quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O esquerdista não é só um revoltado contra a ordem capitalista ou a "sociedade de classes". Ele não quer ou não aceita a liberdade dada por Deus e se revolta profundamente contra a sua própria natureza humana imperfeita. Ou:

Sobre Hobsbawm
Escrito por Rodrigo Sias* e publicado no sítio www.midiasemmascara.org
O comunismo não é só uma revolta contra a ordem capitalista ou a "sociedade de classes". É sim, a não aceitação do livre arbítrio e uma revolta profunda contra a natureza humana imperfeita.

A doutrina do pecado original possui dois sentidos analíticos muito interessantes. O primeiro mostra o que talvez seja a maior contribuição de Aurélio Agostinho, o Santo Agostinho, um dos mais interessantes pensadores da civilização ocidental: a questão do livre arbítrio e da origem do mal.

Segundo Agostinho, a humanidade, representada por Adão e Eva, foi dotada pelo Criador da capacidade de escolha. O pecado original simbolizaria a ideia de que os homens nascem bons, mas podem optar por não praticar o bem. Os homens podem ser generosos, mas sempre terão que lutar contra seu ímpeto egoísta. Ou seja, a liberdade poderia ser usada tanto para escolhas certas, como para escolhas erradas.

Nesta visão, o mal e as injustiças são originados do (mau) uso do livre arbítrio. E seria da natureza imperfeita do homem ceder às suas paixões. O segundo sentido analítico é o ato de rebelião, comer a "maçã proibida", não só contra o Deus bíblico, mas em uma interpretação mais geral, contra a ordem natural das coisas. Mas o que isso tem a ver com Eric Hobsbawm?

Falecido há algumas semanas, Hobsbawm foi um historiador marxista de prestígio. Li alguns de seus livros badalados tais como "A Era das Revoluções" e "A Invenção das Tradições". Inegavelmente, seus livros eram ricos em dados e fontes e de agradável leitura.

No entanto, sua análise continha um vício de origem comum a toda interpretação marxista: visava "transformar o mundo" ao invés de "interpretá-lo". Toda a sua obra foi uma "crítica ao sistema", escrita com o intuito de fornecer elementos para tornar o mundo "melhor".

Aqueles que objetivam tornar o "mundo melhor", não aceitam que as mazelas não são causadas por um "sistema opressor", por "capitalistas", ou qualquer outro "inimigo da humanidade" de ocasião. Assim, são contrários a Agostinho, para quem as injustiças são o resultado do livre arbítrio e da própria natureza humana imperfeita.

O comunismo advoga a construção de um "mundo sem opressão" e "sem classes" através da elaboração do "Paraíso na Terra" e da criação do "novo homem". O comunismo, portanto, não é só uma revolta contra a ordem capitalista ou a "sociedade de classes".

É sim, a não aceitação do livre arbítrio e uma revolta profunda contra a natureza humana imperfeita. A aplicação empírica deste pensamento resultou em regimes comunistas responsáveis - em estimativas mais contidas - por 100 milhões de mortes.

Trata-se de uma cota de sofrimento maior que todas as guerras e calamidades somadas sofridas até então pela humanidade. Mesmo assim, intelectuais como Hobsbawm não desistem dessa utopia macabra.

Curiosamente, eles são justamente os que mais se beneficiam do bem-estar e do progresso possibilitados pelo "sistema opressor". Hobsbawm insistiu na "utopia" até o fim: seu revisionismo histórico foi sempre em relação aos meios - criticados de forma comedida, como se fossem meros "desvios" - e nunca em relação aos fins últimos do comunismo, ou seja, mudar à força a natureza humana.

Seu último livro "Como mudar o mundo" (coletânea de textos sobre Marx e o marxismo) mostra que Hobsbawm não aprendeu nada com a história. A verdade é que o mundo estaria muito melhor se houvesse menos gente tentando torná-lo "melhor". Ao invés de mudar o mundo, seria melhor que tentassem modificar a si mesmos.

Publicado no jornal Brasil Econômico.

*Rodrigo Sias é economista do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A esquerda (ditadura socialista) e o muçulmano querem o paraíso na terra (sem Deus), mas Cristo (Deus), cujo reino não é deste mundo disse que o paraíso está no céu. Por isso, a esquerda cristã americana (Partido Democrata) permite perseguição anticristã e as ditaduras muçulmanas assassinam cristãos. Ou:

A hipocrisia humanitária da esquerda cristã
Escrito por Raymond Ibrahim* e publicado no sítio www.midiasemmascara.org

No momento em que cristãos estão sendo perseguidos severamente em todo o Oriente Médio graças à farsesca “primavera árabe”, a esquerda cristã levanta-se justamente contra Israel, o único país da região no qual existe verdadeira liberdade religiosa.

O uso de dois pesos e duas medidas para qualificar quem é o oprimido merecedor de ajuda está em crescimento. Duas histórias recentes mostra isso claramente:

Primeiro, uma matéria relatou por meio das palavras da Coalizão Turca da América o “contínuo interesse turco em expandir os negócios e laços culturais com a Comunidade dos Índios Americanos” e “o interesse turco em construir pontes para comunidades americanas nativas país afora”. O congressista republicano Tom Cole (Oklahoma) até introduziu um projeto de lei que daria aos turcos direitos especiais e privilégios nas áreas tribais dos nativos americanos sob o argumento de que “esse projeto de lei trata-se de uma ajuda aos índios americanos”, além de “ajudar os habitantes originais do novo mundo, que é exatamente o que essa lei fará”.

A própria ideia do governo islâmico da Turquia estar interessado em “ajudar os índios americanos” já é um disparate, tanto do ponto de vista histórico quanto contemporâneo. No século XV, quando os europeus estavam descobrindo as Américas, os muçulmanos turcos estavam conquistando e matando cristãos na Europa (e é evidente que esse era o motivo principal pelo qual os europeus começaram a velejar em direção oeste). Se os primeiros colonos europeus lutaram e mataram os nativos só recentemente, a Turquia cometeu um genocídio em massa contra os cristãos armênios. E enquanto os Estados Unidos fizeram compensações aos nativos indígenas, os turcos não só negam o holocausto armênio como continuam a abusar e perseguir nativos cristãos.

Resumidamente dizendo, se os turcos estão querendo ajudar os marginalizados e oprimidos, deveriam começar a fazer isso em casa.

Mas é claro que a Turquia está apenas querendo ajudar a si mesma; os índios americanos são meras ferramentas de infiltração. Não é preciso pensar muito no perigo que representa milhares de muçulmanos turcos se estabelecendo em áreas semiautônomas dentro da América e trabalhando bem próximos de uma minoria que guarda rancor contra os EUA.

Portanto, se é possível entender as tramoias turcas, o que fazer com outro relatório recente? Quinze líderes de variadas denominações cristãs, compostas majoritariamente de protestantes – incluindo luteranos, metodistas e UCC (United Church of Christ) – pediram ao Congresso para que ele reavalie a ajuda americana para Israel, pois “a ajuda militar servirá apenas para sustentar o status quo e a ocupação militar israelense em territórios palestinos”

Esses são os mesmos líderes cristãos que não disseram uma única palavra a respeito da desenfreada perseguição de milhões de cristãos em todos os cantos do mundo islâmico – perseguição essa que faz com que a situação palestina seja insignificante se for comparada.

Se os muçulmanos são subjugados em terras israelenses, pelo menos é possível argumentar que os judeus estiveram lá milênios antes dos muçulmanos conquistarem Jerusalém no século VII. Por outro lado, milhões de cristãos – pelo menos 10 milhões apenas no Egito, ou seja, os coptas nativos – têm sofrido em sua própria terra natal por 14 séculos desde que os islâmicos chegaram lá com suas espadas.

Isso é algo que não pode tampouco ser limitado pela visão histórica: do oeste da Nigéria até o leste do Paquistão, cristãos estão sendo, neste exato momento, presos por apostasia e blasfêmia; suas igrejas estão sendo bombardeadas ou queimadas; as mulheres e crianças estão sendo sequestradas, escravizadas e estupradas. Para se ter uma ideia, veja meu periódico mensal Muslim Persecution of Christians, onde eu acumulo mensalmente dúzias de breves narrativas dessas histórias de perseguição – cada uma delas, se fosse com um palestino, seria manchete mundo afora; mas como se trata apenas de cristãos “fora de moda” que estão sofrendo essas atrocidades, a atitude perante eles é de negligência.

Além disso, os cristãos palestinos também não estão imunes a esse fenômeno: recentemente, um pastor comentou que a “animosidade em relação às minorias cristãs em áreas controladas pela Autoridade Palestina tem aumentado. As pessoas estão sempre dizendo [aos cristãos]: converta-se ao Islã, converta-se ao Islã.”

Entretanto, o Comitê Judaico Americano, que estava “ofendido pelo pedido dos líderes cristãos”, fez a coisa certa e disse: “No momento em que a liberdade religiosa e a segurança dos cristãos estão ameaçadas por todo o Oriente Médio por conta das repercussões da “Primavera Árabe”, esses líderes cristãos escolheram dar início a uma polêmica contra Israel, justamente o país que protege a liberdade de expressão religiosa dos cristãos, muçulmanos e demais religiões”.

Sob qualquer aspecto, as atuais atrocidades que estão sendo cometidas contra cristãos por todo o mundo muçulmano são muito mais ultrajantes e merecedoras de atenção para a busca de uma solução do que a tão falada “questão palestina”. Aliás, o tratamento israelense dado aos palestinos, alguns dos quais, como o Hamas, declaram abertamente a intenção de erradicar o estado judaico é em grande parte baseada no que se foi dito acima: Israel sabe da animosidade inata do Islã para com os não-muçulmanos e não deseja estar sob o jugo deles, daí as medidas que toma para continuar a existir.

Finalmente, há uma considerável ironia em se tratando das diferenças entre os muçulmanos turcos e os cristãos liberais [NT.: liberal no sentido de “defensor das ideias de esquerda”] dos EUA: enquanto o primeiro usa da hipocrisia para delegar poder ao Islã, o segundo usa da hipocrisia para enfraquecer o cristianismo, mesmo inconscientemente. Assim como os liberais americanos se esforçam para se dissociar da herança europeia – vendo-a como raiz de todos os males, e lutando avidamente pelos direitos dos não-brancos como os índios americanos – os cristãos liberais americanos estão lutando para se dissociar da herança cristã, lutando avidamente pelos direitos dos não-cristãos, o que explica o interesse pelos muçulmanos palestinos.

