terça-feira, 31 de julho de 2012

Chega de mistificação, leitoras e leitores! Vamos botar os pingos nos “is” para enfrentar com bons argumentos a rede petralha, financiada com dinheiro público

Por Reinaldo Azevedo publicado no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Qual é o artigo do Código Penal que prevê pena para o “mensalão”? Nenhum! Esse crime não está tipificado, mas corrupção ativa, corrupção passiva, peculato e formação de quadrilha, ah, estes estão, sim! O Globo trouxe ontem uma entrevista com o ex-procurador-geral Antonio Fernando de Souza, e ele faz justamente essa observação. De saída, vamos notar uma coisa: quando o ex-deputado Roberto Jefferson cravou o termo “mensalão”, criava-se ali uma marca, que contribuiu para popularizar o escândalo. Mas também se abriu uma janela devidamente aproveitada por Márcio Thomaz Bastos, então ministro da Justiça e hoje advogado de um dos acusados — o que é, convenham!, do balacobaco! Além disso, é uma espécie de mentor espiritual de muitos defensores. Adiante!

Há espertinhos por aí que tentam negar a existência do mensalão afirmando que não havia o pagamento regular, todo mês… Ora, todo mundo sabe disso! “Mensalão” é aquele que as estatais pagam para a rede suja da Internet, né? Sigamos. Também se sustenta que o imbróglio nunca existiu porque não faria sentido pagar parlamentares da base, que estariam com o governo de qualquer jeito. Huuummm… Estariam, é? O fato é que receberam dinheiro na boca do caixa. O que faziam com o seu voto não tem a menor importância.

Assim, é evidente que o crime, em si, não é o “mensalão”. Não existe um artigo pra ele. As práticas criminosas têm outros nomes. E com que objetivo? Arrecadar dinheiro para pagar a súcia. Atenção para isto: ainda que aqueles patriotas tivessem usado toda a grana para construir creches para as criancinhas pobres ou abrigos para os velhinhos desamparados, teriam incorrido nas mesmas ilegalidades. A destinação do dinheiro não muda a natureza do que se praticou. Os fins não alteram a natureza do assalto aos cofres públicos. Como disse Antonio Fernando Souza, mesmo que tivessem queimado o dinheiro, o fato criminoso continuaria na origem dos recursos.

Quando Bastos tirou do colete a tese do “caixa dois de campanha”, pretendeu, com ela, admitir um crime eleitoral, mas não os outros. Vamos ver. Se aquelas práticas eram inaceitáveis ainda que o intento fosse proteger criancinhas e velhinhos, por que haveriam de ser admitidas com o propósito de pagar as dívidas eleitorais dos companheiros e seus aliados? Entenderam o ponto? Negar o caráter mensal dos pagamentos ou a sua relação com votações no Congresso é puro diversionismo, coisa para distrair tolos.

O que importa é saber como o dinheiro do Banco do Brasil, por exemplo, foi usado para constituir o fundo do mensalão, por intermédio das agências de Marcos Valério, segundo constatou a CPMI dos Correios. Transcrevi ontem um trecho do relatório. Trata-se de uma lambança asquerosa. Se o dinheiro ilegal que chegou às mãos das pessoas indicadas por Delúbio Soares foi usado para comprar Chicabom ou para pagar dívidas, isso não tem a mais remota importância.

A propósito: quando estava na corda bamba, Lula admitiu os erros do PT — também era uma tática; fazia de conta que não tinha nada a ver com o rolo — e pediu desculpas. Desculpou-se, afinal de contas, por qual coisa? Por algo que nunca existiu?

Na Folha de hoje, Janio de Freitas volta a defender os mensaleiros. Acusa a imprensa de parcialidade — menos ele próprio e, suponho, aqueles que pensam como ele e que negam não a existência do mensalão (isso é só um nome e não tem importância), mas dos crimes. Mais uma vez, volta a sugerir que estamos diante de um confronto entre progressistas (os réus) e conservadores. De novo, Carlos Lacerda (???) apanhou. Talvez eu tenha notado aquele grão de loucura no texto que Machado de Assis narraria com enorme graça, mas não me estenderei a respeito.

A tese de Janio é menos inocente do que parece. Nada poderia estar mais afinado com José Dirceu, o “chefe de quadrilha” (segundo a PGR). Ao se inventar a patacoada de que estamos, no fundo, diante de um confronto de natureza ideológica, pretende-se forçar os ministros a deixar de lado os crimes e os criminosos em favor de uma escolha política, que só seria justa e legítima se buscasse, então, uma saída à esquerda.

Sabem o mais nojento disso tudo? O mensalão continua. Hoje ele sustenta o subjornalismo a soldo, regiamente pago com dinheiro público para difamar a oposição, a imprensa livre e parte do Judiciário. E para defender criminosos.
Texto originalmente publicado às 5h25Por Reinaldo Azevedo

Tags: Mensalão, PT

DA SUPERIORIDADE INTELECTUAL DO CONSERVADOR SOBRE O PROGRESSISTA. OU:

Da superioridade intelectual do conservador cético sobre o esquerdista
Escrito por LUCIANO AYAN e publicado no blog Cavaleiro do Templo


Eu não sei se existe essa disciplina. Talvez seja a teoria do caos. Ou seja, o estudo de padrões em sistemas complexos e dinâmicos.

Não me interessa o nome da teoria, o que importa é que eu sempre me interessei pela busca de padrões.

Como gerente consultor, não me interessam apenas os resultados. Mas sim os padrões, em sistemas dinâmicos, que levam a resultados.

Talvez essa tenha sido (não tenho certeza) a minha maior influência para estudar os padrões do comportamento esquerdista, quando comecei a estudar os padrões do comportamento neo ateísta. Quando sincronizei estes padrões com os do comportamento humanista, a equação foi fechada.

Mas não são apenas os padrões de discurso que quero estudar, mas padrões do comportamento, dentro do espectro da guerra política.

Um desses padrões é o do uso de uma postura de superioridade intelectual, em todos os níveis. Isso provavelmente explique por que os conservadores cristãos foram expurgados das universidades. Um dos elementos fundamentais do comportamento humanista é tratar todo cristão que vê pela frente como alguém:
- que é sinônimo de atraso cultural
- que quer retornar à era medieval
- digno de pena, por ter uma crença que somente lhe serviria de consolo
- delirante, portanto alguém que não deve ser ouvido

Esses não são os únicos aspectos da postura praticada pelos humanistas. Mas com certeza são os principais.

É possível até encontrar simulacros de condescendência, como dizer: “A crença do cristão lhe serve de consolo, mas será que temos o direito de lhe deixar ter esse consolo? Será que não podemos trocar por outra coisa? Talvez por uma mariola? Ele não vai sofrer demais? Mas e os riscos de sua crença para os outros?”. Tecnicamente, Daniel Dennett é um dos mestres desse tipo de postura.

O que importa é o resultado e o padrão executado: a todo momento, o cristão é tratado como alguém em inferioridade intelectual em todos os níveis, e ao mesmo tempo digno de pena. Se isso ocorresse em termos corporativos, obviamente resultaria em uma demissão. Nas universidades, significa apenas a retirada de alguém da esfera de influência, e portanto longe dos salões do poder.

Ora, se estudamos os padrões que ajudaram os humanistas a terem sucesso durante séculos a tirarem os cristãos das esferas do poder, devemos copiar os padrões utilizados na postura para REBAIXAR INTELECTUALMENTE os humanistas.

E como fazer isso?

Muito fácil. Vejamos nos quatro elementos que apontei:

1. O humanista como sinônimo de atraso cultural

Ao manifestar a crença no homem, e em uma potencialidade (do homem resolver suas contingências para criar “um mundo justo”), o humanista ignora tudo que sabemos sobre neurociência, psicologia evolutiva e dinâmica social. Por rejeitar conhecimento e viver atolado em uma fé cega (nem um pouco melhor que o criacionismo da Terra Jovem) ele significa um atraso cultural em todos os sentidos.

2. O humanista não quer retornar apenas à era medieval, mas ao tempo das relações tribais e da cultura do macho alfa das tribos

Dizem que os cristãos querem retornar à era medieval. Talvez alguns queiram, não sei. Mas TODO humanista retorna automaticamente ao tempo das relações tribais e vive a cultura de subserviência ao macho alfa, que obviamente não é ele (a não ser que ele seja um beneficiário).

3. O humanista é digno de pena, por ter uma crença que atende apenas as suas carências emocionais (e ainda o faz ser massa de manobra de beneficiários)

Ao viver buscando seguir os machos alfa que simulariam criar o mundo melhor, ele se torna não mais que alguém dependente emocionalmente dessas pessoas, e só por isso é ridicularizável. Mas nada é mais risível do que ver o fato de que seus beneficiários obtem o poder e não lhe dão nada em troca. Um exemplo é a fortuna de Fidel Castro, apontada em mais de 900 milhões de dólares pela Forbes. Mas quanto dessa fortuna ele destina aos seus funcionais? Nada. Em suma, todos os funcionais são dignos de pena, enquanto Fidel Castro pode ser chamado de esperto. É ou não é fácil ridicularizar qualquer funcional de Castro com essa informação?

4. O humanista é delirante em essência, e não merece ser ouvido

Todas as crenças acima, no entanto, ainda não superam o ridículo da constatação óbvia: devíamos ter aprendido, com nossas mães, a não confiar em estranhos. É por isso que não damos nossas senhas de cartão de crédito a desconhecidos. Mas os humanistas acreditam em homens que criariam o mundo melhor, após obterem o poder em um governo global, apenas por “altruísmo” ou “empatia”. De onde surgirão essas características senão da fé cega do humanista? Obviamente, temos uma crença delirante.

Só que as 4 crenças não são apenas ridículas, mas perigosas.

Diante disso, tratar o humanista como alguém inferior intelectualmente, em todos os aspectos, é apenas uma constatação dos fatos.

E assim será possível aos poucos reduzir o poder que tais pessoas tem obtido em academias e circulos políticos.

Tags: conservador, crenças, religião, ceticismo, progressista, esquerdista

Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Carmen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Cada um deles dirá se o Brasil deve escolher a lei ou o vale-tudo. Também estarão redigindo a própria biografia!

Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/
Caras e caros, um daqueles textos longos, mas que vocês, eu sei, enfrentarão com galhardia. Leiam. Se gostarem, passem adiante. Vocês verão como, ao julgar os mensaleiros, cada ministro do STF estará revelando a sua própria moral e o entendimento que tem da ética. Neste texto, relembro a origem do dinheiro que alimentou o mensalão.
*
Começa na quinta-feira o primeiro dia do resto da vida institucional no Brasil. São nove homens, duas mulheres e um destino: o do país! Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Carmen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber vão decidir se o país renova a sua opção pela democracia ou se marca um encontro com a impunidade, a bandalheira, o roubo e o atraso. “Tudo no Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado”, pregava o fascismo. Seu irmão siamês, o comunismo, optou por outro caminho: “Tudo no partido, nada fora do partido, nada contra o partido”. A civilização democrática repudia as duas tiranias e proclama: “Tudo na lei, nada fora da lei, nada contra a lei”. Aos juízes caberá avaliar a participação de cada um dos 38 réus naquela cadeia de crimes, mas sem jamais perder de vista que o crime existiu. O mensalão foi, antes de mais nada, um atentado contra o regime democrático. Se aqueles que os protagonizaram saírem do tribunal com os ombros leves, então o crime terá vencido a batalha contra os cidadãos porque livres estarão os criminosos. Inclusive para voltar a delinquir. Os 11 do Supremo estarão decidindo, também, quais armas são legítimas na luta política e quais não são.

