domingo, 30 de setembro de 2012

CUIDE DA EDUCAÇÃO SEXUAL DE SEU FILHO. NÃO DEIXE POR CONTA DA ESCOLA. VOCÊ CORRE O RISCO DE SEU FILHO SER DESVIADO PARA UM CAMINHO RUIM. Ou:

Corrompendo a infância à luz do dia
Escrito pelo site Escola Sem Partido e publicado no site www.midiasemmascara.org

Pais e crianças rejeitam a perversão sexual ensinada numa escola de Minas Gerais. A professora tenta se justificar, afirmando que as crianças propuseram o tema. As alunas, de apenas 10 anos, constrangidas, negam: "é muito feio, e somos muito novas para aprender essas coisas."

"Como se transa?" "O que é sexo anal?" "Como dois homens fazem sexo?" "O que é transexual?" "O que é boquete?" "É possível mais de duas pessoas fazerem sexo?"

Estas são algumas das perguntas do dever de casa dos alunos do 4º ano de uma escola pública de Contagem, Minas Gerais, crianças de 10 anos.

A Sra. Norma Nonata de Aquino, pedagoga da escola, defendeu a professora que passou o dever aos alunos, declarando o que segue:

Nossas crianças, embora tenham 10 anos de idade, são crianças curiosas, já tem acesso a uma série de informações; são crianças que têm influência da mídia, da música, da novela, dos filmes, e trazem consigo as questões ligadas à sexualidade.

Sexualidade foi um tema escolhido pela própria turma, é um tema transversal, é um tema que a escola trabalha com base em orientação do MEC, dos parâmatros curriculares, a escola desenvolveu um trabalho sério, organizado, planejada a partir das questões das próprias crianças.

Assista ao vídeo da reportagem levada ao ar pela rede Record de Minas Gerais, em 26 de setembro de 2012:

Comentário do Escola Sem Partido: Se Dona Norma quiser ensinar sua filha de 10 anos o que é e como se faz um boquete, ninguém tem nada com isso, pois o art. 12 da Convenção Americana de Direitos Humanos lhe garante o direito de dar aos seus filhos a educação moral que esteja de acordo com as suas próprias convicções.

Mas ela não pode fazer a mesma coisa com as crianças que estudam na sua escola, pois os pais dessas crianças também têm o direito de dar aos seus filhos a educação moral que esteja de acordo com as suas próprias convicções.

Ocorre que Dona Norma está muito segura do que diz, e não parece nada disposta a mudar de orientação. Nem ela, nem possivelmente a maioria dos seus colegas de profissão, nem o MEC, que, como se sabe, não apenas apoia como incentiva esse tipo de abordagem em sala de aula, não importando a idade dos alunos.

Portanto, se os pais quiserem exercer o direito que lhes é conferido pelo art. 12 da Convenção Americana de Direitos Humanos, eles precisam acordar. Precisam pedir ao Ministério Público e ao Poder Judiciário que proíbam as escolas de usurpar esse direito. E só há um jeito de impedir tal usurpação: obrigar o MEC e as Secretarias de Educação (1) a varrer todo o conteúdo moral das disciplinas obrigatórias, e (2) a reconhecer expressamente em seus documentos oficiais o direito dos pais de dar aos filhos a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.

Se quiser utilizar o sistema de ensino para promover uma agenda moral, o governo deve criar uma disciplina facultativa, a exemplo do que acontece com o ensino religioso. Conhecendo previamente o conteúdo dessa disciplina, os pais decidirão se querem ou não que seus filhos a frequentem.

Enquanto isso não acontecer, o art. 12 da Convenção Americana de Direitos Humanos será letra morta em nosso país.

Fonte: http://videos.r7.com/professora-choca-alunos-de-10-anos-com-questionario-sobre-posicoes-sexuais/idmedia/50638ae7e4b03420d5780eb2.html

Do Escola Sem Partido.

Tags: educação | doutrinação | direito | governo do PT | Brasil | movimento revolucionário

Afronta aos cristãos: as inversões de Dilma e do TJ de SP

Afronta aos cristãos: as inversões de Dilma e do TJ de SP
Escrito por Julio Severo e publicado no site http://www.midiasemmascara.org/artigos/governo-do-pt/13449-afronta-aos-cristaos-as-inversoes-de-dilma-e-do-tj-de-sp.html
Artigos - Governo do PT

"Tribunal determina fechamento de mesquitas em São Paulo. Dilma condena na ONU perseguição islâmica aos cristãos

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou nesta terça-feira, 25, o fechamento de todas as mesquitas em São Paulo pelo fato de que os seguidores da religião muçulmana têm sistematicamente perseguido, torturado e assassinado anualmente milhares de cristãos em países islâmicos. Horas antes, a presidente Dilma Rousseff condenou a violenta perseguição muçulmana aos seguidores de Cristo no discurso de abertura da 67.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque."

Nessa altura, você deve estar se beliscando e dizendo: “Uau! Será que estou bêbado e não estou lendo direito?” Ou: “Será que o Julio Severo bebeu?”

De fato, conhecendo o comportamento da Justiça brasileira e da presidente com histórico de terrorista, é impossível imaginá-los agindo contra sua própria natureza.

A verdade é: O Tribunal de Justiça de São Paulo nunca reconheceu a perseguição aos cristãos em países islâmicos. Portanto, no que depender desse nobre tribunal, os islâmicos terão total liberdade para propagar no Brasil suas ideias doces e angelicais. Quanto aos cristãos nos países islâmicos, talvez os nobres juízes pensem: por que é que eles não aceitam as “ideias doces e angelicais” do “profeta” Maomé?

Quanto ao islamismo, houve realmente uma ação dos nobres juízes, conforme noticiou o jornal Estadão: “O Tribunal de Justiça de São Paulo proibiu nesta terça-feira, 25, o site YouTube de exibir o trailer do filme ‘Inocência dos Muçulmanos’, que é ofensivo ao islamismo”.

O título do artigo do Estadão é ainda mais interessante: “Justiça proíbe exibição no Brasil de filme que ofende Maomé”.
Agora é eu que digo: “UAU!” Já pensou esse mesmo jornal dizendo: “Justiça proíbe exibição no Brasil de filmes que ofendem Jesus Cristo”. Ou: “Justiça proíbe exibição nas paradas gays de imagens que ofendem Jesus Cristo”.

Mas não. Como se não bastassem agir como se fossem adoradores do homossexualismo, agora querem também impor que um Estado laico é um Estado sem Cristianismo, mas que se prostra diante do nome de Maomé.

A senhora Dilma Rousseff realmente esteve na ONU. Como representante máxima do maior país católico do mundo, ela tinha a obrigação moral (ainda mais que seu governo é obcecado por direitos humanos até para formigas e adoradores do ânus) de pelo menos condenar a perseguição, tortura e martírio de católicos em países islâmicos. Mas, para ser fiel ao seu passado de terrorismo e comunismo, ela preferiu agir conforme sua própria natureza. O jornal Estadão, na mesma matéria, anuncia: “A presidente Dilma Rousseff condenou a islamofobia no discurso de abertura da 67.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas”.


Na ONU, diante de todas as nações, a preocupação mais importante da presidente do Brasil é a islamofobia — isto é, o “preconceito” ao islamismo como “religião de paz e amor”!

Lição de moral do Tribunal de Justiça de São Paulo e de Dilma: Nunca condene, critique ou ofenda os opressores, perseguidores, torturadores, estupradores e martirizadores islâmicos de cristãos!

Se muçulmanos estivessem sendo perseguidos, estuprados e mortos aos milhares por ano em países católicos e evangélicos, faria sentido Dilma condenar a “islamofobia”. Mas está ocorrendo exatamente o contrário: homens, mulheres e crianças estão sendo presas fáceis de violências, estupros e assassinatos apenas por dizerem que acreditam que Jesus Cristo é o Filho de Deus. E os EUA, o maior país evangélico do mundo, e o Brasil, o maior país católico do mundo, não bocejam uma simples palavra de condenação aos governos islâmicos assassinos.

Pelo menos, os seguidores de Maomé têm muito mais coerência. Os presidentes de países islâmicos defendem os muçulmanos e sua religião com unhas e dentes — enquanto outros muçulmanos os defendem com bombas e matanças. O presidente islâmico do Irã, Arábia Saudita, Egito ou Líbia jamais apareceria na ONU para condenar a “catolicofobia” ou a “cristianofobia”.

Já Dilma Rousseff, presidente do maior país católico do mundo, está pronta para condenar a “islamofobia” e jogar os católicos na arena dos leões homossexuais e islâmicos.

Se enquanto islâmicos perseguem, estupram e matam cristãos, Dona Dilma prefere aparecer na ONU para condenar a “islamofobia”, fico pensando: O que ela faria se os católicos começassem a dar o troco para todos os muçulmanos do Brasil, perseguindo-os, torturando-os e matando-os? Será que Dona Dilma apareceria na ONU para condenar a “catolicofobia”?

Acho que a esquizofrenia ideológica dela tem outra explicação: com seu passado terrorista, ela só pode apoiar a maior força motivadora do terrorismo internacional moderno — que é exatamente o islamismo.

Daí, tanto faz Dona Dilma condenar na ONU a “islamofobia” ou o “terrorismofobia”.


www.juliosevero.com

Tags: governo do PT | perseguição anticristã | esquerdismo | Dilma Rousseff | ONU | cristianismo | Igreja Católica | catolicismo | terrorismo | direito

sábado, 29 de setembro de 2012

Jornalista da Falha de São Paulo critica o livro "O País dos Petralhas II", mas mente igual ao gato escondido com o rabo de fora. Reinaldo Azevedo estará em Curitiba dia 08/11/2012. Ou:

Jornalista da Folha não lê o meu livro, engana seus leitores, resolve resenhar Reinaldo, não “O País dos Petralhas II”, e mente sobre mim
Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Bernardo Mello Franco, jornalista da Folha, escreveu um texto sobre “O País dos Petralhas II – O inimigo agora é o mesmo”. Está publicado hoje no jornal. Não resenhou o livro, mas o autor, de quem ele parece não gostar muito, o que é um direito. Ele não tem é o direito de escrever mentiras sobre mim e sobre o livro.

