sábado, 31 de agosto de 2013

O Brasil é melhor com a coragem de Eduardo Saboia do que com a covardia dos que querem puni-lo. Ou: Novo chanceler assume Itamaraty sob intervenção e não se constrange

Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Eduardo Saboia: o Brasil é melhor com a sua coragem, mas ele corre o risco de ser expulso da diplomacia
Enquanto se realizava a reunião da Unasul, no Suriname, um tal Dino Bouterse era preso (anteontem) no Panamá, acusado de tráfico de drogas e de armas. Dino é filho de Desiré Bouterse, o anfitrião do encontro, um conhecido carniceiro, que comandou uma ditadura feroz no Suriname entre 1980 e 1997. Em 2000, ele foi condenado na Holanda pelo tráfico de imodestos 474 quilos de cocaína. Gente fina. Em 2010, voltou ao poder, aí por intermédio de eleições. O filho mostra que quem sai aos seus não degenera a estirpe de bravos. Foi nesse lugar aprazível, em meio a gente decente e honrada, que a presidente Dilma Rousseff manteve, nesta sexta, um encontro privado com Evo Morales, o índio de araque que governa a Bolívia.

Ela expressou, uma vez mais, o seu repúdio pela operação que resultou na vinda do senador boliviano Roger Pinto Molina para o Brasil. A fuga foi organizada pelo diplomata Eduardo Saboia, que respondia interinamente pela representação brasileira. O governo brasileiro deu início a um trabalho de demonização de Saboia, expressa, uma vez mais, na entrevista coletiva concedida por Luiz Alberto Figueiredo, o novo chanceler: “O caso da retirada do senador de uma embaixada brasileira e a sua condução sem garantias ao território brasileiro é um fato grave e que está sendo apurado.”

Figueiredo começa mal. O Ministério das Relações Exteriores, sob as suas barbas e com o seu consentimento, está sob uma espécie de intervenção. Pela primeira vez na história da diplomacia — que eu saiba, não aconteceu nem durante a ditadura —, uma comissão de sindicância interna é comandada por alguém que não pertence aos quadros do próprio Itamaraty. O objetivo é punir Saboia e dar um copo de sangue ao protoditador bolivariano — que finge indignação para ver se arranca mais algum do Brasil.

O governo brasileiro decidiu que quem vai comandar a sindicância, que selará o destino de Saboia, é um senhor chamado Dionísio Carvalhedo Barbosa. Qual a sua qualificação para o caso? Ora, ele é assessor especial da Controladoria-Geral da União e auditor fiscal da Receita Federal. Logo, como se vê, a resposta é esta: qualificação nenhuma! Mas calma! Cavalhedo Barbosa está acostumado a servir a autoridades maiúsculas, a verdadeiros gigantes morais da política. Era secretário-adjunto de Transparência e Controle do governo do Distrito Federal, sob o comando do petista transparente… Agnelo Queiroz.

Chegou-se a noticiar que os embaixadores Glivânia Maria de Oliveira e Clemente de Lima Baena Soares, chefe do Departamento de América do Sul, integravam a comissão de sindicância, mas eles pediram para sair — ou melhor, para não entrar.
Homem decente
Saboia é um homem decente e unanimemente reconhecido por seus pares como trabalhador e dedicado. Durante a prisão dos torcedores brasileiros na Bolívia, era ele o elo com os familiares dos presos. Neste caso do senador boliviano, há muito ele vinha advertindo seus chefes de que a situação caminhava para o insustentável. Mas o homem ficou lá, mofando, por 15 meses — e talvez outros 15 viriam se não tivesse tomado um atitude. Não serei eu a incentivar a indisciplina, mas chega uma hora em que é preciso indagar se não se está diante da desobediência devida. Saboia sabia que Evo Morales não daria o salvo-conduto. O governo brasileiro não tratava o assunto como prioritário.

Evo Morales está afetando uma indignação que não tem. O governo brasileiro sabe que o próprio presidente boliviano havia proposto uma solução, digamos, extra-curricular, com a fuga “combinada” de Molina. Dilma não topou a parada — e, convenhamos, fez bem nesse particular. Mas é certo que Evo, agora, está valorizando o incidente.

Em entrevista, o presidente boliviano chamou Molina de “delinquente”, mas não entrou com o pedido de extradição. A Folha publica um depoimento do senador. Ali está a face dos regimes bolivarianos. Reproduzo trecho:
(…)
Evo Morales era alguém com quem convivi nos primeiros anos no Congresso. Era um amigo, com quem eu podia jogar futebol. E jogamos várias vezes juntos, tenho fotos.
De maneira contínua ele me convidou para participar desse projeto político, ou parte desse projeto. Tínhamos uma visão diferente. Sempre acreditei que o tema da coca fosse a matéria-prima para o narcotráfico e era preciso atacar isso. Ele defendia a coca. Eu acreditava na liberdade, no direito privado, na propriedade das coisas e consciente de que era necessário reduzir a coca.
Quando chegou ao governo, Evo nos convidou de novo ao palácio, umas três ou quatro vezes. Ele queria que fizéssemos parte do seu governo. Nós achamos que era mais importante ajudá-lo nos temas sociais, da luta contra a miséria, com isso nós nos comprometemos.
Mas logo veio um processo de decomposição e violência do governo que atribuo à presença cubana e ao processo de linchamento político.
Depois que Cuba e Venezuela intervieram de forma direta [formando parcerias com o governo], ele teve outro tipo de política e comportamento muito mais agressivos. Então se estabelece como política de seu governo acabar com a oposição. E começa a perseguir de maneira sistemática todos os ex-presidentes, ex-governadores.
Todos os governos de esquerda querem é chegar, mudar a Constituição, adequá-la a eles, porque têm um objetivo, consolidar-se no governo, não importa como.
(…)
O isolamento na embaixada era insuportável. Em algum momento, disse “bom, por que não termino isso de uma vez?”. Na primeira vez parece estranho, porque sou cristão. Mas à medida que o tempo passa, isso volta à mente, “seria tão simples e amanhã tudo estaria acabado”. Saboia começou a se preocupar. E então ele me disse ter três opções, e a terceira era cumprir os objetivos que havia dito a presidente Dilma [quando da concessão do asilo], que era preservar minha vida.

Retomo
Os sinais de que os processos contra Molina são uma farsa são gigantescos. Acusar os adversários políticos de corrupção é o padrão dos estados bolivarianos. A histeria meio indecorosa de Dilma Rousseff envergonha a diplomacia brasileira, O que pretendia a presidente brasileira? Se comparar o embaixada ao Doi-Codi foi um exagero retórico de Eduardo Saboia, afirmar que a Soberana se prestava ao papel de carcereira de Molina parece bastante apropriado. Dadas as circunstâncias, quem honrou a história da diplomacia brasileira foi Saboia, não Antonio Patriota, que, tudo indica, nem era levado a serio por sua chefe. E não parece que o respeito será conquistado pelo novo chancelar, que estreia no cargo com o Itamaraty sob intervenção.

Eduardo é filho do embaixador Gilberto Saboia, que tem uma história ligada à defesa dos direitos humanos. O Globo ouviu o pai para fazer um perfil do filho, emtexto publicado nesta sexta. Gilberto conta uma história do seu passado. Reproduzo trecho:
Um policial em fuga bate à porta da embaixada brasileira na Guatemala, pedindo abrigo. Dizia-se perseguido pelo governo, acusado de ser “comunista”. O diplomata encarregado de Negócios decide abrigá-lo. Durante uma semana, mantém o refugiado em casa (o embaixador havia deixado o país, ameaçado de sequestro), sob o olhar da mulher e dos dois filhos. Entre eles, Eduardo Saboia. O ano era 1975.
(…)
“Não tenho certeza se o Eduardo se lembra disso. O policial apareceu na chancelaria e entregou um revólver, dizendo-se ameaçado de morte. Eu fiquei sem saber o que fazer. Peguei ele, botei no carro e levei para casa. Esse policial ficou lá. Imagina o perigo. E o Itamaraty não me dava instruções. Quando deu, o homem já tinha fugido. Naquele tempo era ditadura aqui e lá. Era improvável que fosse concedido asilo. Mas assim mesmo eu não quis deixar de tentar salvá-lo”, lembra Gilberto Vergne Saboia, pai de Eduardo, admirado com a coincidência dos casos, com desfechos e repercussões distintas.
(…)

Voltei
Atenção, leitor! “Ditadura lá e aqui”. 1975! E nada aconteceu a Gilberto Saboia. Dilma Rousseff, no entanto, em plena democracia, quer a cabeça de um diplomata por ter seguido a longa e saudável tradição da diplomacia brasileira (ver nesta página texto da senadora Kátia Abreu) de conceder proteção a perseguidos políticos. Entendo. É que o governo petista gosta mesmo é de devolver pugilistas desamparados a Fidel Castro e de abrigar terroristas.
Reproduzo mais um trecho do texto do Globo:
Católico fervoroso — entre as reações de fãs nas redes sociais está o pedido por correntes de orações para o diplomata — , Eduardo desenvolveu o fervor da fé já adulto. O pai suspeita que houve alguma influência da mãe. Mas diz que a profundidade do sentimento religioso surgiu já depois de casado. Na entrevista publicada nesta quinta-feira, no “Globo”, o diplomata diz que precisa de “muitas orações”. E, ao explicar a operação de fuga de Roger Molina, afirmou ter “ouvido a voz de Deus”.