Se o núcleo criminoso for absolvido, então os absolvedores do Supremo estarão a dizer que é legítimo usar dinheiro público para atender às necessidades de um partido.
Se o núcleo criminoso for absolvido, então os absolvedores do Supremo estarão a dizer que é legítimo comprar partidos, comprar políticos, comprar consciências.
Se o núcleo criminoso for absolvido, então os absolvedores do Supremo estarão a dizer que é legítimo recorrer à trapaça, a ameaças, à chantagem, à calúnia, à injúria e à difamação, sufocando a verdade com a mentira.

Se o núcleo criminoso for absolvido, então os absolvedores do Supremo estarão não apenas naturalizando os crimes do mensalão como os que a eles se seguiram, notadamente a rede suja montada pelo subjornalismo para difamar o próprio tribunal, a Procuradoria-Geral da República, a imprensa e, nem poderia ser diferente, os parlamentares honestos da oposição e até da base governista. Neste fim de semana, as páginas da Carta Capital, do notório Mino Carta, trazem um último espasmo do submundo do crime, que tenta desmerecer a verdade com a mentira, com a infâmia, com a calúnia e com as vozes trevosas.

Refiro-me, obviamente, a um arremedo de reportagem que tentou implicar, mais uma vez, o ministro Gilmar Mendes em crimes que obviamente não cometeu. A falsificação é de tal sorte grosseira que uma lista supostamente feita em março de 1999 já coloca Mendes como advogado-geral da União, cargo para o qual foi indicado só em janeiro do ano seguinte. Até um senador petista, Delcídio Amaral (PT-MS), aparece como um propineiro — disputou um cargo eletivo só em 2002. Por que Delcídio? Porque foi o presidente da CPI dos Correios, e há quadrilheiros que o acusam de ter sido imparcial demais e petista de menos naquela função. Um lixo abominável, mas nada que não esteja à altura de Mino Carta e da rede suja da Internet que reproduz os seus delírios e delíquios éticos. Hora de chamar a senhora Dilma Rousseff à razão.

Dilma. Ou: Cuidado, ministros!
Neste ponto, antes que continue, é hora de chamar Dilma Rousseff à razão. A presidente tem dito que o governo quer se manter distante desse assunto, que é matéria — e é mesmo — que cabe ao Poder Judiciário. Mas que governo independente, neutro e austero é esse que permite que o dinheiro público financie uma rede que hoje existe com o propósito de cumprir a agenda do PT — da sua pior parcela, na verdade — e de difamar aqueles que são considerados adversários? Gostaria muito de saber como a austera Dilma justifica essa óbvia apropriação do que é de todos em benefício de um grupo

Se o núcleo criminoso for absolvido, então os absolvedores do Supremo estarão, em suma, abonando esses métodos e colocando a corda no próprio pescoço. Esses grupos que se orientam nas sombras têm interesses os mais diversos. Mais de uma vez, eles hão de se chocar com o estado de direito, e o STF será chamado a arbitrar. A absolvição corresponderá à naturalização também desse método criminoso de fazer pressão, ao qual todos estarão sujeitos.

Dois golpes
Os mensaleiros tentaram, na verdade, dar dois golpes no país. O primeiro foi no Legislativo. Quando se montou a máquina criminosa — COM DINHEIRO PÚBLICO, JÁ CHEGO LÁ! — para alimentar nas sombras uma parcela do Congresso, ficou evidente que o governismo tentava criar o seu próprio “Congresso”. Seria um Legislativo do B, a soldo, para prestar serviços ao governo, fora de qualquer controle institucional. Com parlamentares que recebem dinheiro ilegal na boca do caixa, um governo pode executar a agenda que bem entender porque o espaço da representação popular foi conspurcado por larápios. Golpistas, dona Marilena Chaui, são os mensaleiros!

Duplamente golpistas! Desde que a denúncia foi aceita pelo Supremo, teve início a campanha sistemática contra o tribunal, em especial contra alguns de seus membros, contra a Procuradoria, contra as instituições. Alguns mensaleiros tentaram se organizar com o propósito de demonstrar que o tribunal não teria condição de julgá-los. Figurões do petismo chegaram a garantir a seus pares que este julgamento jamais aconteceria… A alma golpista tenta, a todo custo, impedir o Judiciário de fazer o seu trabalho.

Tradição garantista e atos de ofício
Não há nada mais perverso e intelectualmente safado do que perverter um bom fundamento a serviço do mal. Recorrendo a uma simbologia religiosa, costumo notar que essa é a prática corriqueira do demônio. Ele nunca se insinua mostrando a sua cara hedionda. É o que acontece agora com a chamada “tradição garantista” do nosso Supremo. Ela é ruim? Não! Está corretíssima nos seus fundamentos. Não havendo provas contra os réus, eles têm de ser absolvidos. Mas isso não diz tudo. Ou melhor: isso não diz quase nada porque o que se chama “garantismo” é, então, só o óbvio, o corriqueiro, o civilizado.

A questão é o que se vai entender por “prova”. A prova é um “ato de ofício”? Haverá algum ministro do Supremo que vai exigir, sei lá, um memorando de José Dirceu, em três vias, mandando fazer isso ou aquilo “fora da lei e contra a lei”? Obrigo-me a lembrar que a principal característica de um “profissional” na área é justamente NÃO DEIXAR ATOS DE OFÍCIO. Se só estes puderem valer como prova contra um homem público, então a Justiça brasileira estará dando as mãos ao crime, contra os interesses dos brasileiros.

Paulo Maluf está aí, assombrando a vida pública há quase 50 anos porque não deixa os ditos-cujos. A Justiça brasileira, como ente, deveria se sentir um tanto envergonhada pela lição que acaba de lhe dar a de Jersey. Até o Judiciário de um paraíso fiscal achou que havia “brasileirismo” demais naquelas contas que Maluf diz não serem dele, mas cujo andamento seus advogados acompanham com lupa. Vai ver se trata de mero interesse acadêmico. Já volto a este ponto. Antes, temos de nos lembrar do que apurou a CPMI dos Correios.

Roubo de dinheiro público
Na versão que Marcos Valério e PT tentaram emplacar, a origem do dinheiro repassado ao PT e aos mensaleiros seriam os empréstimos feitos pelas empresas do publicitário. Huuummm… Tenho cá comigo o relatório da CPMI. Entre 2000 e 2005, as “Organizações Valério” movimentaram a estratosférica quantia de R$ 1.147.635.715 — sim, leitor, lê-se assim: “Um bilhão, cento e quarenta e sete milhões…”. Parte significativa desse dinheiro teve origem em contrato com estatais.

Reproduzo, em vermelho, um trecho do relatório só para que vocês vejam como o dinheiro público era drenado para as empresas de Valério e dali para o PT e os mensaleiros. Acompanhem a engenharia da coisa com atenção. Se parecer enrolado, eu destrincho.

1.2 – O Banco do Brasil e empresas associadas
As ligações das agências do Senhor Marcos Valério com as empresas do governo podem ser a fonte dos recursos que foram destinados às pessoas indicadas pelo Sr. Delúbio.

Pode-se tomar como exemplo o contrato de publicidade e propaganda celebrado entre o Banco do Brasil e a empresa DNA, que foi objeto de auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União em que se constataram irregularidades na sua execução.

Os Bônus de Volume, diferente de bonificação, deveriam ter sido transferidos ao Banco do Brasil, de acordo com o contrato, mas não o foram. O Banco, por seu turno, não tomou as medidas para receber esses valores, em descumprimento aos arts. 66 e 67 da Lei n° 8.666/93 e às cláusulas contratuais. Segundo o TCU, o prejuízo pode ter chegado a RS 37.000.000,00.

A Companhia Brasileira de Meios de Pagamento – Visanet – e a Servinet também podem ter sido utilizadas pelo Banco do Brasil para repassar recursos ilegais à DNA. Essas empresas repassaram, à DNA, R$ 91.149.916,18 no período de 2001 a 2005 e, segundo o Senhor Antônio Luiz Rios (sócio das duas empresas), não mantinham contrato com a DNA. Conforme seu depoimento, desde 2001 os pagamentos à DNA pela Visanet são oriundos do Programa “Fundo de Incentivo Visanet”, proposto pelo Banco do Brasil, sendo que os repasses se davam mediante autorização do Banco.

A CPM1 rastreou os dois maiores créditos efetuados pela Visanet à DNA – R$ 23,3 milhões em 20/5/2003 e R$ 35 milhões em 12/3/2004 e verificou que:
a) quanto ao crédito de RS 35 milhões, observa-se que, em 12/3/2004, a Visanet depositou R$ 35 milhões na conta da DNA no Banco do Brasil; no dia útil imediato, a DNA transferiu R$ 35 milhões para outra agência do Banco do Brasil e, no mesmo dia, aplicou R$ 34,8 milhões em fundo de investimento do Banco; pouco depois, em 22/4/2004, a DNA efetuou uma TED de R$ 10 milhões a crédito do Banco BMG, referente à compra de certificados de depósito bancário; quatro dias depois, em 26/4/2004, foi concedido empréstimo de exatos R$ 10 milhões do Banco BMG a Rogério Lanza Tolentino & Associados. Como garantia, apenas o aval de Marcos Valério Fernandes de Souza e Rogério Lanza Tolentino e a aplicação financeira da DNA junto ao BMG acima referida. Apenas após a instalação da CPM1 foi proposta a execução judicial do crédito.

b) no tocante ao crédito de RS 23,3 milhões, verifica-se que, em 19/5/2003, a Visanet depositou R$ 23,3 milhões na conta da DNA no Banco do Brasil; no dia seguinte mesmo, a DNA aplicou R$ 23,2 milhões em fundo de investimento do próprio Banco do Brasil; depois, estranhamente, em 26/5/2003, a SMP&B, também pertencente a Marcos Valério, tomou empréstimo de R$ 19 milhões no Banco Rural. Há fortes indícios de que esses empréstimos, na verdade simulados, serviram de fonte de recursos para distribuição de dinheiro, conforme admitiram os próprios envolvidos, Srs. Delúbio Soares e Marcos Valério.
(…)

Destrinchando
A coisa era simples. Uma empresa de Valério recebia dinheiro de empresa pública e o depositava no banco A ou B. Esse mesmo banco, vejam que coisa!, emprestava valor praticamente correspondente a uma outra empresa do publicitário. O dinheiro “emprestado” ia, então, parar nas mãos do PT e dos mensaleiros, sob a gerência de Delúbio Soares. Sob a coordenação de quem trabalhava Delúbio? Querem nos fazer crer agora que ele era, assim, um guerreiro solitário. Não custa lembrar: José Genoino era o presidente do partido e referendou todos os “empréstimos” que Valério fez à legenda.

