domingo, 24 de fevereiro de 2013

YOANI SÁNCHEZ: "FIDEL GOSTAVA DA REPRESSÃO COMO 'SHOW'. RAUL CASTRO NÃO DEIXA RASTRO". Cuidado com a cubana socialista Yoani Sánchez

Yoani Sánchez: “Fidel gostava da repressão como ‘show’, Raúl não deixa rastro”
Escrito por India Manana e publicado no site www.midiasemmascara.org

Que Yoani aproveite para falar de como vivem hoje os cubanos: a insalubridade, as epidemias de dengue e cólera, as drogas, a prostituição, a violência nas ruas e lares. E que denuncie os casos concretos de repressão.

Até aqui em Havana Velha repercutiu a notícia de que a senhora Yoani Sánchez disse ontem no Brasil o seguinte: “Fidel gostava da repressão como show, Raúl não deixa rastro”. Louvado seja! Uma autêntica pérola!

Raúl Castro não só participou dos fuzilamentos e assassinatos políticos desde 1º de janeiro de 1959, como deu a ordem para derrubar os aviões monomotores dos Hermanos al Rescate. Desde que está no poder, nomeado a dedo por seu irmão, morreram e foram assassinados sob suas ordens os seguintes opositores: Orlando Zapata Tamayo, Wilfredo Soto, Laura Pollán, Miguel Valdés Tamayo, Wilmar Villar Mendoza, Oswaldo Payá, Harold Cepero.

Zapata (que Yoani deveria aproveitar e mencioná-lo, pois amanhã (24) completa 3 anos de sua morte), Soto, Wilmar e também Laura, cuja morte não se pode separar da repressão. Payá e Cepero, duas mortes que pedem a gritos uma investigação internacional, que ela nem sequer mencionou. E foi com Raúl quando as Damas de Branco sofreram os mais violentos atos de repúdio, foram mais ofendidas, avassaladas e golpeadas. Que tipo de “civilista” não pode suportar a base de Guantánamo, mas não é capaz de ser sincera e reconhecer que disse o que disse no Congresso brasileiro porque é o que pensa e sente? Em vez de dizer publicamente que se “equivocou” e pedir perdão, sabendo que domingo faz 17 anos da derrubada dos aviões dos Hermanos al Rescate, diz que “não souberam interpretar suas palavras”, que foi uma “ironia”, mas o vídeo a desmente de cabo a rabo. Os de Miami lhe dão a “medalha da liberdade” e a recebem com bandas e fanfarra. Um dia se arrependerão.

Ou será que com essa frase quis dizer que Castro II não deixa rastro quando assassina? Se foi nesse sentido, não se equivocou.

Ela não se dá conta de que não representa a nenhum grupo político em Cuba, que não é analista política?Pelo contrário, está demonstrando que em política é zero, deveria se concentrar em aspectos relacionados com os blogs e o jornalismo e, sobretudo, que aproveite para falar de como vivem hoje os cubanos: a insalubridade, as epidemias de dengue e cólera, as drogas, a prostituição, a violência nas ruas e lares. E que denuncie os casos concretos de repressão, como o de Sonia Garro e seu esposo, presos desde 21 de março de 2012 e o do jornalista independente Calixto Martínez, preso desde setembro de 2012, sobretudo porque supõe-se que ela foi eleita membro da “Comissão de Liberdade de Expressão” da SIP para defender os blogueiros e jornalistas independentes cubanos, e não para ficar lançando as castanhas no fogo ao regime cubano, que é o que está fazendo.

Nota da tradutora:
Segue um vídeo para que se conheça quem são o que foi o “Hermanos al Rescate”, dos quais doña Yoani não disse nada no Brasil.


Tradução: Graça Salgueiro

Tags: Cuba | notícias faltantes | comunismo | totalitarismo | direito | Foro de São Paulo | esquerdismoOrlando Zapata Tamayo, Wilfredo SotoLaura Pollán, Miguel Valdés Tamayo, Wilmar Villar Mendoza, Oswaldo Payá, Harold Cepero, Yoani Sánchez, Calixto Martínez, Sonia Garro, Hermanos al Rescate, Damas de Branco, governo do PT

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