quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O GOVERNO REPRESENTA UM PERIGO TANTO PARA A LIBERDADE QUANTO PARA A PROSPERIDADE. A VITÓRIA DE BARACK OBAMA AUMENTOU ESSE PERIGO. Ou:

A decisão de 2012 e a economia
Escrito por Jeffrey Nyquist* e publicado no sítio www.midiasemmascara.org

É um fato histórico inegável o perigo que o governo representa tanto para liberdade quanto para a prosperidade. Mesmo os freios e contrapesos (checks and balances) do nossos sistema político nem sempre são suficientes para conter o avanço da mão estatizante do governo. Até a Constituição dos Estados Unidos parece, neste momento, um instrumento totalmente desguarnecido para prevenir a negação dos direitos de propriedade ou a aprovação de leis arbitrárias. E agora que os Estados Unidos estão muito próximos de uma grande eleição, alguns de nós estremecemos ante a visão do panorama vindouro. Dado que todas as percepções tradicionais da constituição estão se corroendo e desaparecendo e a intervenção do governo no setor financeiro tornou-se difusa, não podemos supor que o sistema tem muito tempo de sobra.

No livro Liberalismo segundo a tradição clássica, o economista austríaco Ludwig von Mises escreveu: “Todos aqueles que detenham posição de poder político, todos os governos, todos os reis e todas as autoridades republicanas têm sempre encarado, com desconfiança, a propriedade privada. Há, em todo poder governamental, uma tendência inerente de não reconhecer limitações ao seu campo de ação, e de estender, o mais possível, a esfera de seus domínios”. E precisamos admitir que o governo dos Estados Unidos, sob os dois grandes partidos, tem movido continuamente em direção à violação dos direitos de propriedade. Muitas das crises que ocorrem hoje foram causadas ou exacerbadas pela intervenção governamental – da bolha no mercado de imóveis à crise do débito. Mas quanto o governo é responsável? É verificável que a cada rodada de acontecimentos o governo ganha mais poder ao fim de uma crise enquanto a liberdade de mercado é cada vez mais desrespeitada. A justificativa oficial é que a economia ficou descontrolada e algo deve ser feito para prevenir esse colapso total.

Na verdade é o governo que ficou descontrolado e a mutilação econômica que vemos nos dias de hoje é um reflexo disso. É um reflexo das muitas regras, taxações e demasiada intervenção. “Se ao menos a propriedade privada não estivesse no caminho!” escreveu sarcasticamente Mises sobre a mentalidade intervencionista.

Quais são os males associados à propriedade privada? Simples, é o fato da propriedade privada significar um santuário ao qual o indivíduo é livre do controle dos funcionários do governo. Aqui a casa de um homem é sacrossanta. Seu negócio é sacrossanto. Suas relações econômicas são sacrossantas. É nisso que reside o maior obstáculo para o poder absoluto. Quanto aborrecimento isso causa àqueles que não possuem nada que seja inviolável, cuja arrogância pretende controlar tudo e todos; pessoas que ardorosamente acreditam, sem o mínimo de humildade, que sabem o que é melhor. Com tais pessoas em volta, a propriedade privada deve, inevitavelmente, ser demonizada. E assim por diante.

A eleição de 2012 é às vezes apresentada como uma disputa entre duas ideias divergentes de governo. De um lado, há o suposto Partido do Capitalismo. Do outro há o Partido do Socialismo. Talvez a verdade seja melhor dita dessa maneira: ambos os partidos estão atendendo às demandas mais baixas para uma população que está cada vez mais cheia de direitos e narcisista. Os dois candidatos prometem benefícios para os eleitores – benefícios comprados e pagos à custa de empréstimos e desvalorização da moeda ou pela taxação que nos levará à uma nova Idade das Trevas.

Não se preocupe, se tudo entrar em colapso, o governo salvará você. Mas o governo tem causado o colapso, e deste modo, ele não pode salvar-se de si mesmo. No caso da moeda inflacionar ou nossa intimidação nuclear falhar, nossos sistema pode colapsar. O que o governo fará então? E como o governo vai pagar por ter feito isso?

*Publicado no Financial Sense.

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