A religiosidade teria sido, então, decisiva na resolução de assumir os riscos e planejar a fuga do senador, com quem conviveu por um ano, em situação cada vez mais dramática?
“Pode ter tido influência sim, porque ele tem essa questão espiritual bem forte. Mas ele não agiu assim de forma quixotesca. Antes, advertiu muito o chefe dele (Patriota), que foi também punido. O que espero é que o bom senso prevaleça.”

Encerro
O diplomata não ouve vozes, leitores. A “voz de Deus”, no caso, é só a voz que conduz ao bem. O Brasil é melhor com Saboia do que com a covardia dos que pretendem puni-lo.

Tags: Bolívia, Eduardo Saboia, Governo Dilma, Itamaraty, Roger Molina, Evo Morales, diplomacia brasileira, Gilberto Saboia, covardia, Dino Boterse, Suriname, governo do PT, ditadura socialista

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

GILBERTO DIMENSTEIN: Veja as falácias de um bajulador da Organização PT sobre os médicos cubanos

Médicos cubanos e Gilberto Dimenstein: as falácias de um bajulador do PT
Escrito por Klauber Cristofen Pires* e publicado no site www.midiasemmascara.org
Um médico cubano é melhor do que nenhum? Sim, mas, e se este “nenhum” tiver sido providencialmente produzido? 
O colunista Gilberto Dimenstein, da Folha, militante fantasiado de opinante isento, tenta confundir a população sobre o caso dos médicos cubanos, mas com argumentos ridiculamente insustentáveis.


Caro leitor, você tem ideia de como um peixeiro desonesto consegue se livrar do pescado podre? É simples: mistura-o entre os peixes bons para consumo. Quem leva um lote, acaba sempre levando pelo menos um imprestável. Assim tem sido como Gilberto Dimenstein, na Folha de São Paulo, tem tratado o caso da vinda dos médicos cubanos: misturando fatos reais com mentiras e dissimulações, mas numa relação bem maior do que dos peixeiros mais inescrupulosos.

Refiro-me especialmente aos seus artigos “Por que apoio os médicos estrangeiros” e “Debate sobre os médicos me dá vergonha”. Vamos avaliar o que diz este jornalista:
Sei que o governo federal lançou o projeto Mais Médicos de forma improvisada como uma resposta às manifestações de rua.
Também sei que os problemas da saúde são complexos e apenas colocar médicos em cidades distantes não é a salvação.

Para acrescentar, devemos considerar que Alexandre Padilha, ministro da Saúde, é candidato ao governo de São Paulo --o que costuma trazer ingredientes eleitorais para uma questão técnica.


Esta introdução acima serve como engodo para desarmar o espírito dos leitores; é uma concessão que o jornalista faz em face do incontestável, como forma de transformar um limão em uma limonada. Apenas uma ressalva: os problemas da saúde podem ser complexos, mas a verdade mais plena é que os governos Lula e Dilma tiveram quase onze anos para ao menos melhorar os indicadores, mas que, entretanto, o pioraram sofrivelmente, tanto no sistema educacional – comentarei isto melhor adiante – quanto no sistema de saúde propriamente, haja vista terem reduzido sensivelmente os investimentos e diminuído a oferta de leitos hospitalares em mais de 10%, ou, em números absolutos, mais de 41 mil leitos hospitalares.
Mesmo assim, apoio a vinda de médicos estrangeiros porque é melhor algum médico do que nenhum médico.
Lembremos que a vaga foi oferecida a brasileiros, com uma bolsa de R$ 10 mil mensais mais ajuda de custo - o que é mais do que ganha um professor universitário no topo na carreira.

Se a vinda dos cubanos não estiver arranhando a lei local, ótimo. A formação de médicos em Cuba é respeitada internacionalmente.

Ou seja, não é a melhor solução, mas é alguma solução para os mais pobres sem acesso à saúde.
É melhor um médico falando portunhol do que nenhum médico falando.
Minha suspeita é que a reação de associações médicas - em alguns casos um tanto histéricas - estão mais ligadas aos interesses (ou supostos) da corporação do que do cidadão.


De fato, é melhor “algum médico do que nenhum médico”. No entanto, as condições deploráveis a que o sistema público de saúde foi submetido, isto é, piorado mais do que já estava, criaram as condições objetivas para a medida “emergencial” de importação de médicos cubanos. Fazendo uma comparação, seria como se o governo socorresse vítimas de um naufrágio atirando-lhes bóias salva-vidas, sendo que ele mesmo sabotou o navio.

Quanto à oferta de uma “bolsa” (é bolsa ou salário?) de 10 mil reais, é oportuno salientar que o governo brasileiro está a pagar não dez mil reais, mas R$ 21.291,66 (vinte e hum mil e duzentos e noventa e hum reais e sessenta e seis centavos), de acordo com o blog do ex-prefeito carioca (DEM) César Maia. Será que um salário deste não seria realmente convidativo?

Ah, e a vinda dos médicos cubanos fere a lei, sim. Melhor, fere as leis e principalmente, a Constituição, haja vista que estes seres humanos cubanos continuarão submetidos em solo pátrio a todas as restrições à liberdade que vigoram na ilha-cárcere. Segundo o que tem acontecido nos outros países onde tais convênios foram firmados, a liberdade de ir e vir desses médicos resume-se ao percurso trabalho-alojamento. São confinados incomunicáveis e sem direito a visitas íntimas; no limite, não têm um pingo de privacidade nem sequer para acocorarem-se no cantinho de um banheiro para chorarem por sua condição deplorável, porque entre eles há capatazes vigiando-lhes dia e noite seus passos, suas falas e até seus sonhos.

Agora, é verdade que as entidades médicas, em especial o Conselho Federal de Medicina, estão praticando o corporativismo? Sim, isto é plenamente verdade, e tão verdade quanto o corporativismo sindicalista tem sido incentivado pelas esquerdas até o momento atual, onde ora é tratado como inconveniente: é hora, pois, de promover os necessários expurgos.

Mas vamos agora ao segundo artigo:
O perfil dos médicos cubanos é o seguinte: em geral, eles têm mais de uma década de formados, passaram por missões em outros países, fizeram residência, parte deles (20%) cursaram mestrado e 40% obtiveram mais que uma especialização.
Para quem está preocupado com o cidadão e não apenas com a corporação, a pergunta essencial é: essa formação é suficiente?

Aproveito essa pergunta para apontar o que vejo como uma absurda incoerência - uma incoerência pouca conhecida da população - de dirigentes de associações médicas. Um dos dirigentes, aliás, disse publicamente que um médico brasileiro não deveria prestar socorro (veja só) se um paciente for vítima de um médico estrangeiro. Deixa morrer. Bela ética.

Provas têm demonstrado que uma boa parte dos alunos formados nos cursos de medicina no Brasil não está apta a exercer a profissão. Não vou aqui discutir de quem é a culpa, se da escola ou do aluno. Até porque para a eventual vítima tanto faz.
Mesmo sendo reprovados nos testes, os estudantes ganham autorização para trabalhar.


Como um jornalista de um jornal de grande circulação, o autor poderia citar de onde tirou tais números. No entanto, vou colocar aqui alguns argumentos bastante simples que podem colocar em dúvida a qualidade da formação desses profissionais:

Por primeiro, e respondam-me aqui aqueles com conhecimento de causa: tem sido comum encontrar artigos científicos de médicos cubanos em revistas especializadas? 
Posso razoavelmente chutar que nenhuma ou quase nenhuma publicação relevante internacional tem sido produzida por médicos cubanos, digamos, nos últimos vinte anos?

Adiante: um sistema de saúde não se compõe somente de médicos, mas de equipamentos, remédios, bem como de outros profissionais auxiliares. Quem pode suprir um sistema de saúde de qualidade, público, privado ou misto em qualquer relação, é um país onde esta infraestrutura possa ser fornecida pela indústria nacional ou estrangeira, daí ser necessário ser dono de uma economia relativamente pujante. Cuba é um país miserável, de modo que é muito duvidoso que os alunos e médicos tenham tido algum contato com coisas desde seringas e luvas descartáveis ou auto-inutilizáveis, remédios de última geração, como, tanto ainda mais incrível, com aparelhos de tomografia ou ressonância magnética.