E enquanto tudo isso acontece, o grupo religioso que é de fato perseguido em todos os cantos do mundo islâmico – ou seja, os cristãos – é devotamente ignorado pelos hipócritas humanitários.

*Raymond Ibrahim integra o Middle East Forum, presidido por Daniel Pipes, e é “Shillman Felow” no David Horowitz Freedom Center.

Publicado no site da FrontPage Magazine.

Tradução: Leonildo Trombela Júnior

terça-feira, 30 de outubro de 2012

MAIS A PETRALHADA GRITA, MAIS ANIMADO EU ME SINTO PARA A BATALHA DA RAZÃO!

Mais a petralhada grita, mais animado eu me sinto para a batalha da razão!
Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Já me referi aqui ao enxame de vespas assassinas que tentaram invadir o blog: “Aí, hein? E agora?” E agora o quê? Agora eu vou continuar a escrever. E, como se pode notar, em quantidade até superior ao que vinha fazendo porque eventos assim me estimulam. Quando algo me desagrada — como é o caso da eleição de Fernando Haddad e da pletora de análises cretinas que li, ouvi e a que assisti —, sou mais produtivo do que quando me agrada. Aliás, acho esse um bom princípio, que faz a humanidade avançar. Há sempre um quê de ocioso, de improdutivo e até de reacionário nas celebrações, não é? O seu extremo negativo é o saque, a depredação, a razia. O seu extremo positivo é a orgia dionisíaca. Em qualquer dos dois casos, falta a razão severa que contém os apetites e o saudável pessimismo que conduz à prudência. A vida sem contratempos seria um gozo permanente e, intuo, aborrecido. Acho que as virtudes de uma existência assim se esgotam quando abandonamos o seio materno. Depois disso, queridos, é só luta renhida.

Escrevo, sim, e escrevo com gosto, na contramão de certos consensos porque não tenho satisfações a prestar àqueles que se pretendem meus juízes, ora bolas! Tampouco me deixo patrulhar pelo sentimento de culpa que os petistas pretendem inculcar nos grandes veículos de comunicação, permanentemente acusados de ter preconceito contra o partido. Intimidados pelo clamor militante, alguns deles resolvem provar, então, que seus detratores estão errados, fazendo-lhes a vontade. Comigo, esse tipo de coisa não funciona porque não reconheço a legitimidade daquele tribunal — e os petralhas, até onde se sabe, não reconhecem a legitimidade do STF, não é mesmo? Eu faço o contrário: provo que eles estão errados atuando contra a sua vontade.

Assim, além de não reconhecer a autoridade daqueles juízes e de não me sentir compelido a provar a minha “inocência”, declaro, adicionalmente, que não alimento preconceito nenhum contra o PT. Eu discordo mesmo é dos conceitos, ora essa! Rejeito é a visão de mundo do partido. Por que não posso fazer as minhas escolhas sem ter de me desculpar por isso? Em que mundo vive essa gente?

Recuso o seu entendimento do que seja Justiça, e os episódios ligados ao mensalão — incluindo a pancadaria promovida pelos fascistoides de José Genoino — deixam claro de maneira eloquente os motivos. Na sua visão de mundo, um tribunal pode se orientar de acordo com a Constituição e com os códigos legais desde que não condene seus partidários. Se o fizer, eles passam a gritar: “Tribunal de exceção!”.

Rejeito o seu modo de disputar eleições, que só entende a linguagem da sujeição dos aliados e da destruição do adversário, que pode passar a ser um amigo no dia seguinte (como ocorre agora com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab) — desde que faça tudo direitinho e que reze segundo a cartilha da hegemonia elaborada pelo partido. Excomungo o seu jeito de entender as alianças políticas. A exemplo de outras legendas, pouco importa a identidade ideológica, de propósitos, de anseios. Não inova nisso. Mas só o petismo tenta transformar esses arreganhos fisiológicos numa categoria política superior: tudo seria feito tendo em vista os mais altos propósitos do Brasil, dos brasileiros e da humanidade. Repilo a sua concepção de democracia, que entende que o partido não tem de servir à sociedade, mas o contrário. Já escrevi aqui: eles querem uma OAB do PT, um sindicalismo do PT, uma economia do PT, uma cultura do PT, uma arte do PT… Execro sua visão autoritária e intolerante, incapaz de conviver com a crítica — de longa tradição da imprensa brasileira que se respeita — e sempre ocupada em buscar mecanismos oblíquos de censura. Abomino o uso descarado que faz o partido dos bens públicos em benefício dos seus e do seu projeto de poder, como se viu outra vez nesta eleição.

Publico na homepage um texto sobre este incrível José Eduardo Cardozo, que dizem, para escândalo do bom senso, ser pré-candidato a uma vaga no Supremo Tribunal Federal. De maneira desabrida, sem limites, sem pejo, sem meios tons, usa episódios de recrudescimento de violência em São Paulo para fazer política partidária. Afirma que o estado vem recusando ajuda federal, o que é mentira, como mentirosas eram as afirmações de Fernando Haddad, que acusava a gestão Kassab de ter se negado a fazer parcerias. Isso valia, claro, até o dia 27… No dia 28, o PT já dava tratos à sua aliança com… Kassab — que já se desenhava nos bastidores.

Política e políticos assim não me servem e não servem ao país — estejam em que partido estiverem, é bom deixar claro! Se o petismo ocupa mais o meu tempo nas críticas, é porque, reitero, só essa turma tenta transformar a sem-vergonhice explícita numa categoria superior de pensamento. O fato de outros deixarem explícito o seu oportunismo não muda a sua qualidade, é evidente; o fato de o PT tentar enobrecê-lo só acrescenta hipocrisia ao que é ruim em si.

Eu me pergunto: que tipo de gente, que tipo de mentalidade, que tipo, em suma, de caráter usa um caso tão grave e tão dramático como a violência para fazer puro proselitismo e para começar a jogar o xadrez da sucessão estadual? Estamos falando de vidas humanas; estamos falando da tranquilidade (ou desassossego) das famílias; estamos falando da vida de milhares de policiais, da de seus filhos, mulheres, mães… Cardozo acha mesmo que tem o que oferecer aos paulistas? Não é pelos jornais que ele deve fazer esse debate. O PT está no poder há 10 anos. Qual é o seu grande programa, afinal, de combate à violência?

É com esse tipo de gente que alguns esperam que eu condescenda? Não há o menor perigo de isso acontecer! E eu critico, sim! Sem culpa, sem trégua, sem pedir desculpas. Para os petistas, o mundo se divide em duas categorias: os que estão com eles e se subordinam a seus desígnios e os inimigos. E eu, definitivamente, não estou com eles porque não me subordino a partido nenhum nem reconheço seus tribunais, eles sim, de exceção!

Eles podem tirar o cavalo da chuva! De onde tirei este texto, posso tirar outros 200 mil, outros 200 milhões, deixando claro por que repudio a sua física e a sua metafísica do poder.
Texto publicado originalmente às 5h53Por Reinaldo Azevedo

Tags: petralhas, governo do PT, Hegemonia do PT, Justiça do PT, Eduardo Cardozo, STF ditadura petista

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

VEJA FOTO DE CRISTÃOS QUEIMADOS VIVOS. DIVULGUE ESSA IMAGEM, MAS NÃO A DIVULGUE COMO SENDO PERSEGUIÇÃO ANTICRISTÃ ANTE A INEXISTÊNCIA DE PROVAS

Amigos: Escrevo hoje, 02/11/2012, adendo à foto que divulguei (abaixo) como sendo de cristãos queimados e de perseguição anticristã. A foto é verdadeira, mas a informação de que é perseguição cristã é duvidosa. Segundo pesquisa (na internet) a foto é resultado de um caminhão tanque que explodiu no Congo e dizimou aproximadamente vinte casas e matou a maioria dos que assistiam a um filme em um cinema das vizinhanças.

A história contada por órgãos oficiais do Congo e publicada nos jornais Estadão e Falha de São Paulo não se justifica como um simples caminhão tanque que, ao se acidentar, atingiu vinte casas, um cinema e ainda matou pessoas que estariam pegando a gasolina que vazava do caminhão.

Ninguém que informou sobre o "acidente" disse que os mortos são cristãos. A dimensão da tragédia é superior a qualquer queda de avião que é detalhadamente investigada e noticiada em primeira página. No caso, a notícia passou despercebida para a maioria do povo brasileiro. É possível que tenha sido um genocídio escondido pela imprensa internacional. A possibilidade de ser um acidente que matou esse número de pessoas existe, mas não é a de maior probabilidade. A possibilidade de serem cristãos também existe, mas não se fala disso.

Peço que os leitores deste blog analisem a credibilidade da notícia analisando sítios que confiam, o próprio blog (http://atisbos24.blogspot.com/)que deu a notícia da perseguição cristã (mais de um ano depois) ou os seguintes sítios:
http://senzapagare.blogspot.com.br/2011/10/cristaos-queimados-vivos-por-muculmanos.html;
http://www.issoebizarro.xpg.com.br/blog/acidentes-tragedias-assassinatos-suicidios/caminhao-tanque-explode-e-220-pessoas-morrem/;
http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=86168;

Este meu blog publicou pela primeira vez a seguinte notícia:

Fonte: Facebook com dados da autoria ao final do texto
POR FAVOR DIFUNDAN ESTO. NO PERMANEZCAN INDIFERENTES!!!!
Cristianos quemados vivos por Musulmanes en Nigeria: un holocausto monstruoso, ante la indiferencia internacional.

Al querer publicar este impresionante documento gráfico en Facebook, he pretendido denunciar ante la opinión pública internacional unos hechos monstruosos, absolutamente silenciados por los medios de comunicación de masas; un auténtico genocidio tan monstruoso y bestial como los episodios más abyectos de los campos de exterminio nazis.