NOTA À MARGEM – Vejam que o relatório da CPI deixa claro que a devolução ao Banco do Brasil do dinheiro decorrente dos tais “Bônus por Volume” estava prevista em contrato. Quando dona Ana Arraes, agora ministra do TCU, “perdoa” Valério pela apropriação indébita, está, na prática, jogando o contrato no lixo. Um escândalo dentro de outro!

Volto ao ponto
Esperar que haja atos oficiais, em papel timbrando, autorizando essas manobras ou é coisa de tolos ou de gente movida a má-fé. Não se confunda garantismo com impunidade, assim como não se confunda Carta Capital com jornalismo nem alhos com bugalhos. Cada coisa tem sua própria natureza.

Notem que, neste texto, parto da questão mais geral — punir ou não punir os mensaleiros e o que isso tem a ver com o nosso futuro — e chego a detalhes do crime cometido, segundo o relatório final da CPMI dos Correios. O que vai acima, relatado em vermelho, tem nome: essa, sim, é a verdadeira privatização do estado, misturada ao roubo puro e simples de dinheiro público. Privatização que continua com o dinheiro que entes do estado repassam ao JEG (Jornalismo da Esgotosfera Governista). Atenção! Ainda que tudo isso estivesse relacionado apenas a caixa dois de campanha — campanha em 2005??? —, foi o roubo de dinheiro público que financiou e alimentou a rede criminosa.

A tese inventada pelo “Deus” deles — Márcio Thomaz Bastos (ler posts abaixo) — finge ignorar a origem dos recursos. Aliás, para ser absolutamente preciso, cumpre notar: fosse só dinheiro privado, caberia perguntar o que queriam os financiadores, não é mesmo? Mas não era!

Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Carmen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber vão dizer se o Brasil deve ou não tolerar essa sem-vergonhice. E, ao dizê-lo, cada um deles estará expondo, queira ou não, a sua própria moral — que é sempre individual — e o seu entendimento da ética.

Ao julgar os mensaleiros, os ministros estarão também se revelando à sociedade. Eles dirão se o Brasil tem futuro ou é só uma boa ideia que ficou no passado, sequestrada por pilantras.
Texto originalmente publicado às 4h48

Por Reinaldo Azevedo

Tags: Mensalão, STF, governo do PT

segunda-feira, 30 de julho de 2012

GOLPE CONTRA O PARAGUAI E A DEMOCRACIA. AVANTE PARAGUAY, POIS A RESISTÊNCIA É FUNDAMENTAL

PARAGUAY: A RESISTÊNCIA É FUNDAMENTAL!
Escrito por HEITOR DE PAOLA e publicado no site Cavaleiro do Templo
GOLPE CONTRA O PARAGUAI E A DEMOCRACIA
Osmar José de Barros Ribeiro
17 Jul 2012

Recentemente reuniram-se, em Mendoza/Argentina, presidentes e ministros sul-americanos integrantes do Mercosul e da Unasul, esta congregando todos os países e aquele, a Argentina, o Brasil, o Paraguai e o Uruguai.

Interesses e ligações tanto econômicos quanto políticos vem levando a Argentina, secundada pelo Brasil, a postular a entrada da Venezuela no primeiro grupo citado. No entanto, a oposição do Congresso paraguaio, rebelde aos desejos do Executivo na pessoa do ex-presidente Fernando Lugo, impedia isso.

Todos sabem que a criação da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL), da qual faz parte a Venezuela, foi mais um passo do Foro de São Paulo no sentido de reunir, num mesmo bloco, aqueles países com os quais o comunismo internacional almeja criar um polo de poder em substituição à União Soviética. Sem dúvida, um passo ousado que, alijando os Estados Unidos, criou uma nova instância subcontinental independente da OEA e, teoricamente, livre da influência política, econômica e militar daquela potência mundial.

Seu acordo constitutivo, prevê o diálogo político, a integração física e energética, a defesa do meio ambiente, a adoção de mecanismos financeiros sul-americanos, a superação das assimetrias regionais e a criação de uma aliança militar. É de salientar que a influência da esquerda foi determinante para que nações de língua espanhola, desde os tempos de Simón Bolivar temerosas do imperialismo brasileiro aceitassem, por óbvia inspiração do já referido Foro, a criação de um organismo que, ao fim e ao cabo, pretende o surgimento de uma federação de nações ao sul do rio Grande.

Eis que hoje, lamentavelmente, vivemos dias nos quais vicejam a covardia e interesses inconfessáveis, dias nos quais a aparência substitui a verdade, a hipocrisia toma vulto e as conveniências, por mais rasteiras, são aceitas, sem muito protesto. A prova mais evidente dessa afirmativa está na posição tomada pelos governos do Mercosul e da Unasul frente aos acontecimentos havidos no Paraguai e que resultaram no impedimento, de resto absolutamente legal e conforme a Constituição do país, do ex-bispo que, como presidente, mostrou-se de uma incompetência a toda prova. Defeitos, ele os tinha a mancheias. Qualidade, apenas uma: ser um notório esquerdista e, como tal, contar com o apoio dos governos dominados pelo esquerdismo populista.

A suspensão temporária do Paraguai, seguida da pronta admissão da Venezuela no Mercosul, atendeu ao desejo das presidentes da Argentina e do Brasil e, por razões econômicas, político/ideológicas ou simples comodismo, foi coonestada pelos demais. O resultado parece não ter sido o esperado já que a deposição de Lugo, feita de conformidade com a legislação paraguaia, não deu causa a protestos ou perturbações da ordem pública. Ao contrário, provocou a união daquele povo contra a absurda medida que significa, antes de mais nada, uma indevida e injustificável intromissão nos assuntos internos da nação irmã.

Do episódio fica o alerta, anteriormente tocado em Honduras e que agora repercute no Paraguai: os governantes esquerdistas, sob a batuta do Foro de São Paulo (leia-se Cuba), empregarão todos os meios e modos para manter-se no poder, anulando a oposição democrática, calando a imprensa ljvre e comprando apoio popular ao oferecer, como na Roma antiga, pão e circo.
O cerco vai num crescendo. Resistir é preciso.

Tags: Golpe no Mercosul, Paraguay, Foro de São Paulo, Ditadura de Hugo Cháves

ATEUS AFIRMAM QUE A FUNÇÃO PRINCIPAL DO SEXO É A COESÃO SOCIAL E NÃO A REPRODUÇÃO. VEJA DEBATE NO VÍDEO. Ou:

Em debate, ATEUS afirmam: a função principal do sexo é a coesão social e não a reprodução
Postado por Cavaleiro do Templo

Notem no vídeo abaixo como os ateus militantes YURI GRECCO (pasmem, ele é biólogo!) e GUILHERME TOMISHIO, são incapazes de perceber a realidade primeira, qual seja: para existir a coesão social é preciso primeiro existir, é preciso vir a ser, e isto acontece depois de uma relação sexual entre homem e mulher. Não nascidos não interagem socialmente com nascidos, muito menos sexualmente.

Mesmo a intenção buscada em uma relação sexual torna-se menos importante se porventura, por desejo ou não dos país, gerou um outro ser humano. Isto é o mais importante, e mesmo o Estado criou leis para proteger a relação pai-mãe-filho. Não é preciso dizer que o Estado é composto, em última análise, por nascidos de homem e mulher. Sem nascidos, não há Estado, não há sociedade, não há, portanto prazer algum.

Nossos "amigos" aí não vivem no mundo real. E muitos com a mesma visão querem uma sociedade voltada, regulada e estruturada para a busca do prazer. Uma condição sub-humana, sub-animal. Podemos dizer: monstros. Se não percebida a função principal do relacionamento íntimo entre homem e mulher, então com quem estamos lidando?

O prazer existe. Uma vida dedicada ao prazer, unica e exclusivamente, é uma vida caricatural, não está a altura do ser humano.

Uma sociedade comandada por pessoas com esta mentalidade é uma sociedade morta, sem objetivos maiores, todos jogados na lata do lixo pois o que interessa é apenas o "eu" humano.

domingo, 29 de julho de 2012

COTAS RACIAIS: UMA IDEIA ELITISTA

Escrito por PERCIVAL PUGGINA e publicado no blog Cavaleiro do Templo

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul avaliou o desempenho acadêmico dos alunos cotistas e não cotistas e concluiu, segundo matéria de Zero Hora em 25 deste mês, que "os cotistas negros apresentam índices consideravelmente piores". Para cada aluno admitido pelo ingresso universal em 2008, com desempenho insuficiente, há 2,4 cotistas negros na mesma situação. Em percentuais, o mau desempenho é de 14,8% no sistema geral e de 34,8% entre os autodeclarados negros.

Tal informação contradiz o que ouvi em sucessivos debates ao longo dos últimos anos, segundo os quais tudo ia muito bem, graças a Deus. Não havia diferença entre cotistas e não cotistas. Sabe-se agora que há, sim, como seria previsível. A universidade não serve - e não deve, mesmo, servir - para suprir deficiências na escolaridade anterior de seus alunos.

As desigualdades sociais em meio às quais vivemos excedem, em muito, o tolerável, mesmo se considerarmos que há uma efetiva desigualdade natural entre os indivíduos. Nosso índice Gini (que mede a distribuição da renda nos países) é comparável ao das sociedades com desenvolvimento mais retardado. Chega a ser um disparate alguém observar o Brasil nessa perspectiva e deduzir que o mal está no acesso às universidades públicas. Não está! É na base do sistema de ensino, no bê-á-bá da cadeia produtiva da Educação, que ele se aloja e opera.

Só os gênios que comandam a Educação nacional não sabem que na vida real, na vida do mau emprego, do subemprego e do desemprego, no mundo do trabalho árduo e do salário baixo, para cada graduado de cor negra que recebe seu diploma no último andar do sistema, dezenas de crianças estão entrando pelo térreo para padecer as mesmas deficiências que inspiraram a ideia das cotas. Atrás do conta-gotas racial percebido nos atos de formatura, há uma hidrelétrica de alunos negros e pobres, recebendo o precário tipo de educação que a nação fornece a seus alunos pobres e negros. E ninguém vê isso? De nada nos servem os tantos bons exemplos de outros povos que superaram desigualdades internas maiores do que as nossas e emergiram como potências no cenário industrial e tecnológico, através de um bom sistema de ensino, do trabalho e do mérito?

Ademais, o próprio STF, ao contrário do que vem sendo repetido equivocadamente, deixou implícito que o sistema de cotas raciais é inconstitucional. "O quê?" perguntará espantado o leitor. "Mas não foi exatamente o contrário?". Estive bem atento durante toda a sessão em que o STF admitiu o sistema. Percebi que os ministros falaram muito mais sobre Sociologia, História do Brasil, Antropologia e Política do que sobre a Constituição. Nesse particular, nesse pequeno detalhe, seguiram o voto do relator, ministro Lewandowski. Quanto a este, era inevitável que, em algum momento, abrisse a Carta da República e topasse ali com coisas como a igualdade de todos perante a lei e com o preceito (quase universal no mundo civilizado) de que ninguém será discriminado, entre outras coisas, por motivo de raça. Como saiu o ministro dessa enrascada?
Afirmou que um sistema de cotas raciais precisa ser transitório, temporário, devendo viger até que desapareça a situação que lhe deu causa. Não sendo assim, seria inconstitucional. Ora, isso significa que o conta-gotas funcionará até que se esvazie a hidrelétrica. O preceito da não discriminação persiste, mas perde vigência por prazo impreciso, embora não infinito. Ah! Se isso não é um truque na cartola do politicamente correto, então vou ter que pedir para voltar à universidade por um sistema de cotas para deficientes mentais. E mais: doravante, pelas letras da mesma oratória, todo concurso para magistratura, todo certame intelectual ou cultural, toda prova de habilitação, que não previr cotas raciais será provisoriamente inconstitucional. Arre, STF!