Para terminar, e à vista grossa: o que falar dos recorrentes casos de vacinas cubanas absolutamente sem efeito, bem como do patético anúncio da cura para o câncer, pelo governo cubano? Como que nações que aplicam bilhões de dólares em pesquisas, muitas delas realizadas com parcerias e trocas de informações, poderiam ser surpreendidas por uma ilhota faminta onde falta até papel higiênico?

Sobre a alegada má-formação dos médicos brasileiros: será que os dados fornecidos pelo articulista são confiáveis? Afinal, os cursos de medicina são os mais concorridos do país, o que nos leva a entender que são os candidatos mais preparados os que logram conseguir as vagas. Ademais, o Brasil tem uma boa reputação internacional quanto à qualidade dos seus médicos, sendo muitos deles famosos e respeitados. Agora, algo pode sim, estar concorrendo para a deterioração desta realidade: a substituição do ingresso na universidade pelo mérito pelo ingresso por motivos ideológicos, como são as cotas para negros, alunos da rede pública e até mesmo os suspeitíssimos cursos como os ministrados em escolas e universidades do MST; enfim: tudo obra do PT.

Mais uma vez, o Sr. Dimenstein joga para o alto:
“Provas têm demonstrado que uma boa parte dos alunos formados nos cursos de medicina no Brasil não está apta a exercer a profissão”... “Mesmo sendo reprovados nos testes, os estudantes ganham autorização para trabalhar”. Que provas foram estas? O que se vê aqui, percebam, é uma tentativa de valorizar a obscura formação dos médicos cubanos com outra, em direção contrária, no sentido de desmerecer a dos brasileiros, com o fito de nivelá-las. Vergonhoso!


Ao final:
Por que essas mesmas associações, tão furiosas em atacar médicos estrangeiros, não fazem barulho para denunciar alunos comprovadamente despreparados?
A resposta encontra-se na moléstia do corporativismo.

Se os brasileiros querem tanto essas vagas por que não se candidataram?

Será que preferem que o pobre se dane apenas para que um outro médico não possa trabalhar?
Sinceramente, sinto vergonha por médicos que agem colocando a vida de um paciente abaixo de seus interesses.


Aqui o argumento do autor se veste de um argumento verdadeiro para esconder um outro, maliciosamente oculto. Corporativismo, existe, tanto é que o CFM nenhuma vez denunciou que o plano de trazer os médicos cubanos provém de uma deliberação do Foro de São Paulo, e que tem sido planejado pelo governo desde há pelo menos um ano e meio.

Entretanto, em um país livre, o trabalho de um médico tem valor de mercado. Para as carreiras para as quais o estado tem interesse, como são, por exemplo, para as carreiras do fisco, um auditor-fiscal recebe salários superiores a 20 mil reais, sem dizer de outras facilidades e garantias. Recentemente, foi aprovado um adicional de fronteira para os fiscais e analistas federais que trabalham em cidades situadas em zonas limítrofes com outros países.

Qualquer médico, como cidadão, tem o direito de escolher se as condições oferecidas por um concurso são viáveis, porque aceitar trabalhar no interior significa ter de assumir dificuldades com a atualização profissional, e porque uma clientela privada potencial e mais bem remunerada lhe faltará nos momentos em que não estiver em serviço.

O que tem sido bastante divulgado ultimamente é que os médicos têm sido enganados de forma contumaz por prefeitos tratantes, que lhes aplicam o calote depois de alguns meses a serviço, depois de terem-nos aliciado com promessas vantajosas antes das eleições.

“Será que preferem que o pobre se dane apenas para que um outro médico não possa trabalhar?” Por acaso, alguma objeção tem sido feita contra os médicos de outros países que se submeteram ao exame Revalida e a todas as condições legais em vigor, especialmente as trabalhistas e previdenciárias?

Como os leitores podem verificar por si mesmos, este Sr. Gilberto Dimenstein joga com a mistificação; atua de forma militante, como porta-voz em favor do governo. Não merece um mínimo de crédito, e desmascará-lo é uma atitude de interesse público.

*http://libertatum.blogspot.com

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Não-localidade: o conceito que destrói o materialismo. O materialismo não é a única teoria da realidade existente. A realidade não se limita ao espaço-tempo

Não-localidade: o conceito que destrói o materialismo
Por Orlando Braga* no blog Perspectivas

Antes de mais, vamos ter que saber o que é “materialismo”: é uma teoria segundo a qual a matéria é a única realidade existente – sendo que matéria é tudo o que tem massa e está sujeito à ação do espaço-tempo. Para os herdeiros ideológicos de Darwin (Karl Marx, Freud, Lenine, Estaline, Richard Dawkins, Peter Singer, etc.), a matéria é a realidade fundamental a partir da qual se explica a vida espiritual.

Podemos definir “não-localidade” como a possibilidade de dois objetos – por exemplo, dois fotões, ou dois electrões – comunicarem entre si de forma instantânea (em termos de tempo universal) e independentemente da distância a que se encontrem um do outro.

A não-localidade não é ficção científica: experiências científicas realizadas desde o princípio da década de 1980 (por exemplo, por Alain Aspect) confirmaram o fenômeno. Portanto, é certo e seguro que, em determinadas condições especificas, dois objetos podem comunicar entre si, de forma simultânea – ou seja, fora do espaço-tempo – e a uma distância que pode ser, por exemplo, de várias dezenas de milhões de anos-luz. Diz-se, então, que a comunicação entre esses dois objetos é efetuada “fora do cone-de-luz”.

A maioria da literatura generalista acerca da Física não menciona a não-localidade. O assunto continua a ser tabu, apesar das verificações e confirmações. E é tabu porque a não-localidade coloca em causa o materialismo – ou seja, coloca em causa o fundamento da Idade Moderna e do Positivismo.

A não-localidade significa que a realidade não se limita ao espaço-tempo; e isto coloca em causa toda a filosofia moderna desde Kant. Por exemplo, se o nosso cérebro é composto de electrões, então o nosso cérebro está também sujeito às mesmas leis que regem a não-localidade. O materialismo está morto.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Toffoli é cliente VIP de banco que ele julga no STF. Ele tem juros subsidiados, o banco tem decisões favoráveis

Por Coronel do Blog CoroneLeaks (Coturno Noturno)

Relator de processos do Banco Mercantil do Brasil, o ministro do Supremo Tribunal Federal José Antonio Dias Toffoli obteve empréstimos de R$ 1,4 milhão da instituição financeira, a serem quitados em até 17 anos. Com sede em Minas, o banco de médio porte concedeu desconto nos juros dos dois empréstimos feitos pelo magistrado, após decisões nos processos. A alteração assegurou uma economia de R$ 636 mil no total de prestações a serem pagas.

Segundo o Código do Processo Civil, o Código de Processo Penal e o Regimento Interno do Supremo, que tem força de lei, cabe arguir a suspeição do magistrado quando alguma das partes do processo for sua credora. Toffoli relata ações do Mercantil desde que assumiu a cadeira no Supremo, em 2009. Ele contraiu os dois empréstimos em 2011. A redução dos juros, em abril deste ano, foi considerada "pouco usual" para os padrões da instituição até por funcionário do banco.

O primeiro empréstimo, de R$ 931 mil, foi concedido em setembro de 2011, em 180 parcelas fixas de R$ 13,8 mil, a serem pagas até 2026. Conforme escritura da operação, registrada em cartório, Toffoli deu como garantia de pagamento sua casa no Lago Norte, em Brasília.Liberado três meses depois, o segundo crédito, de R$ 463,1 mil, teve pagamento definido em 204 prestações fixas de R$ 6,7 mil, com vencimento até 2028. Para assegurar o pagamento da dívida, o banco aceitou o mesmo imóvel de Toffoli, fazendo uma "hipoteca em segundo grau".Em ambos os casos, os juros fixados num primeiro momento foram de 1,35% ao mês.

As parcelas inicialmente definidas nos contratos somavam R$ 20,4 mil, mais que a remuneração líquida de Toffoli no Supremo à época, que girava em torno de R$ 17,5 mil. Em abril deste ano, as duas partes repactuaram os empréstimos, por meio de aditivos às cédulas de crédito originais, registrados em cartório. Conforme os registros, o banco baixou a taxa para 1% ao mês. Com a alteração, a soma das prestações caiu para R$ 16,7 mil mensais - representa um comprometimento de 92% dos ganhos atuais do ministro no Supremo.

Toffoli afirmou ter outras fontes de renda e negou relação entre os processos dos quais é relator e os empréstimos. O banco não quis se pronunciar sobre o caso (mais informações abaixo).

Mais que VIP. O Estado consultou dois gerentes da agência responsável pelo relacionamento com Toffoli, em Brasília. As taxas oferecidas para empréstimo de mesma natureza e com garantias semelhantes a "clientes VIP" variaram entre 3% e 4% ao mês, com parcelamento em, no máximo, quatro anos.

