concepções; a primeira é a ideia de que o comunismo deixou de ser uma ameaça quando a União Soviética implodiu; a segunda é a crença de que a Nova Esquerda dos anos sessenta entrou em colapso e desapareceu também. "Os Anos Sessenta Estão Mortos," escreveu George Will ("Slamming the Doors," Newsweek, Mar. 25, 1991).

Uma vez que, como um movimento político a Nova Esquerda não tinha coesão, ela desmoronou-se, no entanto os seus revolucionários reorganizaram-se e formaram uma multitude de grupos dedicados a um só tópico. É devido a isso que hoje temos as feministas radicais, os extremistas dos movimentos negros, os ativistas “pela paz”, os grupos dedicados aos "direitos" dos animais, os ambientalistas radicais, e os ativistas homossexuais.

Todos estes grupos perseguem a sua parte da agenda radical através duma complexa rede de organizações tais como a "Gay Straight Lesbian Educators Network" (GSLEN), a "American Civil Liberties Union" (ACLU), "People for the American Way", "United for Peace and Justice", "Planned Parenthood", "Sexuality Information and Education Council of the United States" (SIECUS), e a "Code Pink for Peace".

Tanto o comunismo como a Nova Esquerda encontram-se vivos e de boa saúde aqui na América, preferindo usar palavras de código tais como: tolerância, justiça social, justiça econômica, paz, direitos reprodutivos, educação sexual e sexo seguro, escolas seguras, inclusão, diversidade e sensibilidade. Tudo junto, isto é marxismo cultural mascarado de multiculturalismo.

O nascimento do multiculturalismo
Antecipando a tempestade revolucionária que iria batizar o mundo num inferno de terror vermelho, levando ao nascimento da terra prometida de justiça social e igualdade proletária, Frederich Engels escreveu

Todas as (...) grandes e pequenas nacionalidades estão destinadas a desaparecer (...) na tempestade revolucionária mundial (...). (Uma guerra global) limpará todas (...) as nações, até os seus nomes. A próxima guerra mundial resultará no desaparecimento da face da Terra não só das classes reacionárias (...) mas (...) também dos povos reacionários.
("The Magyar Struggle," Neue Rheinische Zeitung, Jan. 13, 1849)

Quando a Primeira Grande Guerra terminou, os socialistas perceberam que algo não havia corrido bem uma vez que os proletários do mundo não haviam prestado atenção ao apelo de Marx de se insurgirem em oposição ao capitalismo como forma de abraçarem, no seu lugar, o comunismo. Devido a isto, estes mesmos socialistas começaram a investigar o que havia corrido mal.

Separadamente, dois teóricos marxistas, Antonio Gramsci (Itália) e Georg Lukacs (Hungria), concluíram que o Ocidente cristianizado era o obstáculo que impedia a chegada da nova ordem mundial comunista. 

Devido a isto, eles concluíram que, antes da revolução ter sucesso, o Ocidente teria que ser conquistado. Gramsci alegou que, uma vez que o Cristianismo já dominava o Ocidente há mais de 2 mil anos, não só esta ideologia estava fundida com a civilização ocidental, como ela havia corrompido a classe operária.

Devido a isso, afirmou Gramsci, o Ocidente teria que ser previamente descristianizado através duma "longa marcha através da cultura". 

Adicionalmente, uma nova classe proletária teria que ser criada. No seu livro "Cadernos do Cárcere," Gramsci sugeriu que o novo proletariado fosse composto por criminosos, mulheres, e minorias raciais. Segundo Gramsci, a nova frente de batalha deveria ser a cultura, começando pela família tradicional e absorvendo por completo as igrejas, as escolas, a grande mídia, o entretenimento, as organizações civis, a literatura, a ciência e a história. Todas estas instituições teriam de ser transformadas radicalmente e a ordem social e cultural teria que ser gradualmente subvertida de modo a colocar o novo proletariado no topo.

O protótipo
Em 1919, Georg Lukacs tornou-se vice-comissário para a Cultura do regime bolschevique de curta duração de Bela Kun, na Hungria. Imediatamente ele colocou em marcha planos para descristianizar a Hungria, raciocinando que, se a ética sexual cristã pudesse ser fragilizada junto à crianças, então o odiado patriarcado bem como a Igreja sofreriam um duro golpe.

Lukacs instalou um programa de educação sexual radical e palestras sexuais foram organizadas; foi distribuída literatura contendo imagens que instruíam graficamente os jovens a enveredar pelo "amor livre" (promiscuidade) e pela intimidade sexual (ao mesmo tempo que a mesma literatura os encorajava a ridicularizar e a rejeitar a ética moral cristã, a monogamia e a autoridade da igreja). Tudo isso foi acompanhado por um reinado de terror cultural perpetrado contra os pais, sacerdotes e dissidentes.