Para mi sorpresa, facebook me ha recriminado por publicar este documento gráfico, como denuncia del holocausto que sufren los cristianos en Nigeria desde hace más de 10 años. Conforme a la política de seguridad de esta red "social", la fotografía se ha clasificado como material "pornográfico", "violento" o "inapropiado" y, por ello, me castiga prohibiéndome subir durante una semana cualquier otra fotografía. Y me amenaza con actuaciones "drásticas" si prosigo en mi intento de denunciar documentalmente la terrorífica conculcación de los derechos humanos en Nigeria.

Este proceder de los responsables, (facebook-España) supongo, es un atentado a la libertad de expresión y un insulto desvergonzado a las 500 víctimas (solo en este episodio brutal) masacradas por el terror islámico por el simple hecho de ser cristianos.

Yo creía que esta red social, nacida en USA, no hincaba la rodilla ante el terror. Sobre todo tras sufrir en sus propias carnes el espeluznante atentado del 11-S, como nosotros el 11-M, víctimas de la furia enloquecida y salvaje del terror islámico.

Me parece increíble que en España, un estado democrático y de derecho -donde constitucionalmente se garantiza la libertad de culto, expresiòn y pensamiento (Art.16 y 20 CE)- se intente amordazar a los ciudadanos mediante amenazas y coacciones, vulnerando su libertad de expresión, por considerar "inapropiado" un documento gráfico (no un montaje fotográfico) que refleja en toda su crudeza una realidad bestial.

Por el contrario, los directivos de facebook España, deberían felicitarse de esta denuncia pública -hecha con el ánimo de que esta barbarie jamás se repita, y que se castigue a los culpables- pues es un derecho y un deber ciudadano: un servicio a la sociedad, último objetivo, supongo, de toda red "social" que se precie.

De hecho, si las matanzas continúan, es en buena medida porque se sigue ocultando la verdad al pueblo soberano, no vaya a ser que la sepa y "se indigne": el silencio cómplice de la mayoría de los medios de comunicación propicia la indiferencia de la comunidad política internacional ante este holocausto monstruoso.

Eso sin olvidar la cobardía instalada en el mundo occidental frente al terrorismo islamista. Entre nosotros, otra lamentable ocurrencia y una consecuencia más de la estúpida "Alianza de civilizaciones". ¿Se imaginan la reacción del terrorismo islámico en el caso, imposible, de una matanza de musulmanes a manos de cristianos en una mezquita? ¿Cómo -y cuánto- de beligerantes serían las portadas de nuestros medios de comunicación condenando los hechos?

Por todo ello, desde este humilde blog, pido a quienes me lean un favor: que difundan por todos los medios a su alcance esta fotografía. Al menos para que sirva de homenaje a estos mártires, ya que, desgraciadamente, facebook parece que ha tomado partido por los verdugos, queriendo ocultar la difusión de tan trágicos acontecimientos.

Arq. Enrique Colmenares Leith
Director Lumiart Arte en Iluminaciףn
POB: 190 OROTINA

Phone (506) 2428-3829
Fax: (506) 2428-3830
Movil (506) 8340-7947 8392-5033

Mail:
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Mi Web:
http://atisbos24.blogspot.com/
En TENDENCIA VITAL en Foro de Discusion (Mitad de página)
http://tendenciavital.ning.com/group/actitudenpositivo
En REPORTEROS24 Mis blogs.
http://reporteros.ntn24.com/profiles/blog/list?user=0tysdbclxzjt4
En REEDITOR.COM
http://www.reeditor.com/

BARACK OBAMA CONSEGUE EMPATAR A DISPUTA ELEITORAL AMERICANA POR QUE TEM 90% DOS VOTOS NEGROS E 69% DOS VOTOS HISPÂNICOS. Ou

Obama no país das pesquisas
Escrito por Pierre-Yves Dugua* e publicado no sítio www.midiasemmascara.org

Em nenhum momento, exceto brevemente na primavera de 2009, sua popularidade excedeu a média dos índices de popularidade dos 11 presidentes anteriores!

Um pouco de perspectiva histórica é sempre bom. Eu acabo de analisar alguns estudos comparativos sobre a popularidade dos presidentes americanos desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Concluo que Barack Obama não é um unificador. Ele tem sido agora um presidente partidário e polarizador. Ele também é visto de um modo menos “racialmente neutro” que se poderia pensar, o que eu lamento e que me surpreende.

De todas as promessas feitas por Barack Obama, há uma que ele teria conseguido manter: ele queria ser um presidente “pós-partidário”.

O jovem senador havia dito, uma vez eleito, que governaria com os dois partidos. Ele queria fazer suas as propostas dos republicanos se essas últimas fossem construtivas.

Esta promessa desempenhou um papel importante em sua campanha de 2008. Muitos “independentes” acreditaram nessa promessa. Três anos e meio depois, o veredicto se impõe: Barack Obama tem sido muito partidário.

Ele nunca foi capaz de conquistar para as leis que defendeu – muitas vezes à distância – nada além do apoio de uns poucos republicanos, principalmente para as reformas da saúde e das finanças. Em questões fiscais, de imigração e de educação, por exemplo, os republicanos têm se mantido largamente unidos e contrários ao presidente. Uma parte dos democratas eleitos também forçou o presidente a moderar suas propostas. Obama não tem na maior parte das vezes, especialmente no Senado, conseguido mobilizar o seu próprio partido. Ele nunca foi capaz de conseguir o orçamento que queria, por exemplo.

O que é verdade no Capitólio se confirma junto à opinião pública. Alguns números interessantes mostram a que ponto Barack Obama falhou em seus esforços “pós-partidários”. De acordo com o Gallup, 8% dos republicanos aprovam sua maneira de governar. Ora, 23% dos republicanos gostavam da de governar de Bill Clinton, o democrata. E 25% dos democratas aprovavam a Ronald Reagan, o republicano...

Outro sinal interessante de decepção com o primeiro mandato de Barack Obama: em nenhum momento, exceto brevemente na primavera de 2009, sua popularidade excedeu a média dos índices de popularidade dos 11 presidentes anteriores! Barack Obama esteve quase sempre abaixo de seus antecessores. Tanto pior para a credibilidade da imagem de supremo personagem carismático e adorado que lhe é atribuída na Europa.

Obama, presidente negro?
Citarei aleatoriamente alguns dados da pesquisa Gallup feita com base nas médias flutuantes das últimas três semanas. Trata-se de uma sondagem entre os eleitores registrados. Este ponto é importante porque ele favorece o presidente Obama: todas as pesquisas mostram que os eleitores já decididos a votar estão menos bem dispostos em relação a ele que o total dos inscritos.

Decididos a votar em Obama:

- 44% dos homens
- 35% dos homens brancos
- 43% das mulheres brancas

Acho muito interessante o último percentual. Ele revela que a popularidade do presidente entre as mulheres, que a imprensa não cessa de alardear, é na verdade muito influenciada pela raça da eleitora. Entre todas as raças, as mulheres pró-Obama chegam a 53%...

A América de 2012 já não é dominada por brancos como logo depois da guerra. Mas 64% do país é ainda de “raça branca não hispânica.” O racismo não mais se impõe como na maioria dos anos antes do movimento dos direitos civis. É uma felicidade. É um sinal de maior maturidade e de maior humanidade.

De tudo o que na direita se diz contra o presidente Obama, inclusive nas fileiras mais histéricas, não se vê nunca alguém falar publicamente em questões raciais.

Em privado, eu nunca ouvi comentários racistas de pessoas que poderiam se sentir a vontade para isso e que também detestam Barack Obama. E no entanto eu já ouvi falar, acreditem, em “Obama socialista”, “Obama terceiro-mundista” etc... Eu nunca ouvi alguém falar “Obama, o crioulo”... Nem mesmo “Obama, o negro”. E tanto melhor. Claro, devem haver ainda americanos racistas que falam assim entre eles. De qualquer maneira, eles se escondem. Já é alguma coisa.

Ingênuo, eu pensava que, de repente, o presidente tinha conseguido ser “pós-racial”. Em minha mente de Obama não é mais negro do que branco. Ora, a leitura dessas pesquisas mostrou-me que o sucesso do presidente de transcender as raças é limitado.

Na verdade, é apenas porque 90% dos negros dizem que votarão em Barack Obama que ele tem condições de rivalizar com Mitt Romney hoje. Sem esse apoio maciço (e o menos maciço dos hispânicos, que é de 69%) Barack Obama estaria muito atrás. Registremos que os negros representam 12,6% da população dos Estados Unidos e os hispânicos 16,4%.

Eu não acredito que os americanos brancos sejam racistas. Eu simplesmente noto que a raça tem um papel em suas opiniões. É claro, de qualquer maneira, que tem um papel enorme nos pontos de vista políticos dos negros.

Se Barack Obama for reeleito em 6 de novembro, ele decididamente terá muito trabalho para superar as profundas divisões que estão dilacerando a América. Mas sem os republicanos, que podem manter uma maioria na Câmara, ele não poderia governar...

*Pierre-Yves Dugua é correspondente de economia nos Estados Unidos para o diário francês Le Figaro.

Tradução: Jorge Nobre, estudante de Letras - Tradução Francês da UnB.

Publicado no blog da Juventude Conservadora da UnB.

domingo, 28 de outubro de 2012

OS DEZ MANDAMENTOS DIVINOS DA VIDA, DA LIBERDADE, DA RIQUEZA E DA FELICIDADE

Moisés recebeu das mãos de Deus os Dez Mandamentos escritos em duas tábuas e numerados em seqüência decrescente de importância (Bíblia, Êxodo, Capítulo 20, versículos 1 a 17). Apresento-os na seqüência crescente da seguinte maneira:

10 Não cobice coisa alguma que seja do seu próximo. Preocupe-se com sua vida, não deseje as coisas do próximo. Agradeça a Deus pelo que você tem. Se quiser mais, trabalhe diligentemente seis dias por semana e Deus lhe proverá o dia seguinte. Nunca cobice ou inveje a mulher, os filhos, os animais, os carros ou qualquer coisa que pertença ao seu próximo. O direito de propriedade existe perante Deus que é dono de tudo aqui na terra, mas não lhe cobra nada por enquanto, a não ser na hora do seu julgamento.