É claro que eu respondo. Eu sou como Joaquim Barbosa: cedo a provocações. Como não estou no Supremo e meus leitores se divertem, então eu me divirto também. Segue o seu texto em vermelho. Respondo em azul.

*

Azevedo volta a mirar o PT em “O País dos Petralhas II”
Jornalista lança nova coletânea de textos em que ataca o ex-presidente Lula, políticos e artistas que julga simpatizantes do partido.
O País dos Petralhas II reúne 113 artigos. Sabem quantos tratam diretamente de Lula? Apenas 10. Outros 12 se referem ao governo Dilma. Nesse segundo grupo, há críticas muito duras à oposição. Não que eu tenha qualquer receio de ser reconhecido como crítico do petismo. Na era do nariz marrom, eu me orgulho disso. Fui crítico do governo FHC também, inclusive na Folha. Forneço os números porque esses são os fatos.

Na reta final das eleições municipais e do julgamento do mensalão, o jornalista Reinaldo Azevedo volta a mirar o PT em “O País dos Petralhas II”, nova coletânea de textos do seu blog no portal da revista “Veja”.
Mello Franco deve me confundir com algum político da antiga UDN, que ambicionava chegar ao poder com discursos e a eventual ajuda de uns tanques… Qual é a inferência? Que tentei influenciar o processo eleitoral com um livro? Mais: fosse para aproveitar o mensalão, teria esperado o fim do julgamento.

“Volta a mirar o PT”??? Além daqueles 22 textos a que me referi, “O País dos Petralhas II” é composto de:
– 2 textos sobre princípios;
– 5 textos sobre aborto;
– 8 textos sobre religião;
– 8 textos sobre cotas raciais;
– 7 textos sobre “ecologismo”;
– 7 textos sobre embates envolvendo alguns artistas (que nada têm a ver com o PT) por conta de Prêmio Jabuti e Lei Rouanet;
- 6 textos sobre o que chamei “sindicalismo gay”;
- 5 textos sobre descriminação das drogas;
- 11 textos sobre política internacional (4 sobre os EUA, 3 sobre América Latina; 4 sobre Oriente Médio);
- 8 textos sobre a Comissão da Verdade;
- 5 textos sobre o Poder Judiciário;
- 7 textos sobre educação;
- 9 textos sobre ideologia;
- 3 textos sobre os falsos liberais brasileiros.

Ou por outra: dos 113 artigos, 77,8% versam sobre outros assuntos. Os leitores que ficarem com a sua versão jamais saberão disso. É claro que o PT aparece aqui e ali porque, afinal, é o partido que está no poder. “País dos petralhas”, como está claro desde o volume I, de 2008, é o espírito de um tempo — tempo que gera resenhas como essa…

Desta vez, o trocadilho de petistas com metralhas, dos irmãos Metralha, vem acompanhado de um subtítulo: “O Inimigo Agora É o Mesmo”, paródia da continuação do filme “Tropa de Elite”.
Das duas uma: ou explica a referência ou não cita (mas aí ele perderia a chance de fazer um gracejo raso no parágrafo seguinte). Inverti o subtítulo do filme “Tropa de Elite II – O inimigo agora é outro” porque, como está claro num dos textos do livro, critiquei a subordinação do segundo filme de José Padilha à sociologia do pé quebrado, que resolveu culpar “o sistema” pela violência no Rio. Como eu acredito em responsabilidades de indivíduos, não de entes abstratos, fiz a brincadeira.
Nota – “Petralha” não é um “trocadilho”, mas um neologismo, que já integra um dos três grandes dicionários da língua portuguesa produzidos no Brasil.

Azevedo, um ex-trotskista arrependido, é uma espécie de Capitão Nascimento da direita. Da sua tribuna na internet, aponta o fuzil sem piedade para o ex-presidente Lula e para políticos, artistas ou intelectuais que julga simpatizantes ou aliados do PT.
Sou tão “ex-trotskista arrependido” quanto Mello Franco é um pós-udenista culpado! É uma tolice e uma mentira! Como ele não leu o livro, não chegou à página 364, em que está escrito, com todas as letras:
“Fui trotskista dos 14 aos 21 anos mais ou menos. Posso não me orgulhar, mas também não cabe ficar falando de arrependimentos. Havia as circunstâncias e as escolhas que fiz com o entendimento que tinha do mundo à época. Mas acho que bem cedo percebi o mau cheiro que exalava daquele pântano moral. Curiosamente, o livro que me tirou daquela bagaceira também ética foi escrito por um deles — ainda hoje considero o mais inteligente entre eles. Refiro-me a Moral e Revolução, escrito por Leon Trotski.”

E essa é apenas uma das vezes em que escrevi que não me arrependo de coisa nenhuma! Já disse que foram anos importantes na minha formação porque li boa parte da literatura de esquerda, que é hoje utilíssima às minhas análises. Quem é esse Mello Franco para dizer que sou “ex-trotskista arrependido”??? É meu confessor? Meu terapeuta? Sabe sobre mim mais do que eu? E não tenho fuzil, rapaz! Nem metafórico. Eu trabalho com palavras. “Capitão Nascimento da direita”??? Por quê? O original era de esquerda? E não! Eu não critico esse ou aquele porque petistas. Um dos textos mais longos do livro é um embate entre mim e um economista claramente liberal.

No novo livro, sobram balas para Chico Buarque (“mau romancista” e “propagandista do petismo”), para Caetano Veloso (“pensador amador”) e até para o apresentador Silvio Santos (“puxa-saco de sucessivos governos”).
Dada a sequência do texto, parece que os três são… petistas! Ora.. Esqueceu-se de informar que, no caso de Caetano, respondi a dois artigos seus no Globo, em que fui citado. No caso de Chico, omite o fato de que expliquei por que o considero “mau romancista”. E não é porque ele seja prosélito do PT — no Rio, do PSOL… Aliás, afirmei também que ele é um bom letrista. O PT nada tem a ver nem com uma coisa nem com outra. Ou Chico seria ruim nas duas coisas. Entendeu, Mello Franco, ou quer agora um desenho?

Lula, alvo principal do blog, é chamado de “O Apedeuta”. No verbete de dicionário transcrito pelo próprio Azevedo: “quem não tem instrução, ignorante”.
É mentira! Eu teria muito prazer em fazer um livro em que Lula fosse o alvo principal. Talvez ainda faça. A lista de textos vai acima. Mello Franco pode ser eventualmente doloso no terreno intelectual. A definição completa de “Apedeuta”, que está na página 431 do livro, é esta: “O termo está dicionarizado: ‘Que ou quem não tem instrução, ignorante’. Neste livro e no blog, ‘O Apedeuta’, com artigo, designa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando faz a apologia da ignorância ou fala alguma batatada teórica”. Ele reproduz só parte da definição porque, se sou um “Capitão Nascimento da direita”, então tenho de parecer também preconceituoso. Sabem como é… Por que haverão eles de ser ao menos honestos com “direitistas e reacionários”, essa gente tão maléfica?!

O primeiro volume dos “petralhas” vendeu mais de 50 mil exemplares. O sucesso de público é alimentado por um ritmo frenético de atualizações -ele costuma varar a madrugada comentando o noticiário político.
É…

Algumas das polêmicas se arrastam em posts muito longos e recheados de insultos, um problema que a edição não quis eliminar. O texto flui melhor quando o autor investe na ironia.
Entendi. Aí você ficou com preguiça e não leu! Resenhou o que não leu! Poderia ter detestado, sim! Mas, se quer escrever sobre o meu livro, não sobre mim, tenha a decência de ler. “Recheados de insultos” uma ova! Quais são os insultos? Onde estão? Não que eu ache o insulto sempre descabido, não! Nem eu nem gente muito melhor do que eu. Ocorre que, de novo!, isso é mentira!
Em tempo: meu blog e meus livros fazem sucesso, sim, Melo Franco, como você mesmo admite. E com meus textos longos! Escrevo para quem gosta de ler e para quem não é fulminado por orações subordinadas.

O livro faz ataques ao candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, chamado de “teórico do homicídio em massa” por uma frase sobre Stálin. O post em que Azevedo declarou voto em José Serra (PSDB) ficou fora da coletânea.
Quando escrevi o texto sobre Fernando Haddad, ele não era candidato à Prefeitura de São Paulo. Ocorre que Mello Franco, desde a primeira linha, quer transformar “O País dos Petralhas II” numa peça da guerrilha eleitoral — ele pode não gostar de mim e me achar bobo, mas não o bastante para atrelar um livro a uma disputa que estará decidida daqui a um mês…

E por que chamei Haddad de “teórico do homicídio em massa”? Por causa destas palavras DO ENTÃO MINISTRO DA EDUCAÇÃO, que o resenhista também omite, por ocasião da polêmica sobre aquele livro do “nós pega o peixe”:
“Há uma diferença entre o Hitler e o Stálin que precisa ser devidamente registrada. Ambos fuzilavam seus inimigos, mas o Stálin lia os livros antes de fuzilá-los. Essa é a grande diferença. Estamos vivendo, portanto, uma pequena involução, estamos saindo de uma situação stalinista e agora adotando uma postura mais de viés fascista, que é criticar um livro sem ler”.

Quem acredita que matar pessoas depois de ler livros é superior a matar antes de lê-los é o quê? Fui generoso com o mais recente aliado de Paulo Maluf. O fim do texto de Mello Franco esbarra na delinquência intelectual mesmo. Diz ele que já declarei voto em Serra, o que é verdade, mas que isso “ficou fora da coletânea”. Só ficou porque o livro não reúne textos sobre a disputa municipal em São Paulo.

Qual é a inferência do rapaz? Então eu vou lhe contar uma coisinha: meu blog deve fechar este mês de setembro com 3.070.000 visitas (para arredondar). Se digo aqui em quem vou votar, por que tentaria omitir a informação num livro? Qual é a sua hipótese?

Encerro
Não é, acreditem, a resenha negativa que me desagrada. Ela pode, inclusive, ajudar a vender livros. Podem espalhar por aí, por favor, que um jornalista da Folha detestou! Se eu tivesse a pretensão de ser amado por essa gente, não escreveria o que escrevo, não diria o que digo, não compraria as brigas que compro. Nem diria que Chico Buarque é “mau escritor”… Se esse rapaz ou qualquer outro quiserem dizer o que não vai bem no meu livro, ok. Se eu achar que devo responder ou polemizar, faço-o. E pronto! Como sempre.

