sexta-feira, 31 de agosto de 2012

BEBÊS CORREM PERIGO! O NOVO CÓDIGO PENAL É O NOVO CÓDIGO DA MORTE DE INOCENTES!

Bebês correm perigo! O novo código penal é o novo código da morte de inocentes!
IPCO

O tempo de um Brasil em que a vida humana é segura está acabando.

Eu não estou falando da onda de criminalidade que se espalha pelo País. Eu me refiro a algo MUITO MAIS GRAVE, que tornará o crime em... LEI.

Sim. É o que vai acontecer se o Novo Projeto de Código Penal for aprovado como está.

E essa aprovação está sendo tramada na calada da noite.

A imprensa já começou a divulgar que o Congresso Nacional dificilmente irá votar o anteprojeto do Novo Código Penal este ano, por conta das eleições municipais.

Você acredita nisso? (Então aja agora mesmo!)

Essa manobra já foi utilizada em diversas ocasiões em nossa história, mas... No tempo em que não havia Internet, não havia comunicação rápida...

... E gente como eu e você não nos conhecíamos e nem tínhamos contato como agora.

Como você certamente sabe, estamos em campanha contra esse absurdo anteprojeto que, entre outras medidas, pretende descriminalizar o aborto em muitos casos.

(Entenda mais sobre o anteprojeto aqui!)

Mais de 60 mil pessoas assistiram ao filme “Diga Não à Cultura da Morte” e acima de 20 mil resolveram descruzar os braços e entrar nessa luta assinando a:

Petição ao Presidente do Congresso Nacional para que a vida seja defendida na Reforma do Novo Código Penal Brasileiro.

Mas é preciso muito mais para pressionar os políticos.

Sobretudo os covardes, os "maria-vai-com-as-outras", que preferem desagradar a você que os elegeu, do que o seu amigo de partido ou quem lhes consegue vantagens, nem sempre honestas.

Veja aqui como você pode fazer sua voz valer!

Vamos, juntos, fazer um grande esforço para aumentar consideravelmente o número de Petições assinadas contra o anteprojeto do Novo Código.

Quanto maior o número de assinaturas, maior a pressão sobre o Congresso Nacional e, sobretudo nos políticos omissos e desinformados, que deixam as coisas correrem ao bel prazer de uma minoria.

Não podemos admitir, de braços cruzados, a implantação da cultura da morte no Brasil.

Assista ao filme “Diga Não à Cultura da Morte”.



Portanto, Máximo, reforço meu pedido de sua participação ativa, para que façamos um
esforço especial antes da votação do Novo Código.

Indique o filme “Diga Não à Cultura da Morte” a todos os seus contatos.

Explique para eles o que está prestes a acontecer no Brasil, se ficarmos omissos como os políticos covardes.

Não vamos deixar que uma minoria de burocratas de Brasília determine o que é bom
para você, para mim, para nossas famílias.

Recomende este filme ao máximo de pessoas possível. Diga a elas que você não se omitiu,
que você defendeu a vida, com um simples clique, e que elas podem e devem fazer o mesmo.

Atenciosamente,



Mario Navarro da Costa
Diretor de Campanhas do
Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
www.ipco.org.br

Postado por Cavaleiro do Templo

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

TESTE SEU ESQUERDISMO

ESCRITO POR RODRIGO SIAS* e publicado no site www.midiasemmascara.org
Se quiser ir direto ao teste vá ao fim do texto.

A esquerda brasileira alcançou o auge de seu poder com a vitória eleitoral de Dilma Roussef para presidência da nação em 2010. Depois de 8 anos de FHC e mais 8 anos de Lula, a esquerda já garantiu, no mínimo, 20 anos ininterruptos de comando do país.

E assim seria mesmo caso Dilma não tivesse vencido. Em todas as últimas três eleições presidenciais, não havia um único representante de algo que pudéssemos caracterizar vagamente de “expressão política de direita”.

Quando muito, observaram-se algumas vozes isoladas ou forças descaracterizadas e fazendo mil e uma concessões ao discurso esquerdista reinante.

Na última eleição, a única boa novidade para a “direita”, foi o movimento anti-abortista, o qual levou as eleições para o 2º turno, quando já não havia mais dúvida de que Dilma seria vitoriosa ainda no 1º turno.

Como isto aconteceu?

Uma das explicações é de que as forças conservadoras do país, convencidas por seus próprios adversários de que a queda do Muro de Berlim em 1989 e o fim da URSS dois anos depois punham fim ao marxismo e a idéia de revolução, foram todas subjugadas e dominadas com seu próprio consentimento, caindo na estratégia gramsciana de FHC e do Partido dos Trabalhadores.

Uma direita descaracterizada e usando a linguagem da esquerda é justamente o resultado da “guerra cultural” preconizada por Antônio Gramsci, cujo objetivo era a transformação do Partido Comunista em um “ente invisível”, um “imperativo categórico”, o qual dominaria todos os aspectos da vida terrena, antes mesmo da tomada do poder propriamente dito.

Invariavelmente, percebo que várias pessoas que se consideram conservadoras ou liberais – ou basicamente de “direita” - acreditam e, muitas vezes defendem, a agenda política da esquerda em temas como liberação das drogas, aborto, eutanásia e casamento entre pessoas do mesmo sexo. Muitas ainda possuem uma percepção totalmente equivocada da história e mesmo dos processos políticos.

Essa constatação empírica mostra como a esquerda no Brasil alcançou o ideal do lendário estrategista militar chinês Sun Tsu em seu clássico livro “A Arte da Guerra”:

“Lutar e vencer todas as batalhas não é a glória suprema. A glória suprema consiste em quebrar a resistência do inimigo sem lutar. É preferível capturar o exército inimigo a destruí-lo. (…) Dominar o inimigo sem combater, isso sim é o cúmulo da habilidade”.

Para reverter esse estado de coisas, as forças contrárias ao chamado “marxismo cultural” devem estar cientes da estratégia dos adversários e conhecer profundamente as teses nas quais devem contrapor-se.

Tendo esse panorama em mente, bolei uma série de três testes com perguntas sobre história mundial, história do Brasil, cultura, política, direito, economia, dentre outros assuntos, para diagnosticar o quanto a mente de liberais e conservadores - “direitistas” por assim dizer - foi abalada pela guerra cultural.

Recorrendo novamente a Sun Tzu, para vencer uma batalha é necessário conhecer seu adversário e ter um profundo auto-conhecimento.

“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas (...)É de suprema importância atacar a estratégia do inimigo.”

Serão 21 perguntas divididas em três testes. Cada pergunta possui quatro alternativas com uma pontuação distinta. Ao final do teste, soma-se a pontuação e tem-se um pequeno diagnóstico da situação. As respostas serão apresentadas no fim de cada teste.

Vamos agora às sete primeiras perguntas do teste 1:

1) Qual foi o serviço secreto estrangeiro que mais operou durante o início da década de 60 no Brasil, em especial, no período antes da deposição de João Goulart?

a) CIA, o serviço secreto dos EUA
b) MI6, o serviço secreto da Inglaterra
c) Mossad, o serviço secreto de Israel
d) O serviço secreto de Cuba, DGI, contado com apoio do serviço secreto soviético, a KGB.

2) O “Regime de 64” (1964-1985) foi responsável por quantas mortes e desaparecimentos políticos?

a) Cerca de 400 mortes e desaparecimentos
b) Cerca de 30 mil mortes e desaparecimentos
c) Cerca de 1 milhão de mortes e desaparecimentos
d) Cerca de 3 mil mortes e desaparecimentos

3) O Nacional Socialismo ou Nazismo de Adolf Hitler era um movimento:

a) Capitalista e reacionário
b) Revolucionário e totalitário
c) Nacionalista de direita
d) Conservador de direita

4) O Partido da Social Democracia Brasileira, o PSDB, pertence a qual posição ideológica?

a) Direita
b) Centro-direita
c) Extrema-direita
d) Centro-esquerda

5) A Inquisição da Igreja Católica, em 12 séculos de funcionamento, condenou à morte por heresias e outros crimes:

a) Estatísticas variam, mas é seguro afirmar que a Inquisição matou menos de 10 mil pessoas em mais de 1.200 anos de funcionamento, mostrando inclusive maior clemência que tribunais civis da época.
b) De 4 a 5 milhões de pessoas, perseguindo judeus, gays e minorias em geral.
c) De 10 a 20 milhões de pessoas, destruindo grande parte da população europeia.
d) De 700 a 900 mil pessoas, em sua maioria acusadas de bruxaria ou sodomia.

6) A grande mídia brasileira – jornais de circulação nacional e TV de alcance nacionais, em relação ao fenômeno da “guerra cultural”, são ideologicamente:

a) Comprometidos, ou seja, colaboram com a “guerra cultural”.
b) De direita, ou seja, atacam os valores progressistas e oprimem a livre expressão artística, só a aceitando, quando são lucrativas.
c) De extrema direita, ou seja, tentam impor seus valores reacionários à população.
d) Neutros, ou seja, apenas transmitem com preocupações na audiência e na lucratividade.

7) A “Teologia da Libertação” é

a) Um sintoma e o resultado da infiltração comunista na Igreja Católica
b) Um movimento de renovação da Igreja Católica
c) Uma ala da Igreja com maiores preocupações com os pobres e excluídos
d) Um movimento teológico que se desvirtuou e se transformou em um movimento meramente político

Teste 2

1) As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – FARC são um grupo de guerrilheiros militantes que:

a) Se desvirtuaram dos ideais comunistas para seguir práticas capitalistas como o tráfico de drogas.
b) É ligado aos indígenas e à população excluída da Colômbia.
c) Seguem a tradição comunista de se financiar com atividades ilegais, estando integradas na ação do Foro de São Paulo
d) Não abandonou os ideais políticos e usa o tráfico de drogas para se manter ativamente na vida política colombiana.

2) Ernesto “Che” Guevara foi:

a) Um assassino guerrilheiro, tipicamente comunista.
b) Um homem de belos ideais e preocupações humanitárias, mal compreendido.
c) Um combatente contra o Imperialismo dos EUA.
d) Um bandido assassino sem nenhuma ideologia que só criou problemas por onde andou.

3) O Foro de São Paulo, criado em 1990, é:

a) Um ambiente de debates com viés de esquerda, sobre os problemas latino-americanos.
b) Um órgão conspirador e articulador das esquerdas latino-americanas para orquestrar e articular a tomada de poder na região
c) Um fórum de debates entre fósseis comunistas, cheios de ideais retrógrados, mas sem implicações práticas para a política na América Latina
d) Uma invenção da extrema-direita com o objetivo de denegrir a imagem das esquerdas latino-americanas.

4) A recém-inaugurada “Comissão da Verdade” tem como principal objetivo:

a) Satisfazer o desejo de dinheiro por parte de ex-militantes de esquerda.
b) Reparar e promover conforto às vitimas da perseguição do Estado durante a Ditadura Militar.
c) Permitir investigações sobre o período da Ditadura Militar Brasileira.
d) Desmoralizar as Forças Armadas e reescrever a história com mentiras oficiais,além de extorquir recursos financeiros do Estado.

