quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

LULA - O BABALORIXÁ DE BANÂNIA - COMPARA-SE A LINCOLN - O EX-PRESIDENTE AMERICANO. O AMERICANO COMPROU DEPUTADOS PARA LIBERTAR OS ESCRAVOS, MAS O MENSALÃO COMPROU DEPUTADOS PARA ESCRAVIZAR BRASILEIROS ABAIXO DA DITADURA PETISTA

Lula é mesmo o nosso Lincoln? Ou: A safadeza e a sem-vergonhice como atos heroicos
Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Luiz Inácio Lula da Silva, quem diria?, recorreu a Lincoln para justificar as safadezas e a sem-vergonhice do mensalão. O que há de mais interessante nisso? Trata-se, pela primeira vez, de uma confissão, ainda que feita de alusões e silêncios. Vamos lá.

O Apedeuta compareceu nesta quarta a um evento em comemoração aos 30 anos da CUT. E, como é de seu feitio, jogou palavras no ventilador. O homem que já se comparou a Jesus Cristo — a parte da cruz, é evidente, ele dispensa porque até greve de fome ele furava chupando escondido balas Juquinha — anda com inveja da notoriedade que Lincoln voltou a adquirir nos últimos tempos… Que coisa! Quando Barack Obama foi eleito presidente dos EUA, em 2008, o Babalorixá de Banânia torceu o nariz. Não viu nada de especial naquilo, não. Grande coisa um negro na Casa Branca! Ele queria era ver um operário sentar naquela cadeira. Não sei se vocês entenderam a sutileza do pensamento…

No discurso que fez no aniversário da central sindical que responde hoje por boa parte do que há de mais atrasado no Brasil em matéria de corporativismo, que infelicita a vida de milhões de brasileiros, abusando daquele estilo informal que alça a tolice à condição de categoria de pensamento, Lula afirmou:
“Nós sabemos o time que temos, sabemos o time dos adversários e sabemos o que eles estão querendo fazer conosco. Acho que a bronca que eles tinham de mim é o meu sucesso e agora é o sucesso da Dilma. Eles não admitem que uma mulher que veio de onde ela veio dê certo porque a onda pega. Daqui a pouco, qualquer um de vocês vai querer ser presidente da República. Essa gente nunca quis que eu ganhasse as eleições. Nunca quis que a Dilma ganhasse as eleições. Aliás, essa gente não gosta de gente progressista. Esses dias eu estava lendo, eu ando lendo muito agora, viu, Gilberto [referia-se a Gilberto Carvalho], o livro do Lincoln e fiquei impressionado como a imprensa batia no Lincoln em 1860. Igualzinho bate em mim. E o coitado não tinha computador. Ele ia para o telégrafo, esperando tic tic tic. Nós aqui podemos xingar o outro em tempo real. (…)”

Lula já declarou que detesta ler. Não conseguiu enfrentar sem dormir, segundo confessou, um romance curtinho de Chico Buarque. Faz sentido. Terá encarado a pedreira de “Lincoln”? Talvez tenha assistido ao filme de Steven Spielberg, de uma chatice que chega a ser comovente!!!, e olhem lá… O vocabulário a que recorreu me faz supor que andou mesmo é lendo briefing de assessoria. Há anos, muitos anos mesmo!, divirto-me identificando dedicação metódica nas bobagens que diz. Em muitos aspectos, Lula é a personagem mais “fake” da política brasileira. Todas as coisas estúpidas que solta ao vento nascem de um cálculo.

A facilidade com que as asneiras vão brotando de sua boca faz supor uma personagem algo ingênua, que conserva a autenticidade popular e o frescor natural do povo. Huuummm… Isso pode agradar a alguns subintelectuais do Complexo PUCUSP, que sonham com esse misto de torneiro mecânico e Tirano de Siracusa, uma coisa assim de “rei filósofo que veio da graxa”… Trata-se de uma fantasia! Lula é chefe de uma máquina que se apoderou do estado brasileiro — e parte considerável dessa máquina, a sua ala, digamos, heavy metal, é justamente a CUT. Ali se concentra, reitero, boa parte do atraso brasileiro. Mas retomo o fio.

O vocabulário a que Lula recorreu é coisa de assessoria mesmo, de briefing. Dinheiro não falta a seu instituto para contratar sabidos. O livro “Lincoln” a que ele se refere, base do filme de Spielberg, certamente é a biografia escrita por Doris Kearns Goodwin, cujo título em inglês é “Team of Rivals: The political Genius of Abraham Lincoln”. Agora voltemos lá à sua fala. O “team” do presidente americano era uma “equipe”, mas Lula preferiu a outra acepção, que também serve para uma disputa futebolística, jogo metafórico em que ele é mesmo imbatível. No fim das contas, faz tudo parecer uma pelada. Vejam lá: ele diz saber o que os adversários querem fazer com “eles”, os petistas… Muito provavelmente, querem ganhar o “jogo”, também entendido, em sua monomania metafórica, por “eleição”. O nosso “Lincoln” de Garanhuns transforma a pretensão legítima dos adversários numa espécie de conspiração e ato criminoso. Não por acaso, no dia anterior, recomendou a FHC que, “no mínimo”, ficasse quieto e colaborasse para que Dilma fizesse um bom governo. O nosso grande patriarca criminaliza a ação política de seus oponentes. Ela se confunde com sabotagem.

No discurso, também sobraram críticas à imprensa, como de hábito. Embora os petistas deem hoje as cartas em boa parte das redações do país — quando não estão no comando, compõem o caldo de cultura que transforma bandidos em heróis e, se preciso, heróis em bandidos —, o nosso o Lincoln de São Bernardo ainda não está contente com a sujeição. Quer mais. Enquanto restar um texto independente no país, ele continuará a vociferar contra a “mídia”. Adicionalmente, os petistas contam ainda com a súcia financiada por estatais que faz seu trabalho criminoso passar por jornalismo. Vamos ao ponto.

Assumindo o mensalão
O Babalorixá de Banânia comparou-se a Lincoln — a exemplo do que se deu com Cristo, ele também dispensa a parte sacrificial… — no suposto tratamento que a imprensa dispensaria a ambos. Besteira! Parte da imprensa americana apoiava Lincoln, parte não. A geografia da guerra civil, é evidente, pautava em boa medida críticas e elogios. Uma coisa é certa: jamais ocorreu ao presidente americano tentar censurá-la, como fez Lula no Brasil mais de uma vez. Até porque não conseguiria. Estava empenhado na aprovação da 13ª Emenda, a que proíbe a escravidão nos EUA, mas subordinado à Primeira Emenda, a que impede a censura do Estado. O Congresso não pode nem mesmo legislar a respeito de limites à liberdade de expressão.

A alusão a Lincoln, de fato, remete a outra coisa, bem mais dolosa do ponto de vista intelectual, ético, moral, político e histórico. A relação de Lula e dos petistas com o mensalão passou por diversas fases. Houve a primeira, a da admissão do erro, com pedido de desculpas. Durou pouco. Veio em seguida a acusação de “golpe das elites”, forjada por um oximoro reluzente: “intelectuais petistas”. Depois, chegou a da negação: “O mensalão nunca existiu”. E agora estamos diante da quarta, e é neste ponto que Lula decidiu pegar carona na vida de Lincoln: os crimes dos mensaleiros teriam sido atos heroicos.

Como assim?

O republicano Lincoln, e o filme dá grande destaque a essa passagem, retardou o fim da guerra civil para poder aprovar a 13ª emenda, que proibiu a escravidão no país, e, sim, literalmente comprou o apoio de alguns democratas, especialmente de congressistas que não tinham sido reeleitos. A moeda principal foram cargos no governo federal, mas também houve dinheiro. Eis aí: é precisamente nesse ponto que Lula pretende, no que me parece uma forma de confissão, colar a sua biografia à do presidente americano.

Eis um debate interessante, que remete a fundamentos da moral individual e da ética pública: a transgressão de um princípio para pôr fim a uma ignomínia, como a escravidão, é aceitável? Ao comprar o voto daqueles parlamentares com um propósito específico, de que outros males — imaginem aí — Lincoln estava livrando os EUA? No mínimo, pode-se supor que o fim do conflito poria termo apenas ao primeiro ciclo da guerra civil, porque outro estaria sendo contratado. Um fundamento ético ou moral, que é sempre abstrato, revela a sua força quando aplicado. Vamos ao exemplo mais elementar: todos sabemos que é errado matar como princípio geral, mas nem por isso cabe hesitação quando há apenas duas alternativas: matar ou morrer. Se não matar vira sinônimo de morrer, matar, então, é a única alternativa de que dispõe a vida. Nesse caso, anula-se a diferença moral entre não matar e matar. É por isso que a ética da guerra — e ela existe —, por mais que pareça funesta (e, em certa medida, é mesmo), modula os modos da morte.

A política não é, e nunca foi, um exercício de santos. Com frequência, governantes os mais virtuosos tiveram de recorrer a expedientes que nem sempre foram de seu agrado para realizar tarefas necessárias que, de outra sorte, não se realizariam. No mundo da ética e da moral aplicadas, muitas vezes somos obrigados — e o governante mais do que do que qualquer um de nós — a escolher o mal menor porque o nosso princípio abstrato já não encontra lugar na realidade corrompida. Apelando a uma dicotomia conhecida, de Max Weber, nem sempre a ética da responsabilidade, que é a do homem público, atende a todas as exigências da ética da convicção, que é a do indivíduo.