Os jovens da Hungria, havendo sido alimentados com uma dieta constante de neutralidade de valores (ateísmo) e uma educação sexual radical, ao mesmo tempo que eram encorajados a revoltarem-se contra toda a autoridade, facilmente se transformaram em delinquentes que variavam de intimidadores e ladrões menores, para predadores sexuais, assassinos e sociopatas. A prescrição de Gramsci e os planos de Lukacs foram os precursores do que o marxismo cultural, mascarado de SIECUS, GSLEN, e a ACLU - agindo como executores da lei judicialmente aprovados - mais tarde trouxe às escolas americanas.

Construindo uma base
No ano de 1923 foi fundada na Alemanha de Weimar a Escola de Frankfurt - um grupo de reflexão marxista. Entre os fundadores encontravam-se Georg Lukacs, Herbert Marcuse, e Theodor Adorno. A escola era um esforço multidisciplinar que incluía sociólogos, sexólogos e psicólogos. O objetivo primário da Escola de Frankfurt era o de traduzir o marxismo econômico para termos culturais.

A escola disponibilizaria as ideias sobre as quais se fundamentaria uma nova teoria política de revolução (com base na cultura), aproveitando um novo grupo "oprimido" para o lugar do proletariado infiel. Esmagando a religião e a moralidade, a escola construiria também um eleitorado junto aos acadêmicos que construiriam carreiras profissionais estudando e escrevendo sobre a nova opressão.

Mais para o final, Herbert Marcuse - que favorecia a perversão polimorfa - expandiu o número do novo proletariado de Gramsci de modo a que se incluíssem os homossexuais, as lésbicas e os transsexuais. A isto juntou-se a educação sexual radical de Lukacs e as tácticas de terrorismo cultural. A "longa marcha" de Gramsci foi também adicionada à mistura, sendo ela casada à psicanálise freudiana e às técnicas de condicionamento psicológico. O produto final foi o marxismo cultural, hoje em dia conhecido no Ocidente como multiculturalismo.

Apesar disto tudo, era necessário mais poder de fogo intelectual, uma teoria que patologizasse o que teria que ser destruído. Nos anos 50 a Escola de Frankfurt expandiu o marxismo cultural de modo a incluir a ideia da "Personalidade Autoritária" de Theodor Adorno. O conceito tem como premissa a noção de que o Cristianismo, o capitalismo e a família tradicional geram um tipo de caráter inclinado ao racismo e ao fascismo. 

Logo, qualquer pessoa que defenda os valores morais tradicionais da América, bem como as suas instituições, é ao mesmo tempo um racista e um fascista.

O conceito da “Personalidade Autoritária” defende também que as crianças criadas segundo os valores tradicionais dos pais irão tornar invariavelmente racistas e fascistas. Como conseqüência, se o fascismo e o racismo fazem parte da cultura tradicional da América, então qualquer pessoa educada segundo os conceitos de Deus, família, patriotismo, direito ao porte de armas ou mercados livres precisa de ajuda psicológica.

A influência perniciosa da ideia da "Personalidade Autoritária" de Adorno pode ser claramente vista no tipo de pesquisas que recebem financiamento através dos impostos dos contribuintes.

Em agosto de 2003, a "National Institute of Mental Health" (NIMH) e a "National Science Foundation" (NSF) anunciaram os resultados do seu estudo financiado com 1.2 milhões de dólares, dinheiro dos contribuintes. Essencialmente, esse estudo declarou que os tradicionalistas são mentalmente perturbados. Estudiosos das Universidades de Maryland, Califórnia (Berkeley), e Stanford haviam determinado que os conservadores sociais... sofrem de "rigidez mental", "dogmatismo", e "aversão à incerteza", tudo com indicadores associados à doença mental. (http://www.edwatch.org/ - ‘Social and Emotional Learning" Jan. 26, 2005) 

O elenco orwelliano de patologias demonstra o quão longe a longa marcha de Gramsci já nos levou. 

Uma ideia correspondente e diabolicamente construída é o conceito do “politicamente correto”. A sugestão forte aqui é que, de modo a que uma pessoa não seja considerada "racista" e/ou "fascista", não só essa pessoa deve suspender o julgamento moral, como deve abraçar os "novos" absolutos morais: diversidade, escolha, sensibilidade, orientação sexual, e a tolerância. O “politicamente correto” é um maquiavélico engenho de "comando e controle" e o seu propósito é a imposição de uma uniformidade de pensamento, discurso e comportamento.

A Teoria Crítica é outro engenho psicológico de "comando e controle". Tal como declarado por Daniel J. Flynn, “a Teoria Crítica, tal como o nome indica, só critica. O que a desconstrução faz à literatura, a Teoria Crítica faz às sociedades.” (Intellectual Morons, p. 15-16)

A Teoria Crítica é um permanente e brutal ataque, através da crítica viciosa, aos cristãos, ao Natal, aos Escoteiros, aos Dez Mandamentos, às nossas forças militares, e à todos os outros aspectos da sociedade e cultura americana.

