quarta-feira, 28 de agosto de 2013

BANCO CENTRAL ELEVA TAXA DE JUROS SEM NECESSIDADE. GOVERNO DA ORGANIZAÇÃO PT ESTÁ PERDIDO

BC eleva juros. Por quê? Porque tinha de fazer alguma coisa, ora…
Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Não sou economista, é certo. Nem advogado. Nem nada. Só sou um pouco alfabetizado também na língua dos discursos. O BC elevou a taxa Selic de novo. Aprendi com um mestre da área — ele entende e ganha ou perde muito dinheiro caso faça avaliações erradas — que se deve recorrer à elevação de juros em duas circunstâncias:
a: quando há a necessidade — e, às vezes, há, quando há aquecimento de demanda, por exemplo;
b: quando a autoridade monetária está meio perdida, não sabe o que fazer, perdeu visão de conjunto, mas o mercado lhe cobra que faça alguma coisa.

O BC aumentou os juros por causa da alternativa “a” ou da alternativa “b”. Esse meu amigo, que precisa acertar para que confiem no que faz — e confiança é uma coisa importante no mercado —, jura que deu a alternativa “b” na cabeça.” Foi a aposta dele e de toda gente.

Essa saída, e evidente, vale para uma economia com as características da nossa. Então pronto. Elevou-se a Selic, que será elevada também no mês que vem e no próximo. Sempre dá a impressão de que o governo está fazendo alguma coisa. Passa uma impressão de austeridade e de seriedade intelectual. “Ah, então você não queria que aumentasse?” Eu? Se o mercado fica mais confiante e se isso é bom, que se aumente, ora. Só estou chamando a atenção para o fato de que é uma decisão ditada pelo automatismo, não por um diagnóstico seguro. Só isso. Segue trecho de reportagem na VEJA.com

Na VEJA.com:

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) aumentou em 0,50 ponto porcentual, para 9% ao ano, a taxa básica de juros (Selic) nesta quarta-feira, em decisão unânime, sem viés – ou seja, a decisão é válida até o próximo encontro em outubro. Trata-se da quarta elevação consecutiva do juro básico da economia neste ano. A trajetória de alta teve início em abril, quando a autoridade monetária subiu a Selic de 7,25% (mínima histórica) para 7,5%. A decisão não surpreendeu o mercado financeiro, que apostava de forma quase unânime no aumento de 0,50 ponto.

No comunicado que acompanhou a decisão, o BC reafirmou que a inflação constitui um risco para a economia. “O comitê avalia que essa decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano”. Votaram por essa decisão o presidente do BC, Alexandre Tombini, e os diretores Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques.
(…) 

Tags: BC, Taxa Selic, agosto 2013Banco Central, taxa de juros, aumento da taxa de juros, política monetária, governo do PT

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