sábado, 20 de outubro de 2012

ESTAMOS DIANTE DA FARSA DAS PESQUISAS, DA FARSA DOS RESULTADOS DA URNA ELETRÔNICA OU DA FARSA DAS PRÓPRIAS ELEIÇÕES?

Nas eleições de 07/10/2012, houve resultados discordantes das pesquisas prévias em muitas capitais. Curitiba, São Paulo e Manaus são exemplos em que o resultado da urna eletrônica não confirmou as pesquisas de semanas anteriores ou da boca de urna (Veja aqui alguns exemplos).

A crítica sempre considera resultados proclamados pelas urnas eletrônicas como reais e como prova de que as pesquisas erraram. É provável que seja esse o caso, mas vamos pensar um pouco mais e aventar outra possibilidade. Será que o resultado da urna é confiável?

Pois é. Nas eleições da Venezuela, realizadas no mesmo dia 07/10/2012, as pesquisas indicavam empate entre Hugo Chávez e Capriles, o único candidato da oposição. Mas as manifestações da oposição sem dinheiro público juntavam mais eleitores que as manifestações do tirano que forçou militares e funcionários públicos a vestirem camisa vermelha e a participarem das manifestações do patrão. Ficou evidente que a oposição tinha mais votos. Mas Chávez afirmava que venceria a eleição com boa vantagem.

A ver pelos institutos de pesquisa daqui, é lógico que os institutos de lá também venderam resultados ao governo. Não é diferente aqui no Brasil. Os institutos de pesquisa vendem resultados a candidatos do governo federal e, em alguns casos, do governo estadual. Particulares não têm cacife para pagar pesquisas fraudulentas.

Na Venezuela, o resultado da urna eletrônica enquadrou-se na previsão do tirano. Aproximadamente 55% a 45% a favor de Hugo Chávez. Há indícios de que o governo emitiu de 5 milhões de documentos falsos que produziram o mesmo número de eleitores governamentais. A urna eletrônica só serviu para emitir o resultado desejado e a eleição foi uma farsa. A oposição, com medo de represálias, ao invés de protestar de imediato, espera vencer a eleição que haverá depois da morte do ditador socialista.

No Brasil, os resultados das urnas eletrônicas não confirmam as pesquisas. Foi erro de pesquisa ou foi a urna que forneceu resultado diferente do real? Quem controla o resultado da urna eletrônica no Brasil? Em 2010, o Presidente do TSE foi o Ministro Lewandowski, mas não se sabe a pessoa que controlou aquele resultado que teria saído das urnas.

A Dilma teve seu percentual de votos elevado de 1% para 55% pelos institutos de pesquisa. A metodologia foi elevar de 1% para 4%, depois para 7%, 10% e a 55% no dia da eleição. A elevação era sempre dentro da margem de erro. Gradativamente alguém vai sendo favorecido até próximo do resultado necessário. Se faltar um pouco, a urna eletrônica completa em favor do governo.

O resultado da urna confirmou às pesquisas prévias, mas tanto as pesquisas quanto o resultado anunciado pelas urnas eletrônicas podem ter sido fraudulentos. Não precisa alterar o resultado onde a alteração não parecerá crível. Também é possível inflar resultados positivos como no Nordeste e Norte. Aumenta-se 10% no Nordeste, onde as pesquisas indicavam 75% e se pode deixar resultados reais no Sul. Outras alternativas existem dependendo da orientação das pesquisas realizadas com dinheiro indiretamente governamental.

Em 2008, houve casos ou caso de candidato a vereador que não encontrou nenhum voto na urna que ele havia votado em si mesmo. Por isso, os legisladores aprovaram a Lei do Voto Impresso. Veja o texto comentado da Lei 12.034/2009 AQUI.

Em 2010 e 2012, houve muitos resultados discordantes das pesquisas, mas também é possível que houve resultados apenas confirmadores das pesquisas inverídicas que favoreciam candidatos governistas. Por que os controladores das urnas não admitem o voto impresso que é lei para as eleições de 2014? Mesmo que admitam, a Lei 12.034/2009 só admite a impressão de uma amostra de 2% dos votos, mas é necessário que todos os votos sejam impressos possibilitando recontagem ou auditorias.

Quem controla as urnas eletrônicas no Brasil? Será que há alguém vendendo resultados de eleição? Nenhum outro país usa a urna eletrônica, a não ser o do Chávez que a implantou em 2012. Alguém duvida do interesse do tirano em fraudá-la mais facilmente?.

Minha opinião é que a urna eletrônica favorece às três hipóteses do título deste artigo. É preciso extingui-la ou torná-la possível de ser auditada por intermédio da impressão de todos os votos. Por isso, peço àqueles que pensam no futuro do Brasil: Assinem a proposta de lei de iniciativa popular da Ana Prudente tornando todos os votos impressos e, consequentemente, que todas as urnas possam ser auditadas.

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