Tanto o “politicamente correto” como a Teoria Crítica são, na sua essência, intimidações psicológicas. Ambas são maços de calceteiros psico-políticos através dos quais os discípulos da Escola de Frankfurt - tais como a ACLU - estão a forçar os americanos a se submeterem e a obedecerem os desejos e os planos da esquerda. Estes engenhos desonestos não são mais do que versões psicológicas das táticas de "terrorismo cultural" de Georg Lukacs e Laventi Beria. Nas palavras de Beria:
A obediência é o resultado do uso da força (...). A força é a antítese das ações humanizantes. Na mente humana isto é tão sinônimo com a selvageria, ilegalidade, brutalidade e barbarismo, que é apenas necessário exibir uma atitude desumana em relação às pessoas para receber dessas pessoas as posses de força.
(The Russian Manual on Psychopolitics: Obedience, por Laventi Beria, chefe da Polícia Secreta Soviética e braço direito de Stalin.)

Pessoas com pensamento contraditório, pessoas que se encontram "sentadas em cima do muro", também conhecidos como "moderados", centristas e RINOs (ed: RINO = Republicans In Name Only, isto é, falsos republicanos), carregam consigo a marca destas técnicas psicológicas de "obediência". De uma forma ou outra, estas pessoas - que em casos literais se encontram com medo de serem vítimas dos agentes de imposição de obediência - decidiram ficar em cima do muro sob pena de serem considerados culpados de terem uma opinião. 

Ao mínimo sinal de desagrado dos agentes de imposição de obediência (isto é, polícias do pensamento), estas pessoas içam logo a bandeira amarela de rendição onde está escrito de forma bem visível:
"Eu não acredito em nada e eu tolero tudo!"

Determinismo cultural
A cavilha da roda [inglês: "linchpin"] do marxismo cultural é o determinismo cultural, parente da política de identidade e da solidariedade de grupo. Por sua vez, o determinismo cultural foi gerado pela ideia darwiniana de que o homem mais não é que um animal sem alma e que, portanto, a sua identidade - a sua pele, as suas preferências sexuais e/ou as suas preferências eróticas - é determinada pelo exemplo. 

Esta proposição rejeita o conceito do espírito humano, da individualidade, do livre arbítrio e de uma consciência moralmente informada (associada à culpabilidade pessoal e à responsabilidade) uma vez que ela nega a existência do Deus da Bíblia.

Conseqüentemente, e por extensão, ela rejeita também os primeiros princípios da liberdade americana enumeradas na Declaração de Independência. Estes são os nossos "direitos inalienáveis, entre os quais encontram-se a vida, a liberdade e a busca pela felicidade." O marxismo cultural deve rejeitar todos estes princípios porque eles "foram doados pelo nosso Criador" que fez o homem à Sua Imagem.

Para David Horowitz, o determinismo cultural é
... política de identidade - a política do feminismo radical, da revolução queer e do afro-centrismo - que formam a base do multiculturalismo acadêmico (...) uma forma de fascismo acadêmico e (...) de fascismo político também. (Mussolini and Neo-Fascist Tribalism: Up from Multiculturalism, by David Horowitz, Jan. 1998) 

É dito que a coragem é a primeira das virtudes porque sem ela, o medo paralisará o homem, impedindo-o assim de agir segundo as suas convicções morais e de falar a verdade. Assim, trazer um estado geral de medo paralisante, apatia e submissão - as correntes da tirania - é o propósito por trás do terrorismo cultural psico-político, uma vez que a agenda revolucionária da esquerda comunista deve, a qualquer preço, estar envolta em secretismo.

O antídoto para o terrorismo cultural é a coragem e a luz da verdade.

Se nós queremos vencer esta guerra cultural, reclamando e reconstruindo nosso país de modo que os nossos filhos e os filhos dos nossos filhos possam viver numa "Cidade Resplandescente situada na Colina", onde a liberdade, as famílias, as oportunidades, o mercado livre e a decência florescem, temos que reunir a coragem de modo a que possamos, sem medo, expor a agenda revolucionária da esquerda comunista à Luz da Verdade. A verdade e a coragem de declará-la nos libertará.

*Linda Kimball é autora de diversos artigos e ensaios sobre cultura e política.

Publicado no American Thinker - http://www.americanthinker.com

Tradução: Blog O Marxismo Cultural

Leia biografia de William Gladstone, político inglês defensor da liberdade e da redução de impostos. Ele efetivamente conseguiu reduzir impostos e contribuir para aumentar a riqueza do povo inglês

Autor Jim Powell - Publicado no site Ordem Livre
William Ewart Gladstone dominou a política britânica durante o auge do liberalismo clássico. Ele entrou no Parlamento aos vinte e três anos, tornou-se ministro pela primeira vez aos trinta e quatro, e fez seu último discurso como membro do governo aos oitenta e quatro. Foi primeiro-ministro quatro vezes. O vencedor do prêmio Nobel F. A. Hayek considerava Gladstone um dos maiores amigos da liberdade, e Lord Acton acreditava que a “supremacia [de Gladstone] era indiscutível”. O historiador Paul Johnson declarou que “suas realizações não têm paralelo na história da Inglaterra”.