5) Escolha a sentença que melhor representa o significado da chamada “luta pela legalização do aborto”.

a) É um direito de a mulher decidir sobre seu próprio corpo sem as limitações impostas pela sociedade machista.
b) Trata-se do nome propagandístico dado ao subsídio direto e indireto de grandes fundações bilionárias para viabilizar um necessário controle de natalidade, em especial, no 3º Mundo.
c) É parte de um programa fanático cujo objetivo é o controle de natalidade, a destruição da família tradicional e a maior intervenção do Estado na vida dos cidadãos.
d) Baseia-se no princípio do Estado Laico e é necessário para um aprimoramento do planejamento familiar, impedindo mulheres pobres de abortarem em clínicas clandestinas.

6) O poderoso comércio internacional de drogas desenvolveu-se:

a) Por conta da proibição arbitrária do consumo de drogas
b) Como parte de uma estratégia soviética para atacar as bases da civilização ocidental
c) Como consequência da dinâmica perversa do Capitalismo, que possibilita o conluio entre bancos, traficantes e vendedores de armas.
d) Como caminho natural da ação de gângsteres e bandidos, no rastro de Estados falidos e polícias corruptas.

7) A visão da esquerda sobre os fatos e realidades do mundo:

a) É decorrente de um senso moral invertido e de uma idéia psicótica da realidade baseada, entre outras premissas, na “luta de classes”.
b) Expõe maiores preocupações sobre a situação dos pobres e excluídos.
c) É moldada por ideias estereotipadas e simplistas acerca das grandes questões.
d) Baseia-se em interpretações equivocadas, porém, utópicas sobre os problemas das pessoas.

Teste 3

Terminando a série “Teste seu esquerdismo”, apresento mais uma rodada de 7 perguntas para testar a dimensão do estrago feito pela Guerra Cultural gramsciana. Vamos a elas:

1) O casamento entre pessoas do mesmo sexo é:

a) Um direito negado aos homossexuais por conta de preconceitos religiosos
b) Uma anomalia jurídica inventada com o objetivo de demolir as bases do Direito de família e reinventar a própria noção de família.
c) Uma modernização no arcabouço legal para abarcar novas modalidades de relacionamento.
d) Uma reinvindicação desnecessária do ponto de vista legal, uma vez que os parceiros homossexuais podem recorrer a outros mecanismos em casos de herança e partilha de bens.

2) O projeto de desarmamento com fins de diminuição da violência no Brasil é uma campanha:

a) Patética do ponto de vista prático e repressora do ponto de vista moral e político, pois quer retirar do cidadão comum o direito a autodefesa.
b) Uma medida populista, sempre aventada em grandes emergências, mas sem grandes efeitos.
c) Muito necessária, pois somente o Estado possui o monopólio do uso da força.
d) Essencial, pois precisamos de uma sociedade sem armas e sem violência.

3) Quando assumiu o governo, Lula passou a aplicar o programa econômico constante na “Carta ao PovoBrasileiro”, que, em resumo, se comprometia com o respeito aos contratos e com uma gestão ortodoxa da economia brasileira. Deste fato podemos tirar as seguintes conclusões:

a) Lula abandonou os ideais da esquerda e passou para o lado conservador.
b) Tratava-se apenas de uma concessão temporária para ganhar a confiança do empresariado – tal como fez Lenin com a NEP de 1921 - enquanto o ideal esquerdista ia sendo implementado em todas as outras áreas.
c) Lula manteve-se fiel às ideias de esquerda, mas como é pragmático, preferiu uma gestão mais conservadora na economia.
d) Na área econômica, com a queda do Muro de Berlim, todas as esquerdas que tomaram o poder, passaram a utilizar uma politica econômica ortodoxa, e Lula não foi uma exceção.

4) A Segunda Guerra Mundial foi causada fundamentalmente por:

a) Por uma disputa imperialista por mercados e recursos naturais.
b) Stalin, que foi quem a planejou, armando a Alemanha nazista para usá-la como “navio quebra gelo da revolução”.
c) Por regimes militaristas e suas ambições de conquista mundial.
d) Por interesse das potências européias em destruir a URSS.

5) O século XX foi o mais violento da história. Isso se deveu, entre outras coisas:

a) Devido ao grande avanço do capitalismo imperialista, que tentou destruir o bloco socialista através de inúmeras guerras, em especial, durante a 2ª guerra mundial.
b) O desenvolvimento da indústria armamentista, que passou a produzir armas cada vez mais mortíferas, visando lucros.
c) A inauguração da era do genocídio em massa, baseada em ideologias totalitárias e revolucionárias, dentre elas, o nazismo e o comunismo.
d) O advento das armas nucleares que passaram a assombrar o mundo desde então.

6) A ascensão das esquerdas em toda a America Latina deve-se principalmente:

a) À insatisfação com os governos neoliberais anteriores, que falharam em atender as necessidades básicas da população.
b) À articulação estratégica e tática feita por diversas forças políticas latino-americanas no âmbito do Foro de São Paulo.
c) Uma “onda política” típica em uma região marcada pela desigualdade e a exclusão social.
d) À conscietização política da população de baixa renda e à articulação de movimentos sociais.

7) A suspensão do Paraguai do bloco econômico MERCOSUL é mais bem explicada pela seguinte sentença abaixo:

a) Os governos de Argentina, Brasil e Uruguai estão comprometidos com a democracia e não poderiam tolerar o “golpe de Estado branco” contra o ex-presidente Fernando Lugo.
b) A deposição de Lugo foi uma desculpa oportunista para incorporar a Venezuela no Mercosul, ignorando a vontade do Parlamento paraguaio e cumprindo a estratégia moldada no Foro de São Paulo.
c) Foi uma jogada audaciosa da diplomacia brasileira para ganhar mercados para nossa indústria na Venezuela.
d) Revela mais uma vez a incompetência e o despreparo da diplomacia presidencial petista para lidar com os conflitos no âmbito regional.


Gabarito do Teste 1

Pergunta 1
a) 2 pts
b) 1 pt
c) 3 pts
d) 0 pts

Pergunta 2
a) 0 pts
b) 2 pts
c) 3 pts
d) 1 pt

Pergunta 3
a) 2 pts
b) 0 pts
c) 1 pt
d) 3 pts

Pergunta 4
a) 2 pts
b) 1 pt
c) 3 pts
d) 0 pts

Pergunta 5
a) 0 pts
b) 2 pts
c) 3 pts
d) 1 pt

Pergunta 6
a) 0 pts
b) 2 pts
c) 3 pts
d) 1 pt

Pergunta 7
a) 0 pts
b) 3 pts
c) 2 pts
d) 1 pt

Resultado

e) 0 pontos – Parabéns, você não foi contaminado pela guerra cultural marxista, tem ideias coerentes com seu pensamento conservador e percepções acertadas sobre a realidade.
f) 1 a 6 pontos – Você está bem preparado para resistir à guerra cultural. Mais um pouco de estudo e a cantilena revolucionária nunca mais irá lhe afetar.
g) 7 a 16 pontos – O estágio de contaminação gramisciana em sua cabeça atingiu níveis alarmantes. Um pouco de estudo faria bem.
h) 17 a 21 pontos – Você tem certeza que não é comunista? Esta na hora de rever todos os seus conceitos.

Gabarito do Teste 2

Pergunta 1
a) 3 pts
b) 2 pts
c) 0 pts
d) 1 pt

Pergunta 2
a) 0 pts
b) 3 pts
c) 2 pts
d) 1 pt

Pergunta 3
a) 2 pts
b) 0 pts
c) 1 pts
d) 3 pts

Pergunta 4
a) 1 pt
b) 3 pts
c) 2 pts
d) 0 pts

Pergunta 5
a) 3 pts
b) 1 pt
c) 0 pts
d) 2 pts

Pergunta 6
a) 2 pts
b) 0 pts
c) 3 pts
d) 1 pt

Pergunta 7
a) 0 pts
b) 3 pts
c) 1 pt
d) 2 pts

Resultado

0 pontos – Parabéns! Seu pensamento conservador está intacto e você não foi contaminado pela guerra cultural marxista.

1 a 6 pontos – Alguns deslizes pouco sérios. Nada que um pouco mais de leitura e amadurecimento não resolva.

7 a 16 pontos – Sinal de alerta. A contaminação esquerdista em sua cabeça atingiu níveis perigosos. Evite contato prolongado com professores de história do ensino médio e busque outras fontes de conhecimento que não jornais e livros didáticos.

17 a 21 pontos – Você tem certeza que não é filiado ao Partido Comunista?


Gabarito do teste 3

Pergunta 1
a) 3 pts
b) 0 pts
c) 2 pts
d) 1 pt

Pergunta 2
a) 0 pts
b) 1 pt
c) 2 pts
d) 3 pts

Pergunta 3
a) 3 pts
b) 0 pts
c) 1 pt
d) 2 pts

Pergunta 4
a) 3 pts
b) 0 pts
c) 1 pt
d) 2 pts

Pergunta 5
a) 3 pts
b) 2 pts
c) 0 pts
d) 1 pt

Pergunta 6
a) 3 pts
b) 0 pts
c) 2 pts
d) 1 pt

Pergunta 7
a) 3 pts
b) 0 pts
c) 2 pts
d) 1 pt

Resultado

0 pontos – Parabéns, você não foi contaminado pelo bombardeio esquerdista, e mantém ideias coerentes com seu pensamento conservador.

1 a 6 pontos – Você está bem preparado para resistir à guerra cultural. Basta corrigir alguns conceitos e a cantilena revolucionária nunca mais irá lhe afetar.

7 a 16 pontos – A contaminação gramisciana em sua cabeça já praticamente destruiu todos os seus resquícios conservadores. É necessária muita reflexão para reparar os
danos.

17 a 21 pontos – Você tem certeza de que não é um petista?

*Rodrigo Sias é economista.
Tags: esquerdismo | socialismo | Brasil | revolução | movimento revolucionário | doutrinação | politicamente correto | história | aborto | gayzismo | Dilma Rousseff | terrorismo | cristianismo | media watch

Um dos filhos gêmeos masculinos nos Estados Unidos foi criado como menina por pais delirantes. Ambos suicidaram-se quando jovens. O normal não suportou o sofrimento do outro e o criado como garota não suportou ver o irmão morrer. Ou:

Cuidado com o que experimenta a Europa
Escrito por Sandro Guidalli e publicado no site www.midiasemmascara.org

Na Suécia os ideólogos de gênero estão fazendo seus testes macabros com as crianças;
que ninguém se iluda: o objetivo é espalhar isso mundo afora.


A ideologia de gênero é satânica porque ela parte da ideia de que não precisamos crescer e viver de acordo com o sexo que temos. O comportamento humano, para seus criadores, portanto, não deve ser consequência da biologia fruto da vontade de Deus e sim algo que pode ser construído socialmente, de acordo com a vontade da pessoa. Ela afronta as leis do Criador e incentiva, manipulando crianças, a indisciplina e a rebeldia. Além de ser um odioso ataque à família cristã.

