domingo, 18 de novembro de 2012

Metaforicamente falando, os Estados Unidos estão afundando. O navio estatal está acentuadamente inclinado para um lado (acentuadamente o esquerdo). Ou:

O desfile não acabou
Escrito por Jeffrey Nyquist e publicado no site www.midiasemmascara.org

De acordo com Le Bon, “sufocar a competição (…) como propõem os socialistas, pode levar apenas a paralisar as principais alavancas da presente era”. Como o socialismo é uma religião, não se permitirá que nenhuma objeção prática fique no caminho da sua realização.

Metaforicamente falando, os Estados Unidos estão afundando. O navio estatal está acentuadamente inclinado para um lado (notadamente o esquerdo). Muitos acreditam que estaremos debaixo d'água antes que chegue o próximo pleito. Por esse motivo, há passageiros que querem abandonar o navio. De acordo com o periódicoThe Daily Caller, o site da Casa Branca está “inundado com petições de secessão advindas de 20 estados”. Certamente, esses peticionários estão esquecendo das palavras do Juramento de Fidelidade, onde se diz: “... uma Nação sob Deus, indivisível, com liberdade e justiça para todos”. Igualmente, o governo pode ser acusado de ter esquecido a “liberdade e justiça para todos”. E praticamente todos esqueceram a parte onde é dito que estamos “sob Deus”[1].

Após os resultados da eleição da semana passada, Donald Trump supostamente tuitou: “Devemos fazer uma revolução neste país!”; slogan semelhante é seguido pelos financeira e politicamente frustrados. Ao mesmo tempo, contudo, o partido que reivindicou a vitória na eleição não é necessariamente o vencedor de alguma coisa, pois a Casa Branca hoje em dia é um prêmio de consolação, aparentemente dado como uma piada em reconhecimento a uma terrível performance. O que resta é presidir sobre uma grande descendente. Com a Europa em crise e as dívidas acumuladas em todos os lugares que se olha, não há para onde ir.

Como os leitores desta coluna sabem, ultimamente eu fiquei fascinado com o livro The Psychology of Socialism de Gustave Le Bon. Publicado pela primeira vez em 1898, Le Bon ofereceu alguns prognósticos relacionados à nossa época. Ele disse que o triunfo do socialismo era inevitável. Mas ele também disse que o socialismo não duraria muito. A razão do triunfo socialista pode ser constatada na produção em massa de pessoas desadaptadas e na paparicação dos degenerados. Subsequentemente, o fracasso do socialismo surgiria no empoderamento desses mesmos degenerados.

Curiosamente, Le Bon acreditava que os Estados Unidos eram particularmente propensos ao que ele chamava de “o futuro ataque dos desadaptados”; mais até que a Europa, pois as causas de inveja e ressentimento são mais salientes na sociedade americana por conta do seu mecanismo político. Ademais, ele explicou que os Estados Unidos eram racialmente divididos e isso poderia ter implicações no futuro recrutamento do socialismo revolucionário. Ele vaticinou que uma vasta maioria da população negra da América, por conta do mau tratamento sofrido no passado, poderia ser tentada a participar de uma revolução socialista. Se essa tal divisão trágica ocorresse, Le Bon avisou que os “anglo-saxônicos da América […] conseguirão superar os perigos que os ameaçam, mas isso será conseguido ao custo de um conflito mais destrutivo do que qualquer outro registrado na história”.

Todo americano deve estremecer ao ouvir tal predição se considerar os acontecimentos recentes e o modo pelo qual o assunto racial tem sido usado em conexão com os programas socialistas dos Estados Unidos. Após ter feito tal predição, Le Bon recuou dizendo que a sociologia ainda não tinha capacidade para fazer predições totalmente certas sobre o futuro por não ser uma ciência. Mas segundo ele, há algumas verdades desveladas que devem estar contidas no futuro. Em geral, ele explicou, “podemos ter pouca influência no presente, porque o presente é o desenrolar de um passado que nada se pode fazer para mudá-lo”. Ele também aponta em seguida que o observador atento “está bem fundamentado ao dizer que essas nações que estão em plena decadência continuarão em seu declive”. A consequência desse declive é o socialismo e a “completa subversão das instituições nas quais nossas civilizações repousam...”. A catástrofe vem logo a seguir, com naturalidade. “Essas predições são de um caráter muito generalizado”, disse Le Bon, “que talvez tenham pouco em comum com aquelas verdades simples e eternas que chamamos de platitudes”.

Em outras palavras, a ascendência e o sucesso do socialismo segue-se após o alastramento da nossa decadência assim como a noite vem depois do dia. E se qualquer um quiser negar a decadência do atual estado social, não serão fatos ou argumentos que os convencerão – que giram em torno da posição ocupada por eles no olho desse mesmo furacão. Quanto ao futuro do socialismo, Le Bon observou que “boa parte das aspirações socialistas estão em direta contradição com as necessidades que governam o mundo moderno, de modo que sua realização poderia nos levar aos períodos mais baixos pelos quais a sociedade passou tempos atrás”.

A competição é a principal lei da sociedade humana e da economia de mercado. Não se pode criar uma forma alternativa de sociedade eliminando a competição, como querem os socialistas. De acordo com Le Bon, “sufocar a competição (…) como propõem os socialistas, pode levar apenas a paralisar as principais alavancas da presente era”. Como o socialismo é uma religião, não se permitirá que nenhuma objeção prática fique no caminho da sua realização. “É por essa razão”, continuou Le Bon, “que o socialismo constitui o mais formidável dos perigos que até agora ameaçaram as sociedades modernas”.

Uma revolução socialista envolveria a destruição da riqueza e também poderia envolver a destruição das pessoas. Deve ser lembrado, além disso, que todas as revoluções são desencadeadas por aqueles que estão no poder. “As ordens para as revoltas sociais sempre vêm de cima, nunca de baixo”, escreveu Le Bon. O socialismo, segundo ele, é um estado mental que ele caracteriza como “um humanitarismo emocional” que começa com bons sentimentos e termina “na guilhotina”. É o humanitarismo emocional que faz com que as “classes dominantes” percam a fé nas velhas leis e tradições pelas quais a civilização foi construída. Essa perda de fé culmina em uma transição de uma forma de religião para outra.

Em outro lugar, Le Bon disse que a “Providência Estadista tornou-se herdeira da Providência Divina...”. Conforme ele explicou, a religião socialista estava então esperando pela vinda dos seus deuses. Isso foi em 1898. Agora temos diante de nós um desfile de açougueiros e demagogos como Lênin e Stálin, Hitler, Mao e Pol Pot. E esse desfile não acabou. Aqui nos Estados Unidos ele está apenas começando.

Terminarei com uma citação do livro We Are Doomed de John Derbyshire: “Está mais ou menos implícito que o empreendimento privado existe para alimentar o behemoth do setor público”.

E assim por diante.

Nota:
[1] “...one Nation under God”. Nesse caso, o termo under traduzido de modo contrato para “sob” significa “sob a proteção de” ou “protegida por”. (N.T.)

Tradução: Leonildo Trombela Júnior

Tags: socialismo | comunismo | cultura | Estados Unidos | economia | movimento revolucionário | história | ideologia | revolução

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