09 Não apresente falso testemunho. Diga a verdade sempre. Siga as regras do jogo limpo. Tenha certeza: nenhuma mentira beneficiará alguém para sempre, mas você carregará o peso da mentira por toda a vida.

08 Não roube. O furto é o primeiro pecado depois da cobiça e da mentira. Aquele que rouba, possivelmente, já mentiu e cobiçou algo do próximo. Se você precisa de algo, peça a Deus e lhe será dado.

07 Não cometa adultério. O sétimo mandamento refere-se à reprodução da vida dada e valorizada por Deus. Casado ou não, seja fiel no seu compromisso. Se você é mulher, então não se mostre. Não há vantagem em mostrar suas partes pudicas. Se você é homem, não aprecie mulheres que se vendem.

06 Não mate. Preserve sua vida. Siga a palavra de Cristo. A liberdade de viver é dada por Deus e não pelo estado. Você é livre, mas se matar esteja certo que pagará preço alto por isso.

05 Honre seu pai e sua mãe e Deus prolongará seus dias na terra. É a valorização da família. Não é bom afastar-se da sua família. Honre seus pais e tenha tantos filhos quanto Deus lhe der. Fazendo isso estará promovendo a vida e dando bons exemplos aos seus filhos e receberá deles e de outros muitas honras.

04 Trabalhe seis dias e descanse no sétimo que será dedicado ao Senhor Deus. Cristo, que é o próprio Deus, modificou um pouco esse mandamento, mas podemos resumi-lo em: TRABALHE e faça todo o necessário para viver o seu dia, mas fique um dia por semana sem trabalhar dedicando-o a Deus. O trabalho traz a riqueza, mas não se esqueça que é mais fácil uma corda passar no buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino do céu e salvar-se é o maior objetivo dessa nossa vida terrena.

03 Não use o nome de Deus em vão. Não diga que fez algo em nome de Deus sem que seja verdade. Mesmo que tenha feito, não diga nada. Valorize a sua palavra. Deus está vendo.

02 Não faça ídolos. Não substitua Deus por pessoas ou coisas da natureza. Repare nas inúmeras maneiras de se substituir Deus por ídolos: Ambientalismo, marxismo, credo político, evolucionismo, progressismo e a procura do paraíso aqui na terra. Não considere que o próprio homem é o destruidor, criador ou salvador do planeta. Creia que a vida, a liberdade, a riqueza e a felicidade são de você e não agradeça a ninguém mais a não ser ao seu trabalho e a Deus.

01 Ame somente a Deus. Não tenha ou não sirva a outros deuses. Quem ama a Deus não se torna cativo de coisas, de animais, de pessoas ou de seitas. O futuro do planeta pertence a Deus. Não temos soluções para o planeta. Não substituímos Deus. Deus não morreu. Ame a Deus, tenha consciência que ele interfere na sua vida e assim não cometerá nenhum dos pecados anteriores.

Tags: Dez mandamentos, Religião, ídolos, leis da vida, liberdade, Moisés, Riqueza, Felicidade

HOMEM DO PT DEIXA CLARO QUE GOSTA DOS NEGROS, MAS DESDE QUE SEJAM DISCIPLINADOS, OBEDIENTES E DÓCEIS. Ou:

LIXO MORAL – Homem de Lula começa a pressionar Dilma para conceder indulto a mensaleiros e sugere que Joaquim Barbosa estaria obrigado a inocentar réus porque é negro!
Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Paulo Vannuchi, ex-ministro dos Direitos Humanos, demonstra que continua com a biruta tão certa como quando aderiu à cartilha terrorista de Carlos Marighella ou tentou censurar a imprensa, extinguir a propriedade privada no campo, legalizar o aborto e perseguir os crucifixos por meio de um decreto — o tal “Plano Nacional-Socialista de Direitos Humanos”.

Como os petistas perceberam que, não importa a barbaridade que digam, vão ser mesmo notícia — e com destaque! —, eles vão perdendo a mão. E a declaração da véspera é sempre menos estúpida do que a do dia seguinte e mais do que a do dia anterior. Há uma escalada.

Leio na Folha que Vannuchi comparou a condenação de José Dirceu e de José Genoino à extradição de Olga Benário para a Alemanha nazista: “Dirceu e Genoino foram condenados sem provas num julgamento contaminado. Isso vai entrar para a galeria de erros históricos do Supremo, ao lado da expulsão de Olga Benário”. É espantoso!

Uma nota antes que continue: Olga Benário não foi aquela heroína sem mácula do livro perturbado do ainda mais perturbado Fernando Morais. Aquilo é pura mistificação! Estava no Brasil a serviço da Internacional Comunista para instaurar aqui a “ditadura do proletariado”. Felizmente, deu tudo errado. Mas é evidente que a extradição de uma judia comunista para a Alemanha nazista correspondia a uma sentença de morte — embora as condições formais para a extradição estivessem dadas. E assim decidiu o STF em 1936. Getúlio poderia ter-lhe concedido o indulto, mas tinha simpatias pelo regime nazista e não o fez. Olga estava grávida de Anita Leocádia, única filha do casal, que nasceu na prisão e foi entregue à avô paterna. Em 1942, foi assassinada no campo de extermínio de Bernburg.

Em 1936, o Brasil ainda não era uma ditadura plena, mas estava a caminho. No ano seguinte, Getúlio dá o golpe do Estado Novo, de óbvia inspiração fascista. É evidente que Olga, ainda que as condições legais estivessem dadas, jamais poderia ter sido extraditada. Era uma pena de morte. Naquele caso, sim, à diferença da comparação intelectualmente delinquente de Vannuchi, o Supremo fez o que queria o protoditador.

Desta feita, no Brasil, deu-se o contrário. Os ministros do Supremo Tribunal Federal tomaram as decisões de acordo com a lei, independentemente de pressões políticas. Agiram segundo a lei, não segundo a vontade do Poder Executivo ou de um partido político.

Fala moral e politicamente dolosa
A fala de Vannuchi e mais moral e politicamente dolosa do que parece. Na verdade, está plantando na militância petista a pressão para que a presidente Dilma conceda indulto aos réus do mensalão, entenderam? Está convidando a presidente a fazer, na sua comparação transtornada, o que Getúlio não fez. A questão nada irrelevante é que o Brasil é uma democracia plena, e Dirceu e Genoino não foram condenados à morte.

Vannuchi disse outra coisa espantosa:
“O Judiciário deve ser um poder contramajoritário. É ele quem segura a multidão que quer matar os judeus, que quer matar os negros. Aqui aconteceu o contrário. Os ministros aderiram a um clamor para condenar”.

Comecemos pelo óbvio. O homem de Lula está se referindo de forma oblíqua, o que é asqueroso, à cor da pele do ministro Joaquim Barbosa, relator do mensalão, que é negro. O que este senhor, que já cuidou da pasta dos Direitos Humanos (!) está a dizer é que o ministro teria a obrigação de absolver os réus. No fim das contas, seria uma “vítima da história” — um negro! — absolvendo outras vítimas: os mensaleiros. Vannuchi, este notável humanista, acha que a cor da pele do relator o impede de ser independente para, seguindo as leis, condenar ou absolver.

De resto, essa história de o Supremo ser um poder contramajoritário é de uma tolice estupenda. O Poder Judiciário não tem de ser nem a favor das vagas de opinião nem contra elas. Tem é de se ater aos rigores da lei. Fosse como quer este senhor, os juízes tomariam a temperatura das ruas antes de decidir e fariam sempre o contrário do que pretende o senso comum. Justamente porque as ruas ora estão certas, ora erradas, cabe fugir do alarido e se ater aos fundamentos inscritos na Constituição e nos códigos legais. Como fez o Supremo.

Quanto mais falam os petistas, mais evidente fica a necessidade de o Supremo deixar claro que não ouve nem a voz rouca das ruas nem a voz estridente dos poderosos. Que ouça apenas a voz clara da lei.

Para arrematar: Vannuchi pode não ser racista, mas a inspiração de suas ilações é. Quando se sugere que a cor da pele de uma pessoa a obriga a tomar uma determinada decisão, é evidente que se está a dizer que uma condição natural a fez, desde sempre, menos livre. Eis o partido que institui cotas raciais nas universidades federais e agora as quer também no serviço público.

É um partido que quer deixar claro que gosta dos negros. Desde que sejam negros disciplinados, obedientes e dóceis!

Essa gente é um lixo moral!
Texto publicado originalmente às 5h48

Tags: Mensalão, Paulo Vannuchi, Joaquim Barbosa, Racismo, Indulto aos mensaleiros, STF

sábado, 27 de outubro de 2012

PARA SE FALAR SOBRE O ABORTO

Para se falar sobre o aborto
Escrito por Cláudio Machado Pombal* e publicado no sítio www.midiasemmascara.org

Para se falar sobre o aborto é necessário ter em mente algumas verdades indispensáveis:

1) O aborto é, sim, assassinato;

2) Portanto, o aborto é sempre inaceitável, a não ser que manifesta e inequivocamente haja a necessidade de se optar entre a vida da criança e a vida da mãe;

3) Em caso de estupro a criança gerada pode ser dada para adoção; a permissão do aborto em caso de estupro pelo Código Penal torna esta forma de aborto legal, mas não a torna ética;

4) A mulher tem direitos sobre seu próprio corpo, mas não tem direitos sobre os direitos do outro ser humano que está dentro dela, o qual tem direito inalienável à vida e à proteção;

5) Os sentimentos da gestante não podem ser levados em consideração na questão do aborto, mas tais sentimentos precisam ser trabalhados de modo a se adequarem ao direito à vida de que é sujeito a criança, e não subordinar essa questão ética fundamental à flutuação dos humores da gestante; a ciência psicológica dever servir para trabalhar tais sentimentos para se adequarem a patamares mais altos de valorização da vida; ninguém precisa de um profissional da psicologia para validar o desejo de abortar, pois essa validação pode ser feita por qualquer pessoa com qualquer nível de escolaridade; para isso basta dizer “minha filha, faça o que te faz sentir bem”;

6) Combater a mentira tão divulgada de que o número de mães que morrem em conseqüência de abortos clandestinos ou caseiros tem proporções epidêmicas; a campanha para resolver o problema de não tão numerosas mortes não é a legalização do aborto, mas um política de promoção de valores familiares e de paternidade e maternidade responsáveis;

7) Entender que as crianças abandonadas hoje não deveriam ter sido abortadas, mas devem ser adotadas pelos muitos casais sem filhos em busca de adoção;

8) Entender também que as crianças que estão abandonadas o estão por causa da promiscuidade sexual, e não por precárias condições financeiras; pobre cria um ou cria dez; assim foi com nossos avós em gerações passadas; como não estamos em guerra para haver grande quantidade de órfãos, as crianças abandonadas são resultado da promiscuidade sexual e da irresponsabilidade de homens e de mulheres e, por mais que seja politicamente incorreto dizer isso, mais da irresponsabilidade das mulheres, já que o corpo que portará um novo ser humano é delas e está sob o controle delas com os modernos métodos contraceptivos não abortivos; por desleixo ou intencionalmente a mulher permite que uma gravidez ocorra em uma relação fortuita, e depois quer reivindicar direito de matar o ser humano que está em seu ventre.