Nas escolas, por exemplo, meninos e meninas podem ser estimulados a serem o oposto do que são e manipulados pelo capricho de pais e professores irresponsáveis. Crescerão em desacordo com a própria natureza sofrendo consequências terríveis por causa disso.

Como quase toda ideologia revolucionária (vide o nazismo e o comunismo), quando implantada, seus efeitos são nefastos. Há casos como o de gêmeos masculinos nos Estados Unidos em que um deles foi criado como menina por pais delirantes. O resultado foi que ambos se suicidaram quando jovens. O irmão que cresceu normalmente não suportou o sofrimento do outro, criado como garota. E o criado como garota não suportou ver o irmão morrer. A história está no magistral "Ideologia de Gênero, o neototalitarismo e a morte da família" que este Portal vem comentando em notas e textos este mês. Aliás, o livro da editora Katechesis é imprescindível para entender esse fenômeno.

Agora, vemos que um colégio na Suécia trata garotos e garotas como se fossem iguais. Todos se vestem com as mesmas roupas, todos usam os mesmos banheiros, todos brincam com os mesmos brinquedos. E o pior: são diariamente doutrinados e estimulados a serem homossexuais, bissexuais ou transsexuais.

Diante desta escola do inferno, surge inevitavelmente a pergunta: quantas dessas crianças se tornarão adultos problemáticos e quantas acabarão buscando o suicídio? Quem será responsabilizado por isso? Professores, pais e diretores? Ou o Estado sueco que permite o funcionamento de uma instituição dessas? Mas os horrores não acabam por aí. Os países nórdicos, em geral, são respeitados pelo mundo todo pela alta tecnologia que possuem, pela riqueza e bem-estar gerados, pela paz que prevalece em seus territórios, pela civilidade do povo, enfim. É natural, portanto, que sejam tomados como bons modelos por outras sociedades.

Porém, assim como as "evoluídas" Holanda e Suiça exportam políticas públicas que só ampliam o sofrimento dos dependentes de drogas e degradam o ser humano, a Suécia pode ter seu modelo escolar de gênero importado por países como o Brasil, onde juristas, advogados, professores e ONG´s estão esfregando as mãos para em breve adotar algo similar neste país. Não tardará muito para as primeiras experiências começarem.

Acontece que esses países europeus jamais serão modelos para o Ocidente cristão, exceto talvez por soluções de mobilidade urbana. Na Suécia dos anos 70, por exemplo, o Estado já era o senhor da vida dos cidadãos. Detinha o controle da venda de bebidas alcoolicas em lojas estatais abertas apenas para isso e estimulava o sexo sem compromisso a fim de enfraquecer os laços familiares. Era comum, por exemplo, um avô morrer sozinho num apartamento e muitos dias depois ter sua ausência percebida por alguém da família. A fragmentação familiar, enfim, era uma política do Estado.

Essa Suécia, reportada pelo escritor e jornalista gaúcho, Janer Cristaldo, em livro infelizmente esgotado, mudou pouco e nada do que vem de lá em termos de "engenharia social" deve nos surpreender. Estes países parecem ter um compromisso não escrito em experientar atrocidades. Que o povo cristão brasileiro tome cuidado com os ideólogos de gênero. Esse alerta parece ser o único recado aproveitável dessa escola sueca macabra.

A "Guerra Fria" foi, em grande parte, puro fingimento: a elite Ocidental concorria com o comunismo sem contudo nada fazer para destruí-lo, mas hoje Putin não é um concorrente: é um inimigo de verdade, cheio de rancor e sonhos de vingança. Ou:

O que está acontecendo
Escrito por Olavo de Carvalho e publicado no site www.midiasemmascara.org

A verdadeira "Guerra Fria" só agora está começando – e, aliás, já veio quente. A concorrência entre "capitalismo" e "socialismo" foi apenas um véu ideológico para uso das multidões, mas a luta entre Oriente e Ocidente é para valer.

A mitologia infantil que a população consome sob o nome de "jornalismo" ensina que o Leitmotiv da história mundial desde o começo do século 20 foi o conflito entre "socialismo" e "capitalismo"; conflito que teria chegado a um desenlace em 1990 com a queda da URSS.

Desde então, reza a lenda, vivemos no "império do livre mercado" sob a hegemonia de um "poder unipolar" – a maldita civilização judaico-cristã personificada na aliança Estados Unidos-Israel, contra a qual se levantam todos os amantes da liberdade: Vladimir Putin, Fidel Castro, Hugo Chávez, Mahmud Ahmadinejad, a Fraternidade Muçulmana, o Partido dos Trabalhadores, a Marcha das Vadias e o Grupo Gay da Bahia.

A dose de burrice necessária para acreditar nessa coisa não é mensurável por nenhum padrão humano. No entanto, não conheço um só jornal, noticiário de televisão ou curso universitário, no Brasil, que transmita ao seu público alguma versão diferente dessa.

A história da carochinha tornou-se obrigatória não somente como expressão da verdade dos fatos, mas como medida de aferição da sanidade mental: contrariá-la é ser diagnosticado, no ato, como louco paranoico e "teórico da conspiração".

Como já me acostumei com esses rótulos e começo até a gostar deles, tomo a liberdade de passar ao leitor, em versão horrivelmente compacta, algumas informações básicas e arquiprovadas, mas, reconheço, difíceis de acomodar num cérebro preguiçoso.

A suprema elite capitalista do Ocidente – os Morgans, os Rockefellers, gente desse calibre – jamais moveu uma palha em favor do "capitalismo liberal". Ao contrário: tudo fez para promover três tipos de socialismo: o socialismo fabiano na Europa Ocidental e nos Estados Unidos, o socialismo marxista na URSS, na Europa Oriental e na China e o nacional-socialismo na Europa Central. Gastou, nisso, rios de dinheiro. E assim criou o parque industrial soviético, no tempo de Stálin, a indústria bélica do Führer e, mais recentemente, a potência econômico-militar da China.

Nos conflitos entre os três socialismos, o fabiano saiu sempre ganhando, porque é o único que tem a seu serviço a tecnologia mais avançada, uma estratégia flexível para todas as situações e, melhor ainda, todo o tempo do mundo (o símbolo do fabianismo é uma tartaruga).

O nazismo, cumprida sua missão de liquidar as potências europeias e dividir o mundo entre a elite ocidental e o movimento comunista (precisamente segundo o plano de Stálin), foi jogado na lata do lixo da História; do fim da 2ª Guerra até o término da década de 80, só subsistiu sob a forma evanescente de "neonazismo", um fantasma acionado pelos governos comunistas para assustar as criancinhas e desviar atenções.

O fabianismo nunca foi inimigo do socialismo marxista: ao contrário, adora-o e cultiva-o, porque a economia marxista, incapaz de progresso tecnológico, lhe garante mercados cativos. E também porque sempre considerou o comunismo um instrumento da sua estratégia global.

O s comunistas, é claro, respondem na mesma moeda, tentando usar o socialismo fabiano para os seus próprios fins e infiltrando-se em todos os partidos socialistas democráticos do Ocidente.

Os pontos de atrito inevitáveis são debitados na conta da "cobiça capitalista", fortalecendo a autoridade moral dos comunistas ante os idiotas do Teceiro Mundo e, ao mesmo tempo, ajudando os fabianos a apertar os controles estatais sobre as economias do Ocidente, estrangulando desse modo o capitalismo a pretexto de salvá-lo.

Os "verdadeiros crentes" do liberalismo econômico é que pagam o pato: sem poder suficiente para interferir nas grandes decisões mundiais, tornaram-se mera força auxiliar do socialismo fabiano e, em geral, nem mesmo o percebem, tão horrível é essa perspectiva para as suas almas sinceras.

Ás vezes, entretanto, a concorrência fraterna entre fabianos e comunistas desanda: com a queda da URSS, aqueles acharam que tinha chegado a hora de colher os lucros da sua longa colaboração com o comunismo, e caíram sobre a Rússia como abutres, comprando tudo a preço vil, inclusive as consciências dos velhos comunistas.

O núcleo da elite soviética, porém, a KGB, não consentiu em amoldar-se ao papel secundário que agora lhe era destinado na nova etapa da revolução mundial. Admitiu a derrota do comunismo, mas não a sua própria. Levantou a cabeça, reagiu e criou do nada uma nova estratégia independente, o eurasianismo, mais hostil a todo o Ocidente do que o comunismo jamais foi.

O fabianismo, que nunca foi de brigar com ninguém e sempre resolveu tudo na base da sedução e da acomodação (inclusive com Stálin e Mao), finalmente encontrou um oponente que não aceita negociar. A "Guerra Fria" foi, em grande parte, puro fingimento: a elite Ocidental concorria com o comunismo sem contudo nada fazer para destruí-lo. Ao contrário, ajudava-o substancialmente. Putin não é um concorrente: é um inimigo de verdade, cheio de rancor e sonhos de vingança.

A verdadeira "Guerra Fria" só agora está começando – e, aliás, já veio quente. A concorrência entre "capitalismo" e "socialismo" foi apenas um véu ideológico para uso das multidões, mas a luta entre Oriente e Ocidente é para valer.

Não por coincidência, o fiel da balança é o Oriente Médio, que fica a meio caminho entre os dois blocos. Ali as nações muçulmanas terão de decidir se continuam servindo de instrumento dócil nas mãos dos russos, se aceitam a acomodação com a elite fabiana ou se querem mesmo fazer do mundo um vasto Califado.

Já a elite ocidental, que fala pela boca do sr. Barack Hussein Obama, parece decidida a fazê-las pender nesta última direção, por motivos que, de tão malignos e imbecis, escapam ao meu desejo de compreendê-los.

Isso, caros leitores, é o que está acontecendo, e nada disso vocês lerão na Folha de São Paulo nem em O Globo.
Publicado no Diário do Comércio.
Tags: globalismo | história | media watch | comunismo | socialismo | esquerdismo | economia | Rússia | Estados Unidos | islamismo | capitalismo | liberalismo | Oriente Médio | Obama | KGB

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

LÍDER DO PMDB FAZ LOBBY, JUNTO AO TCU, POR SÓCIO QUE DISPUTA CONTRATO PÚBLICO DE R$ 7 BILHÕES

Líder do PMDB faz lobby por sócio que disputa contrato público de R$ 7 bilhões
Do site www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Por Fábio Frabini, no Estadão:
Líder do PMDB na Câmara e pré-candidato à Presidência da Casa, o deputado Henrique Eduardo Alves faz lobby no Tribunal de Contas da União para que um de seus sócios obtenha o contrato de concessão da BR-101, entre o Espírito Santo e a Bahia. O negócio envolve cerca de R$ 7 bilhões. O parlamentar do Rio Grande do Norte tem acompanhado representantes do Consórcio Rodovia Capixaba em reuniões para apresentar argumentos em favor do grupo de empresas aos ministros da corte, que decidem hoje sobre processo que pode beneficiá-las na disputa pelo contrato. “Fiz um favor pessoal a um empresário meu amigo”, disse ao Estado o deputado peemedebista.

