domingo, 1 de setembro de 2013

OBAMA METE O PÉ SOBRE MESA, MAS NÃO OBTÉM CONSENSO INTERNACIONAL PARA ATACAR A SÍRIA. QUER DIVIDIR O ÔNUS COM O CONGRESSO

Por Aluízio Amorim no blog www.aluizioamorim.blogspot.com

Esta foto de Barack Hussein Obama com o pé em cima de sua mesa de trabalho no Salão Oval da Casa Branca, ilustra matéria que está no site do jornal O Globo

Segundo a legenda a foto, é o momento em que Obama conversa com o presidente da Câmara de Representantes, o republicano John Boehner, de Ohio, tendo à sua frente sentado o vice-presidente Joe Biden.

Obama argumenta que a lei não lhe obriga, mas vai pedir ao Congresso que autorize a ação militar contra o governo da Síria.

O estopim para essa destrambelhada decisão de Hussein Obama de atacar a Síria foi a denúncia - ainda não comprovada - de que o ditador Bashar al-Asaad teria desferido um ataque com armas químicas contra civis.

Enfim, a coisa não está claramente explicada. Os rebeldes que tentam derrubar al-Assad são ligados a grupos islâmicos. Se derrubarem o ditador, implantam uma nova ditadura, uma teocracia islâmica como existe no Irã e como tentaram implantar no Egito.

Obama mete o pé em cima da mesa e se deixa fotografar desse modo. Um gesto, convenhamos, pouco ortodoxo mas também emblemático, já que Obama chegou à Presidência dos Estados Unidos embalado pelo slogan “we can”. 

Resta uma pergunta que até agora não tem qualquer resposta plausível: por que Hussein Obama deseja tanto atacar a Síria. E onde estão as provas irrefutáveis de que foi o governo sírio o autor do deletério massacre usando armas químicas? Assad nega e atribui a autoria desse assassinato brutal a um complô armado pelos seus inimigos.

A única conclusão honesta que se pode tirar com os dados disponíveis é que a ação pretendida por Hussein Obama não repousa sobre um critério absolutamente válido e irretorquível. 

Como presidente dos Estados Unidos Obama pode meter o pé sobre a mesa e chamar os fotógrafos. Mas até o momento não evidencia de forma nenhuma que detenha seguramente a prova cabal de que o ditador sírio resolveu de uma hora para outra matar centenas de cidadãos, incluindo crianças e idosos.
Se as evidências fossem irrefutáveis Obama teria, sem dúvida, o integral consenso da comunidade internacional. Mas o que acontece é justamente o contrário.

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