O superintendente do Mercantil em Brasília, José Alencar da Cunha Neto, representou o banco em uma das operações com Toffoli. Ele afirmou que não participou da negociação, mas admitiu que a redução de juros, nas condições descritas nas escrituras do negócio, é atípica: "Não saberia dizer o que aconteceu com a negociação. Confesso que não é muito usual", disse. Segundo Cunha, a redução é mais comum quando o cliente oferece mais garantias do pagamento. Assim, como o risco de calote fica menor, é possível aliviar os juros. No caso do ministro, conforme os documentos, isso não ocorreu.

Vaivém. Em um dos casos que Toffoli relata, o Mercantil tenta ser compensado por contribuições que afirma ter feito em porcentual maior que o realmente devido ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em junho de 2011, três meses antes do primeiro empréstimo, Toffoli negou recurso do Mercantil nesse processo. Segundo ele, não cabia reapreciação do caso, com base na jurisprudência do tribunal, por se tratar de "coisa julgada".

Depois de concedidos os dois empréstimos, em janeiro de 2012, ao analisar um agravo regimental do banco, o ministro suspendeu o processo até o julgamento de outros dois recursos nos quais foi reconhecida repercussão geral de questão similar. Na prática, a decisão manteve o caso em discussão no Supremo.A repercussão geral é um instrumento que permite ao STF selecionar um recurso, considerado relevante, para julgamento. A decisão nesse recurso servirá de parâmetro para as demais instâncias em casos idênticos.

Em outro processo sob relatoria de Toffoli, o Mercantil questiona lei que aumentou de 3% para 4% a alíquota da Cofins para bancos. O processo foi distribuído ao ministro em 16 de setembro de 2011, 14 dias após o primeiro empréstimo. Em 28 de novembro do mesmo ano, ele reconheceu repercussão geral. "Foi uma decisão favorável, porque demonstra que é um assunto que o STF vai discutir", disse a advogada Daniela Procópio, do escritório que representa o banco. (Estadão)

CHINA: Se alguém for rico e tiver relações com o governo comunista, então pode comprar o fígado de um condenado. Ou:

China: comércio de órgãos humanos se apoia em execuções capitais
Escrito por Luis Dufaur* e publicado no site www.midiasemmascara.org
chinacondenados
A Sra. Zhang pagou quase 75.000 euros (R$ 225.000 aprox.) a fim de obter em Xangai um fígado para seu marido alcoólatra.

Ela não ignora que esse órgão foi tirado de um condenado à morte: “A maioria dos órgãos provém de criminosos e nós o obtivemos por decisão de um tribunal de Justiça”, explicou ela, segundo notícia do jornal “Le Monde”.

A esposa de um outro paciente do hospital Ruijin acabava de pagar por volta de 36.000 euros por um fígado e também respondeu: “O doutor disse que o órgão era de um prisioneiro”.
Todo ano há oficialmente na China 10.000 transplantes de órgãos, 65% dos quais, em 2009, provinham de condenados a morte. Um chefe de serviço de um grande hospital de Xangai contou sob anonimato que a proporção atingia 80%.

O regime procura abafar as críticas com anúncios “humanitários” do gênero de classificação eletrônica dos doentes para evitar favoritismos, etc.

Huang Jiefu, personagem ambíguo, ex-vice-ministro da Saúde e atual diretor do Comitê chinês de doação de órgãos, garante que o governo exige “o consentimento escrito do prisioneiro e de sua família”, mas acenou para uma estranha obrigação do condenado de “devolver sua dívida social” com órgãos.

É mínimo o número de execuções praticadas na presença de um médico. A Corte Suprema exortou os juízes a aplicar nesses casos uma “justiça misturada com compaixão”. Mas, o que isso quer dizer na China?

Após a exortação, o número oficial de condenações diminui um terço. Mas os métodos de execução ficaram misteriosos.

Os hospitais de Xangai são informados em cima da hora. Quando os médicos podem chegar e ver o condenado, a morte é aplicada num local contíguo ao Tribunal.

Mas quando o Tribunal “não está equipado”, o condenado é morto numa van especialmente concebida para o “serviço”, parecida com um furgão da polícia.

Van da morte, Jinguan Auto, Chongqing Jinguan Technology Co Ltd

A Jinguan Automobiles, empresa fabricante dessas vans-matadouro de homens, respondeu por e-mail:

“A respeito da unidade móvel de execução da pena de morte, podemos certamente produzi-la e exportá-la para o exterior. Até o presente, nossos clientes estão constituídos somente por Varas Penais em todos os níveis da China (a Alta Corte de Chongqing comprou uma nova há poucos meses). Nosso modelo SLT 5040XZXE1 (chassi Ford), preço: 87.600 dólares/unidade”.

Segundo Nicholas Bequelin, da organização humanitária Human Rights Watch, de Hong Kong, essas vans “permitem realizar execuções químicas onde a Justiça não possui competência técnica e também podem servir de locais de detenção num efeito em escala”.

Embora em tese o comércio de órgãos esteja interditado, a obtenção destes depende das amizades do médico na Justiça e de transações financeiras entre os interessados,

Por isso, a mulher de um paciente do hospital Ruijin de Shangai diz que o bom médico se define pelos seus contatos com Varas e Tribunais.

O cirurgião-chefe de um grande hospital conta que o esquartejamento do corpo é feito às pressas, muitas vezes sem testes sanguíneos, e o próprio médico leva as partes de avião até sua cidade.
E o atestado de consentimento da vítima exigido pela lei? “Não se pergunta, não se sabe, reconhece o chefe do serviço citado. O tribunal representa a lei, nós não temos outra opção senão confiar nele”.

Condenados a morte são despedaçados por método.

Nada é feito para que familiares ou advogados possam tomar conhecimento desse consentimento. A vítima deve assinar um papel concedendo a doação. Mas, segundo Liu Changqiu, investigador da Academia de Ciências Sociais de Xangai, “acontece que não há papel ou que o papel é falso”.

O citado diretor do hospital Ruijin diz ter ouvido falar que “talvez na última hora as vítimas disseram sim, talvez porque lhes prometeram passar dinheiro a seus familiares”.

Em certos casos, o supliciado assina antes do veredicto, diz o advogado Zhang Peihong, na esperança de evitar a morte.

Para as famílias dos condenados, é impossível verificar. Yao Jiaxin, estudante do conservatório de música, atropelou em outubro de 2010 uma jovem em Xi'an (região Centro), tendo sido executado em 7 de junho de 2011.

Yao Weiqing, pai do rapaz, escreveu em seu microblog que naquele dia “nós aguardamos para identificar seu cadáver, mas a Vara não nos autorizou. Só nos disseram para preparar uma urna para as cinzas. Eu sempre disse a meu filho que eu não doaria seus órgãos”.

Num outro caso, a família só pôde ver a vítima 30 minutos antes de sua morte; os advogados jamais puderam saber o que aconteceu com seu corpo.

Achar vendedores de órgãos por Internet é fácil. Eles alegam que querem vender um rim para comprar um iPad ou um iPhone. Mas há riscos de que a história verdadeira seja diferente.

O governo marxista continua alegando que deseja um sistema puramente voluntário, sem dinheiro pelo meio. Mas os médicos do hospital Ruijin acham isso muito difícil, pois ninguém quer correr o risco de doar voluntariamente algum órgão.

Mais recentemente, o governo voltou a prometer que proibirá que os órgãos de executados sejam destinados a transplantes.

Se acontecer como nas outras promessas, na prática nada mudará, embora no papel alguma coisa possa ficar “para inglês – ou 'ingênuo' humanitário – ver”.

*Luis Dufaur edita o blog Pesadelo Chinês.

Tags: China | comunismo | notícias faltantes | direito | socialismo | esquerdismo, Luis Dufaur, Pesadelo Chinês, compra de fígado, transplante de órgãos, ditadura comunista, ditadura socialista, fascismo de esquerda, estado sócio de grandes empresas

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

BANCO CENTRAL ELEVA TAXA DE JUROS SEM NECESSIDADE. GOVERNO DA ORGANIZAÇÃO PT ESTÁ PERDIDO

BC eleva juros. Por quê? Porque tinha de fazer alguma coisa, ora…
Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Não sou economista, é certo. Nem advogado. Nem nada. Só sou um pouco alfabetizado também na língua dos discursos. O BC elevou a taxa Selic de novo. Aprendi com um mestre da área — ele entende e ganha ou perde muito dinheiro caso faça avaliações erradas — que se deve recorrer à elevação de juros em duas circunstâncias:
a: quando há a necessidade — e, às vezes, há, quando há aquecimento de demanda, por exemplo;
b: quando a autoridade monetária está meio perdida, não sabe o que fazer, perdeu visão de conjunto, mas o mercado lhe cobra que faça alguma coisa.

