sexta-feira, 29 de março de 2013

O SEQUESTRO DO PAPA FRANCISCO

Encontrei o vídeo abaixo no site Deus lo Vult! O vídeo é estrelado por Michael Voris que fala em inglês,  mas há legenda em português que está transcrita a seguir. Michael Voris diz que o Papa Francisco tem todos os atrativos de um papa a ser sequestrado pelo esquerdismo politicamente correto. Observo que isso já está ocorrendo. Um dos sinais foi o excessivo noticiário no Brasil de que o nome escolhido foi Francisco em função da opção pelos pobres (Dom Claudio Humes). É esse o maior atrativo para se sequestrar o Papa Francisco. A operação está em andamento e será uma das maiores batalhas do Papa Francisco contra o deus das trevas. Leia a transcrição a seguir ou ouça diretamente no vídeo:

Olá! Sejam bem-vindos ao Vortex, onde mentiras e falsidades são detectadas e expostas.
Sou Michael Voris

Eis uma sirene em alto e bom som, luzes vermelhas brilhantes, um alerta adiantado para todos os fieis católicos. ALGUÉM VAI SEQUESTRAR O PAPA.

Como sabemos disso? Porque ele é o perfeito alvo para um sequestro  Vejam bem, ele é um jesuíta, foi ordenado na década de 1960, no ninho da Teologia da Libertação na América do Sul, durante os calmos dias da revolução social e da rejeição à mensagem da Igreja que é a da salvação da alma.

O Papa Francisco é simplesmente um alvo bastante tentador. Dificilmente os modernistas e liberais da Igreja o deixarão escapar. Eles rapidamente tentarão remodelá-lo, transformá-lo no papa DELES... o papa da Justiça Social.

O papa que deixou de lado toda aquela “Tradição” – ECA! – e trouxe novos ares para refrescarem a Igreja. Deixou fora a pompa e as cerimônias de ofício! Deixou fora os apoiadores da pompa e das cerimônias, que com muita freqüência são, convenientemente, também os maiores apoiadores daquela Tradição com um imenso e maiúsculo “T”.

Veja, os liberais e modernistas na Igreja, aqueles que na verdade não acreditam no que Ela realmente é, gostam de usá-la como camuflagem para avançar sua própria agenda da assim chamada Justiça Social.

Eles derramam lágrimas de crocodilo pelos pobres, mas no final das contas não ligam muito para eles. É por isso que o Arcebispo Sheen se referia a eles como aqueles que têm Judas como o padroeiro, o “santo” padroeiro da Justiça Social.

Assim, eles FINGEM ser católicos, enquanto trabalham furiosa e freneticamente para desviar a Igreja de sua verdadeira missão: a da salvação das almas.

Eles contrapõem o trabalho terreno da Igreja ao seu trabalho espiritual de anúncio das verdades salvíticas, incluídas aí as verdades morais concernentes à sexualidade humana. Principalmente essas verdades.

E por décadas eles têm espalhado confusão, distorcendo os documentos da Igreja e até mesmo encíclicas papais, a começar pela Rerum Novarum de Leão XIII, apresentando-as como cruzada pelo Socialismo praticamente financiada pela Igreja.

E eles sempre procuraram por defensores de sua causa. E subitamente, no balcão da Basílica de São Pedro, aparece ninguém menos do que aquele que, para eles, poderia ser considerado um enviado de Deus.

Sua humildade aparente, seu passado, sua aparente fuga dos ornamentos de um cargo, são todos ingredientes perfeitos para eles criarem uma história com o tema:
ENFIM, UM PAPA DA JUSTIÇA SOCIAL.

E, naturalmente, em todo o mundo ocidental, nos antros do modernismo e da heterodoxia, as entrelinhas já estão sendo escritas. Assim sendo, divulga-se a informação de que Francisco é um homem do povo, sendo que a tácita insinuação é, obviamente, a de que seus predecessores não eram.

Vejam só! Ele anda de ônibus com o povo, não usa aqueles sapatos Prada vermelhos e cafonas, vivia em um pequeno apartamento, em lugar de um palácio, e até mesmo cozinhava suas próprias refeições em sua pequena cozinha espartana.

Essas são as entrelinhas. Já que ele rejeita toda aquela tradição, principalmente os ornamentos do cargo, então ele rejeita TODA a Tradição, como o ensinamento da Igreja a respeito da contracepção, da ordenação de mulheres e das relações entre pessoas do mesmo sexo.

Ora, é claro que nenhuma dessas palavras é sequer próxima da verdade, mas a verdade nunca foi a preferência nos trabalhos das forças demoníacas ou diabólicas.