Voltemos a Lula. Por que mesmo o seu partido fez o mensalão? Com que propósito? Se o ato de Lincoln não era, em si (e não era!), um exemplo de pureza e não poderia, pois, aspirar à condição de uma norma abstrata (“compre parlamentares sempre que precisar”), seu desdobramento prático livrou os EUA de diabólicos azares — além, evidentemente, de conferir mais dignidade a milhões de pessoas submetidas à ignomínia da escravidão. O peculatário que enfiou a mão em quase R$ 80 milhões do Banco do Brasil pretendia o que mesmo? Aquela súcia de vagabundos que roubou dinheiro público estava a serviço de que causa?

Lincoln tinha em mente um país, e não foi sem grande sofrimento pessoal — até o sacrifício final — que levou adiante o seu intento. Estava, efetivamente, consolidando uma república federativa. O mensalão, ao contrário, os fatos falam de forma eloquente, foi uma tentativa de golpear as instituições e de transformar a compra de votos numa rotina. Estava em curso a formação de um Congresso paralelo e de uma República das sombras.

Não deixa de ser interessante que Lula tenha feito esse discurso asqueroso na CUT. Não se esqueçam de que, nas lambanças do mensalão, ficamos sabendo que a turma queria usar a central sindical para criar um… banco dos companheiros! Eis o nosso Lincoln! Aquele atuou para pôr fim à vergonha da escravidão. O nosso, para criar um modelo que eternizasse o seu partido no poder.

Lula deveria, no mínimo, ficar de boca fechada.

Tags: CUT, Lincoln, Lula, Mensalão, escravidão, ditadura petista, Babalorixá de Banânia, Max Weber, Congresso Paralelo, 13ª emenda americana, governo do PT, históriaGuerra de Secessão, Estados Unidos, Team of Rivals, Barack Obama, Steven Spielberg, Doris Kearns Goodwin, Tirano de Siracusa

APÓSTOLO SÃO PAULO DISSE: “Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar.”

Primeiro texto contra o celibato sacerdotal – Em defesa da conservação da Igreja
Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Vamos lá. Um padre que desrespeita os votos e o pacto que fez com a sua igreja num tema como o celibato pode desrespeitar qualquer outro fundamento. Reitero o que escrevi no post anterior: não parto do princípio de que um homem não possa conter este ou aquele impulsos, instintos ou demandas da natureza, cada um chame como quiser. Há 400 mil sacerdotes no mundo. A esmagadora maioria é fiel aos votos que fez. Mas quantos bastam, nesse universo, para difamar a Igreja? Se 1% do total fizer besteira, são 4 mil agentes de difamação da instituição. Sim, oponho-me ferrenhamente ao celibato sacerdotal — sem que com isso lance suspeitas sobre os celibatários, é evidente. Até porque é essa uma exigência. Mas chegou a hora de começar a revê-la. Leiam o que segue.

O celibato sacerdotal na Igreja Católica foi instituído no ano 390 — portanto, a Igreja viveu quase quatro séculos sem ele. Sei que vou entrar numa pinima danada. Já me bastaria o ódio dos que chamo partidários da “escatologia da libertação” (que, de teologia, não tem nada). Talvez vire alvo, também, dos conservadores. Ok. Como diria Padre Vieira, “pelo costume, quase se não sente”. Adiante: o celibato é matéria apenas de interpretação, nada mais. Torná-lo uma questão de princípio, como é a defesa da vida — e, pois, a rejeição ao aborto —, é superestimar uma (o celibato) e rebaixar outra (a defesa da vida).

Na minha Bíblia — e na sua também, leitor amigo —, São Pedro tem sogra. Sei que sou aborrecidamente lógico às vezes, mas é de se supor que tinha ou teve uma mulher: “E Jesus, entrando em casa de Pedro, viu a sogra deste acamada, e com febre. E tocou-lhe na mäo, e a febre a deixou; e levantou-se, e serviu-os”. Está em Mateus, 8:14-15.

Na Primeira Epístola a Timóteo, ninguém menos que São Paulo recomenda:
“Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar. Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento” (I Tim, 3:1-3).

Os defensores radicais do celibato pretendem dar a estas palavras um sentido diverso. Desculpem. Trata-se de forçar a barra. Na sequência, São Paulo não deixa a menor dúvida: “Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia. Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?)” (I Tim, 3:4-5). Não quero ser ligeiro. Sei bem que há outras passagens que endossam o celibato. Mas fica claro que se trata de uma questão de escolha, sim, não de fundamento; trata-se de uma questão puramente histórica, não de revelação.

O celibato pode ter sido útil em tempos bem mais difíceis da Igreja. A dedicação exclusiva à vida eclesiástica pode ter feito um grande bem à instituição. Mas é evidente que se tornou um malefício, um perigo mesmo, fonte permanente de desmoralização. A razão é mais do que óbvia. A maioria dos padres, é possível, vive o celibato e leva a sério o seu compromisso. Mas é claro que o sacerdócio também se tornou abrigo de sexualidades alternativas, que não têm a mesma aceitação social do padrão heterossexual. E que se note: também existem desvios de conduta de padres heterossexuais.

Poderá perguntar alguém: pudesse o padre casar, a Igreja estaria absolutamente protegida de um adúltero, por exemplo? É claro que não. Mas não tenho dúvida de que estaria muito menos cercada de escândalos. Talvez se demore mais um século até que isso venha a ser debatido, sempre no tempo da Igreja Católica, que não é este nosso, da vida civil. Mas é importante que os católicos, em especial aqueles que não aderiram a heresias marxistas, comecem a pensar que o celibato não compõe o núcleo da doutrina cristã ou um fundamento do catolicismo. Foi, num dado momento, a escolha de uma forma de organização. Que, hoje, traz mais malefícios do que benefícios.

Sou o primeiro a considerar que a Igreja não tem de ceder a todos os apelos da, vá lá, modernidade, abrindo mão de seus princípios. Só que falta provar que o celibato é um princípio. Não é.

De fato, a obrigação de um sacerdote deveria ser outra, como queria São Paulo: “Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar.” A obrigação deveria ser o casamento, não o contrário.


Concluindo
Este texto foi publicado neste blog no dia 28 de outubro de 2007. Eu o assino ainda hoje e vou voltar ao assunto, centrando a questão em outro aspecto importante: a dita “pedofilia”.

Tags: celibato, Igreja Católica, história, Padre Vieira, Apóstolo São Paulo, 1ª Epístola a Timóteo, São Pedro tinha sogra, O Papa tinha sogra

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

CHÁVEZ TEVE MORTE CEREBRAL EM 30/12/2012 E ESTÁ MORTO DESDE 23/02/2013. Ex-Embaixador do Panamá desafia a ditadura de Nicolás Maduro a provar coisa diferente.

CHÁVEZ JÁ ESTÁ MORTO, AFIRMA DIPLOMATA DO PANAMÁ EM ENTREVISTA À TELEVISÃO AMERICANA (Aluízio Amorim)


Por Aluízio Amorim no blog www.aluizioamorim.blogspot.com
O ex-embaixador do Panamá ante a OEA, Guillermo Cochez, assegurou nesta quarta-feira com exclusividade para o canal de televisão americano NTN24 que o caudilho Hugo Chávez foi desconectado há quatro dia das máquinas que o mantinham com vida.
O diplomata panamenho foi incisivo e desafiou o governo venezuelano a desmentí-lo. "A informação que revelando é que o presidente Chávez desde o dia 30 de dezembro passado já estava com morte cerebral, nesse estado o transferiram para a Venezuela porque não queriam desconectar-lo em Cuba."
Cochez acusa o governo venezuelano que estar enganando a Venezuela e o mundo inteiro e afirma que as recentes fotos de Chávez distribuídas pelo governo venezuelano são falsas.
O embaixador Guillermo Cochez foi destituído recentemente de seu cargo como embaixador do Panamá ante à OEA após ter revelado detalhes da crise venezuelana.
EN ESPAÑOL - El exembajador de Panamá ante la OEA, Guillermo Cochez, aseguró este miércoles en primicia al canal internacional de noticias NTN24 que el presidente Hugo Chávez habría sido desconectado hace cuatro días de las máquinas que lo mantenían con vida
"El presidente habria sido desconectado de las máquinas que lo mantenian con vida hace cuatro días"
"La información que estoy manejando es que el presidente Chávez desde el 30 de diciembre pasado estaba con muerte cerebral, en ese estado lo trasladaron a Venezuela porque no querían desconectarlo en Cuba", dijo el exembajador.
Guillermo Cochez desafió al chavismo a que desmienta sus declaraciones.
"Reto al gobierno de Venezuela que me diga que lo que yo digo es falso, mostrando al presidente Chávez".
Según Guillermo Cochez entre este miércoles y jueves en Venezuela serían convocadas nuevas elecciones.
"Como consecuencia de todo esto, hoy o mañana llamarían a nuevas eleeciones, eso refleja que lo que se ha dicho de la salud del presidente Chávez es totalmente falso"
Ha estado escondido, porque nadie lo ha visto, han estado falseando la información con fotografías falsas, que no refelajan la realidad". "Han estado engañando a Venezuela y al mundo entero", reiteró.
Guillermo Cochez fue destituido el pasado 17 de enero de su cargo como embajador de Panamá ante la Organización de Estados Americanos OEA tras polémicas declaraciones de sobre la situación que vive Venezuela. Del sítio web de NTN24
Tags: Guilhermo Cochez, morte de Chávez, ditadura na Venezuela, Nicolás Maduro, morte cerebral, desligamento de aparelhos, vida vegetativa, NTN24, Embaixador do Panamá