Todas essas verdades são muito desagradáveis de se ouvir, mas sem reconhecê-las, não é possível nenhuma discussão séria sobre o aborto. No presente caso a ideologia feminista falseia a verdade; as ideologias de esquerda que culpam os contextos sócio-econômicos mentem ainda mais. É preciso vencer a cegueira promovida pelas ideologias para que se possa enxergar o problema com objetividade e não para justificar sofismas.

*Cláudio Machado Pombal é pastor presbiteriano.

Tags: aborto | direito | Brasil | ideologia | esquerdismo | feminismo | desinformação

DOGMAS, SACERDÓCIO E DITATORIALISMO NA RELIGIÃO AMBIENTALISTA

Dogma, sacerdócio e ditatorialismo na “religião” ambientalista
Escrito por Luis Dufaur no sítio Verde: a cor nova do comunismo

João Luiz Mauad:
Ambientalistas pretendem impor seus planos pela força do governo
João Luiz Mauad, articulista dos jornais “O Globo” e “Diário do Comércio” apresentou oportunas considerações sobre o dogmatismo e o ar de sacerdócio infalível que assumem figuras do ambientalismo badaladas pela imprensa.

Ele o fez em artigo para “O Globo” de 14/10/2012, e do qual extraímos alguns parágrafos mais significativos:

O uso da ciência
Ciência não é matéria sujeita a consensos ou escrutínios. Ao contrário, espera-se que as teorias sejam constantemente testadas e, se for o caso, falseadas. (...)

É assim que as ciências da natureza trabalham. Observações levam a hipóteses. Hipóteses são testadas através de experimentos. Os resultados são divulgados, examinados e duplicados antes que uma boa teoria seja divulgada.
Certezas são raras, leis são muito poucas. Ciência não é fonte de autoridade, mas de conhecimento.

Cientistas não são deuses. São seres humanos sujeitos aos mesmos impulsos que todos nós.

Einstein, por exemplo, queria tanto demonstrar que a teoria quântica era determinística e não probabilística que chegou a invocar o Todo-Poderoso: “Deus não joga dados com o universo”, teria dito o alemão, gerando a resposta jocosa de seu colega Nils Bohr: “Einstein, pare de dizer a Deus o que fazer”. (...)

Muitos cientistas subscrevem a teoria do Aquecimento Global Antropogênico sem que tenham feito qualquer pesquisa ou estudo mais aprofundado a respeito.

Adotam tal postura simplesmente porque este seria o lado “in” da questão. Na maioria dos casos, é assim que o chamado “consenso” científico é estabelecido.
Infelizmente, estamos cercados de gente que diz saber muito mais do que realmente sabe.(...)

O problema é que muitas dessas pessoas confiam tanto na própria sabedoria que pretendem impor aos demais os seus planos, utilizando-se para isso da força dos governos.

Esses indivíduos sentem-se capazes de planejar cada detalhe de nossas vidas, não importa quão bem (ou mal) planejem as suas. (...)

Não é justo, nem inteligente, sair por aí chamando de herético quem desconfia da atividade humana como causa do aquecimento global, ou duvida das catastróficas previsões dos computadores.

Heresia tem a ver com fé, e ciência não é assunto de fé. A ciência não prescreve dogmas, nem evolui conforme a opinião da maioria.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Que tal este título: “Campanha de Haddad espalha o boato de que Enem vai ser adiado só para gerar tumulto e poder acusar a campanha de Serra”?

Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/
Vejam esta imagem. Volto em seguida:

Isso que vai no título aconteceu, leitor? Vamos ver.

Quando a própria presidente da República sobe num palanque, como fez em Salvador, e, na prática, ameaça os eleitores, acaba dando sinal verde para que seus ministros se comportem como chicaneiros. É o que fez hoje, e não estou surpreso, o titular da Educação, Aloizio Mercadante. Por quê?

Ontem, circulou um boato na rede segundo o qual o Enem, que acontece nos dias 3 e 4 de novembro, seria adiado. Era tudo conversa mole, típica dessas coisas que circulam nas redes sociais, sempre abertas a molecagens. Quem não pode se comportar como moleque é ministro de estado.

E Mercadante, infelizmente, é um deles. Lula nunca teve esta irresponsabilidade ao menos: jamais levou o rapaz para o primeiro escalão. Dada a boataria, o que fez Mercadante? Acusou a campanha do candidato do PSDB à Prefeitura, José Serra, de ser a fonte: “O que resta a eles hoje é a sabotagem”. Que evidência ele tem? Nenhuma! Que apuração ele fez? Nenhuma? O título deste post, pois, é um exercício de texto que simula o método Mercadante de apuração: eu apenas mudei o agente — e tenho tantas provas quantas ele tem.

Ora, se existe alguém querendo lucrar com o saldo do boato, por que o larápio seria Serra e não Haddad? Vamos pensar? Digamos que isso pudesse passar pela cabeça de um tucano… O dia ideal para lançar o ruído seria o próprio domingo, certo? Por que um troço como esse na quinta, havendo ainda sexta, sábado e o próprio domingo para desfazer a mentira?

É questão de lógica elementar. Se o boato teve origem política (notem bem: SE…), isso só interessa a quem lucra com o desmentido. E quem está tentando lucrar com o desmentido? A frase de Mercadante fala por si: é o PT! Estou sustentando que foram os petistas? Estou sustentando que o episódio interessa mais a Haddad do que a Serra. A estratégia não seria estranha ao PT: vivem acusando os adversários de jogo sujo para justificar o seu… jogo sujo!

Quanto a Mercadante, dizer o quê? Ele ao menos conhece de perto a sabotagem. Em 2006, disputou o governo de São Paulo com Serra, que o venceu no primeiro turno. Um assessor do agora ministro transportou uma mala com R$ 1,7 milhão em dinheiro vivo — petistas, como sabem os mensaleiros, gostam de notas — para pagar o dossiê dos aloprados.

Vejam que coisa curiosa! Também naquele caso, o que se queria era incriminar Serra. E o braço direito de Mercadante atuava nada menos com caixa da operação criminosa.

Agora a imagem
Vejam lá a imagem. Tudo parece não ter passado mesmo de uma dessas correntes meio bobocadas próprias das redes sociais. Está lá no alto uma espécie de confissão. Isso só evidencia o tamanho da irresponsabilidade de Aloizio Mercadante, um ministro de estado!!!Por Reinaldo Azevedo

Tags: Eleição em SP, Prefeitura de SP, Mercadante, governo do PT

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O LEILÃO DA VIRGINDADE É A EXATA MEDIDA DO ABANDONO DE QUALQUER RESQUÍCIO DE PUDICÍCIA, É DESONRA, É OPRÓBRIO PÚBLICO ANTECIPADO PELA REDUÇÃO DA MULHER À CONDIÇÃO DE UMA PROSTITUTA VULGAR. Ou:

O LEILÃO DA VIRGINDADE
Escrito por Nivaldo Cordeiro e publicado no sítio Nivaldo Cordeiro: um espectador engajado

Tem gosto para tudo. A imprensa deu destaque hoje à conclusão do leilão da virgindade de uma jovem brasileira, vencido por um japonês ao preço de R$ 1,5 milhão. Vale? Melhor dito: vale a pena?

Virgindade em tempos antigos tinha dois sentidos bem claros para a humanidade. Por um lado, era a garantia da paternidade, como ainda hoje se vê no caso dos casamentos da família real inglesa. O filho sabe do pai pela mãe, mesmo nos tempos de teste de DNA. A questão da sucessão do poder é crítica e a certeza da paternidade evita disputas e mesmo guerras civis. A outra, não menos importante, é que à virgindade estava associado o símbolo da pureza feminina. O sexo sempre esteve relacionado com a impureza, o pecado, a sujeira. A contenção dos instintos é o preço para a preservação da pureza.

Que pureza poderá haver em uma mulher que leiloa sua iniciação sexual pela internet? Nenhuma, obviamente. Que sentido reprodutivo? Nenhum também, pois que, desse conúbio, não brotará nenhum rebento. Aqui o intercurso sexual, quando houver, nos termos pactuados, não passará de uma macaquice, de uma imitação barata de coisas antigas para as quais a humanidade contemporânea perdeu a compreensão. No fundo, a suposta virgem está dando o famoso golpe do vigário, pois a virgindade física teria que ser contrapartida de uma pureza interior, traduzida em comportamento pudico. A casca é oca.

O leilão é a exata medida do abandono de qualquer resquício de pudicícia, é desonra, é opróbrio público antecipado pela redução da mulher à condição de uma prostituta vulgar. Ela mesma confessou que esta fazendo tudo por dinheiro, como qualquer prostituta faria. Nem é o caso de dizer aqui que o vício faz uma homenagem à virtude. O gesto é apenas parasitário de antigos símbolos e o ganhador do leilão é um tolo que compra gato por lebre e nada melhor tem a fazer com o seu dinheiro.