O Brasil importa técnicos e trabalhadores qualificados de nível médio porque não oferece esse tipo de formação aos seus jovens! Enquanto isso, as políticas de desenvolvimento social via universidade fazem o quê? Reproduzem a estúpida estrutura, tão do agrado da elite brasileira: um bacharelado, um canudo, um título de doutor, uma festa de formatura. E está resolvido o problema dos pobres. Até parece ideia de rico de novela.

______________
* Percival Puggina (67) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões

Tags: cotas raciais, cotas sociais, educação, ditadura esquerdista, igualdade, mérito

A comissão da verdade é uma farsa que precisa ser denunciada. Ela é um dos passos da criação do tribunal revolucionário semelhante aos criados por Stalin e que vigoram até hoje em Cuba e nos países onde os terroristas estão no poder. Ou:

Frutos da Comissão da Infâmia
Escrito por Graça Salgueiro e publicado no site www.midiasemmascara.org

A comissão inaugura no Brasil os Tribunais Revolucionários criados por Stalin e que vigoram até hoje em Cuba e nos países onde os terroristas hoje estão no poder.

Quando foi inaugurada a Comissão da Infâmia, que eles chamam “da Verdade”, seus proponentes divulgaram aos quatro ventos que ela buscava tão-somente conhecer o destino dado aos terroristas considerados mortos e desaparecidos. Negou-se que a mesma tenha caráter punitivo ou que fosse julgar os militares considerados culpados por tortura, desaparecimento ou ocultação de cadáveres. Caso ficasse provada alguma culpa, os responsáveis seriam encaminhados para a justiça que tomaria as providências cabíveis. O que eles desejam mesmo, segundo suas afirmações, é “pôr um ponto final nessa história”, para que os familiares dos mortos e desaparecidos possam finalmente dar uma sepultura a seus parentes.

Tudo isso pareceria muito bonito e digno se não fosse uma cínica e deslava mentira. O que eles pretendem, mesmo, é condenar os militares que combateram o terrorismo e a subversão dos anos 60 a 80 de qualquer maneira. Como não conseguiram “ainda” retirá-los da Lei de Anistia, estão buscando outros caminhos para incriminá-los e condená-los à prisão. É o que está acontecendo agora com o coronel Lício Augusto Maciel, combatente e herói da Guerrilha do Araguaia. Além de ser rotulado de “torturador” e “assassino”, acrescentaram à “ficha criminal” do coronel Lício o crime de seqüestro que, segundo o Artigo 148 do Código Penal Brasileiro, prevê pena de reclusão de dois a cinco anos.

Em 2010 tentaram, pela terceira vez, incriminar o coronel Lício pela morte de Maurício Grabois, num inquérito vergonhoso e que ainda não foi concluído. Agora, o Ministério Público Federal está denunciando o coronel Lício pelo “seqüestro do guerrilheiro Divino Ferreira de Souza, conhecido como “Nunes”, desaparecido em outubro de 1973, após ação do Exército de combate à guerrilha”. (...) “A Procuradoria argumenta que não há provas de que Divino tenha sido morto e considera que ele está desaparecido até hoje, pois seu corpo nunca foi encontrado”. Segundo publicou a Folha, o coronel Lício disse: “Entreguei ele para as autoridades no aeroporto, aí o levaram para a enfermaria. Como eu o seqüestrei? Depois de um tempo eu soube que ele tinha morrido”.. Quer dizer, estão acusando-o pelo crime de “seqüestro qualificado” que, segundo processo que tramita no Senado, significa “desaparecimento forçado” e que também passará a ser incluído no rol dos crimes hediondos que são imprescritíveis e inafiançáveis. Vale a pena ler o que diz essa nova lei:

“Pelo texto que será votado na comissão, desaparecimento forçado de pessoa passa a ser definido como apreender, deter, sequestrar, arrebatar, manter em cárcere privado, impedir a livre circulação ou de qualquer outro modo privar alguém de sua liberdade, em nome de organização política, ou de grupo armado ou paramilitar, do Estado, suas instituições e agentes ou com a autorização, apoio ou aquiescência de qualquer destes, ocultando ou negando a privação de liberdade ou deixando de prestar informação sobre a condição, sorte ou paradeiro da pessoa a quem deva ser informado ou tenha o direito de sabê-lo”.

Entretanto, é isto o que diz (e afirma até hoje) o coronel Lício em seu livro“Guerrilha do Araguaia - relato de um combatente”, às páginas 95 e 96:

“Terminado o tiroteio, silêncio na mata, estavam mortos: ‘Zé Calos’ (André Grabois), ‘Alfredo’ (Antonio Alfredo Lima), e ‘Zebão’ (José Gualberto Calatroni), todos identificados pelo único sobrevivente, o ‘Nunes’ (Divino Ferreira de Souza), que estava muito ferido, com um projétil que lhe atravessou o corpo transversalmente, entrando no quadril de um lado e saindo na axila do outro lado, quase arrancando-lhe o braço. Mas foi ele quem deu os nomes dos mortos e a importância do grupo, embora falando com muita dificuldade”.

“Conforme combinado via rádio, os mortos e feridos e todo o material deveriam ser transportados para o sitio da Oneide e entregues ao pessoal do PIC (Pelotão de Investigações Criminais) para a devida identificação”. (...) “O pessoal do PIC ficou com um helicóptero e voltamos no outro, levando o Nunes para os primeiros socorros em Marabá. Devido à gravidade dos ferimentos, ninguém acreditava que ele se recuperasse. Dias depois, soube que ele morreu”.

A denúncia contra o coronel Lício Maciel corre na 2ª Vara Federal de Marabá, mas o Ministério Público já afirmou que continuará as investigações e que pode abrir novas ações penais contra os combatentes daquela época. O coronel Lício cumpria missão institucional e os mortos na guerrilha do Araguaia não estavam ali fazendo acampamento ou trilha: estavam ali armados com armas de fogo e, no confronto em questão, iniciaram o tiroteio. Houve um COMBATE e não “assassinatos” ou seqüestros. O coronel Lício entregou “Nunes” ferido para ser tratado e dele não mais teve notícia porque sua missão era combater nas selvas.

Por que então essa perseguição implacável contra alguém que cumpriu brilhantemente seu dever como militar? Quem entra num confronto armado sabe que está ali para matar ou morrer. Não havia anjos inocentes mas guerrilheiros armados e dispostos a eliminar os militares que se opunham aos seus planos. A tal “comissão da verdade” não reclama os militares que foram mortos nesse mesmo confronto porque o objetivo nem é fazer justiça, nem muito menos revelar a verdade dos fatos ocorridos durante aquele triste período da nossa história pátria mas destruir por completo, primeiro moralmente e depois fisicamente, condenando e encarcerando aqueles que impediram que o Brasil se transformasse em mais um satélite russo como tanto sonhou Fidel Castro.

E a derrota moral já foi feita quando se colocou José Genoíno, cognome terrorista “Geraldo”, representante do Ministério da Defesa como parte que supostamente defenderá os militares. Alguém acredita que quando foram investigar os fatos da Guerrilha do Araguaia “Geraldo” vai ficar do lado dos seu captores, o coronel Lício e sua equipe do CIE ou do lado dos seus camaradas? Se se pretende mesmo falar a verdade, “Geraldo” vai contar o que de fato ocorreu quando foi preso, ou vai seguir com a mentira de que foi “barbaramente torturado” e que por isso delatou seus companheiros?

Como se pode depreender desse novo processo contra o coronel Lício Maciel, os militares já estão sendo julgados antes mesmo de se ter investigado o que de fato ocorreu naquela época, o que demonstra cabalmente a mentira sórdida de que essa comissão busca a verdade. Ela está é inaugurando no Brasil os Tribunais Revolucionários criados por Stalin e que vigoram até hoje em Cuba e nos países onde os terroristas hoje estão no poder. E esta farsa hedionda tem que ser denunciada!

Para o Jornal Inconfidência.

Mensalão – Dirceu pensou até em fugir; hoje, trabalha com três cenários: tomar conta do PT (pobre Dilma!); virar mártir e ficar ainda mais rico

Escrito por Reinaldo Azevedo e publicado no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/


Não deixem de ler a excelente edição de VEJA desta semana, que traz na capa o julgamento do mensalão. Abaixo, segue trecho de uma das reportagens, de Otávio Cabral, sobre o futuro de Dirceu, a depender do que decidirem os ministros do Supremo: tomar o controle do PT e até se eleger governador do Distrito Federal, virar mártir ou ficar ainda mais rico.

(…)
A partir das 2 da tarde desta quinta-feira, o ex-ministro da Casa Civil de Lula mais 37 acusados de participar do mensalão, o esquema de desvio de dinheiro público para lavar sobras de caixa de campanha e, de quebra, comprar apoio no Congresso, começarão a ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal. Dirceu é o personagem central do processo. Ao seu destino, estão amarrados a sorte dos demais mensaleiros, o futuro do PT e a imagem com que o governo Lula entrará para a história. O veredicto sobre o homem apontado pelo Ministério Público como o “chefe da quadrilha” do mensalão fechará uma triste página da história do Brasil.

Dirceu traçou três possíveis cenários alternativos para o futuro. Absolvido, vai entrar no Congresso com um pedido de anistia para retomar a vida política. Quer recuperar o comando do PT e voltar a disputar eleições. Não lhe agrada a possibilidade de se candidatar a deputado, mas ele sabe que sua enorme rejeição o impediria de vencer eleições majoritárias em São Paulo, onde construiu sua carreira política — mas onde, por medo de vaias, só vai a restaurantes “vazios e decadentes”. Tem muito de autocomiseração nisso. Dirceu é sempre visto em restaurantes paulistanos cinco-estrelas. Por exemplo, em um tradicionalíssimo português dos Jardins. Recentemente, ouviu de Lula a sugestão de transferir seu domicílio eleitoral para o Distrito Federal e disputar por lá o cargo de governador ou senador. Gostou muito. Governador do Distrito Federal dá mais relevância do que deputado federal por São Paulo.