A concessão da BR-101 é a primeira do governo Dilma Rousseff e está parada no TCU e na Justiça por questionamentos da Rodovia Capixaba, segunda colocada no leilão do trecho, à classificação, em primeiro, do consórcio Rodovia da Vitória. Após sucessivos adiamentos, o tribunal marcou para hoje julgamento de recurso do Ministério Público junto ao TCU para impedir a contratação do grupo vencedor por supostas falhas na proposta.

Sócios. Na última semana, Alves percorreu gabinetes do TCU, na companhia de um advogado e de uma diretora da empresa Caraíva Participações, conversando com ministros e distribuindo documentos com a defesa da Rodovia Capixaba. A Caraíva é sócia do deputado na TV Cabugi, do Rio Grande do Norte, e tem participação na Tervap Pitanga Mineração e Pavimentação, uma das seis empresas integrantes do consórcio derrotado.

O processo estava na pauta do TCU, órgão auxiliar do Legislativo, na quarta-feira da semana passada. Na véspera, Alves cumpriu roteiro em gabinetes de ministros, entre eles os de Walton Alencar e Aroldo Cedraz. Em sessão do tribunal, no dia seguinte, o ministro Raimundo Carreiro, relator do caso, retirou o processo de votação, alegando não ter tido tempo de estudá-lo – cabe ao relator, antes de marcar o julgamento, preparar um voto, tendo como base relatório da área técnica.

Permeada de influências políticas, a concessão da BR-101 abriu uma crise nos bastidores do TCU. Como revelou o Estado no dia 12, o procurador do Ministério Público junto ao tribunal, Lucas Rocha Furtado, defendeu em plenário, no início do mês, a proposta da Rodovia Capixaba, que está lacrada num cofre da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), e disse que o ministro José Múcio, então relator do caso, votava sob pressões.

Múcio rejeitara recurso do procurador, liberando a assinatura do contrato com o consórcio vencedor. Mas Furtado sustentou ter havido falhas e omissões graves na proposta do primeiro colocado, o que motivaria sua desclassificação. O ministro Carreiro encampou a sugestão do procurador, mas a votação foi suspensa sem qualquer decisão.

Suspeição. Após o embate público, Múcio deixou a relatoria, alegando suspeição, mesmo já tendo apresentado voto e concedido uma medida cautelar no processo. O caso passou a Valmir Campelo, que declinou da tarefa com a mesma justificativa. O processo foi então distribuído a Carreiro. Ex-secretário-geral da Mesa do Senado, ele foi indicado ao cargo pelo presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).

O líder do PMDB na Câmara admite ter percorrido gabinetes com representantes do consórcio derrotado. Segundo ele, foi um “favor” a Fernando Aboudib Camargo, dono da Caraíva e seu sócio na TV Cabugi. Inicialmente, o deputado citou Camargo como um empresário de seu Estado. Só admitiu a sociedade após ser confrontado com a informação (mais informações ao lado).
(…) Por Reinaldo Azevedo

Tags: Henrique Eduardo Alves, PMDB, TCU

O TRABALHO CRIA A RIQUEZA, MAS O ESTADO NATURAL DO HOMEM É A ESCASSEZ DE RECURSOS NATURAIS. Ou:

Uma única lição de economia
Escrito por FLAVIO MORGENSTERN e publicado no site www.ordemlivre.org em 28/08/2012 ·

Se fosse possível escolher uma única lição de economia a ser ensinada para todos os não-economistas, sobretudo as pessoas que rejeitam o liberalismo sem o conhecer (os esquerdistas, social-democratas, socialistas, marxistas, intervencionistas etc), escolheria a seguinte: o estado natural do homem é a pobreza, não a riqueza.

Aparentemente banal, tal verdade é ignorada ou mesmo invertida pela maioria absoluta das análises políticas, econômicas, morais e filosóficas. Sobretudo as opiniões cotidianas mais apressadas e menos estudadas.

Quando se critica o liberalismo (ou o apelido faceto que Marx deu à filosofia da liberdade: capitalismo), sempre são ouvidas as mesmas palavras: é um sistema de desigualdade e exploração.

A primeira crença é verdadeira, mas colocada de forma errada. A palavra “desigualdade” é preferida pelos não-liberais por sua carga psicologicamente negativa. O chiste é aceito equivocadamente por liberais: não apenas o prefixo des-é uma negação, como costuma indicar uma posterioridade temporal, como se tivesse existido um agradável momento de igualdade anterior ao surgimento do liberalismo, por ele então destruído.

No que a crença tem de verdadeira, tem de repudiável. Se houve tal “igualdade” anterior ao liberalismo, era uma péssima igualdade, em que todos são igualmente pobres.

Origem da riqueza

“A primeira lei da economia é a escassez. A primeira lei da política é ignorar a primeira lei da economia.” – Thomas Sowell

Uma das primeiras obras da humanidade a tratar do tema foi O Trabalho e os Dias, de Hesíodo (???? ??? ??????, cerca de 700 a.C.), em que o problema da escassez aparece pela primeira vez. Murray Rothbard afirma corretamente que Hesíodo foi o primeiro economista, em Economic Thought Before Adam Smith. Hesíodo, dando lições de agricultura a seu irmão preguiçoso, descreve sua pequena comunidade rural como um “lugar triste… ruim no inverno, duro no verão, nunca bom”. Há um vasto abismo entre os desejos infinitos de um homem e os recursos de que o mundo dispõe para satisfazê-lo.

Novamente, recaímos de cara com o óbvio quando assim exposto, mas completamente ignorado ou invertido pelo pensamento antiliberal.

Dependendo apenas da terra e buscando entender as leis naturais de funcionamento do mundo (os dias, as estações, as técnicas de agricultura, o entendimento com os deuses), Hesíodo encara uma existência de trabalho árduo, enquanto seu irmão, que julga ser obrigação do primogênito trabalhar por ele, apenas exige o trabalho alheio.

Como o famoso slogan de Marx, o irmão de Hesíodo parece acreditar que a cada um o trabalho deve ser exigido de acordo com sua capacidade, mas os frutos do trabalho devem ser “distribuídos” de acordo com a sua necessidade. Sem um programa adequado (o lema é apenas um slogan, afinal), sem uma definição mínima do que seria “necessidade”, recaímos no mais brutal e inseguro totalitarismo, como bem viu e sentiu Ayn Rand, retratando o resultado brilhantemente em seu romance A Revolta de Atlas (muito bem apresentado por Rodrigo Constantino, em A Fábrica da Inveja).

(Curiosamente, este é um fator que a esquerda, assim que se converteu ao “progressismo” e ao “politicamente correto”, entendeu bem nas relações humanas sem bens imateriais: não se deve exigir algo do corpo de alguém à força – por isso a grita do movimento feminista em manifestações como a Marcha das Vadias. Todavia, a esquerda ignora completamente as mesmas premissas que tenta ensinar quando se trata de bens frutos do trabalho alheio.)

Na verdade, o que o preguiçoso irmão de Hesíodo (e Marx e toda a tradição esquerdista, incluindo a não-marxista) ignora é que a riqueza não existe na terra ou no ar como algo que alguém simplesmente toma para si: ela é criada, e criada através do trabalho. Os componentes para todas as conquistas tecnológicas e civilizatórias sempre existiram na natureza. Sem o engenho humano, o trabalho criativo (que, ignorado pela teoria marxista – em si um trabalho criativo – faz com que o trabalho manual possa produzir mais e/ou em menor tempo), a matéria-prima tem pouco valor. A matéria-prima da última revolução tecnológica foi o silício: o segundo elemento mais comum na superfície terrestre.

Se a riqueza é criada, é natural que a “desigualdade” surja a partir do momento em que alguém cria algo vantajoso (e por isso desejável). No princípio, todos precisam plantar grão por grão. Assim que uns poucos criam a irrigação, é vantajoso que o fenômeno chamado “desigualdade” passe a ocorrer – mas é apenas assim denominado comparando-se o indivíduo ou grupo criador com aqueles que não conhecem o progresso ou riqueza criados. O fenômeno sociológico é descrito com palavras depreciativas como se o enriquecimento, então, fosse algo ruim, imoral, digno de culpa. Simplesmente porque o que alguém cria não é então multiplicado por mágica a todos (e este é o ponto em que Ayn Rand nota semelhanças entre Marx e Cristo).

De Rousseau comparando a moral do bom selvagem com os vícios da França absolutista ao intervencionismo econômico com vias a “redistribuir” renda como se toda desigualdade fosse culposa, este é o princípio que distancia a visão social de mundo de um correto entendimento da realidade.

O homem e o trabalho

“Você pode imaginar um sistema político tão radical que torne mais de 20% dos mais pobres da população nos 20% mais ricos, ao invés de mantê-los no programa de ajuda aos pobres em uma década? Você não precisa imaginar. Chama-se Estados Unidos da América.” – Thomas Sowell

O segundo adjetivo que imputam ao liberalismo é a pecha de ser um sistemaexplorador. Decorrente do primeiro equívoco, esta crença, ao contrário da primeira, é completamente falsa.

Crendo ainda que a riqueza simplesmente existe no mundo, sem ter sido artificialmente criada pelo engenho humano, ao voltar os olhos para o passado, os sistemas de pensamento social supõem que os primeiros homens viviam no melhor dos mundos, compartilhando toda a riqueza, até que alguns poucos, provavelmente os mais fortes, tomaram a riqueza para si e, egoisticamente, nãoquiseram compartilhá-la com seus semelhantes.

Este é o famoso mito do jogo de soma zero, o dogma de que, estando toda a riqueza concentrada nas mãos de uns poucos, e nunca sendo criada, resta apenasdistribuí-la. Adicionalmente, crê-se que os “ricos” (em qualquer sentido) apenas são ricos por terem, num passado muito remoto, usado de força para tomar tal riqueza, “explorando” os pobres para tomarem seu quinhão, deixando-os mais pobres no processo.

É como se no mundo existissem sempre 100 moedas de ouro, e se, entre 100 pessoas, alguém possui mais de uma moeda, foi por ter “roubado” do outro. Daí a ojeriza da esquerda pela propriedade privada, crendo que ela, originalmente, foi um “roubo”. A conclusão inapelável e inescapável desta fé é que, como um roubo é um crime imoral e em tempos passados a injustiça da desigualdade teria surgido através da força, é completamente legítimo e o único caminho possível para a correção jurídica o uso inverso (e exagerado) da força contra os indivíduos da “velha” sociedade – seja através da revolução (marxismo-socialismo), seja através da intervenção (social-democracia), que, apesar de não pregar a morte dos “traidores”, ainda usa a força do estado para tomar à força riqueza produzida da população.