O BC aumentou os juros por causa da alternativa “a” ou da alternativa “b”. Esse meu amigo, que precisa acertar para que confiem no que faz — e confiança é uma coisa importante no mercado —, jura que deu a alternativa “b” na cabeça.” Foi a aposta dele e de toda gente.

Essa saída, e evidente, vale para uma economia com as características da nossa. Então pronto. Elevou-se a Selic, que será elevada também no mês que vem e no próximo. Sempre dá a impressão de que o governo está fazendo alguma coisa. Passa uma impressão de austeridade e de seriedade intelectual. “Ah, então você não queria que aumentasse?” Eu? Se o mercado fica mais confiante e se isso é bom, que se aumente, ora. Só estou chamando a atenção para o fato de que é uma decisão ditada pelo automatismo, não por um diagnóstico seguro. Só isso. Segue trecho de reportagem na VEJA.com

Na VEJA.com:

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) aumentou em 0,50 ponto porcentual, para 9% ao ano, a taxa básica de juros (Selic) nesta quarta-feira, em decisão unânime, sem viés – ou seja, a decisão é válida até o próximo encontro em outubro. Trata-se da quarta elevação consecutiva do juro básico da economia neste ano. A trajetória de alta teve início em abril, quando a autoridade monetária subiu a Selic de 7,25% (mínima histórica) para 7,5%. A decisão não surpreendeu o mercado financeiro, que apostava de forma quase unânime no aumento de 0,50 ponto.

No comunicado que acompanhou a decisão, o BC reafirmou que a inflação constitui um risco para a economia. “O comitê avalia que essa decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano”. Votaram por essa decisão o presidente do BC, Alexandre Tombini, e os diretores Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques.
(…) 

Tags: BC, Taxa Selic, agosto 2013Banco Central, taxa de juros, aumento da taxa de juros, política monetária, governo do PT

Quem garante que uma parte do dinheiro cubano não voltará para a Organização PT, para ser usado na campanha presidencial para reeleger Dilma Rousseff em 2014? Olha aí de volta o mensalão cubano!

Mensalão petista retribui mensalão cubano
Escrito por Félix Maier* e publicado no site www.midiasemmascara.org
Antes de tudo, os médicos cubanos são agentes de Fidel Castro, espiões a serviço do PT, para implantação do socialismo no Brasil, que é o objetivo final do Foro de São Paulo, criado por Lula e Fidel em 1990.
Médicos cubanos fugiram da Venezuela e estão processando Cuba, Venezuela e a estatal PDVSA, por impor trabalho escravo. O mesmo poderá ocorrer com o Brasil.


O mensalão cubano teve início em 1961, com o ingresso de cubanos no Brasil, quando havia farto dinheiro soviético para a compra de armamento e inúmeras fazendas, que seriam transformadas em campos de treinamento de guerrilha. No dia 27/11/1962, na queda de um Boeing 707 da Varig, quando se preparava para pousar em Lima, Peru, estava entre os passageiros o presidente do Banco Central de Cuba, em cujo poder foram encontrados relatórios de Carlos Franklin Paixão de Araújo, filho do advogado comunista Afrânio Araújo, o responsável pela compra de armas para as Ligas Camponesas. Os relatórios detalhavam os atrasos dos preparativos para a luta no campo, acusava Francisco Julião e Clodomir Morais de corrupção e malversação de recursos recebidos. O presidente João Goulart ocultou e repassou secretamente a Fidel Castro essas provas da intervenção armada de Cuba no Brasil. Para conhecer a ingerência de Cuba no Brasil, antes de 1964, clique em Guerrilha Comunista no Brasil e O apoio de Cuba à luta armada no Brasil.

Após o movimento militar de 1964, o mensalão cubano se ampliou. Um político guasca carbonário, Leonel Brizola, era o líder idealizado por Fidel Castro para promover a revolução comunista no Brasil. Por intermédio de Lélio Telmo de Carvalho, Brizola recebeu cerca de 1 milhão de dólares, para treinamento de guerrilha. O primeiro pombo-correio que levou dinheiro de Cuba para Brizola, exilado no Uruguai, foi o santo de pau oco Herbert José de Souza, o "Betinho", seguido de Neiva Moreira e do ex-coronel do Exército Dagoberto Rodrigues. Para justificar os recursos financeiros, Brizola criou o Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), em 1966, que articulou a Guerrilha de Caparaó na região do Pico da Bandeira, em MG. Todos seus integrantes foram presos em 1967 após denúncia de abate de reses. Brizola não contratou advogados para os presos, nem prestou contas a Fidel, sendo chamado por este de el ratón. Segundo Betinho, o desvio foi de 200 mil dólares (Jornal do Brasil, 17/07/1996). As estripulias de Brizola podem ser constatadas em Os Incríveis Exércitos de Brizoleone.

Em 1967, houve a Conferência da Organización Latinoamericana de Solidariedad (OLAS), em Havana, para difusão de movimentos guerrilheiros e grupos terroristas em toda a América Latina, onde Fidel Castro pretendia criar vários Vietnãs. Os principais países que sofreram a subversão comunista foram Chile, Peru, Colômbia, Bolívia, Brasil, Argentina, Uruguai e Venezuela. No Chile, toneladas de armas vindas de Cuba foram encontradas pelo governo de Augusto Pinochet após o contragolpe desferido contra Salvador Allende. No Brasil, a história macabra da esquerda radical está contada no livro ORVIL, disponível na internet para download. Atualmente, a esquerda cinicamente demoniza a Operação Condor, que foi criada pelas nações violadas da América Latina justamente para combater os terroristas comunistas.

Outro mensalão cubano ocorreu com a criação do Movimento de Libertação Popular (Molipo), organizado em Cuba pelo chefe do serviço secreto Manoel Piñeiro Losada, o Barbaroja, e comandado por José Dirceu e Antonio Benetazzo. José Dirceu (então um “argentino” com nariz adunco, feito por um cirurgião plástico chinês em Cuba, e sobrenome Hoffmann) e seu bando receberam farto dinheiro de Cuba, para criar focos de guerrilha urbana (São Paulo e Rio) e rural (Norte de Goiás, hoje Tocantins, e Bahia) - o objetivo inicial era tomar o controle da Ação Libertadora Nacional (ALN), após a morte de Carlos Marighella, em 1969. Em 19 de janeiro de 1972, Dirceu esteve envolvido indiretamente na morte de um policial: “Segundo o depoimento do fiscal de obras Lazaro Finelli, dois homens tentaram roubar o Fusca do policial Thomas Paulino de Almeida, que reagiu, dando um soco no rosto de um deles [José Dirceu]. O outro rapaz, então, atirou na cabeça do PM, que morreria no local” (CABRAL, 2013: 88-89). O Molipo comprou armas no Nordeste e levou para São Paulo, onde assaltou uma agência do Ministério do Trabalho e uma patrulha da PM, levando 1 revólver e 1 metralhadora, baleando o soldado Norival Siciliano; jogou bomba na loja Mappin; explodiu carro de polícia; incendiou ônibus na Vila Brasilândia, ocasião em que um PM foi morto a tiros quando tentou apagar o incêndio; promoveu atentados na loja Sears e no jornal Gazeta Mercantil - cfr. CABRAL, 2013: 91.

Um mensalão especial cubano foi criado para ajudar a campanha presidencial de Lula, em 2002, como denunciou a revista Veja. A mesma Veja denunciou recentemente as atividades chapa-branca dos mascarados dos Black Blocs, com apoio da famigerada Mídia Ninja. Em resposta, vândalos tentaram depredar as instalações da Editora Abril - confira as fotos.

Nos últimos anos, a esquerda brasileira passou a retribuir o mensalão cubano, que por tantos anos distribuiu farto dinheiro, armas e terroristas, não só para o Brasil, mas também para toda a América Latina e parte da África, notadamente Angola. Durante o governo de FHCannabis, que hoje prega a liberação da maconha, vultosas remessas de bens e utensílios foram destinadas a Cuba. Basta consultar o Diário Oficial da União da época.

No entanto, quando o PT assumiu o poder central, o mensalão petista para Cuba se ampliou exponencialmente, seja com Lula, seja com Dilma Rousseff. Era hora de pagar com muito amor o desprendido amor cubano pelo Brasil. Obras bilionárias são feitas por construtoras brasileiras em Cuba, com dinheiro do BNDES, ou seja, com nosso dinheiro, a exemplo do complexo portuário de Mariel, belo balneário a 40 km de Havana. Foi nesse local que se tornaram famosos os marielitos, fugitivos em massa do inferno cubano, em abril de 1980, quando

“as autoridades permitiram que 125 mil pessoas abandonassem o país embarcando no porto de Mariel. Castro aproveitou o ensejo para ‘libertar’ os doentes mentais e os pequenos delinquentes” (COURTOIS, 2000: 786).“Os diversos êxodos fazem com que Cuba tenha atualmente 20% dos seus cidadãos no exílio. Numa população global de 11 milhões de habitantes, perto de 2 milhões de cubanos vivem fora da ilha” (idem, pg. 787).