Já a mentira me incomoda. A pauta do meu livro não é eleitoral — só me faltava acreditar que livros interferem no resultado das urnas… Chalita está descobrindo que não! A esmagadora maioria dos textos trata, é claro!, de temas políticos e personagens da política — e Lula é apenas uma delas. Eu não me arrependo de coisa nenhuma do meu passado — nem do que não fiz! Ocorre que o rapaz não leu o livro. Como, no momento, cobre a campanha eleitoral, em especial o candidato Fernando Haddad, do PT, resolveu não fugir da pauta.

Finalmente, Mello Franco, eu digo no blog, em livro, na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapé em quem vou votar e já votei. Pior é o gato escondido com o rabo de fora. Não é insulto. É só uma metáfora carinhosa!
*
Se vocês quiserem ir ao lançamento do livro do Reinaldo Azevedo, resenhado — o Reinaldo, não livro — pelo jornalista da Folha, não esqueçam: dia 2 em São Paulo e dia 4 no Rio.




Texto originalmente publicado às 5h19

Tags: O País dos Petralhas II, Reinaldo Azevedo, Curitiba, Política

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

CONDUZIDOS À FORÇA POR IDEIAS ALIENÍGENAS

Conduzidos à força
Escrito por Olavo de Carvalho e publicado no site www.midiasemmascara.org

Abortismo, casamento gay, quotas raciais, desarmamento civil, regulamentos ecológicos draconianos, liberação das drogas, controle estatal da conduta religiosa, redução da idade de consentimento sexual para doze anos ou menos: tais são, entre alguns outros, os ideais que fazem bater mais forte o coração de estudantes, professores, políticos, jornalistas, ongueiros, empresários “esclarecidos” e demais pessoas que monopolizam o debate público neste país.

Nenhuma dessas propostas veio do povo brasileiro ou de qualquer outro povo. Nenhuma delas tem a sua aprovação.

Isso não importa. Elas vêm sendo e continuarão sendo impostas de cima para baixo, aqui como em outros países, mediante conchavos parlamentares, expedientes administrativos calculados para contornar o debate legislativo, propaganda maciça, boicote e repressão explícita de opiniões adversas e, last not least, farta distribuição de propinas, muitas delas sob a forma de “verbas de pesquisa” oferecidas a professores e estudantes sob a condição de que cheguem às conclusões politicamente desejadas.

De onde vêm essas idéias, a técnica com que se disseminam e o dinheiro que subsidia a sua implantação forçada?

A fonte desses três elementos é única e sempre a mesma: a elite bilionária fabiana e globalista que domina a rede bancária mundial e tem nas suas mãos o controle das economias de dezenas de países, assim como da totalidade dos organismos internacionais reguladores.

Nada nos seus planos e ações é secreto. Apenas, para perceber a unidade de um empreendimento cuja implementação se estende por todo um século e abrange as contribuições de milhares de colaboradores altamente preparados -- uma plêiade de gênios das humanidades e das ciências --, é preciso reunir e estudar uma massa de fatos e documentos que está infinitamente acima das capacidades da população em geral, aí incluído o “proletariado intelectual” das universidades e da mídia onde esse mesmo empreendimento colhe o grosso da sua militância e dos seus idiotas úteis. Em geral, nem seus adeptos e servidores, nem a população que se horroriza ante os resultados visíveis da sua política têm a menor idéia de quem é o agente histórico por trás do processo. Os primeiros deixam-se levar pelo atrativo aparente das metas nominais proclamadas e acreditam piamente – ó céus! – estar lutando contra a “elite capitalista”. A população vê o mundo piorando e de vez em quando se revolta contra esta ou aquela mudança em particular, contra a qual brande em vão os mandamentos da moralidade tradicional, sem que nem em sonhos lhe ocorra a suspeita de que essas reações pontuais e esporádicas já estão previstas no esquema de conjunto e canalizadas de antemão no sentido dos resultados pretendidos pela elite iluminada.

Para explicar a confortável invisibilidade que, após décadas de ação ostensiva em todo o mundo, o mais ambicioso projeto revolucionário de todos os tempos continua desfrutando, não é preciso nem mesmo apelar ao famoso adágio esotérico de que “o segredo se protege a si mesmo”. No meio do quadro há, é claro, alguns segredos, bem como a supressão de notícias indesejáveis, ordenada desde muito alto e praticada com notável subserviência pela classe jornalística. Mas esses não são, nem de longe, os fatores decisivos. O que tem feito das populações as vítimas inermes de mudanças que elas não desejam nem compreendem são três fatores: (a) a luta desigual entre uma elite intelectual e financeira altissimamente qualificada e a massa das pessoas que não recebem informação nem educação senão dessa mesma fonte; (b) a continuidade do projeto ao longo de várias gerações, transcendendo o horizonte de visão histórica de cada uma delas; (c) a prodigiosa flexibilidade das concepções fabiano-globalistas, cuja unidade reside inteiramente em objetivos de longuíssimo prazo e que, na variedade das situações imediatas, sabem se adaptar camaleonicamente às mais diversas exigências ideológicas, culturais e políticas, sem nenhum dogmatismo, sem nada daquela rigidez paralisante dos velhos partidos comunistas.

Para enxergar a unidade e coerência por trás da diversidade alucinante das ações empreendidas por essa elite em todo o mundo ocidental, é preciso, além da massa de dados, alguns conceitos descritivos que o “cientista social” vulgar ignora por completo. É preciso saber, por exemplo, que as “nações” e as “classes” não são nunca sujeitos agentes da História, mas apenas o excipiente com que os verdadeiros agentes injetam no corpo do tempo a substância ativa dos seus planos e decisões. Isto deveria ser óbvio, mas quem, numa intelectualidade acadêmica intoxicada de mitologia marxista (ou, em parte, de formalismo doutrinário liberal-conservador), entende que só grupos e entidades capazes de durar inalteradamente ao longo das gerações podem ter a veleidade de conduzir o processo histórico? Entre esses grupos destacam-se, é claro, as famílias dinásticas, de origem nobre ou não, que hoje constituem o núcleo vivo da elite globalista. Quando essas famílias têm a seu serviço a classe acadêmica mundial, os organismos reguladores internacionais, o grosso das empresas de mídia, a rede planetária de ONGs e, por meio destas, até a massa de militantes enragés que imaginam combater aqueles que na verdade os dirigem, quem pode resistir a tanto poder concentrado? Decerto, só os dois esquemas globalistas concorrentes, o russo-chinês e o islâmico. Mas o “mundo melhor” que eles prometem não é nem um pouco mais humano, nem mais livre, do que aquele para o qual a elite fabiana está nos conduzindo à força.

Publicado no Diário do Comércio.
Tags: globalismo | esquerdismo | movimento revolucionário | aborto | movimento gay | socialismo | ambientalismo | pedofilia | cultura | direito | liberalismo | conservadorismo | ambientalismo | Rússia | China | islamismo | história | educação | doutrinação | media watch

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A MELHOR VACINA CONTRA A CORRUPÇÃO É A LIBERDADE

Escrito por PEDRO ALBUQUERQUE e publicado no site www.ordemlivre.org 27/09/2012.

Fábio Ostermann nos ofereceu aqui no OrdemLivre.org faz alguns meses um texto irretocável sobre a corrupção (“Quer diminuir a corrupção no Brasil? Tire poder das mãos de políticos”). Como explicado no artigo, falta de liberdade econômica e corrupção elevada são pragas que andam de braços dados: “quanto maior a participação do estado na economia e a autoridade conferida a seus agentes para interferirem no processo de mercado, maiores são as oportunidades de corrupção”.

O artigo do Fábio resume bem uma das mais importantes conclusões da literatura acadêmica sobre a corrupção, que deveria ser amplamente conhecida por todos, mas que infelizmente permanece restrita aos grupos interessados pela causa da liberdade. Gostaria de ampliar a discussão sobre a corrupção e adicionar algumas observações aos pontos já abordados pelo Fábio.

Liberdade econômica e corrupção são, inquestionavelmente, incompatíveis entre si, e este resultado independe da fonte dos dados. O Fábio utilizou as classificações da Heritage Foundation e da Transparência Internacional. O mapa abaixo utiliza alternativamente dados sobre liberdade econômica coletados peloFraser Institute (onde uma cor mais azul clara e verde indica mais liberdade):



O mapa a seguir, por outro lado, utiliza dados sobre controle de corrupção coletados pelo Banco Mundial (onde uma cor mais esverdeada indica menos corrupção):



É fácil observar que os resultados do artigo do Fábio não se alteram: países abençoados por altos níveis de liberdade econômica são quase sempre países com governos menos corruptos. Países com governos altamente corruptos são países desprovidos de liberdade econômica. Os países ditos comunistas e socialistas, em particular, estão entre os mais afetados pela corrupção.

O resultado não se limita, entretanto, apenas à liberdade econômica, mas a todas as liberdades. Por exemplo, tome-se a liberdade de imprensa. De acordo com oRepórteres sem Fronteiras, os países com maior liberdade de imprensa são também os com menor corrupção (onde uma cor mais clara indica mais liberdade):



O mesmo ocorre com liberdades políticas, representadas pelo índice de democracia da The Economist (onde uma cor mais esverdeada indica mais liberdade):



Pode-se observar que a relação entre liberdade e corrupção é sempre negativa, não importando qual seja a definição de liberdade utilizada.

Liberdades são enormemente eficazes no combate à corrupção sabidamente por dois grandes motivos. O primeiro diz respeito à inexistência de regulações e leis excessivas e desnecessárias. Quanto mais racional e enxuto o sistema regulatório e legal de uma localidade, menor é o campo de ação daqueles que criam dificuldades para vender facilidades. Além disso, quando o sistema jurídico de uma coletividade alinha-se às práticas e costumes dos seus membros, reduz-se naturalmente a possibilidade do abuso de poder e da contravenção, e consequentemente reduz-se a corrupção.