VENEZUELA QUER SABER A VERDADE: ONDE ESTÁ CHÁVEZ? GRUPO DE ESTUDANTES É ESPANCADO PELA POLÍCIA DO SUBSTITUTO DE CHÁVEZ NICOLAS MADURO

Por Aluízio Amorim no blog www.aluizioamorim.blogspot.com (aqui e aqui)

Aluízio Amorim






A polícia do governo chavista agrediu brutalmente nesta terça-feira os estudantes que faziam um protesto pacífico em frente à representação da ONU em Caracas. Depois de dissolver a manifestação na base do gás lacrimogêneo, os bate-paus do tiranete canceroso subiram as escadas que dão acesso ao escritório da ONU e retiraram à força um estudante que tentava se acorrentar como protesto pela ameaça de ruptura institucional que destrói o pouco que resta da democracia na Venezuela.

Os estudantes exigem o respeito à Constituição que determina que no impedimento do presidente devem ser convocadas novas eleições. Entretanto, com a doença de Chávez, há dois meses Nicolás Maduro, ex-vice-presidente, se adonou do cargo presidencial.

Na verdade, o que ocorre na Venezuela é um golpe de estado com o beneplácito da comunidade internacional, isto é, o conjunto dos chefes de Estado dos países democráticos e os órgãos de representação internacional como a ONU, OEA, Mercosul e demais organismos congêneres.

Por enquanto são apenas os estudantes que protestam nas ruas da Venezuela, mas seus atos de protesto não ganham nenhuma repercussão na grande mídia internacional, toda ela manipulada pela vagabundagem comunista internacional.

O governo chavista continua fazendo o que bem entende amparado pelas Forças Armadas acumpliciadas com o terror chavista e com os cartéis da cocaína. Até hoje os brucutus de Chávez não emitiram um só boletim médico oficial sobre o real estado de saúde do caudilho.

A rigor, ninguém sabe ao certo se Chávez está mesmo internado no Hospital Militar de Caracas. Ninguém sabe, ninguém viu. Nesta terça-feira se produziam-se diversas versões pelas redes sociais, principalmente no Twitter. Uma dessas verões afirma que o tiranete continua em Cuba. Outra diz que já teria morrido na virada do ano. Enfim, esse é o trágico momento em que vivem os cidadãos venezuelanos, excetuando a malta ignara que sobrevive às expensas do Estado, compradas com bolsas-família e coisas do gênero.
Tags: Venezuela, Nicolás Maduro, Hugo Chávez terminal, Hugo Chávez desaparecido, Maduro esconde a verdade, Hospital Militar de Caracas, ditadura bolivariana, socialismo bolivariano, estudantes da Venezuela, escritório da ONU

O PADRE QUE NÃO RESISTIU ÀS TENTAÇÕES ... Ou: UM PADRE, UM PAI, DUAS FILHAS E OS ATOS SÓRDIDOS

Um padre, um pai, duas filhas e os atos sórdidos
Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Vamos a um assunto difícil, já que os fáceis são fáceis — se me permitem ir ainda além da tautologia. A Igreja Católica é o assunto do momento em razão da renúncia do papa Bento XVI. Dado o contexto, vem a público uma denúncia — acompanhada de vídeo — de padre que teria abusado de duas menores. Reproduzo trecho do que publica VEJA.com, e aí vai um coquetel de coisas sórdidas. Vamos ver. Volto em seguida.

(…) um caso assustador é descoberto no Rio de Janeiro, na cidade de Niterói, a 13 quilômetros da capital. O padre Emilson Soares Corrêa foi indiciado pela Polícia Civil por estupro de vulnerável. O pai de duas meninas, uma com 19 e outra com 10, afirma que o padre abusou das duas. Segundo a denúncia, Emilson tocou as partes íntimas da mais nova, quando tinha 7 anos e mantinha relações sexuais com a mais velha desde os 15 anos da jovem.

Segundo a arquidiocese de Niterói, Emilson, de 56 anos, está afastado desde outubro do ano passado. Até então, o padre era o responsável pela igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. A irmã mais velha, com quem Emilson teve relações sexuais dentro da paroquia, era coroinha da igreja. Ela foi batizada aos 13 anos pelo padre, que também foi escolhido pela família da menina como padrinho.

Ao saber do relacionamento com a filha mais velha, o pai pediu que ela filmasse a relação com Emilson. No vídeo, ao qual o jornal EXTRA teve acesso, o padre e a menina aparecem nus, com a reprodução da Santa Ceia ao fundo. De acordo com a denúncia, as imagens foram gravadas quando a menina tinha 15 anos.
(…)

Voltei
Bem, há pouco a acrescentar sobre a moralidade do tal padre, a coisa fala por si mesma. E o pai? Então descobre que a filha, de apenas 15 anos, mantém relações sexuais com o sacerdote, e sua recomendação é para que a jovem grave o ato sexual??? O troço permanece em sigilo e vem a público quase quatro anos depois??? O padre diz que estava sendo extorquido. Vejam a lógica das coisas e tirem suas próprias conclusões.

Espero que este senhor seja banido da Igreja — acho que não há outro caminho pra ele, não? E que responda legalmente pelos seus atos, depois da devida apuração. Só uma questão para que as coisas fiquem no seu devido lugar. O padre pode se enroscar gravemente, na esfera legal, se tiver praticado “ato libidinoso” com a menor de sete anos. Quanto à outra, é bom levar em consideração o que está caracterizado como estupro de vulnerável (desde que o ato não tenha sido forçado) na Lei 12.015, a saber:

“Estupro de vulnerável
Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos:
Pena – reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.”


A idade do consentimento para a prática sexual no Brasil, seja com um padre ou com um ateu, é 14 anos — desde, reitero, que haja consentimento. E isso não muda uma vírgula a canalhice religiosa do dito-cujo, ainda que venha a se provar falsa a acusação de que molestou também a menina de sete anos.

Que pai esse, não? Então ele descobre que a filha de 15 mantinha relações sexuais com o padre — que seguidor das regras não era! —, mas permite que uma menina de sete conviva com ele, a ponto de “poder ser tocada” sem que ninguém veja? Estranho. Cair em tentação com uma jovem de 15 anos é coisa bem distinta, no que concerne ao universo psíquico, de se se sentir atraído por uma criança de sete. Um padre “pegador” é diferente de um “padre pedófilo”. E ambos fazem mal à Igreja.

A história é, antes de mais nada, sórdida. E sobra sordidez para todos os lados. Esse cara jamais deveria estar na Igreja porque é evidente que não segue suas determinações. E é agora que as coisas vão começar a ficar difíceis porque vou entrar em outro terreno delicado: o do celibato sacerdotal. Acusam-me de ser conservador, reacionário, sei lá o quê, em matéria religiosa. Nesse caso, os conservadores é que costumam me esculhambar. Por quê?

Eu defendo de forma clara, aberta, insofismável e sem receios o fim do celibato sacerdotal. E não porque eu acredite, como dizem alguns, que ninguém resiste às tentações da carne — mais ou menos como Luís Napoleão, segundo Marx, acreditava que soldados não resistissem a salsichas com alho. O ponto é bem outro. No próximo post.

Tags: Igreja Católica, estupro de vulnerável, padre pegador, celibato, Luís Napoleão, Lei 12015, Padre Emilson Soares Corrêa, Arquidiocese de Niteroi

PETROBRAS: OS 13 PASSOS DA HISTÓRIA DA REFINARIA DE PASADENA – Lembram-se da compra e venda escandalosas de uma refinaria em Pasadena, nos EUA? MP pede que TCU investigue as operações

Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

O leitor certamente se lembra daquela que é, a meu juízo, uma das mais escandalosas ações do petismo realizadas na Petrobras: a compra e venda de uma refinaria em Pasadena, nos EUA. Pode haver consequências. Antes, vamos lembrar o caso:

No dia 15 de dezembro, publicava-se aqui um post intitulado “ESCÂNDALO BILIONÁRIO NA PETROBRAS – Resta, agora, saber se, ao fim da apuração, alguém vai para a cadeia! Ou: Quem privatizou a Petrobras mesmo?“. Recupero a história em 13 passos:

1: Em janeiro de 2005, a empresa belga Astra Oil comprou uma refinaria americana chamada Pasadena Refining System Inc. por irrisórios US$ 42,5 milhões. Por que tão barata? Porque era considerada ultrapassada e pequena para os padrões americanos.