O mais recente mensalão petista destinado a Cuba acaba de ser feito com a contratação de 4.000 médicos cubanos que virão ao Brasil nos próximos meses, dentro do programa Mais Médicos, que, além de ser um projeto eleitoreiro para reeleger Dilma Rousseff, tem como finalidade ajudar financeiramente a ditadura castrista e infiltrar milhares de espiões no Brasil. Agredindo violentamente a lei, o governo petista dispensou esses médicos, de Cuba e de outros países, de realizar a prova do revalida, necessária para exercer a profissão no País.

Já chamados de "escravos de jaleco", os médicos cubanos não podem trazer suas famílias, que ficam como reféns na macabra Ilha, e não podem pedir asilo político no Brasil, como afirmou o advogado-geral de Fidel Castro, Luís Inácio Adams. Médicos cubanos fugiram da Venezuela e estão processando Cuba, Venezuela e a estatal PDVSA, por impor trabalho escravo. O mesmo poderá ocorrer com o Brasil. Os escravos caribenhos receberão apenas uma parte do salário mensal, já que o grosso da soma ficará em posse da ditadura cubana. Fala-se que os cubanos receberão apenas 10% ou 7% dos salários de R$ 10.000,00, repassados pelo Brasil a Cuba via Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). No entanto, o valor destinado ao governo cubano é bem maior, segundo informa a coluna de Luiz Carlos Azedo:

“O ex-prefeito carioca Cesar Maia (DEM) fez as contas de quanto custa cada médico cubano: o governo gastará R$ 511 milhões para 4 mil médicos cubanos por seis meses, de setembro de 2013 a fevereiro de 2014, segundo o Ministério da Saúde. Então, serão R$ 21.291,66 mensais, e não R$ 10 mil, como foi anunciado”.

Nunca este País presenciou uma revoada tão grande de cubanos em seu território, configurando um colossal cavalo de Tróia, por decisão de uma simples Medida Provisória, que poderá ser aprovada ou não pelo Congresso Nacional. Antes de tudo, os médicos cubanos são agentes de Fidel Castro, espiões a serviço do PT, para implantação do socialismo no Brasil, que é o objetivo final do Foro de São Paulo, criado por Lula e Fidel em 1990.

Para culminar a patifaria petista, os cubanos (e médicos de outros países) estão sendo instalados em quartéis do Exército, como o Batalhão da Guarda Presidencial (BGP) e o 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (1º RCG), em Brasília - os homens no BGP e as mulheres no 1º RCG -, para um rápido cursinho, antes de seguirem a destino, para as periferias das grandes cidades ou para o interior. Vale lembrar que essas unidades militares participam da instrução básica para os aspirantes-a-oficial do Estágio de Adaptação e Serviço (EAS), feita para militares temporários do Exército que já tenham diplomas da área de Saúde: médicos, dentistas, farmacêuticos e veterinários.

Por falar em soldado: os pelegos pagos pelos partidos radicais de esquerda recepcionaram com festas a primeira leva de cubanos em Recife, no último domingo, Dia do Soldado: "Te cuida imperialista, a América Latina vai ser toda socialista". O mesmo proselitismo socialista também foi visto em Fortaleza.

Quem garante que uma parte do dinheiro cubano não voltará para o PT, para ser usado na campanha presidencial para reeleger Dilma Rousseff em 2014? Olha aí de volta o mensalão cubano!

Está tudo dominado!

Notas:
AUGUSTO, Agnaldo Del Nero; MACIEL, Licio; NASCIMENTO, José Conegundes do (Organizadores). ORVIL - Tentativas de Tomada do Poder, Schoba Editora, São Paulo, 2012.
CABRAL, Otávio. DIRCEU A BIOGRAFIA – Do movimento estudantil a Cuba. Da guerrilha à clandestinidade. Do PT ao poder. Do Palácio ao Mensalão. Record, Rio, 2013.
COURTOIS, Stéphane; WERTH, Nicolas; PANNÉE, Jean-Louis; PACZKOWSKI, Andrzej; BARTOSEK, Karel; e MARGOLIN, Jean-Louis. O livro negro do comunismo - Crimes, terror e repressão. Bibliex e Bertrand Brasil, Rio, 2000. Com a colaboração de Rémi Kauffer, Pierre Rigoulot, Pascal Fontaine, Yves Santamaria e Sylvain Boulouque (Tradução de Caio Meira).

Tags: governo do PT | comunismo | Foro de São Paulo | história | ditadura | América Latina | Cuba | Brasil | notícias faltantes | ideologia | movimento revolucionário, mais médicos, médicos cubanosescravização de médicos, transferência de dinheiro, eleição 2014

PROGRAMA DE ESCRAVIZAÇÃO DE MÉDICOS: Padilha tenta inventar a tese da xenofobia e do racismo para esconder o óbvio: ele toca uma programa que escraviza sem preconceitos: brancos, negros, mestiços, homens, mulheres…

Padilha tenta inventar a tese da xenofobia e do racismo para esconder o óbvio: ele toca uma programa que escraviza sem preconceitos: brancos, negros, mestiços, homens, mulheres…
Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Uma coisa é a gente não gostar do governo, ser crítico, achar que é incompetente. Outra, diferente, é ter de sentir vergonha do que vê, ouve e sabe. Na segunda-feira, profissionais de saúde participaram de um protesto em frente à Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE), onde alguns médicos estrangeiros, que vieram para o programa aloprado de Dilma Rousseff e Alexandre Padilha, participavam de uma solenidade. A assessoria do Ministério da Saúde diz que, durante o ato, o secretário de Gestão Estratégica e Participativa da pasta, Luiz Odorico Monteiro de Andrade, levou um tapa. Se aconteceu assim, não pode acontecer mais. É inaceitável. A reação do governo federal, no entanto, por intermédio do ministro-candidato Alexandre Padilha e do próprio Andrade é absurda. Não tendo como justificar o regime de contratação dos cubanos, os petistas tiveram uma ideia. Reproduzo a fala do ministro ao comentar o episódio:


“Lamento veementemente a postura de alguns profissionais, porque eu acho que é um grupo isolado, de ter atitudes truculentas. Incitam o preconceito, a xenofobia. Participaram de um verdadeiro corredor polonês da xenofobia, atacando médicos que vieram de outros países para atender a nossa população apenas naqueles municípios onde nenhum profissional quis ir atender a nossa população”.


Há, nessa fala, uma impressionante soma de tudo o que não presta. Se há coisa de que os brasileiros não podem ser acusados, convenham, é de xenofobia. Ao contrário. No geral, há uma cultura de tolerância com os estrangeiros e, a depender do caso, até de deslumbramento. Quem alimenta certo lastro de rancor contra um povo em particular — o americano — é o governo petista. Como esquecer aquela fala gloriosa de Luiz Inácio Apedeuta da Silva, segundo quem a crise internacional tinha sido criada por “gente loura e de olho azul”? E a acusação de racismo, de onde vem?

Alguns dos médicos e médicas que chegaram ao Brasil, especialmente os vindos de Cuba, são negros. No protesto no Ceará, os manifestantes acusavam o Ministério da Saúde de explorar trabalho escravo. Andrade, o auxiliar de Padilha, deve ter ficado com o juízo meio perturbado. Afirmou:


“O que a gente presenciou foi um ato de truculência, violência, xenofobia, racismo e preconceito. Os médicos brasileiros presentes no ato agrediram verbalmente os médicos cubanos, chamando-os de escravos, de incompetentes e mandando eles voltarem para suas senzalas. Quando os médicos saíram, eu fui agredido com murros, empurrões, tapas, e um ovo acertou a minha camisa.”



Comento

Um tapa ou um monte deles, qualquer coisa é inaceitável! Mas a acusação de “racismo” — porque alguns médicos são negros, e os brasileiros acusam a existência de trabalho escravo — é de uma má-fé que impressiona. Obviamente, os que se manifestam não estão se referindo nem a origem (não é xenofobia) nem à cor da pele dos profissionais. Estão é protestando contra o regime de trabalho acordado entre os governos do Brasil e o de Cuba. Eles estão reagindo ao fato de que o nosso país pagará R$ 10 mil mensais por profissional, mas este verá apenas uma pequena parte desse dinheiro — algo em torno de 20%. A situação é de tão sorte surrealista que as autoridades brasileiras nem mesmo sabem quanto a tirania comunista repassará aos médicos. Isso é lá com ela. Ora, parece evidente que profissionais bem remunerados tendem a trabalhar mais satisfeitos. Até com os cubanos deve ser assim.