O credo sempre aponta para uma utopia futura em que se busca atingir um paraíso vislumbrado num passado mitológico, de onde toda a humanidade apenas teria “decaído” (curiosamente, também um tema de Hesíodo). Como definido por Giacomo Leopardi, a felicidade sempre se encontra no passado ou no futuro, jamais no presente. Crendo numa versão imoral disso, o socialismo sempre pede sacrifícios à sua população e mais trabalho centralizado pelo estado, supondo um futuro glorioso – enquanto culpa o liberalismo por erros no liberalismo (ou erros antiliberais que ocorrem em sistemas de mercado).

Todavia, Giacomo Leopardi entende que a infelicidade é o estado natural do homem. Em Diálogo entre um Físico e um Metafísico, o metafísico prospecta que vida e infelicidade nunca se separam. A criação da felicidade é antinatural, uma novidade de tempos recentes. Ortega y Gasset, ao definir a sociedade das massas jogadas entre totalitarismos no séc. XX, lembra que o povo passa a considerar que os objetos da civilização são naturais e “dados” ou “tomados” por aí. Um carro, passa a pensar um homem que pode até vir a ser um intelectual, é um fruto da natureza, como se nascesse de uma árvore remota.

Se a fé da riqueza estanque possuísse credibilidade, não haveria crescimento econômico, nem diferenciação no PIB que não passasse exatamente para outro país. Com mais pessoas compartilhando a mesma riqueza, bastaria haver menos pessoas e o reino da igualdade seria mais próximo por mera diminuição da disputa. Os homens das cavernas, raros que compartilhavam o mundo inteiro, seriam muito mais ricos do que Bill Gates. Mesmo não tendo papel higiênico, telefone ou um computador para sua qualidade de vida. Em contraposição, o surgimento do liberalismo permitiu que uma população mundial fixa, marcada por mortes precoces e guerras, através das trocas livres duplicasse seu número aritmeticamente em 126 anos, depois em 33, em 13, 12 e até 11 anos.

O liberal não deixa de ser o pessimista social. O incréu das utopias, embora também existam as utopias liberais. Porém, é justamente o liberalismo que permite o enriquecimento dos pobres, muitas vezes estrondosamente rápido (a Coreia do Sul era um país mais pobre do que o Haiti na década de 50, e hoje sua classe baixa usa os carros que, importados no Brasil, apenas a elite da elite sonha em exibir). Isto se dá porque a riqueza criada é obrigatoriamente compartilhada. Alguém que crie um sistema que produza mais pizzas em menos tempo, e/ou a menor custo, mesmo que não queira, irá garantir mais riqueza para seus próximos – e por isso a ascensão da “burguesia” e do liberalismo se dá pelo comércio, a troca livre, sem coação. É a antiga díade entre Hermes, deus do comércio e das viagens, e Héstia, deusa do lar, familiar, sagrado e impenetrável.

Tão somente compreendendo que o estado natural do homem é a pobreza, e não a riqueza, pode-se compreender num esboço simples todos os erros de cálculo, método e objetivo dos críticos do liberalismo e do mercado. E através desta compreensão pode-se também contemplar melhorias que tornem o sistema que mais enriqueceu pessoas no mundo de maneira a recompensar cada vez mais os comportamentos mais justos.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

USO DA MACONHA ANTES DOS 18 ANOS DIMINUI A INTELIGÊNCIA. Ou:

Uso precoce de maconha piora a memória. Xiii, a turma do “Viva o Posto 9” vai ficar brava!
Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Mais uma pesquisa prova que a maconha faz, sim, mal à saúde, especialmente quando usada antes dos 18 anos. Daqui a pouco, a turma do “Viva o Posto 9” começa a protestar. Mandem o resultado para o presidente da Fundação Oswaldo Cruz, Paulo Gadelha, que não deveria perder tempo — parto do princípio de que é um homem ocupado — fazendo campanha em favor da descriminação do consumo de drogas. Ah, já sei: eles vão dizer que só querem a descriminação para investir pesado, depois, em “educação”. Entendi a lógica: primeiro, na prática, libera-se a droga; depois, faz-se uma campanha pedindo aos adolescentes que fiquem longe dela. Só não entendi por que não se pode fazer a segunda parte sem a primeira — e com mais facilidade, presumo…

Na Folha:
Adultos que se tornam dependentes de maconha antes dos 18 anos tiveram resultados piores em testes de memória e inteligência do que não usuários, indica um estudo que acompanhou cerca de mil neozelandeses do nascimento até os 38 anos.

Durante esse tempo, os participantes da pesquisa, realizada por cientistas da da Universidade Duke (EUA) e do King’s College de Londres, foram submetidos a entrevistas periódicas, para dizer se estavam usando maconha e com que frequência, e a testes de QI (coeficiente de inteligência) e outros exames de memória, raciocínio, processamento visual, entre outros.

Segundo Terrie Moffitt, professora de psicologia e neurociência do King’s College, a longa duração do estudo dá segurança para afirmar o risco trazido pela maconha para jovens e a relativa segurança de uso com início na idade adulta. Antes dos 18 anos, o cérebro ainda está sendo remodelado para se tornar mais eficiente, por isso é mais vulnerável aos danos causados por drogas, diz a cientista.

Os usuários de maconha que já estavam dependentes aos 18 anos tiveram um declínio médio do QI (coeficiente de inteligência) de oito pontos entre os 13 e os 38 anos de idade. Uma pessoa normal marca cem pontos em teste de QI. Entre os não usuários, não houve declínio. “Os participantes que não usaram maconha até chegarem à idade adulta e terem o cérebro completamente formado não tiveram esse declínio mental”, diz Moffitt.

Foram levados em conta fatores como uso de álcool e de outras drogas e a escolaridade. Segundo Madeleine Meier, pesquisadora da Duke e também responsável pelo trabalho, a variável que fez a diferença foi o ponto de início do uso da maconha. “A maconha não é inofensiva, especialmente para adolescentes. Uma pessoa que perde oito pontos de QI pode ficar em desvantagem depois.” Números mais altos de QI são associados a maior renda e vida mais longa.
(…)

Tags: descriminação da maconha, uso de álcool, escolaridade, Universidade Duke

DEFESA E ACUSAÇÃO: QUEM TEM DE PROVAR O QUÊ? AS FALAS DE LUIZ FUX E DIAS TÓFFOLI

Defesa e acusação: quem tem de provar o quê? As falas de Luiz Fux e Dias Tóffoli
Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Duas falas de ontem dão o que pensar. Uma, do ministro Luiz Fux, se tirada do contexto — como, parece, tentou fazer Dias Tóffoli —, pode dar a entender aquilo que não quer dizer. Leiam:

“A nossa jurisprudência vai neste sentido: o álibi cabe a quem alega. Eu não posso dizer: ‘Não tem provas contra mim’. Eu tenho de dizer: ‘Não! Isso decorreu disso’”.

Vamos colocar a coisa em perspectiva. Sim, é claro que cabe à acusação produzir as provas num processo. Mas atenção! Produzem-se as provas que podem ser produzidas. É por isso que, nos tribunais de todas as democracias do mundo, considera-se também o chamado “domínio dos fatos”. Mais adiante, esse debate será fundamental.

Querem um exemplo: no chamado domínio dos fatos, é crível que fosse Delúbio Soares o último homem na hierarquia petista, a decidir empréstimos, valores, a forma como isso seria operado, quem receberia dinheiro, quem não receberia… Usei a palavra “crível”, mas não se trata de matéria de fé, e sim de matéria de fato. Delúbio gerenciava o dinheiro distribuído na rede de políticos e partidos que era gerenciada por um homem: Dirceu! “Mas é só isso o que se tem contra o ex-deputado?” Não! Há também os testemunhos.

Ora, não se trata de a defesa ter de provar que José Dirceu é inocente; mas é evidente que a narrativa que ela criou da sua inocência tem de fazer sentido, não pode ser uma afronta à realidade. Ou não se tem um julgamento, mas uma farsa. Ou o norte moral de todo o julgamento seria, ao fim, exaltar o criminoso perfeito, o que não deixa rastros.

Rebatendo, em seu voto pró-João Paulo, a fala de Fux, afirmou Dias Tóffoli, escandindo as sílabas com a mão, bem professoral:
“A acusação é quem tem que fazer a prova. A defesa não tem que provar sua versão. Esta é uma das maiores garantias que a humanidade alcançou. Estou rebatendo não em relação ao caso concreto, mas como premissa constitucional que esta Corte deve seguir”.

Atrapalhou-se na fala. A defesa não tem, com efeito, de produzir prova negativa — ou de provar o que o outro não fez. Mas tem, sim, de “provar a sua versão”. A diferença parece ser nenhuma, mas é gigantesca. Num homicídio, se as evidências conspiram contra um réu ou acusado, o álibi pode livrá-lo — e o álibi tem de ser provado, sim, ora essa!

Vou para o absurdo! “Não, meu cliente não fez isso! Estava passando uma temporada na Lua quando isso aconteceu! E não me peçam para provar porque sou a defesa e não tenho de provar nada!” Acho que não é bem assim que as coisas funcionam.

Tags: José Antônio Dias Toffoli, Luiz Fux, Mensalão, ônus da prova, direito penal

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Um aviso de C. S. Lewis: NUNCA SURGIU UMA GRANDE CULTURA, UMA GRANDE CIVILIZAÇÃO, SEM UMA RELIGIÃO FORTE. A decadência da Europa tida como pós-cristã e supostamente multiculturalista, mas que vai se islamizando a cada dia é um exemplo. Sem a religião cristã cairemos em aborto, gayzismo, feminismo, sexo livre, liberação das drogas, pedofilia, manipulação da linguagem (politicamente correto) e infanticídio. A destruição do cristianismo objetivada pelo esquerdismo (materialista) significa atraso aos tempos de antes de Cristo

Um aviso de C. S. Lewis
ESCRITO POR EDITORIA MSM EM 27 AGOSTO 2012
A civilização parece ser a invenção de uma espécie agora extinta.
Nicolás Gómez Dávila


Há uma plena percepção do que é certo e do que é errado na consciência humana, e este é um dado universal, confirmado na análise e na história dos povos e de suas culturas. Comparam-se os padrões e preceitos, e lá está ela: uma lei eterna que a razão humana apreende. Dela falou o apóstolo Paulo: “a obra da lei escrita em seus corações” (Rm. 2:14-15). Ele não falava de cristãos, mas dos gentios, e por extensão, de todo e qualquer homem.

Da presença dessa lei natural na consciência humana falaram Tomás de Aquino, Calvino, e outros grandes teólogos e filósofos cristãos. Uma abordagem interessante é a de C. S. Lewis em ‘A Abolição do Homem’, no qual chamava essa lei natural de ‘Tao’ e aponta, citando sábios de diferentes civilizações e ciclos históricos, para a presença manifesta da defesa dos mesmos princípios morais. São chineses, egípcios, indianos, gregos, judeus, babilônicos, nórdicos, saxões. Todos em plena concordância. As diferenças existem, obviamente, mas há, sim, um grande núcleo comum de princípios.