2: ATENÇÃO PARA A MÁGICA – No ano seguinte, com aquele mico na mão, os belgas encontraram pela frente a generosidade brasileira e venderam 50% das ações para a Petrobras. Sabem por quanto? Por US$ 360 milhões! Vocês entenderam direitinho: aquilo que os belgas haviam comprado por US$ 22,5 milhões (a metade da refinaria velha) foi repassado aos “brasileiros bonzinhos” por US$ 360 milhões. 1500% de valorização em um aninho. A Astra sabia que não é todo dia que se encontram brasileiros tão generosos pela frente e comemorou: “Foi um triunfo financeiro acima de qualquer expectativa razoável”.

3: Um dado importante: o homem dos belgas que negociou com a Petrobras é Alberto Feilhaber, um brasileiro. Que bom! Mais do que isso: ele havia sido funcionário da Petrobras por 20 anos e se transferiu para o escritório da Astra nos EUA. Quem preparou o papelório para o negócio foi Nestor Cerveró, à frente da área internacional da Petrobras. Veja viu a documentação. Fica evidente o objetivo de privilegiar os belgas em detrimento dos interesses brasileiros. Cerveró é agora diretor financeiro da BR Distribuidora.

4: A Pasadena Refining System Inc., cuja metade a Petrobras comprou dos belgas a preço de ouro, vejam vocês!, não tinha capacidade para refinar o petróleo brasileiro, considerado pesado. Para tanto, seria preciso um investimento de mais US$ 1,5 bilhão! Belgas e brasileiros dividiriam a conta, a menos que…

5:… a menos que se desentendessem! Nesse caso, a Petrobras se comprometia a comprar a metade dos belgas — aos quais havia prometido uma remuneração de 6,9% ao ano, mesmo em um cenário de prejuízo!!!

6: E não é que o desentendimento aconteceu??? Sem acordo, os belgas decidiram executar o contrato e pediram pela sua parte, prestem atenção, outros US$ 700 milhões. Ulalá! Isso foi em 2008. Lembrem-se que a estrovenga inteira lhes havia custado apenas US$ 45 milhões! Já haviam passado metade do mico adiante por US$ 360 milhões e pediam mais US$ 700 milhões pela outra. Não é todo dia que aparecem ou otários ou malandros, certo?

7: É aí que entra a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, então presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Ela acusou o absurdo da operação e deu uma esculhambada em Gabrielli numa reunião. DEPOIS NUNCA MAIS TOCOU NO ASSUNTO.

8: A Petrobras se negou a pagar, e os belgas foram à Justiça americana, que leva a sério a máxima do “pacta sunt servanda”. Execute-se o contrato. A Petrobras teve de pagar, sim, em junho deste ano, não mais US$ 700 milhões, mas US$ 839 milhões!!!

9: Depois de tomar na cabeça, a Petrobras decidiu se livrar de uma refinaria velha, que, ademais, não serve para processar o petróleo brasileiro. Foi ao mercado. Recebeu uma única proposta, da multinacional americana Valero. O grupo topa pagar pela sucata toda US$ 180 milhões.

10: Isto mesmo: a Petrobras comprou metade da Pasadena em 2006 por US$ 365 milhões; foi obrigada pela Justiça a ficar com a outra metade por US$ 839 milhões e, agora, se quiser se livrar do prejuízo operacional continuado, terá de se contentar com US$ 180 milhões. Trata-se de um dos milagres da gestão Gabrielli: como transformar US$ 1,204bilhão em US$ 180 milhões; como reduzir um investimento à sua (quase) sétima parte.

11: Graça Foster, a atual presidente, não sabe o que fazer. Se realizar o negócio, e só tem uma proposta, terá de incorporar um espeto de mais de US$ 1 bilhão.

12: Diz o procurador do TCU Marinus Marsico: “Tudo indica que a Petrobras fez concessões atípicas à Astra. Isso aconteceu em pleno ano eleitoral”.

13: Dilma, reitero, botou Gabrielli pra correr. Mas nunca mais tocou no assunto.

Voltei
Pois bem! Informa hoje o Estadão:
O Ministério Público apresentou ao Tribunal de Contas da União (TCU) representação contra a Petrobrás sobre a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, em 2006. O procurador Marinus Marsico encaminhou ao ministro-relator do TCU, José Jorge, pedido para que apure responsabilidade da companhia no negócio. Após meses de investigação, o procurador considerou que houve gestão temerária e prejuízo aos cofres públicos.
(…)
A representação é uma denúncia, o pontapé inicial de um processo formal. “A representação foi encaminhada e saiu como sigilosa, pois contém informações que poderiam ser consideradas de ordem comercial. Mas defendo que não seja confidencial”, disse Marsico.

Tags: Petrobras, Refinaria Pasadena, Marinus Marsico, TCU, José Jorge, Sérgio Gabrielli, Graça Foster, justiça americana, Dilma Roussef, Nestor Cerveró, Alberto Feilhaber, empresa belga, Astra Oil, governo do PT

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

YOANI SÁNCHES É UMA PROTEGIDA DE GEORGE SOROS, O FINANCISTA DO GOVERNO MUNDIAL E DOS MOVIMENTOS REVOLUCIONÁRIOS, MAS...

Em torno de Yoani Sanchez
Escrito por Olavo de Carvalho e publicado no site www.midiasemmascara.org
yoanisoroscuba
Certas controvérsias surgidas dias atrás a propósito da blogueira Yoani Sanchez, uns considerando-a uma heroína, os outros uma perigosa agente camuflada dos irmãos Castro, podem ser resolvidas facilmente se a ânsia de julgar ceder o passo ao desejo de compreender.

Os próprios dados do problema trazem a sua solução, bastando ordená-los de maneira razoável.

1. Desde logo, é insensato pensar que as denúncias da blogueira possam fazer algum bem ao regime cubano. Mais do que ninguém nos últimos tempos, ela tem contribuído para divulgar crimes e atrocidades que mancham de uma vez para sempre a reputação dos irmãos Castro. Quando, por exemplo, os horrores da ditadura cubana foram expostos no nosso Congresso Nacional com a visibilidade que lhes deu a visita de Yoani Sanchez? Imaginar que o governo cubano se alegre com isso é levar longe demais a conjeturação de planos secretos.

2. Igualmente insensato é supor que, para fazer o que faz, Yoani tenha de ser uma direitista ou conservadora ou deva satisfações ideológicas aos que assim se definem. Ela nunca foi direitista nem conservadora, e não faz o menor sentido julgar a confiabilidade, a idoneidade ou a utilidade do seu trabalho por um imaginário dever de fidelidade a uma corrente política à qual ela nunca pertenceu.

3. Yoani é uma protegida de George Soros, o que basta para situá-la historicamente como um instrumento -- voluntário ou involuntário, pouco importa -- do grande processo de renovação interna do movimento revolucionário, empenhado em desfazer-se de sua antiga casca bolchevista para assumir feições mais sedutoras e lançar-se a novas e mais ambiciosas conquistas.

4. Nesse processo, os velhos bolchevistas que não puderem se adaptar às novas condições serão sacrificados, como ciclicamente acontece na história das revoluções, que progridem e crescem por autodestruição, limpando-se na sua própria sujeira cuja existência negavam até a véspera. Nessas transições, o movimento revolucionário se renova e se fortalece, mas torna-se temporariamente vulnerável, de modo que suas contradições internas podem ser aproveitadas pelos seus adversários, se estes não caírem nas duas esparrelas opostas: ou imaginar que os dissidentes internos do socialismo se converteram todos às idéias democráticas e conservadoras ou, inversamente, condená-los como falsos conservadores e agentes infiltrados quando seu discurso não coincide com aquilo que em outras nações se entende como conservadorismo “autêntico”.

5. Malgrado todas as ambigüidades e hesitações no curso do processo, em última instância é impossível que Yoani sirva igualmente ao novo e ao velho esquema revolucionário. A opção dela está feita, na prática. Como ela encara isso subjetivamente é irrelevante no momento. Seus motivos íntimos só se revelarão mais tarde, e até lá toda tentativa de julgá-la moralmente, seja para aplaudi-la, seja para condená-la, é ejaculação precoce.

6. A destruição do regime cubano é um bem em si, independentemente do seu futuro aproveitamento pelo movimento revolucionário, cuja nova encarnação terá de ser combatida num outro quadro de condições, totalmente diverso da luta contra a ditadura castrista.

7. Os conceitos descritivos e categorias mentais em que se expressa o conflito interno em Cuba não coincidem com os da luta politica no resto do continente latino-americano nem muito menos no Brasil em especial ou no quadro geral do mundo. Como diria um trotsquista, historicamente esses fenômenos pertencem a “fases” diferentes. Numa ditadura socialista totalitária, não é muito urgente saber se seus dissidentes são conservadores, liberais ou apenas socialistas com pretensões democráticas desiludidos com algo que lhes parece um pseudo-socialismo – diferenças que, no quadro de uma democracia, ou mesmo de um regime meramente autoritário como o brasileiro, podem se tornar essenciais. O “novo” socialismo do sr. George Soros só existe hoje fora de Cuba. Nesse quadro, ele representa o inimigo número um da democracia tradicional e de todos os conservadores. Dentro de Cuba, ele aparece junto com estes como a quintessência do direitismo reacionário – assim como, mutatis mutandis, no Brasil o socialismo light dos tucanos é pintado pelo governo com as cores da “extrema direita”. A diferença é que no Brasil algo à direita dos tucanos ainda pode subsistir em relativa liberdade, o que não acontece em Cuba. Se o governo cubano concede a Yoani Sanchez a margem de ação que nega a seus concorrentes de direita é por dois motivos: teme o apoio internacional que ela desfruta e, não excluindo a possibilidade de uma mudança de regime amanhã ou depois, embora lute para evitá-la, está preparado para aceitá-la com a condição de que ela não destrua de todo a idéia socialista, mas apenas lhe dê novo formato.