Tendo sido ministro das finanças em quatro governos, Gladstone combateu os grupos de interesse mais poderosos. Ajudou a abolir mais de mil tarifas britânicas — cerca de 95% das que existiam, e diminuía ou abolia outras taxas ano após ano. Imagine o imposto sobre a renda americano com uma única alíquota de 1,25%. Foi isso que sobrou do imposto de renda britânico quando Gladstone terminou de golpeá-lo. No entanto, ele não ficou satisfeito, porque queria eliminá-lo. Gladstone acreditava que o custo da guerra deveria ser um fator de dissuasão do militarismo e insistia em uma política de financiamento da guerra por impostos. Ele se opunha a tomar empréstimos para a guerra, porque isso tornaria os conflitos mais fáceis e deixaria um fardo injusto para as gerações futuras.

As campanhas políticas mais gloriosas de Gladstone, contra o imperialismo britânico e a favor da autonomia dos oprimidos irlandeses, ocorreram no fim de sua vida. Gladstone demonstrou que mesmo em tais causas perdidas, os amigos da liberdade tinham a força e a coragem para sustentar uma luta tremenda que jamais seria esquecida.

Gladstone pairava acima de seus rivais. O mais famoso deles foi Benjamin Disraeli, o Tory que promoveu impostos mais altos, governo mais poderoso, e conquistas imperiais. Os rivais liberais de Gladstone eram em sua maioria fãs do Visconde Palmerston, notório pela dureza no trato com países mais fracos. No fim do século XIX, o principal rival liberal de Gladstone foi Joseph Chamberlain, um socialista que se tornou um grande imperialista. Se não fosse por Gladstone, a liberdade provavelmente teria tido menos ganhos, e suas perdas teriam ocorrido mais rapidamente.

A contribuição mais duradoura de Gladstone foi enfatizar o imperativo moral da liberdade. Jeremy Bentham e John Stuart Mill, influentes filósofos britânicos, haviam quase banido a moralidade das discussões políticas ao defender o princípio do bem maior para o maior número, mas Gladstone destacava as dimensões morais dos impostos, do comércio, e de tudo o mais. “Tudo que ele fazia”, comentou o historiador A. J. P. Taylor, “era uma causa sagrada”. O fervor moral de Gladstone era uma das chaves de sua popularidade. Conforme observou o historiador J. L. Hammond, “podemos dizer com segurança que para cada retrato de qualquer outra pessoa nas casas da classe trabalhadora, havia dez de Gladstone”.

Suas muitas realizações se deveram em parte a sua energia prodigiosa. Ele trabalhava catorze horas por dia para se tornar o principal conhecedor de finanças governamentais da Inglaterra. Conforme escreveu o biógrafo Richard Shannon, “Gladstone falava copiosamente. Estima-se que ele tenha preenchido quinze mil colunas do Hansard [transcrições dos debates parlamentares] e aparecido em 366 volumes daquela publicação em mais de sessenta anos como membro do Parlamento... E ele não era muito menos prolixo ‘ao ar livre’... Deixou trinta e oito volumes de Speeches and Pamphlets [“Discursos e panfletos”] e onze volumes de Speeches and Writings [“Discursos e escritos”], principalmente extraídos da imprensa“. Em seu tempo livre, Gladstone escrevia livros, principalmente sobre literatura grega e romana (ele amava Homero); gostava de andar a cavalo; e cortar árvores era um de seus passatempos preferidos. Ele fazia longas caminhadas — de até quarenta quilômetros — até bem depois dos setenta anos, e foi por isso que Roy Jenkins declarou que, para ele, tentar escrever uma biografia de Gladstone “é como decidir repentinamente, tardiamente na vida e após uma meia-idade tranquila, escalar a face mais perigosa do Matterhorn”.

Gladstone tirava forças de sua fé anglicana e de sua felicidade doméstica. Casou-se com a apaixonada Catherine Glynne em 25 de julho de 1839. Tiveram quatro filhos e quatro filhas e ficaram juntos por mais de meio século, até a morte dele. Viviam em Carlton House Terrace, em Londres, e em Hawarden, o castelo onde ela nasceu, no topo de uma colina, com vista para a cidade de Liverpool. Lá Gladstone tinha uma biblioteca que atingiu os vinte e sete mil volumes. Hawarden havia sido hipotecado para ajudar a financiar as empreitadas do irmão de Gladstone, e ele passou anos pagando as dívidas para preservar a propriedade da família.