A virgindade, desprovida da seriedade dos símbolos de antigamente, não é apenas uma concha vazia, é ela mesma um inconveniente. Prefiro antes uma mulher madura, iniciada, que domina a arte de amar. Uma virgem – e supondo que esta virgem seja mesmo intacta – pouco ou nada sabe dos segredos necessários para uma mulher agradar a um homem. Iniciar uma mulher é sempre trabalho demorado e que pode trazer situações desagradáveis.

Virgindade leiloada é como manter intercurso com uma bela e sedutora jovem já sem vida. O corpo é ainda, mas sem vida não é mais. Leiloar virgindade é precisamente matar a mercadoria que se está a vender. O simples anúncio já a desvaloriza a uma condição invendável. O japonês, feliz comprador dessa falsificação, não tem ideia do tamanho do equívoco que está a cometer. Sinal dos tempos.

Mutatis mutandi, terá sido o mensalão o leilão da virgindade das vestais do PT? Daqueles que pregavam que tinham o monopólio da pureza e da virtude? Parece que sim, estamos diante de outra falsificação das falsificações. Defuntos desprovidos de almas, essas falsas vestais, verdadeiros vampiros das virtudes cívicas, se entregaram ao conúbio carnal da busca do poder vendendo pureza e entregando podridão.

A Guerra do Paraguai foi uma resposta do Brasil (15 mil soldados) a uma agressão de Solano López (64 mil soldados) que aprisionou navio brasileiro e invadiu o Mato Grosso. Ou:

Revisionismo esquerdista a serviço da desinformação
Escrito por Félix Maier e publicado no sítio www.midiasemmáscara.org

Todo país tem o direito natural de se defender contra a agressão estrangeira. Foi o que o Brasil fez contra o Paraguai e ponto final.

Paulo Fonteles Filho é filho de Paulo Fonteles, ex-deputado e advogado de posseiros no Sul do Pará, assassinado em 1987. Em seu blog, Fonteles Filho se apresenta orgulhosamente como “comunista”, apesar desta peste vermelha ter ocasionado o assassinato de 110 milhões de pessoas ao redor do planeta: “Nasci nos cárceres da repressão política brasileira e os brutamontes diziam que ‘Filho desta raça não deve nascer’. Sou filho de um ventre rebelde, rubro. Sou comunista desde tenra idade e vou levando na lapela a rosa vermelha da esperança.”

Um dos textos de Fonteles Filho, A guerra biológica no Araguaia, já começa com o título errado: se realmente foi utilizado o Aldrin no Araguaia, com propósito militar, o correto seria chamar isso de "guerra química", não "biológica". Quem entende de guerra biológica - ou melhor, de terrorismo biológico - são alguns petistas, que deliberadamente propagaram a praga da vassoura-de-bruxa no sul da Bahia - cfr. emhttp://veja.abril.com.br/210606/p_060.html.

Em seu livro MATA! - O Major Curió e as guerrilhas do Araguaia (1), Leonencio Nossa faz uma permanente comparação da violência dos militares na campanha contra Canudos com a Guerrilha do Araguaia - com louvores a Lampião: “O Exército tinha distribuído Aldrin nas cabanas de castanheiros. No Araguaia, não foi respeitada a lei de Lampião, que não envenenava riachos por onde passavam inimigos” (op. cit. pg. 193).

O Aldrin era um inseticida utilizado no Brasil nos anos de 1960 e 70 como agrotóxico, além do DDT e BHC, entre outros, que foram proibidos no Brasil a partir de 1985, por decreto federal. Se houve morte de guerrilheiro do PCdoB por ingestão ou contágio de Aldrin, isso foi um caso isolado, não devido a uma “guerra química” promovida pelo Exército, como sugere o articulista vermelho, Fonteles Filho. Além do mais, o aldrin era um produto de fácil alcance por qualquer um, seja posseiro, guerrilheiro ou combatente militar, e qualquer pessoa desses grupos poderia ter sido contaminada devido à manipulação indevida do produto.

Quanto a Leonencio Nossa afirmar que o Exército envenenou riachos com o aldrin, uma crueldade que nem o querido Lampião fez, é delírio puro. Se algum rio foi contaminado por aldrin ou qualquer outro agrotóxico, isso ocorreu devido à sua utilização na lavoura, não que foi lançado diretamente no rio pelos militares. Afinal, estes também dependiam dos rios e igarapés para sua sobrevivência na selva.

O que todo combatente militar de selva sabe é que algumas tribos indígenas, como a etnia Sateré-Mawé, utilizam o cipó timbó, que é venenoso, para a pesca. A imersão do timbó na água libera um veneno que age no sistema nervoso cerebral do peixe, que perde o equilíbrio e fica boiando na água, facilitando sua captura. O rios Mawé e Andirá, por exemplo, são rios mortos, não têm vida, devido a essa prática indígena. O efeito do veneno do timbó nos rios pode permanecer durante 10 anos - um verdadeiro desastre ecológico, que lembra o antigo uso de dinamite para pesca.

A revisão histórica é benéfica, desde que os críticos se atenham a critérios científicos tão ou até mais rigorosos do que aqueles que nortearam a história original.

É comum entre esquerdistas realizar a revisão da História, de modo que ela fique igual à sua cara, a cara da mentira. O "historiador" José Chiavenato - fonte de consulta do articulista vermelho -, com seu livro Genocídio americano: a guerra do Paraguai, não tem credibilidade nenhuma em seu revisionismo rasteiro sobre a Guerra do Paraguai, em que tenta classificar Caxias e o Conde D'Eu como combatentes monstruosos, e que o Brasil estaria a serviço do império britânico, para massacrar o país "mais progressista" da América do Sul.“Historiadores militares de gabarito assinalaram, nessa obra de Chiavenato, mais de 30 erros históricos comprovados e outras tantas distorções da verdade comprovando o relativismo e o absolutismo com que o autor manipulou a história” (PEDROSA: 2008, 69). (2)

O Brasil, no início de Guerra do Paraguai, era um "império desarmado". “A proposta liberal de Adam Smith em A Riqueza das Nações, em moda durante a segunda metade do século XIX, induzira no Brasil um certo descuido com o exército profissional, embora o famoso pensador sempre propugnasse por uma força militar organizada para fundamentar e garantir o progresso e a segurança da nação” (PEDROSA, 2004: 209 - capítulo “Império Desarmado”). (3)

A Guerra do Paraguai só tem uma história: o Brasil, com muito custo, conseguiu reunir 15 mil homens armados, para se defender da agressão de Solano López, à frente de um exército de 64 mil homens, que aprisionou um navio brasileiro (em que viajava o presidente da Província de Mato Grosso), invadiu o Mato Grosso, ocupando parte desse território por três anos, violou o território da Argentina e chegou a conquistar Uruguaiana.

Todo país tem o direito natural de se defender contra a agressão estrangeira. Foi o que o Brasil fez contra o Paraguai e ponto final.

Todo revisionista vermelho deveria ter passado pelo menos 15 anos num gulag soviético, ou 10 anos numa “leoneira” (4) cubana, para dar valor à liberdade e à democracia, que tanto prega - apenas da boca para fora, já que defende, até hoje, regimes totalitários, como o de Cuba.

A recente história do Brasil é uma só: os militares evitaram que o Brasil se transformasse num imenso “Cubão”, no dizer de Elio Gaspari. Daí o revanchismo da esquerda, derrotada ontem e hoje no poder, em sua prática de satanizar as Forças Armadas, com o propósito de se perpetuar no poder. Um exemplo desse maniqueísmo pueril, em que os antigos terroristas são apresentados como heróis, e os militares como bandidos, é a famigerada Comissão Nacional da Verdade - o Pravda tupiniquim - que tenta reescrever a história dos governos militares pós-1964 dentro da ótica marxista da desinformação.

Vacine-se contra o HIV esquerdista da desinformação, acessando, além do Mídia Sem Máscara, os sites e blogs Olavo de Carvalho, Escola Sem Partido, A Verdade Sufocada, Heitor de Paola, Ternuma, Notalatina,Diego Casagrande, Percival Puggina, Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, Piracema – Nadando contra a corrente e Wikipédia do Terrorismo no Brasil.

Notas:

(1) NOSSA, Leonencio. MATA! O Major Curió e as Guerrilhas no Araguaia. Companhia das Letras, São Paulo, 2012.

(2) PEDROSA, J. F. Maya. O Revisionismo Histórico Brasileiro - Uma proposta para discussão. Bibliex, Rio, 2008.

(3) PEDROSA, J. F. Maya. A Catástrofe de Erros - Razões e Emoções na Guerra contra o Paraguai. Bibliex, Rio, 2004.

(4) Leoneira - Solitária ambulante, feita de seis lados de grades de ferro, onde o preso não pode se deitar, nem ficar de pé. Tipo de tortura adotada em Cuba durante a ditadura de Fidel Castro, onde os presos são largados no teto do presídio, alternando altas temperaturas do sol durante o dia com baixa temperatura à noite. O escritor Pedro Juan Gutiérrez, autor de Trilogia suja de Havana, esteve preso em tal jaula.

Tags: Guerra do Paraguaiesquerdismo | Brasil | história | ditadura | desinformação | movimento revolucionário | media watch | comunismo | terrorismo

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A intervenção do Poder Judiciário nas famílias empobrece as crianças. Nos EUA, crianças de famílias biparentais desfrutam da renda de U$ 71.830, enquanto aquelas governadas por homens solteiros desfrutam de U$ 48.084,00 e por mulheres solteiras de U$ 32.597,00. Ou:

Empobrecimento pelo Judiciário
Escrito por Jeffrey Nyquist e publicado no site www.midiasemmascara.org

Karl Marx ensinou que o capitalismo iria inevitavelmente entrar em colapso por causa do empobrecimento generalizado; um processo pelo qual um crescente número de pessoas seria deixado à míngua por um impiedoso sistema de mercado. Mas Marx estava enganado. O capitalismo não resultou em empobrecimento progressivo. É a interferência governamental na esfera privada que provoca o empobrecimento e não há melhor exemplo que a implacável tirania dos nossos tribunais de divórcio.