8. No presente momento, o trabalho de Yoani é da mais alta importância e não cabe depreciá-lo sob pretexto nenhum. O que importa é estar preparado para combater, mais tarde, as tentativas de aproveitar os resultados dele em favor do “novo” movimento revolucionário. Transformar isso numa luta pró e contra Yoani Sanchez, do ponto de vista da fidelidade ou infidelidade da blogueira a valores democráticos tradicionais que objetivamente nunca foram os dela, é processar o cão em vez do dono que o atiçou. Revelar os compromissos de Yoani com o movimento revolucionário é decerto útil e necessário, mas fazer disso um motivo para fulminá-la com anátemas ideológicos é extemporâneo e contraproducente.

Publicado no Diário do Comércio.

Tags: Yoani Sánchez, planos secretos, George Soros, bolchevismo, ditadura castrista, destruição do regime cubano, contrainformação, desinformação, governo mundial, globalismo | esquerdismo | movimento revolucionário | Cuba | comunismo | Brasil | governo do PT

Eleição 2014: O que pensa o PSDB sobre a suposta extinção da miséria no Brasil — renda per capita de pelo menos R$ 70 — e sobre a nova classe média, formada por pessoas com renda acima de R$ 300? O PSDB pensa o Brasil? O PT pensa o Brasil? Minas pensa o Brasil?

FHC está certo. Mas também nunca esteve tão errado. Ou: Ainda sem eixo, PSDB morde a isca lulista
Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta segunda, no seminário “Minas Pensa o Brasil”, promovido pelo PSDB, que a presidente Dilma Rousseff “é ingrata” e que “cospe no prato em que comeu”. Disse mais, segundo leio no site do PSDB (transcrevo em vermelho):

“É preciso que o PSDB seja o partido do carinho, o partido do amor, é preciso ouvir o povo”, disse. A postura tucana, de acordo com o ex-presidente, serve de contrapartida à gestão petista, mais preocupada com o Produto Interno Bruto (PIB) do que com o atendimento aos cidadãos.

Ai, ai, ai… Vamos ver.

Este blog vai completar sete anos no dia 24 de junho. Ao longo desse tempo, está aí o arquivo, quantas vezes se apontou aqui o estelionato eleitoral do PT? Mil, duas mil, três mil? Sei lá. São 37.779 posts e 2.005.307 comentários publicados enquanto escrevo. E não me limitei apenas a acusar o estelionato — isto é, as muitas vezes em que o PT negou o seu próprio discurso e seu próprio programa. Também apontei com constância, regularidade e método a apropriação indébita — o roubo mesmo! — das propostas e de programa do adversário. Os petistas fazem isso com uma sem-cerimônia faminta, glutona, gulosa. Tomam o programa do outro, saem dançando no sapatinho e sobem no palanque. Logo no começo do governo Lula, escrevi, fazendo uma ironia, que os petistas ainda tentariam tomar para si o Plano Real. A ironia virou história. Não reivindicaram a marca porque aí já teria sido descaramento demais. Mas tomaram, sim, para si a bandeira da estabilidade. Querem outro exemplo, mais localizado? Dilma sequestrou o programa de ensino técnico que José Serra apresentou em 2010. O Bolsa Família, e isto é história, é a soma das bolsas concedidas no governo FHC. Tudo isso é apenas matéria de fato.

A regularidade da minha crítica, nesses anos, valeu-me a pecha de “tucano”, embora boa parte dos tucanos, justiça se lhes faça, fizesse questão de deixar claro, mais até do que eu próprio (que não dou bola para o que dizem a meu respeito), que eu não era, não! A maioria deles se quer mais “progressista” do que eu, à minha esquerda. Talvez até seja verdade. De toda sorte, de fato, não tenho vínculo nenhum com o partido, zero! Se certamente passou do milhar os textos em que acusei o estelionato do PT, é possível que, em quantidade idêntica, eu tenha apontado a anemia do discurso oposicionista. De fato, nunca soube zelar pela sua própria herança — e esse é apenas um dos aspectos do embate. Mas, sobretudo, se negou, em horas cruciais, a fazer política.

Pegue-se o exemplo recente da eleição para a Presidência do Senado. Todos sabiam que Renan Calheiros (PMDB-AL) venceria. O PSDB poderia ter feito qualquer coisa, menos trair o senador Pedro Taques (PDT-MT), que aceitou enfrentá-lo. E é evidente que houve traições, não é?

“Minas pensa o Brasil” em 2013? Ok. Mas o PSDB de Minas estava abraçado a seu principal adversário até outro dia na Prefeitura de Belo Horizonte, e isso era apontado como um novo jeito de fazer política. O arquivo de toda a imprensa está aí… Chegou-se mesmo a dizer que a polarização PT-PSDB refletia uma realidade paulista. Ainda me lembro de Ciro Gomes — que agora afirma que Aécio não está preparado para ser presidente — num agradável bate-papo com o então governador de Minas, a sustentar, no fim das contas, que o mal do Brasil era São Paulo; que a clivagem entre os dois partidos só interessava a este estado. Chegou-se mesmo a criar uma expressão para o cruzamento da vaca com o jumento: “Brasil pós-Lula”. À época, como vocês se lembra, cheguei a apontar a tentativa de se criar no Brasil o “Partido Único”, o PUN…

Questões relevantíssimas passaram pelo Congresso ao longo desses anos sem que se ouvisse das oposições, na esfera federal, mais do que uma voz entre administrativista e burocrática. No grandes embates, o PSDB, como PSDB, não compareceu para o debate. Não faz tempo, o estado de São Paulo — que é governado por um tucano, certo? — entrou no radar da pauleira petista por causa de um surto de violência e da correta política de combate ao crack. Se eu for escarafunchar, vou encontrar tucanos tentando tirar uma casquinha, criticando a gestão Alckmin…

Apear o PT
Todos sabem que considero uma necessidade democrática apear o PT do poder por intermédio das urnas. Acharia péssimo, se isso fosse possível, que uma Marina Silva o fizesse porque não troco obscurantismo por ainda mais obscurantismo. Se Aécio Neves ou qualquer outro puder fazê-lo, vou achar bom. Mas acho que as coisas estão começando muito mal, por uma caminho estupidamente errado.

O seminário que, parece, serve de pré-lançamento da candidatura de Aécio chama “Minas pensa o Brasil”. Ok. “Minas”, tornada, então, uma categoria dotada de pensamento, tem um país na cabeça, é isso? O normal, se é para ficar nas prosopopeias, é que o Brasil pensasse Minas e… as demais 26 unidades da federação. FHC falou em “modernidade”, segundo li, na sua intervenção. A ideia de que uma onda comece num estado — eu sei que não há mar em Minas; estou metaforizando — e varra um país como uma tsunami virtuosa, vênia máxima ao ex-presidente, um homem muito inteligente, é uma coisa velha. Essa entonação discursiva ficou no passado.

Nesse caso, está faltando que o sociólogo dê um puxão de orelha teórico nos seus aliados. Lula começou na política falando a linguagem da luta de classe para, depois, diluí-la na luta dos “nós” (eles) contra “eles” (nós). A sua geografia era, então, inicialmente, classista (afinal, o PT se dizia socialista) e passou a ser de “valores”, ainda que boa parte deles seja constituída de maus valores. Nesse caso, meus caros, não é sem lamentar que constato — e o faço há quase sete anos só neste blog (há muitos mais tempo em outros veículos) —, os petistas deram um fabuloso olé em seus adversários. Sim, com estelionato eleitoral; sim, com mentiras; sim, com apropriação indébita… Com todas essas malandragens, não obstante, o partido não se descuidou de fazer política.

Um seminário em que “Minas pensa o Brasil”, promovido pelo PSDB, faz supor uma de duas coisas: ou toda Minas é hoje tucana, ou também pensam o Brasil os que tucanos não são. Na hipótese de que possam ser petistas — e os há, certo? —, ou estão fora desse pensamento ou perderam a sua, sei lá como chamar, “cidadania”. O PSDB pensando o Brasil, em Minas, talvez ficasse melhor, hipótese em que o leque de lideranças presente deveria ter sido ampliado.

Já sei que alguns vão mandar comentários me esculhambando e coisa e tal. Estou costumado. Mas, se acho que desse mato não sai coelho, tenho de dizê-lo. Se a questão é “modernidade”, presidente Fernando Henrique Cardoso, não é possível que um estado pense o Brasil. Fico cá a imaginar um seminário chamado “São Paulo pensa o Brasil”… O mínimo que se diria é que os paulistas se querem donos do mundo. Está errado.