Antes que o militante laicista venha com aquela conversinha mole de que “não preciso ser religioso para ser bom", aviso: nunca surgiu uma grande cultura, uma grande civilização, sem uma religião forte. E a queda do Império Romano foi, antes de tudo, a queda de uma cultura que desprezou seus princípios fundantes. Dali, o ocidente cristão floresceria; encerrava-se o ciclo greco-romano e pagão. T. S. Eliot tratou dessa relação indissociável entre religião e cultura em suas ‘Notas para uma Definição de Cultura’. A própria decadência desta Europa tida como pós-cristã e supostamente multiculturalista, mas que vai se islamizando a cada dia é um exemplo disto, visível para qualquer observador sensato. E tem mais. O próprio C. S. Lewis, em ‘Cristianismo Puro e Simples desenvolveu um argumento para a própria existência de Deus com base na moralidade. Se não existisse uma lei moral universal, discordâncias morais não fariam sentido; necessariamente, essa lei moral universal exigem um Legislador Moral, que deve ser perfeitamente bom, justo, e preocupado com a conduta moral humana.

Resumindo: o mal te incomoda? Pois bem. Não haveria sede, se não houvesse a Água da Vida.

Um dos mais graves problemas de nossa época, advindo da total imanentização do pensamento, dessa tentativa, sobretudo iluminista, de restringir o conhecimento humano àquilo que é meramente material, é essa rejeição não só da origem espiritual da moralidade, como do Legislador, Deus; e daí, o corolário, com suas implicações terríveis para a sociedade: o desprezo a todo este vasto campo comum da percepção plena dos princípios éticos universais. Muito tem sido feito, e muito dinheiro tem sido gasto para se destruir essa percepção, e a revolução cultural promovida sobretudo pela Nova Esquerda nas últimas décadas é o mais notório empreendimento neste sentido. A conquista da hegemonia cultural por parte do movimento comunista tinha, já entre seus principais proponentes, Antonio Gramsci, esse objetivo declarado: a modificação do senso comum. Não é preciso dizer que tais revolucionários viam a fé cristã como seu principal inimigo. E que há mesmo entre cristãos pessoas apoiando esse projeto, e poucos se escandalizem com isso, eis um fato que evidencia o quanto estamos mergulhados neste processo revolucionário.

Aborto, gayzismo, feminismo, sexo livre, liberação das drogas e a manipulação da linguagem com o ‘politicamente correto’ (aguardem o infanticídio e a pedofilia, que virá disfarçada de “sexo intergeracional” ou coisa assim). Tudo isso foi programado. Não só para caçar e incriminar os cristãos e todo aquele que invoque princípios morais universais, mas para negar fatos elementares da condição humana. Para transformar todo e qualquer ser humano num robô dócil e obediente aos mentores desse novo totalitarismo, que é sutil, hedonista e idiotizante, elaborado pelos típicos intelectuais modernos que pretendem não só remodelar a humanidade conforme seus umbigos, mas também dominá-la.

Para concluir, deixo um trecho de ‘A Abolição do Homem’ (Martins Fontes, 2005), livro no qual C. S. Lewis também tratou brilhantemente das consequências da rejeição a essa lei natural gravada no coração dos homens, e que tem, na atualidade, sobretudo nas classes políticas, artísticas, e intelectuais dominantes, seus opositores mais fanáticos.

Nos sistemas antigos, tanto o tipo de homem que os educadores pretendiam produzir quanto seus motivos para fazê-lo estavam prescritos pelo Tao — uma norma que sujeitava os próprios professores e frente à qual não pretendiam ter a liberdade da transgressão. Não reduziam os homens a um esquema por eles estabelecido. Transmitiam o que tinham recebido: iniciavam o jovem neófito nos mistérios da humanidade que a todos concernia. Exatamente como as velhas aves ensinando as novas a voar. Mas isso vai mudar. Os valores agora são meros fenômenos naturais. Juízos de valor serão produzidos no aluno como parte do condicionamento. Qualquer que seja o Tao, ele será o produto, e não a razão, da educação. Os Manipuladores se livraram disso tudo. É mais uma parte da Natureza que eles conquistaram. A origem última de toda ação humana já não é, para eles, algo dado. Eles a têm sob seu domínio —tal como a eletricidade: é função dos Manipuladores controlá-la, não obedecer-lhe. Sabem como produzir a consciência e decidem qual tipo de consciência irão produzir. Estão fora desse processo e acima dele. Pois estamos chegando ao último estágio da luta humana contra a Natureza. A última vitória foi obtida. A natureza humana foi conquistada e conquistou qualquer que seja o sentido que essas palavras possam ter agora. Os Manipuladores, nesse ponto, estarão em condição de escolher que tipo artificial de Tao irão impor à raça humana, segundo as razões que lhes convierem.

(Artigo inspirado numa das últimas aulas de Olavo de Carvalho em seu Seminário de Filosofia, na qual o filósofo discorre sobre as questões tratadas no artigo 'Já notaram?'.)

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O QUE É O POLITICAMENTE CORRETO

O que é o politicamente correto?
Escrito por ORLANDO BRAGA e publicado no site www.midiasemmascara.org

O antropocentrismo do marxismo econômico falhou, como sistema social e econômico, em todo o mundo; resta ao marxismo a guerrilha cultural.

Muitos de nós fazemos uma ideia do que é o politicamente correcto (PC), pela repetição de informações transmitidas pela mídia.

O PC não teve origem recente; remonta a sua utilização como instrumento ideológico, ao tempo da I Guerra Mundial. Quando Karl Marx escreveu o “Manifesto Comunista” (séc. 19), ficou bem claro que ideologia que nascia assentava em duas vertentes básicas: O marxismo econômico, que defende a ideia de que a História é determinada pela propriedade dos meios de produção, e o marxismo cultural, que defende a ideia de que a História é determinada pelo poder através do qual, grupos sociais (para além das classes sociais) definidos pela raça, sexo, etc., assumem o poder sobre outros grupos. Até à I Guerra Mundial, o marxismo cultural não mereceu muita atenção, que se concentrou praticamente toda no marxismo econômico, que deu origem à revolução bolchevista (URSS).

O marxismo cultural é uma sub-ideologia do marxismo (a “outra face da moeda” é o marxismo econômico), e como todas as ideologias, tende inexoravelmente para a implantação de uma ditadura, isto é, para o totalitarismo.

À semelhança do marxismo econômico, o marxismo cultural (ou Politicamente Correto) considera que os trabalhadores e os camponeses são, à partida, “bons”, e que a burguesia e os capitalistas são, a priori, “maus”. Dentro das classes sociais assim definidas, os marxistas culturais entendem que existem grupos sociais “bons” (como as mulheres feministas — porque as mulheres não-feministas são “más” ou “ignorantes”), os negros e os homossexuais – para além dos muçulmanos, dos animistas, dos índios, dos primatas superiores, etc.. Estes “grupos sociais” (que incluem os primatas superiores — chimpanzés, gorilas, etc.) são classificados pelos marxistas culturais como sendo “vítimas” e por isso, são considerados como “bons”, independentemente do que os seus membros façam ou deixem de fazer. Um crime de sangue perpetrado por um homossexual é visto como “uma atitude de revolta contra a sociedade opressora”; o mesmo crime perpetrado por um heterossexual de raça branca é classificado como um “acto hediondo de um opressor”. Segundo o marxismo cultural, o “macho branco” é o equivalente ideológico da “burguesia” no marxismo econômico.

Enquanto que o marxismo econômico baseia a sua ação no ato de expropriação (retirada de direitos à propriedade), o marxismo cultural (ou PC) expropria direitos de cidadania, isto é, retira direitos básicos a uns cidadãos para, alegadamente, dar direitos acrescidos e extraordinários a outros cidadãos, baseados na cor da pele, sexo ou aquilo a que chamam de “orientação sexual”. Nesta linha está a concessão de cotas de admissão, seja para o parlamento, seja no acesso a universidades ou outro tipo de instituições, independentemente de critérios de competência e de capacidade.

Enquanto que o método de análise utilizado pelo marxismo econômico é baseado no Das Kapital de Marx (economia coletivista marxista), o marxismo cultural utiliza o desconstrucionismo filosófico e epistemológico explanado por ideólogos marxistas como Jacques Derrida, que seguiu Martin Heidegger, que bebeu muita coisa em Friederich Nietzsche.

O Desconstrucionismo, em termos que toda a gente entenda, é um método através do qual se retira o significado de um texto para se colocar a seguir o sentido que se pretende para esse texto. Este método é aplicado não só em textos, mas também na retórica política e ideológica em geral. A desconstrução de um texto (ou de uma realidade histórica) permite que se elimine o seu significado, substituindo-o por aquilo que se pretende. Por exemplo, a análise desconstrucionista da Bíblia pode levar um marxista cultural a inferir que se trata de um livro dedicado à superioridade de uma raça e de um sexo sobre o outro sexo; ou a análise desconstrucionista das obras de Shakespeare, por parte de um marxista cultural, pode concluir que se tratam de obras misóginas que defendem a supressão da mulher; ou a análise politicamente correta dos Lusíadas de Luís Vaz de Camões, levaria à conclusão de que se trata de uma obra colonialista, supremacista, machista e imperialista. Para o marxista cultural, a análise histórica resume-se tão só à análise da relação de poder entre grupos sociais.

O Desconstrucionismo é a chave do politicamente correto (ou marxismo cultural), porque é através dele que surge o relativismo moral como teoria filosófica, que defende a supressão da hierarquia de valores, constituindo-se assim, a antítese da Ética civilizacional europeia.

Com a revolução marxista russa, as expectativas dos marxistas europeus atingiram um ponto alto. Esperava-se o mesmo tipo de revolução nos restantes países da Europa. À medida que o tempo passava, os teóricos marxistas verificaram que a expansão marxista não estava a ocorrer. Foi então que dois ideólogos marxistas se dedicaram ao estudo do fenômeno da falha da expansão do comunismo marxista: António Gramsci (Itália) e George Lukacs (Hungria).

Gramsci concluiu que os trabalhadores europeus nunca seriam servidos nos seus interesses de classe se não se libertassem da cultura europeia – e particularmente da religião cristã. Para Gramsci, a razão do falhanço da expansão comunista marxista estava na cultura e na religião. O mesmo conclui Lukacs.

Em 1923, por iniciativa de um filho de um homem de negócios riquíssimo de nacionalidade alemã (Félix Veil), que disponibilizou rios de dinheiro para o efeito, criou-se um grupo permanente (“think tank”) de estudos marxistas na Universidade de Frankfurt. Foi aqui que se oficializou o nascimento do Politicamente Correto (Marxismo Cultural), conhecido como “Instituto de Pesquisas Sociais” ou simplesmente, Escola de Frankfurt – um núcleo de marxistas renegados e desalinhados com o marxismo-leninismo.