O plano B leva em conta o que é, para ele, o pior cenário: a condenação com pena alta — e cadeia. Nesse caso, Dirceu já definiu o seu projeto: vai virar mártir. Desmontará sua consultoria e voltará para os braços do PT mais radical. Cogita até mesmo denunciar o estado brasileiro a cortes internacionais de direitos humanos. O pavor da prisão fez com que, há dois meses, ele chegasse a pensar em fugir do Brasil. “Para quem já viveu o que eu vivi, sair daqui clandestino de novo não custa nada”, disse, em um jantar na casa do advogado Ernesto Tzirulnik, em São Paulo, na presença de uma dezena de convidados, entre eles o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

A alternativa que seus auxiliares consideram mais provável, porém, é a condenação a uma pena branda ou que já prescreveu, o que o livraria de ir para um presídio. Nesse caso, entraria em cena o plano C, que consiste em “ganhar muito dinheiro”. “O Zé vai compensar nos negócios a frustração pelo fim da carreira política”, diz um interlocutor.
(…)
De tudo o que se diz sobre José Dirceu, nada é tão incontestável quanto um traço de seu caráter. Dirceu tem nervos de aço. A decantada frieza do “chefe da quadrilha” é real. Dirceu se fortalece e foca melhor a mente em momentos de crise. Um hesitante não conseguiria suportar a desconfiança dos próprios camaradas exilados em Havana — para onde foram, com escala no México, depois de ser soltos da prisão em troca da vida do sequestrado embaixador americano Charles Elbrick. Na volta ao Brasil, 25 dos 28 integrantes ex-exilados do grupo do Movimento de Libertação Popular (Molipo), organização terrorista a que Dirceu pertencia, foram mortos ou presos. Dirceu escapou. Sua sorte levantou mais suspeitas. Dessa vez, muita gente de esquerda jurava que Dirceu era mesmo agente da ditadura brasileira. Nada disso foi provado. Mas o sangue frio lhe permitiu viver por quatro anos na pele do fictício investidor em gado Carlos Henrique Gouveia, personagem que encarnou, no interior do Paraná, até 1979.

(…)
Hoje, José Dirceu de Oliveira e Silva é um homem rico. E frustrado. Sabe que, condenado ou absolvido no julgamento do mensalão, está fadado a enterrar o seu grande sonho, o de um dia presidir o Brasil.
(…)

Voltei
Leiam a íntegra na edição da revista. É isso aí. Hoje, José Dirceu é um homem rico… Parece piada! Nem teve tempo de enriquecer nos menos de dois anos em que ficou no governo. Conseguiu essa façanha fora dele, já cassado e réu do mensalão. É “consultor”. Consultor de quê? Ora, de empresas que têm, digamos assim, interesses no estado brasileiro e no governo. Um portento! Enquanto amargava a punição, enriquecia! Um gênio do capitalismo!
Post originalmente publicado às 22h32 desta sextaPor Reinaldo Azevedo

Tags: José Dirceu, Mensalão

sábado, 28 de julho de 2012

A CIDADE DE NATAL/RN FOI MINHA MELHOR OPÇÃO DE FÉRIAS ENTRE AS CAPITAIS DO NORDESTE BRASILEIRO

A região metropolitana de Natal/RN (1.375.052 (2011)) é a quarta do Nordeste, só perdendo para Recife, Fortaleza e Salvador. A economia da cidade tem um forte componente do turismo, mas também no comércio, indústria e construção civil.

É terra do folclorista Luís da Câmara Cascudo e do poeta Ferreira Itajubá, possuindo monumentos históricos como oTeatro Alberto Maranhão e a Coluna Capitolina Del Pretti, ambos no Centro Histórico de Natal, além de outras atrações como a Ponte Newton Navarro, o Forte dos Três Reis Magos, o maior cajueiro do mundo, o Parque da Cidade, o Parque das Dunas e praias como Ponta Negra, Genipabu e Pipa (Fonte Wikipedia).

Visitei o Forte dos Reis Magos, a Ponte (estaiada) Newton Navarro, as Praias da Pipa, do Punaú, Ponta Negra e o maior cajueiro do mundo. Foi o melhor passeio que fiz às capitais do Nordeste brasileiro.

Tags: Natal, turismo, maior cajueiro, forte dos reis magos, ponte estaiada, praia da pipa, ponta negra

VISITA À CIDADE DAS ANTENAS PARABÓLICAS, À PRAIA DA PIPA, DO AMOR, DO CORAÇÃO E AO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO MIPIPU

No dia 27/07/2012 visitei praias localizadas ao Sul de Natal/RN. A primeira cidade interessante é São José de Mipibu, 39km ao Sul. Cidade que se destaca na produção de coco da bahia. Aprendi que coco com água mais doce provém de coqueiros localizados à beira do mar ou em locais em que há muito sal no solo. Logo alguém descobriu que poderia plantar coqueiros em terras longes do mar e adubar os pés dos coqueiros com muito sal. Dizem que dá o mesmo resultado.

Depois veio Goianinha, a 54 km de Natal. O destaque da cidade é a existência de antenas parabólicas em todas as casas. Quem não tinha ganhou uma antena de presente de um ex-prefeito. Ninguém reclama do sinal de TV.

Em seguida veio a Praia da Pipa, a 80km de Natal. Não é pipa que voa amarrada por um fio, mas a pipa forma de barril de vinho. Os portugueses chegaram à praia e viram falésias em forma do barril da pipa e batizaram a praia como da pipa. Essa mesma praia também é conhecida como praia do amor ou praia do coração. Isto porque quando se sobe na parte alta das falésias, sempre se reconhece um coração no encontro das águas do mar com a areia da praia.

Na Praia da Pipa há golfinhos. A maioria dos turistas toma uma lancha que vai numa enseada onde é frequente o aparecimento de golfinhos. Algumas praias têm piscinas formadas por arrecifes.

Saibam quem é a musa das esquerdas, particularmente do petismo, que comanda o achincalhamento da Polícia Militar de SP, com a colaboração de setores da imprensa paulistana e TVs

Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/


Vamos lá! Como é mesmo? O segredo de aborrecer é dizer tudo, certo? Então sigamos o que parecia ser mais do que uma constatação de Voltaire: tratava-se mesmo de uma recomendação. Uma das mais severas críticas da Polícia Militar de São Paulo é a defensora pública Daniela Skromov. Aquilo que os petralhas chamam “mídia” gosta dela. No post abaixo deste, vocês leem uma síntese sobre a audiência pública de achincalhamento da Polícia Militar realizada ontem. A moça tem vocação para estrela. E agora entendo melhor por quê. Já explico.

Na ação da Prefeitura e do governo do Estado para devolver a região conhecida como “Cracolândia” aos paulistanos, a defensora pública Daniela agigantou-se como crítica da operação. Foi mais longe: tentou mesmo impedi-la legalmente. Uma rápida pesquisa da Internet — e como esta ferramenta me ajudou nesta madrugada! — demonstra o que fez e o que pensa a moça. E demonstra mais do que isso! Sim, paulistas, ela é paga para defender os seus direitos. Mas tem uma agenda!

Daniela era e é contra a retirada dos viciados daquela região, que havia sido privatizada pelos viciados. Leiam o que ela afirmou e vejam se este sotaque ideológico lembra alguma coisa ou algum partido:
“A ação não traz nenhuma novidade operacional. Não é uma prática nova, isso que vimos aqui. É uma reinvenção da roda. Na verdade, o que existe é a intenção de uma valorização imobiliária da região central, e isso é um dos fatores que move essa ação de limpeza social”. “Limpeza social”? No local, foi criado o maior centro de atendimento a viciados em crack do país.

A moça, que voltou ontem a espancar a PM — acusando a instituição de praticar assassinatos de maneira metódica —, foi coautora de um habeas corpus preventivo de um viciado em crack para que ele não pudesse nem mesmo ser abordado pela PM. E, acreditem!, foi bem-sucedida! E ela foi se animando. Aliás, deveria ser eleita também a musa daquela campanha, como é mesmo?, “É Preciso Mudar”. Daniela é contra tirar os viciados da cracolândia e também é contra a internação compulsória.

Ela explica por quê, poetizando, sempre de braços dados com a causa social e com a culpa da sociedade — menos dela própria, suponho. Leiam:
“Computamos na conta da droga o que a ela não poderia ser creditado: miséria, esfacelamento de laços, incapacidade de diálogo, desestruturas familiares, omissão estatal na implementação de políticas públicas contínuas. As causas são erroneamente tomadas como efeito da droga, que, não poucas vezes, é a saída colocada à disposição do indivíduo para a dor de uma realidade dura e nua.”

Libertária, ela vai além e considera o direito de o drogado se drogar — e, é óbvio, a obrigação de o Estado lhe dar casa, comida e roupa lavada. Leiam este grande pensamento:
“A autonomia de toda e qualquer pessoa, inclusive da pessoa que usa, abusa ou é dependente de drogas, é premissa no Estado Democrático de Direito. O mito de que o ‘viciado’ é alguém que não sabe o que quer se presta a legitimar invasões violentas. O autoritarismo se traveste de salvacionismo: é necessário proteger a pessoa dela mesma, importando menos o custo humano e psíquico que isso implica. A pessoa é usada como meio ‘para o seu próprio benefício’ e em especial a socialmente vulnerável é vista como uma constante ameaça contra os outros e contra si própria, numa visão paternalista típica de regimes autoritários, na contramão do imperativo da autodeterminação do sujeito e da dignidade humana, bases da ordem democrática.
Em nome da defesa social, o direito penal é o único ramo do Direito, num Estado Democrático, legitimado a cercear gravemente a liberdade alheia contra a vontade do individuo.
A histórica omissão dos poderes públicos se transformou em histeria social: na busca para uma rápida solução para a chaga exposta, qualquer solução parece servir, desde que afaste o problema de nosso campo de visão.”

Respondam
Daniela, afinal, acha que se droga quem quer e ponto final, e o estado não tem nada com isso, ou acha que o drogado é fruto da “omissão do poder público”? Ela acha as duas coisas, pelo visto, ainda que sejam, em si, contraditórias. Foi a pessoa mais ativa na mobilização da imprensa paulistana contra a ação na cracolândia. A mesma imprensa que tomava a região como símbolo do descaso do poder público. Agora, ela se notabiliza por, ao lado do promotor Matheus Baraldi, comandar o trabalho de difamação da PM.

Mas eu entendo…
A nossa defensora de pensamento tão singularmente esquizofrênico pertence a uma linhagem de bravos. Uma escarafunchada na Internet me rendeu coisas bem interessantes. Se vocês clicarem aqui, entrarão numa página da Fundação Perseu Abramo, do PT, e encontrarão lá a reprodução de uma entrevista concedida por Paulo Skromov à revista “Teoria e Debate nº 63”. É tio de Daniela, irmão de sua mãe. Foi fundador do PT. E não um qualquer. Presidiu a mesa na solenidade que oficializou a existência do partido, no Colégio Sion. Hoje, o Skromov é coordenador do PT na macrorregião de Bauru (sim, inclui Dois Córregos, onde o partido não se cria…)

Lá vai o Reinaldo pegar no pé da moça porque o tio pertence ao núcleo fundador do PT e é um dos coordenadores da legenda no interior de São Paulo… Calma, gente apressada! O pai de Daniela, o pediatra Ernesto Ferreira Albuquerque, o Dr. Ernesto, é filiado ao PT, desde 1992. É vereador em segundo mandato na cidade de Avaré. Elegeu-se a primeira vez em 2000 e, depois, em 2008. A filiação de sua mãe ao partido é ainda mais antiga, quase junto com o irmão: desde 1983. Já concorreu à Câmara Municipal de Avaré duas vezes, mas não se elegeu.