Polarização
Constitui, ademais, erro grave, entendo, aceitar, neste momento, a pauta proposta pelo petismo. Aparecer nas páginas de política “polarizando” com o PT movimenta, quando muito, os setores interessados nos bastidores da política. Essa falsa gesta não mobiliza ninguém. As pilantragens teóricas do governo federal, que manipula, sem resistência e sem massa crítica, os números sobre a miséria promovem uma razia na inteligência.

Eis aí: o que pensa o PSDB sobre a suposta extinção da miséria no Brasil — renda per capita de pelo menos R$ 70 — e sobre a nova classe média, formada por pessoas com renda acima de R$ 300? Afirma-se isso por aí com uma espantosa sem-cerimônia. Esses pobres desgraçados desabrigados pela chuva ou tangidos pela seca, senhores, são, segundo as considerações oficiais, “classe média”! Uma ou outro na imprensa ironizam os patamares de renda definidos para a classificação, mas os políticos pulam fora. Os tucanos nada dizem porque alguns de seus economistas compartilham das mesmas teses. Uma campanha eleitoral decente, entre outras coisas, teria de mostrar onde e como mora “a classe média” dos R$ 301 per capita e o “não-miserável” dos R$ 70. Mas não vai acontecer.

As oposições não conseguem, insisto nesta tecla há anos, criar valores. Sem isso… Olhem como se dão as disputas nas outras democracias do mundo. Supor que se vai conseguir transformar numa ideia-força o dito “choque de gestão” de Minas, exaltado por FHC, segundo informa o site do PSDB, me parece ingenuidade. Melhor ensinar Schopenhauer para as massas.

Parece que baixou um Chalita rápido em FHC. Esse negócio de que o PSDB “tem de ser o partido do amor”, em contraposição à gestão petista, “mais preocupada com o PIB”, francamente, é bobagem. Coloco na conta do discurso feito para animar a militância. Até porque, fosse essa a clivagem, fosse mesmo uma disputa entre “o amor” e o “PIB”, eu seria petista de olhos fechados, pela simples, óbvia e boa razão de que, com PIB, a gente produz amor em penca, mas não há amor que consiga produzir PIB…

“Ih, Reinaldo está dilmando”
“Tá vendo? O Reinaldo é paulista, não gosta do Aécio, está Dilmando…” Fiquem calmos! Ainda que este “paulista” se atrevesse a “pensar o Brasil”, sou candidato apenas a ter leitores, hehe… Só votaria em Dilma Rousseff, já disse aqui, caso houvesse o risco do obscurantismo marinista chegar ao poder. Mas Deus certamente não vai me considerar digno de passar por essa provação. Votarei, com a exceção declarada, em quem se propuser a apear o PT do poder. Mas este sou eu.

Eu estou preocupado, isto sim, é com a falta de rumo do principal partido de oposição. Se eu achasse que esse discurso tem futuro, estaria mais tranquilo. Mas, sinceramente, acho que não tem. Hoje, entendo, dada a natureza do jogo, só a multiplicação de candidaturas tira de Dilma a eleição no primeiro turno.

Esse negócio de o PSDB morder a isca e apostar, desde já, na polarização só interessa a Dilma. Minas pode pensar o Brasil o quanto quiser. O problema é que tem gente que já está com o jogo mais avançando e está “pensando”, ainda que à sua maneira torta e detestável, todo o Brasil, incluindo Minas…

Para encerrar: Dilma nem é ingrata nem cospe no prato em que comeu. Os seus ataques de agora a FHC são um método. Como eram um método os elogios feitos há dois anos. Ela o elogiou, independentemente da justeza, poque queria consolidar a imagem da soberana acima das mesquinharias. E agora começou a atacá-lo porque tem uma eleição pela frente.

Tags: Eleições 2014, PSDB, PT, polarização de candidaturasmultiplicação de candidaturas, Minas pensa o Brasil, São Paulo pensa o Brasil, PSDB pensa o Brasil, PT pensa o Brasil, governo do PT, petismo, ditadura petistademocracia, estelionato eleitoral, olé do PT, extinção da miséria, FHC, Dilma Roussef

SUPERTEMPESTADE SOLAR AFETA O CLIMA. OS AMBIENTALISTAS ACHAM QUE O HOMEM INFLUENCIA NO CLIMA MAIS QUE O SOL E QUE O MAR. Ou, como escreve Aluízio Amorim:

ECOCHATOS, SE ACALMEM. É MAIS UM FENÔMENO NATURAL. AGRADEÇAM AOS AMERICANOS QUE PODEM ANTECIPÁ-LO.
Por Aluízio Amorim no blog www.aluizioamorim.blogspot.com

Sol visto por um telescópio de raios X. Supertempestade ocorre a cada 200 anos, segundo especialistas. Foto do site de O Globo
Leiam esta matéria que transcrevo após este prólogo (em preto). A princípio, é apenas uma reportagem referente a um fenômeno: tempestade solar. Os menos atentos não serão capazes de verificar que é que também uma matéria essencialmente política, pois é uma prova inelutável de que o ecochatismo não passa de um delírio que marca o renascimento do antropocentrismo no século XXI.

Antes que algum ecochato ofereça uma pauta que será, evidentemente, absorvida pela idiotia jornalística, tentando lançar a culpa dessa explosão solar sobre os ombros dos pobres mortais, informo com exclusividade - isto é um furo jornalístico, hehe... - que o evento solar é mais um fenômeno natural e que independe da ação dos seres humanos. Tanto é que ocorre pelo menos a cada 200 anos. A última supertempestade ocorreu em 1859!

Ainda bem que os americanos já possuem no espaço um engenho que antecipa em 30 minutos a fantástica explosão solar que terá efeitos funestos sobre diversos equipamentos eletro-eletrônicos e correlatos.

Os "sonháticos" da Marina Silva e demais gurus do catastrofismo ecológico que se acalmem. Nem eliminando todos os seres humanos da Terra se evitará que o Sol pare de se consumir em sucessivas explosões até que desapareça. Quando isso acontecer o "aquecimento global" também terá terminado e, com ele, a vida sobre a Terra. Assim sendo, melhor é exultar o calor que ainda emana o velho astro.


O mundo terá um aviso com antecedência de apenas 30 minutos quando a supertempestade solar mais forte desde 1859 atingir a Terra, revelam cientistas. Tempestades solares que mereçam esta classificação ocorrem a cada 200 anos. Como a última causou transtornos ao nosso planeta em 1859, os cientistas já se preparam para o evento, que poderia paralisar as redes de comunicações, incluindo GPS e telefones celulares.

A Academia Real de Engenharia da Grã-Bretanha disse que a explosão de radiação maciça é inevitável e que o governo deve criar um conselho de clima espacial. A entidade iria dirigir e supervisionar a estratégia do governo para lidar com a tempestade solar, a qual poderia provocar apagões, tirar de operação um em cada 10 satélites, além de interromper a navegação de aeronaves e outros meios de transporte. Embora eventos climáticos solares aconteçam em intervalos regular, a Terra não experimentou uma supertempestade desde o início da era espacial.

Na ocasião do último evento extremo, no século XIX, a Terra foi atingida por uma onda de partículas energéticas após uma grande explosão solar. A radiação causou faíscas em postes telegráficos e incêndios. Em todo o mundo, o céu noturno foi iluminado por efeitos semelhantes aos da aurora boral. Mas naquela época não havia satélites em órbita ou microchips sensíveis no caminho das partículas.

A supertempestade solar teria sido letal para os astronautas da Missão Apollo, caso tivesse ocorrido quando eles estavam na Lua.

Atualmente, um satélite já envelhecido, chamado Advanced Composition Explorer (ACE), fornece, com cerca de 15 minutos antecedência, um aviso de Ejeção de Massa Coronal - uma enorme nuvem de plasma de partículas carregadas, a mais perigosa durante uma tempestade solar.

Os cientistas estão preocupados com o que vai acontecer se o Ace falhar. A substituição de Ace, chamado Discover, deve ser lançado pela agência espacial americana, a Nasa, apenas no ano que vem. Do site do jornal O Globo

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

VEJA FOTO DOS NOVOS DITADORES DE CUBA. Raúl Castro, o assassino nº 2 de Cuba, terá mais cinco anos de mandato; surge nome do possível sucessor

Foto do futuro ditador comunista cubano. Do blog do Aluízio Amorim

Miguel Díaz-Canel: o futuro ditador comunista cubano.

O texto abaixo é de Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Raúl Castro, irmão de Fidel, foi confirmado neste domingo pela Assembleia Nacional para mais um mandato de cinco anos — o seu último, segundo ele mesmo — à frente da Presidência de Cuba. Que generoso! Fará 81 anos em junho. Com 86, promete largar o osso. Em 2018, a dupla completará modestos 59 anos no poder. Era esse regime que aquela súcia aplaudia por aqui, enquanto agredia Yoani Sánchez. É disso que eles gostam. Abaixo, reproduzo trecho de um texto publicado no Estadão. Antes vejam esta foto, que mostra o estadista quando jovem, vendando com dedicação burocrática os olhos de um homem prestes a ser fuzilado. O regime fez 100 mil vítimas — pelo menos 17 mil foram fuziladas depois da vitória dos irmãos carniceiros.