Gladstone levava a caridade a sério, mesmo quando isso o expunha ao ridículo. Durante cerca de quarenta anos, passou cerca de três noites por semana trabalhando para ajudar mulheres londrinas a saírem da prostituição, e participou da fundação da Church Penitentiary Association for the Reclamation of Fallen Women [“Associação penitenciária (apostólica) para a recuperação de mulheres perdidas”], que levantava dinheiro para lares onde essas mulheres podiam mudar de vida. Ele também fundou o Newport Home of Refuge [“Casa de refúgio Newport”] (Soho Square) e o St. Mary Magdalen Home of Refuge [“Casa de refúgio Santa Maria Madalena”] (Paddington), e integrou o comitê administrativo da penitenciária de Millibank, para onde eram enviadas as prostitutas presas. Ele frequentemente trabalhava com sua esposa, e, juntos, eles fundaram a Clewer Home of Mercy [“Casa de misericórdia Clewer”]. Ele gastou ?83.500 nessas iniciativas.

O aspecto imperioso de Gladstone fazia com que ele parecesse um gigante, mas sua altura era apenas mediana (cerca de um metro e oitenta), com ombros largos, rosto pálido e grandes olhos que eram quase negros. Por volta de seus cinquenta anos, seus espessos cabelos pretos escassearam e começaram a ficar brancos. Ele deixou-os crescer em volta de seu rosto, formando uma barba ao estilo em moda na época. Sua voz forte e musical era uma de suas grandes vantagens como orador público.

Embora por vezes fosse prolixo (um de seus discursos estendeu-se por cinco horas), era muito eloquente. Combinava domínio dos fatos com a capacidade de inspirar indignação moral. Durante uma campanha eleitoral, frente a uma multidão hostil de vinte mil pessoas, seu comovente discurso de duas horas culminou em um voto de confiança unânime.

O biógrafo H. C. G. Matthew resumiu sua importância: “Ao oferecer liberdade, governo representativo, progresso econômico pelo livre comércio, cooperação internacional através de discussão e arbitragem, probidade no governo e na sociedade em geral, como os objetivos principais da vida pública e em uma ideologia que os combinava e harmonizava, Gladstone ofereceu muito à idéia de uma sociedade civilizada de nações”.

William Ewart Gladstone nasceu em 29 de dezembro de 1809 no número 62 de Rodney Street, em Liverpool. Seu pai, John Gladstone, era um político e investidor escocês proprietário de plantações nas Índias Ocidentais. Sua mãe, Anne Robertson, era uma escocesa frágil.

Gladstone teve uma boa educação, inicialmente estudando com um clérigo local, e depois, aos onze anos, indo para a prestigiada Eton, onde adquiriu o gosto por literatura grega e latina que o acompanharia por toda a vida. Em outubro de 1829, ele se matriculou em Christ Church, em Oxford.

Seu pai estava determinado a fazer com que ele se tornasse um estadista. Então, um amigo da família, o duque de Newcastle, indicou-o para ser candidato à representação de Newark no Parlamento. Ele venceu a eleição em dezembro de 1832, e no ano seguinte começou a estudar direito em Lincoln’s Inn.

Fiel devoto da Igreja Anglicana, em 1838 Gladstone escreveu The State in Its Relation with the Church [“O Estado em sua relação com a Igreja”], que expressava a opinião de que apenas uma religião poderia existir em uma sociedade, e que o governo deveria torná-la obrigatória. O livro é lembrado principalmente porque Thomas Babington Macaulay criticou-o na Edinburgh Review (abril de 1839), e o ensaio foi reimpresso nas popularíssimas coleções de Macaulay.

Apesar de suas crenças Tories, Gladstone instintivamente defendia os povos oprimidos. Em 1840, ele falou contra a guerra do ópio, na qual o governo britânico se envolveu com o objetivo de ajudar comerciantes com contatos na política a vender ópio na China. Após visitar Nápoles em 1850 e descobrir que Ferdinando II, rei das Duas Sicílias, tinha cerca de vinte mil prisioneiros políticos, ele escreveu uma carta indignada que circulou por toda a Europa.

Foi o importante e reservado Tory Robert Peel, fundador do Partido Conservador, que reconheceu as capacidades de Gladstone e nomeou-o para um cargo no ministério das finanças. Ao longo de uma série de governos, Gladstone ganhou um domínio de finanças governamentais superior ao de qualquer outro, e ocupou muitos postos importantes, incluindo o de subsecretário de guerra e das colônias, vice-presidente do conselho de comércio, presidente do conselho de comércio, e mestre da Casa da Moeda.

Enquanto isso, Benjamin Disraeli, o inteligente político conservador, entrou em evidência. Era um parlamentar magro e escuro, com longos cachos de cabelos negros. Durante anos, foi conhecido como um dândi que vestia camisas bordadas com pedras preciosas e anéis por cima das luvas. Seu gosto pela vida elegante excedia seus modestos recursos, e ele passou grande parte de sua vida esforçando-se para evitar situações constrangedoras causadas por atrasos no pagamento de dívidas. Nasceu em dezembro de 1804, filho de um intelectual judeu, mas mais tarde foi batizado na Igreja Anglicana. Ele criticava as ideias pró-mercado de Adam Smith e sentia-se mais à vontade entre aristocratas protecionistas, apesar do anti-semitismo de muitos deles. Disraeli rejeitava o princípio da tolerância religiosa.