“Reinaldo, isso ainda não quer dizer nada… Tá, sobrinha de um medalhão do PT, filha de um vereador petista e de uma militante do partido…” Vejam a foto abaixo, que encontrei no jornal “Avaré Urgente”. Pai e mãe ladeiam a filha ilustre, premiada na Câmara Municipal de São Bernardo, por iniciativa de petistas, por conta da atuação da moça na… Cracolândia. ORA, GENTE, É CLARO QUE FAZ SENTIDO, NÃO? UMA DEFENSORA NASCIDA EM AVARÉ SER PREMIADA NA CÂMARA DE SÃO BERNARDO, POR INCIATIVA DE PETISTAS, POR CONTA DE SUA ATUAÇÃO NA CIDADE DE SÃO PAULO é a coisa mais comum do mundo. Mais corriqueiro do que isso só mesmo jabuti em cima da árvores cantando: “Eu quero tchu, eu quero tchá, eu quero tchu, tchá, tchu, tchá, tchá…”



Mas como sei que existem almas que sempre querem mais, eu fui além. No dia 4 de fevereiro, foi a estrela do lançamento de mais um site petista, participando de um debate ao lado do vereador Jamil Murad, do PCdoB, e do padre Julio Lancelotti, aquele… O tema? Cracolândia, ora essa!

No dia 18 deste mês, foi protagonista do debate “Violência de Estado, Extermínio da Juventude Negra e Genocídio da Juventude Negra”, promovido pelo Fórum do Hip Hop, da ONG petista “Nossa São Paulo”. E disse ali aquela que certamente é a maior de todas as suas barbaridades:
“São Paulo mantém um média oficial que gira em torno de 500 a 600 mortes cometidas por policiais anualmente, número maior que o total de mortes oficiais cometidas por agentes do Estado durante todo o período da ditadura, isso no Brasil”.

Preciso ver se o número é esse mesmo. De todo modo, no ano passado, a PM realizou 35 milhões de intervenções, 12 milhões de abordagens e efetuou 128 mil prisões em flagrante. Qual é o índice dos outros estados? A comparação com os mortos do Regime Militar, lamento, é evidência de delinquência intelectual sem par. Posso entender que Daniela considera que o governo de São Paulo é mais nefasto do que a ditadura? Ela já não é tão jovem. Aos 37 anos, não tem mais o direito de ser tão tola.

O governo daquela gente que ela aplaude e com a qual a sua família — e, tudo indica, ela própria — mantém afinidades eletivas assiste a 50 mil homicídios dolosos por ano! Cinquenta mil, moça! Lembro de novo: se os índices do Brasil fossem iguais aos de São Paulo, salvar-se-iam 30 mil vidas por ano. Mas ela não quer saber. Afinal, como resta claro, tem uma agenda.

Alguém duvida do que está em curso em São Paulo? Poderia ser com o silêncio cúmplice da imprensa, e já seria grave. Mas é com a sua conivência barulhenta.

PS – Nada de ofensas pessoais à dona Daniela Skromov! Deixemos para ela e seus companheiros de audiência pública as acusações irresponsáveis. É possível dizer o que tem de ser dito sem recorrer à baixaria que tão bem caracteriza o JEG (Jornalismo da Esgotosfera Governista).
Texto publicado originalmente às 7h20

Tags: Daniela Skromov, Polícia Militar de SP, PT

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O leitor já imaginou se criassem uma agência independente que tivesse o poder de suspender temporariamente a cobrança de impostos ou a disponibilização de novos serviços pelos governos, em caso de excesso reclamações? Ou:

Faça como eu digo, não como eu faço
Escrito por João Luiz Mauad e publicado no site www.midiasemmascara.org

“Por que será que vocês estatistas não aprendem nada sobre o governo? Vocês veem uma falha qualquer no mercado como razão para o governo crescer, mas raramente veem as falhas do governo como razão para limitá-lo.” (Lawrence W. Reed)
“A característica distintiva do estado é a sua arrogância, a presunção de estar sempre no controle de tudo, e a maneira como ele utiliza a força para exercer esse controle.” (Jeffrey Tucker)


A principal notícia econômica da semana passada foi a lamentável e prepotente decisão da Agência Nacional de Telecomunicações, que suspendeu a venda, em diferentes estados, de chips para celular de três das quatro grandes operadoras, sob a alegação de excesso de reclamações dos consumidores.

Segundo a Anatel, as reclamações cresceram tanto no último ano que a agência decidiu pela punição mais drástica. De acordo com o presidente da Anatel, estudos e levantamentos foram realizados para que não houvesse punições fora da realidade. “O que precisa ser resolvido é que o aumento do número de clientes precisa corresponder também à qualidade”, afirmou João Rezende.

Em nota distribuída à imprensa, o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular disse que a Anatel se baseou em queixas que não revelam as reais condições das redes e que a principal barreira está na dificuldade de expansão. Para o sindicato, a suspensão das vendas só traz prejuízos para a população e não resolve os eventuais problemas de qualidade dos sinais. “Nós temos aproximadamente 250 leis que restringem a implantação de antenas e torres. É exatamente este o ponto que nos dificulta, principalmente pela necessidade imperiosa de ampliação para dar um serviço com a qualidade que a população merece”, esclareceu o diretor-executivo do sindicato, Eduardo Levy.

Quem conhece um pouco mais de perto os labirintos da burocracia pátria é capaz de apostar que as empresas, neste caso, estão, senão com toda a razão do seu lado, pelo menos com a maior parte dela. Tocar qualquer negócio no Brasil tornou-se uma verdadeira Via Crucis burocrática. Entretanto, é bom ressalvar que o pessoal da Teles não pode reclamar muito, pois a Anatel que hoje as pune é a mesma cujos bons préstimos mantêm o mercado restrito e regulado, evitando a entrada de novos concorrentes.

O que mais causa espanto, porém, é ver o governo impondo punições e multas por ineficiência. Quanta hipocrisia! Eu fico divagando e imaginando como seria se, assim como existem as agências reguladoras, cujo objetivo é proteger o consumidor da ganância e da incompetência dos empresários, houvesse também agências similares para proteger os pagadores de impostos da sanha governamental. O leitor já imaginou se criassem uma agência independente que tivesse o poder de suspender temporariamente a cobrança de impostos ou a disponibilização de novos serviços pelos governos, em caso de excesso reclamações?

Mas não era sobre isso que eu queria falar. O ponto importante aqui é que, na verdade, apesar das reclamações (e nunca é demais lembrar que toda empresa com muitos clientes sempre terá muitas reclamações), as empresas de telefonia móvel, movidas pela busca do lucro (ganância?), têm feito muito mais pela humanidade, aqui e alhures, do que qualquer governo, por mais eficiente e bem intencionado. Duvida?

O Banco Mundial divulgou recentemente um estudo sobre informação e comunicação no qual, entre outras coisas, destaca que cerca de três quartos dos habitantes do mundo já têm acesso a um telefone celular. O número de assinaturas móveis em uso no mundo cresceu de menos de 1 bilhão em 2000 para mais de 6 bilhões, das quais de quase 5 bilhões encontram-se em países em desenvolvimento – destaque-se que o Brasil é o quarto colocado em números totais, atrás apenas de China, Índia e EUA. Como a propriedade de múltiplas assinaturas está se tornando cada vez mais comum, pode-se supor que, em breve, este número superará o da própria população.

Esta é, sem dúvida, a tecnologia moderna mais disseminada em todo planeta. Ademais, não é exagerado afirmar que, em alguns países subdesenvolvidos, inclusive no Brasil – apesar da propalada ineficiência das operadoras -, mais pessoas têm acesso a um telefone móvel do que a uma conta bancária, a serviços de eletricidade, esgoto sanitário ou a água limpa corrente. Tudo isso não seria possível sem os pesados investimentos das empresas, malgrado todos os problemas.

Segundo conclusões do mesmo estudo, a telefonia móvel, além de encurtar as distâncias entre as pessoas, oferece grandes oportunidades para o avanço do desenvolvimento humano, seja através do fornecimento de acesso básico à informação, e com ela o incremento da educação e da saúde, por exemplo, seja para facilitar a vida das pessoas, como fazer pagamentos, consultar mapas, extratos bancários, etc.

De fato, os telefones celulares não possibilitam somente comunicação, eles enriquecem as vidas dos usuários e aumentam sobremaneira os meios de subsistência, além, é claro, de impulsionar a economia como um todo. Com efeito, as novas tecnologias e aplicativos transformaram o bom e velho telefone numa arma poderosíssima, incrementando de forma fantástica a vida e o bem estar das pessoas, principalmente nos países mais pobres.

Enfim, a telefonia móvel é um serviço importante demais para deixar sob a supervisão e regulamentação da incompetente, porém soberba, burocracia estatal.

Tags: Regulação, mercadotelefonia móvel, governo do PT, intervenção estatal

VISITA AO MAIOR CAJUEIRO DO MUNDO EM NATAL/RN

No dia 25/07/2012, visitei o maior cajueiro do mundo. Estando no tamanho normal, a árvore ocupa área horizontal de 20 a 60m2. No entanto, no ano de 2012, o maior cajueiro do mundo, localizado em Parnamirim, município da região metropolitana de Natal, capital do Rio Grande do Norte, ocupava 8.500m2 e continuava expandindo-se a ponto de começar a invadir a rodovia Rota do Sol que passa ao lado.

O cajueiro não pode ser podado por lei municipal, mas isso é um problema sério, haja vista que as margens do cajueiro estão ocupadas por ruas e rodovia. No entanto, os galhos do cajueiro não respeitam nada ao redor. Vai crescendo e invadindo a rodovia e aos terrenos limítrofes. Já se fala em construir passarelas sobre a rodovia que deem passagem aos galhos da árvore monstra.

O maior cajueiro do mundo produz de 70 a 80 mil cajus por ano, o que equivale a duas toneladas e meia. A colheita dá-se nos meses de novembro, dezembro e janeiro. Os visitantes dos outros meses não veem os frutos, mas ninguém se importa por que a visita é só pela curiosidade.

O cajueiro teria sido plantado em 1888 por um pescador chamado Luís Inácio de Oliveira que morreu aos 93 anos, sob as sombras do cajueiro (Fonte Wikipedia)

Dizem que o crescimento da árvore é explicado pela conjunção de duas anomalias genéticas. Primeiro, em vez de crescer para cima, os galhos da árvore crescem para os lados; com o tempo, por causa do próprio peso, os galhos tendem a se curvar para baixo, até alcançar o solo. Observa-se, então, a segunda anomalia: ao tocar o solo, os galhos começam a criar raízes, e daí passam a crescer novamente, como se fossem troncos de uma outra árvore. A repetição desse processo causa a impressão de que existem vários cajueiros, mas na realidade trata-se de dois cajueiros. O maior, que sofre da mencionada anomalia, cobre aproximadamente 95% da área do parque; existe também um outro cajueiro, plantado alguns poucos anos antes, que não sofre da anomalia.

O tronco principal divide-se em cinco galhos; quatro desses galhos sofreram a alteração genética, e criaram raízes e troncos que deram origem ao gigantismo da árvore. Apenas um dos galhos teve comportamento normal, e parou de crescer após alcançar o solo; os habitantes do local apelidaram esse galho de "Salário Mínimo". As raízes do cajueiro podem chegar a 10m de profundidade.