E é por isso que precisamos lembrar o que o papa Francisco disse em sua primeira Missa, na manhã posterior a sua eleição, pois é de EXTREMA IMPORTÂNCIA:
CITO-AS: 
- Se não confessamos Jesus Cristo, está errado. Tornar-nos-emos uma ONG sócio-caritativa, mas não a Igreja, Esposa do Senhor. (...) 
- Quando não confessa Jesus Cristo, confessa o mundanismo do diabo, o mundanismo do demônio.
- Quando caminhamos sem a Cruz, edificamos sem a Cruz ou confessamos um Cristo sem Cruz, não somos discípulos do Senhor: somos mundanos, somos bispos, padres, cardeais, papas, mas não discípulos do Senhor.

São palavras SEVERAS, DURAS, EXATAS. Em primeiro lugar, ele as dirigiu diretamente aos príncipes da Igreja. São os que estavam na Missa. Em segundo lugar, elas chegam a ofuscar por sua clareza! Em terceiro lugar, a escolha do conteúdo.

Ele é o papa. Ele pode fazer uma homilia sobre o tema que quiser. Mas ele escolheu ESSE TEMA para ser o primeiro, estabelecendo assim um tema para o seu pontificado.

As palavras acima, do Papa Francisco, trazem a mensagem de que o trabalho feito na Igreja, quando separado de Sua missão de ganhar almas para Cristo a fim de que se salvem, é o trabalho do Demônio, é uma concentração no que é mundano em função do abandono do que é Sagrado.

A julgar por essas primeiras palavras do papa Francisco, fica claro que ele não é nenhum tolo. Mas, mais uma vez, isso não impedirá que os modernistas e progressistas mentirosos na Igreja, que fazem o trabalho do Demônio disfarçado de preocupação com os pobres, tentem sequestrar o papa Francisco e apresentá-lo como o papa que não se importa com a “Tradição” e que depositou todas as fichas no combate à pobreza. (Comento: Se isso ocorrer, então efetivamente terá ocorrido o sequestro do Papa Francisco)

O Santo Padre deixou claro que ele quer usar a Igreja não apenas para ajudar os pobres a saírem da pobreza, mas, PRINCIPALMENTE, e que fique bastante claro, PRINCIPALMENTE a levá-los ao Céu.

Lembrem-se SEMPRE da primeira homilia do papa Francisco.

Se os velhos hippies paz e amor na Igreja agirem conforme seu costume, então você terá de voltar a essa homilia para evitar o sequestro de um papa, do mesmo modo que eles sequestraram a mensagem do Concílio Vaticano II há 50 anos.


Sua homilia é fácil de lembrar. Foi sua PRIMEIRA homilia, e nós adicionamos um link para ela.
Deus ama você!
Sou Michael Voris.
Veja também o comentário publicado por Jorge Ferraz (admin) no site Deus lo Vult! em 27/03/2013.

Bastante oportuno e didático este programa do Michael Voris, que alguma alma caridosa fez a gentileza de legendar. Vem ao encontro de tudo quanto estamos dizendo aqui desde a eleição do Papa Francisco: há uma clara tentativa de confeccionar uma imagem falsificada do Sucessor de Pedro e apresentá-la ao mundo como se fosse o Papa verdadeiro. Este é o inimigo concreto contra o qual temos que lutar agora, este é provavelmente o maior empecilho que o Santo Padre terá para governar a Igreja de Cristo.

Citemos, como foi oportunamente lembrado no vídeo, as palavras do Papa aos cardeais na sua primeira Missa:
  • Podemos caminhar o que quisermos, podemos edificar um monte de coisas, mas se não confessarmos Jesus Cristo, está errado. Tornar-nos-emos uma ONG sócio-caritativa, mas não a Igreja, Esposa do Senhor. Quando não se caminha, ficamos parados. Quando não se edifica sobre as pedras, que acontece? Acontece o mesmo que às crianças na praia quando fazem castelos de areia: tudo se desmorona, não tem consistência. Quando não se confessa Jesus Cristo, faz-me pensar nesta frase de Léon Bloy: «Quem não reza ao Senhor, reza ao diabo». Quando não confessa Jesus Cristo, confessa o mundanismo do diabo, o mundanismo do demônio.
Não nos esqueçamos dessas palavras. Aconteça o que acontecer, não nos esqueçamos dessas palavras. E rezemos pelo Papa! Para que ele, a despeito de todas as dificuldades, consiga conduzir santamente a Barca de Pedro em meio aos mares agitados da História em que Ela precisa navegar.
* * *

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Tags: Papa Francisco, esquerdismo, sequestro do Papa Francisco, Teologia da Libertação, opção pela pobreza, salvação das almas, missão da Igreja, Léon Bloy, história, Concílio Vaticano II, Encíclica Rerum Novarum, Igreja não é ONG, Arcebispo Sheen, Michael Voris, paraíso terreno, trabalho do demônio, justiça social, Dom Claudio Humes

Um comentário:

Luciene disse...

Excelente! Vamos rezar muito pelo nosso Santo Padre Francisco. Sabia que me dói o coração ver a ironia como os sedevacantistas tratam o Papa? E ainda se dizem católicos!