Disraeli tornou-se conhecido durante os debates de 1846 sobre as Corn Laws [“Leis do milho”] (tarifas sobre grãos), em discursos notáveis pelo estilo controlado e discreto, pelas frases bem-construídas e pelos violentos ataques pessoais. Disraeli liderou esforços bem-sucedidos para derrubar o governo Tory de Robert Peel, que havia apoiado a abolição das Corn Laws. Quando se tornou o ministro das finanças de um governo Tory, em fevereiro de 1825, propôs um orçamento que supostamente seria equilibrado se os impostos sobre as casas fossem dobrados. Gladstone fez um comovente discurso contra o orçamento, intensificando sua rivalidade, a mais memorável da política britânica desde William Pitt, o Jovem, e Charles James Fox. O governo Tory renunciou em 17 e dezembro de 1852.

Gladstone lançou uma grande campanha para cortar impostos quando foi nomeado ministro das finanças no governo de coalizão de Lord Aberdeen. Seu primeiro discurso sobre o orçamento, em abril de 1853, defendia redução do imposto de renda, abolição do imposto sobre o sabão, e reduções de impostos sobre o chá e sobre anúncios. Ele fez mais cortes no imposto de renda em 1863, 1864 e 1865 (ano em que ele também cortou pela metade o imposto sobre seguros contra incêndio), acabando por diminuir o imposto sobre a renda de 10% durante as guerras napoleônicas e 6,6% durante a guerra da Criméia (1854-1856) para 1,25%.

Em 1860, como ministro das finanças do governo de Lord Palmerston, Gladstone aprovou o plano de Richard Cobden para negociar um tratado de liberalização do comércio com a França, que inspirou uma tendência de maior liberdade de comércio em toda a Europa. Disraeli liderou a oposição Tory aos cortes de tarifas alfandegárias, mas os Liberais prevaleceram e o número de tarifas foi reduzido de 1.163 em 1845 para 460 em 1853 e 48 em 1859 — apenas quinze das quais tinham verdadeiros efeitos. Entre 1861 e 1864, Gladstone convenceu o Parlamento a abolir a tarifa sobre o papel, a taxa sobre o lúpulo, e tarifas sobre madeira e pimenta, além de baixar as tarifas sobre o açúcar, o chá, o vinho engarrafado e os táxis. Ele anunciou tratados de liberalização comercial com a Áustria, a Bélgica, e os estados alemães.

Suas políticas foram um sucesso estupendo. Cada esforço para reduzir o imposto sobre a renda, tarifas alfandegárias e outros impostos envolvia uma briga com os grupos de interesse afetados, mas Gladstone persistiu, e quanto mais ele cortava o custo do governo, mais a população prosperava. “A melhora no padrão de vida dos trabalhadores manuais”, escreveu o historiador econômico Charles More, “foi paralela às melhoras no padrão de vida tanto da classe média quanto dos ricos”.

Em 1864, Gladstone havia assustado muitas pessoas ao declarar que “Todo homem que não seja presumivelmente incapaz, por alguma consideração de incapacidade pessoal ou perigo político, tem o direito moral de ser incluído na Constituição”. Disraeli zombeteiramente disse que Gladstone “reviveu a doutrina de Tom Paine”. Gladstone não conseguiu expandir o direito ao voto, mas dois anos depois Disraeli mudou de posição e manobrou para que uma versão mais ambiciosa da proposta de Gladstone fosse aprovada pela Câmara dos Comuns, acrescentando cerca de um milhão de pessoas às listas de eleitores.

Gladstone então se concentrou nas injustiças na Irlanda. Lá, a situação havia deteriorado durante séculos, e tornou-se mais grave quando o Parlamento assumiu o controle direto da Irlanda em 1800. Na época, o parlamentar libertário Charles James Fox havia avisado “que não devemos arrogar-nos o poder de legislar por uma nação com cujos sentimentos e afeições, desejos e interesses, opiniões e preconceitos não temos nenhuma empatia”. Em 1868, Gladstone propôs uma resolução segundo a qual camponeses católicos pobres não teriam de pagar impostos à Igreja (protestante) da Irlanda. O primeiro-ministro Disraeli objetou, argumentando que um ataque à Igreja da Irlanda seria um convite a ataques à Igreja Anglicana. Mas a Câmara dos Comuns aprovou a resolução, e Disraeli renunciou. Os Liberais venceram as eleições subsequentes, e Gladstone tornou-se primeiro-ministro em dezembro de 1868. No ano seguinte, o Parlamento aprovou a lei de Gladstone que desoficializava a Igreja da Irlanda. A seguir, veio sua Lei Irlandesa de Terras (1870): um arrendatário que fosse despejado da terra em que trabalhava teria direito a indenização por construções e outras melhorias que tivesse feito.