O segundo motivo pelo qual a liberdade contribui para a redução da corrupção passa pela transparência e pela competição na esfera pública, ou seja, por meio de sistemas de freios e contrapesos (checks and balances) que bem conhecemos desde os tempos de Locke e Montesquieu. Sociedades que não atingiram um grau elevado de sofisticação institucional ou que abandonaram a rota do liberalismo estão muito mais sujeitas aos desatinos dos poderosos e à desigualdade de poder, essa desigualdade menos badalada, que não parece incomodar tanto aqueles que se intitulam progressistas, socialistas ou esquerdistas e que defendem o líder forte, carismático e populista que os conduzirá ao “paraíso do proletariado”.

O fator cultura aparece habitualmente nas discussões sobre corrupção, e a despeito de evidência favorável a certos fatores culturais, é necessário observar que eles são provavelmente muito menos importantes que imaginado por muitos. Os países asiáticos sob a influência do taoismo, confucionismo e budismo podem ter uma reputação de corrupção mais elevada que os países avançados ocidentais, mas deve-se notar que os governos de Singapura, de Hong Kong, do Japão e da Coreia do Sul conhecem menos corrupção que muitos governos ocidentais, a despeito do inquestionável orientalismo de suas populações.

A Itália e a Grécia, campeãs de corrupção na Europa Ocidental, são utilizadas frequentemente como evidência de que a cultura greco-romana, que é a base da cultura latina, seria mais favorável à corrupção que suas variações menos latinas, nórdicas e germânicas. Tal interpretação é, porém, de uma superficialidade risível: algumas regiões da França e a Suíça romanda e italiana (de cultura inegavelmente latina) conhecem menos corrupção que regiões dos Estados Unidos ou do Reino Unido que não podem ser consideradas latinas. De fato, os países ocidentais avançados observam mais corrupção na medida em que não rejeitam o “capitalismo dos cupinchas” (crony capitalism), como nos casos dos EUA, do Reino Unido, da França e da Coreia do Sul, e a herança fascista e nacional-socialista, como nos casos da Itália, Grécia, Espanha e Portugal.

Os casos do Chile, Hong Kong e Singapura são instrutivos, pois mostram como a redução da corrupção ocorre certamente e simultaneamente ao aumento das liberdades – mesmo que lentamente. O caso do Chile em particular mostra que a queda da corrupção é ainda mais acentuada quando o efeito do aumento da liberdade econômica é reforçado pelo aumento das demais liberdades e da transparência e da competição na esfera pública. Se há uma certeza que os brasileiros deveriam ter é a de que a praga histórica da corrupção no Brasil só será reduzida no dia em que abraçarem o liberalismo de peito aberto.

Tags: Liberdade, Chile, Corrupção, Singapura, Hong Kong, livre mercado

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A FOBIA DA LIBERDADE – Os seguidores de Maomé e os racialistas recriam a censura no Brasil, com participação da Justiça Ou: O fato de um filme ser um lixo não dá a ninguém o direito de matar ou de impor aos outros a sua vontade

Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Caros, um texto dos grandes. Espalhem e debatam. Algo de muito grave está presente entre nós. Querem nos colocar sob o tacão de novas ditaduras.

Tenho 51 anos. Integrei a jovem geração que lutou por liberdade de pensamento e expressão. E que a conquistou, junto com os mais velhos, que se dedicaram à luta institucional. Aqui, abro parênteses para uma pequena digressão. Depois retorno ao leito do rio. Dia desses, na sua loquacidade bruta, sempre estúpida, Lula sugeriu que o regime democrático é uma conquista do PT. Uma ova! Tivesse o sistema político seguido a sua orientação, o Regime Militar teria elegido (e não “eleito” nesse caso…) Paulo Maluf, hoje um aliado dos petistas (era premonição?), presidente da República. Tivesse o sistema político seguido a sua orientação, a Constituição de 1988 teria ficado sob a sombra da ilegitimidade, já que os petistas se negaram a participar da sessão de homologação da Carta. E muitos foram os outros boicotes do partido à ordem legal. A Lei de Anistia, fundamental para a transição para a democracia, nada deveu ao petismo — o partido só seria fundado em 1980. Tampouco tem qualquer vínculo com o movimento sindical do ABC. Ao contrário até: a pauta do lulismo, até ali, tinha pouquíssimo apelo de natureza institucional. O desejo de liberdade que a muitos movia, só vim saber depois, só poderia ser garantido por uma sociedade democrática, de mercado e laica.

O que me levou, aliás, aos 15 anos, a me ligar a um grupo de esquerda foi justamente não me conformar com a possibilidade de que um estado onipresente dissesse o que eu poderia ou não fazer. O vocabulário era outro. Falávamos então “o sistema”. Éramos contra “o sistema”. É claro que, se era liberdade o que eu queria, a esquerda não era o caminho, como descobri depois. Mas, já escrevi, não me arrependo dos meus impulsos de então nem do meu equívoco. É evidente que a ditadura tinha de acabar.

Trinta e seis anos depois, pego-me aqui a noticiar que a Justiça determinou que o Google, a pedido da União Nacional Islâmica (UNI), retire do Youtube, no Brasil, qualquer trailer do filme “Inocência Islâmica”. Não vi esse troço nem tentarei. O que li a respeito já me basta. É um lixo! Suponho que a UNI, para pedir a censura, o tenha visto. E agora pretende impor ao conjunto dos brasileiros — como, parece, boa parte dos islâmicos querem impor ao mundo — os seus valores e a sua leitura da realidade. A síntese é a seguinte: a UNI já viu o filme por nós todos e decidiu que não temos o direito de formular o nosso próprio juízo — inclusive constatar que é um lixo. O Departamento Nacional de Censura, durante a ditadura militar, fazia rigorosamente isto: via antes os filmes. Se julgasse que eles poderiam trazer qualquer ameaça à ordem interna ou à índole pacífica do nosso povo, proibia. Nos tempos mais severos, os autores poderiam ser perseguidos.

O valor da democracia é outro. As maiores conquistas da humanidade se deram num ambiente de liberdade, de livre exame dos fatos e da história. Por mais odioso ou errado — no sentido de que possa estar em desacordo com os fatos — que seja um pensamento, é na liberdade de apontar o erro que reside a nossa grande qualidade. Se há mesmo, no tal filme, discriminação de uma religião e incitamento ao preconceito, práticas vetadas pela nossa Constituição, é preciso que se proceda a uma exame objetivo do caso em questão. A Constituição aboliu — e isso nos custou bastante — a censura prévia. A UNI não pode ter a pretensão, não numa democracia, de decidir ela própria, com o concurso de juízes brasileiros, o que podemos ou não ver. E isso vale, obviamente, para qualquer religião.

Duas das novelas que estão no ar, na Globo, ridicularizam impiedosamente personagens católicos — avançando para a caricatura grotesca. Carminha, a Megera de “Avenida Brasil”, diz-se uma católica fervorosa. Tem uma ONG, que administra em parceria com um padre idiota e comilão, só para roubar dinheiro de Tufão, o Cornão. Em público, exibe seus dotes de carola, persignando-se, fazendo tábula rasa de valores que são caros a milhões de pessoas. É evidente que essa história acaba tendo uma moral: o católico fervoroso é sempre um santarrão do pau oco, alguém que, no escurinho, pratica o contrário da fé que prodigaliza.

Em Gabriela, um padre afrescalhado, que gosta de virar os olhinhos quando fala, é só um contínuo idiota dos coronéis: nega-se a casar Gabriela porque já vivia com o noivo, mas celebra o casamento de um assassino confesso. As beatas que vivem ao redor do altar são exemplos notáveis de hipocrisia, vigarice moral e parvoíce. Sim, como católico, confesso, ofendem-me as duas reduções grosseiras da religião. Não é a crítica em si, não — eu sou apaixonado, por exemplo, por “O Vermelho e O Negro”, de Stendhal —, mas a simplificação rasteira. Mas vou fazer o quê? Os católicos farão o quê?

Podem protestar, fazer abaixo-assinados, mandar cartinhas à emissora, essas coisas muito próprias das democracias. E só! Não se concebe que, vendo ofendidos seus valores ou sua igreja, saiam por aí a botar fogo no mundo, a matar pessoas, a impor aos não católicos a sua visão de mundo.

Lembram-se da campanha antiaborto em 2010
Não precisamos ir muito longe, não. Recuemos modestos dois anos. Este país — e a maior parte de sua imprensa — assistiu calado a uma clara agressão à liberdade religiosa e à liberdade de expressão quando foram apreendidos panfletos impressos por católicos pregando a seus fiéis que não votassem em candidatos favoráveis ao aborto. O PT recorreu à Justiça, e o TSE determinou que a Polícia Federal os recolhesse. Pessoas foram detidas por portar o papel. O texto não citava o PT. O texto não citava Dilma. O texto tratava apenas de valores. Fazia uma recomendação pacífica — VOTO!!! — a seus fiéis. Nada mais do que isso.

A imprensa assistiu calada àquele absurdo e, em muitos aspectos, até estimulou a decisão, na medida em que passou a considerar a expressão de uma opinião de uma parcela da Igreja uma interferência indevida no processo eleitoral. Como se a manifestação de religiosos trouxesse, em si mesma, o mal. A questão alcançou 2012. E de maneira dramática. Antes mesmo que o PSDB ensaiasse os seus primeiros passos eleitorais, o “jornalismo independente” arrancou do partido uma espécie de promessa de que jamais se tocaria nesse assunto — ou no kit gay. Esses setores do jornalismo só se esqueceram de combinar com Celso Russomanno e com a Igreja Universal. Mas não vou tomar o atalho. Volto ao meu leito.

Uma carta de uma página — pacífica, respeitosa, decente — foi tratada como manifestação do obscurantismo, das trevas, da religiosidade tacanha. Agora, a censura imposta pelos islâmicos — mundo afora, na pancadaria; entre nós, com o auxílio da Justiça — é recebida sob um silêncio reverencial, com medo. São os setores que adoram odiar os cristãos, que não ameaçam ninguém, mas que reconhecem aos muçulmanos uma espécie de “direito natural” de impor mundo afora os seus valores e as suas crenças. A ironia perversa é que, no dia em que a Justiça brasileira volta a aplicar a censura prévia, a presidente brasileira, na ONU (ver posts abaixo), acusou a existência de “islamofobia” no Ocidente, como se os crentes dessa religião estivessem impedidos de exercer livremente as suas convicções.

