sábado, 16 de fevereiro de 2013

KÁTIA ABREU: ABRAM ALAS PARA O AGRO. O agronegócio é o responsável, há anos, pelos sucessivos superavit da balança comercial

Abram alas para o Agro da Kátia Abreu.
Publicado no blog CoroneLeaks (Coturno Noturno)

A Folha de São Paulo de hoje informa que " a produção agrícola brasileira deste ano deverá ter receitas 16,2% acima das obtidas em 2012. Tomando como base os 18 principais produtos, o Valor Bruto da Produção deverá atingir R$ 283,5 bilhões, ante R$ 243,9 bilhões em 2012."

Em seguida, o jornal traz o artigo semanal da senadora Kátia Abreu(PSD-TO) e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). É ela uma das grandes responsáveis pelo sucesso do Agro, tanto é que apanha da esquerda radical, do MST, do Bispo Balduíno, de cineasta, de central sindical, da FUNAI, do CIMI, do Sakamoto, sem contar as agressões até mesmo físicas das milhares de ONGs ambientalóides que pululam por aí.

Até mesmo a direita esquece o passado, não reconhece o presente e mistura a política com a líder setorial, achando que quem defende 5,3 milhões de produtores rurais tenha que brigar o tempo todo com o governo. Kátia Abreu não é o Ronaldo Caiado, que só tem compromisso com a sua meia dúzia de eleitores. Não é uma tucana medrosa, que nunca compra briga pelos seus eleitores. Nem uma demo que, agora, quer uma oposição mais light à Dilma.

Para quem curte a Kátia Abreu como eu, segue o artigo. E um desafio: achem um artigo com este tom escrito por qualquer político de oposição, nos últimos tempos. Um artigo que defenda a propriedade e que enfrente a esquerda radical de forma tão transparente. Que defenda um segmento produtivo com tanta força. Para quem não curte, pule o post, não sem antes curtir a foto em que, depois de apanhar do Dom Balduíno, a senadora foi convidada a visitar Dom Damasceno, o presidente da CNBB. Bendito Agro, assim na terra como no céu!


Abram alas para o agro
O agronegócio é o responsável, há anos, pelos sucessivos superavit da balança comercial


Quando a Unidos de Vila Isabel adentrou o Sambódromo, às 5h40 da terça-feira de Carnaval, já o personagem homenageado em seu samba-enredo, o homem do campo, estava em plena labuta. Não pôde assistir ao vivo a homenagem. Acorda-se cedo no meio rural. Ao alvorecer, todos já estão a postos. E mesmo feriados como o do Carnaval não interrompem a produção, que põe na mesa do brasileiro a melhor e mais barata comida do mundo.

O belíssimo enredo "A Caminho da Roça", com que a Vila Isabel venceu o desfile carioca, admirado em todo o mundo, fez, enfim, jus a um segmento da sociedade brasileira historicamente negligenciado (e vilipendiado) por parcela influente das classes cultas, em nome de interesses político-ideológicos. A luta pela estatização do campo, projeto antigo da esquerda revolucionária, tenta atribuir ao produtor rural a responsabilidade pelas mazelas sociais do país, quando a realidade é justo o oposto.

Nenhum outro segmento contribui tanto para o desenvolvimento econômico e social do país. Senão, vejamos: é o agronegócio o responsável, há anos, pelos sucessivos superavit da balança comercial brasileira e responde também por 30% dos empregos formais do país. Nosso superavit anual nas exportações é de US$ 79,4 bilhões; o superavit final do país é de US$ 19,4 bilhões, o que significa que o agro financia os US$ 60 bilhões de deficit dos outros setores. Dá cobertura, por exemplo, aos US$ 22,2 bilhões que os turistas brasileiros gastam lá fora, enquanto os estrangeiros deixam aqui apenas US$ 6,6 bilhões.

Mais: o agro brasileiro é hoje modelo em todo o mundo. Estudo sobre produtividade agrícola em 156 países, publicado pelo Ministério da Agricultura dos Estados Unidos (USDA), constata que o crescimento desse setor entre nós foi, na década de 2000, de 4,04%, enquanto a taxa mundial no mesmo período foi de apenas 1,84%. Deve-se isso ao aporte tecnológico e à dedicação ao trabalho -dedicação exaltada pelo enredo da Vila Isabel: "Semear o grão.../saciar a fome com a plantação/é a lida.../arar e cultivar o solo/ver brotar o velho sonho/alimentar o mundo/bem viver/a emoção vai florescer", diz um trecho do samba, cantado pelos milhares de foliões que lotaram as arquibancadas do Sambódromo.

Não obstante, ao setor se quer imputar a herança colonial-escravagista do país, rotulando-o como atrasado, quando, inversamente, é o que mais incorpora tecnologia de produção e mais investe no aprimoramento de sua mão de obra. Acusam-no de predador ambiental, num país que preserva nada menos que 61% de seu território com cobertura vegetal nativa e utiliza menos de um terço (27,7%) para a produção de alimentos. Nenhum outro país exibe números sequer aproximados.

A Amazônia, foco da cobiça internacional -e obsessão dos ambientalistas a serviço de ONGs estrangeiras-, teve reduzidos, de 2004 para cá, em nada menos que 84% os desmatamentos.Ninguém preserva -e conhece- mais a natureza e o ambiente que quem deles depende para sobreviver: o homem do campo. Daí o absurdo das acusações que lhe são assacadas.

Na linguagem do samba, pode-se dizer que o agro tem sido a comissão de frente da economia brasileira. Não atravessa o ritmo e garante há anos o desfile da vitória do desenvolvimento do país.

É, pois, inadmissível que não tenhamos ainda um sólido sistema de seguro agrícola e que se expulsem produtores rurais de suas terras em nome de uma antropologia ideologizada e ultrapassada, que conspira contra o bem-estar social. E ainda: que tenhamos os portos mais ineficientes do mundo, graças a uma minoria que defende interesses particulares em prejuízo do país.

A homenagem da Vila Isabel representa um importante -e justíssimo- reconhecimento do Brasil urbano e popular a um segmento que, como nenhum outro, o tem servido com competência e dedicação. E que, mesmo enfrentando forças obscurantistas e poderosas, não deixará de fazê-lo jamais. Aos que jogam contra o país, nosso lema é: abram alas!


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