Após seis anos como primeiro-ministro, Gladstone havia ofendido um grande número de poderosos grupos de interesse; Disraeli acusou Gladstone de atacar “todas as instituições e todos os interesses, todas as classes e vocações do país”. Quando os Liberais sofreram uma derrota retumbante nas eleições de fevereiro de 1874, Disraeli, aos setenta anos de idade, tornou-se primeiro-ministro. Ele conseguiu a aprovação das Leis das Fábricas de 1874 e 1878, aumentando a regulamentação governamental das empresas. Sua Lei dos Sindicatos essencialmente pôs os líderes sindicais acima da lei. Com a Lei da Venda de Alimentos e Medicamentos, o governo de Disraeli tomou para si a responsabilidade pela saúde das pessoas. A Lei de Habitação dos Artesãos autorizou governos locais a tomarem propriedade privada para projetos habitacionais.

Mais alarmante para Gladstone, Disraeli promoveu o imperialismo. Ele gastou mais dinheiro em armas, envolveu-se em uma guerra entre a Rússia e a Turquia, ocupou o Chipre e enviou tropas britânicas para invadir o Transvaal, na África do Sul, e Cabul, no Afeganistão. Ele garantiu proteção a três estados na Península Malaia e reivindicou cerca de duzentas ilhas do Pacífico. Ele então adquiriu participação no controle do Canal de Suez, uma ação que garantiu acesso mais seguro à Índia britânica mas culminou em uma ocupação do Egito que duraria oitenta anos, incluindo guerras, grandes gastos militares, e constrangimentos políticos. Disraeli lisonjeou a rainha Vitória ao nomeá-la Imperadora da Índia, e ela se orgulhava de ideia de que o sol nunca se punha no Império Britânico.

Mas um império traz problemas. Entre abril e agosto de 1876, forças turcas massacraram cerca de doze mil cristãos búlgaros rebeldes. Disraeli minimizou o fato, porque apoiava o regime turco para contrabalançar a influência russa. Gladstone insistiu que padrões morais se aplicam a todos, e seu panfleto The Bulgarian Horror and the Question of the East [“Os horrores búlgaros e a questão do oriente”] logo vendeu 200.000 mil cópias. Disraeli rosnou: “podem existir homens mais infames [do que Gladstone], mas não creio que haja ninguém mais maligno”.

Gladstone fez alertas sobre boas intenções que levam a derramamento de sangue e dinheiro em guerras no estrangeiro. Em 7 de maio de 1877 ele declarou: “Considerem como nós conquistamos, nos instalamos, anexamos e nos apropriamos de todos os pontos da bússola, de modo que poucos pontos da superfície da Terra não estão próximos de alguma região ou algum lugar sob domínio britânico... E então, vos pergunto, que disputa pode surgir entre dois países, ou que guerra, no qual não seja possível, se houver tal intenção, estabelecer interesses britânicos como motivos para interferência”.

Seus alertas se concretizaram. Disraeli desentendeu-se com o emir do Afeganistão, que se recusou a permitir a entrada de diplomatas britânicos no país. Na África do Sul, cerca de oitocentos soldados britânicos foram mortos pelos zulus, e pressões europeias levaram Disraeli a pedir a expansão da presença naval britânica no Mediterrâneo. Como primeiro-ministro, Disraeli aumentou impostos em cinco milhões de libras, e incorreu em um déficit de seis milhões de libras, contra os cinco anos anteriores, em que a gestão de Gladstone caracterizou-se por doze milhões de libras em reduções de impostos e dezessete milhões em superávit orçamentário.

Mas o imperialismo era popular, e Gladstone reconhecia que não conseguiria seu fim apenas debatendo questões políticas dentro do Parlamento. Em 24 de novembro de 1879, ele começou a fazer campanha por um assento no Parlamento em Midlothian, na Escócia, há muito ocupado por Tories. Foi a primeira campanha política britânica que começou antes da data das eleições ser definida. Gladstone defendia uma política externa baseada em seis princípios. Primeiro, manter o governo pequeno para que as pessoas possam prosperar. Segundo, promover relações pacíficas entre as nações. Terceiro, manter a cooperação na Europa. Quarto, evitar “envolvimentos complexos”. Quinto, tentar tratar todas as nações igualmente. Sexto, “a política externa inglesa deve sempre ser inspirada pelo amor à liberdade... na liberdade fundam-se as bases mais firmes da lealdade e da ordem”. Disraeli chamou Gladstone de “arqui-vilão”, mas em março de 1880 os Liberais derrotaram os Tories, e Gladstone tornou-se primeiro-ministro novamente. Embora tenha retirado-se do Afeganistão, de modo geral ele não conseguiu reverter as políticas imperialistas de Disraeli. Mesmo assim, ele não envolveu a Grã-Bretanha em mais conflitos no estrangeiro. A amarga rivalidade terminou com a morte de Disraeli, em 19 de abril de 1881.

