sexta-feira, 15 de novembro de 2013

História do Partido Conservador no Brasil

De 1500 a 1822, período do Brasil Colônia de Portugal, o poder não era disputado por facções políticas, mas sim pelas armas ou pela colonização. Quem gostava do poder acercava-se do imperador de Portugal. 

Sendo assim, logo após a declaração da independência em 1822, os liberais e os conservadores aproximaram-se do poder exercido pelo imperador Pedro I. Com a abdicação deste, os adoradores do poder instalaram o período regencial. Primeiro houve a regência trina (três dirigentes de 1831 a 1834) e depois as regências unas do Padre Feijó (1834-1837) e de Pedro de Araújo Lima (1837-1840).

Antes da regência de Feijó, os grupos de políticos liberais e conservadores já se destacavam. Os conservadores ou restauradores reuniam os caramurus e a ala dissidente dos liberais moderados. Eram tachados de regressistas em oposição aos “progressistas” ou liberais partidários do Padre Feijó. Restauradores queriam a restauração do governo imperial e os liberais, mais ditadores que democráticos, sonhavam com um governo semelhante ao de Napoleão Bonaparte na França.

O Padre Diogo Antonio Feijó destacou-se como ministro da justiça no período da regência trina, mas, como todo “progressista”, queria muito poder. Felizmente para o Brasil da época havia oposição de conservadores que não apoiavam as investidas autoritárias de alguns dirigentes da regência trina ou do ministro da justiça que criou a guarda nacional para combater opositores.

A situação política não era tranquila para a regência. Revoltas explodiam Brasil afora contra o governo regencial. Dizendo-se contra as revoltas, os liberais deram um golpe e conseguiram, em 1834, que o parlamento decidisse transformar a regência trina em una por intermédio do Ato Adicional de 1834 e eleição de Feijó regente. Ter sido criador e dirigente da guarda nacional influenciou a eleição de Feijó como regente. Essa eleição tornou o Padre Feijó o primeiro brasileiro eleito para governar todo o Brasil.

Novamente, porém, houve oposição dos conservadores. Eles ainda representavam uma alternativa de poder. Por isso, Feijó não conseguiu terminar seu período regencial e renunciou em 1837. Como conseqüência, um novo regente, Pedro de Araújo Lima, conservador, foi eleito. Mas os liberais reagiram e impuseram o golpe da maioridade de Dom Pedro II em 1840 (aos 14 anos) e assim foi iniciado o segundo período do Brasil Império. 

Os historiadores dizem que, no tempo do Brasil Império, não havia político mais liberal que o conservador no poder. Os conservadores sempre conservavam os bons princípios, os bons valores, o direito de propriedade e tudo aquilo que garantisse uma vida mais estável e digna ao ser humano. Os liberais, ao contrário, não conservavam nada e tudo faziam para implantar um novo modelo social, desde que o povo ficasse submetido às experiências dos novos poderosos de plantão.

Como conseqüência, sempre que o conservador estava no poder, havia garantia de liberdade e conservação dos direitos naturais do ser humano e sempre que o liberal estava no poder não havia garantia de liberdade e nem manutenção dos direitos naturais. O liberal só queria o poder em nome do exercício dele e não da manutenção das garantias individuais dos outros. Assim ainda é o mundo e o Brasil de hoje.

Outro fato garantido pela história é o de que havendo democracia há pelo menos um partido conservador que ocupa o governo ou que se apresenta como oposição forte. Fazendo parênteses neste texto, é necessário esclarecer que o liberal americano corresponde aos comunistas, esquerdistas, socialistas e sociopatas brasileiros que defendem as ditaduras cubana, coreana, venezuelana, síria e outras como bons governos para o Brasil.

No segundo período do Brasil Império, D. Pedro II governou com sabedoria e os conservadores formaram a maioria dos gabinetes do segundo governo imperial brasileiro, um dos mais democráticos de toda a história do Brasil.

Especificamente sobre a história do Partido Conservador, pode-se dizer que ele surgiu naquele conturbado período regencial. Foi naquele tempo que conservadores e liberais resolveram organizar-se em partidos políticos. Os restauradores reuniram-se e fundaram o Partido Conservador em 1836 e os liberais fundaram o Partido Liberal em 1837. Ambos foram extintos em 1899 no processo de proclamação da República.

Em 1930, a República foi extinta com o golpe de Getúlio Vargas que sepultou qualquer pensamento liberal ou conservador no Brasil. Em 1930, o estado tinha 4% de participação na economia. Em 1964, os militares reforçaram a participação do estado na economia chegando a 20% e, nos dias de hoje, a esquerda praticamente implantou a economia estatal que consome 40% de todo o PIB anual do Brasil. Esse é um dos principais motivos da eliminação de adversários dos poderosos do governo, haja vista que o estado compra qualquer empresário, qualquer consciência ou voto de parlamentares de maneira a não restar espaço para pensamentos conservadores nos costumes ou liberais na economia.

Mas a oposição, pelos menos nas idéias, entre conservadores e liberais ainda existe com um desequilíbrio atual (2013) tão grande que praticamente não existem políticos conservadores nos parlamentos brasileiros. A esquerda precisa criar fantoches para dizer que combate conservadores. Isso é sinal de inexistência de democracia no Brasil.

O pensamento conservador ainda sobrevive nos estertores da democracia americana e, por lá, ainda há políticos conservadores fortes como os do Partido Republicano. Sobrevive no Brasil porque a defesa da tradição, dos valores cristãos e da propriedade foi firmada pelo Partido Conservador logo nos primeiros anos, naquela luta contra o Ato Adicional de 1834. Esse ato foi uma das primeiras demonstrações de centralização de poder desejada pelas esquerdas que não defendem a democracia pelo bem do povo, mas sim para se manterem no poder usando truques antidemocráticos como é o caso dos partidos esquerdistas da América Latina e até dos Estados Unidos.

As ditaduras esquerdistas ou socialistas ou comunistas como as da Rússia (Stalin), China (Mao Tsé-tung) e Hitler (Alemanha) assassinaram, em tempos de paz, muito mais que 100 (cem) milhões de filhos de Deus. Por isso, foram e ainda são diabólicas em qualquer lugar que estejam instaladas. Na Venezuela, as mortes de civis alcançam taxas de 100 assassinatos a cada 100.000 habitantes. No Brasil, já estamos a mais de 30 assassinatos por 100.000 habitantes. Em todo governo esquerdista sempre escorre muito sangue inocente em nome de um mundo novo socialista que só interessa aos esquerdistas porque só eles são dirigentes.

Assim sendo, o Partido Conservador, neste início de Século XXI, com o Brasil em pleno estado fascista petista, propõe-se a ser a verdadeira oposição aos sanguinários governos esquerdistas que aparelharam o estado e a sociedade brasileira.

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