Em 1930, passou a dirigir a Escola de Frankfurt um tal Max Horkheimer, outro marxista ideologicamente desalinhado com Moscou e com o partido comunista alemão. Horkheimer teve a ideia de se aproveitar das ideias de Freud, introduzindo-as na agenda ideológica da Escola de Frankfurt; Horkheimer coloca assim a tradicional estrutura socio-econômica marxista em segundo plano, e elege a estrutura cultural como instrumento privilegiado de luta política. E foi aqui que se consolidou o Politicamente Correto, tal como o conhecemos hoje, com pequenas variações de adaptação aos tempos que se seguiram. Surgiu a Teoria Crítica.

O que é a Teoria Crítica? As associações financiadas pelo nosso Estado e com o nosso dinheiro, em apoio ao ativismo gay, em apoio a organizações feministas camufladas de “proteção à mulher”, e por aí fora – tudo isso faz parte da Teoria Crítica do marxismo cultural, surgida da Escola de Frankfurt do tempo de Max Horkheimer. A Teoria Crítica faz o sincretismo entre Marx e Freud, tenta a síntese entre os dois (“a repressão de uma sociedade capitalista cria uma condição freudiana generalizada de repressão individual”, e coisas do gênero).

No fundo, o que faz a Teoria Crítica? Critica. Só. Faz críticas. Critica a cultura europeia; critica a religião; critica o homem; critica tudo. Só não fazem auto-crítica (nem convém). Não se tratam de críticas construtivas; destroem tudo, criticam de forma a demolir tudo e todos.

Por essa altura, aderiram ao bando de Frankfurt dois senhores: Theodore Adorno e Herbert Marcuse. Este último emigrou para os Estados Unidos com o advento do nazismo.

Foi Marcuse que introduziu no Politicamente Correto (ou marxismo cultural) um elemento importante: a sexualidade. Foi Marcuse que criou a frase “Make Love, Not War”. Marcuse defendeu o futuro da humanidade como sendo uma sociedade da “perversidade polimórfica”, na linha das profecias de Nietzsche.

Marcuse defendeu também, já nos anos 30 do século passado, que a masculinidade e a feminilidade não eram diferenças sexuais essenciais, mas derivados de diferentes funções e papéis sociais; segundo Marcuse, não existem diferenças sexuais, senão como “diferenças construídas”.

Marcuse criou o conceito de “tolerância repressiva” – tudo o que viesse da Direita tinha que ser intolerado e reprimido pela violência, e tudo o que viesse da Esquerda tinha que ser tolerado e apoiado pelo Estado. Marcuse é o pai do Politicamente Correto moderno.

O sucesso de expansão do marxismo cultural na opinião pública, em detrimento do marxismo econômico, deve-se três razões simples: a primeira é que as teorias econômicas marxistas são complicadas de entender pelo cidadão comum, enquanto que o tipo de dedução primária do raciocínio PC, aliado à fantasia de um mundo ideal e sem defeitos, é digno de se fazer entender pelo mentecapto mais empedernido. A segunda razão é porque o Politicamente Correto critica por criticar, pratica a crítica destrutiva até à exaustão – e sabemos que a adesão popular (da juventude, em particular) a este tipo de escrutínio crítico é enorme. A terceira razão é que o antropocentrismo do marxismo econômico falhou, como sistema social e econômico, em todo o mundo; resta ao marxismo a guerrilha cultural.

O que se está a passar hoje na sociedade ocidental, não é muito diferente do que se passou na União Soviética e na China, num passado recente. Assistimos ao policiamento do pensamento, à censura das ideias, rumo a uma sociedade totalitária.

Orlando Braga edita o blog Perspectivas – http://espectivas.wordpress.com

domingo, 26 de agosto de 2012

TIREM AS CRIANÇAS DA SALA DE TV POR QUE UM CASAL FIEL HÁ 42 ANOS SERÁ APRESENTADO. Programa NA MORAL (Pedro Bial) mostra casais infiéis, liberais, que não seguem as regras do bom matrimônio, com suingue, bissexuais e outros casais atípicos, mas quando o casal fiel aparece é como se os telespectadores devessem esperar algo ruim ou imoral

Na moral?
Escrito por Percival Puggina e publicado no site www.midiasemmascara.org

"Que tal ser fiel ao desejo?"Ao fechar o programa com essa interrogação, Pedro Bial proclamou sua opção contra o casamento, contra a fidelidade conjugal, e optou pela degradação do humano.

Pois não é que dia desses me peguei assistindo o programa "Na moral"? Por Deus. Estava ali, deitado, zapeando, e me deparo com Pedro Bial entrevistando convidados. Como peguei o bonde andando, presumo que a pauta fosse sobre arranjos de convívio sexual. Um terreno complicado, onde há de tudo. E havia, mesmo, um pouco de quase tudo.

A personagem central da primeira entrevista que assisti era uma senhora muito dadivosa que se alternava entre dois cônjuges. Ora com um, ora com outro. Levava a vida assim, contando com o consentimento de ambos, por sinal, presentes à entrevista. Um dos homens, mesmo sem ser chamado às falas a respeito, fez seu comercialzinho aduzindo que, pessoalmente, não descartava relacionar-se, também, com outros do mesmo sexo, desde que fossem interessantes. Enquanto assistia aquilo, fiquei pensando que, muito em breve, com a multiplicação de tais casos, o Supremo Tribunal Federal será chamado a sacramentá-los. E o fará, numa sessão em que o Congresso, lá do outro lado da praça, ouvirá doutas repreensões por silenciar ante assunto de tamanha relevância e interesse social. Assim, face à omissão legislativa, em nome dos princípios da liberdade, da igualdade e da dignidade da pessoa humana, o STF tomará em suas mãos a deliberação sobre os aspectos jurídicos desses enroscos sexuais. São coisas que existem desde que o mundo é mundo. Já são tema para novela. Novidade é a colher torta do Estado se metendo no meio. Aliás, já existem advogados da tese. E em Tupã, interior do São Paulo, li outro dia, um conluio desse tipo foi formalizado em cartório.

Seguiu-se uma entrevista sobre suingue (eis aí mais uma, STF!). No caso, o marido levava a esposa para assistir seu desempenho com outras mulheres em festas de casais liberais. Surpreendentemente, ele não admitia a recíproca por ser muito ciumento... Noutro bloco, com som e imagem distorcidos, o Bial ouviu mulheres e homens, casados regularmente, que mantinham relações extraconjugais clandestinas valendo-se, para tanto, de sites de relacionamento. Por fim, a produção do programa arranjou-lhe um petisco adicional, uma extravagância, coisa inaudita, beirando ao escândalo - tira as crianças da sala, meu bem!: um casal formado por homem e mulher (o esclarecimento é politicamente corretíssimo), que viviam seu matrimônio há 42 anos. Quarenta e dois anos? E nunca pularam a cerca? Nunca, segundo informaram.

Do jeito que a coisa anda, tratou-se, obviamente de um programa banal, tratando tais temas como se banalidades fossem. Nada de novo em qualquer das situações focadas. Coisas melhores e piores são exibidas todos os dias. E ninguém tem nada que ver com a intimidade alheia. O completo absurdo, o motivo pelo qual escrevo, veio pouco depois, no encerramento do programa. O apresentador encarou a câmera, fez um discurso resumindo cada uma das situações que apresentara e sublinhou o surpreendente feito do casal casado, fiel, a caminho das bodas de ouro. E arrematou com uma pergunta que, apesar de dirigida aos telespectadores, fustigou a aparentemente insólita situação vivida por ambos: "Que tal ser fiel ao desejo?"

Ao fechar o programa com essa interrogação, o apresentador proclamou sua opção contra o casamento, contra a fidelidade conjugal, e optou pela degradação do humano. Fidelidade ao desejo, conforme proposto pelo jornalista, se expressa numa vida desregrada, sobre a qual não se impõem os freios da razão e do amor.

Publicado no jornal Zero Hora.
Tags: media watch | Rede Globo | movimento revolucionário | movimento gay | esquerdismo | ideologia | globalismo | direito

ATÉ AGORA SÓ INOCENTES FORAM PUNIDOS PELO MENSALÃO. Vejam os casos de Danevita Magalhães e de Joel Santos Filho. Ou:

Pensem nesta vergonha, senhoras ministras e senhores ministros do Supremo: até agora, esta inocente é a única punida do mensalão!
Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Vocês têm de espalhar na rede a história desta mulher porque ela é a evidência viva do modo como “eles” operam. Ela se negou a endossar a roubalheira dos mensaleiros no Banco do Brasil. Sabem o que aconteceu? Perdeu o emprego, não consegue mais trabalho e já foi ameaçada de morte três vezes. Leiam a reportagem de Gustavo Ribeiro e Hugo Marques na VEJA desta semana.

Danevita: ela fez a coisa certa e, por isso, perdeu o emprego e recebeu três ameaças de morte

A publicitária Danevita Magalhães não ajudou a desviar recursos públicos, como fez o PT e seus dirigentes, não fraudou empréstimos bancários, como o empresário Marcos Valério, nem sacou dinheiro sujo na boca do caixa de um banco, como fizeram os políticos. Sua situação, porém, é bem pior que a de muitos deles. Ex-gerente do Núcleo de Mídia do Banco do Brasil, Danevita foi demitida por se recusar a assinar documentos que dariam ares de autenticidade a uma fraude milionária.

Depois de prestar um dos mais contundentes depoimentos do processo — desconstruindo a principal tese da defesa, de que não houve dinheiro público no esquema —, Danevita passou a sofrer ameaças de morte e não conseguiu mais arrumar emprego. A mulher que enfrentou os mensaleiros cumpre uma pena pesada desde que contou o que sabia, há sete anos. Rejeitada pelos antigos companheiros petistas, vive da caridade de amigos e familiares, sofre de depressão e pensa em deixar o Brasil. Só não fez isso ainda por falta de dinheiro.

O testemunho da publicitária foi invocado várias vezes no corpo da sentença dos dois ministros que votaram na semana passada. Entre 1997 e 2004, Danevita comandou o setor do Banco do Brasil responsável pelo pagamento das agências de publicidade que fazem a propaganda da instituição. Sua carreira foi destruída quando ela se negou a autorizar uma ordem de pagamento de 60 milhões de reais à DNA Propaganda, do empresário Marcos Valério. O motivo era elementar: o serviço não foi e nem seria realizado. Mais que isso: o dinheiro, antes de ser oficialmente liberado, já estava nas contas da DNA, o que contrariava frontalmente o procedimento do banco. Ela, portanto, negou-se a ser cúmplice da falcatrua. Em depoimento à Justiça, Danevita contou ainda que ouviu de um dos diretores da DNA que a cam­panha contratada jamais seria realizada  “Como não assinei, fui demitida”, lembra.

Depois disso, ela não conse­guiu mais arrumar emprego e perdeu tudo o que tinha. Saiu de um padrão confortável de vida — incluindo um salário de 15000 reais, carro do ano e viagens frequentes — para depender da boa vontade de amigos e morar na casa da filha, que a sustenta. “Estou sofrendo as consequências desse esquema até hoje. O pior é que eu não participei de nada. Você deveria falar com Dirceu, Lula…”, disse.