Imaginem, reitero, se católicos tivessem tentando impor quaisquer limites ao catolicismo vigarista da Carminha ou à moral torta e saltitante do padre de “Gabriela”. Ainda que tivessem se manifestado apenas por intermédio de um texto, ouviríamos a gritaria: “Censura!”. Uma ação judicial, então, não teria chance de prosperar — e é bom que assim seja. Os católicos têm de aprender a defender os seus valores sem esperar que o estado ou os meios de comunicação façam isso por eles. Até porque o que está realmente em curso no Ocidente e, desde sempre, em vários países islâmicos é outra fobia: a “Cristofobia”, que é título de um dos capítulos de “O País dos Petralhas II – O inimigo agora é o mesmo”.

Já escrevi posts aqui tratando de suas situações curiosas. O New York Times publicou um anúncio conclamando as pessoas a abandonar o catolicismo, apontando as suas mazelas. Uma leitora teve uma ideia: fez peça idêntica, mas convidando fiéis a abandonar o islamismo. O anúncio foi recusado. Mark Thompson, então chefão da BBC, admitiu no começo deste ano que a rede jamais zombaria de Maomé como zombava de Cristo e explicou as razões: os muçulmanos consideram isso uma ofensa. Já os cristãos não se importavam muito. Entendo. No mês passado, Thompson mudou de continente e foi ser CEO do New York Times. Pelo visto, o jornal continuará a publicar anúncios incitando católicos a abandonar a sua religião e continuará a não publicar os que conclamam os islâmicos a fazer o mesmo. Pelo visto, quem tem o argumento da força a utiliza como força do argumento.

Não, não vi o filme e não vou ver. Aliás, o mundo o teria ignorado não tivesse sido ele transformado numa causa pelos radicalismo islâmico, que agora faz a sua pauta chegar ao Brasil.

Uma entrevistado presidente do Egito
No domingo, o New York Times, aquele de que Thompson é agora o chefão, publicou uma entrevista com o presidente do Egito, Mohamed Mursi, um dos líderes da Irmandade Muçulmana. Mais do que apoiado, ele tem incentivado manifestações de protesto contra o tal filme. Para provar a sua notável compreensão sobre o mundo moderno, afirmou esta maravilha:
“Se você quer avaliar as ações do povo egípcio segundo o padrão cultural alemão, chinês ou americano, então não há o que fazer. Quando os egípcios decidem alguma coisa, provavelmente isso não é apropriado para os Estados Unidos. Quando os americanos decidem alguma coisa, isso, evidentemente, não é apropriado para o Egito”.

Certo! Os povos têm, segundo ele, sua identidade, suas necessidades, sua visão de mundo. Isso não pode servir de pretexto, claro!, para que tiranias sanguinolentas se imponham ao arrepio de qualquer ordem internacional, mas é fato que um povo não pode dizer ao outro o que fazer. Ora, no Ocidente — nos Estados Unidos e nos demais países compreendidos sob essa designação —, a liberdade de expressão, de pensamento e de crítica é um valor, um fundamento. Que se note: não é a crítica aos muçulmanos ou a ironia com Maomé que têm ser protegidos, mas a possibilidade de expressar um ponto de vista. Se os egípcios podem e devem viver sob seus valores, por que seria diferente nas democracias ocidentais? O New York Times não lhe fez essa pergunta. Vai ver era para não ofender o entrevistado.

O mal está entre nós
O mal da censura está entre nós. Por incrível que possa parecer, por mais estúpido que isso se nos afigure, Monteiro Lobato, um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos — e era mesmo, acreditem! —, estará sob julgamento no STF. Terminou sem acordo ontem uma reunião entre o Ministério da Educação e representantes de um tal Instituto Advocacia Racial e Ambiental (Iara), que quer impedir a distribuição do livro “Caçadas de Pedrinho” em escolas públicas. O Iara submeteu a obra a um tribunal racial e exige que se acrescente a ela um adendo apontando os trechos considerados racistas.

Em 2010, depois de denúncia da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, o Conselho Nacional de Educação (CNE) determinou o banimento do livro das escolas. O MEC pediu reconsideração, e o veto foi anulado. A Iara impetrou um mandado de segurança em nome do, calculem!, técnico em gestão educacional Antônio Gomes Neto. No dia 11, o ministro Luiz Fux convocou uma audiência entre as partes, mas não houve acordo. A matéria agora deve ser analisada pelo plenário.

Adami já deixou claro que só aceita um resultado. Promete recorrer a “cortes internacionais” — como se a elas o STF fosse subordinado — caso não consiga o seu intento. Animado com a sua compulsão para censor, já pôs outro livro de Lobato na mira: “Negrinha”, que reúne 22 contos do autor. O Iara protocolou na manhã desta terça uma ação administrativa na Controladoria Geral da União (CGU) questionando a distribuição da obra em escolas públicas.

Vamos ver
Meu primeiro livro, “Contra o Consenso”, traz um pequeno ensaio sobre Monteiro Lobato. Está publicado aqui, na seção “Avesso do Avesso”. Noto ali o óbvio (embora o tema do meu texto seja outro): Lobato não é, com efeito, uma referência para o debate racial, nos termos em que as pessoas civilizadas entendem hoje a questão. Era um homem com todas as deformações do seu tempo — como todos nós. Por isso existem os professores. Por isso existem as escolas. Aliás, quem dera Lobato fosse hoje um autor trabalhado em sala de aula! Não é, com ou sem distribuição de livros pelo MEC. Seu vocabulário, mesmo na obra infantil, se tornou dramaticamente distante da indigência de nossas escolas. Que Lobato o quê! Hoje o que se leva à sala de aula, não raro, são as referências do que Paulo Freire (Deus meu!) chamava “educando”: RAP e funk! Trinta e dois por cento dos nossos universitários não são plenamente alfabetizados. Quatro por cento são analfabetos. O Jeca Tatu de Lobato era só um coitado! Os nossos Jecas estão no poder.

Imaginem se a Itália ousaria acrescentar à Divina Comédia, de Dante, uma advertência, chamando a atenção para o caráter anti-islâmico e antissemita da obra — porque há passagens que permitem essa leitura. Ou se a Inglaterra faria o mesmo com peças de Shakespeare, proibindo Otelo (o escuro incontido) ou “O Mercador de Veneza” (por antissemitismo). Ou se os EUA acrescentariam um “cuidado” por causa das inclinações fascistas de Ezra Pound! Ou se Portugal deveria censurar Alexandre Herculano em razão de “Eurico, o Presbítero”, para não mexer com susceptibilidades da Espanha (que apanha na obra) e dos muçulmanos.

O que é a educação numa sociedade livre senão a aquisição do pensamento científico e a formação do espírito crítico e de convicções no confronto livre de ideias? A ser como querem esses do tal Iara, toda obra deveria estar sempre em constante reescritura para adaptá-la aos valores contemporâneos. Não posso imaginar delírio totalitário maior do que esse — porque isso significaria, de fato, o fim da história.

Encerrando
Volto aos meus 15 anos, ao meu inconformismo com o “sistema”, o tal que ousava dizer o que eu podia ou não fazer, o que eu podia ou não ler, o que eu podia ou não pensar. Ao alcance do braço, em razão da disposição da estante em que estão estes livros, pego aqui “Trotski – Escritos Sobre Sindicato”. É uma publicação de outubro de 1978. Foi impresso antes ainda do fim do AI-5, que foi extinto no dia 13 daquele mês. Duas prateleiras abaixo, “Gramsci e o Bloco Histórico”, da Editora Paz e Terra. Ano de publicação: 1977 — na vigência ainda da ditadura, com todos os seus instrumentos.

Em 2012, os “novos iluminados”, agora divididos em corporações do ofício do pensamento, resolvem impor a censura prévia ao país e tirar livros de circulação. Tudo em nome da democracia! É a fobia da liberdade!
Texto publicado originalmente às 3h50

Tags: islamismo, liberdade de expressão, liberdade de opinião, Monteiro Lobato

terça-feira, 25 de setembro de 2012

CUIDADO! ESTÁ EM CURSO UMA FARSA FACTUAL, MORAL E JURÍDICA PARA TENTAR INTIMIDAR OS MINISTROS DO SUPREMO! OU: BASTOS, LEWANDOWSKI, OS “INTELECTUAIS” DO PT E A GRANDE MENTIRA!

Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/
Está em curso uma falácia, uma mentira, uma farsa! Ontem, estava prevista a participação de Márcio Thomaz Bastos e de Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, num seminário na USP de Ribeirão Preto destinado a debater, como é mesmo?, “a quebra dos princípios garantistas do STF” e uma suposta mudança de jurisprudência na Casa. O que isso quer dizer? É uma tentativa de afirmar que o Supremo está realizando, no caso do mensalão, um julgamento de exceção. Infelizmente, por inocência e, às vezes, ignorância bem intencionada, a imprensa está caindo na conversa, noticiando, como se estivesse a anunciar algo positivo, que o Supremo, desta feita, decidiu ser mais rigoroso. A mudança é uma patacoada, é uma fantasia, um delírio. Já explico qual é a armação.

Na quinta-feira, ao condenar alguns políticos por corrupção passiva, vimos o ministro Ricardo Lewandowski, naquele seu estilo que nós, os caipiras, chamamos de “cerca-lourenço”, a afirmar que se vergava à vontade do “colegiado”, sugerindo que, de fato, algo de novo estaria acontecendo no Supremo no que diz respeito às garantias etc. e tal… De que diabos ele falava? De que diabos fala Márcio Thomaz Bastos? De que diabos falam os ditos “intelectuais do PT” (como se isso fosse possível!), que agora decidiram enviar uma “carta” aos ministros?

A primeira questão diz respeito à corrupção passiva. Atenção! O Supremo não mudou uma vírgula do seu entendimento a respeito, até porque existe uma lei clara a mais não poder. Eu já transcrevi o artigo 317 do Código Penal aqui umas 300 vezes. Mas faço-o de novo, não ligo:
Art. 317 – Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.
§ 1º – A pena é aumentada de um terço, se, em consequência da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional.
§ 2º – Se o funcionário pratica, deixa de praticar ou retarda ato de ofício, com infração de dever funcional, cedendo a pedido ou influência de outrem:
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.


