sexta-feira, 21 de setembro de 2012

AFINAL, O QUE ESTÁ POR TRÁS DO MENSALÃO? O mensalão vai além da corrupção que é usada para solapar a democracia e a liberdade. O PT não é um partido democrático

AFINAL, O QUE ESTÁ POR TRÁS DO MENSALÃO?
Escrito por Aluizio Amorim e publicado no blog www.aluizioamorim.blogspot.com
Ainda que o STF condene os envolvidos no mensalão e, em grande medida indique que as instituições democráticas estão de pé no Brasil, a questão fundamental que permeia o nefasto episódio de corrupção, o maior ocorrido na história da República, continua obscurecida.

É claro que boa parte dos mensaleiros jogou o jogo do PT para se locupletar e continuará a fazê-lo, ainda que de outras maneiras, tendo em mira o mesmo objetivo, obter vantagens pecuniárias por meio do roubo de dinheiro público.
Mas por trás de tudo isso seus artífices consideram apenas que houve um inusitado anteparo no caminho do objetivo maior que é o domínio total do Estado brasileiro.

Trava-se, portanto, como as coisas estão postas, apenas um debate em nível moral e ético, o que já é sem dúvida alguma coisa para um país como o Brasil conhecido como um dos mais corruptos do planeta. Entretanto, a questão política continua à margem.

Como o PT não é um partido democrático e visa a implantação do socialismo no Brasil a Nação já vive há uma década um processo de constante instabilidade. E continuará a vivê-lo enquanto o PT continuar no poder.

Essa instabilidade faz parte da estratégia do Foro de São Paulo, a organização fundada por Lula e seus sequazes cucarachas e alcança todos os setores da vida social, como a insegurança pública (o direitro de ir e vir já está comprometido), relações trabalhistas (profusão de greves), o aparelhamento partidário de todas as organizações estatais e da sociedade civil, invasão da propriedade privada e agitação no campo (MST, Via Campesina), proselitismo político e ideológico nas salas de aula em todos os níveis, ataque aos valores da civilização ocidental, antiamericanismo, antissemitismo, incentivo à luta de classes, discriminalização das drogas entorpecentes (marcha da maconha), profusão de greves, ataque à liberdade de imprensa, enfim um conjunto de ações imenso que determina uma vida social permanentemente instável.

Se formos analisar comparativamente o que ocorre no Brasil e no restante da América Latina, sobretudo nos países cujos governos estão vinculados ideologicamente ao Foro de São Paulo, ver-se-á a ocorrência dessa mesma instabilidade política e social decorrente da aplicação metódica da agitação social e da criminalidade tendo por objetivo o esfacelamento das instituições democrática para no seu lugar erigir o centralismo democrático, ou seja, direção política emanada por um partido socialista. Em outras palavras, uma espécie de ditadura consentida que se opera, sobretudo, pela lavagem cerebral constante em todos os níveis e na qual a linguagem joga um jogo fundamental que denomino de "guerrilha semântica".

Por isso que conceitos como "liberdade de expressão", "direitos humanos", "liberdade", "democracia", como podem notar, vão adquirindo conotações diferentes e estranhas. Só um exemplo: liberdade de expressão passou a ser o consumo de entorpecentes ou as mulheres e homens andar nus pelas ruas. Não é à toa que há algum tempo surgiu um grupo na Universidade de Brasília que colocava em causa a denominada "normal culta" da língua portuguesa fazendo picadinho das regras gramaticais.

Outro conceito que vem sendo modificado em diz respeito a "golpe de Estado". Agora mesmo o PT qualificou de "golpe" as estarrecedoras revelações da reportagem da revista Veja, na qual o réu do mensalão Marcos Valério acusa o ex-presidente Lula como o chefe da tramóia. Na verdade não existe ameaça de golpe coisa nenhuma. A revista conseguiu essas informações e as publicou e isto é jornalismo que nada tem a ver com golpe de Estado.

Estes são apenas alguns exemplos do que há pelo menos uma década está em curso no Brasil e na maior parte da América Latina. O mesmo também pode ser verificado na Europa e nos Estados Unidos, mas nesses países o nível de educação e consequente maior capacidade de discernimento da sociedade, aliada a uma organização política sólida e com nítida distinção ideológica dos atores políticos, impede ou pelo menos retarda a destruição das instituições democráticas.

O que acabo de declinar neste pequeno artigo mostra que se vive a ausência completa do exercício da política no Brasil. E isto abre o caminho para mais adiante surgir no horizonte uma tal reforma política para moer a Constituição e no seu lugar erigir um monstrengo que liquidará completamente a nossa liberdade.

Como se vê, o debate sobre o mensalão é feito levando-se em consideração apenas a questão da corrupção. Todavia não se discute os motivos que levaram os seus autores à montagem do esquema. Como disse, a maioria entrou no esquema para encher os bolsos com dinheiro público. Mas o mensalão vai além da corrupção. Neste caso ela é usada para solapar, mais adiante, a democracia e a liberdade.

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