Em 1955, a histórica revista O Cruzeiro batizou o cajueiro de "O Polvo" e definiu o fenômeno como uma "sinfonia inacabada" de "galhos lançados em progressão geométrica". À época, a planta tinha 2.000 m² de área. Em 1994, o cajueiro entrou para o Guiness Book. (Fonte Wikipedia)

Os Amigos do Marcola – Petralhas, setores da imprensa, Ministério Público, Defensoria e, indiretamente, governo federal se juntam para atacar Segurança Pública de SP. Eles têm preconceitos e agenda política; eu tenho os números e os fatos

Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Brasileiros e, muito especialmente, paulistas! A canalhice que se arma contra a Polícia de São Paulo precisa ser caracterizada e denunciada. Querem um dado da equação que está sendo omitido? Se o índice de homicídios do Brasil fosse igual ao do estado, 28.302 vidas seriam poupadas por ano. Leiam o texto, façam o debate e enfrentem a canalha petralha e seus serviçais com números, com dados.

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Escrevi ontem à noite um texto sobre os números da violência em São Paulo — e alguns outros ainda antes disso por conta da histeria contra a polícia do Estado patrocinada por alguns setores — e isso inclui parcela considerável da imprensa. Ainda não se decidiu se a polícia é branda demais e permite que os bandidos atuem livremente, aterrorizando a população, ou se é violenta demais e mata demais, atingindo, de vez em quando, quem não é bandido. Na dúvida, abraçam-se as duas teses. Tudo vale a pena se é para achincalhar a polícia, atingir o governo do Estado e, no fim das contas, fazer política. Qual é a verdade? Nem uma coisa nem outra. Nem o estado está à mercê da bandidagem — isso é uma vigarice política! — nem a polícia sai matando a esmo. A divulgação dos números levou alguns tontos a imaginar que eu pudesse, sei lá, me dar por vencido. Quem sabe finalmente eu me rendesse… Por quê? Eles endossam tudo o que tenho escrito a respeito e desautorizam os terroristas e chicaneiros.

Decidi manter o texto de ontem à noite logo abaixo deste porque são complementares. Se o número de assassinatos dolosos (homicídios mais latrocínios) havidos no estado no primeiro semestre se repetir no segundo, o estado de São Paulo fechará o ano com 4.714 casos, o que representará 11,42 mortos por grupos de 100 mil. Vejam o quadro que está no post abaixo deste. Em 2010, com 13,9, São Paulo já tinha a terceira melhor marca do país. São assassinadas, em média, 50 mil pessoas POR ANO no país, o que é um escândalo! Em um ano e meio de guerra civil síria, já lembrei aqui, morreram 17 mil. O Brasil tem 190 milhões de habitantes. São 26,3 mortos por 100 mil. Eis o primeiro grande contraste: o índice nacional corresponde a 2,3 vezes o do Estado. Façam a conta: se os mortos por 100 mil do país fossem iguais aos de São Paulo, em vez de 50 mil homicídios, haveria 21.698 — seriam poupadas 28.302 vidas. Nada menos!

“Ah, mas a violência cresceu neste primeiro semestre em relação ao primeiro semestre do ano passado!” Cresceu, sim! Jamais escrevi que não — até porque não tinha os dados. Mas vejam que coisa: os latrocínios, que são os casos que mais mobilizam o noticiário e que atemorizam as pessoas — e não sem motivos — tiveram até uma ligeira queda. Não obstante, tem-se a impressão de que as pessoas estão morrendo como moscas por aí. “Então está tudo bem, Reinaldo, nada com que se preocupar???” Ora… É claro que o aumento é, sim, preocupante. Mas é preciso haver senso de proporção.

O Estadão estampa hoje na primeira página: “Homicídios crescem 47% em São Paulo”. Refere-se a números só da capital. Pior: é um dado do mês de junho na comparação com maio. Essa evolução mês a mês não quer dizer grande coisa nem quando sobe nem quando cai. Na sua coluna na Folha Online, Gilberto Dimenstein não perdeu a chance: “Vivemos uma calamidade”. Este senhor decreta a existência de uma “calamidade” no estado que deve ter hoje o segundo ou terceiro melhor índice de homicídios do país.

Não, não estou querendo dar uma de Poliana, não! Existe o aumento de ocorrências, e ele tem de ser pesquisado e demanda ações da polícia — não me atrevo a dizer quais porque não sou especialista da área. Mas daí a querer caracterizar uma situação de perda de controle? Tenham paciência! Hoje, um procurador (leiam posts abaixo) pedirá nada menos do que o afastamento do comando da PM, aí por conta das duas mortes havidas na semana passada, em duas abordagens desastradas. CONTRA OS NÚMEROS, CONTRA AS EVIDÊNCIAS, CONTRA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA QUE TEM UM HISTÓRICO, pretende-se decretar a existência do caos — ou da “calamidade” — no estado. Hoje, na CBN, se é que já não o fez ontem, Dimenstein dará curso a seu alarmismo. Só que há uma notícia chata pra ele: EU TENHO MEMÓRIA.

Dimenstein e os fatos
Eu gosto que lembrem as coisas que escrevi. Eu mesmo o faço. Está chegando aí “O País dos Petralhas II”, como sabem. E também gosto de lembrar o que outros escreveram. Querem ver como são as coisas?

No dia 12 de abril de 2010 — SIM, TAMBÉM ERA UM ANO ELEITORAL —, o sr. Dimenstein escreveu isto aqui, ó, que vai em vermelho. Leiam com atenção!

Assassinos contra Serra
O slogan “Pode Mais” de José Serra é, do ponto de vista de marketing, ótimo. Um fato, porém, é capaz de arranhar a força dessa mensagem: os assassinos de São Paulo.
Tenho comentado aqui por várias vezes que a pior notícia da gestão Serra foi o aumento da violência, especialmente o roubo, que, no passado, bateu recorde. Na semana seguinte em que Serra oficializa sua candidatura presencial, sabemos que a taxa de homicídio aumentou 12% nos três primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período de 2009.
Uma das grandes conquistas de São Paulo – e, em especial da cidade – foi a queda contínua dos homicídios, agora revertida. Diga-se que, em comparação com as grandes cidades, o índice é baixo. Mas é um tema que, certamente, vai entrar no debate sucessório, caso as estatísticas não mudem rapidamente.
Pode-se explicar, em parte, o roubo pela crise econômica –mas não a taxa de assassinato. Nesse caso, pelo menos até aqui, Serra pôde menos.


Voltei
Viram só? Dimenstein jogava a responsabilidade pelo aumento de homicídios nas costas de Serra. Na campanha eleitoral, Dilma Rousseff e Marina Silva se referiram aos números de São Paulo — que já estavam entre os melhores do país — como se fossem negativos. Sabem o que aconteceu em 2010? O ano fechou COM A MENOR TAXA DE HOMICÍDIOS DA HISTÓRIA!!! Pela primeira vez, o estado atingiu a marca de 10 homicídios por 100 mil habitantes — na capital, chegou a ficar abaixo disso. Obviamente, Dimenstein não se desculpou com Serra. Com a mesma ligeireza engajada com que escreveu a coluna de 2010, escreveu a de ontem. Serra era candidato em 2010 e é agora. E Dimenstein continua o mesmo.

Bom mesmo é governar o Rio!
Não vou entrar numa guerrinha ridícula, como pretendem alguns. Até porque não acho que o Rio pertença mais aos fluminenses do que a mim. Já disse que não reconheço essas categorias. Minha pátria de verdade é a Fazenda Santa Cândida, entenderam? É lá que corre o rio da minha aldeia. Todo o resto é terra estrangeira. Mas como negar? Bom é governar o Rio!

Sim, a taxa de homicídios caiu lá também. Mas ainda é o dobro da de São Paulo — e, obviamente, não se ouve falar em calamidade! Uma policial é assassinada numa área dita “pacificada”, e o assunto merece o tratamento de exceção. Mais: a presidente Dilma Rousseff enviou uma carta à família da moça — no que fez muito bem, diga-se! — e falou na construção “da paz”. Há áreas em Niterói em que os índices de violência cresceram mil por cento por conta da migração dos bandidos que deixam as favelas “pacificadas” do Rio. Mas não se fala, em nenhum momento, em descontrole ou calamidade. A “pegada” das reportagens sempre indica um poder público no controle da situação, por mais periclitante que ela se mostre.

Mas São Paulo??? Ah, São Paulo, vocês sabem, esta à beira da desordem e da anomia. AINDA QUE OS DADOS DEMONSTREM QUE ISSO É ESTUPIDAMENTE MENTIROSO! Comecem uma contagem regressiva: vamos ver quanto tempo vai demorar para a ministra Maria do Rosário falar uma bobagem… Os blogs sujos, financiados por estatais, estão fazendo a festa, se refestelando na lama.

Concluo
Olhem aqui: houve, sim, crescimento no número de homicídios no estado. A polícia tem de tentar saber por quê, identificar as áreas, estudar as ocorrências etc. Mas não se esqueçam disto: São Paulo segue tendo uma das melhores e mais eficientes polícias do país, COMO REVELAM OS NÚMEROS. Não caiam na conversa daqueles que preferem se comportar como aliados objetivos de Marcola.

Façam o debate munidos com dados! Chutem o traseiro retórico de prosélitos e petralhas vigaristas! Ah, claro! Eu ainda voltarei a este assunto, à campanha pela descriminação da maconha na TV, à pressão dos cretinos para que o Brasil prenda menos bandidos em vez de prender mais, a todas as boas ideias que matam destes supostos humanistas de miolo mole.Por Reinaldo Azevedo

Tags: São Paulo, violência, polícia paulista, imprensa marrom

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Existem soldados da PM que erraram ou que não são honestos, mas existem jornalistas que são pena de aluguel - uma forma de jaguncismo com as letras - e esses jagunços podem ser, proporcionalmente, em maior número que os maus PMs de São Paulo. Ou:

A carta do comandante-geral da PM de SP e as verdades que a imprensa engajada tenta omitir. Ou: 100 mil jornalistas seriam, no conjunto, mais decentes do que 100 mil policiais?
Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

O coronel Roberval Ferreira França, comandante geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, divulgou uma carta no Facebook que tem apenas um defeito. Embora seja a voz de seu comandante-geral, o texto deveria estar ainda mais claramente caracterizado com a voz da instituição. Tem de ser um documento oficial da PM. O texto é tão esclarecedor, diga-se, que poderia vir assinado também pelo secretário de Segurança e pelo próprio governador de Estado. Leiam. Volto em seguida.

Carta ao Povo de São Paulo e do Brasil

A Polícia Militar defende e protege 42 milhões de pessoas que residem no estado de São Paulo. Para quem pergunta se a população confia na Polícia, os números falam por si: no último ano, atendemos a mais de 43 milhões de chamados de pessoas pedindo ajuda, socorro e proteção; realizamos 35 milhões de intervenções policiais, 12 milhões de abordagens, 310 mil resgates e remoções de feridos e 128 mil prisões em flagrante (89 mil adultos e 39 mil “adolescentes infratores”); apreendemos 70 toneladas de drogas e mais de 12 mil armas ilegais; recuperamos 60 mil veículos roubados e furtados. De janeiro a junho, a população carcerária do estado cresceu de 180 mil para 190 mil presos, o que representa 40% de todos os presos do Brasil.