Como resta claro a qualquer pessoa alfabetizada e que não esteja movida pela má-fé, um servidor público pode praticar corrupção passiva fora da função ou mesmo antes de assumi-la. Logo, basta que exista a perspectiva do ato de ofício — no caso dos políticos, a perspectiva do ato de ofício é o VOTO. Se o senhor Lewandowski condenou mensaleiros que receberam dinheiro só porque assim o colegiado decidiu, então fez bem. O dito colegiado o livrou de um voto estúpido, então, que protegeria corruptos. Praticar efetivamente o ato (ou deixar de praticar uma obrigação) em razão de um benefício recebido É AGRAVANTE DE PENA.

Onde está o fim do “garantismo” nessa questão? Por que Márcio Thomaz Bastos não nos explica? Por que Kakay, o coruscante, não nos diz? Eu respondo: porque não está em lugar nenhum! Não há mudança nenhuma na decisão do tribunal. Assim sempre decidiram os ministros. Da mesma sorte, quando recorrem ao conjunto dos fatos para formar a sua convicção, não estão praticando direito criativo, não! Estão apenas evocando o Artigo 239 do Código de Processo Penal, a saber:
“Art. 239. Considera-se indício a circunstância conhecida e provada, que, tendo relação com o fato, autorize, por indução, concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias.”

Quando o ministro Luiz Fux lembra que cabe, sim, à defesa provar o álibi, não está pedindo que o inocente prove a sua inocência. Está apenas evocando o Artigo 156 do Código de Processo Penal, a saber: “Art. 156. A prova da alegação incumbirá a quem a fizer (…)”. Bastos tem razão para estar chateado. Seu cliente, José Roberto Salgado, diretor do Banco Rural, foi condenado por unanimidade por gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. Será julgado ainda por evasão de divisas e formação de quadrilha. A chance de que seja preso é enorme, e ele sabe disso. Zylmar Fernandes, cliente de Kakay e sócia de Duda Mendonça, ainda não foi julgada, mas o buliçoso advogado está prestando um serviço a seus amigos do PT. O que Bastos esperava? Que a impressionante penca de ações criminosas do Banco Rural fosse considerada coisa normal pelo tribunal?

Também há uma gritaria imensa no que concerne ao crime de lavagem de dinheiro. O tribunal debate se alguém que comete corrupção passiva pode também ser acusado de lavagem. Ora, pode e não pode. Depende! Uma única ação pode incorrer em dois crimes, no chamado “concurso formal”? Pode! O Artigo 70 do Código Penal é claro:
“Art. 70 – Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade. As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos, consoante o disposto no artigo anterior.(Redação dada pela Lei nº 7.209 , de 11.7.1984).

Os ministros do Supremo estão agindo, como é óbvio, dentro das balizas legais. A gritaria do petismo e áreas afins — alimentadas pela prosa ambígua de Lewandowski — é só a mobilização dos reacionários, inconformados com o fato de que a Justiça, ora vejam!, está funcionando no país.

Onde está o fim do garantismo?
Cadê a mudança de jurisprudência?
Por que não apontam o que seria o julgamento de exceção?
É uma piada!

Manifesto do oximoro
Mais uma vez, o oximoro viverá um dia de glória. Está para ser divulgada uma “carta de intelectuais petistas”. Huuummm… Ou bem se é petista ou bem se é intelectual. As duas coisas num só corpinho, como dizia padre Quevedo no Fantástico, no tempo de eu ser menino, “non ecziste!!!” Intelectual que serve a partido é esbirro de projeto de poder. Intelectual que pensa a serviço de uma legenda é escória. A única razão de ser de um livre pensador é ser livre para pensar — não se subordinando, pois, a verdades interessadas.

Essa gente é doida por um abaixo-assinado. Se o PT cismar que Newton é um adversário, eles assinam um manifesto contra a Lei da Gravidade.

Muito bem: o tal grupo, que reúne ainda “artistas” (claro!), está preparando um texto para ser entregue ao Supremo com críticas ao tom supostamente espetaculoso do julgamento. Leio na Folha: “Não é um manifesto. É um texto filosófico-doutrinário de cidadãos brasileiros preocupados com a manutenção de alguns direitos constitucionais, sobretudo o direito à presunção de inocência”.

De quem é essa fala? Do produtor Luiz Carlos Barreto, o Barretão! Deveria continuar a a produzir filmes de segunda em vez de esforçar para produzir filosofada de quinta! E ele ainda mandou ver: “Não reivindicamos a inocência de ninguém. Mas esperamos que os ministros do STF saibam punir quem tem de ser punido. E inocentar quem tem direito à inocência”. Entendi. Punir quem eles consideram culpado é justo. Punir quem eles consideram inocente é injusto. Ou por outra: justo é tudo aquilo com que eles concordam, e injusto, tudo o de que discordam. Barretão e sua turma querem dar um golpe no Supremo e tomar para eles a corte suprema do país. O ex-tucano Luiz Carlos Bresser Pereira está no grupo. Seu naufrágio não é de hoje.

Barretão poderia apontar o que entende por presunção de inocência e mostrar qual inocente, até agora, foi condenado. É um troço asqueroso! Notem que essas manifestações se seguem ao grito de guerra que foi lançando pelo PT. No comando dessa operação, estão Lula e José Dirceu. Eles não se conformam com o fato de que possa haver uma justiça independente no Brasil.

Como esquecer as palavras históricas do ex-deputado mensaleiro Paulo Rocha?
“Ninguém está negando que houve os empréstimos fraudulentos, os repasses (…)”. Ocorre que, segundo o preclaro, os “ministros do Supremo não foram colocados (sic) para apenar como estão fazendo…”.

Como se vê, ele admite a existência do crime. Ele só não se conforma é que os criminosos sejam punidos. Tem de estrelar um filme de Barretão!

Resistam, senhores ministros do Supremo! Com a Constituição e as leis na mão! Os brasileiros decentes estão com a legalidade.
Texto originalmente publicado às 6h06

Tags: Mensalão, STF, Direito, Corrupção passiva, Lavagem de dinheiro, ônus da prova

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

OUTUBRO AMARGO?

Outubro amargo?
Escrito por PERCIVAL PUGGINA e publicado no site www.midiasemmascara.org 23 setembro 2012

Mas eis que quando o outubro amargo se aproxima, se evanesce a ilusão. Não há compadres em número suficiente no plenário do Supremo.

Lula tinha três projetos importantes para 2012. O primeiro era alcançar um crescimento robusto da economia. Quando o ano começou, Dilma, no melhor estilo lulista, desfilava arrogância dando conselhos a chefes de Estado sobre como superar a crise. Mas eis que quando se aproxima o outubro amargo, depois de uma dúzia de pacotes para soprar as brasas da economia através do endividamento do povo, o PIB dá sinais de esgotamento e impotência. Parece não haver pílula azul que faça a economia adotar uma postura ascendente.

O segundo projeto lulista era eleger Haddad. Entendamos nosso ex-presidente. Ele estava nem aí para uma vitória do PT em São Paulo. Ele queria eleger o Haddad. Aliás, não era bem isso. Corrijo-me. Lula estava nem aí para o Haddad. Ele queria ser o cara que conseguiu fazer prefeito de São Paulo um desconhecido incompetente como o Haddad. Acontece que Marta Suplicy não apenas era candidata. Ela ponteava as primeiras pesquisas de opinião! Em setembro de 2011, Marta tinha 29% das intenções de voto contra 18% de José Serra. Num segundo cenário, trocando Marta por Haddad, este aparecia com 2% das intenções de voto. Voilá! Lula tinha em Haddad uma versão masculina para reproduzir o prodígio que fizera com Dilma. Certo de sua onipotência, exercendo aquela autoridade absoluta, mista de cacique e pajé (que só não funcionou na época do Mensalão), exigiu que a senadora renunciasse à candidatura em favor do seu pupilo. À medida que se aproximava o amargo outubro, Lula entrou em desespero: foi beijar a mão de Maluf nos jardins da casa dele e mandou a doublé de presidente desbancar do ministério a irmã do Chico Buarque. Ato contínuo, ofereceu a poltrona da Cultura para Marta que aceitou, subiu no palanque e tirou retrato com Haddad. No momento em que escrevo este artigo parece não haver mais tempo para que o quadro político proporcione alguma alegria a Lula.

O terceiro projeto lulista para 2012 era acabar com o processo do Mensalão. Tal missão foi enfaticamente assumida ao deixar a presidência. "Xacomigo!", terá dito Lula. Com efeito, mesmo no mais diluído senso moral, os fatos do Mensalão enodoavam sua biografia. Ora, Lula se vê como Deon, o semideus da mitologia grega que tinha o poder de submeter os demais aos seus comandos de voz. Portanto, era só falar com um, falar com outro, dar algumas entrevistas e a maior parte dos ministros do STF, obedientes aos desígnios de quem os indicou, não se recusariam a lhe entregar a própria honra. Mas eis que quando o outubro amargo se aproxima, se evanesce a ilusão. Não há compadres em número suficiente no plenário do Supremo. Lula cruza as mãos sobre as próprias vergonhas e pede que o ano termine logo.

Tags: Lula, história | Brasil | governo do PT | mensalão | Dilma Rousseff | esquerdismo | socialismo | direito

domingo, 23 de setembro de 2012

PRESERVE SUA LIBERDADE E SUA VIDA ESCOLHENDO CANDIDATOS CONFORME REGRAS DO SITE SENTINELA CATÓLICO

TRÊS PASSOS PARA ESCOLHER O CANDIDATO
Postado em September 23, 2012 por Sentinela Católico

I. O primeiro passo é examinar o Partido a que ele pertence.

Os partidos que se dizem comunistas ou socialistas são incompatíveis com a Doutrina Social da Igreja:

“Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista”
(Pio XI, Quadragesimo Anno, n.º 119).

“Entre comunismo e cristianismo, o Pontífice [Pio XI] declara novamente que a oposição é radical. E acrescenta não poder admitir-se de maneira alguma que os católicos adiram ao socialismo moderado” (João XXIII, Mater et Magistra, n.º 31).

“O erro fundamental do socialismo é de caráter antropológico. De fato, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social”
(João Paulo II, Centesimus Annus, n.º 13).