A Lei de Reforma de 1884, concatenada por Gladstone, ampliou o número de eleitores de cerca de 3 milhões para 5 milhões, mas a Irlanda tornou-se a principal questão dos longos anos finais de sua carreira. Ele acreditava que só haveria paz na Irlanda quando o feudalismo desaparecesse, e os camponeses se beneficiassem significativamente de seu próprio trabalho. Ele dedicou suas energias à Lei Irlandesa de Terras de 1881, que aumentava a proteção aos arrendatários que pagassem seu aluguel e obedecessem às leis.

Charles Stewart Parnell, proprietário de terras irlandês protestante e influente membro do Parlamento, chamou a nova Lei Irlandesa de Terras de fraude, e exortou à contínua resistência irlandesa. Seu bloco votou contra Gladstone, forçando o primeiro-ministro a renunciar em 9 de junho de 1885. Mas os Tories não conseguiram apoio suficiente na eleição subsequente, e recusaram-se a formar um novo governo. Gladstone formou seu terceiro ministério em janeiro de 1886. Os seguidores de Parnell haviam conquistado oitenta e cinco assentos nas eleições parlamentares, e isso parece ter convencido Gladstone de que era o momento para uma ação ousada. Em 8 de abril ele anunciou ser a favor da autonomia, que significava a instalação de um Parlamento Irlandês para decidir a política interna. A Irlanda continuaria pertencendo ao Império Britânico, e o Parlamento Britânico controlaria suas relações internacionais. A Irlanda contribuiria parte de sua receita para ajudar a cobrir as despesas imperiais. Não haveria mais representantes irlandeses no Parlamento Britânico, o que possibilitaria o fim das táticas obstrucionistas da Irlanda.

A questão da autonomia causou uma cisão no partido Liberal. Muitos se opunham ao que consideravam concessões a camponeses violentos. Em junho de 1886, noventa e quatro parlamentares Liberais votaram contra a lei de autonomia proposta por Gladstone, derrotando-a, e levando a eleições gerais que os Liberais perderam. Gladstone, no entanto, preservou sua posição de liderança porque era “o velho homem”, a personalidade política mais famosa de todo o país. Ele ainda considerava a autonomia irlandesa sua principal prioridade e um precedente para administração local na Inglaterra, na Escócia e no País de Gales. Os Liberais venceram as eleições gerais de julho de 1892, e Gladstone formou seu quarto ministério.

Ele começou sua última batalha política em 13 de fevereiro de 1893. “Gladstone jamais falou tão bem quanto na apresentação da segunda lei de autonomia”, relatou o biógrafo Walter Phelps Hall. “Os velhos e familiares golpes sobre a mesa retornaram; a voz mágica, tão grave, tão eloquente, elevava-se e baixava em cadência musical, exortando os ingleses”. Em 1º de setembro de 1893, a Câmara dos Comuns aprovou a lei. Uma semana depois, a Câmara dos Lordes, dominada pelos Tories, rejeitou-a, forçando Gladstone a renunciar ao cargo de primeiro-ministro. Ele disse a John Morley, seu biógrafo e fiel colega: “Fui criado para odiar e temer a liberdade. Aprendi a amá-la. Este é o segredo de toda a minha carreira”.

Gladstone morreu de câncer em Hawarden, em 19 de maio de 1898, cercado por sua esposa e filhos. Tinha oitenta e oito anos. O caixão foi colocado em Westminster Hall, e estima-se que 250.000 pessoas tenham comparecido para homenageá-lo. Ele foi enterrado na abadia de Westminster, perto de seu mentor, Robert Peel, que havia se convertido ao livre comércio. “Os únicos funerais comparáveis fora da família real nos últimos 150 anos”, relatou o biógrafo Roy Jenkins, “foram os do duque de Wellington e o de Churchill”.

Como Gladstone havia previsto, os irlandeses tomaram o controle de seu destino. O Estado Livre Irlandês foi estabelecido em 6 de dezembro de 1921. Em 1937, veio a constituição da República da Irlanda. A Irlanda do Norte, ainda sob governo britânico, permanece uma fonte de violência crônica.

Biógrafos recentes ficaram fascinados com a publicação de The Gladstone Diaries [“Os diários de Gladstone”] (1825-1896, 14 volumes), com abundância de detalhes sobre sua intensa religiosidade e sua determinação a ajudar as prostitutas a encontrarem outro tipo de trabalho. Foram publicadas biografias pelo historiador Richard Shannon (1984, 1999), o historiador H. C. G. Matthew (1986, 1995), e o trabalhista Jenkins (1997).

Gladstone fez muito pela liberdade. Foi um dos grandes redutores de impostos, que cortou radicalmente os gastos do governo e deu aos contribuintes mais influência sobre seu governo. Ele garantiu o triunfo do livre-comércio. Ele promoveu a causa da libertação da Irlanda. Ele corajosamente se opôs ao imperialismo, exortando as pessoas a adotar a liberdade e a paz ao invés do poder e do prestígio, e demonstrou o tipo de fervor moral que poderia ajudar a liberdade a levantar-se mais uma vez.