quarta-feira, 2 de outubro de 2013

RIO - Violência fascista contra o voto dos vereadores que representam o povo carioca. Black blocs, petistas e professores esquerdistas não querem democracia

O plano de carreira proposto pela Prefeitura do Rio, se visto com calma e serenidade, sem chicana político-partidária e sem os olhos vesgos dos “socialistas” que comandam o sindicato da categoria, é bom. Ainda que ruim fosse, a manifestação a que se assistiu nesta terça, pela undécima vez, é inaceitável. Não dá! Eu não tenho motivos para pedir desculpas pelo meu passado e, por isso, não preciso condescender, no presente, com pistoleiros ideológicos da ordem legal e institucional, que andam a empregar a seu favor uma imprensa que perdeu a noção da diferença entre o certo e o errado, entre a ordem e a desordem, entre o legal e o ilegal.

Tomei borrachada da ditadura porque queria democracia. Se há gente tomando borrachada da democracia, é muito provável que queira uma ditadura. E, vamos ser claros, é o que quer a miríade de esquerdistas que comanda o Sindicato dos Professores do Rio e que promoveu a baderna desta terça, em parceria com os vândalos do black blocs.

Polícia violenta? Cinco pessoas se feriram nos confrontos — quatro são policiais. Os protestos deixaram um novo rastro de destruição. O sindicato quer impedir o prefeito de administrar a cidade. Tenta impor a sua vontade na marra. Ainda que não goste do plano de carreira e que queira abrir negociação, é evidente que o caminho não é este. Nesta terça, professores e black blocs se misturaram. Estão juntos. Vejam estas duas fotos de Pablo Jabob, da Agência O Globo.

O que se vê nas ruas é fruto da aquiescência de supostos bem-pensantes com a violência. Até agora me lembro daquela apresentadora de TV chamando de “pacífica” uma arruaça sobre o teto do Congresso Nacional, com vândalos segurando tochas nas mãos. O “pacifismo” acabou resultando na depredação do Palácio do Itamaraty. Vejam esta outra foto, de Yasuyoshi Chiba, da AFP.
Trata-se de um black bloc — Caetano diz que os “black blocs fazem parte” (ele não disse do quê) usando a força do argumento. Falta uma Leni Riefenstahl do Leblon para poetizar seu “passo ginástico”, como no Manifesto Futurista de Marinetti, glorificando ainda ”o movimento agressivo, a insônia febril, o salto mortal, a bofetada, o soco.”

Vejam esta outra imagem, de Christophe Simon (AFP). Ao fundo, um dos poetas de Caetano; no primeiro plano, uma triste figura usa estilingue contra os policiais. Não se enganem: seu alvo é o estado democrático e de direito. Ele pode nem saber disso, mas é. A democracia não tem de ser condescendente com cretinos dessa espécie.
O vandalismo se espalhou noite adentro. Nesta foto de Mariana Sallowicz, da Folhapress, vocês veem uma das lojas saqueadas. Os vândalos abriram um rombo na parede.
É negociação o que quer essa gente? É evidente que não! Ao longo da vida, meus caros — e sei que não é diferente com vocês —, a gente acerta e erra. Sempre tenho um grande receio de ver a história a se fazer debaixo do meu nariz, sem me dar conta da real natureza dos eventos a que assisto. Assim, procuro sempre tomar um imenso cuidado.

Um dos meus acertos, contra o que parecia ser uma soma de evidências e obviedades, foi jamais ter caído de encantos pelas “jornadas de junho”. Achava, como acho, que ela acabaria submetendo o processo político a uma torção à esquerda e por exacerbar a violência e a intolerância política.

E eu estava certo.

A propósito: Caetano não vai dedicar nenhum verso à força vital e à vontade de potência dos black blocs?

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