O presidente cubano, Raúl Castro, reeleito ontem pela Assembleia Nacional para seu último mandato de cinco anos, disse que a escolha de Miguel Díaz-Canel, de 52 años, como o primeiro vice-presidente do Conselho de Estado – na prática, o favorito na linha de sucessão – é o início da “transferência paulatina e ordenada de poder para as novas gerações”.

“É um passo definitivo na configuração da futura direção do país”, disse Raúl em seu discurso. “A renovação é um processo que deve continuar nos próximos cinco anos, e prosseguir de maneira ininterrupta, para evitar que não tenhamos uma reserva de quadros preparados.”

Com a aposentadoria de Fidel e Raúl, Cuba terá, pela primeira vez, um líder de fora da família Castro a partir de 2018, quando os irmãos completariam quase 60 anos no poder. Para muitos cubanos, no entanto, a saída da velha guarda não significa necessariamente mudança.

“Entendo que tem de haver uma renovação no poder com mais gente jovem ocupando os altos cargos do governo. Contudo, precisamos de jovens com mentalidade jovem. De nada adianta que venham jovens com a mesma mentalidade dos velhos. Isso não vai resolver os problemas dos cubanos”, disse o economista e analista político Oscar Espinosa Chepe.

O especialista, que integrou os quadros do Partido Comunista Cubano (PCC) por quase 20 anos antes de passar para a dissidência, afirmou que Díaz-Canel, por toda sua carreira no governo, “sempre manifestou total lealdade a Fidel e a Raúl”. “Não acho que ele seja um homem de mudança. Ele sempre foi muito fiel (aos irmãos Castro). Precisamos de jovens com um pensamento renovado, para levar a cabo as transformações que Cuba requer neste momento. Precisamos de vontade de mudança entre os líderes do país, não continuidade, principalmente em virtude da iminência do risco da perda do vínculo com a Venezuela.”
(…)

Tags: Cuba, Raul Castro, Fidel Castro, Miguel Diaz-Canel, sucessor de Raul Castro, Oscar Espinosa Chepe, Vice-Presidente de Cuba, Yoani Sánchez, foto de execução em Cuba

YOANI SÁNCHES: Ela não cessa de dar provas, não agora, mas desde antes, de que é uma peça do castrismo fundida nas fileiras da dissidência e da oposição


Tropa de choque
Escrito por Zoé Valdés e publicado no site www.midiasemmascara.org

Esta pessoa não cessa de dar provas, não agora, mas desde antes, de que é uma peça do castrismo fundida nas fileiras da dissidência e da oposição.

Nota da tradutora:
No vídeo abaixo, registra-se o momento em que a blogueira afirma na Câmara dos Deputados, em Brasília, que deseja o fim do embargo com os Estados Unidos e advoga pela libertação dos 5 espiões castristas julgados, condenados e presos nos Estados Unidos. A revolta da comunidade cubana é porque essas defesas são as principais bandeiras da ditadura dos irmãos Castro, pondo em dúvida o rótulo de “opositora” da referida senhora.
Alguns cubanos, não todos, são seres espetacularmente singulares, sobretudo aqueles que supostamente se consideram exilados. É provável que vivam a síndrome da vítima pendente e obediente do verdugo para a eternidade, ou o que é pior, que ainda lhes manipulam as cordas desde o Comitê Central em Havana, e seu corpo e seu pensamento respondam por recursos manipuláveis, segundo lhe puxem seus titiriteiros ou lhe ordenem seus domadores.

O assunto não falha, enquanto endeusam uma pessoa, não se pode opinar sobre a pessoa em questão de maneira desfavorável sem que se desate o linchamento, ao ponto em que surgem as tropas de choque para impedir que cada um observe, pense e se manifeste livremente como se faz em democracia. Não importa se seu nível de ignorância é tal, ou talvez não seja, e se trate de sem-vergonhice, que não possam calcular e ver onde está a verdade, velando unicamente por seus interesse pessoais e não pela liberdade de Cuba.

Assim, continuar insistindo em que uma declaração se fez com ironia, quando no vídeo se percebe claramente que se disse como convicção, é tão errôneo e malsão, para não chamá-lo como se deve, que só é comparável a quando em Cuba se aplaudia fervorosamente aos Castro enquanto nos matavam de fome, de terror e de todo o demais que ninguém ignora.

Querer tapar o sol com a peneira a estas alturas é de uma irresponsabilidade política que não se pode contornar facilmente. E aquele que o faça deverá carregar com seu peso e com seu custo.

Nomear um indivíduo como o representante dos cubanos sem que ele seja eleito democraticamente é o mesmo que apoiar o castrismo, ainda mais se esta pessoa não cessa de dar provas, não agora, mas desde antes, de que é uma peça do castrismo fundida nas fileiras da dissidência e da oposição, o que é preciso ser cego para não ver. E no caso em que não seja, coisa que jamais neguei, ela está fazendo o maravilhoso trabalho para o castrismo. Com esses dissidentes teremos castrismo por um montão de anos mais.

Porém, o mais curioso é que a tropa de choque instiga, intriga, mente tanto quanto ela, e desde as tribunas mais importantes, desde colunas da imprensa no exílio, lhe dão as boas-vindas como deram aos próprios Castro, esses Messias! E como a deram aos Nikita Kruschev e quantos russos ou comunistas assassinos se perderam pelo mundo e foram parar na ilha.

Por isso me uno à opinião daqueles que pensam que uma grande maioria de cubanos são seres verdadeiramente desprezíveis, uns idiotas do traseiro (em El Universal estão proibidos os palavrões que são tão bons e do meu agrado), cordeiros que vão ao matadouro com prazer, ao abismo cantando a favor de quem os empurra. Então merecem a todos esses Messias que tanto os reprimiu, criticou, insultou e tratou de tudo, até expulsá-los de seu país como párias.

Que com seu pão o comam, e se depois não têm Alka-Seltzer para digerí-lo, que voltem a se lançar em balsa mas, nesta ocasião, nadando ao contrário.

Tradução: Graça Salgueiro

Tags: Cuba | comunismo | direito | socialismo | notícias faltantes | história, Yoani Sánches, Nikita Kruschev, contrainformação, desinformação, Foro de São Paulo, embargo americano, espiões castristas, governo do PT

ESCÂNDALO DOS PARECERES. Ou: CASO ROSE TEM DESFECHO IMPREVISÍVEL. LULA NÃO FALA SOBRE O ESCÂNDALO QUE ABALOU O BRASIL

Por Aluízio Amorim no blog www.aluizioamorim.blogspot.com

Rosemary e Lula em fotomontagem que circula pelas redes sociais

Responsável por derrubar funcionários graúdos do governo federal, a Operação Porto Seguro da Polícia Federal completou três meses, mas seus resultados permanecem incertos. O caso veio à tona em 23 de novembro, após a PF desmontar um minucioso esquema de fraudes em pareceres técnicos em diversos órgãos federais. A ação criminosa era articulada no coração do governo: encontrava facilidades no gabinete da Presidência da República em São Paulo. Ao todo, seis pessoas foram presas e 24 afastadas. Desde então, pouca coisa avançou: todos os envolvidos estão soltos, a Justiça ainda estuda se receberá a denúncia do Ministério Público Federal e os órgãos federais prosseguem em lenta apuração do envolvimento de servidores. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não fala sobre o caso.

Atualmente, a Controladoria-Geral da União (CGU) monitora sindicâncias e procedimentos administrativos disciplinares (PADs) para investigar desde uma secretária até o comandante da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). São eles: Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo; Paulo Vieira, ex-diretor de Hidrologia da Agência Nacional das Águas (ANA); Rubens Vieira, ex-diretor da Anac. A apuração ainda envolve a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), ligada ao Ministério do Planejamento, o Ministério da Educação (MEC), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Secretaria de Aviação Civil. Os relatórios das auditorias sobre a ANA, a Antaq e o Ibama foram encaminhados nesta semana aos órgãos, que terão dez dias para se manifestar.

Os 24 investigados foram denunciados pelo Ministério Público Federal em São Paulo em meados de dezembro. Os crimes mais comuns são corrupção ativa e passiva e formação de quadrilha. A Justiça Federal do estado determinou a notificação aos acusados no dia 8 de janeiro, mas a etapa ainda não foi concluída. Como alguns envolvidos não estão em São Paulo, o documento tem de passar por outra comarca, o que torna o processo demorado. Após a autuação, os envolvidos terão 15 dias para apresentar defesa prévia - ninguém se manifestou até agora. Ao fim do prazo, a juíza do caso fará a apreciação sobre o recebimento ou não da denúncia do Ministério Público. Leia MAIS

Tags: Operação Porto Seguro, irmãos VieiraLula, Rosemary Noronha, Paulo Vieira, Cyonil, ANAC, Rubens Vieira, INEP, Antaq, Marcela Mattos, Augusto Nunes, José Weber Holanda, Glauco Moreira, Jefferson Carús Guedes, Marcelo Vieira, escândalo dos pareceres

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Não é que eles amem tanto o comunismo… Eles amam mesmo é a ditadura! Não é que essa gente que saiu urrando contra Yoani Sánchez ainda acredite no comunismo. Mas é certo que essa gente ainda acredita na ditadura. Em Cuba ou aqui.