Cabe a pergunta: só haverá negros entre os 4 mil cubanos? Segundo o senso de 2002, assim se distribuía a população da ilha: 7.271.926 brancos (65.05%), 1.126.894 negros (10,08%) e 2.778.923 mulatos (24,86%). Ou por outra: em termos percentuais, há mais negros e mestiços somados no Brasil do que em Cuba. Quando os médicos brasileiros gritaram “escravos!” e os convidaram a voltar às suas respectivas senzalas — na hipótese de que tenha acontecido assim mesmo —, era o regime de trabalho que estava sendo atacado. Escravo, branco ou negro, “Isauro” ou não, é todo aquele que não tem liberdade de ir e vir; que não é dono do seu próprio trabalho (porque o Estado dele se apropriou); que é obrigado a servir a um senhor, caso contrário, virá a punição. E não é rigorosamente essa a situação dos médicos cubanos que vieram ao Brasil, qualquer que seja a cor de sua pele? De resto, constato: se os 4 mil médicos forem um espelho da população de Cuba, haverá mais brancos entre eles do que negros. Caso se verifique o contrário, então será preciso examinar a hipótese de racismo, sim, mas em Cuba.

Não, senhor ministro! Não, senhor secretário! As excelências estão apertando o botão do racismo porque sabem que o programa em curso fere diversas leis do nosso país. Então cumpre evocar essa farsa na aposta de que os absurdos nele contidos se percam num debate lateral. Escravos, sim! São escravos porque não são donos do seu trabalho, porque não são donos do seu corpo, porque não são donos de sua própria consciência. O mais massacrado dos operários, nos momentos mais terríveis da Revolução Industrial tinha de seu — cabe visitar o velho Marx —, o trabalho. Essa é, afinal de contas, a constatação original, primeira, a gênese mesmo, que vai resultar na proposta da revolução comunista.

Esse operário era, então, segundo a teoria, obrigado a vender essa força de trabalho por um valor inferior ao que ela rendia — não é Isso? —, e o patrão se apropriava desse excedente. Marx pôs seus furúnculos no traseiro para pensar e teve uma ideia: chega de transferir esse excedente para o patrão! Ele tem de ficar com os próprios trabalhadores. E isso só será possível, definiu, com a socialização dos meios de produção. Não confunda! Abolir também a propriedade privada das cuecas não é ideia de Marx, mas de Pablo Capilé, um pensador que veio algum tempo depois…

Cuba é marxista! Vejam lá no que deu. Aprendemos que o socialismo é a pior distância entre o capitalismo e o escravismo. O “patrão” dos médicos cubanos não está se apropriando do seu sobretrabalho, mas de seu trabalho inteiro — e do dono desse trabalho também. Em troca, os médicos receberão não mais do que uma ração, que ainda é superior àquela que se fornece aos que ficam em Cuba. Ser escalado para esses convênios, ainda que obrigados a deixar na ilha suas respectivas famílias, ainda é melhor do que lá permanecer.

Preconceito uma ova!

Xenofobia uma ova!

Os médicos cubanos — os que mão forem agentes do regime, porque os há aos montes, infiltrados no grupo, a exemplo do que se viu na Venezuela — não podem falar eles próprios porque, se o fizerem, sabem qual é seu destino. Serão imediatamente mandados de volta a Cuba. Como já alertou o buliçoso Luís Inácio Adams, será inútil pedir asilo.


Os asquerosos

O subjornalismo da boca do caixa, financiado por estatais e por gestões petistas, mobilizou a sua tropa nas redes sociais para tentar popularizar a acusação de racismo e xenofobia, como se os médicos brasileiros estivessem contra a presença de colegas estrangeiros e, muito particularmente de negros. É uma gente asquerosa! Esses agora supostos defensores de negros cubanos são os mesmos que apontam o dedo contra Joaquim Barbosa, ligando a cor de sua pele a seu temperamento ou a seu voto no julgamento do mensalão; são os mesmos que lhe cobram gratidão a Lula por ter sido “generoso” e lhe ter dado uma chance.

Não é jornalismo, não é política, não é debate de ideias. é uma variante da formação de quadrilha.

Tags: médicos cubanos, Programa Mais Médicos, escravocracia, Cuba, Brasil, socialismo, comunismo, marxismo, escravagismo, xenofobia, racismo, subjornalismo, preconceito, escravização de médicos, fascismo de esquerda, Organização PT, governo do PT, ditadura socialista, ditadura do PT

terça-feira, 27 de agosto de 2013

NEVE CAI INTENSAMENTE NA SERRA CATARINENSE

Por Aluízio Amorim no blog www.aluizioamorim.blogspot.com




As duas primeiras fotos são do site do Diário Catarinense e esta aqui do site São Joaquim Online conforme os links no texto

Contrariando os arautos ecochatos do aquecimento global, o inverno no Estado de Santa Catarina (Sul do Brasil) tem sido um dos mais rigorosos dos últimos anos e ocorre estritamente dentro do período do inverno que se iniciou em 21 de junho indo até 21 de setembro, quando começa a primavera.

Enquanto escrevo este post, a Serra catarinense está coalhada de neve para a alegria dos turistas que todos os anos aportam principalmente na cidade de São Joaquim, conhecida como a cidade da neve, e que registra temperaturas que podem chegar até a 6ºC negativos ou ainda menos.

Segundo a reportagem do Diário Catarinense a sensação térmica em São Joaquim nesta terça-feira está estimada em 20º negativos.

Os leitores também podem clicar neste link para ver dezenas de fotos da nevasca que pode se repetir nesta noite, do site São Joaquim Online.

Se a casa de Capilé não tivesse caído, logo ele estaria exportando escravos brasileiros, a exemplo do que fazem Fidel e Raúl Castro. Ou: Transar com “mulher feia” rende “lastro” no Fora do Eixo. Ou: Dois livros para ex-Fora do Eixo se desintoxicar do “capilezismo”

Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Leiam trecho de um livro, que segue em azul:
O apartamento comunal era um microcosmo da sociedade comunista. Forçando as pessoas a compartilhar o lugar de moradia, os bolcheviques acreditavam que poderiam torná-las mais comunistas no modo básico de pensar e até de se comportar. O espaço e a propriedade privados desapareceriam, a vida familiar seria substituída pela organização e pela fraternidade comunista, e a vida privada do indivíduo estaria sujeita à vigilância e ao controle mútuos da sociedade. Em todos os apartamentos comunais, havia uma divisão de responsabilidades, feita pelos próprios moradores.

(…)
Os kommunalkas desempenhavam um papel crucial no sistema coletivo de controle. Os moradores sabiam praticamente tudo sobre o vizinhos: suas agendas diárias, seus hábitos pessoais, seus visitantes e amigos, o que compravam, o que comiam, o que falavam ao telefone (que costumava ficar no corredor) e até mesmo o que falavam nos próprios quartos, pois as paredes eram muito finas (em muitos quartos, as paredes não chegavam ao teto). Espreitar, espiar e informar eram atos extremamente comuns nos apartamentos comunais da década de 1930, quando as pessoas eram estimuladas a ser vigilantes. Vizinhos abriam portas para observar os visitantes que passavam pelos corredores ou para ouvir uma conversa telefônica. Entravam nos quartos para “servir de testemunha” caso houvesse uma discussão entre marido e mulher (…). A premissa era a de que nada poderia ser privado em um apartamento comunal, onde se costumava dizer que “o que uma pessoa diz pode trazer infortúnio para todos nós”.
(…)


Voltei
Daqui a pouco volto ao livro. Adiante. Se a casa de Pablo Capilé, o chefão do Fora do Eixo, não tivesse caído, logo ele estaria a imitar Fidel e Raúl Castro, exportando escravos brasileiros para criar casas “Fora do Eixo” na América Latina.

A cada vez que escrevo sobre o tema, sempre aparece um bobalhão achando que ou estou tentando atrair membros ou ex-membros da seita ou, sei lá, oferecendo a eles meu ombro amigo. Nem uma coisa nem outra. E por dois bons motivos. O primeiro é que eu não teria para onde atraí-los. Não pertenço a entidade, grupo, partido, nada disso. Convidá-los para ir à missa, creio, não seria o caso porque o local já é público. Como escolho o culto tradicional, nem dá para ficar pulando, dançando e fazendo ginástica “na casa do Senhor”… Assim, a resposta é “não”. Não quero atrair ninguém.

Também se descarte que eu pretenda oferecer ombro amigo, dar conselho, apontar um caminho ou oferecer uma orientação a quem quer que seja. Não sou guru. Não sou terapeuta. Não sou sacerdote. Nada contra. Cada um na sua. A minha é me interessar por indivíduos. Sou um anticoletivista radical. Chamo, não obstante, a atenção para o fato de que Capilé é, à sua maneira, honesto. O que quero dizer com isso? Ele representa, sim, a essência da “vivência socialista”. Esse rapaz achava que já era hora de acabar com a exploração do homem pelo homem, que caracteriza o capitalismo. E teve uma Ideia: “Por que a gente não faz o contrário?”. Então deu nisso. Ele é, assim, essa mistura de Woodstock com Kim Jong-un.