Danevita hoje vive reclusa na casa da filha e evita conversar sobre o rnensalão. Ela conta que sofreu três ameaças de morte. Sempre telefonemas anônimos, pressionando-a para mudar suas alegações às autoridades. Seu desespero é tamanho que, em entrevista a VEJA, ela pediu para não ser mais procurada: “Peço que me deixem em paz. Eu não tenho mais nada a perder”, disse. Danevita credita aos envolvidos no esquema — e prejudicados pelo teor do seu testemunho — as dificuldades que tem encontrado no mercado de trabalho. Apesar de um currículo que inclui altos cargos em empresas multinacionais, ela conseguiu apenas pequenos serviços. A publicitária não tem dúvida de que os mensaleiros a prejudicam, mas não cita nomes. “Fico muito magoada com isso. Já perdi meu dinheiro e minha dignidade”, desabafa. Ela não acredita que o Supremo Tribunal Federal vá punir os mensaleiros.

Situação parecida vive o advogado Joel Santos Filho. Ele foi o autor da gravação do vídeo no qual o ex-diretor dos Correios Maurício Marinho aparece recebendo propina e contando como funcionava o esquema de arrecadação do PTB. A reportagem, publicada por VEJA em maio de 2005, está na gênese do escândalo. Foi a partir dela que o presidente do PTB, deputado Roberto Jefferson, revelou a existência do mensalão. Joel conta que foi chamado por um amigo empresário, que tinha os interesses comerciais prejudicados nos Correios, para colher provas de que lá funcionava um esquema de extorsão. Pelo trabalho de filmagem, não ganhou nada e ainda perdeu o que tinha. Durante as investigações do mensalão, Joel teve documentos e computadores apreendidos — e nunca devolvidos. Apesar de não ter sido acusado de nada, foi preso por cinco dias e ameaçado na cadeia: “Fui abordado por outro preso, que disse saber onde minha família morava e minhas filhas estudavam. Ele me alertou: ‘Pense no que vai falar, você pode ter problemas lá fora”. Joel sustenta sua família hoje por meio de bicos. “Fiquei marcado de uma forma muito negativa”, lamenta.

Tags: Danevita Magalhães, Mensalão, Joel Santos Filho, julgamento do mensalão, injustiças do mensalão

DROGAS: “Exijo o meu direito de cheirar este troço, de fumar esta merda, embora eu saiba que isso mata crianças e jovens, destrói famílias, alimenta o ciclo da violência”. Ou: Falácia sobre a legalização disfarçada das drogas continua; Jornal Nacional traz reportagem a respeito; porta-voz é o chefão da ONG “Viva o Posto 9”, também conhecida como “Viva Rio”

Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

A farsa sobre a descriminação do consumo de drogas — que é, na verdade, uma legalização disfarçada — prossegue. O Jornal Nacional trouxe ontem reportagem sobre a entrega da proposta à Câmara dos Deputados. O antropólogo Rubem Cesar Fernandes, chefão da ONG Viva Rio, que trata o Brasil de 8 milhões de quilômetros quadrados como se fosse os 500 metros do Posto 9, em Ipanema — onde o fumo e oceano se estreitam num abraço insano, como dirá o poeta — foi o porta-voz da turma. Volto a este pensador daqui a pouco. Quero antes tratar de uma outra coisa, que tem a sua graça.

A reportagem do Jornal Nacional começou com uma correção. Reproduzo o trecho inicial, lido pelo próprio jornalista-apresentador. Prestem atenção!
“Na quarta-feira passada (22), o Jornal Nacional mostrou uma proposta para mudança no tratamento legal dado aos usuários de drogas. Na reportagem, havia um erro ao afirmar que a lei atualmente em vigor prevê a pena de prisão para usuários flagrados com entorpecentes para uso pessoal. Nesses casos, eles respondem a processo por porte de drogas, mas não são presos. Em dois meses, a proposta, que está em consulta pública, pode virar um projeto de lei.”

Pois é. Quem fez a reportagem daquele dia não deve ter lido a Lei 11.343,conhecida como lei antidrogas. Já reproduzi trechos aqui várias vezes. A pessoa no JN que redigiu ontem o trecho que vai acima pode, de novo, não ter consultado o Artigo 28, a saber:

Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas:
I – advertência sobre os efeitos das drogas;
II – prestação de serviços à comunidade;
III – medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.
§ 1o Às mesmas medidas submete-se quem, para seu consumo pessoal, semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica.
§ 2o Para determinar se a droga destinava-se a consumo pessoal, o juiz atenderá à natureza e à quantidade da substância apreendida, ao local e às condições em que se desenvolveu a ação, às circunstâncias sociais e pessoais, bem como à conduta e aos antecedentes do agente.
§ 3o As penas previstas nos incisos II e III do caput deste artigo serão aplicadas pelo prazo máximo de 5 (cinco) meses.
§ 4o Em caso de reincidência, as penas previstas nos incisos II e III do caput deste artigo serão aplicadas pelo prazo máximo de 10 (dez) meses.
§ 5o A prestação de serviços à comunidade será cumprida em programas comunitários, entidades educacionais ou assistenciais, hospitais, estabelecimentos congêneres, públicos ou privados sem fins lucrativos, que se ocupem, preferencialmente, da prevenção do consumo ou da recuperação de usuários e dependentes de drogas.
§ 6o Para garantia do cumprimento das medidas educativas a que se refere o caput, nos incisos I, II e III, a que injustificadamente se recuse o agente, poderá o juiz submetê-lo, sucessivamente a:
I – admoestação verbal;
II – multa.
§ 7o O juiz determinará ao Poder Público que coloque à disposição do infrator, gratuitamente, estabelecimento de saúde, preferencialmente ambulatorial, para tratamento especializado.


Voltei
À diferença do que afirma o Jornal Nacional, portanto, NÃO É VERDADE QUE O USUÁRIO RESPONDA NECESSARIAMENTE A PROCESSO. Tudo pode se esgotar — e, com frequência, é o que acontece — numa admoestação verbal. Agora vamos ver o que disse o Rubem Cesar Fernandes, da ONG Viva o Posto 9 ao mesmo JN:

“Criminalizar não é legalizar. Continua proibido, mas não é crime. Passa a ser uma infração a ser tratada por outros setores que não a polícia e deixa a polícia trabalhar no crime organizado, no grande problema”.

Huuummm…

Ele fala em “outras setores que não a polícia”. Vejam lá o que dispõe o parágrafo 7º da lei. O juiz determinará que o Poder Público coloque à disposição do infrator tratamento de saúde!!! Ora, “saúde” não é polícia.

Por que o jornalismo, com raras exceções, comete esses erros e omissões quando o assunto é droga? Porque tem simpatia pela tese, e aí a objetividade acaba indo para o vinagre, em prejuízo do telespectador, do leitor, do internauta… Essa Lei é de 2006. Desde esse ano já não se prende mais o simples usuário de drogas. ENTÃO O QUE QUEREM RUBEM CESAR FERNANDES E SEUS BRAVOS MILITANTES? Eles vão ficar bravos com a minha síntese, mas eu demonstro o que digo: ELES QUEREM É DESCRIMINAR O PEQUENO TRÁFICO, O QUE, NA PRÁTICA, SIGNIFICA, DESCRIMINAR O TRÁFICO EM SI E, POIS, LEGALIZAR AS DROGAS.

Explicando
A reportagem do Jornal Nacional informa: “A posse de entorpecentes para uso pessoal deixaria de ser crime para ser considerada infração administrativa. As quantidades para consumo pessoal seriam definidas pelo governo.” Eis o ponto. O que Fernandes e sua turma pretendem é tirar do juiz a arbitragem sobre o que é e o que não tráfico. No texto publicado na manhã de ontem, já demonstrei por que isso é uma estupidez. Definida a quantidade, os traficantes se adaptariam a ela e multiplicariam os seus agentes, que passariam a transportar apenas o “permitido”. Aqueles juristas aloprados que fizeram propostas de reforma do Código Penal sugerem que o suficiente para cinco dias de consumo não seria tráfico… Entendi: os policiais passariam a andar munidos de instrumentos de precisão para pesar as trouxinhas de maconha, o pó etc. É ridículo!

100 mil assinaturas e que moral e que ética tem essa gente?
A proposta, informa-se, já tem pouco mais de 100 mil assinaturas. Quem será que anda assinando isso? Viciados que querem se livrar da dependência química certamente não são. Estes já se deram conta da burrada que fizeram. Seriam os consumidores recreativos? Não sei!

Cada um assine o que quiser, mas me reservo o direito de chamar essa gente de cara de pau. Olhem aqui: consigo respeitar mais — embora também despreze — o padrão intelectual de quem defende a legalização pra valer (de consumo e venda) do que aqueles que vêm com essa conversa torta, essencialmente amoral, essencialmente aética, de descriminar totalmente o consumo, mas manter proibido o tráfico. Sabem por quê?

Porque, reitero, essa não é uma militância do usuário que quer se livrar da droga — e, pois, busca atendimento de saúde. Essa é uma militância de quem defende o próprio vício ou de quem é consumidor recreativo das substâncias ilícitas. Ora, ao se defender o consumo descriminado, mas a repressão ao tráfico, o que se está fazendo é defender uma prática que alimenta o crime organizado. “Exijo o meu direito de cheirar este troço, de fumar esta merda, embora eu saiba que isso mata crianças e jovens, destrói famílias, alimenta o ciclo da violência”. Quem defende a legalização plena tem ao menos a ilusão de que, tudo liberado, “adeus, violência”. É um pensamento tonto, mas, ao menos, não é mau-caratismo inteletual.

A estupidez não para por aí, não! Quem acha que o consumo tem de ser liberado, mas o tráfico reprimido, está a dizer o seguinte — e essa a essência da fala de Rubem Cesar Fernandes: “Eu quero consumir o que bem entender; quem tem de reprimir o tráfico é a polícia; o meu papel é dar dinheiro para os traficantes”.

A propósito: doutor Rubem não quer a polícia metido com “consumidores”. Entendi. Se alguns vagabundos começarem a puxar fumo perto das escolas, os pais cariocas devem ligar para a ONG Viva Rio e pedir para falar com Fernandes. Ou, então, para a Fundação Oswaldo Cruz e chamar o doutor Paulo Gadelha.

Encerrando
Que os senhores congressistas não se intimidem com a suposta popularidade dessa proposta. Ainda que ela venha a obter um milhão de assinaturas, isso representará 0,5% do povo brasileiro e 0,75% dos pouco mais de 134 milhões de eleitores.

É claro que os eleitores cobrarão de vocês, senhores parlamentares, o que tem de ser cobrado. Eu mesmo estou entre aqueles que se encarregarão de fazer com que os brasileiros jamais se esqueçam dos defensores dessa proposta, seja ela aprovada ou recusada.

PS – Ainda voltarei à ONG Viva Rio para demonstrar que ela andou se metendo com gente e com um tipo de droga até mais perigosa do que essas cujo consumo quer descriminar.

Tags: drogas, Viva Rio, descriminação das drogas, desonestidade intelectual, jornal nacional, direito, código penal