Mais do que qualquer outro fator, a pobreza é um atributo de um lar monoparental. Centros de pesquisas sociológicas, tais como o West Coast Poverty Center da Universidade de Washington diz que as mudanças “na estrutura das famílias nos últimos 40 anos contribuiu para o aumento nas taxas de pobreza”. Parece que a pobreza está em alta principalmente por conta do declínio do número de lares de constituição biparental, e não devemos ficar surpresos ao constatarmos que o estado está envolvido nesse declínio.

De acordo com o U.S. Census Bureau (2009), o ganho médio das famílias biparentais foi de US$71.830 enquanto a média para os lares governados por homens solteiros ficou em US$ 48.084 e os domicílios de mulheres solteiras em US$32.597. Por conta da família poder ser considerada a unidade econômica mais básica e já ter sido o centro da atividade econômica em uma era caracterizada pelas fazendas e empreendimentos familiares, é o caso de perguntar o que causou a erosão da família. Devemos também perguntar acerca da expectativa de aumento dessa erosão e como isso pode implicar tanto na liberdade econômica quanto na prosperidade nacional, pois os Estados Unidos sofreram uma erosão familiar. E também sofreu uma despercebida desmoralização tanto sociológica quanto econômica – especialmente enquanto o estado avançou agressivamente em prol do “resgate” de um número crescente de mães solteiras.

Para esclarecer esse assunto, entrevistei o professor Stephen Baskerville, autor do memorável livro Taken Into Custody: The War Against Fathers, Marriage, and the Family. De acordo com Baskerville, o empobrecimento que ocorre nos dias de hoje não é um simples caso de mães empobrecidas com filhos. Os pais também estão se tornando mais pobres com o sistema de divórcio. “Em relação à questão do porque tantos pais expulsos estão desempregados ou paupérrimos, não é difícil responder, assim que se entende como funciona a corte” disse Baskerville. “Assim que as crianças são separadas dos seus pais, nem a corte nem a burocracia têm incentivos para manter continuamente a solvência – de fato, um pai solvente é uma ameaça – então eles alegremente reduzem-no à penúria. No final das contas, uma nova leva de pais está constantemente sendo trazidos para o sistema”.

Eu perguntei para Baskerville se esse problema não se tratava apenas de pais caloteiros que se recusam a sustentar seus filhos. Baskerville respondeu: “O estereótipo do pai caloteiro é quase em sua totalidade uma propaganda feminista. A maioria desses pais não abandonaram seus filhos. Eles tiveram seus filhos roubados pelas cortes familiares”. Baskerville desenhou um panorama de corrupção judicial e legal onde, tipicamente, o pai é despejado de casa para virar um sem-teto. Se o pai recusar-se a gastar grandes quantias de dinheiro com um advogado caro, ele é penalizado com injustificadas – e elevadas– obrigações monetárias para com a criança. É um caso de pilhagem, com a diferença de acontecer sob a letra da lei.

“Um pai pode ser obrigado por uma corte a pagar 70%, 80% ou 90% [...] dos seus ganhos com pensão para o filho” comentou Baskerville. E se esses pais ficarem em débito e não puderem pagar eles são sumariamente presos. “Temos casos de pais presos há dez anos sem julgamento”, lembrou Bakerville. “E quase nunca existe um julgamento com júri em casos de pensão alimentícia. A aplicação da lei varia de jurisdição para jurisdição [...] O que é especialmente perigoso nesses casos de divórcio não é o fato dos pais terem de pagar quantias estratosféricas [...] É o fato de isso ser um suborno que incentiva as mães a se divorciarem. O que elas ganham nesses casos é livre de imposto. A esposa recebe uma fortuna inesperada e sem ter de pagar impostos por ela. Em outras palavras, você pode criar suas crianças como bem entender e ser pago por isso”.

A separação das famílias é, portanto, encorajada por um sistema que recompensa um lado e saqueia o outro, trazendo grandes oportunidades para os advogados. “É um problema gigantesco”, afirmou Baskerville, “que envolve entre 24 e 25 milhões de crianças. E não é surpreendente que a vasta maioria dos pedidos de divórcio são feitos pelas mulheres. A razão usual é a mulher dizer que não se sente amada”. O que se segue é algo chamado “divórcio unilateral”. Sob este sistema o casamento não é um contrato obrigatório, embora a Constituição dos EUA diga que os estados não podem aprovar leis que anulem a execução dos contratos. As implicações legais, sociológicas e econômicas são acachapantes. O casamento é agora um contrato que pode ser quebrado por qualquer uma das partes por qualquer capricho, e a parte de boa fé está sujeita à perdas financeiras sob a mão da parte que quebra os contratos, com a ajuda de juízes e advogados.

Não é a lei do contrato a base da nossa economia? Como a unidade da família é uma unidade econômica, não podemos subestimar as oportunidades que esse roubo “legalizado” representa. “Abriram as comportas da pilhagem” disse Baskerville. “A mulher recebeu o poder de ter uma aliança com o estado [...] e o pai está sozinho do outro lado [...] E sim, isso pode acontecer com um homem que sabe jogar o jogo do sistema, de modo que ele também pode saquear a mulher”. Assim, o casamento passa a parecer-se com a famosa teoria de jogo do “Dilema do Prisioneiro”, onde o primeiro a trair é o vencedor.

De acordo com Baskerville, há um movimento que encoraja as mulheres a acusarem seus maridos de violência doméstica, mesmo se ela não acontecer; tais acusações são parte de uma fórmula, que representa um meio para determinado fim. Sobre esse assunto, há pouco a se dizer. Em termos práticos isso não existe. “Qualquer homem que casa está vulnerável a essa ação” comenta Baskerville. E então as cortes são arbitrárias: “As cortes também não hesitam em convocar os pais demasiadas vezes até eles perderem seus empregos e irem presos por estarem desempregados. Não é incomum um pai ser convocado para uma corte cem vezes”.

Sob esse sistema, todas as esposas estão efetivamente casadas com o estado e todas as crianças estão sob a custódia do estado, de modo que todo homem é meramente convidado em sua própria casa – sujeito a despejo imediato a qualquer hora sem o devido processo da lei. “A ameaça mais direta à família nos dias de hoje são os tribunais de divórcio” comentou Baskerville. Eles encorajam o divórcio, que na maioria esmagadora das vezes é pedido pela mulher, e “é uma fórmula de enorme ganho para os advogados”. Além disso, disse ele, ninguém está lutando pelos direito dos pais porque “as pessoas não querem admitir que algo tão grande e tão maldoso está acontecendo”.

Por fim, Baskerville quer que sejamos honestos: “Se nós realmente acreditamos que nossa atual política de divórcio é apropriada, deveríamos, pelo menos, ter a honestidade de avisar os jovens que o casamento não dá a eles qualquer proteção contra a tomada dos seus filhos pelo governo, além de tudo mais que eles tiverem. Vamos avisá-los que durante seus casamentos, mesmo se eles se mantiverem fiéis aos seus votos, eles podem perder as crianças, suas casas, suas economias, seus ganhos futuros, sua liberdade e até mesmo suas vidas”.

Publicado no Financial Sense.

A POLÍTICA DE DESARMAMENTO DESEJADA PELO GOVERNO DO PT FAVORECE BANDIDOS, APREENDE ARMAS LEGAIS, DEIXA AS ILEGAIS PARA OS BANDIDOS E NÃO EVITA ACIDENTES. Veja o caso ocorrido nos EUA. Ou:

Menina de 12 anos usa revólver e se livra de invasor
Escrito por Madeleine Morgenstern e publicado no site www.midiasemmascara.org

Se os familiares de Kendra St. Clair tivessem dado ouvidos aos esquerdistas anti-armas, o final desta história poderia ter sido trágico."Ela fez tudo o que devia fazer e como último recurso, ela fez o que tinha de fazer para se proteger”, afirmou o delegado.

A polícia em Oklahoma diz que uma menina de 12 anos usou a arma da família para atirar num intruso durante um assalto.

A menina Kendra St. Clair disse para o noticiário ABC News que ela estava em casa sozinha quando ouviu um golpe estrondoso na porta, e em seguida vidro se quebrando, e o intruso entrando na casa.

Apavorada, Kendra ligou para sua mãe, que a orientou a pegar a arma e se esconder no armário.

“Eu disse ‘Vá pegar a arma e entre no armário agora mesmo e ligue para a polícia’”, Debra St. Clair disse para a TV KFOR.

Kendra estava dentro do armário, no telefone com o atendente da polícia e agarrada a um revólver calibre .40 quando viu a maçaneta do armário virar.

“Eu estava sentada ali dentro do armário muito assustada, não sabendo o que ia acontecer”, Kendra disse para KFOR. “Quando ele virou a maçaneta da porta, atirei na direção dele com a arma da minha mãe e atingi-o bem no braço”.

Foi a primeira vez que Kendra havia disparado um revólver. A polícia disse que a bala atravessou a porta do armário e acertou Stacy Jones, de 32 anos, no ombro, levando-o a fugir da casa.

“Eu estava tremendo e não sabia o que fazer. Eu estava hesitando sobre o negócio todo o tempo inteiro”, disse Kendra. “Eu estava assustada, triste e chorando. Eu não conseguia acreditar no que estava acontecendo”.

A polícia prendeu Jones a alguns quarteirões. Ele foi levado de helicóptero a um hospital em Plano, Texas para tratamento. Ele sobreviveu e foi indiciado por assalto em primeiro grau.

O delegado Ken Golden elogiou Kendra por suas ações.

“Ela fez tudo o que devia fazer e como último recurso, ela fez o que tinha de fazer para se proteger”, Golden disse para KFOR.