Eis a lista dos partidos brasileiros que se declaram comunistas ou socialistas (ver anexo):
Partido dos Trabalhadores (PT) – 13
Partido Comunista Brasileiro (PCB) – 21
Partido Popular Socialista (PPS), sucessor do PCB – 23
Partido Comunista do Brasil (PC do B) – 65
Partido da Causa Operária (PCO) – 29
Partido Democrático Trabalhista (PDT) – 12
Partido da Mobilização Nacional (PMN) – 33
Partido Pátria Livre (PPL) – 54
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) – 50
Partido Socialista Brasileiro (PSB) – 40
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – 16
Partido Verde (PV) – 43

Notas:
- O PV não se declara socialista, mas em seu Programa defende o homossexualismo e a legalização do aborto.
- O PT, além de se declarar socialista, exige de seus candidatos um compromisso com o aborto.

Exclua, portanto, de seus candidatos, os números 13, 21, 23, 65, 29, 12, 33, 54, 50, 40, 16 e 43.II. O segundo passo é examinar a atuação passada de seu candidato.
Se o seu candidato já foi parlamentar, verifique como foi seu voto em questões relativas à vida e à família.

02/03/2005: Deputados que votaram contra ou a favor do artigo 5º da Lei de Biossegurança, que permite a destruição de embriões humanos: http://www.providaanapolis.org.br/votobios.pdf

13/08/2008: Deputados que assinaram o Recurso 0201/08, de José Genoíno, solicitando que o projeto abortista PL 1135/91 não fosse arquivado, mas primeiro fosse apreciado pelo plenário da Câmara: http://www.providaanapolis.org.br/senaofoss.htm

28/05/2009: Deputados que assinaram a PEC 367/2009, pretendendo dar um terceiro mandato (pró-aborto) ao presidente Lula: http://www.providaanapolis.org.br/prolongab.htm

19/05/2010: Deputados que votaram contra o Estatuto do Nascituro na Comissão de Seguridade Social e Família: http://www.providaanapolis.org.br/meandros.htm

III. O terceiro passo é verificar o compromisso do candidato para o futuro.

Há uma lista de candidatos que se comprometeram a defender a vida em http://www.brasilsemaborto.com.br/?action=campanha&cache=0.1641827216371894

Mas atenção: só devemos dar o terceiro passo depois de ter dado os dois primeiros.

Não adianta, por exemplo, que um candidato pertencente a um partido comprometido com o aborto, venha depois assinar um compromisso pela vida.

Por Padre Lodi da Cruz – Pró-vida de Anápolis.

A RELIGIOSIDADE E A HIPOCRISIA

A religiosidade e a hipocrisia
Publicado por Jorge Ferraz (admin) em 05/07/2012 no site Deus Lo Vult!

A moda agora parece ser publicar imagens de pessoas que passam sua vida destratando as demais e, depois, vão à igreja como se tudo estivesse muito bem. Em uma palavra, de pessoas hipócritas. Eu não sei se o objetivo é promover uma generalização estúpida e obviamente falsa ou se, ao contrário, o objetivo é pôr em dúvida a capacidade da religião de tornar as pessoas melhores. Somente hoje vi dois quadrinhos diferentes. O que segue abaixo foi tirado daqui (só depois notei a malícia gayzista do quarto quadrinho; vou ignorar por completo esta alusão descabida à homossexualidade e me focar no binômio “pecado” x “religião”).

Eu nem vou falar sobre o risco (ou – pior ainda – o intento) de generalização, uma vez que considero a falsidade desta associação entre fervor religioso e descaso com o próximo evidente para qualquer pessoa que tenha contato real com o mundo. Dita de maneira geral, seria tão-somente uma calúnia grosseira, desmentida à exaustão pela infinitude de pessoas que se esforçam sinceramente por espalhar no mundo o Doce Odor de Cristo, e que se deixaram de tal maneira moldar pela Caridade que a sua vida é, para todos os que com elas convivem, uma doce leitura das mais suaves páginas do Evangelho. Não vou me deter na generalização caluniosa. Ao contrário, acho que vale a pena falar sobre a religião e a sua capacidade de tornar melhores as pessoas.

Há uma história clássica de um navio governado por um capitão cruel que tratava muito mal os seus subordinados. Gritava com eles, humilhava-os, chicoteava-os, era grosseiro e exigente em demasia, sempre disposto a castigar com a máxima severidade as menores faltas dos seus homens. Não obstante, era católico praticante e todos os dias, no navio, mandava celebrar Missa. E todos os dias comungava devotamente. Certa feita, um dos seus subordinados comentou que era um absurdo um homem cruel assim comungar todos os dias, o que foi ouvido pelo capitão. E este comentou: “se eu sou cruel assim comungando todos os dias, imagine como eu não seria se não comungasse!”.

A anedota, claro, é exagerada, uma vez que tal excesso de maus tratos – e de cores tão tetricamente carregadas! – configuraria muito provavelmente um pecado mortal e, portanto, impediria a comunhão eucarística ao nosso mal-amado capitão. No entanto, serve para ilustrar os princípios gerais, que podem ser resumidos no seguinte: se alguém é uma má pessoa tendo uma vida religiosa, provavelmente seria muito pior se não a tivesse. À exceção de algum distúrbio patológico profundamente afim com a psicopatia, o fato é que um religioso hipócrita seria ainda pior se os seus vícios não tivessem nem ao menos que se preocupar em prestar essa “homenagem à virtude” que é a essência de toda hipocrisia. Naturalmente, do ponto de vista subjetivo, esconder a iniqüidade sob um verniz de virtude provavelmente fará com que quem assim procede tenha contas mais graves a acertar com o Justo Juiz n’Aquele Dia; do ponto de vista do mal causado, no entanto, e abstraindo-se do mau exemplo e do escândalo, é fato que a energia gasta em esconder o mal causado poderia perfeitamente ser empregada em causar ainda mais mal, se não houvesse nem ao menos a preocupação de escondê-lo. Para ilustrar, em se tratando da tirinha acima, o último quadrinho poderia perfeitamente conter outra má ação igual a todos os demais se não houvesse uma necessidade (“hipócrita”) de parecer uma boa pessoa.

Isto fica ainda mais claro quando se percebe que a maior parte das pessoas não é “exclusivamente hipócrita”; digo, não utiliza a hipocrisia como um ideal de vida a ser mantido. Para a maior parte das pessoas, a vida é feita de quedas e soerguimentos, de pecado e de conversão: a menina da tirinha (volto a ela!) pode perfeitamente – e, aliás, para ela ser verossímil, é exatamente assim que ela vai agir – lembrar-se, na igreja, de todas as suas más atitudes e começar a ter o desejo de abandoná-las ou, ao menos, praticá-las com menor freqüência. Assim, poderia reclamar menos com a empregada no dia seguinte, e na semana seguinte dar alguma esmola para o mendigo; no mês seguinte ela estaria falando menos mal das outras pessoas, até que um dia ela teria progredido tanto que seria necessário desenhar uma outra tirinha com outras falhas de caráter se ainda se quisesse ridicularizá-la. Mais importante até: se ela não fizesse tal progresso moral, seria por falta de religiosidade e não por excesso dela. A religião, como todo mundo sabe (ou ao menos tinha o dever moral de saber),conclama as pessoas a serem melhores. Não existe uma única prática religiosa que funcione – como a tirinha induz a pensar – na base da teoria machadiana do abre-e-fecha de janelas para arejar a consciência, do “tudo bem” fazer o mal aqui se a gente fizer o bem ali para “compensar”.

Muito pelo contrário, aliás. É completamente impossível – de novo, salvo casos patológicos raros – manter por muito tempo uma prática religiosa que contradiga o estilo de vida que se leva. Mais cedo ou mais tarde, ou se vai abandonar a prática religiosa ou se vai mudar de estilo de vida. Exemplos disso existem aos borbotões no dia-a-dia mesmo dos nossos círculos de amizades. No caso então da garota hipócrita da supracitada tirinha caluniosa, deixem-na ir à igreja ou, melhor ainda, incentivem-na a ir ainda mais à igreja! Mais cedo ou mais tarde alguma coisa vai acontecer e alguma das duas coisas contraditórias ela vai ter que abandonar. E é melhor contribuir para que ela largue a má vida do que para torná-la mais assídua às más ações censuráveis dos primeiros quadrinhos.

sábado, 22 de setembro de 2012

Paulo Rocha, mensaleiro graúdo, admite que houve crime, sugere que ministros estão traindo o PT e ataca a VEJA com ilação antissemita. Essa história vem desde Goebbels: acuse a imprensa e os judeus…

Escrito por Reinaldo Azevedo e publicado no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Não deixem de ler a reportagem de Maria Lima, do Globo, com o mensaleiro, ex-deputado e dirigente petista do Pará Paulo Rocha (PA). Pela primeira vez, um réu do mensalão admite que houve crime, contrariando todos os advogados de defesa e, por óbvio, dando razão ao relator do processo, o ministro Joaquim Barbosa. Rocha aproveita ainda para atacar a VEJA e faz uma óbvia ilação de caráter antissemita — tudo, obviamente, conforme o caráter desses patriotas.

Leiam esta afirmação de Rocha:
“Ninguém está negando que houve os empréstimos fraudulentos, os repasses, mas não teve compra de votos, foi para pagar conta de campanha.”

José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares devem ter vibrado com a confissão de Rocha: os empréstimos eram fraudulentos!!! Genoino e Delúbio meteram suas respectivas assinaturas numa fraude. E Dirceu na chefia de tudo! É bem verdade que os ministros já sabiam disso, né? Daí terem condenado Kátia Rabello, José Roberto Salgado e Vinicius Samarane, do Banco Rural, por gestão fraudulenta.

Ora, se os empréstimos e os repasses foram “fraudulentos”, como confessa o petista, os ministros do Supremo seguem a lei ao punir os fraudadores, os criminosos. Ah, ocorre que Rocha insiste que o destino do dinheiro era pagar conta de campanha… Ainda que tivesse sido. E daí? Os ministros já decidiram, acertadamente, que pouco importa a destinação que se dê ao fruto de um crime: isso não muda a sua natureza. Se o PT usou o dinheiro para pagar contas de campanha ou para tomar Chicabon, tanto faz como tanto fez. O que caracteriza a corrupção passiva não é ter cometido um ato de ofício (sim, eles cometeram…), mas a expectativa de que um servidor público possa fazê-lo. Alertei para isso desde sempre. Os mensaleiros deveriam ter me contratado: cobro a metade de Márcio Thomaz Bastos: R$ 10 milhões…

Atenção que a fala vai ficando ainda melhor. Indignado, Rocha afirma:
“Não há prova do que estão dizendo. Os ministros do Supremo não foram colocados lá para apenar como estão apenando”.