Os cadáveres do Fora do Eixo começaram a sair do armário. Contam-me que não ando muito popular por lá porque me acusam de ter amplificado algumas reclamações que estavam restritas ao Facebook não as tivesse publicado aqui. Em parte, é mesmo verdade. Quando reproduzi o testemunho da cineasta Beatriz Seigner, a Casa de Horrores de Capilé começou a cair. Tinha sido aberta a Caixa de Pandora. Já não era sem tempo.

Nesta segunda, veio a púbico mais uma denúncia (íntegra aqui). É assinada por 16 ex-membros do grupo. Reforça, agora com mais clareza, aspectos sórdidos que já haviam sido enunciados por outros ex-abduzidos. O mais chocante é mesmo o papel desempenhado pelas mulheres e as táticas, acreditem!, de cooptação sexual. Reproduzo um trecho (em vermelho, conforme o original):
Alimentada por uma lógica preconceituosa que afirma que as mulheres são mais eficientes na sistematização, são elas que organizam os arranjos, a contabilidade e as tecnologias, enquanto os homens, considerados mais eficientes na argumentação e no discurso, são direcionados para atividades externas, articulações políticas e arranjos com outros atores sociais, ampliando suas experiências para além das casas/coletivos, o que o leva a ter mais leituras políticas pelo contato com os ambientes e no próprio aumento de bagagem vinda destas experiências sociais. Desta forma, neste modus operandi, as mulheres tendem a estar em núcleos de “enraizamento” (fixos) cujas relações se dão dentro do seu ambiente/moradia e entorno, enquanto os homens estão em núcleos de “transcendência” (móvel), possuem uma dinâmica ativa e articulam as ações e projetos que vão sustentar o coletivo, numa relação que acontece fora daquela comunidade.

Calma, gente, que vai piorar muito. O mais chocante mesmo é ler isto aqui (em vermelho):

“Quem pega mulher feia ganha mais lastro”
Dentro do escopo de cooptação da rede, está o de se relacionar com mulher “feia”. Aquele que mantiver relacionamento amoroso ou sexual com mulher considerada feia, com o fim de cooptá-la, é mais respeitado pelos demais (tem mais “lastro”). É comum ouvir o jargão entre os que estão mais próximos da cúpula de “quem pega mulher ‘feia’ ganha mais lastro”.


“Lastro”, leitor, em “capilês castiço”, a língua que se fala por lá, corresponde aos serviços prestados à causa, o que garante a ascensão na hierarquia interna. O “Padrão Diamante”, digamos assim, é o próprio Capilé. Está no topo, é o Kim Jong-un disfarçado de Maluco Beleza porque tem mais “lastro”, já trabalhou mais — daí que tenha se libertado, segundo testemunhos, de tarefas rasas como faxina e cozinha. Isso é para quem ainda tem “pouco lastro”, particularmente as mulheres.

Muito bem! Capilé criou um sistema, segundo essa denúncia, em que transar com as feias passa a ser um esforço remunerado com… lastro! O “quem vai pegar quem” é decidido pelo coletivo. O Fora do Eixo não descuida da ordem. Os que são considerados transgressores são submetidos a uma espécie de linchamento moral coletivo, chamado por lá “choque-pesadelo”.

O texto detalha:
Quando um(a) agente está em conflito sobre as dinâmicas e ideologias dentro do grupo, pode vir a passar pelo o que a rede chama de choque-pesadelo, prática preventiva sobre a mediação de conflitos e não “contaminação” do grupo. Por outra leitura, o choque pesadelo é um tipo de assedio moral onde o agente “conflitador” é exposto a uma situação constrangedora e humilhante em que é confrontado por seus gestores e demais integrantes, sob uma forte conduta de opressão que o leva a mudar de opinião diante do seu constrangimento e a agir conforme as premissas do grupo. Há, com isso, o estabelecimento de um forte sentimento de culpa por aquilo que acreditava ou pelos “conflitos” por ela ou ele processados. Assim, é estabelecida uma politica de coerção, de forte cunho moralizador onde se aprende a respeitar pelo “lastro” de quem está acima e que se perpetua através do medo de contra argumentar e ser duramente rebatido.

Os signatários do manifesto-denúncia admitem que eles próprios viam essas práticas autoritárias como normais:
“Essas práticas, vistas por nós como repudiáveis, eram tidas por todos e todas, inclusive por nós, como naturais. Dentro da dinâmica da rede, da empolgação com a participação num projeto coletivo em que nós acreditávamos, essas situações eram aceitas como um desconforto necessário em prol de um projeto maior.”

Voltando ao começo e ao livro
Capilé, claro!, não vai fazer a revolução socialista. Ele só é um, como posso dizer?, rapaz esperto que reverte a seu favor os anseios de moças e moços que acreditam que podem mudar o mundo ou que, julgando-se extremamente talentosos, consideram-se injustiçados pelo sistema, que não reconheceria esse talento. Esse cara vive de alimentar em seus abduzidos o ressentimento e o ódio contra qualquer valor consagrado — daí o nome “Fora do Eixo”. Diversos testemunhos dão conta de seu desprezo pelos livros e pelos clássicos. Também eles fariam parte desse mundo que não reconhece os verdadeiros revolucionários e mudancistas. Ele não é idiota a ponto de achar que a sua fantasia será, um dia, a regra. Ao contrário: é espertalhão o suficiente para levar outros a acreditar na sua pantomima.

Até agora, as pessoas que romperam com o “Fora do Eixo” o fazem, digamos assim, pela esquerda. Acusam Capilé de ser hipócrita; de pregar uma coisa e fazer outra; de comandar um novo sistema que, na prática, faz o contrário do que anuncia. Sem dúvida, parte dessa crítica procede. Mas não é menos verdade que esses moços todos continuam, até onde pude perceber, adeptos do tal coletivismo — só que pretendem que se implemente “o verdadeiro”. Não é que eles não acreditem na profecia do coletivismo; eles só descobriram que Capilé é um falso profeta.

Pois eu digo…
Pois é. Essa gente corre o risco de, mais adiante, cair na conversa de um novo picareta. A única vantagem de envelhecer é a experiência. Se a gente conseguir juntar a ela alguns livros, melhor.

Proponho a membros e ex-membros do Fora do Eixo que leiam o livro “Sussurros”, de Orlando Figes, publicado pela Editora Record. Transcrevi trechos das páginas 223, 225 e 226 no alto deste post. Figes conta, com riqueza de detalhes, como era a vida privada durante o stalinismo. Eu não tenho dúvida de que os que passaram pelas Casas Fora do Eixo e conseguiram se libertar se viram, em muitos aspectos, retratados no que vai lá no alto. Se Capilé lesse alguma coisa, também não duvido de que acharia Stálin um gênio. Afinal, o tirano conseguiu fazer em toda a União Soviética o que ele, Capilé, até agora, conseguiu realizar apenas em algumas casas.

Foi tentando criar uma sociedade em que o coletivo tivesse mais importância do que o indivíduo que se criou na União Soviética um sistema que assassinou 40 milhões de pessoas. Só o comunismo chinês matou mais — quase o dobro. E as casas de Capilé se enquadrariam perfeitamente bem no modo Mao Tsé-tung de ser. Aí, meus caros, o livro já é outro: “Mao, A História Desconhecida”, de Jon Holliday e Jung Chang. Transcrevo um trechinho da página 309 e 310:


(…)
Mao conseguiu fazer com que [as pessoas] dessem informações umas sobre as outras. Assim, rompeu a confiança entre elas e impediu-as, pelo medo, de trocar opiniões (…). Também não era possível manter correspondência com o mundo exterior, inclusive familiares (…) A míngua de informações provocava, aos poucos, a morte cerebral (…) Durante a campanha, as pessoas foram pressionadas a entregar seus diários (…). Dois anos desse tipo de doutrinação transformaram os jovens voluntários de defensores apaixonados da justiça e da igualdade em robôs. Em junho de 1944, quando jornalistas de fora tiveram licença (…) para entrar em Yenan, um correspondente (…) observou uma unidade estranha e sinistra: “Se você faz a mesma pergunta a 20 ou 30 pessoas, de intelectuais a operários, sobre qualquer tema, suas respostas são sempre mais ou menos as mesmas (…) Até em questões de amor, parece haver um ponto de vista que foi decidido em reuniões
(…).


Entenderam, senhoras e senhores ex-Fora do Eixo? Capilé é só a expressão mais eloquente de uma má ideia. O coletivismo tem história. Na China, se fez com 70 milhões de cadáveres e uma tirania que persiste até hoje. Nota: o relato acima é de 1944. O PC chinês só chegou ao poder em 1949. O regime nem havia dominado ainda o poder central e já se impunha pelo terror.

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