Tradução: Julio Severo

Do The Blaze: 12-Year-Old Girl Home Alone Uses Family Gun to Shoot Intruder

www.juliosevero.com

terça-feira, 23 de outubro de 2012

A IDEOLOGIA GAY É TOTALITÁRIA. Nos Estados Unidos, nos 32 estados onde a definição de “matrimônio” foi submetida a votação popular, o casamento gay foi rechaçado. Nos estados onde foi aprovado, foi por imposição de juízes ativistas e nunca por voto popular. Ou:

O caráter totalitário e anti-democrático da ideologia gay
Por Jorge Ferraz (Admin) no site DEUS LO VULT! Posted: 22 Oct 2012 11:40 AM PDT

A Caminhada Pró-Vida que aconteceu ontem em Recife, a despeito do seu estrondoso sucesso, contou com algumas ausências importantes e dignas de menção. Uma delas foi justamente o silêncio sobre a imposição da ideologia gayzista, ameaça atual e concreta pairando sombriamente sobre a nossa sociedade brasileira. Uma vez que a Família é a célula-mater da sociedade e berço da vida – e uma vez que ontem se celebrava também o Dia Nacional de Valorização da Família recentemente instituído -, nada seria mais conveniente do que aproveitar a oportunidade para marcar a nossa irredutível posição em favor da Família enquanto sociedade natural formada pela união entre um homem e uma mulher, e contra todas as suas caricaturas que intentam tirar-lhe a força e a credibilidade diante da opinião pública. Nada mais adequado do que chamar a atenção para a sangrenta batalha ideológica e cultural que estamos travando para garantir a sobrevivência da Civilização nestes dias terríveis em que ela é tão impiedosamente assolada pelos bárbaros travestidos de elite moderna, evoluída e bem-pensante.

Hoje mesmo (se a memória não me trai), no Ministério Público de Pernambuco, acontece uma audiência com o Fórum Pernambucano Permanente Pró Vida a respeito daquela campanha “Pernambuco não te quer!” que, no mês passado, provocou uma enorme polêmica nos meios de comunicação e nas redes sociais. Na ocasião, manifestei aqui as minhas preocupações a respeito do patrulhamento dos meios de comunicação que este fato preconizava; independente de quaisquer consideraçõe a respeito da forma como o anúncio foi veiculado, o linchamento midiático (e jurídico) que os responsáveis pela peça publicitária estão sofrendo é digno de preocupação e, por conta disso, eles merecem a nossa solidariedade.

Não existe “crime de homofobia” no Brasil e, ainda que existisse, a simples posição contrária ao turismo homossexual não poderia jamais ser classificada como crime de ódio contra os homossexuais [deixando claro que "turismo homossexual" aqui obviamente não se refere à simples locomoção dos gays pelo Recife, e sim à propaganda - artificial, discriminatória e segregadora, aliás! - da cidade como um destino turístico sexualizado voltado para o público gay]. Se, em atenção à histeria dos militantes homossexuais, nós abrirmos mão do nosso direito de classificarmos o comportamento homossexual como moralmente errado, daqui a pouco estaremos como o Canadá – onde os colégios católicos estão ameaçados de não mais poderem ensinar que o aborto é errado - e não saberemos o porquê.

É preciso denunciar o caráter totalitário e anti-democrático da ideologia gay, que só floresce onde é imposta e só consegue se estabelecer via canetada, à revelia dos anseios da população. São interessantes estes dados sobre o tema nos Estados Unidos: nos 32 estados onde – por conta do lobby gayzista – a definição de “matrimônio” foi submetida a votação popular, o matrimônio natural ganhou em todos eles, com o “casamento gay” sendo explicitamente rechaçado. Ou seja, em todos os lugares onde existe “casamento gay” nos Estados Unidos, é porque isto foi feito por imposição de juízes ativistas e nunca por voto popular. Coisa diferente não está acontecendo no Brasil, onde a promoção estatal ao gay-way-of-life é completamente destoante da percepção que o povo brasileiro tem do homossexualismo.

Num mundo onde os estudos que advertem que a adoção homossexual é arriscada para crianças são sumariamente descartados do debate público como se fossem peças publicitárias de ódio fundamentalista e onde o mero protesto contra a sexualização da sua cidade enseja protestos públicos, ameaças privadas e ações civis e penais, é preciso ter a coragem de não se deixar levar pela correnteza dos fatos que nos arrasta à queda fatal. O respeito aos homossexuais não tem nada a ver com o aplauso entusiasta à sua conduta, e defender a Família natural não guarda nenhuma relação com espancar e matar travestis na Avenida Paulista. Isto precisa ficar claro; porque quando a moral judaico-cristã for crucificada sob os gritos de “homofobia”, quem vai rasgar-se de alto a baixo é a própria Civilização que ela sustenta e permite existir.


JULGAMENTO DO MENSALÃO: O PT RECEBEU UM BAITA GOLPE MORAL. POR ISSO MESMO, ESTÁ MAIS PERIGOSO DO QUE NUNCA! Eleitor: Cuidado com o financiamento público de campanha e com o abuso do poder econômico dos órgãos e das empresas governamentais. Ou:

O julgamento do mensalão mal começou. Agora tem início a disputa pela história. Ou: Os petistas não aprendem nada nem esquecem nada!
Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Não pensem que o julgamento do mensalão acabou. Sob certo ponto de vista, ele mal começou. Depois do maiúsculo trabalho feito pelo Supremo Tribunal Federal — que deu aos crimes os nomes que, durante um bom tempo, as oposições se negaram a dar —, resta agora o que chamarei de disputa pela narrativa histórica, que não coincide necessariamente com os fatos, sobejamente relatados e provados pela Procuradoria-Geral da República, com o endosso da maioria dos ministros. Depois de examinar severamente as provas, o resultado é o que se viu: gestão fraudulenta, corrupção ativa, corrupção passiva, peculato, formação de quadrilha… A soma de horrores tinha um propósito, como também restou cristalino: executar um projeto de poder que buscava — busca ainda — tornar inermes as instâncias da República. O que o Supremo fez foi punir a extrema ousadia. Depois disso, aquela gente se tornou um pouco mais prudente, mas não quer dizer que tenha mudado de propósitos. Para os petistas, gosto de lembrar a frase de Talleyrand ao definir os Bourbons: “Não aprenderam; não esqueceram nada!”. Quem vai se apossar dessa narrativa?

Na academia, alguns poucos aos quais restou, intocada, a honestidade intelectual buscarão relatar a história. Uma grande maioria certamente se calará porque os fatos, afinal, não obedeceram aos desígnios do “Partido”, o ente de Razão que escolheram como senhor da história, numa evidência de sua mediocridade intelectual, de sua fraqueza moral e de sua baixeza ética. É preciso, é evidente, que os políticos de oposição se encarreguem de transformar a evidência dos fatos numa herança histórica a ser lembrada pelas gerações futuras. Até porque estamos falando de um mal de muitas cabeças. Não pensem que o petismo vai se conformar com o veredicto do Supremo. Muito pelo contrário: tentará usar a condenação para partir para o ataque.

Não me refiro às muitas notas disparadas pela Executiva do PT, por José Dirceu ou por José Genoino. Não me refiro às tolices do stalinismo bolorento de Marilena Chaui, que segue a trajetória inversa à dos bons vinhos. Refiro-me aqui a outra coisa. Os petistas tentarão se vingar institucionalmente. E já emitem sinais nesse sentido, com o que terão de tomar cuidado também os partidos da base aliada.

No domingo, em entrevista ao Estadão, quando posou uma vez mais de herói, José Genoino defendeu, do nada, o financiamento público de campanha, no bojo de uma “reforma política profunda”… Por que um partido que exerce o terceiro mandato consecutivo segundo as regras que aí estão, que se constituiu, na sua vigência, como uma das maiores legendas do país, quer mudar “profundamente” as regras do jogo? A resposta é uma só: para se eternizar no poder. Ora, o financiamento público, se fosse instituído, teria de obedecer a algum critério, como a distribuição dos recursos segundo a atual bancada dos partidos, por exemplo, o que daria ao PT uma enorme vantagem. Imaginem vocês: os petistas querem fazer uma “reforma política profunda”, que terá como fundamento o atual tamanho das bancadas, quando os partidos de oposição vivem o seu pior momento. E não está de olho só nisso, não! Também vê com desconfiança o crescimento de alguns aliados. Antes que o mal cresça, pretende lhe cortar a cabeça.

Tentará ainda mecanismos para controlar a imprensa e, como já anunciaram alguns representantes do partido, o próprio Poder Judiciário. É pouco provável que consiga realizar esses intentos. Todas as iniciativas, no entanto, constituem esse esforço de ser o senhor da narrativa.

O mensalão por outros meios
Cumpre ter muito claro uma coisa: essa gente não tem limites e não reconhece os valores que orientam uma democracia e uma República. Nem a própria imprensa, com raras exceções, vocês já sabem disso, se dá conta das barbaridades que são cotidianamente ditas e cometidas. No fim de semana, em Santo André e Mauá, Lula disse, com todas as letras, na presença de ministros de estado, que vai atuar junto à presidente Dilma para que não faltem recursos a cidades cujos prefeitos sejam petistas. E isso passa como coisa normal. A própria presidente sugeriu, em Salvador, que a eleição de um candidato do PT facilita o trabalho com o governo federal.

Isso tudo é um acinte. Essa é, provavelmente, a forma mais escancarada de uso da máquina pública de que se tem notícia. Não deixa de ser uma espécie de mensalão, executado por outros meios. Trata-se de deixar claro aos eleitores que o estado foi capturado e que fazem dele o que lhes der na telha: havendo um prefeito aliado, chegará dinheiro; não havendo, então não!

Por que se constituiu a quadrilha do mensalão? Porque os petistas não reconhecem os fundamentos de uma República democrática, que prevê a alternância de poder se for essa a vontade do povo. Não para eles. Poder conquistado é poder acumulado, e não se concebe que outro lhes tome o lugar. Por isso buscaram fraudar as regras do jogo com aquela cadeia de crimes; por isso voltam a falar em reforma política e financiamento público de campanha; por isso ficam a fazer chantagem sobre os palanques.

Os partidos de oposição têm de denunciar toda essa gente ao Tribunal Superior Eleitoral, sempre tão célere em censurar meras mensagens de propaganda. Quero ver é um TSE que coíba o uso da máquina pública e o abuso do poder econômico nas eleições. O PT recebeu um baita golpe moral. Por isso mesmo, está mais perigoso do que nunca!
Texto publicado originalmente às 5h19

Tags: Mensalão, PT, ditadura petista, financiamento público de campanha, abuso de poder econômico, José Genoino, governo do PT