Como, excelência? Notem que Rocha não se dedica exatamente a negar o fato, mas a sustentar que não há provas. Como bem exemplificou o ministro Luiz Fux, é o caso do filho adolescente que, ao ser indagado pelo pai sobre uma falta, em vez dizer um “não fui eu”, afirma: “Não há provas contra mim”. E qual seria “a prova” na visão de Rocha? Pois é… Ele esqueceu de ler o Artigo 317 do Código Penal, né? Um parlamentar pode cometer corrupção passiva até mesmo votando contra os interesses de quem lhe deu grana.

Mas há mais aí: segundo o deputado, os “ministros do Supremo não foram colocados para apenas como estão fazendo…”. Heeeinnn? Rocha sugere que eles estão traindo um compromisso? Teriam sido colocados lá para inocentar os mensaleiros? A propósito: o que quer dizer “ministros colocados”?

Seu ódio é especialmente dirigido a Joaquim Barbosa:
“O ministro Joaquim Barbosa está movido pelo ego. Não tem opinião pública. A opinião pública não sabe de nada, sabe o que vocês publicam. O ministro não tem prova de nada, só indícios. Semana que vem, ele vai condenar o José Dirceu e o Genoino por causa da eleição”.

Além das provas, há agora uma confissão: a de Paulo Rocha! Os empréstimos foram fraudulentos. Rocha, como se nota, acusa o relator do processo de atrelar seu voto à questão eleitoral. Parece-me que o petista está acusando o ministro do Supremo de cometer um crime — porque é crime uma autoridade submeter a sua autoridade a um ditame extralegal. Barbosa deveria processá-lo, mas isso é com Sua Excelência.

Baixo calão
O deputado estava mesmo com o pensamento e a língua sem freios. Indagado se temia ser preso, mandou brasa:
“Você nunca me ouviu sobre o processo e agora quer saber se estou preparado para ser preso? Ah! Vai se foder!”
É normal. Esse vocabulário é muito comum no PT até quando eles estão numa conversa amena, elogiando-se mutuamente. A escolha de palavras tão desassombradas era uma das características que os assessores e adoradores de Lula mais apreciavam nele. Sigamos com uma cena até engraçada, que vai chegar à revista VEJA. A jornalista e Rocha conversavam numa feirinha de artesanato de um shopping. Transcrevo trecho da reportagem (em azul):

Sem saber que Rocha era um ex-deputado réu do mensalão, a vendedora foi interpelada para dar sua opinião sobre o julgamento em curso.
“Estou amando! Finalmente está havendo justiça nesse país. Mas minha irmã é quem está mais bem informada, porque é cientista política”, disse a moça.
“Ah! Você não sabe de nada, só o que lê na imprensa, na “VEJA”, que só está fazendo esse papel sujo porque o presidente Lula abriu o mercado para os árabes. Sua irmã também não sabe de nada! Intelectual que se informa por livros e não sabe o que se passou de verdade nesse processo!”, esbravejou Paulo Rocha, assustando também a moça.
Depois da discussão, o ex-deputado petista continuou seu passeio pelo shopping.

Voltei
Entendi. Rocha é contra intelectuais que se informam por intermédio de livros. Emir Sader também é, hehe. O papel de um intelectual, como já deixaram claro Pol Pot, Mao Tse-tung e os petistas da Apeoesp, em São Paulo, é queimar livros. Agora vamos à VEJA.

Como é? A revista estaria descontente porque “o presidente abriu o mercado para os árabes”??? Hesitei um tantinho antes de chegar ao sentido profundo dessas palavras. O que estaria querendo ele dizer? Mas entendi logo. Roberto Civita, o editor da VEJA, é judeu. Assim, só poderia estar descontente com a dita abertura do mercado aos árabes. Sagaz esse Paulo Rocha! Convenham: uma ilação antissemita, com efeito, não fica mal ornando um pensamento com tal brilhantismo.

Em seu primeiro pronunciamento público depois da chegada de Hitler ao poder, Goebbels prometeu pegar a imprensa e os judeus. Essa é uma história antiga.

Sempre que me defronto com um pensamento sofisticado como o de Paulo Rocha, sou tentado a buscar um emblema que o deixe marcado também por imagem. Escolhi esta foto, de 1º de julho de 2009, quando o então presidente do Brasil, Luiz Inácio das Arábias da Silva se encontrou com o então ditador líbio, Muamar Kadafi, a quem chamou de “irmão”. À época, acreditem, ele escolheu a Líbia para acusar a existência de um golpe em Honduras — golpe que não existiu. Civita, o judeu, como sabem, prometeu se vingar: “Serei mau como um pica-pau. Vou pedir para a VEJA ser contra empréstimos fraudulentos”.

E assim tudo começou!

Lula (à dir.), ao lado do terrorista Kadafi (com seu amarelo coruscante), prega contra o “golpe” em Honduras. Ah, sim: Kadafi caçava opositores, mas jurava que só queria ser “bo-ni-ta” e caçar beduínos no deserto. Acabou mal - Foto Sabri Elmehdwi/Efe
Texto originalmente publicado às 19h54 desta sexta

Tags: Mensalão, Paulo Rocha, corrupção, Lula, Muamar Kadafi

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

AFINAL, O QUE ESTÁ POR TRÁS DO MENSALÃO? O mensalão vai além da corrupção que é usada para solapar a democracia e a liberdade. O PT não é um partido democrático

AFINAL, O QUE ESTÁ POR TRÁS DO MENSALÃO?
Escrito por Aluizio Amorim e publicado no blog www.aluizioamorim.blogspot.com
Ainda que o STF condene os envolvidos no mensalão e, em grande medida indique que as instituições democráticas estão de pé no Brasil, a questão fundamental que permeia o nefasto episódio de corrupção, o maior ocorrido na história da República, continua obscurecida.

É claro que boa parte dos mensaleiros jogou o jogo do PT para se locupletar e continuará a fazê-lo, ainda que de outras maneiras, tendo em mira o mesmo objetivo, obter vantagens pecuniárias por meio do roubo de dinheiro público.
Mas por trás de tudo isso seus artífices consideram apenas que houve um inusitado anteparo no caminho do objetivo maior que é o domínio total do Estado brasileiro.

Trava-se, portanto, como as coisas estão postas, apenas um debate em nível moral e ético, o que já é sem dúvida alguma coisa para um país como o Brasil conhecido como um dos mais corruptos do planeta. Entretanto, a questão política continua à margem.

Como o PT não é um partido democrático e visa a implantação do socialismo no Brasil a Nação já vive há uma década um processo de constante instabilidade. E continuará a vivê-lo enquanto o PT continuar no poder.

Essa instabilidade faz parte da estratégia do Foro de São Paulo, a organização fundada por Lula e seus sequazes cucarachas e alcança todos os setores da vida social, como a insegurança pública (o direitro de ir e vir já está comprometido), relações trabalhistas (profusão de greves), o aparelhamento partidário de todas as organizações estatais e da sociedade civil, invasão da propriedade privada e agitação no campo (MST, Via Campesina), proselitismo político e ideológico nas salas de aula em todos os níveis, ataque aos valores da civilização ocidental, antiamericanismo, antissemitismo, incentivo à luta de classes, discriminalização das drogas entorpecentes (marcha da maconha), profusão de greves, ataque à liberdade de imprensa, enfim um conjunto de ações imenso que determina uma vida social permanentemente instável.

Se formos analisar comparativamente o que ocorre no Brasil e no restante da América Latina, sobretudo nos países cujos governos estão vinculados ideologicamente ao Foro de São Paulo, ver-se-á a ocorrência dessa mesma instabilidade política e social decorrente da aplicação metódica da agitação social e da criminalidade tendo por objetivo o esfacelamento das instituições democrática para no seu lugar erigir o centralismo democrático, ou seja, direção política emanada por um partido socialista. Em outras palavras, uma espécie de ditadura consentida que se opera, sobretudo, pela lavagem cerebral constante em todos os níveis e na qual a linguagem joga um jogo fundamental que denomino de "guerrilha semântica".

Por isso que conceitos como "liberdade de expressão", "direitos humanos", "liberdade", "democracia", como podem notar, vão adquirindo conotações diferentes e estranhas. Só um exemplo: liberdade de expressão passou a ser o consumo de entorpecentes ou as mulheres e homens andar nus pelas ruas. Não é à toa que há algum tempo surgiu um grupo na Universidade de Brasília que colocava em causa a denominada "normal culta" da língua portuguesa fazendo picadinho das regras gramaticais.

Outro conceito que vem sendo modificado em diz respeito a "golpe de Estado". Agora mesmo o PT qualificou de "golpe" as estarrecedoras revelações da reportagem da revista Veja, na qual o réu do mensalão Marcos Valério acusa o ex-presidente Lula como o chefe da tramóia. Na verdade não existe ameaça de golpe coisa nenhuma. A revista conseguiu essas informações e as publicou e isto é jornalismo que nada tem a ver com golpe de Estado.

Estes são apenas alguns exemplos do que há pelo menos uma década está em curso no Brasil e na maior parte da América Latina. O mesmo também pode ser verificado na Europa e nos Estados Unidos, mas nesses países o nível de educação e consequente maior capacidade de discernimento da sociedade, aliada a uma organização política sólida e com nítida distinção ideológica dos atores políticos, impede ou pelo menos retarda a destruição das instituições democráticas.

O que acabo de declinar neste pequeno artigo mostra que se vive a ausência completa do exercício da política no Brasil. E isto abre o caminho para mais adiante surgir no horizonte uma tal reforma política para moer a Constituição e no seu lugar erigir um monstrengo que liquidará completamente a nossa liberdade.

Como se vê, o debate sobre o mensalão é feito levando-se em consideração apenas a questão da corrupção. Todavia não se discute os motivos que levaram os seus autores à montagem do esquema. Como disse, a maioria entrou no esquema para encher os bolsos com dinheiro público. Mas o mensalão vai além da corrupção. Neste caso ela é usada para solapar, mais adiante, a democracia e a liberdade.