Não é que eles amem tanto o comunismo… Eles amam mesmo é a ditadura!
Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Por que Yoani Sánchez, mulher de aparência frágil, fala doce e textos nada inflamados, provoca a fúria de alguns dinossauros da ideologia mundo afora, inclusive no Brasil? A resposta não é simples. Ainda que as esquerdas contemporâneas tenham mudado a sua pauta, e já não se encontrem mais comunistas de verdade nem em Pequim (restaram alguns apenas nas universidades brasileiras), é certo que elas conservam o gene totalitário e o ódio à democracia e à pluralidade. Herdaram do passado uma concepção de sociedade que as coloca como a vanguarda da história.

Essa vanguarda seria a caudatária legítima de todas as lutas em favor do progresso, da igualdade e da justiça e, por isso, estaria habilitada a conduzir a humanidade para o futuro. Elas se consideram dotadas desse exclusivismo moral — e, em nome dele, tudo lhes seria permitido. Os que não aderem à sua pauta, pouco importa o conteúdo, seriam forças da reação, agentes do atraso, sabotadores do progresso. A história é rica em exemplos. A depender das necessidades, o comunismo internacional ora se alinhou com o nazi-fascismo “contra o imperialismo”, ora com o imperialismo “contra o nazi-fascismo”. Seus comandados defenderam com igual entusiasmo uma coisa e outra e, em ambas, vislumbraram o caminho para a redenção do homem. Afinal, os donos da história sempre sabem o que é melhor para a humanidade.

Esses grandes embates ficaram no passado. Desmoronou também a ambição de se criar um modelo econômico alternativo ao capitalismo. Setenta anos de história bastaram para evidenciar a impossibilidade, restando, a exemplo de Cuba, algumas experiências que vivem de esmagar as liberdades individuais e que se impõem pela violência. O capitalismo fatalmente chegará à ilha hoje tiranizada pelos irmãos Rául e Fidel Castro não porque a história tenha acabado, e esse modelo de sociedade vencido. O capitalismo chegará justamente porque a história não acabou, e o estado comunista fracassou no seu intento de refundar o homem, a economia, a ciência, a natureza e até a metafísica. Não custa lembrar que as esquerdas é que eram partidárias do “fim da história”, não os liberais.

O comunismo fracassou. Curiosamente, aquele “império” ruiu mais com suspiros do que com estrondo, tais eram as suas fragilidades. Não foi o pouco de abertura econômica proporcionada pela era Gorbachev que liquidou com o modelo, mas o pouco de liberdade que ele resolveu inocular no sistema. O totalitarismo é uma doença anaeróbia do espírito. Não convive com o oxigênio da liberdade e do contraditório. Aquilo tudo foi abaixo. A existência de Cuba e da Coreia do Norte é a prova mais evidente de que o comunismo, como a humanidade o conheceu um dia, acabou. Mas as esquerdas sobreviveram com a sua mesma concepção de história.

A despeito de todos os desastres humanitários que já provocaram, continuam a reivindicar o monopólio do humanismo e da verdade e a vender a fantasia de que são as únicas forças moralmente habilitadas a nos conduzir para o futuro. Essa é a razão pela qual a noção de “crise” — entendida como um momento de transformação — é a que mais estimulou, ao longo do tempo, a imaginação dos historiadores e ensaístas de esquerda, a começar do pai original, Karl Marx. Eles julgam saber para onde conduzir a humanidade, ainda que esta, eventualmente, não queira…

Yoani provoca a fúria do governo cubano e dos esquerdistas que se manifestam sem restrições nas democracias (justamente porque o comunismo perdeu…) não porque defenda a economia de mercado — todo esquerdista sabe, hoje em dia, que não há alternativa; não porque esteja colocando em dúvida supostas “conquistas” da revolução — ela é até bastante cordata a respeito. Os furiosos protestam porque Yoani é a evidência de que o exercício da liberdade individual desconstrói a fantasia totalitária, pouco importa em que modelo econômico ela esteja ancorada. E isso vale também para o Brasil.

Vivemos, a despeito dos totalitários em voga, numa regime de plenas liberdades democráticas. É uma conquista da população brasileira, não desta ou daquela forças políticas em particular. Não existe mais em nosso país um embate relevante entre os que defendem e os que atacam a economia de mercado. O mercado venceu porque é a escolha mais eficiente, mais racional e mais adequada às habilidades e às aspirações humanas. Mas permanece, sim, um confronto inconciliável entre os que creditam nas liberdades individuais e os que entendem que estas devam se subordinar aos anseios daqueles que se apresentam ainda hoje como “a vanguarda”.

Aqueles patetas fantasiados de Che Guevara que hostilizaram Yoani, a absurda participação de um funcionário graduado do governo na conspirata armada pela embaixada cubana, as grosserias que contra ela desferiram parlamentares de esquerda, tudo isso é a evidência não de amor pelo comunismo, mas do ódio à liberdade. Com a sua simplicidade, com a sua verve mais tímida do que encantatória, com algumas formulações muitas vezes óbvias sobre o que é ser livre, Yoani não trouxe à luz apenas as violências do regime político cubano; ela conseguiu denunciar também as tentações totalitárias que ainda estão muito vivas no Brasil. Não é que essa gente que saiu urrando contra ela ainda acredite no comunismo. Mas é certo que essa gente ainda acredita na ditadura. Em Cuba ou aqui.

Tags: Cuba, democracia, liberdade individual, Yoani Sánchez, Che Guevara, ditadura cubana, petismo, ditadura petista, governo do PT, marxismo, Coreia do Norte

YOANI SÁNCHEZ: "FIDEL GOSTAVA DA REPRESSÃO COMO 'SHOW'. RAUL CASTRO NÃO DEIXA RASTRO". Cuidado com a cubana socialista Yoani Sánchez

Yoani Sánchez: “Fidel gostava da repressão como ‘show’, Raúl não deixa rastro”
Escrito por India Manana e publicado no site www.midiasemmascara.org

Que Yoani aproveite para falar de como vivem hoje os cubanos: a insalubridade, as epidemias de dengue e cólera, as drogas, a prostituição, a violência nas ruas e lares. E que denuncie os casos concretos de repressão.

Até aqui em Havana Velha repercutiu a notícia de que a senhora Yoani Sánchez disse ontem no Brasil o seguinte: “Fidel gostava da repressão como show, Raúl não deixa rastro”. Louvado seja! Uma autêntica pérola!

Raúl Castro não só participou dos fuzilamentos e assassinatos políticos desde 1º de janeiro de 1959, como deu a ordem para derrubar os aviões monomotores dos Hermanos al Rescate. Desde que está no poder, nomeado a dedo por seu irmão, morreram e foram assassinados sob suas ordens os seguintes opositores: Orlando Zapata Tamayo, Wilfredo Soto, Laura Pollán, Miguel Valdés Tamayo, Wilmar Villar Mendoza, Oswaldo Payá, Harold Cepero.

Zapata (que Yoani deveria aproveitar e mencioná-lo, pois amanhã (24) completa 3 anos de sua morte), Soto, Wilmar e também Laura, cuja morte não se pode separar da repressão. Payá e Cepero, duas mortes que pedem a gritos uma investigação internacional, que ela nem sequer mencionou. E foi com Raúl quando as Damas de Branco sofreram os mais violentos atos de repúdio, foram mais ofendidas, avassaladas e golpeadas. Que tipo de “civilista” não pode suportar a base de Guantánamo, mas não é capaz de ser sincera e reconhecer que disse o que disse no Congresso brasileiro porque é o que pensa e sente? Em vez de dizer publicamente que se “equivocou” e pedir perdão, sabendo que domingo faz 17 anos da derrubada dos aviões dos Hermanos al Rescate, diz que “não souberam interpretar suas palavras”, que foi uma “ironia”, mas o vídeo a desmente de cabo a rabo. Os de Miami lhe dão a “medalha da liberdade” e a recebem com bandas e fanfarra. Um dia se arrependerão.

Ou será que com essa frase quis dizer que Castro II não deixa rastro quando assassina? Se foi nesse sentido, não se equivocou.

Ela não se dá conta de que não representa a nenhum grupo político em Cuba, que não é analista política?Pelo contrário, está demonstrando que em política é zero, deveria se concentrar em aspectos relacionados com os blogs e o jornalismo e, sobretudo, que aproveite para falar de como vivem hoje os cubanos: a insalubridade, as epidemias de dengue e cólera, as drogas, a prostituição, a violência nas ruas e lares. E que denuncie os casos concretos de repressão, como o de Sonia Garro e seu esposo, presos desde 21 de março de 2012 e o do jornalista independente Calixto Martínez, preso desde setembro de 2012, sobretudo porque supõe-se que ela foi eleita membro da “Comissão de Liberdade de Expressão” da SIP para defender os blogueiros e jornalistas independentes cubanos, e não para ficar lançando as castanhas no fogo ao regime cubano, que é o que está fazendo.

Nota da tradutora:
Segue um vídeo para que se conheça quem são o que foi o “Hermanos al Rescate”, dos quais doña Yoani não disse nada no Brasil.


Tradução: Graça Salgueiro

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