O estado de São Paulo ocupa o 25º lugar no Mapa da Violência 2012, publicado em maio pelo Instituto Sangari e registra hoje uma taxa de 10 homicídios/100 mil habitantes, uma das mais baixas do país. Só para ilustrar, o Rio de Janeiro registra a taxa de 30 homicídios/100 mil habitantes, e Alagoas chegou à impressionante taxa de 73 homicídios/100 mil habitantes. Tudo isso parece incomodar muito algumas pessoas, que tentam, por várias medidas, atacar e enfraquecer uma das mais bem preparadas e ativas polícias do nosso país. Essas pessoas ignoram muitos fatos e verdades. Neste ano, tivemos mais de 50 policiais militares assassinados covardemente e temos hoje mais de 5 mil policiais militares que ficaram inválidos na luta contra o crime.

Mesmo assim, não iremos nos acovardar. A Polícia Militar de São Paulo continuará sendo a força e a proteção das pessoas de bem que vivem em nosso Estado. Como policial, tenho orgulho de fazer parte dessa grande instituição e, como comandante, tenho orgulho dos 100 mil profissionais que trabalham comigo na luta contra o crime.

Peço a todas a pessoas de bem que acreditam em nosso trabalho que divulguem essa carta.

Muito obrigado!!!

Roberval Ferreira França
Coronel PM
Comandante Geral


Voltei
Considero um dever passar essa carta adiante e tornar públicos os números sobre a atuação da Polícia Militar, que são, como pude apurar, verificáveis porque devidamente registrados. Notem: além do combate ao crime, nada menos de 310 mil resgates e remoções de feridos. Não há instituição no Brasil desse porte. Aliás, duvido que haja coisa igual no mundo.

Essa Polícia tem problemas? Tem, sim! Mas também se apresenta, com muita frequência, como a solução. O coronel faz muito bem em chamar a atenção para os números, que indicam não só uma segurança pública sob controle como uma evidente melhoria no atendimento. Não obstante, estão tentando massacrá-la. Há uma soma infausta de esquerdismo bocó, eleitoralismo rastaquera e, infelizmente, bairrismo — anti-São Paulo!!! — que tenta transformar uma instituição virtuosa numa espécie de estorvo.

A determinação de um procurador da Repúbica, apaixonado pelos holofotes, de pedir o afastamento do comando é, em si mesma, uma indignidade e, ela sim, uma violência com o povo de São Paulo.

O crime existe? Existe! Está aí! Tem de ser combatido. A PM faz a sua parte. E o faz com mais eficiência do que suas congêneres na esmagadora maioria dos outros estados, inclusive naqueles que teriam motivos para ter menos problemas na área de Segurança Pública. Uma corporação de 100 mil homens está, no entanto, sujeita a problemas, especialmente quando lida com o crime e reúne pessoas armadas? Ora, esse é um dado estrutural das forças policiais no mundo inteiro, mesmo nos países mais socialmente justos do que o Brasil.

Houvesse cem mil jornalistas no país, e teríamos, entre eles, bandidos infiltrados. Aliás, existem penas de aluguel — uma forma de jaguncismo com as letras — em grupo bem menor do que esse, não é mesmo? Reúnam-se 100 mil professores, 100 mil padres, 100 mil pastores, 100 mil ongueiros, 100 mil procuradores da República, 100 mil defensores públicos… Na verdade, dividam esses grupos todos por 100, fiquemos com mil de cada categoria, e vamos avaliar a moralidade média.

A PM tem combatido tanto os seus bandidos como os excessos daquele que, não sendo bandidos, erram gravemente no seu trabalho. Qual dessas corporações pune imediatamente o “companheiro” por uma falha grave no trabalho?

Respondam àquilo que escrevo
Alguns reclamam: “Você não está publicando críticas ponderadas à PM nos comentários”. Algumas estão sendo publicadas. Recuso aquelas que respondem àquilo que não escrevi. E eu não escrevi em nenhum momento que devemos aplaudir os índices de violência de junho. Mas eu escrevi, sim, que, tudo o mais constante (e a tendência é que não seja), São Paulo ainda estará na rabeira da violência. Isso eu escrevi. Por que não contestam? Eu escrevi, sim, que, se os índices de violência do Brasil fossem os mesmos de São Paulo, quase 30 mil vidas seriam poupadas por ano. Por que não me contestam? E eu NÃO ESCREVI que a PM agiu certo no caso daquelas duas mortes. Logo, contestar-me nisso é uma estupidez e uma ociosidade.

Eu estou preparado para discutir com pessoas que têm pensamento lógico e que se apegam aos fatos, não aos preconceitos. Eu estou preparado para discutir com pessoas que entendem que o papel da Polícia Militar é, principalmente, reprimir o crime, e não se dedicar a especulações sobre a justiça ou injustiça social, que é outro departamento. E não que a PM a tanto não se dedique: 310 mil resgates e remoções num único ano são uma prova de dedicação ao outro.

Essa PM tem de melhorar? Tem, sim! Mas, se o senhor Gilberto Dimenstein decreta a “calamidade” num estado com esses números, o que ele tem a dizer sobre o resto do país. A taxa de homicídios do Brasil, excetuando-se São Paulo, é quase o triplo da do estado. E o que diz esse valente? Vai decretar a falência do país? Ora, tenham a santa paciência!

Parabéns ao comandante-geral pelo texto. Que seja mesmo reproduzido estado e Brasil afora. Não é a primeira vez que o crime procura um alinhamento objetivo com a política e com a imprensa — procurem o que quer dizer “alinhamento objetivo”; não se trata, necessariamente de uma conspiração — para fazer a pauta e, assim, tentar impor a sua vontade.

Tags: Polícia Militar de SP, violência, imprensa engajada, petismo

Novo Código Penal – Juristas querem pôr bandidos na rua e inventam a mentira de que o Brasil prende demais! Eu demonstro que prende de menos! Com números!

Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Mais um texto para espalhar e debater. Fiz com o coração, claro!, mas também com uma calculadora…

Ontem, no Jornal Nacional, assistimos a um pequeno retrato de algumas agruras do país e do que eu chamaria de desordem intelectual brasileira. Não, o programa jornalístico não tinha nada com isso. Era apenas o seu retrato. E me dei conta do estrago que o pensamento politicamente correto pode provocar na sociedade. E por que provoca? Porque dá um pé no traseiro dos fatos e das evidências.

Depois de relatos de casos de violência em São Paulo e no Rio, com direito a personagens em negativo e voz distorcida, o que reforça o clima de medo, assistimos a uma reportagem sobre o novo Código Penal — o jornal deu início nesta semana a uma série a respeito.

Transcrevo um trecho da reportagem:
A comissão que propôs a reforma do código penal sugere cadeia como punição só para crimes mais graves. No caso dos furtos simples, a ideia é eliminar a pena se houver o ressarcimento da vítima.

“O encarceramento faliu. A solução punitiva da cadeia deve ser reduzida para os casos extremos, para os casos que realmente não tenha alternativa”, diz o advogado Técio Lins e Silva, integrante da comissão de reforma do Código.

O subprocurador geral de Justiça do Ministério Público do Rio, Antônio José Campos Moreira, tem outra opinião. “A pena privativa de liberdade deve ser a última opção do juiz nesses crimes de menor gravidade, agora simplesmente deixar de provê-la ou criar alternativas para que ela não seja efetivamente cumprida desfavorece a sociedade, deixa a sociedade desprotegida”, afirma.

Na próxima reportagem, você vai ver que a renovação do Código Penal passará pela discussão de temas polêmicos, ligados à violência, como o uso de drogas e o jogo do bicho.

Voltei
Técio Lins e Silva já havia falado na reportagem de anteontem do JN. Que coisa! Alguém inventou a tese — sabe-se lá com base em quê — segundo a qual há presos demais no Brasil! Não! Há presos de menos! O que existe, como deixam claras as ocorrências, é bandido demais nas ruas, isto sim!

O que é prender demais? Qual é a base de comparação? Segundo dados do Departamento de Justiça dos EUA, havia em 2009 no país 2.292.133 pessoas efetivamente presas — atenção, outras 4.933.667 estavam em liberdade, mas enroscadas com a Justiça. As prisões juvenis reuniam outras 92.845 pessoas. Seriam os EUA uma ditadura, uma tirania, um exemplo de sociedade que esmaga as liberdades individuais??? Arredondemos para 500 mil os presos brasileiros. Isso significa 263 por grupo de 100 mil habitantes (tomo como base 190 milhões de habitantes). Huuummm… É muito? Nos EUA, eles são, atenção!, 744 por 100 mil!!! Quase o triplo. O Brasil tem 24 homicídios por 100 mil habitantes (números de 2010, segundo o “Mapa da Violência). Os EUA, 5!!! Menos de um quinto! Entenderam?

Há países que prendem menos do que os EUA, com menos homicídios? Há! É evidente que prender ou não prender bandidos não é o único fator da segurança pública. Mas uma coisa é certa: ninguém ainda inventou uma maneira de deixar um facínora solto e, ao mesmo tempo, diminuir a violência.

O Brasil prende demais, doutor Técio? Besteira! Está em 47º lugar na lista por 100 mil habitantes. E atenção! É assim por causa de São Paulo, onde estão 40% dos presos brasileiros, embora o estado tenha menos de 22% da população. De novo, vamos aos números: o Estado tem, então, 606 presos por grupo de 100 mil habitantes. Isso quer dizer que o resto do Brasil tem apenas 168, quase o índice da Grã-Bretanha, queridos, que é de 143 por 100 mil. Se tirarmos São Paulo da conta, o Brasil salta para 30 mortos por 100 mil. Entenderam o ponto? Aquela parte do país que registra mais de 45 mil homicídios por ano tem um índice de encarceramento de padrão verdadeiramente britânico, onde há apenas 5,4 mortos por 100 mil! Por que esses números não vêm a público? Por que os nossos repórteres não levam esses dados aos nossos juristas libertários?

Ora, não por acaso, o estado que mais prende — São Paulo — viu despencar os índices de violência (a despeito das ocorrências dos últimos dias; ocupo-me da trajetória histórica): o índice de homicídios caiu quase 70% em 10 anos; o de assassinato de jovens, mais de 80%. Em alguns estados do Brasil, especialmente no Nordeste, a violência explodiu.

Mas alguns dos nossos juristas, especialmente aqueles que elaboraram a proposta do Código Penal, têm uma ideia na cabeça: prender menos e soltar presos. Querem meter na cadeia alguém acusado de bullying ou de maltratar um cachorro, mas deixar do lado de fora quem rouba.

Os senhores senadores analisarão as propostas dos juristas. Também lhes caberá pensar a questão das drogas (ver post nesta página). A depender das escolhas, deixarão a sociedade mais à mercê de bandidos do que está hoje. O que faço acima é pôr fim a uma farsa, a um achismo cretino. Basta disposição para pesquisas, ter uma calculadora e não estar com os olhos tapados.

Bem, sempre se pode tentar provar que essas contas estão erradas, não é? E sempre há aqueles de bom coração que dirão: “Lá vem esse cara com matemática! O que importa é ter coração!”

Texto publicado originalmente às 7h10 do dia 25/07/2012. Por Reinaldo Azevedo

Tags: Código Penal, violência, esquerdismo penal